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És a nossa Fé!

A voz do leitor

«Petrovic é tosco, tem dois pés que parecem madeiros e não acerta um passe a mais de dois metros. Ontem [sábado] jogou 45 minutos com o nariz partido, recusou ser substituído e só foi ao banco porque tinha de trocar de camisola. Se isto não é uma dedicação digna de um leão, não sei o que será! Este tipo de jogador também faz falta nos balneários, nem que seja pelo exemplo de entrega que constitui para os mais novos!»

 

João Rafael, neste meu texto

Estranha maneira de "apoiar" a equipa

Os adeptos, diz-se, são "o 12.º jogador". Às vezes penso: é melhor não irmos por aí. Porque, em muitos casos - demasiados - os adeptos estão na primeira linha não do apoio mas do apedrejamento aos jogadores da própria equipa. 

Até, por vezes, enquanto duram os jogos. Mesmo os jogos que podem decidir títulos.

 

Exemplos? Aqui vai um, muito recente, recolhido de um dos principais blogues sportinguistas. Foram publicados sábado passado, enquanto decorria a final da Taça da Liga, que viria a ser ganha pelo Sporting. 

Mantenho a linguagem original, pedindo desde já desculpa às almas mais sensíveis.

 

«Jefferson é uma nódoa!»

«Raphinha a dormir…»

«Ristovski a fazer merda. Passe curto e amarelo.»

«Isto são profissionais??? Todos rotos!!!»

«Já estamos todos perdidos em campo.»

«Risto é muito precipitado e burro. Entre ele e Gaspar venha o diabo e escolha.»

«Não temos jogo nenhum. Foi um azar tirar Acuña.»

«O Jefferson é mesmo mau.»

«O Brahimi pega na bola e parece que está a jogar contra uns putos dos iniciados.»

«Este jeff puta que pariu.»

«O Ristovski não joga um caracol.»

«Peruada... Ganda Renan. Das Bosta também…»

«Filho da puta de frangueiro de merda. Filho da puta meu! Frangueiro de merda.»

«Frangueiro de merda! Nem no Feirense jogava. 4 guarda-redes e meia época a jogar com este sem braços de merda. Obrigado Cintra, obrigado Fivelas!»

«Bas Dost uma nulidade neste jogo…»

«Bas Dost serve como pino.»

«Estamos completamente rotos. Este mês vai ser o descalabro anunciado.»

«Jogadores que tenho na play station como Verghuis Keseru Mansilla Balbuena o gr Ochoa dariam jeito amigos ai se dariam.»

«Ó Keizer… faz as malas.»

«Não valemos uma merda! Zerinho!!!! Banho de bola do Braga, banho do Porto… enfim. Rumo ao 4/5 lugar.»

 

Tudo isto, repito, durante a final.

Merda de apoiantes estes. Piores que lampiões.

Faz hoje um ano

 

Mantinham-se por cá os ecos da nossa conquista da Taça da Liga. O que me levou a escrever este texto há um ano, em jeito de editorial do blogue:

«Eles, em 2009, comemoraram uma vitória fraudulenta. Sabiam que a Taça da Liga lhes tinha sido entregue de bandeja com uma arbitragem de lesa-desporto e mesmo assim festejaram como se não houvesse amanhã. Nada de estranhar: dizem-se desportistas mas convivem com a batota sem sobressaltos de consciência. Nós podemos gabar-nos de ter esperado nove anos para festejar o mesmo título. Mas foi conquistado de forma limpa e digna, com honestidade, sem torcer a verdade desportiva. Como é nosso timbre. Este é um dos muitos motivos que me fazem sentir tanto orgulho por ser do Sporting.»

E noutro texto aqui publicado a 29 de Janeiro de 2018 observei: «Este título era-nos devido há nove anos. Apesar disso, esteve quase a acontecer novo escândalo irreparável na final disputada em Braga. A diferença entre Lucílio e Rui Costa - ninguém duvide - chama-se vídeo-árbitro. O tal que o avençado Carlos Janela, os comentadores da cartilha lampiânica e os responsáveis editoriais do jornal A Bola combateram com denodo e determinação.»

Taça da Liga

O troféu que conquistámos no sábado chama-se Taça da Liga. Seja qual for a empresa que a patrocine. Tal como a Taça de Portugal é e será denominada sempre assim: Taça de Portugal. E a primeira Liga - a competição profissional que designa o campeão - será sempre o campeonato. Seja a NOS ou outra marca qualquer a patrociná-lo.
Faço por isso um apelo aos adeptos do Sporting para deixarem de chamar "taça da carica" ou "taça Lucílio" ou outra designação depreciativa a esta competição que acabamos de vencer. De forma inequívoca e sem batota, como é nosso timbre.

A "Lucílio" foi a da mentira, a da batota, a da era pré-VAR.

A do Benfica.

A voz do leitor

«Depois de tudo o que passámos e continuamos a passar, esta Taça da Liga tem uma importância muito superior ao seu real valor. Hoje [sábado] conquistámos muito mais que um troféu. No actual momento do Sporting, o valor simbólico deste título é equivalente a uma Liga dos Campeões!»

 

JHC, neste meu texto

Diz que é a taça da carica

São estas vitórias contra a narrativa dominante que sabem melhor. Já se sabe qual é a narrativa dominante: Sérgio Conceição é a melhor coisa que aconteceu ao futebol português desde os tempos do Mantorras e o Porto é uma equipa do outro mundo. Conceição e o Porto acreditaram tanto nisto que, quando se viram a chuchar no dedo, nem perceberam o que lhes aconteceu. Vai daí, falharam todos os testes de decência: Conceição (e não só) passou ao lado dos jogadores do Sporting e largou a medalha na bancada, o outro atirou a medalha à cabeça de um desgraçado qualquer e, todos juntos, saíram do relvado antes de os jogadores do Sporting receberem a taça. Dois dias depois ainda andam a inventar desculpas ranhosas para justificarem isto.

E estamos só a falar da famosa "taça da carica". Eu até me estava a preparar para não celebrar ou chorar muito o resultado da final, dependendo do resultado. Afinal, é só a taça da carica. Mas, com o chinfrim que fizeram e ainda fazem, a coisa começou a saber melhor. Vendo bem, depois deste chavasco todo, não podem dizer que o Sporting não ganhou nada de especial, que só ganhou a "taça da carica". É que se fosse só a "taça da carica", precisamente, não faziam chavasco. Fazendo, acabam por valorizar aquilo que à partida não parecia nada de especial. Obrigadinho.

Reforços ou nem tanto (parte 3)

A poucos dias de fecho do mercado, e com a grande dúvida ou não de Acuña (passou muito ao lado da festa, os colegas bem puxaram por ele, mas parece estar mesmo de saida), vai-se conhecendo a esperada arrumação de casa no plantel do Sporting:

Saem: Viviano (GR), Marcelo (DC), Lumor (DE), Misic (M), Bruno César (M), Mané (E),  possivelmente Castaignos (PL) e (que pena) Acuña (DE/E).

Entram: Ilori (DC), Borja (DE), Doumbia (M), Francisco Geraldes (M), Luiz Phellype (PL)

Plantel emagrecido, mais jovem, menos despesa, mais peso da formação, tudo coisas boas, mas... plantel reforçado?  Tenho dúvidas...

Entretanto os milhões das rescisões continuam em parte incerta, Patrício e William ajudaram o presidente na resolução do problema no que respeita a cada um deles, mas os restantes continuam bem complicados. A falta de rendimento do Gelson Martins no Atlético Madrid tambem em nada ajudou.

Vamos ver o que acontece ainda até ao fecho do mercado.

SL

9 coisas sobre a Taça da Liga

BOAS E MÁS IMPRENSAS

1. Com pior plantel que no ano transato e contra um clube com melhor plantel que no ano transato, ganhamos a Taça da Liga, sem que eu visse qualquer remoque a JJ na media.
Além de mestre da tática, o homem também tem uma cauda longa que inibe comentadeiros e jornaleiros de se referirem a ele em certos momentos. 

2. A agressividade infantil e possuída da pessoa que treina o Braga e nunca se cansa de perder largo com o Benfica continua a ser tolerada a 100% por comentadeiros e jornaleiros. Até quando?

3. O mau perder do Porto é ridículo e muito elucidativo de como é o futebol português. Mensagens positivas quando se está na mó de cima, comportamentos patéticos e mesquinhos quando se perde.

4. A tolerância da opinião publicada para com este comportamento de Conceição e das suas tropas envergonha-me

5. Mesmo jogando com o nariz partido e não cometendo nenhum erro, Petrovic teve nota negativa. Um pensamento dedicado a quem tem a mania que luta contra o preconceito.

6. A outra pessoa que preside ao Braga e que também nunca se cansa de perder com o Benfica é outro cuja margem de crédito junto da opinião publicada me envergonha.

7. Varandas esteve muito bem nas suas declarações.

8. Bruno Fernandes revelou huevos a criticar o Porto abertamente (por não terem assistido ao SCP a receber o caneco).  

9. Admito a seguinte fraqueza: quase quero que o Sporting perca logo todos os jogos e mais alguns, para não ter de aturar os personagens do futebol indígena, do mau perder dos supostos profissionais e protagonistas à tibieza de 90% dos comentadeiros. 

Dualidades...

Não houve um jogo, esta temporada, em Alvalade, em que foi marcada uma grande penalidade contra o Sporting num lance parecido com aquele que aconteceu com o jogador do F C Porto, Herrera?

Qual foi esse jogo?

Tenho ideia que foi com o Nacional...

 

Não questiono se é penalty ou não, acho que não, mas se foi marcado ao Sporting porque não foi este?

Pérolas de Joaquim Rita (37)

lampadinha[1].jpg

 

«Nos duelos, no desequilíbrio de um para um, o FC Porto é incomparavelmente mais forte do que o Sporting. Marega seja com quem for, Brahimi seja com quem for, Soares ou Corona seja com quem for.»

 

«Sérgio Oliveira não conta nesta equipa do FC Porto. O jeitão que ele daria a Keizer, para ser titular na equipa do Sporting...»

 

Sábado, 26 de Janeiro, na SIC Notícias (antes da final da Taça da Liga)

Este título é um bocadinho estranho, não?

"Sérgio Conceição, Sporting e penáltis. Uma equação que não combina"

Bem, isso até pode ser verdade do ponto de vista de um adepto do FC Porto. É capaz de ser esse o ponto de vista do jornalista: desconheço. Mas não é, de forma nenhuma, o ponto de vista de um sportinguista, para quem a história demonstra que Sérgio Conceição, Sporting e penáltis combina muito bem. A que propósito é que, neste título, o Diário de Notícias adotou um ponto de vista preferencial?

Faz hoje um ano

 

Ainda a conquista da Taça da Liga, ocorrida na véspera, com triunfo leonino (nos penáltis) contra o V. Setúbal.

Escreveu o Pedro Azevedo:

«A partida decidiu-se nas penalidades e, uma vez mais, fomos mais eficazes. Marcaram Dost (pela segunda vez), Bruno, Mathieu (outra boa exibição, alternativa para melhor em campo) e Coates e William (mérito deles que não se escondem e mostraram nervos de aço) que Jesus entendeu voltar a chamar para marcar. Falhou Tomás Podstawski, o do penalty, que não tinha sido expulso (duvidosa decisão, embora houvesse uma mão de Trigueira por detrás). Ganhámos a competição com 10 penalties (só um no tempo regulamentar) na fase final e apenas uma vitória nos cinco jogos disputados. Mas, nos livros da história, o que constará é que o Sporting venceu a Taça da Liga de 2017/18, o terceiro troféu da era Bruno de Carvalho.»

 

Escreveu o Pedro Boucherie Mendes:

«Bruno de Carvalho é quem menos merece estas exibições e este modo de ganhar assim meio coiso. Tem feito tudo pelo plantel, tudo pelo clube, nunca esquece os adeptos. Merece este troféu. Mas tenho a certeza que também ele se lembra que em 180 minutos apenas marcámos de penalty e que (ao contrário de anos e anos e anos) temos tido uma sorte incrível: ainda ontem o Setúbal podia ter marcado o segundo no início da segunda parte.»

 

Escreveu o JPT:

«Viva a Taça. Que era objectivo, menor mas objectivo. O jogo da equipa parece curto para os outros objectivos - talvez seja do Inverno, apesar deste não ter vindo tão duro, como se sabe pela seca. Nada como o futebol glamouroso e dominante de há duas épocas, com um plantel então herdado pelo treinador quando o de agora é por ele escolhido, e assim tão transformado. Mas o que é certo é que aquela equipa teve 7 pontos de vantagem e, estuporadamente, deitou-os fora. Que esta deste ano, tão mais cinzentona, pesada, tão menos artística e explosiva, seja menos perdulária, mais utilitária. E ganhe.»

 

Escrevi eu:

«Festejei ontem à noite, como um puto, esta vitória. Real. Das outras, as vitórias morais, tenho um saco cheio. E apetece-me dizer: quem não festeja é lampião.

 

Escreveu o Luciano Amaral:

«Alguém que me lembre só uma coisa: não foi esta mesma presumível equipa da treta contra quem jogámos ontem que eliminou o Benfica desta mesma taça?»

A voz do leitor

«Muito bom, tendo em conta um novo treinador, um plantel curto em qualidade, as lesões antes e durante o jogo, um golo sofrido por infelicidade e menos um dia para descansar. É mais um título muito bem ganho, com Esforço, Dedicação e Devoção conquistámos a Glória. A pedreira dos trolhas passou a ser o nosso Salão de Festas.»

 

JMA, neste meu texto

Hoje giro eu - Vitória épica no hóquei

Não sei se o meu colega Ricardo Roque, colaborador do És a nossa Fé que mais acompanha as modalidades, teve a oportunidade de ver o jogo desta tarde no Pavilhão Fidelidade, na Luz, e assim poder complementar esta minha peça. A ganhar logo no reínicio por 1-0 (Raul Marin), o Sporting viu-se sujeito a uma série interminável de suspensões de 2 minutos motivadas por cartões azuis recebidos pelos seus jogadores Marin, Girão e Ferran Font. Ao fim de 8/10 minutos - foram tantas as suspensões que perdi a conta aos minutos que os nossos jogadores estiveram fora - , e quando finalmente o 5º jogador nosso estava no ringue (há não mais de 5 segundos), eis que o leão Romero apanha novo cartão azul. O Benfica aproveita para finalmente empatar, situação que automaticamente permite repor a paridade de jogadores em campo. Depois, um jogador do Benfica também é suspenso por 2 minutos. Escândalo de lesa-Pátria para a BenficaTV, pois claro. Imediatamente, Ferran Font marca, no livre directo correspondente, através de uma belíssima execução. Seguidamente, através de uma penalidade, o mesmo jogador fez o 3-1. Finalmente, Pedro Gil colocou o 4-1 final no placard. 

Em toda a minha vida, nunca vi nada igual. Por isso, não consegui conter a indignação e decidi escrever. Também, para deixar o meu louvor a hóquistas, treinadores e restante estrutura da secção do hóquei, que nas condições mais adversas possíveis escreveram mais uma página de glória da história do Sporting Clube de Portugal. 

gil marin.jpg

(Fonte imagem: Record)

Pódio: Bruno Fernandes, Coates, Raphinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FC Porto pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 17

Coates: 17

Raphinha 17

Bas Dost: 16

Renan: 16

André Pinto: 15

Nani: 15

Wendel: 15

Diaby: 14

Gudelj: 14

Ristovski: 14

Petrovic: 13

Jefferson: 13

Acuña: 11

 

A Bola  elegeu  Bruno Fernandes  como melhor jogador em campo. O Record  optou por  Nani.  O Jogo escolheu Coates.

Faz hoje um ano

 

Há um ano, conquistávamos pela primeira vez a Taça da Liga. Vitória ainda mais saborosa por ter ocorrido contra o V. Setúbal, precisamente a equipa que nos derrotara na versão inaugural desta competição. Vingámos esse desaire de 2008 perante mais de 20 mil adeptos leoninos no estádio do Braga. Cidade que tem funcionado para nós como um talismã.

 

Em cima da hora, escrevi aqui nesse dia 27 de Janeiro de 2018:

«Gostei da nossa segunda parte, em que dominámos por completo e só não marcámos mais de um golo devido à soberba exibição de Trigueira, o guarda-redes sadino. Os últimos 45 minutos desta partida contrastaram em absoluto com a apagada e até medíocre primeira parte do Sporting, em que sofremos um golo logo aos 4'. Entre os nossos jogadores que se revelaram decisivos neste volte face, destaco uma vez mais Bas Dost, o melhor de verde e branco. Foi ele o marcador do penálti que empatou a partida, aos 78', e lançou o onze leonino para o desempate após o apito final do árbitro. Foi também ele a fazer dois grandes remates aos 75' - um dos quais seria travado em cima da linha da baliza, com um braço, pelo defesa sadino Postawski, que devia ter sido expulso de imediato mas acabou por se manter em campo. Foi ainda Dost a converter a primeira das cinco grandes penalidades da ronda do desempate que ditou a equipa vencedora.»

 

Enquanto o Ricardo Roque fazia esta observação certeira:

«A cada dia que passa fica tudo mais simples de entender, por que razão há sectores que não queriam esta inovação tecnológica no futebol. Não fosse o VAR e a história seria outra, provavelmente igual à noite miserável de 21de março de 2009 no Algarve. Eles sabem porque são contra...»

 

Nas rádios e nas televisões, alguns bitaiteiros mais vetustos não disfarçavam a azia.

«A haver um vencedor, o Vitória de Setúbal era o mais justo vencedor», proclamou Ribeiro Cristóvão, torcendo contra o Sporting. Sem surpresa para ninguém.

 

 

Quem disse que a história não se repete?

You say stop, I say go

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O Record no dia 21 de Janeiro (segunda-feira) publicou um destacável sobre a Taça da Liga que era todo um processo de intenções.

Reparem no primeiro fabuloso a atravessar a passadeira, ingeriu um excesso de vitaminas antes do jogo da final e ficou KO (uma indisposição, dizem eles).

Já o último na passadeira não se dava nada por ele... nunca marcou um golo ao Porto, dizia-se.

Ora aí está, os últimos são os primeiros, Bas Dost afinfou-lhes com dois enquanto Soares recuperava da dor de barriga.

O Record disse-nos: goodbye!

O Sporting disse-lhes: hello!

Petrovic!

Lembram-se da final de Paris? Numa questão de segundos Éder passa de tosco a herói nacional.

Os heróis nascem assim, instantaneamente e onde menos se espera.

De nariz partido Petrovic só quer saber de uma nova camisola para voltar ao campo. 

Doravante Petrovic merece ser um herói do Sporting.

https://www.facebook.com/nunoaragaomourao/videos/2066322693665670/?t=3

Viva o treinador adjunto do Porto

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Diamantino Figueiredo, treinador adjunto de Sérgio Conceição (é o Nelson deles) tentou agredir adepto(s) com a medalha recebida no final do jogo (filme aqui).

Toda a cena me lembrou a final da Taça de 2018. Sabe-se o ambiente tétrico em que o Sporting foi jogar, não o descrevo. No final do jogo a equipa subiu à tribuna para receber as medalhas de finalistas vencidos. As imagens televisivas chocaram-me imenso: hordas de adeptos sportinguistas juntos à escadaria do Jamor insultavam os jogadores (e técnicos). Não foi só o vociferar insano que me espantou, foi o fel, o desespero daquela gente por uma mera derrota de futebol, ainda para mais tida naquele surreal contexto pós-Alcochete. Um desespero ululante de uma merda de gente que leva uma vida de merda e que na merda de intelecto que tem ainda sim pressente, de modo difuso, a merda que é e a merda que vive. E que uiva essa verdadeira desgraça - desgraçados desengraçados que são - nos campos da bola.

Da sucessão de acontecimentos daquela época terá sido este o que mais me chocou - não a da invasão de Alcochete por um grupo de profissionais da economia paralela, apaniguados (avençados?, por via de bilhetes de futebol ...) da economia do crime em que se tornou o "futebol". Mas sim aquelas dezenas ou centenas de amadores, gritando impropérios aos jogadores junto à tribuna.  

O que esse período mostrou é que a turba infecta, irracional, não é um oligopólio do Porto e do Benfica, com franchisings em Guimarães e Braga. Mas que o Sporting, o tal "clube diferente" que julgávamos ser, ufanos, está preenchido com esta ralé insultuosa.

Ontem mais um episódio. Sob a tribuna - onde os bilhetes até costumam ser mais caros - descem os jogadores e treinadores do Porto. Na zona na escadaria estão concentrados adeptos do "nosso" Sporting. Destinam aos profissionais portistas um incessante coro de "cabrões", "vão para o caralho" e afins. O decano portista, mais velho do que eu, aparenta-o, no calor do pós-jogo irrita-se e estanca. Um dos "nossos" manda-o para a "cona da tua mãe". O homem, como qualquer homem digno, sente-se. E tenta, porque dele algo distante, atingir o "nosso" energúmeno com a porcaria da medalha. Infelizmente desconsegue, até porque logo afastado por um segurança.

O ambiente do futebol é este. Muito acicatado pelo "comunicação social", esse meio profissional (os co-bloguistas do métier que me aturem) que é um lumpen dos letrados. Mas a "comunicação social" tem o nível que tem porque é isso que o seu público "desportivo" quer. É. Um lixo de gente. Um lixo de gente que são estes energúmenos vociferadores, e os holigões mais físicos. Mas também todos os que com eles se sentam, vestindo as mesmas cores e imaginando e proclamando uma qualquer comunhão clubística - "somos todos Sporting", farto-me de ouvir e de ler. Isto apesar do clube ter nos estatutos, explicitamente, que é vedado aos seus associados ofender a moral pública. Qual será a noção de moral pública que os sportinguistas têm, aceitando décadas de comunhão com tanta e tamanha escumalha? Perdão, quero dizer, assim aceitando décadas de ser tanta e tamanha escumalha. Pois se se proclama uma qualquer comunhão com isto de gente, é-se também isto de gente.

Não é curial mas também não é legítimo, no sentido que não é legal, insultar trabalhadores. Não podemos ir à Caixa Geral de Depósitos (apesar do que fizeram com o crédito sem garantias) em grupo mandar para a cona da mãe e para o caralho os seus trabalhadores. Chamarão a polícia. Nem ao Pingo Doce. Nem ao restaurante do bairro. Nem mesmo à loja do desgraçado indocumentado bangladesche. Nem às obras de um prédio (aí levaríamos uma sova de porrada, bem merecida). Ou seja, não é legítimo (legal) ir a um local de trabalho insultar os trabalhadores. Como um campo de futebol. E é tão javardo, imundo, abjecto - "filhodaputa" para usar a linguagem de estádio - o tipo que vocifera, face-a-face com o trabalhador futebolista escudado na mole humana (a "moldura humana" na poética da ralé futeboleira), como aquele que só ombreia, partilha as cores, vai ao estádio. E comemora junto, uno à escumalha vociferadora.

A Federação e a Liga devem tomar consciência. O público que têm é constituído por esta mole de javardos. Os que mandam os trabalhadores para a cona da mãe deles, imensos. E os que se sentam ao lado destes e se calam, ombreando, se as conas aludidas forem as das mães da rapaziada de outros clubes. Dos "outros". E podiam, pelo menos, a tal federação e a liga, acabar com estas "subidas à tribuna". E passarem a entregar os troféus e medalhas no campo de jogo. Onde eles são ganhos. E onde se está longe desta escumalha. Benfiquista. Portista. Sportinguista. Portuguesa.

{ Blog fundado em 2012. }

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