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És a nossa Fé!

Bruno Fernandes entra na História do Sporting

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Apelidado de rato e traidor por alguns imbecis, que se dizem adeptos do clube, mas que negando a realidade apenas adoram um antigo dirigente, por sinal um louco demente em avançado estado de delírio, Bruno Fernandes, claramente o melhor jogador do Sporting, hoje é ele e mais dez, tem respondido jogo após jogo aos energúmenos no local próprio, em campo, ontem entrou na gloriosa centenária história do clube apontando o seu 23º golo da época, tornando-se o médio com maior número de golos numa época, ultrapassando a marca de 22 golos obtida por António Oliveira na época 1981/1982.

É bem possível que o nosso capitão não se fique por aqui, face aos jogos que ainda faltam para disputarmos até final da época, força Bruno!

Pós-Portimonense

Marcel Keizer é treinador do Sporting desde Novembro. Há  mais de 3 meses. Alguém que acompanhe a equipa e os seus jogos pode explicar-me que trouxe ele, anunciado como inovador que foi? Que marca no clube, nos jogadores, no tipo de futebol, tem deixado? E para quem diga que é preciso tempo eu pergunto: ok, as coisas levam tempo, mas para onde está ele a ir, que vos parece? Insisto, que inovação fez ou anuncia, na orgânica do futebol, e nas dimensões técnicas e tácticas?

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória. Dois golos num minuto, a antever uma goleada que afinal não aconteceu, chegaram a aquecer a modorra instalada nos momentos iniciais no nosso estádio. Primeiro Diaby, num cabeceamento defeituoso mas com muita sorte à mistura, na sequência de um canto bem apontado por Bruno Fernandes. Depois Raphinha, numa jogada muito rápida e muito bem concluída pelo corredor direito. Estavam decorridos 11 minutos, parecia que iríamos ter uma noite de muitos golos e bom espectáculo em Alvalade. Pura ilusão: vencemos 3-1, mas poderíamos ter sofrido um empate. Ou até perdido.

 

De Bruno Fernandes. Marcou o terceiro golo, de grande penalidade. O golo que enfim tranquilizou os adeptos, aos 90'+1, numa altura em que já largas centenas de pessoas tinham abandonado o estádio, insatisfeitas com a produção da equipa. Com um pontapé de canto, já tinha ajudado a fabricar o primeiro e endossou a Raphinha a bola que o brasileiro, de forma espectacular, conduziu largos metros adiante até a meter na baliza. Não foi uma das melhores prestações do nosso capitão, que se mostrou mais fatigado do que é hábito, mas o n.º 8 voltou a ser muito útil, sobretudo ao nível dos passes longos e das mudanças de flanco na construção ofensiva. 

 

De Raphinha. Para mim, o melhor em campo. Sobretudo pelo que fez na primeira parte, conduzindo três jogadas muito perigosas nos primeiros 11 minutos - a última das quais concluída com êxito por ele próprio, num belo golo (com o pé direito) que fez levantar o estádio. Aos 34', centrou muito bem - Dost e Diaby desperdiçaram a oferta. Aos 37, novo cruzamento - e novo desperdício do holandês. O brasileiro, que havia sido preterido na jornada anterior, frente ao Marítimo, foi desta vez titular e mereceu a aposta. Saiu aos 72', muito desgastado fisicamente e provavelmente até lesionado.

 

Do regresso de Mathieu. Nem parecia que vinha de uma lesão prolongada: o francês foi claramente o patrão da nossa defesa e, exceptuando um desentendimento pontual com Acuña, teve uma actuação irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar - incluindo um golo quase feito. E ainda foi várias vezes à frente, conduzindo a bola com velocidade e perícia técnica. Numa dessas ocasiões, aos 80', cruzou da ala esquerda, como se fosse um extremo, com conta e medida para a grande área, com Diaby a falhar escandalosamente.

 

De Acuña. Exibição muito positiva do argentino, que nunca desistiu de disputar a bola, criou constantes desequilíbrios e ganhou quase sempre os confrontos individuais. É um desperdício tê-lo como lateral esquerdo, à semelhança do que hoje sucedeu. A equipa ganhou quando avançou com mais ousadia no terreno, após a entrada de Idrissa Doumbia, passando a projectar-se sistematicamente no ataque. Destacou-se com um lance aos 75', servindo Wendel lá à frente, numa jogada que Bruno Fernandes concluiu mal. Foi sempre um dos mais inconformados. E é um dos que merecem esta vitória, bastante mais sofrida do que o resultado deixa antever.

 

De Renan. Uma vez mais, foi decisivo. Com três grandes intervenções, todas na primeira parte (21', 45', 45'), impediu o Portimonense de empatar a partida e até de poder levar os três pontos de Alvalade. A baliza do Sporting está muito bem defendida, digam o que disserem os fanáticos que desde a primeira jornada do campeonato mostram uma alergia visceral ao guardião brasileiro.

 

Da pequena conquista aritmética. Iniciámos a 24.ª jornada com menos 24 pontos do que o conjunto das três equipas que se encontram à nossa frente na classificação. Esta distância reduziu-se agora para 21: ganhámos três pontos ao FC Porto, graças ao Benfica, que foi vencer ao Dragão.

 

 

 

Não gostei

 

Da atitude da equipa a partir dos 2-0Estranhamente, os nossos jogadores pareceram atemorizar-se ao ganharem por dois golos de diferença a partir do minuto 11. Recuaram muito no terreno, passaram boa parte do tempo a trocar bolas no reduto defensivo, sem progressão nem construção de lances atacantes, o que deu motivação ao Portimonense. Aos 29', a equipa algarvia reduziu a vantagem. E esteve a um pequeno passo de marcar, ao fazer a bola embater com estrondo no travessão da nossa baliza, no tempo extra da primeira parte. Desta vez tivemos sorte.

 

De Bas Dost. Confirma-se: o holandês está num péssimo momento de forma. Não física, mas psicológica. Nada lhe sai bem. Pior que isso: parece que ganhou fobia à baliza. Isso ficou evidente, nesta partida, ao falhar três possíveis lances de golo - um dos quais, mesmo ao terminar a primeira parte, gerou reacções de incredulidade nas bancadas de Alvalade. Percebe-se mal que não haja acompanhamento psicológico dos jogadores - ou, se há, no caso de Bas Dost é como se não houvesse. Keizer, que parece não saber gerir bem esta situação com o seu compatriota, mandou enfim retirá-lo de campo aos 59'. O avançado saiu de cabeça baixa, frustradíssimo, provocando divisão entre os adeptos: uns aplaudiram-no (foi o meu caso), outros assobiaram-no.

 

De Gudelj. Exibição medíocre, mais uma. Parece sempre desposicionado, perde inúmeros lances, mostra-se incapaz de fazer um passe certeiro para além de dez metros e pouco mais faz do que lateralizar. De uma perda de boa sua, aos 29', nasceu o golo do Portimonense. É um dos mistérios deste Sporting 2018/2019: o que faz o técnico holandês apostar com tanta insistência, de jogo para jogo, neste sérvio sem atributos nem predicados?

 

De Luiz Phellype. Outra nulidade. Substituiu Bas Dost aos 59', mas voltou a ficar muito aquém daquilo que se exige de um avançado numa equipa como a do Sporting. Continua sem marcar um só golo, suscitando dúvidas crescentes sobre o mérito da sua contratação como "reforço de Inverno". Mas pior que isso: não protagonizou sequer um lance de possível perigo para as redes do Portimonense. Conclusão: cerca de 35 minutos em campo para nada.

 

De Ilori. Actuação muito deficiente do nosso central, que desta vez procurou preencher a posição de Coates, ausente por acumulação de cartões, mas nem por um momento fez esquecer o internacional uruguaio. Praticamente nada lhe saiu bem - nem a articulação com o regressado Mathieu, seu parceiro no eixo da defesa, nem as dobras a Ristovski na ala direita do nosso corredor defensivo, nem os passes. Aos 7' e aos 15' foi facilmente ultrapassado, colocando em perigo a nossa baliza. Aos 45', falhou uma intercepção em zona proibida, valendo Renan para evitar o golo. Muito abaixo das expectativas geradas pelo seu recente regresso a Alvalade.

 

Da entrada de Francisco Geraldes só aos 90'. Procurando aparentemente defender a magra vantagem por 2-1 em casa, frente ao Portimonense, Keizer apostou num segundo médio defensivo, fazendo entrar Idrissa Doumbia aos 72' para o lugar de Raphinha. Impunha-se outra dinâmica no terreno, até para compensar a nula eficácia de Gudelj, mas o técnico holandês mostrou receio. Só aos 90' fez enfim entrar Geraldes, sob um clamor de aplausos. Não serviu para nada. Ou antes: serviu apenas para o nosso médio criativo receber um cartão amarelo. Outra oportunidade desperdiçada, por responsabilidade exclusiva do treinador.

 

Da deserção dos adeptos. Desta vez, numa noite amena de quase fim de Inverno, só havia 24.907 espectadores em Alvalade. É certo que o jogo começou às 20 horas de domingo e que muita gente saiu de Lisboa por estes dias, aproveitando a tolerância de ponto do Carnaval. Mas não serve de desculpa ou de atenuante para tão fraca adesão de público.

 

Do balanço sofrível da nossa prestação no campeonato. Só conseguimos vencer cinco dos últimos dez jogos da Liga 2018/2019. Dá que pensar.

Parece fácil

Já por aqui se tem falado muito deste plano de ataque aos jogos, por colegas e comentadores. Basicamente, é marcar cedo, para acabar também cedo com as veleidades dos adversários e com alguma manha dos senhores do apito.

Hoje o Sporting conseguiu quase tudo isso. Marcou cedo dois golos, aos 10 e aos 11 minutos, prescincindo daqueles começos "entusiasmantes" dos últimos jogos em que dava a iniciativa ao adversário, resistiu quase sempre bem à resposta com bastante qualidade do adversário, mas não deixou de sofrer o golinho da ordem e de andar de aflitos no final do primeiro tempo, com uma bomba na barra.

Aquilo até teria sido mais fácil se tivéssemos jogado com ponta-de-lança e com dois centrais, mas pronto, nove contra onze e 2-1no final do jogo seria um belo resultado. Depois um algarvio distraiu-se (parece-me que Capela também, já que assinalou penálti) e cometeu falta sobre B. Fernandes, outra vez o nosso melhor, que aproveitou para fazer o terceiro.

Um jogo sem história. Como eu gostaria de ter visto muito mais jogos sem história como este...

Bruno Fernandes e mais 10

Hoje foi mais um jogo onde isso aconteceu, patrão do meio-campo, passes para golo, ocasiões de golo, falta sofrida e penálti convertido.

Até aí tudo bem.

O problema é que, dos outros dez, metade esteve simplesmente imprópria para integrar o 11 e auxiliar Bruno Fernandes a ganhar o jogo.

Não sei o que se passa com Bas Dost. Guarda-redes e pontas de lança têm destas fases e nada lhes sai bem. Mesmo o que lhe sai bem, os outros desperdiçam. 

Mas custa ver Gudelj, Diaby (excepto no improvável golo que marcou) e Ilori a somarem asneiras atrás de asneiras, e a estragarem constantemente o trabalho dos outros. 

Com tanta asneirada junta, e com a teimosia de Keizer em apostar num 4-3-3 sem trinco, com extremos a fugir da linha do fundo, a abusar em passes interiores, o Sporting transformou um jogo fácil, contra uma equipa limitada que jogou aberta e uma arbitragem que deixou jogar, num sofrimento que só terminou a poucos minutos do fim.

Assim não vamos longe, Mr. Keizer, e o senhor também não. Um dia destes o Bruno é capaz de achar que já chega, e partir para alguma equipa que jogue com 11 .

SL

Com o novo mundo mesmo ali ao lado

"Com o novo mundo mesmo ali ao lado", cantavam os xutos quando ainda o eram ... basta cruzar a Segunda Circular, digo agora eu, pois é mesmo "ali ao lado" .... Sim, sei que é um postal nada popular para um ambiente sportinguista. Quando no ano passado, ou coisa assim, um qualquer certame árabe premiou a formação futebolística benfiquista logo se elevou um coro indignado a protestar, que seria coisa da influência da Cofina ou isso ... Está à vista que os árabes não estavam tão enganados assim, ou ao serviço dos pelos vistos abundantes petrodólares da tal Cofina.

O Benfica segue com uma equipa cheia de miúdos da sua formação, comandados por um treinador formado e saído da suas equipas juniores. Joga bem, e alegre. Tem sucesso. O treinador tem um discurso civilizado. Os seus jovens não verbalizam ou executam o desejo de sair já do clube. Nem o invectivam após sair. Um bom ambiente, uma boa escola, uma boa transição para o contexto sénior. O modelo que os sportinguistas queriam, podiam ter tido e desbarataram - muito pela azeda relação com os jogadores da formação, óbvia deriva de um clube que não conquista o título há tempo demais: o exemplo da "maçã podre" João Moutinho, década após ter saído do clube sendo até considerado o melhor de sempre do histórico Wolverhampton e reclamado como modelo de profissional pelos jovens jogadores do clube é sintomático de um desvario interno. E da patética massa adepta, que o continua a invectivar. Foi João Moutinho mas também inúmeros jogadores do clube, que vão saindo sem que o Sporting tenha os lucros necessários com isso, e sem que eles fiquem como símbolos de referência do clube, alimentando o clubismo das novas gerações. 

O Benfica sedimentou este modelo assente nas "toupeiras", "emails", "vouchers", "joões capelas"? É possível. O Benfica foi campeão, nisso sossegou adeptos e estrutura interna, e teve acesso a recursos económicos, através da manipulação da federação e da liga? Sim, os casos dos túneis, com o Porto e o Braga, são das coisas mais vergonhosas da história do futebol português, muito mais do que Calabote, Inácio de Almeida, Francisco Silva ou coisas similares. Mas convém lembrar que o Sporting entregou agora a coordenação da formação a um dos principais implicados nessa monumental aldrabice.

Ou seja, uma simples contratação que retira qualquer argumento moral ao clube para criticar hipotéticas más-práticas alheias. Mas esse fim de uma hipotética "autoridade moral" (e a ver vamos o que dá o "cashball") é bom. Para que as gentes do clube se deixem de centrar nas invectivas contra isto-e-mais-aquilo e possam, com a civilidade dos civilizados, aprender com o que se passa "mesmo ali ao lado". Pois esse é o único futuro de um clube português na economia do futebol actual global.

E tudo o resto, "as viúvas", o "bruno", os "croquettes", "as claques", vale nada e só faz apodrecer. A ver se a gente percebe bem isto. 

(Entretanto, e até ao fim deste ano, sou filho do meu pai, portuense - que nunca ligou ao futebol. A ver se os andrades são Dragões, e que derrubem os malditos lampiões de Carnide).

Faz hoje um ano

 

Reacções desoladas, aqui no blogue, a 3 de Março de 2018 perante a derrota no Dragão (1-2) que na véspera ditara o nosso adeus definitivo às aspirações de conquista do título. Cheirava já a fim de ciclo, apesar da promissora estreia do jovem Rafael Leão a marcar, logo na primeira vez em que tocou na bola mal saltou do banco.

Seguem-se alguns trechos.

 

Escrevi eu:

«Bruno de Carvalho deu ao treinador todas as condições para ele atacar o título que prometeu aos sportinguistas. Todas. Não se poupou a esforços financeiros para satisfazer os pedidos - e até alguns caprichos - de Jorge Jesus. Convém reconhecer, portanto: não é por culpa do presidente que o Sporting deixa de ser candidato ao título a nove jornadas do fim do campeonato. Após perder com Porto e Estoril. Após empatar com Porto, Benfica, Braga, Moreirense e V. Setúbal. Após vitórias tangenciais, quase por milagre, e prestações medíocres frente a essas potências futebolísticas chamadas Rio Ave, Belenenses, Tondela e Moreirense.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Não se pode, no entanto, olvidar, em jeito de balanço, que nos nove jogos disputados até agora, contra equipas grandes, de Portugal e da Europa, o Sporting não venceu nenhum no tempo regulamentar, registando quatro empates e cinco derrotas. E estamos em terceiro lugar e fora da luta pelo título - o nosso principal objectivo da época - a nove jornadas do fim, com um orçamento de custos com pessoal que é três vezes superior ao do início do(s) consulado(s) de Bruno de Carvalho, quando Leonardo Jardim era o treinador.»

 

Escreveu o António de Almeida:

«Arrogância e fanfarronice nunca trouxeram ganhos por aí além e começa a ser cansativo aturar tanta gabarolice a cada conferência de imprensa. No final da época em curso o presidente terá duas opções, a primeira é avaliar o desempenho do técnico à luz dos meios colocados à sua disposição, a segunda será continuar assobiando para o lado, justificando derrotas com erros de arbitragem e outras teorias de conspiração.»

A voz do leitor

«Seria um erro crasso ignorar os erros próprios. A má utilização da formação acima de todos e uma aposta num modelo empresarial - pretensamente inovador - que visava "libertar " o sucesso do Sporting dos imponderáveis do futebol, do penálti que não foi marcado ou da bola que bateu na trave e não entrou - que se revelou um fiasco. O Sporting, do mesmo modo que foi formando gerações de bons jogadores dos quais não retirou qualquer proveito desportivo nem financeiro por aí além, conseguiu o milagre - ainda não estudado, mas um extraordinário caso de estudo - de alienar o extraordinário património fundiário que detinha no meio de Lisboa, sem realizar as milionárias mais-valias que ele possibilitava, e ao mesmo tempo, contrair um endividamento colossal. »

 

JG, neste texto do Pedro Azevedo

Em grande nas modalidades

 

Andebol: Sporting faz história ao atingir oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

 

Voleibol: após vitória fora, Sporting a um jogo de chegar à final da Taça de Challenge.

 

Hóquei em patins: Sporting assegura presença nos quartos-de-final da Liga Europeia.

 

Futsal: Sporting qualifica-se para a final a quatro na Liga dos Campeões.

 

Ténis de mesa: Sporting apura-se para as meias-finais da Taça ETTU.

 

Judo: equipa leonina sagra-se campeã europeia de clubes.

 

A voz do leitor

«Os excessos cometidos nos últimos anos, os efeitos do ataque a Alcochete, a debandada de jogadores influentes e o empréstimo e cedência de outros, tudo juntos, contribuíram para a actual situação de instabilidade. Assim, com grande mágoa, dificilmente veremos o Sporting campeão.»

 

José Vieira, neste meu texto

Faz hoje um ano

 

Há precisamente um ano, dissemos adeus ao campeonato. Ao sermos derrotados 1-2 pelo FC Porto, no estádio do Dragão. Pela terceira época consecutiva sob a orientação de Jorge Jesus, deixávamos fugir o título. Apesar de contamos com o treinador mais bem pago de toda a história do futebol português. 

 

Em cima da hora, nesse dia 2 de Março de 2018, escrevi estas linhas:

«Há quatro anos, com Leonardo Jardim ao leme da equipa técnica do Sporting, por esta fase também já nos tínhamos despedido do título. Com uma diferença: nessa altura íamos em segundo, o que nos deu acesso imediato à Liga dos Campeões; desta vez seguimos em terceiro. Com outra diferença: nessa altura tínhamos um plantel que custava menos de metade do actual e um treinador muito mais barato. Vale a pena reflectir nisto. Desde já.»

 

Como geralmente acontece, vale a pena (re)ler o intenso debate que então se travou na caixa de comentários.

Revanche

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Historicamente as purgas dão mau resultado. Às vezes vira-se o feitiço contra o feiticeiro (veja-se o linear exemplo do que acontece hoje ao associado Bruno de Carvalho). E mesmo que isso não aconteça provocam sempre um enquistamento, coisa que por vezes segue para benigno mas outras, infelizmente, degenera em malignidades.

Dito isto, expulsar dois associados sem estar provado que tenham lesado, com dolo, o clube - a gente aqui no blog resmungámos imenso, os associados derrubaram uma direcção, mas isso são outras coisas -, por mais que tenham violentado as insondáveis regras jurídicas (até porque onde há dois advogados há três interpretações), é capaz de não promover um melhor ambiente.

Finalmente, há umas dezenas de presos, acusados de terem conspirado para invadir as instalações do clube e agredirem os funcionários. Há mais dezenas ou até centenas que com eles são solidários. Tanto que até invocam "honra" - a dos tipos que foram lá bater nos trabalhadores, imagine-se. Expulsar um ex-presidente antes de expulsar os sócios que estiveram envolvidos nisto, agressões e manifestações solidárias?

Não percebo nada do que passa na cabeça dos sportinguistas ilustres. Nem do eles que querem que passe pela cabeça dos sportinguistas vulgares, nós.

Letal ao Sporting

O Conselho Disciplinar e Fiscal - órgão próprio para o efeito - concluiu enfim que Bruno de Carvalho é letal ao Sporting

Algo que os sócios já haviam concluído a 23 de Junho de 2018. Estou como o Fernando Mendes: «É uma decisão mais do que evidente.»

É tempo de desejar boa viagem ao antigo presidente. E recomendar aos seus apoiantes mais fanáticos que marchem com ele. 

Não há duas sem três?

Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho foram expulsos de sócio do Sporting Clube de Portugal, pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. A deliberação é passível de recurso para a Assembleia Geral, caso os visados assim o entendam, cabendo aos sócios a última palavra. Se o fizerem, já sabem ao que vão, lá diz o povo que não há duas sem três, pela minha parte os votos a que tenho direito irão direitinhos para afastar tal personagem de vez do meu clube, à semelhança do que fiz em Dezembro...

 

P.S. - Comunicado Conselho Fiscal e Disciplinar - Decisão do processo 7/2018

Corrido

Presumindo que o visado irá recorrer (é apenas uma suposição), quero mesmo estar presente na AG onde se irá defender!
Isto presumindo também que no Sporting o atropelo aos Estatutos tenha acabado em Junho...e para que não haja acusações de tiques ditatoriais, lhe seja concedido (se isto vier a acontecer, sublinho) o tempo todo que quiser para a sua dissertação, como foi concedido na sua direcção em circunstâncias semelhantes.

Estou igualmente curioso para saber se será apenas nessa AG que se saberá o que NÃO implica o homem em gestão danosa na bendita da auditoria "forense", porque a, por enquanto suposta, merda que terá feito, já foi publicitada em conferência de imprensa, para adiantar caminho.

Para que conste, eu até acho que a expulsão não vem ajudar em nada à pacificação do clube, mas os Estatutos são para se cumprirem e se foram aplicados de forma correcta, nada a dizer, mas vamos lá com calma, que isto ainda há-de dar muito ""pandã"...

 

Uma pequena nota: Para aqueles que reclamam contra a eficácia da comunicação do Sporting, "limpem-se a este guardanapo"! A sequência perfeita: Conferência de imprensa, onde se diz cobras e lagartos e se diz que não há dinheiro e onde se revelam assuntos que constam da auditoria em curso e que deveriam ser do conhecimento prévio dos sócios em AG, outra conferência de imprensa onde afinal (o alarme foi enorme) não se precisa de vender porque está tudo controlado e depois a plantação de notícia de que o clube está falido, para hoje darem ao gajo o murro no pescoço. Morto, como um coelho de capoeira. Somos tão diferentes, mas afinal somos tão iguais... Pobre Sporting.

 

Faz hoje um ano

 

No dia seguinte iria disputar-se um FCP-Sporting: atenções redobradas entre a vasta comunidade leonina, tanto mais que jogaríamos sem Gelson Martins, castigado com duplo amarelo na partida anterior.

«Tudo o que não seja uma vitória leonina é hipotecar a época, mesmo que ainda tenha a Taça de Portugal e a Liga Europa para minimizar eventuais estragos», advertiu o José da Xã, dirigindo-se ao treinador Jorge Jesus.

 

A propósito de Gelson, elogiei a Direcção leonina nesse dia 1 de Março de 2018:

«Tenho criticado várias vezes a estrutura directiva do Sporting Clube de Portugal - a começar no presidente. Hoje é o dia para elogiar a decisão de não ter sido aplicada multa ao Gelson Martins - para mim, o nosso melhor jogador desta temporada. Sublinho isto com orgulho acrescido por saber que ele é fruto da formação de excelência da Academia de Alcochete. Gelson teve um gesto irreflectido, sim. Tão irreflectido como o de Mathieu, que se fizera expulsar na jornada anterior. Tão irreflectido como o de Coates, que fez exactamente o mesmo que ele: marcou um golo em tempo extra e despiu a camisola. (...) Gelson é bastante mais novo que Mathieu e Coates. Mas o seu irreflectido gesto não é menos desculpável à luz da implacável e crua letra da lei. Creio no entanto que para ele já será punição bastante não alinhar amanhã no Dragão contra o FC Porto.»

 

Sobre o mesmo tema, escrevendo na edição de véspera do Record, o director do Correio da Manhã exprimira tese oposta: «A ser verdade que o Sporting perdoou Gelson, é inadmissível e continua a senda de má educação global que o jogador ainda sofre, certamente desde as raízes de infância.»

Tese que foi aqui duramente criticada por três dos meus colegas de blogue.

Escreveu o Francisco Vasconcelos:

«Octávio Ribeiro encontra-se visivelmente incomodado pela ausência de Gelson no Dragão, atacando o nosso jogador, alegando a sua falta de educação e valores, males de que claramente padece o director do grupo Cofina.»

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Não acredito que se trate de uma manifestação racista ou xenófoba.Acredito mais que é apenas preconceito. Partindo de uma generalização bacoca e descurando completamente o livre arbítrio que permite a cada cidadão escolher o seu próprio caminho, apesar do caldo cultural em que está inserido, Octávio confunde tudo. Desde logo confunde pobreza com falta de educação, eventualmente códigos de etiqueta com boa formação humana.»

Escreveu o JPT:

«Quando o director do diário que mais vende em Portugal surge a apelar a um "castigo exemplar", e nos pérfidos e preconceituosos termos em que o faz, mostra-nos bem o quão a sua visão do mundo está afastada da democracia e da pedagogia, essa à qual de forma de forma tão canhestra e básica alude.»

A voz do leitor

«Tinha esperança de que o novo Presidente desse uma nova vida ao clube, pois a sua sapiência permitia-me sonhar que houvesse uma nova fase de progresso em todos os níveis e até agora as alterações ainda não corresponderam às expectativas criadas. É cedo para fazer um balanço do trabalho efectuado. Mas o tempo não pára e por isso temos de acelerar e modificar o que está errado, pois esta Direcção herdou uma grande desgraça, que vai ser difícil de rectificar, mas como diz o povo parar é morrer.»

 

Fernando Albuquerque, neste meu texto

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