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És a nossa Fé!

Todos ao Jamor

Mais uma vitória do Sporting, que foi apenas por 2-0 porque entre bolas nos ferros, bolas a rondar os ferros e boas defesas do GR se perderam mais meia dúzia de golos. Para aí uns 6-1 estariam bem para o que foi o jogo.

Mais uma boa exibição colectiva, futebol simples, prático e eficaz, a defender e a atacar, com vários jogadores a fazer coisas nunca vistas em Alvalade, Renan a colocar bola com precisão à distância, Doumbia a fazer de grande trinco, LP9 a desviar magistralmente de cabeça, Raphinha a dar cabo daquilo tudo. Mesmo o "pé-frio" Diaby teve o mérito de estar no sítio certo para falhar da melhor forma.

Mais 3 pontos de vantagem para o Braga, consolidando o 3º lugar.

Esta equipa do Sporting começa a demonstrar o tal ADN de campeão que o Futsal, o Andebol e outras modalidades já conseguiram atingir, grandíssima vitória a do Futsal só possível pela aposta continuada na modalidade, reforço criterioso do plantel e estabilidade da estrutura técnica, será isso que Frederico Varandas terá de fazer também no futebol, mantendo a estrutura técnica, os principais jogadores e ir buscar mais alguns que façam também a diferença, obviamente não esquecendo o estado problemático das finanças da SAD e as naturais ambições dum ou doutro craque.

Segue-se o Belenenses no Jamor, vamos lá todos apoiar a equipa na sua caminhada para a entrada directa na Liga Europa e para o regresso vitorioso àquele palco na final da Taça.

Para fazer esquecer de vez a vergonha que foi aquele dia em que uma equipa assaltada e fragilizada teve que levar não apenas com o adversário, mas também com a sombra negra dum alucinado a intrigalhar de véspera desde o sofá e com o comportamento miserável das claques, acabando insultada por alguma escumalha oriunda dessa área nas escadarias do estádio.

Sendo assim,

Todos ao Jamor. Em dose dupla.

SL

Campeões europeus de futsal

Tinha de ser. E foi desta. Somos, pela primeira vez, campeões europeus de futsal. Vencemos o Kairat Almaty por 2-1, em casa da equipa adversária, no Cazaquistão. Com golos de Cavinato e Merlim. 

Foi arrepiante ouvir, há minutos, "O mundo sabe que" entoado a plenos pulmões no Arena Almaty pelos novos campeões do continente. Com a sensação, sempre renovada, de que somos tão grandes como os maiores da Europa.

Tão grande como os maiores da Europa

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Ao contrário do que algumas aves agoirentas que pululam à volta do clube apregoavam, o Sporting C.P. não desinvestiu nem diminuiu a aposta nas modalidades. Não conseguimos é ganhar sempre, porque jogamos contra adversários que também têm valor, investem e são competitivos. Aliás, só assim as vitórias têm valor. Hoje foi o futsal, orgulho enorme nos atletas, treinadores e dirigentes que uma vez mais ergueram bem alto o nome do clube, Sporting Clube de Portugal, tão grande como os maiores da Europa.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

De ver concretizada a vingança. Na primeira volta, perdemos por 0-1 em Guimarães e fomos totalmente dominados pela equipa minhota. Nada disso se repetiu no jogo de ontem, em Alvalade: indiscutível superioridade leonina, materializada em dois golos sem resposta. E os nossos jogadores ficaram a dever-nos mais meia dúzia de golos, em parte devido às boas defesas do guardião Miguel Silva, em parte pelo facto de as bolas terem embatido quatro vezes nos ferros da baliza.

 

De termos somado a nona vitória consecutiva. Oito jogos sempre a vencer para o campeonato nacional somado ao nosso triunfo na meia-final da Taça de Portugal frente ao Benfica: Marcel Keizer acaba de igualar a melhor série de desafios vitoriosos conseguidos em três anos no Sporting por Jorge Jesus.

 

De Raphinha. Claramente o melhor em campo na partida de ontem. Marcou um grande golo aos 39', revelando um domínio técnico da bola só ao alcance de uma minoria de profissionais do futebol. E foi dele a assistência para o segundo, num soberbo centro aos 51'. Aos 18', já tinha acertado com estrondo na barra. Vai-se mostrando cada vez mais influente na equipa leonina.

 

De Luiz Phellype. Começa a ser difícil adjectivar o desempenho do brasileiro, que marcou o sexto golo em cinco jogos consecutivos no campeonato. Igualando assim as marcas de Jardel, Slimani e Bas Dost. Ontem foi dele o nosso segundo, correspondendo da melhor maneira a um centro de Raphinha, com um desvio subtil na grande área vimaranense, à ponta-de-lança clássico. Aos 32', de cabeça, ia marcando também: a bola embateu no poste.

 

De Idrissa Doumbia. Desta vez foi titular, no lugar de Gudelj, ausente por acumulação de cartões. E revelou-se bem superior ao sérvio: competente como médio defensivo, não se confinou ao jogo posicional, arriscando várias incursões ofensivas, confiante e com bom domínio da bola. Vai caminhando a passos largos para se assumir como titular da posição 6 no Sporting.

 

De Renan. É dos pés dele, num passe longo muito bem medido para Raphinha, na ala direita, que começa a ser construído o nosso segundo golo. Esta reposição de bola, que se revelou decisiva, é certamente resultado de muitas horas de treino. Mérito da equipa técnica, naturalmente. E também do guarda-redes brasileiro, cada vez mais firme como titular da baliza do Sporting.

 

De terminar mais um jogo sem qualquer golo sofrido. Desde 3 de Março, dia em que disputámos a 24.ª jornada, frente ao Portimonense, mantemos a nossa baliza inviolada nos jogos realizados no estádio José Alvalade.

 

De ter visto escapar aos cartões os nossos jogadores que se encontram em risco. Ristovski, Coates, Acuña e Bruno Fernandes vão poder disputar o próximo jogo. Nenhum deles foi alvo de sanção disciplinar. 

 

De ver as bancadas quase repletas. Ontem registou-se a terceira maior afluência de espectadores ao nosso estádio nesta temporada, com 44.107 pessoas nas bancadas. Mais uma péssima notícia para o que resta da tribo carvalhista, que desde Setembro adoptava como lema a frase "quanto pior, melhor."

 

De retomar a esperança, embora ténue, de subirmos ao segundo posto. Beneficiando do empate do FC Porto em Vila do Conde, recuperámos dois pontos à equipa portista. Se vencermos no Dragão e o onze treinado por Sérgio Conceição sofrer nova derrota, ascendemos a um lugar que nos dá acesso à Liga dos Campeões. É difícil, mas não impossível. Quem diria, no início da época?

 

 

 

Não gostei

 
 

Do primeiro quarto de hora. Claro predomínio vimaranense neste período da partida, com a equipa visitante a instalar-se sem cerimónia no meio-campo leonino. Não foi fácil sacudir esta pressão.

 

Dos golos desperdiçadosSó na primeira parte, levámos quatro vezes a bola a bater nos ferros: Raphinha aos 18', Bruno Fernandes aos 20', Luiz Phellype aos 32' e aos 45'+1. Raphinha podia ter marcado aos 58', Bruno Fernandes ameaçou fazê-lo aos 45'+3, aos 50' e aos 60'. Mathieu marcou superiormente um livre aos 30' que levava selo de golo e foi defendido in extremis, em voo, por Miguel Silva. Soube a pouco.

 

De DiabyMarcel Keizer continua a apostar nele como titular, mas o maliano teima em não corresponder à confiança do treinador, mantendo uma relação problemática com a baliza. Desta vez desperdiçou dois golos apesar de ter sido muito bem servido por Bruno Fernandes aos 16' e aos 35'. Foi claramente o elemento mais fraco da nossa equipa.

 

Do árbitro Rui Costa. Aos 38', fez vista grossa a uma evidente falta de Acuña, quase em cima da linha da nossa grande área e da qual devia ter resultado um livre directo contra o Sporting. Confirma-se a sua falta de competência para arbitrar jogos do primeiro escalão no futebol português.

Faz hoje um ano

 

Foi arrancado a ferros. Mas até por isso mais saboroso, o nosso triunfo algarvio frente ao Portimonense, por 2-1, faz hoje um ano. O golo decisivo surgiu já ao cair do pano, com um disparo marcado aos 89', à entrada da área, por Bruno Fernandes - ele que tinha também marcado o primeiro, aos 23', com um belo chapéu sobre o guarda-redes adversário. Amealhando, nessa fase do campeonato, 16 golos e 18 assistências.

 

Partíamos assim para o dérbi lisboeta em igualdade pontual com a turma situada na margem sul da Segunda Circular, pois o SLB de Luís Filipe Vieira e Rui Vitória fora derrotado em casa pelo Tondela, treinado por Pepa.

«Vamos receber o Benfica em Alvalade, no próximo sábado, com vantagem sobre os encarnados no momento em que o árbitro apitar para o início do encontro: a turma rival precisará sempre de marcar pelo menos um golo para disputar o segundo lugar. Se o jogo terminar 0-0, o posto que dará acesso à Liga dos Campeões será nosso. E é bom lembrar: em 2018 ainda não sofremos qualquer golo em casa», anotei nesse dia 28 de Abril de 2018.

 

O Pedro Azevedo, que também escreveu sobre o jogo, alertava porém no texto aqui publicado no mesmo dia:

«Só um empate 0-0 em Alvalade nos deixará em vantagem. Havendo golos tudo se alterará, pelo que teremos de jogar para ganhar. É para continuar ligado ao desfibrilador e talvez tenhamos de ir fazer umas "nuances" como o JJ (ai os cabelinhos brancos, ai, ai). Se a vida de treinador não é fácil, imaginem a de treinador de sofá. É que eles ainda têm aquele rectangulozinho à frente do banco por onde se podem movimentar e libertar um bom vernáculo, ao passo que eu, cá em casa, se me afasto perco o jogo e se vocifero levo um cartão amarelo alaranjado. Sem recurso para o Conselho de Disciplina...»

Armas e viscondes assinalados: Começou com ph elevado e terminou a curar insónias

Sporting 2 - Vitória de Guimarães 0

Liga NOS - 31.ª Jornada

28 de Abril de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

A forma diligente como acorreu à bola mal dominada pelo único adversário que se conseguiu isolar na primeira parte (e em todo o jogo) evitou que só entrasse verdadeiramente em acção por volta dos 90 minutos, ao agarrar um cabeceamento que foi o mais aparentado com um remate de que a equipa visitante foi capaz. Só não sucumbiu ao tédio devido ao hábito irritante que os colegas têm de perturbar o seu descanso com atrasos de bola.

 

Ristovski (3,0)

Formar ala com um colega que estava em modo “one-man show” não permitiu que se integrasse assim tanto no ataque, embora tenha ficado perto de marcar num remate atabalhoado que embateu num defesa. Já nas missões defensivas cumpriu quase sempre, contribuindo para anular os criativos do Vitória de Guimarães.

 

Coates (3,5)

Aquela sua vontade indomável de fazer um golo à Maradona, caso o argentino fosse um gigante desengonçado, esteve perto de se concretizar num dos raros momentos do Sporting após o 2-0 que não pareceram uma experiência de cura de insónias digna de Nobel da Medicina: o uruguaio recebeu a bola atrás da linha do meio-campo, avançou pelo relvado entre o drible e a capacidade de resistir a tentativas de desarme, chegou a entrar na grande área contrária, levando atrás de si um quarteto de adversários, e... atrapalhou-se na hora H. Quer a fortuna que seja muito mais concentrado nas funções que justificam o salário que aufere, contribuindo para que chegar ao apito final sem golos sofridos esteja a tornar-se menos insólito. E não é todos os dias que os adeptos vêem alívios na grande área executados com pontapés de bicicleta.

 

Mathieu (3,5)

Só não conseguiu marcar aquilo que seria um grande golo, num livre directo em zona frontal, ainda muito distante da baliza, que todos pensaram destinar-se a Bruno Fernandes. Miguel Silva esticou-se o suficiente para ser o desmancha-prazeres que nenhum dos colegas sem luvas nas mãos conseguiu ser para o francês. Tanto assim que, pouco a pouco, deu por si a avançar cada vez mais e já não só pelo corredor esquerdo, pois chegou a fazer um grande passe a partir do miolo do terreno que foi desperdiçado por Bruno Fernandes.

 

Acuña (3,0)

Terá feito uma falta, ainda fora da grande área, que não foi assinalada e esteve na origem da jogada do primeiro golo. O facto de ter ficado ligado a um lance em que o árbitro Rui Costa poderia ter prejudicado o Sporting e não o fez já chegaria para assegurar um lugar ao argentino no museu do clube – embora o facto de o Vitória de Guimarães ter chegado a recuperar a posse de bola entre a falta não assinalada e a assistência de Bruno Fernandes para o golo de Raphinha torna-se, segundo regras do videoárbitro mais difíceis de entender do que os universos paralelos dos filmes da Marvel, impossível de reverter –, mas voltou a mostrar que dele se pode esperar tudo e mais alguma coisa. E a falta de aproveitamento de tudo o que fez no jogo em nada desmente tal afirmação.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Muito mais mexido do que o castigado Gudelj, assegurou bem melhor o transporte de bola – numa das suas arrancadas foi derrubado de tal forma que o árbitro rompeu a linha com que tinha cozido o bolso de onde se tiram os cartões amarelos – e deixou claro que lá por ser o futuro não deixa de fazer parte do presente.

 

Wendel (3,0)

Regressou à equipa, ultrapassado o castigo interno da excursão a Turim, esforçando-se por carrilar jogo. Não esteve brilhante, nem particularmente inspirado na hora de puxar a perna para trás e rematar, mas nada deve temer: é dos poucos visíveis que os carecas holandeses gostam mais.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Terminou o jogo a passo, bastante irritado com o árbitro, os adversários, os colegas e aquele tipo que lhe aparece no espelho quando não faz a barba. Até pareceu tentar forçar o amarelo que o afastaria da primeira das deslocações que o Sporting tem agendadas ao Jamor – na próxima semana será só para defrontar o Belenenses SAD –, permitindo que o golo com que irá bater o recorde de meio-campista mais goleador de sempre na Europa ocorresse na provável e temida despedida ao Estádio de Alvalade, quando o Sporting receber o Tondela. Antes disso fez trinta por uma linha aos adversários, servindo Luiz Phellype, Raphinha e (infelizmente) Diaby para ocasiões de golo que ficaram por concretizar, tal como só conseguiu torturar o poste ao lançar uma bomba, de ângulo quase impossível, servido por Raphinha. Retribuiu a gentileza com o passe monumental com que o brasileiro inaugurou o marcador e foi adiando o momento mais esperado por si e pelos mais de 40 mil adeptos que enchiam as bancadas. Só que nunca chegou. Não por falta de tentativa, pois Bruno empenhou-se em fazer grandes golos, daqueles que não precisam de notário para terem assinatura reconhecida (uma bomba em arco saiu bem perto do alvo...), tentou fazer golos normais (isolado por Raphinha, fez a bola passar rasteira e rente ao poste) e assistiu vários colegas que, por enorme azar, por vezes se chamavam Diaby.

 

Diaby (1,5)

Voltou a homenagear os Xutos & Pontapés, nomeadamente os célebres versos “nunca dei um passo/que fosse o correcto/eu nunca fiz nada/que batesse certo”. Além de um controlo de bola calamitoso e de passes disparatados, tornando um suplício para as bancadas pressentir a hipótese de o verem a ter intervenção nas jogadas, rematou sempre de forma deficiente ao usufruir de passes que o deixavam de frente para aquela caixa em que é suposto enfiar a bola. Não chegou ao nível “volta Sinama-Pongolle, estás perdoado”, mas andou lá perto.

 

Raphinha (4,0)

Começou o recital com um remate fortíssimo que a barra devolveu e ficou perto de marcar de cabeça antes de executar um cruzamento teleguiado que Luiz Phellype desviou para o poste mais distante, tal como antes servira Bruno Fernandes para outra agressão aos ferros da baliza Vítor Damas. Melhor sorte e engenho teve ao receber o passe de Bruno Fernandes, desviando-se de Miguel Silva apenas o suficiente para conseguir ganhar posição para um remate imparável. Desfeito o nulo, mesmo sem festejar por respeito ao antigo clube, sentenciou o destino dos vimaranenses no início da segunda parte, fazendo o que quis do defesa que o tentou cobrar até servir Luiz Phellype para o 2-0. Até ao fim não desistiu de marcar e de ajudar a marcar, embora tenha ficado progressivamente contaminado com o adormecimento em curso no jogo leonino. Em linguagem de “A Guerra dos Tronos”, dir-se-ia que pode ser ele o “príncipe que foi prometido” da temporada 2019/2020.

 

Luiz Phellype (3,5)

Dois remates à barra e ao poste, com os pés e com a cabeça, ambos logo na primeira parte, foram a prova de que pretendia continuar uma série que a todos surpreende e transforma os problemas físicos de Bas Dost numa nota de rodapé. Sempre pronto a lutar pela equipa, voltou a estar no sítio certo à hora certa, desviando para o fundo das redes o cruzamento rasteiro de Raphinha. Vão cinco jogos consecutivos a marcar na Liga NOS, com meia-dúzia de golos assaz prometedores para quem chegou a parecer mais um equívoco.

 

Borja (2,5)

Entrou para lateral-esquerdo quando Keizer reparou na nulidade de Diaby, levando a que Acuña se adiantasse no terreno. Não se pode dizer que os dois tenham combinado especialmente bem, ou que o colombiano tenha sido particularmente esclarecido na sua actuação, mas nada fez de muito errado.

 

Miguel Luís (2,0)

Teve direito a mais alguns parcos minutos, destinados sobretudo a fazer descansar Wendel. Integrou-se sem problemas num meio-campo desde há muito concentrado em fazer os minutos passarem até ao apito final.

 

Jovane Cabral (1,5)

Entrou em cima dos 90 minutos, ainda a tempo de fazer um disparate que resultou num contra-ataque prontamente contido pelos colegas.

 

Marcel Keizer (3,0)

A sua equipa dominou completamente a quinta melhor equipa da Liga NOS (ainda que nem sempre o pareça), marcou dois golos, não sofreu nenhum e levou a bola a embater quatro vezes nos ferros da baliza. E ainda assim ouviu assobios das bancadas à medida em que se dedicou durante metade da segunda parte a fazer circular a bola entre os defesas e os guarda-redes, reduzindo o ritmo do jogo até à “flatline”. Não foi bonito, após um excelente arranque e muitas provas de virtuosismo individual e de trabalho colectivo, mas pode ser explicado com a necessidade de gerir esforço. Mais difícil de explicar é a aposta em Diaby, apesar dos pesarosos pesares, tal como a demora nas substituições e a incapacidade de retirar alguns jogadores mais esgotados.

A voz do leitor

«Mesmo que Keizer faça uma ponta final do campeonato decente e até ganhe a final da Taça, acho que não é treinador para o Sporting. A não ser que mostre clara aposta na formação antes do final da temporada. Só nesse cenário é que toleraria mantermos Keizer como treinador para a época seguinte (a errar é que se aprende e depois de tantos erros, ao menos que se tente usufruir dessa experiência). Mas só se realmente vermos que Keizer aprendeu alguma coisa com os diversos erros.»

 

Ângelo, neste meu texto

Não havia necessidade

 Rui Costa é um péssimo árbitro, creio que ninguém que lê estas linhas terá dúvidas disso, portanto a culpa de Rui Costa continuar a apitar jogos de futebol não é dele, é de quem o deixa continuar de apito em riste.

Posto este considerando, a 90 metros eu vi que houve falta de Acuña sobre um vimaranense. Confesso que àquela distância não posso afiançar que foi fora da área (não sendo agarrão, a falta deve ser marcada onde começa), mas pareceu-me e parece que o meu olho de lince não me enganou. Acresce dizer que o VAR não pode actuar aqui e uma vez que depois deste lance a bola foi recuperada pelo Guimarães e depois perdida para o Sporting, o golo, do ponto de vista do VAR é, como diria o outro, limpinho, limpinho.

Do que eu acho que não havia necessidade, era da reacção dos elementos do banco do Guimarães e até dos jogadores, tão mansinhos uns e outros com outros emblemas. Em bom francês, a diferença entre refilar por lhe meterem um dedo no sim senhor e se deliciar com o braço todo no dito cujo, if you know what I mean...

Também não havia necessidade de nos fazer sofrer quinze minutos no início do jogo, para depois fazer durante quarenta e cinco minutos uma exibição muito consistente, talvez a melhor da época, podendo até ter acontecido uma goleada das antigas, se têm entrado as três ou quatro para golo que o GR do Vitória negou aos nossos rapazes e se a baliza sul tivesse só mais um bocadinho assim de largura e altura e já lá não batiam com estrondo quatro bolas (antigamente a bola teria lá batido quatro vezes, mas agora há mais bolas que jogadores, de modo que é mais correcto dizer que foram quatro bolas... adiante!) que seriam outros tantos golos. Marcaram dois, o primeiro de Raphinha muito bom e o segundo, de P...Filipe, pleno de oportunidade, numa jogada que começou em Renan, passou por Raphinha e este serviu com "açucar" para o compatriota fazer um belo golo, também.

Depois alguém se lembrou que o Porto ontem deixou perder dois pontos "sem jeito nenhum" e o jogo mudou, para pior do ponto de vista exibicional, mas para melhor do ponto de vista da consistência defensiva. Não me lembro de qualquer defesa digna desse nome por parte de Renan e de a defesa perder qualquer lance no "um-para-um". A equipa está hoje melhor do que a que perdeu o jogo em Guimarães e até melhor, apesar de menos entusiasmante, que a equipa dos primeiros jogos de Keiser no banco, porque está mais consistente em todos os sectores, apesar de alguns erros de casting que o holandês teima em convocar, em detrimento dos jovens da formação. Controlou pois o jogo e o resultado de forma superior.

Estivemos lá hoje mais de 40 mil, numa festa bonita que trouxe os núcleos a Alvalade. Por acaso à minha volta os meus vizinhos de bancada foram todos para a praia mas, hoje como ontem, os lugares de época foram e bem contabilizados.

Para terminar, quem diria que ainda podemos, num golpe de sorte é certo, chegar ao segundo lugar?

No rumo certo

O jogo dos núcleos foi hoje uma aposta ganha do Sporting Clube de Portugal. Mais de 44 mil espectadores esgotaram praticamente os lugares disponíveis, há que contar com as gameboxes, sabendo que nem todos os detentores destes lugares vão assistir aos jogos ou cedem os lugares. Obviamente que também ajudou o agendamento do encontro para um final de tarde ao sábado, para além da preciosa colaboração da meteorologia, porque esteve um excelente dia de Primavera.

Os aziados, órfãos ou viúvas sofreram hoje uma dupla e inequívoca derrota, a primeira com a assistência, a segunda com mais uma vitória da nossa equipa de futebol. Salta à vista que estamos no caminho certo, há que pensar nos sócios e adeptos que verdadeiramente amam e sentem o clube, para os quais a verde e branca, o leão rampante, o estádio José de Alvalade ou Pavilhão João Rocha são símbolos e territórios sagrados, mais importantes que qualquer dirigente que exerça funções. Somos do Sporting, estamos no Sporting, mas não somos o Sporting, é uma evidência que muitos parecem às vezes esquecer.

Faz hoje um ano

 

Há textos premonitórios. Um deles foi aqui publicado, a 27 de Abril de 2018, pelo JPT. Sobre Bruno de Carvalho e a irreversível deterioração da situação interna no Sporting. 

 

Eis um excerto dessa reflexão do nosso colega:

«O importante já não é quem é útil ao clube, é apenas a dimensão da incondicionalidade do brunismo alheio. "O clube sou eu", é o que se retira disto, da raiva contra alguns jogadores com estatuto especial, com o médico, na desconfiança para com o treinador. É uma tal deriva errática que até já espero que o roupeiro Paulinho venha a sofrer, por ser tão querido aos adeptos e profissionais, assim assombrando a fonte que se imagina e deseja única.

Bruno nada aprendeu. E não mudará nem um pouco. Daqui para a frente será uma debandada. Uns expulsos, outros "conduzidos". Outros por decisão própria. E ele continuará a clamar-se o único relevante.

Sabe-se como terminará. E até mesmo quando. A 15 de Março da próxima época ele discursará um "até vocês?". E outro presidente será eleito.»

 

No mesmo dia, por mera coincidência, publiquei aqui um Merecido elogio a Frederico Varandas.

Permitam-me a autocitação:

«Jorge Jesus tem feito alusões contínuas e sempre positivas a Frederico Varandas, director clínico do Sporting Clube de Portugal. São mais que merecidas e justificadas, tais referências. O departamento médico do nosso clube é uma referência não apenas no âmbito desportivo nacional mas até a nível europeu.

É portanto mais que justo, neste quase final de temporada, deixar aqui um elogio e um agradecimento ao Dr. Varandas. O treinador confia nele, os jogadores também e os adeptos não ignoram que é uma mais-valia do Sporting.

Sempre presente, tanto nas horas boas como nas horas más.»

 

Estávamos a 18 dias do assalto a Alcochete. Faz hoje um ano.

O que diz João Duque

«NÃO ERA ORÇAMENTO QUE SE APRESENTASSE»

«Tivemos que nos pronunciar sobre um orçamento que tinha sido feito por Bruno de Carvalho com pressupostos que, na altura, dissemos que estavam todos errados. Não era um orçamento que se apresentasse - e estamos a falar do clube, porque a Comissão de Fiscalização era só sobre o clube, não era da SAD.»

 

«ERA DE LOUCOS, ESTAVA TUDO MAL FEITO»

«O orçamento do clube estava assente em pressupostos de que iria continuar a crescer. Era de loucos, estava tudo mal feito. Como é que iríamos dar um parecer positivo sobre isto? Demos portanto um parecer negativo e nem houve assembleia para votar aquele orçamento porque era ridículo.»

 

«SE QUISESSEM UMA LÂMPADA, PEDIAM AO PRESIDENTE»

«Apercebi-me logo que o sistema de gestão do clube daria azo a tudo e mais alguma coisa: super-centrado numa pessoa, era de loucos. Imagine o que é um clube ter todas as despesas, mas todas as despesas, assinadas pelo presidente! Está tudo dito. Se quisessem comprar uma lâmpada, tinham que pedir autorização ao presidente. Isto é um clube? Isto é de loucos. Mas depois tinha saldos de tesouraria em cash elevadíssimos. Assim que soube disso percebi logo que tinha tudo para correr mal.»

 

«OS JOGADORES COMEÇARAM A SAIR EM MASSA»

«O jogo é uma coisa e a gestão das instituições é outra. Mas ali estavam a gerir a empresa e a actividade como se estivessem no campo. Bruno de Carvalho criava essa gestão de conflito e de ódio permanente a todos. Os jogadores começaram a sair em massa, nunca tinha visto isto, e escreviam cartas onde acusavam o presidente. Uma coisa inimaginável.»

 

«ESTAVA TUDO A DESMORONAR-SE»

«O Sporting estava com problemas sérios de tesouraria e precisava de cumprir prazos. Aliás, já estava com um problema com o Guimarães, que ameaçava requerer a falência da sociedade. Acho que no fim disto tudo é um milagre o Sporting ainda existir formalmente. Este Sporting tal como nós temos. O clube estava a implodir: oito ou nove jogadores a saírem porta fora, o treinador também. Estava tudo a desmoronar-se.»

 

João Duque, ex-membro da Comissão de Fiscalização do Sporting entre Maio e Setembro de 2018, hoje, em entrevista ao jornal i

Muito bem!

Os Sportinguistas fora de Lisboa e que pagam quota de associados dos Núcleos agradecem a atenção.

 

Tecnologia em estreia no Jogo dos Núcleos

O Sporting Clube de Portugal acaba de lançar uma plataforma online de bilhética exclusiva para os Núcleos do Sporting CP e que, de acordo com Francisco Rodrigues dos Santos, vogal do Conselho Directivo - Expansão e Núcleos, vai “transportar os Núcleos do SCP para a era digital”.

De acordo com o responsável, “a plataforma online de bilhética destinada aos Núcleos do SCP permite-lhes adquirir bilhetes para os jogos no Estádio José Alvalade e no Pavilhão João Rocha, de acordo com a tabela de preços específica para os Núcleos do Sporting CP, através de um portal na internet, de forma célere, descomplicada e acessível.”

Esta tecnologia vem revolucionar a forma como os Núcleos do SCP compram os bilhetes, uma vez que basta entrar na plataforma, seleccionar um lugar na bancada, escolher a forma de pagamento e gravar o documento que contém o ingresso e que permitirá a entrada no Estádio ou no Pavilhão.  

Retirado daqui.

Faz hoje um ano

 

Nesse dia 26 de Abril de 2018, falava-se aqui ainda das mensagens por telemóvel enviadas por Bruno de Carvalho aos jogadores leoninos. Mensagens duras, idênticas mas não iguais, com a aparente intenção, da parte do presidente do Sporting, de descobrir quem seriam os supostos "bufos do balneário". Alguns terá havido pois algumas mensagens foram divulgadas no jornal Record.

 

Escreveu o Edmundo Gonçalves:

«Quero afirmar convictamente que, à parte a fixação na primeira pessoa, escusada e evitável, me revejo em  praticamente todo o teor das mensagens (que para SMS me parecem demasiado extensas, mas cada um tem o seu estilo). Lamento pela sua divulgação, desconhecendo em absoluto quem pôs a boca no trombone. Não me parece que a solução para o problema, se é que existe problema de verdade, seja a separação de presidente e jogadores e parece-me natural que o presidente tente galvanizar os atletas (e se mandar um berro de vez em quando, não virá daí qualquer mal ao mundo, são todos adultos e sabem o que se lhes exige).»

A voz do leitor

«Coates por 20 milhões é bem vendido. Os nossos laterais são muito fracos; se tivéssemos os dos nossos rivais éramos campeões. Bruno Gaspar e Jefferson são para despachar; não sei se teremos profundidade suficiente na formação para suprir estas vagas, mas gostava de ver o que consegue fazer Thierry Correia.»

 

João Rafael, neste meu texto

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