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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

No dia seguinte, haveria assembleia geral do Sporting.

«Não é uma assembleia geral ordinária no sentido de se "resumir" a aprovar contas. Na ordem de trabalhos constam oito pontos que passam por uma homenagem a Peyroteo, decisões sobre imobiliário, constituição de uma auditoria, acertos de linguística nos estatutos mas também várias alterações de fundo aos próprios estatutos do clube. E é, em especial, nas alterações estatutárias que creio se encontra uma razão maior (Peyroteo que me perdoe) para não faltarmos a exercer o poder soberano enquanto associados na próxima assembleia geral.»

Palavras de aviso do Rui Cerdeira Branco, aqui no blogue, nesse dia 2 de Fevereiro de 2018.

 

A voz do leitor

«De início, o futebol de Keizer era um prazer para os olhos e o coração. Futebol de ataque, com garra. Agora é o futebol táctico - compreende-se, admite-se, mas não se ama. Sei que a equipa tem défices e desequilíbrios. Mas, para mim, este é o grande defeito do futebol nacional - é normalmente medíocre, táctico, chato - não dá vontade de ir ao estádio.»

 

Ana Duarte, neste meu texto

O que diz Frederico Varandas

«É óbvio que não temos as condições ideais. Seria impossível, em apenas quatro meses, termos a estabilidade que gostaríamos. Porque sem estabilidade nada se alcança. (...) Muitas vezes as pessoas querem esquecer-se de como este clube estava em Setembro.»

 

«Vamos construir mais cinco campos relvados. Vamos requalificar por completo a Academia.»

 

«Discordei completamente da política dos últimos cinco anos na formação. Culpa da direcção.»

 

«Vai começar a funcionar já este mês o primeiro departamento de liderança e formação interna, liderado pelo Tomaz Morais. Vai ser transversal a todos os jogadores, a todos os miúdos, a todos os treinadores. Para lhes incutir o orgulho em vestir esta camisola e os valores do desporto.»

 

«Não gosto de ver jogadores a atirarem-se para o chão, não gosto de ver jogadores a queimar tempo, não gosto de ver jogadores a falar com o árbitro.»

 

«Eu não misturo a instituição Benfica com o seu presidente. Tenho o maior respeito pela instituição Sport Lisboa e Benfica. Um clube só é realmente grande se tiver um grande rival. E o Benfica é o nosso grande rival.»

 

«Ninguém [do Benfica] falou do conteúdo dos e-mails. Ou por falta de coragem ou por falta de princípios.»

 

«Isto [caso dos e-mails] afecta todos os clubes que disputam a Liga, isto afecta o futebol português, isto afecta a imagem de Portugal.»

 

«Em todos os jogos em que perdemos pontos, a minha equipa poderia e deveria ter feito melhor.»

 

«Quero uma cultura vencedora neste clube. Não quero uma cultura que nos desculpabilize internamente apontando culpas a terceiros, como aos árbitros.»

 

«Defender o melhor para o Sporting é defender o desporto, as regras, a transparência. O Sporting não vai abdicar disso.»

 

«Em Novembro troquei a equipa técnica porque acredito muito neste treinador.»

 

«Quero um grupo mais consistente, mais forte mentalmente e, obviamente, com mais qualidade.»

 

«Na nossa visão, o plantel era de qualidade reduzida. Por isso é que saem sete jogadores.»

 

«A verdade é que no "ano zero" conquistámos já um título. (...) O Sporting vive de títulos, os sócios vivem de títulos - e este já é nosso.»

 

«Só um louco pode dizer "Eu vou ganhar o campeonato para o ano, daqui a dois anos, três anos..." Seja no futebol, seja nas modalidades.»

 

«O protocolo com as claques que estava em vigor para o ano vai deixar de existir. Entre muitas outras coisas, estamos a falar de cerca de 900 bilhetes oferecidos por jogo. O Sporting não está em condições de oferecer nada. Quando fiz parte de uma claque, há mais de vinte anos, pagava. Expliquei-lhes que não há ofertas e que para o ano toda a gente vai pagar o seu bilhete.»

 

«Keizer tem contrato e se Deus quiser vai cumpri-lo. (...) Jorge Jesus faz parte do passado.»

 

«Eu acredito que, com a minha equipa, vou fazer o Sporting campeão.»

 

«O meu objectivo é deixar o clube, ao futuro presidente do Sporting, muito melhor do que quando lhe peguei.»

 

 

Frederico Varandas, esta noite, em entrevista ao jornalista Alexandre Santos, da RTP 3 - a primeira que concedeu, para além do canal de TV do clube, em 145 dias de presidência.

Casa onde não há pão...

É só para dizer que espero sinceramente que a gente ganhe ao Benfica no Domingo, apesar de isso não contribuir em nada para a reiterada convicção do nosso treinador de que ainda estamos na luta pelo título. O homem tem uma veia humorística que não lhe conhecíamos...

Bom, mas não foi para isso que aqui vim. Vim cá hoje para registar com agrado alguns posts dos meus colegas autores sobre esta "apagada e vil tristeza" por que vamos passando nestes dias. Não é caso para dizer "eu avisei", que eu não avisei ninguém, mas se lá atrás tivéssemos posto de lado o coração e tivéssemos feito apelo à razão, não seria difícil adivinhar que o resultado seria o que está à vista.

Não venho aqui cobrar nada a ninguém. Mas venho lembrar promessas. Eleitorais algumas delas.

Que uma vitória no Domingo nos dê pelo menos algum ânimo.

Opções!...sempre pelos "de fora"...

Não quisemos ficar com o Tiago Fernandes, mas provavelmente vamos acabar a época com Rodolfo Correia como treinador principal...

 

Não joga o Jovane porque se aposta num tal de Diaby que não sabe dar um chuto numa bola...

 

Desiste-se do Miguel Luís sem qualquer explicação...

 

São opções... e alguém terá que se responsabilizar por elas.

Os miúdos da academia

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Noticia o Record (a pérfida Cofina, que anda um bocado abandonada nos comentários aqui no blog) que o Benfica promoveu 4 jogadores da sua formação ao plantel principal. Beneficiando, decerto, do conhecimento do seu treinador principal, anterior responsável pela equipa B. No Benfica tem brilhado aquele miúdo, João Félix, que Vitória lançou e Lage segurou. Um puto que joga muito, não sei se vai ser uma grande estrela mas é uma delícia ver um franzino daqueles jogar - sim, é do Benfica, mas eu gostando de futebol gosto mais de ver um reguila daqueles a jogar do que ler sobre onde irá o presidente do clube assistir ao jogo ou coisas similares habituais nos jornais desportivos, ou ouvir dissertações sobre o que escreveram os "oficiais de comunicação" dos clubes. Confesso, nos jornais desportivos, para além do jogo só me interessam mesmo as abundantes referências às actuais, pretéritas e futuras namoradas ou amigas dos jogadores da bola, está agora muito na berra a namorada de um tipo, Buta, que veio do Benfica aqui para a Bélgica, uma mulher magnífica, que formas generosas, a rapariga dá vida a um proto-morto como eu, e ele é do Benfica, malandro, mas caramba, sim senhora, assim sim, que jeitosa que vai a gaiata ... (estava eu a escrever sobre o quê? ah, já sei ...).

Bem, era sobre os jovens do Benfica. Enfim distraí-me com outros assuntos, mas ... enfim, era só para dizer que o Benfica (malvados, malandros, lampiões, vieiristas, gatunos) despachou alguns jogadores, decerto que a perder algum dinheiro que nestas coisas de contratações falhadas deve ser assim, depois de ter substituído o treinador. Fez o subir o treinador dos miúdos, já lançou um belo artista este ano, e agora promove um punhado de rapazolas, uns terão sucesso outros talvez nem tanto.

Dá-me a sensação que é assim. 

Pronto, era só para dizer isto. Agora vou voltar para os jornais desportivos. Há por lá muita informação, não sei se já vos disse.

O confidente de Carvalho

É impressão minha ou o ex-presidente Bruno de Carvalho escolheu um fanático benfiquista para lhe escrever o seu livro de memórias, que será lançado a 15 de Fevereiro? Luís Aguilar, o anunciado "co-autor", chegou a ser incluído entre os alegados "jumentos" do estado lampiânico pelo blogue Mister do Café.

De membro da putativa "máquina de comunicação e propaganda do Benfica" a escriba confidente de Carvalho: uma cambalhota monumental. Ficarei à espera de ver quem vai bater palminhas.

A peseirização em curso

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Marcel Keizer anda a decepcionar os adeptos leoninos desde os erros cometidos em Tondela, que nos valeram a derrota com a humilde turma local.

Não apenas por ter perdido dez pontos em nove jogos do campeonato, mas pelo abrupto abandono da "ideia de jogo" que proclamou ao chegar a Alvalade, quando fez a apologia do futebol de ataque, com a bola a rolar ao primeiro toque. E também por não acolher um dos princípios enunciados por Frederico Varandas na recente campanha eleitoral leonina, quando o então candidato assegurou que iria ser dada prioridade total ao futebol de formação: acabamos, pela primeira vez desde 2007, de entrar em campo sem um só elemento formado na Academia de Alcochete.

 

Não compreendo e dificilmente aceito a marginalização de Jovane e Miguel Luís, lançados no campeonato por José Peseiro e Tiago Fernandes.

Nem a contínua falta de aposta em Francisco Geraldes, que permanece sem calçar, limitando-se a aquecer o banco de suplentes.

Nem a persistente não-utilização de Luis Phyllipe, avançado que o holandês avalizou como reforço de Inverno.

Nem o recurso sistemático a Petrovic como suplente utilizado, até para posições em que o sérvio não revela qualquer rotina (caramba, não haverá um defesa na Liga Revelação com possibilidade de transitar para a equipa principal?).

Nem a insistência do técnico em não esgotar substituições com os jogadores claramente à beira da exaustão física.

 

Também o discurso conformista do treinador não cola com as legítimas ambições de sócios e adeptos.

Quando íamos a cinco pontos do FC Porto, na véspera do Natal, limitou-se a comentar: «Claro que cinco pontos é muito, portanto teremos de ver.»

Agora, a dez pontos de distância, observa após o empate no Bonfim: «Devíamos ter ganho, só podemos culpar-nos a nós próprios

Nada motivador.

 

É sem o menor agrado que deduzo isto: a presente "peseirização" do Sporting, a persistir, levará Keizer a ter um destino semelhante ao de Peseiro: já faltou mais para haver lencinhos brancos a esvoaçar nas bancadas.

Eu não gosto, mas quando se toleram comportamentos destes numa fase do campeonato, o mais provável é que tais gestos se repitam em fases posteriores. Tudo isto é tão previsível como os movimentos da nossa equipa na medíocre primeira parte que nos custou a perda de dois pontos frente ao V. Setúbal.

Faz hoje um ano

 

Nas véspera à noite, o Sporting vencera em casa o V. Guimarães, mantendo-se no topo da classificação do campeonato e sem depender de terceiros. Mathieu (autor do golo solitário que nos valeu três pontos), Acuña e Fábio Coentrão foram, para mim, os nossos melhores em campo. O pior? Rúben Ribeiro. «Adorna demasiado os lances, congela-os, não progride com a bola, abusa das fintas redundantes e de inócuos passes curtos. Não por acaso, foi substituído ao intervalo pelo segundo jogo consecutivo. Jesus deve repensar seriamente se o mantém como titular», anotei aqui no blogue.

Já o Pedro Azevedo elegeu Ristovski como pior do onze leonino. Justificando assim a escolha: «Foi o jogador que mais me desapontou. Não porque eu não prefira Piccini, mas porque o macedónio falhou naquele único item em que o achava superior ao italiano: dar profundidade ao jogo.»

 

Outros apontamentos.

O JPT analisava as entradas e saídas de jogadores, com o fim do mercado de transferências:

«Despachou-se, e muito bem, aquele Jonathan e foi um alívio, que até um treinador de sofá percebe que o homem não é para estas andanças. Aleluia. Rosell saíu e ganhou-se algum mas Douglas e Petrovic ficaram, e não consigo perceber estas coisas das contratações. A ver se Douglas serve para 4.º central e se o Palhinha ainda jogará mais uns cinco minutos este ano - a semana passada dizia-me um amigo Belenenses, fanático como já haverá poucos, que "naquele ano o Belém era o Palhinha e mais dez". Não sei, não vi, não me lembro. Mas quero acreditar.»

 

O Ricardo Roque recomendava alguma calma às bancadas de Alvalade:

«Todos estamos muito ansiosos, queremos ganhar bem, rápido e tudo. Não é fácil. Mais fácil perceber a explosão no golo de Mathieu, aos 83 minutos. Precisamos de saber gerir este nosso estado pois este "nervoso" miudinho transmite-se para o relvado, e pressiona os jogadores. Não ajuda. O jogo com o Guimarães foi disto exemplo. Esta autocrítica, penso, aplica-se a muitos sportinguistas que assistem a jogos, opinam e escrevem. Todos temos um pouco de treinador de bancada mas o que é facto, e como diz Jorge Jesus, é a equipa técnica e os jogadores que sabem o que fazem durante a semana nos treinos e têm a maior responsabilidade nos jogos.»

 

O Duarte Fonseca elogiava o nosso lateral esquerdo titular:

«Coentrão já é o melhor lateral esquerdo que vi jogar pelo Sporting. Não faz uma abordagem errada, toma sempre a melhor decisão para a equipa, não perde um duelo, não tem falhas de posicionamento. A este nível, simplesmente faz tudo bem! Há jogadores assim e é fabuloso quando os podemos ver jogar no Sporting.»

 

O José Navarro de Andrade partilhava connosco um pesadelo que tivera:

«Sonhei que a equipa iniciava o jogo com Bryan Ruiz, Rúben Ribeiro, Montero, Bruno Fernandes e William Carvalho. Os restantes eram os das posições habituais, menos Gelson, lesionado.Todos eles faziam o que sabem fazer muito bem: receber a bola de costas para a baliza, rodar sobre o pé de apoio, parar, pensar, ver se alguém se desmarca, enfrentar os dois adversários que entretanto tinham chegado, olhar outra vez, respirar fundo, pensar mais um bocado, tentar fintar e perder a bola porque ninguém corria, já que eram todos clones uns dos outros. O carrossel rodava, rodava, rodava até o árbitro apitar o fim do jogo. O que vale é que foi só um pesadelo.»

 

«Estamos no comando da Liga, à condição, com mais um ponto do que o FC Porto - que ainda tem de disputar meio jogo - e mais três do que o Benfica. Boas perspectivas para conquistar o título. Nem pensamos já noutra coisa».» Palavras minhas, nesse dia 1 de Fevereiro de 2018.

 

Aproximava-se um pesadelo bem real. Mas nenhum de nós sabia disso.

A voz do leitor

«Sérgio Conceição espumava de raiva por perder dois pontos, Keizer suspirava de alívio pelo pontinho. Mentalidades... O Porto ainda há dois anos estava sob a alçada da UEFA, tinha pouco dinheiro. Agora está novamente pujante, sem desculpas e muito trabalho, ao contrário do Sporting, onde existe sempre uma desculpa.»

 

Balakov-Oceano, neste texto do Edmundo Gonçalves

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