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És a nossa Fé!

Castigo merecido

Depois duma primeira parte medíocre em que praticamente não criou perigo, Keizer deu a volta ao texto, a equipa encostou o Marítimo às cordas, mas as defesas incríveis do GR do adversário, a complacência manhosa do árbitro com as atitudes anti-desportivas e queima de tempo do mesmo, e alguma falta de sorte, conduziram a uma perda de dois pontos que, apesar de tudo o atrás referido, achei merecida. 

Merecida porque quem não aborda estes jogos para entrar com tudo, marcar primeiro, e gerir o resultado depois, põe-se a jeito para perder pontos.

Merecida também porque Keizer insistiu em jogadores fatigados fisica e mentalmente, não refrescou a equipa depois duma jornada europeia onde jogámos meia parte com 10, e apresentou mais uma vez um modelo de jogo que não facilita minimamente o trabalho de Bas Dost (também ele mais que fatigado). Muito jogo interior que se perde em passes sem nexo, extremos de pé trocado que não vão à linha centrar com precisão, laterais que não têm prontidão a centrar, tudo muito à base da inspiração e da capacidade extra de Bruno Fernandes e de mais um ou outro.

Não foi pelos reforços de inverno Borja (mesmo com o amarelo), Ilori, Doumbia e Luiz Phellipe que perdemos pontos. Se calhar todos eles deviam ter jogado de início.

O final da partida demonstrou mais uma vez a falta de tranquilidade que reina naquele balneário e à qual tem de pôr cobro urgentemente, mas que tem de se compreender à luz do sentimento de impotência de corresponder aos objectivos do clube, e também pela atitude vergonhosa de muitos "Letais ao Sporting" que, em vez de irem ao estádio apoiar e aplaudir, assobiam, intimidam e agridem, verbal e fisicamente.

De facto, não me recordo de nenhum periodo com tal quantidade de cartões amarelos e vermelhos mostrados ao Sporting, muitos por protestos e questiúnculas, a obrigar a substituições, a comprometer resultados e a desfalcar a equipa em desafios importantes.

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

De termos perdido mais dois pontos. Empate a zero no Funchal: há 33 anos que não se registava este desfecho num Marítimo-Sporting para o campeonato. Um resultado decepcionante que nos coloca novamente 11 pontos abaixo do FC Porto, líder da Liga. Nas últimas quatro épocas, temos saído sempre do estádio dos Barreiros sem a vitória: é algo que dá que pensar.

 

Das oportunidades desperdiçadas. Contei pelo menos seis. Duas na primeira parte, protagonizadas por Bruno Fernandes (5') e Bas Dost (23'). E quatro na segunda, protagonizadas por Diaby (47'), Bas Dost (72'), Raphinha (76') e Bruno Fernandes (79'). De nada nos valeu termos esmagadora superioridade na chamada "posse de bola" (77%) se continuamos incapazes de transformar oportunidades em golos.

 

De Gudelj. Nulidade absoluta durante o tempo que esteve em campo - ou seja, durante toda a primeira parte. Já amarelado, desde os 39', foi remetido ao balneário pelo treinador, que mandou entrar Idrissa Doumbia para o seu lugar - reforçando assim a dinâmica da equipa. Não consigo entender o que leva o técnico holandês em apostar teimosamente no médio sérvio.

 

De Bas Dost. O holandês continua divorciado dos golos. Atravessa uma notória crise de confiança: parece que a bola o queima quando lhe vai à cabeça ou aos pés. Chega ao fim de mais um jogo com a folha em branco. E desta vez não foi por falta de assistência dos colegas, como ficou bem patente aos 47': com a bola em seu poder, de frente para a baliza, optou por lateralizá-la para Diaby, muito menos bem posicionado. O lance perdeu-se.

 

De Luiz Phellype. Jogo após jogo, continua sem demonstrar o mérito da sua contratação, está quase a fazer dois meses. Hoje esteve mais um quarto de hora em campo, sem qualquer proveito para a equipa. Um goleador sem golos de verde e branco.

 

Da brunodependência. Bruno Fernandes, talvez por cansaço após a eliminatória europeia, esteve vários pontos abaixo do habitual. Nem nos lances de bola parada foi capaz de fazer a diferença. Isto desequilibrou a equipa, que tem demonstrado excessiva dependência face ao capitão leonino. Na primeira parte, sobretudo, os colegas optavam quase sempre por lhe endossar a bola, desperdiçando oportunidades de construir jogo por vias alternativas. Nenhum homem, por mais atributos que possua, pode sobrepor-se ou substituir-se a uma equipa.

 

Que Geraldes não tivesse saído do banco. Desta vez Keizer incluiu o nosso médio criativo, formado em Alcochete, na convocatória da jornada. Mas Francisco voltou a não sair do banco. Apetece perguntar porquê.

 

Da expulsão de Coates. O uruguaio ficará fora da próxima partida, frente ao Portimonense. E pode já antecipar-se que irá fazer-nos muita falta.

 

Da péssima arbitragem de Tiago Martins. Há quem o considere o melhor árbitro português do momento. Hoje ninguém de boa fé pode subscrever esta frase. O apitador de Lisboa estragou o espectáculo ao assumir o protagonismo com um critério disciplinar absurdo, culminando na ordem de expulsão que deu segundos antes do fim do jogo a Marcel Keizer, o mais pacífico e pacato dos treinadores que têm passado pelo futebol português.

 

Da nossa triste mediania longe de Alvalade. Nesta Liga 2018/2019 apenas conseguimos vencer quatro vezes fora de casa. Justifica reflexão urgente. E muito séria.

 

 

 

Gostei

 

Da comparação com a época passada. Na Liga 2017/2018, ainda com Jorge Jesus ao leme da equipa, fomos ao Funchal perder por 2-1, neste mesmo estádio. Desta vez trazemos de lá um pontinho. É pouco, mas apesar de tudo é menos mau.

 

De termos conseguido encurtar a distância face ao Braga. A progressão foi mínima, mas nas contas finais pode tornar-se relevante para apurar quem preencherá o último lugar do pódio. Perante a inesperada derrota dos braguistas em casa, frente ao Belenenses, o nosso empate na Madeira permitiu-nos aproximar do terceiro posto. Diminuindo a diferença face ao Braga de quatro pontos para três.

 

Das substituições ao intervalo. Desta vez Keizer não hesitou nem adiou: aproveitou o intervalo para tirar dois jogadores já amarelados, Gudelj e Borja, substituindo-os (com vantagem para a equipa) por Idrissa e Raphinha. Este último, em particular, alterou o cariz do jogo, tornando a nossa equipa mais acutilante e determinada nos lances ofensivos. Foi dele a jogada mais perigosa do encontro, travada in extremis, aos 76', por uma excelente intervenção do guarda-redes Charles, naquela que foi a defesa da noite. Voto no brasileiro como o melhor dos nossos: o Sporting beneficiou muito com ele em campo. Apetece perguntar por que motivo Raphinha não jogou de início.

 

Do primeiro quarto de hora da segunda parte. Domínio total do Sporting nesta fase do jogo. Infelizmente, um domínio não traduzido em golos.

 

De termos mantido as nossas redes invioladas. Vinte e duas jornadas depois, enfim, voltamos a não sofrer golos fora de casa.

Qual será o onze titular?

Eis os jogadores que Marcel Keizer convocou para o nosso jogo de hoje contra o Marítimo, na 23.ª jornada do campeonato nacional de futebol 2018/2019:

 

Guarda-redes

Diogo Sousa, Renan, Salin

Defesas

André Pinto, Borja, Coates, Ilori, Jefferson, Ristovski

Médios

Acuña, Bruno Fernandes, Francisco Geraldes, Idrissa Doumbia, Gudelj, Wendel

Avançados

Bas Dost, Diaby, Luiz Phellype, Raphinha

 

Desta convocatória, relativamente à partida anterior para a Liga Europa, foram riscados três jovens da formação: Jovane, Miguel Luís e Thierry. Para as entradas de Acuña, Idrissa e Francisco Geraldes (este também da formação leonina, como sabemos).

Lanço o desafio aos leitores: qual será o onze titular escolhido por Marcel Keizer para esta partida no Funchal, com início às 19 horas?

Até agora, desde que comecei a lançar estes reptos, ainda ninguém conseguiu acertar num onze escolhido pelo técnico holandês. Espero que desta vez isso se altere.

Faz hoje um ano

 

Os iniciados do Sporting fizeram boa figura, derrotando o Benfica por 5-0 (3-0 ao intervalo).

«Parabéns aos nossos jogadores e ao seu treinador Pedro Coelho», anotou aqui o Pedro Azevedo nesse dia 25 de Fevereiro de 2018.

 

O Ricardo Roque deixava aqui uma lista das mais recentes proezas do clube, no plano extra-futebolístico. Com destaque para o tricampeonato de goalball, uma modalidade de desporto adaptado.

 

Eu chamei a atenção para uma longa entrevista de Augusto Inácio ao Expresso. Título: «O Pedro Barbosa fez-me a cama no Sporting. Fez tudo para perdermos por 3-0 na Luz.»

A autofagia leonina, ao que parece, já vem de longe...

A voz do leitor

«Durante o jogo [Sporting-Benfica] lembrei-me do Oceano. Aquele puto João Félix, que é bom de bola, teria assim tanta facilidade naquele meio-campo se o Oceano estivesse em campo? Presumo que levantaria os pés do chão de cada vez que pegasse na bola. E é isto, falta força física, anímica e sei lá mais o quê. Olha-se para a defesa e meio-campo do Porto e metem medo, e os do Benfica a mesma coisa. Nós jogamos de pantufas e mesmo assim com os pés trocados.»

 

Pedro Wasari, neste meu texto

Os prognósticos passaram ao lado

Andamos tão descrentes que ninguém conseguiu acertar na nossa categórica vitória sobre o Braga, na jornada anterior, por 3-0. Houve até vários adeptos a antever uma derrota leonina em Alvalade frente aos comandados pelo nosso antigo defesa direito (e que voltaram a perder desde então, agora em casa, frente ao Belenenses SAD muito bem orientado por Silas).

Em bom rigor, houve alguém que acertou. Mas como não se quis identificar, nem com nome nem com pseudónimo, equivaleu a nada. Haja mais sorte - e pontaria - na próxima ronda.

Faz hoje um ano

 

Com a nossa passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa, Jorge Jesus declarou que gostaria de vencer a competição - após ter estado duas vezes presente na final, tendo sido derrotado em ambas as ocasiões, ao serviço dos encarnados. 

Isto serviu de mote a uma reflexão do José da Xã, nesse dia 24 de Fevereiro de 2018.

Segue um excerto:

Desde 2015 até agora o Sporting ganhou unicamente dois troféus: a supertaça em 2015 e recentemente a Taça da Liga (a tal de pouco prestígio). Fora isto, zero títulos. Mas JJ, ao apelar ao seu currículo, tentou erguer a moral leonina, como se fosse um general a puxar pelas tropas antes de uma batalha. Se há mérito de Jesus nos tais títulos ganhos no outro lado da estrada, também é verdade, pelo que temos recentemente percebido, que não foi somente dentro das quatro linhas que os títulos foram conquistados.»

A voz do leitor

«Marcel Keizer passou a mensagem clara de que não confia nos suplentes. Só teriam entrado com o vencedor definido. É melhor jogar com jogadores “rebentados” do que com os suplentes “frescos”. Continua a ser incompreensível como jogam sempre os mesmos quando há alternativas melhores, sendo o caso mais gritante Diaby.»

 

Verde Protector, neste texto do Leonardo Ralha

Quando as redes sociais estão rotas

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O Twitter do Sporting anunciou a derrota dos iniciados em Portimão, desmoralizando ainda mais os adeptos leoninos que sabiam do empate dos juniores em Tondela. Até porque, sem o potencial dos juvenis, aos iniciados ninguém pode apontar vinte pontos de desvantagem em relação ao rival mais directo.

Só que... alguns sportinguistas mais interessados em descobrir a verdade foram à procura dos sites da FPF, do Zero Zero e até do Portimonense. E não é que todos indicavam uma vitória do Sporting por 2-1?

 

Horas mais tarde lá foi corrigido o “lapso”, mas o descalabro nas redes sociais do Sporting desde que mudou a gerência chegou a um patamar que não pode não ter consequências,

 

6.750 visualizações diárias

Só nos últimos dez dias, registámos 67.492 visualizações aqui no blogue. À média de 6.750 visualizações por dia. Outra prova - uma entre tantas - da popularidade do És a Nossa Fé. Que está hoje onde sempre esteve: na primeira linha da defesa intransigente dos legítimos interesses do Sporting - custe a quem custar, incomode quem incomodar. Mantendo o saudável pluralismo interno que sempre nos caracterizou.

Aqui não existe "unicidade" nem pensamento único. 

Alguém acha que é chato, como dizia o outro? Temos pena. Mas vamos continuar assim.

O rumo certo

Tendo visto a conferência de imprensa da Direcção do Sporting Clube de Portugal e o que se disse dela, parece-me que a mensagem essencial ficou um pouco diluída no que foi a defesa do clube face àqueles que foram responsáveis por um colossal rombo financeiro e desportivo e que continuam a ser responsáveis pelo clima de guerrilha aos órgãos eleitos e à estrutura de futebol profissional do clube. 

E a mensagem essencial de Varandas é que com esta Direcção o Sporting tem um rumo bem diferente do que vinha a ser seguido por Bruno de Carvalho. Um clube honesto e com gente honesta à frente do clube, um clube que quer respeitar e ser respeitado, um clube de trabalho e competência, um clube contido no discurso, um clube sustentável, um clube formador, um clube ganhador. 

Falou do investimento que está a ser feito na Academia, em infra-estruturas, em técnicos, em especialistas de alto-rendimento, em coaching comportamental. Para que não existam mais Podences, Rafaeis Leões e Tiagos Djalós, prontos a fugir à primeira oportunidade, acrescento eu.

Falou na reestruturação do plantel principal, juntando o ganho financeiro ao equilíbrio competitivo, na aposta num treinador duma escola de futebol ofensivo, na integração gradual dos poucos jovens sub-23 que já atingiram o nível mínimo para o efeito, da Taça da Liga já ganha aos rivais. 

Miguel Cal falou na reestruturação organizativa do clube, deixando perceber que muito irá melhorar nessa área, tornando o Sporting um clube moderno e funcional, no estádio, no pavilhão, na internet, na relação com os sócios, o que manifestamente agora não é.

Zenha abriu muito pouco o livro, pelos motivos conhecidos, e ficou por saber-se qual o rumo financeiro do Sporting. Falou nas contas que Bruno de Carvalho deixou por pagar, não falou nem podia falar de quanto e quando é que o Sporting pensa receber (ou pagar) pelas rescisões, não falou nem podia falar da reestruturação da dívida com base no contrato com a NOS ou doutra forma qualquer, não falou nos orçamentos das modalidades.

Muito mais importante do que comunicar bem é fazer bem. O que não quer dizer que a comunicação não tenha que melhorar também. 

Cão que ladra não morde. O destino dos touros bravos é o talho. 

Que o Sporting possa prosseguir o rumo apresentado, com a estabilidade e tranquilidade necessárias para ganhar, trabalhando mais e falando menos, e nunca se deixando tourear pelos Vieiras e Pintos da Costa deste mundo. 

Nós aqui estaremos para apoiar o que for de apoiar, criticar o que for de criticar, mas Sempre Sporting e Sporting Sempre.

SL

Os cães ladram... a caravana passa

Falar demasiado de pessoas em que o único objetivo é deitar abaixo tudo aquilo que é Sporting, é perdermos tempo. Não ligar, tentar ignorar, e deixar que o tempo apague definitivamente tanto mal que fizeram, penso que será amelhor atitude. Entrar em diálogo, quer aqui, quer noutros locais é valorizar gente que infelizmente não devia estar no nosso clube. 

Zenha

Bom, sem duvidar dos números (cada um lança os que quer) que agora Salgado Zenha apresenta e até admitindo que estão certos, que esta é a situação do Sporting, por que carga de água veio o senhor, no final de 2018, dizer que o Sporting respirava saúde financeira?
Desculpem os leitores, mas só posso concluir uma de duas: Ou é distraído, ou mentiroso. Ou ainda uma terceira: É incompetente! Confesso que não sei, que eu de contas bastam-me as minhas.
De qualquer forma, o que se pretendia era a apresentação de um plano, não para ganhar campeonatos que isso ninguém pode nem deve prometer, mas para sanar a (a ser verdade e já disse que não ponho em causa os números) degradada situação financeira do clube. Essa informação, se é que a há, era devida aos sócios.
O passado, sendo passado, deixou contudo um rasto que implica com o futuro e era esse futuro que eu esperava ver explanado nesta ocasião.
A sério, para quem quer união, preocupa-se demasiado com o passado recente. É da sabedoria popular que não se apanham moscas com vinagre, mas ao que assistimos diariamente no Sporting é ao lavar de roupa de tal forma que um dia destes ela se esgaça, de tanto bater na pedra.
Há uma auditoria que já devia estar concluída, e aí, após resultados, que se tomem medidas se elas tiverem que ser tomadas. Não formo juízo de intenções, não infiro que daqui se quer outra coisa que não o que foi dito e feito, mas não é isto que os sócios querem, o que os sócios querem é que o clube avance e que me desculpem, mas assim nunca passaremos da cepa torta.

A Cofina

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Há cerca de um ano, eu - tal como muitos sportinguistas, e aqui vários co-bloguistas - mudei de opinião acerca do então presidente do Sporting. Ou seja, se até então desvalorizara o incómodo, até desconfiança, que sentia face ao que imaginava estar subjacente à sua contínua rusticidade, desde o início de 2018 que me pareceu que algo se destrambelhara, até abissalmente. Ponderei que talvez fosse apenas uma flutuação individual (algo como o depois celebrizado "burnout", no português do dr. Barroso), e cheguei a blogar que poderia Carvalho fazer um intervalo de funções, deixando a caravela (que ambicionamos transformada em porta-aviões) nas mãos dos seus colegas de direcção durante o período de descanso. Mas também temi, sem o blogar, que muito do despautério - comunicacional e executivo - adviesse de um falhanço de medidas de risco entretanto tomadas, um "stress" cujas causas seriam interiormente conhecíveis mas ainda obscuras ao observador interessado. Nesse abrasivo contexto a partir desse início de 18 comecei, como vários de nós aqui no És a Nossa Fé, a criticar o rumo da direcção do clube. E nos meses seguintes, por razões do vulcânico ambiente sportinguista, foi uma azáfama aqui no blog, entre inúmeros postais e debate nos comentários, estes quantas vezes de uma jactância até dolorosa.

 

O que me convoca estas memórias é muito simples. Durante esses meses de estertor do "carvalhismo" aqui apareceram imensos comentários apoiando o então presidente, injuriando os seus críticos. E, de uma forma constante, invectivando a comunicação social, considerando-a  uma teia conspiratória contra Carvalho e contra o Sporting. Nesse eixo de "reflexão" tendo muito realce as agressões à entidade Cofina, vista como essencial inimiga do clube e do então seu presidente, pois presa a interesses esconsos e agrestes. Como mero exemplo lembro que estando eu a trabalhar de madrugada, li num jornal que Rui Patrício rescindira o contrato e aqui logo fiz um postal. Para de imediato receber comentários, negando ou duvidando da veracidade da notícia, atribuindo-a às manobras da tal Cofina.

 

...

 

Enfim, passou um ano. Carvalho foi destituído, o primeiro presidente a sofrer tal opróbrio no século de história do clube. Foi suspenso de sócio. O número de sportinguistas seus apoiantes imenso decresceu. Ele é, irremediavelmente, passado. Mas mesmo assim continuam, agora uma minoria no "Universo Sporting", os seus apoiantes activos nos sítios digitais (apodam-nos de "viúvas", que é um termo e um tom que me desagrada). Os seus "argumentos" - melhor dizendo, as suas invectivas - continuam iguais. Mas algo mudou:

Carvalho publicou um livro, as suas "memórias presidenciais", escritas - ao que li - por um militante benfiquista que muito o houvera injuriado in illo tempore. Coisas da vida, essa que nos obriga a ganhá-la. Nesse livro diz mal de tudo e de todos, com excepção de Jardim e de Slimani. E até da ex-mulher, com o qual casou em registo mediático presidencial, algo inapropriado para quem tenha uma visão mais associativa de um clube desportivo. E confesso que, para mim, isto de um tipo escrever um livro a dizer mal da mulher, de quem tem uma filha ainda por cima, é uma javardice abaixo dos mínimos ... distritais.

Ora eu não comprei o livro. Tenho lido alguns excertos, publicados com intuitos promocionais, nas publicações jornalísticas electrónicas pertencentes ... ao grupo Cofina. Sim, exactamente esse que os furiosos defensores de Carvalho diziam e berravam inimigo do clube, e do ex-presidente. Mas agora? Nem o "Bruno" protesta com a Cofina nem o seu "exército" ulula aversões à empresa. E nem pensam nisso. Acho que nem sequer reparam. Pois o que lhes realmente interessa, o que lhe é verdadeiramente necessário, é continuar a urrar ...

Agüenta Sporting, agüenta

furto

Parece que para se ser bom sportinguista hoje, temos de aguentar como as estagiárias do arquitecto do nosso estádio.

Temos de comer e calar.

Temos de ser roubados e ficar com um sorriso nos lábios.

Temos de ser mansos.

Há anos quando me dirigia de Portel para São Manços passei por uma placa de informação quilométrica que dizia "São Manços - 10" por baixo alguém escrevera com tinta verde: "o resto são bravos".

Temos de ser bravos, denunciar o que tem de ser denunciado.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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