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És a nossa Fé!

Ver de fora… custa mais!

Ontem não fui a Alvalade.

Por duas razões. A primeira prendeu-se com a hora do início do jogo, quase madrugadora em dia de semana. A segunda e quiçá a mais importante teve a ver com o meu pai, que se encontra hospitalizado para ser hoje operado.

Se para a primeira eu conseguiria fugir do trabalho a horas, assumo que quanto à segunda não me sentiria bem ir a Alvalade e o meu pai no hospital a ver o jogo na televisão. A idade não perdoa e aproveitar os bocadinhos com ele será sempre preferível.

Dito isto, acabei por ver o jogo na televisão num quarto de hospital, acompanhado do meu pai. Digo que sou muuuuuuuuuuito pior adepto fora do estádio que lá dentro. Vá lá saber-se porquê…

Sinceramente, não sou apreciador de ver o Sporting na televisão. Porque sofro muito e refilo ainda mais. Mas o jogo de ontem foi… mauzinho. É óbvio que o Belenenses deu boa réplica e mostrou pergaminhos. Todavia a nossa equipa mostrou-se muito intranquila (ai Acuña, ai, ai). Sem ser o rolo compressor de outros jogos da época Keizer, o Sporting foi gerindo o tempo e o esforço e jogou qb. E, claro está, sofreu o golo da praxe.

O meu filho e o meu sobrinho que estiveram no estádio vieram buscar-me ao hospital para ir para casa. No caminho perguntávamo-nos quem teria sido o melhor jogador em campo. Falei de Miguel Luís, falou-se de Wendel. Também Coates e Gudelj.

Não ficámos de acordo. Também não seria importante. Tremendamente importante foi que o Sporting regressou às vitórias.

Crónica da bancada

Seguindo o conselho de Pedro Correia, adiantei alguma coisa na hora de almoço e seguindo o conselho do Pedro Azevedo Oliveira, de que o trabalho não azeda, consegui chegar mesmo em cima do apito do C(h)apela e acabei por ver o jogo no estádio.

Começo por afirmar que o melhor daquilo tudo, fomos os 30 mil e poucos que conseguimos dizer presente num horário manhoso e com um friozinho do camândrio. Depois, a muito longa distância, os jogadores e lá muito ao fundo, o C(a)apela(da).

Na primeira parte não jogámos nada. Eu vinha com ideia de fazer a crónica deste jogo usando as reacções dos meus vizinhos de bancada, mas achei preferível mudar de ideia. Talvez acreditem, se "escutarem" um pouco do que se foi passando na primeira parte: "fpiiiiiiiii... aquele Gudelj não joga um cpiiiiiiii, fpiiiiiiiiiii". "O filho da ppiiiiiiiii do C(h)apela só mostra amarelos aos nossos, grande ppiiiiiiiiiii!!!" "Nani, larga a bola, cpiiiiiiiiiiii!!!". "O Coates é uma libelinha do cpiiiiiiiiiiii, está a precisar de banco". "ó C(h)apela isto não é vólei, fpiiiiiiii (esta fui eu, depois do gajo ter marcado uma falta a um dos nossos que só encostou o bafo ao pescoço dum do Jamor). "Ó Gaspar, vai p'ó presépio, meu filho da ppiiiiiii, não jogas um cpiiiiiiiiiiii" "olha aquela ppiiiiiiii do Diaby, que só joga para trás, cpiiiiiiiiii da mãe, cpiiiiiiiiiii". Bom, estão a ver não estão, como os nossos estavam a agradar, cpiiiiiiii?

Realmente os do Jamor teceram uma bela teia à volta dos nossos construtores de jogo, e manietaram-nos de tal forma que quase foram eles a marcar, inda o jogo quase não tinha começado. Os treinadores adversários já começam a ter antídoto para o jogo ofensivo de Keiser e a "malta" já começa a ficar ansiosa, depois irritada, com a inépcia dos da frente e com as tremideiras e fífias do Coates e do Gaspar e do Gudelj e tão farta que até já aplaude o Petrovic.

O que vale é que (salvo aquela coisa à la Braga na Luz, mas em Guimarães) as coisas se compõem, a melhor valia dos nossos vem ao de cima e acabamos por ir vencendo, a maior parte das vezes de goleada.

Hoje valeu pelo resultado, por números que me parecem justos, mas para ser justo, se eles conseguissem levar um ponto não seria injusto. Uf...

Temos claramente um plantel curto, já todos percebemos isso, direcção incluida, que já fez regressar Geraldes, que não jogou mas já faz publicidade (oxalá venda GB ao mesmo nível que joga, quer dizer, ao nível do seu futebol, não me interpretem mal) e contratou, certamente depois de ter consultado Futre, um chinês que jogava na quarta divisão de Espanha e um black Ronaldo, Rafael Camacho de seu nome, que eu confesso nunca ter ouvido pronunciar em lado nenhum. Mas pronto, Janeiro ainda vai no início, e espero que apareça aí um Coentrão para a esquerda e outro para a direita da defesa e já agora um outro  para o centro, para sentar o Coates e o Mathieu à vez, que eles precisam ambos os dois, mais o sul-americano que o francês, de descanso e com o Xico e tendo fé que não haverá lesões, talvez seja suficiente para chegar a Maio à frente da equipa do Conceição e da do Abel (não sei qual delas, se a de Braga se a de Lisboa).

Como diz um amigo lá de Tomar, "ganhimos, porra!" E isso é que verdadeiramente interessa.

 

Nota1- Desculpem o "porra", mas é... "dialecto";

Nota2 - O Porto suou as estopinhas com o Aves, o que quer dizer que afinal o jogo que fizeram aqui em Alvalade revela que são efectivamente uma boa equipa. Com um treinador que só se irrita com as derrotas com o Sporting, mas isso também o Abel, portanto...

Posso repetir um postal? ... Obrigado

JJ.jpeg

(Aqui botei em 29 de Novembro passado. E repito-me ...)

 

Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Que o Sporting tivesse vencido o difícil dérbi desta noite em nossa casa. Derrotámos por 2-1 o Belenenses SAD que, muito bem orientado por Jorge Silas, nos deu boa réplica. Mas o nosso triunfo é incontestável: os três pontos moram com justiça em Alvalade. Já somamos 34 nesta Liga 2018/2019. Este resultado tem mérito acrescido pois o Belenenses era até hoje uma equipa sem derrotas fora de casa e a segunda menos batida no campeonato.

 

De Miguel Luís. Foi, para mim, o melhor em campo. Assegurou a ligação entre sectores, no miolo do terreno, e cumpriu com zelo a missão. Recuperou bolas, fez passes bem medidos, foi sempre muito combativo - e sobretudo marcou um grande golo, aos 80'. O golo do 2-1, que nos valeu os três pontos, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem hipóteses para o guarda-redes Muriel. O primeiro golo que este jovem da nossa formação marca para o campeonato.

 

De Bruno Gaspar. Outra estreia a marcar pela equipa principal do Sporting. Aos 57', com um remate bem colocado após exímia assistência de Diaby, que temporizou o lance à espera de que o colega que subia pela ala direita lhe abrisse uma linha de passe. Um golo que recompensa a acção esforçada do lateral que o Sporting foi buscar à Fiorentina.

 

De Acuña. A acutilância de sempre: nunca vira a cara à luta. O argentino foi um dos sportinguistas mais em destaque nesta partida, tanto no plano ofensivo, onde esteve quase a marcar com um grande remate logo aos 8', como no plano defensivo, protagonizando cortes cirúrgicos, em momentos de grande perigo, aos 31' e 44'.

 

Dos regressos de Wendel e Nani. É bom vê-los recuperados, após um período de afastamento por lesão. Ambos cumpriram, embora ainda longe do fulgor físico revelado noutras circunstâncias. Wendel foi o médio criativo de serviço, procurando compensar a ausência de Bruno Fernandes. Nani usou, como de costume, a sua experiência em benefício da equipa, sobretudo em dois lances cruciais: aos 35', levou a bola a embater no poste; aos 57', é ele quem inicia a jogada do nosso primeiro golo.

 

De Petrovic. Marcel Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 73', rendendo Wendel. O sérvio mostrou-se em bom plano, revelando até pormenores técnicos que foram sublinhados com aplausos das bancadas. Essencial para dar estabilidade à organização defensiva do Sporting num momento em que o Belenenses SAD acentuava a pressão no meio-campo.

 

Da assistência em número razoável. Hoje havia 30.054 espectadores em Alvalade. Nada mau atendendo ao facto de haver muita gente ainda de férias e de o jogo ter começado às 18 horas, em dia de trabalho.

 

Do registo muito positivo de Marcel Keizer. Desde que chegou ao Sporting, há menos de dois meses, o técnico holandês conduziu a nossa equipa em dez jogos oficiais, com este balanço muito favorável: nove vitórias, sete goleadas, 36 golos marcados. Números que reflectem um futebol ofensivo muito do agrado dos adeptos leoninos.

 

De termos recuperado o segundo lugar no campeonato. Ultrapassámos o Benfica, que ontem perdeu 0-2 em Portimão e hoje rescindiu contrato com o treinador Rui Vitória, e continuamos acima do Braga. A depender só de nós, à espera do confronto que teremos em breve com o FC Porto, líder da Liga portuguesa.

 

 

 

Não gostei

 

 

Que tivéssemos sofrido um golo mesmo ao cair do pano. Começa a tornar-se tradição com Keizer ao leme da equipa: até agora só por uma vez chegámos ao fim de uma partida com as nossas redes intactas. Hoje deixámos o Belenenses marcar aos 90'. O 2-1 até é um resultado que corresponde de modo mais fiel ao que se desenrolou em campo, mas parece-me inegável que devemos melhorar a organização defensiva.

 

Do resultado ao intervalo. Permanecia o empate a zero inicial, premiando o dispositivo táctico da equipa representativa da SAD de Belém. Que até nos mandou uma bola ao poste, iam decorridos 31'. Nesse aspecto também se registava empate, pois quatro minutos depois foi a nossa vez de levar uma bola a embater no ferro da baliza.

 

Da ausência de Bruno Fernandes. Enfim, o nosso médio ofensivo titular ficou de fora - devido à acumulação de cartões amarelos. A equipa ressentiu-se desta ausência: faltou alguma criatividade no nosso meio-campo, não inteiramente compensada pelas exibições positivas de Miguel Luís e Wendel.

 

De ver Bas Dost tão desperdiçado. O internacional holandês passou o jogo inteiro sem dispor de uma só oportunidade de golo: os colegas não puderam ou não souberam municiá-lo como ele tanto gosta. Este foi, assim, um dos raros desafios em que o nosso ponta-de-lança ficou em branco.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Pirilampo vermelho

Alguém explique ao Rui Vitória que o objectivo (goal, em inglês) do jogo é o golo, não o auto-golo. Não é normal, é paranormal, caso suficiente para convocar (S)vilar (dois golos na Champions de 2017/18) das Perdizes, a fim de esconjurar o mal, pelo menos enquanto não surge uma solução das Arábias. Vitória com Abel foi um monstro, com José esteve para ir de Mota e em Portimão viu fazerem-lhe a Folha. Por isso, estou em crer que, a acender e a apagar desta forma, se calhar a luz que Luis Filipe Vieira viu foi a de um pirilampo. Em todo o caso, termino, desejando um bom ano de 2029 (estão 10 anos à frente) a todos os benfiquistas!

2018 em balanço (9)

 

 

GOLO DO ANO

Felizmente não podemos queixar-nos da falta de muitos e bons golos em 2018. De tal maneira que o mais difícil é escolher só um. O meu critério foi seleccionar não apenas um golo bonito ou até magistral, mas que resultasse do esforço colectivo, da nossa organização ofensiva, desta imensa vontade de vencer que o Sporting de Frederico Varandas transporta consigo, sobretudo desde a contratação de Marcel Keizer.

Poderia ter elegido grandes golos de Bruno Fernandes e Nani, aliás já representados nesta antologia anual do És a Nossa Fé. Mas decidi seleccionar o golaço de Jovane que confirmou a nossa vitória por 3-1 contra o Rio Ave, a 3 de Dezembro, no estádio dos Arcos - um dos mais difíceis da Liga portuguesa, como bem sabemos. De tal modo que não ganhávamos lá desde 2004 por dois de diferença.

Escolhi este golo também porque 2018 foi o ano de Jovane, júnior da formação de Alcochete promovido ao primeiro escalão e estreado na equipa principal do Sporting, para o campeonato, durante o curto período em que José Peseiro comandou o plantel leonino. Keizer tem reiterado esta aposta, traduzida em resultados: Jovane continua a funcionar como uma espécie de talismã. Quando entra, geralmente a sorte vira-se a nosso favor.

Foi, uma vez mais, o que aconteceu aqui. O jovem caboverdiano entrou aos 69' e três minutos volvidos já estava a marcar este belíssimo golo, que vale a pena ver e rever. Corolário de uma jogada de insistência do onze leonino, inicialmente conduzida por Nani na ponta esquerda. A bola sobrou para Bruno Fernandes, autêntica inteligência em movimento, que numa fracção de segundo resistiu à tentação do remate, percebendo que o colega à direita estava solto de marcação, endossando-lhe a bola. Mal a recebeu, Jovane desferiu um potente remate com o pé esquerdo, sem tomar balanço, conduzindo a redondinha ao canto superior mais distante da baliza do Rio Ave: nenhuma guarda-redes seria capaz de travá-la.

Fez-nos vibrar de alegria. Com golos destes, o céu é o limite. Tudo se torna possível neste Sporting 2018/2019.

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Faz hoje um ano

 

 

Dia de Benfica-Sporting. Terminou 1-1. Mas só houve análise e comentários aqui no blogue já depois da meia-noite.

 

Antes do desafio, escreveu a Marta Spínola: «Estou na Luz. Já não contava muito vir, quando apareceu a oportunidade. Vim cá estar, pois então. Seja o que Bas Dost quiser. O estômago embrulha-se e desembrulha cem vezes por hora desde o almoço, mas não há volta a dar: quem gosta do derby sabe que assim é, sempre que posso estou presente.»

 

Nesse dia 3 de Janeiro de 2018, recebíamos uma notícia que justificava aplauso: o Sporting assegurava antecipadamente a contratação de Raphinha para a época seguinte, com um contrato de cinco anos por 6,5 milhões de euros.

«Bom augúrio», comentei eu.

A voz do leitor

«Não acredito muito no mercado de Inverno, que para nós funcionou em 2000; foi uma vez na vida. Geraldes, o Desejado, tem lesão numa vértebra: não entendo o foguetório que para aí vai, não devem ter lido o comunicado do clube alemão. De qualquer maneira, neste momento, 5 pontos de atraso em relação ao FCP são recuperáveis se entrarem jogadores que façam a diferença e não camiões do tempo do palavroso JJ. Muito mais fácil será ultrapassar o Benfica.»

 

Leão de Queluz, neste texto do Leonardo Ralha

O meu direito à indignação

Recebi agora mesmo um e-mail, gentilmente endereçado pelo clube na pessoa de Mathieu, a lembrar-me (não era preciso, mas o gesto é importante) do jogo de amanhã.

E só quando quis confirmar a hora do jogo (que julgava que era às oito) é que vi que o mesmo começa às seis horas da tarde. Às seis horas da tarde? Mas quem, trabalhando como eu, consegue estar em Alvalade às seis da tarde num dia de semana? E eu até estou perto, até poderia eventualmente "pirar-me" mais cedo do trabalho, mas até nem posso. E aqueles que vivem, não digo muuuuuuito longe, mas a 50/60/100 km de distância, quantos deles, mesmo querendo vir, terão possibilidade de o fazer?

E depois querem os estádios cheios. Senhores da federação e das televisões, a malta que paga os bilhetes trabalha, pá!

2018 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: GOLEADA AO QARABAG

Seguimos em frente na Liga Europa, transitando para os 16 avos de final, sendo a equipa com mais golos marcados no nosso grupo e tendo apenas somado uma derrota (frente ao poderoso Arsenal) nesta fase da segunda maior competição de clubes tutelada pela UEFA. Neste percurso muito positivo, iniciado com José Peseiro, prosseguido com Tiago Fernandes e agora com Marcel Keizer ao leme, o melhor resultado foi, de longe, o alcançado em Baku, capital do remoto Azerbaijão, situada a 6.500 quilómetros de Lisboa. Ocorreu a 29 de Novembro, com uma goleada: ganhámos por 6-1.

Foi o nosso mais saboroso triunfo em 2018, na estreia internacional do actual técnico holandês enquanto orientador técnico do Sporting. O ex-treinador do Ajax não podia ter começado da melhor maneira, suplantando largamente o 2-0 registado em Alvalade, frente à mesma equipa, a 20 de Setembro. Foi também o nosso melhor registo, numa partida disputada fora de casa para as provas europeias, desde 1986. Foi ainda a mais volumosa derrota alguma vez sofrida pelo Qarabag - que na época anterior tinha imposto dois empates ao Atlético Madrid, na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Houve golos para os mais diversos gostos. Marcados por Bas Dost (5'), Bruno Fernandes (20' e 75'), Nani (33') e Diaby (63' e 81'). Era um poderoso contributo do Sporting para elevar a cotação do conjunto das equipas portuguesas na contabilidade da UEFA, compensando assim o descalabro de outras agremiações. 

Nesta partida destacou-se Wendel, com quatro assistências para golo, uma proeza impressionante, confirmando a qualidade deste jovem médio brasileiro que chegara a Alvalade em Janeiro sem merecer a menor atenção do treinador Jorge Jesus. Exibição muito positiva também de dois reforços da era Sousa Cintra, Diaby e Gudelj, com as melhores exibições até então alcançadas de verde e branco. Destaque igualmente para a estreia absoluta, na nossa equipa principal, do jovem lateral direito Thierry Correia, com apenas 19 anos e um futuro muito promissor. 

Foi inegável a alegria dos nossos jogadores, bem simbolizada no salto mortal que Nani deu mal marcou o golo, retomando uma imagem de marca a que nos tinha habituado. Este era o Sporting que nós queríamos. Este é o Sporting que nós queremos sempre.

 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Hoje giro eu - Uma história (ím)par!

Quando os Cinco Violinos chegaram ao fim - o quinteto original, seguido da formação onde João Martins substituiu Fernando Peyroteo (despediu-se em 1949) - , o Sporting liderava o histórico de campeonatos nacionais ganhos. Já sem Jesus Correia, forçado a optar entre o futebol e o hóquei em patins aos 29 anos de idade, ainda vencemos o campeonato de 1954, completando uma sequência de 7 títulos conquistados em oito possíveis, com um tri (47,48,49) e um tetra (51,52,53,54). No final dessa temporada, o Sporting detinha 9 vitórias no Campeonato Nacional contra 7 do Benfica, ou, se considerarmos os Campeonatos de Portugal como "nacionais" (e os primeiros 4 Campeonatos da Liga como experimentais), um total de 13 triunfos contra apenas 7 do seu rival encarnado. Foi o fim de uma era e o início do ciclo mundialista, em que nunca falhámos a conquista da prova maior do calendário nacional durante 6 edições consecutivas do Mundial de Futebol (54,58,62,66,70,74), pese embora nada tenhamos ganho nos anos intermédios desse ciclo, o que levou a que a razão da progressão do nosso número de títulos até à Revolução dos Cravos tenha diminuído, permitindo ao Benfica destacar-se como a grande potência histórica do futebol português. Sobrepondo ao "efeito Cinco Violinos" o "efeito Eusébio", os nossos rivais da 2ª Circular tornaram-se os mais titulados de sempre, com a temporada de 1968/69 a marcar a passagem de testemunho. O Sporting falha, pela primeira vez em 24 anos, a conquista de um campeonato em ano de Mundial em 1978, naquilo que resultou num "boicote" involuntário - ao contrário do protagonizado pelo holandês Johann Cruijff, que se recusou a participar no certame por não concordar com o regime totalitário da Junta Militar do General Videla - mas volta a recuperar esse sortilégio em 1982, ano em que o Mundial se disputou em Espanha. Pelo meio, apenas mais um campeonato nacional: o disputado dois anos antes. Com o triunfo em 82, o presidente João Rocha completou o tri de vitórias em campeonatos nacionais em 9 anos de mandato. O pior veio depois: enfraquecido pela "entente" estabelecida entre o emergente Pinto da Costa e Fernando Martins, o Sporting (e o próprio João Rocha, que doente abandonaria a presidência leonina em 1986) não voltaria a ser futebolisticamente o mesmo, pese embora os esforços do presidente Sousa Cintra em criar boas equipas de futebol, o que nos poderia ter rendido títulos em 94 e 95. Terá valido ao clube, de forma a sobreviver a tantos anos de inêxitos, a visão de Rocha do ecletismo e as sólidas fundações que criou nas modalidades, algo que foi permitindo a sócios e adeptos respirarem e a mística se perpetuar. Técnicos como o Professor Moniz Pereira e atletas como Carlos Lopes ou Fernando Mamede escreveram a ouro páginas de glória do desporto nacional e do Sporting em particular, juntando-se a Chana, Livramento ou Joaquim Agostinho no panteão de grandes campeões sportinguistas. Mesmo quando sucessivas Direcções foram desmobilizando na aposta nas modalidades, o atletismo continuou a ser um motivo de orgulho para a nação leonina. Com o estrelato além fronteiras de Paulo Futre - o primeiro futebolista português a triunfar no estrangeiro - e, mais tarde, de Luís Figo e de Cristiano Ronaldo, o Sporting pôde hastear uma nova bandeira: a da sua Formação de futebolistas. Interrompido um interregno de 18 anos sem títulos no futebol (Inácio, 2000), o Sporting parecia ir ressurgir no novo milénio. O título de 2002, retomando a tradição de vitória em ano de mundial, mais reforçaria essa ideia, mas tal não passou de uma quimera e rapidamente o clube se viu estrangulado financeiramente fruto da acção conjugada de uma gestão do negócio futebol que o deixou à beira da falência e da megalomania de um projecto empresarial que conduziu a um super-endividamento. Desde aí, houve poucos sinais de retoma, os mais significativos dos quais terão ocorrido em 2005, com Dias da Cunha como presidente e José Peseiro como treinador, em duas temporadas com Filipe Soares Franco como presidente e Paulo Bento como treinador e durante o consulado de Bruno Carvalho, primeiro com Leonardo Jardim e , depois, na primeira época de Jorge Jesus, período em que as modalidades voltaram à ribalta mas onde o futebol voltou a falhar. 

 

Olhando para o histórico, importa dar relevo ao facto de em 36 anos apenas termos ganho duas vezes. Talvez isso ajude a explicar a razão do descontentamento dos "jovens turcos", das novas gerações, que sofrem com o facto de não ver o clube ser campeão, algo que é mais relativizado pelos mais velhos, os quais ou nasceram no período dos "Cinco Violinos" ou nas décadas de 60 e 70 onde o Sporting ainda ia ganhando. 

Outro dado histórico que não deixa de ser surpreendente prende-se com a maldição dos anos ímpares. De facto, olhando para os 22 títulos (18 Campeonatos Nacionais e 4 Campeonatos de Portugal), verificamos que apenas 6 ocorreram em ano ímpar. Mais, o último campeonato nacional ganho em ano ímpar ocorreu em 1953, ou seja, há 66 anos(!).

Assim como o Benfica tem a maldição europeia de Bela Guttmann, o Sporting tem a maldição dos anos ímpares. 

 

Se olharmos para as causas do nosso insucesso, as arbitragens tenebrosas dos anos 80 e 90 vêm-nos logo à ideia. Mesmo depois disso, o contexto nunca deixou de nos ser desfavorável. No entanto, agarrar-nos exclusivamente a isso, na minha opinião, será um erro a não incorrer. Atenção, creio que o clube deve estar atento e manifestar-se em sede própria no sentido de não ser prejudicado, mas penso que o essencial da nossa atenção deve estar voltado para dentro, daquilo que depende de nós. Se formos muito competentes, dificilmente nos abaterão. Reparem, vivemos uma época de esperança, marcada pela contratação de um técnico holandês que trouxe com ele uma ideia de futebol positivo que muito tem deleitado as bancadas. Estranhamente, esse facto não tem vindo a ser acompanhado pelo número de assistentes aos jogos em Alvalade. E não vale sequer a pena estarmos a falar nos descontentes com o afastamento de Bruno Carvalho, pois se este foi destituído e se não viu a sua condição de sócio com plenos direitos ser restituída foi porque uma maioria assim o decidiu. Assim, caberá (não só, mas também) a essa maioria mostrar que não é só forte na demonstração política e aparecer a apoiar a principal equipa do clube. Aliás, em boa verdade, essa missão deverá ser a de todos os sócios e adeptos, gostem ou não dos presidentes, do actual ou do(s) antigo(s), pois estes são conjunturais e só o clube é perene. Isto para dizer que, se nós, sportinguistas, somos os primeiros a deixar a equipa sozinha como podemos depois ter legitimidade de acusar seja quem for? Falemos agora dos jogadores: em Guimarães deixámos ficar 3 pontos que se podem vir a revelar decisivos nas contas do campeonato. Uma equipa que quer ser campeã não pode desperdiçar trunfos desta maneira. É evidente que os jogadores lutaram pela vitória, mas também foi notório que à frustração das coisas não estarem a correr de feição se sobrepôs algum desespero que só pesou em perda de discernimento. Ora, se queremos ser campeões, teremos de dominar os nossos estados de alma. Qualquer profissional tem dias em que não está inspirado, mas são exactamente esses dias e a forma como se consegue entregar ainda assim a "carta a Garcia" que marcam a carreira de um profissional de referência. Temos de ser mais frios e saber lidar melhor com as situações de pressão extrema. Em relação ao treinador, penso que deve continuar de ouvidos não voltados para o que diz a comunicação social. Tal como adeptos e sócios, aliás. A mim, pouco me interessa se sofremos 10 golos em 9 jogos, pois marcámos 34 golos nessas mesmas partidas. Essa é a realidade una e indivisível. Tudo o resto são fragmentos dessa realidade ou apenas percepções da mesma. Por isso, Keizer deve deixar também Sérgio Conceição ficar a falar sozinho quando diz que prefere ganhar 1-0 do que 3-2, até porque o ranking dos clubes portugueses na UEFA vem dar muito mais razão ao holandês do que ao nosso concidadão. É que há uma relação directa - que um dia aqui trarei - entre o número de golos marcados nos seis principais campeonatos nacionais pelos clubes classificados entre a quinta e a oitava posição e a posição de cada país no ranking uefeiro. O futebol luso só melhorará quando a sua intensidade de jogo subir e houver mais equipas a lutarem pelo golo, o objectivo ("goal" em inglês) do futebol. Com isto não digo que não devamos melhorar a nossa transição defensiva, aspecto que ainda Keizer não era nosso treinador e eu já apontava como uma debilidade, mas se perdemos em Guimarães não foi por sofrermos um golo, foi por não marcarmos no mínimo três (dois até bastariam) como de costume. E, certamente, tendo tempo para treinar os posicionamentos ofensivos (algo muito difícil quando não se fez a pré-época e se joga de 3 em 3 dias), no sentido de os jogadores estarem melhor posicionados para a reacção à perda de bola, esse problema há-de ser corrigido (não digo eliminado porque não nos podemos esquecer de que há sempre duas, quando não infelizmente três, equipas em campo). Agora, o que importa realçar das diferenças existentes entre o futebol de Jesus (já nem digo de Peseiro) e o de Keizer é que se ambos buscaram influências noutros desportos, então onde eu via a procura de profundidade e basculações típicas do andebol em Jesus, agora observo a preocupação com o domínio do centro do terreno e um conjunto de movimentos em triângulo que vão aproximando vários jogadores nossos à área adversária, que são influências, respectivamente, do xadrez e do rugby em Keizer.

Para finalizar, se formos mais fortes e exigentes connosco - adeptos, sócios, jogadores, treinador, presidente - estaremos mais próximos de tornar uma época inicialmente configurada como atípica numa temporada memorável. É que há que quebrar a maldição dos números ímpares e isso só se tornará possível se todos forem também ímpares na sua adesão, coerência, profissionalismo e amor ao clube.  

 

Um Bom Ano de 2019 para todos os portugueses e, em particular, para os Leitores e Autores do "És a nossa FÉ"! Para todos os sportinguistas, o desejo de um ano ímpar de glórias!

Faz hoje um ano

 

 

Destaque para um texto do Tiago Cabral aqui publicado a 2 de Janeiro de 2018:

«Centenas, ou mesmo milhares, de e-mails de responsáveis do benfica, presidente incluído, mostram-nos uma verdadeira teia, montada e urdida ao longo dos anos, apenas com um fito: controlar totalmente tudo o que possa influenciar a atribuição de troféus em Portugal. A forma como se julgavam impunes, e de facto estiveram-no durantes todos estes anos, põe em causa todos, mesmo todos os títulos atribuídos, não conquistados ou ganhos, ao benfica (com minúscula). O outrora respeitável adversário não passa hoje de um bando que a seu bel-prazer foi dominando, através de esquemas inimagináveis, todos aqueles que podiam influenciar todo o processo desportivo de Portugal.»

A voz do leitor

«O actual plantel do Sporting é muito curto para lutar pelo título. Em quantidade e qualidade. Chegando ao jogo com o Porto sem perder mais pontos, será decisivo para o objectivo da Liga. Ganhará novo fôlego, ou ficará perdido porque nesta liga tuga não é fácil recuperar tanto ponto... com excepção de Jorge Jesus, que fez questão de contrariar as estatísticas. Nesta temporada ganhar uma equipa, promover novos valores deverá ser a grande prioridade. Se algo mais for alcançado, tanto melhor.»

 

Balakov-Oceano, neste meu texto

2018 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL

Três presenças na final da Taça de Portugal em sete anos - e apenas uma vitória para o Sporting, em 2015, com Marco Silva ao comando da equipa. A derrota mais recente foi também a mais dolorosa: aconteceu a 20 de Maio, no Jamor, frente ao Aves. Foi o último jogo com Jorge Jesus ao leme do futebol leonino. Também o último desafio de profissionais como Rui Patrício e William Carvalho equipados de verde e branco.

Foi, de resto, uma final que esteve para não acontecer - pelo menos na data em que estava marcada. Porque apenas cinco dias antes ocorreu a vergonhosa e lamentável selvajaria na Academia de Alcochete, com imagens que correram mundo e que levou à suspensão dos treinos da nossa equipa por compreensível decisão do treinador.

O jogo acabou mesmo por efectuar-se. Com Bas Dost alinhando de cabeça entrapada - sinal visível de que tinha sido ele o principal alvo das bestas de cara tapada que invadiram o nosso centro de formação e estágios. E uma exibição muito pálida de profissionais que nos habituámos a ver em grande forma nos relvados, como Rui Patrício, William, Bruno Fernandes e Gelson Martins. Dias depois, todos estes e mais alguns acabariam por rescindir contrato unilateralmente com o Sporting. Vivia-se a mais negra página da vida do nosso clube, pelo menos neste século já com duas décadas de duração.

«A final começou a ser perdida terça-feira, em Alcochete, quando os jagunços da Juve Leo ali entraram como uma manada de bisontes. A derrota ficou ontem definitivamente pré-anunciada, quando o presidente do Sporting escolheu a véspera da final para apontar a dedo os jogadores leoninos - e em particular o capitão Rui Patrício - como autores morais das agressões contra eles próprios. "Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos." Foram as suas palavras textuais.» Assim comentei, em cima do acontecimento, essa frustrante partida do Jamor - infeliz corolário de uma época para esquecer.

O resultado? O Aves venceu-nos por 2-1. Montero ainda reduziu, a cinco minutos do fim. Mas os dados estavam lançados. Todos sentimos uma imensa e desoladora tristeza.

 

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

Sete anos, 2557 dias

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Faz agora sete anos, era dado o pontapé de saída. Coube-me essa honra a mim, simbolicamente, com um postal de apenas uma linha mas que pretendia ir direito ao essencial: «Só nós sabemos porque não ficamos em casa.»

E não ficámos. Permanecemos por cá, ao longo de todo este tempo. Daí podermos afirmar hoje que este blogue, não por acaso chamado És a Nossa Fé, funciona como um registo diário da história leonina destes 2557 dias. Nenhum tema foi ignorado, nenhuma crítica foi silenciada, não passámos ao lado de nada que fosse relevante na vida do nosso clube. Incluindo a pior época de sempre e o dia mais negro neste Sporting do século XXI.

 

Houve alegrias, claro, também aqui registadas. Escassas no futebol: uma vitória na Taça de Portugal, com Marco Silva, uma Supertaça já com Jorge Jesus ao comando da equipa e a primeira Taça da Liga do historial leonino - ainda com Jesus ao leme. Mas muitas nas modalidades, em que deixamos bem vincado o nosso estatuto de maior potência desportiva portuguesa. Somos tricampeões nacionais de futsal, bicampeões nacionais de andebol, bicampeões nacionais no futebol feminino. Há meses, sagrámo-nos campeões nacionais de hóquei em patins, modalidade em boa hora recuperada pelo clube. Somos igualmente campeões nacionais de voleibol, tricampeões em ténis de mesa, bicampeões em râguebi feminino, tricampeões em judo masculino. Dominamos na natação, no atletismo feminino, no triatlo feminino e no corta-mato masculino. Temos campeões nacionais de marcha, salto com vara, salto em comprimento, boxe, tiro e padel.

Foram sete anos de alegrias também a nível internacional. Pelo reforço dos nossos títulos europeus em várias modalidades. Vimos o Sporting vencer a Taça CERS em hóquei em patins (2015), a Taça Challenge em andebol (2017), a Taça dos Campeões Europeus de atletismo feminino em pista (2016 e 2018), duas Taças dos Campeões Europeus em corta-mato, feminino e masculino (ambas em 2018). Somos campeões europeus em judo e vice-campeões europeus em futsal.

Sem esquecer a magnifica campanha da selecção nacional de futebol em França, onde nos sagrámos pela primeira vez campeões nacionais da modalidade. Com dez jogadores formados no Sporting inseridos neste elenco de luxo: Adrien Silva, Cédric Soares, Cristiano Ronaldo, João Mário, João Moutinho, José Fonte, Nani, Ricardo Quaresma, Rui Patrício, William Carvalho.

 

Revisito os textos desses primeiros dias e encontro já neles, bem expressiva, a matriz mais genuína deste blogue. Com traços dominantes, que incluem o pluralismo, o companheirismo, a camaradagem, o amor incondicional ao clube que nos serve de fio condutor.

Somos pessoas de origens muito diversas, com as mais variadas profissões, com pensamentos diferentes em questões políticas, religiosas, sociais. Mas aqui estamos irmanados na devoção aos valores do nosso clube e na procura incessante da glória que vai sendo transmitida de geração em geração. Tendo sempre presente que o desporto é antónimo de guerra e que o adversário está muito longe de ser inimigo. Nunca esquecendo que a vitória só é justa quando acontece sem batota.

 

Continuaremos. Quatro presidentes depois (Godinho Lopes, Bruno de Carvalho, Torres Pereira e Sousa Cintra), dez treinadores da equipa principal de futebol depois (Domingos Paciência, Sá Pinto, Oceano, Vercauteren, Jesualdo Ferreira, Leonardo Jardim, Marco Silva, Jorge Jesus, José Peseiro e Tiago Fernandes). Agora com Frederico Varandas como nosso presidente, tenha sido esta ou não a opção de voto de cada um na histórica eleição de 8 de Setembro. Agora com Marcel Keizer como líder do futebol leonino.

Apoiamos um e outro. Sem seguidismos, sem espírito acrítico, mas com a noção exacta de que o Sporting precisa de cerrar fileiras para atingir os objectivos que temos em vista. E convictos de que não há vitórias nos estádios, nas pistas ou nos pavilhões sem o incentivo dos adeptos nas bancadas.

 

Não exigimos títulos: exigimos esforço e dedicação.

Estamos aqui para retribuir sempre que for preciso a quem merecer o nosso aplauso. Outro ano, mais sete anos, os 2557 dias que vão seguir-se.

Faz hoje um ano

 

 

Mudava o ano, virava-se a página, as expectativas leoninas mantinham-se num patamar elevado. A 48 horas de um Benfica-Sporting, com a nossa equipa em igualdade pontual com o FC Porto, líder do campeonato.

O Pedro Azevedo antevia assim o clássico lisboeta nesse dia 1 de Janeiro de 2018:

«Teremos um derby equilibrado. Supremacia do Sporting na defesa e equilíbrio daí para a frente. Como os jogos habitualmente se começam a ganhar na defesa, entendo que o Sporting parte em vantagem para a Luz, pelo que a derrota leonina será, à partida, o resultado menos previsível. No entanto, os números dizem-nos que nos 21 confrontos deste milénio disputados da Luz (para campeonato, Taça e Taça da Liga), o Sporting apenas venceu cinco, empatando por seis vezes.»

 

Prosseguindo o meu balanço de 2017, atribuí a Alan Ruiz o rótulo "decepção do ano".

Justificação?

«Em campo mostrava-se quezilento - com as equipas de arbitragem, os adversários e os próprios colegas. E foi falhando as oportunidades para demonstrar que era mais do que um argentino habilidoso desembarcado no futebol europeu sem noções básicas de disciplina táctica e concentração competitiva.»

A voz do leitor

«Os Cinco Violinos são incompararáveis! São lendas leoninas! Marcaram a história do Sporting de quem os viu e as gerações seguintes. Nenhum dos jogadores da história do Sporting dos últimos 40 anos se pode sequer equiparar aos Cinco Violinos, pela sua dedicação e triunfos ao serviço do Sporting Clube de Portugal. Tinham que nascer mais dez vezes para poderem dar ao Sporting o que Peyroteo, Albano, Jesus Correia, Vasques e Travassos deram.»

 

Balakov-Oceano, neste meu texto

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