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És a nossa Fé!

A Crise do Bayern

Classificação alemã 2018.JPG

 

Dir-me-ão que o Bayern é sempre o Bayern. E é verdade. Mas não menos verdade é que o clube alemão está, neste momento, a passar por uma grande crise, encontrando-se no quinto lugar da tabela, a nove pontos do primeiro classificado (Borussia de Dortmund). E, como sempre acontece nestas situações, ninguém se entende, no clube. Os dirigentes discutem, os jogadores atacam-se uns aos outros na imprensa e nas redes sociais e há muita gente a reclamar, há bastante tempo, a substituição do treinador Niko Kovac.

 

E eis que Nico Kovac é salvo pelo gongo! Perdão, pelo Benfica! O croata estava quase de malas aviadas, mas, depois da goleada, é claro que não fazia sentido mandá-lo embora. Por sua vez, os lampiões perderam uma boa oportunidade de fazerem um brilharete a nível europeu, não sabendo aproveitar este momento fraco do gigante alemão.

 

Já o Sporting soube aproveitar bem a sua oportunidade.

Esperemos que este seja realmente o início de uma nova era! Como dizia o poeta: «o caminho faz-se caminhando.»

Faz hoje um ano

 

Vinha aí a 13.ª jornada do campeonato: recebíamos o Belenenses no dia seguinte. «Oxalá nos traga sorte», antecipei aqui a 30 de Novembro de 2017

Há um ano exacto, mantinha-se o optimismo nas hostes leoninas. «Todos nós acreditamos que o Sporting vai ser campeão. Vamos em segundo, mas colados ao líder: o Porto está a dois, voltamos a depender apenas de nós.» Palavras minhas, exprimindo um sentimento então generalizado entre os adeptos do Sporting.

Pódio: Bruno Fernandes, Wendel, Diaby

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Qarabag-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 20

Wendel: 20

Diaby: 18

Nani: 18

Gudelj: 18

Jovane: 16

Bas Dost: 15

André Pinto: 15

Coates: 15

Renan: 15

Jefferson: 14

Bruno Gaspar: 13

Thierry: 12

Carlos Mané: 7

 

O RecordA Bola elegeram  Bruno Fernandes  como melhor em campo. O Jogo optou por  Wendel.

Armas e viscondes assinalados: O azar dos azeris veio à meia-dúzia de Alvalade

Qarabag 1 - Sporting 6

Liga Europa - 5.ª Jornada

29 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Nem no Azerbaijão se livrou de sofrer um golo sem ter grande culpa disso. Depois de ter as redes arrombadas, com o Qarabag a repor a igualdade que pouco tempo durou, pôs trancas à porta da grande área, de onde saiu em duas ocasiões, e com grande estilo, para travar ataques da equipa da casa. Mesmo assim, e apesar de ser um espectador pouco participante na maior parte do jogo, quase sofreu um segundo golo que só não existiu devido à rapidez de raciocínio e de execução demonstrada por Bruno Fernandes. É possível que o brasileiro emprestado pelo Estoril-Praia seja um guarda-redes à altura do Sporting, mas raramente tem oportunidades para o provar.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Começou em grande, fazendo o cruzamento que Bas Dost transformou no lance do pénalti que abriu o marcador, mas ficou marcado pelo lance do golo do Qarabag, no qual nada pôde fazer contra dois adversários que apareceram sozinhos na grande área. Primou pela mediania esforçada e pela ausência de novos cruzamentos, voltando a mostrar que o Sporting tem um problema na direita tanto grande quanto as sondagens do PSD.

 

Coates (3,5)

Habituado a ser o patrão da defesa leonina, patrão continuou a milhares de quilómetros de Lisboa. Começou por resolver todos os problemas aéreos e terrestres na sua área de intervenção, mas com o passar do tempo integrou-se cada vez mais no ataque. Só lhe faltou o golo que deveras mereceria.

 

André Pinto (3,0)

Voltou a interpretar na perfeição o papel de suplente de Mathieu. O central português é o mais próximo de um bom ‘understudy’ da Broadway que se pode encontrar nos relvados, pois raramente ou nunca desilude quem nunca pagaria bilhete para o ver jogar. Assim voltou a fazer e os azeris foram postos em respeito.

 

Jefferson (2,0)

Todas as boas indicações deixadas no jogo anterior, aquele em que fez duas assistências para golos de Bas Dost, não chegaram a embarcar no avião que transportou a comitiva leonina. Inofensivo no ataque, e incapaz de fazer um cruzamento que fosse, o brasileiro só não foi pior porque não comprometeu por aí além nas missões defensivas. Felizmente haverá Acuña ao luar de Vila do Conde na segunda-feira.

 

Gudelj (3,5)

Começou o jogo algo manietado pelos jogadores do Qarabag, incapaz de participar na construção do ataque. Mas depressa se impôs na floresta do meio-campo e foi um dos intérpretes da nova filosofia de jogo que Marcel Keizer veio trazer ao Sporting. Outro ponto positivo: num festival de cartões amarelos, em que os azeris foram admoestados a torto e a direito, escapou incólume.

 

Wendel (4,0)

Outro que demorou alguns minutos a encontrar o seu lugar no relvado, até porque jogar ao primeiro toque é mais complicado do que o futebol mastigado e contemplativo dos tempos do outro senhor. Quando encontrou o lugar trouxe ilimitado azar aos azeris, acumulando assistências para golo e contribuindo de todas as formas para um resultado que poderia ser ainda mais impressionante se não tivesse cabeceado de olhos fechados, mesmo em frente da baliza, de uma forma equivalente à do célebre e infausto falhanço de Bryan Ruiz.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Tranquilizou as hostes com o remate de meia-distância que resultou no 1-2, contando com força, colocação, ressalto na relva e alguma ajuda do guarda-redes. Déspota iluminado do meio-campo ofensivo, combinou com os colegas de um modo que merece nota artística elevada, e bisou na segunda parte, numa desmarcação rápida e decidida ao passe de Wendel. É verdade que foi o único sportinguista amarelado, mas compensou-o ao chutar para longe a bola que ameaçava reduzir a desvantagem do Qarabag para 2-3.

 

Nani (4,0)

Venceu em drible e velocidade metade da equipa da casa para fazer um golo espantoso e claramente merecedor de ser comemorado com o salto mortal que deve provocar calafrios às seguradoras. Antes disso já se fazia notar pela forma como recuava no relvado para construir jogadas. Saiu alguns minutos antes para a ovação dos poucos adeptos leoninos sentados numas bancadas que também não tinham muito mais adeptos do Qarabag.

 

Diaby (3,5)

Encaminhava-se para mais um festival de inconseguimentos, embora tivesse participado na jogada que deu origem ao primeiro golo, oscilando entre perdas de bola e falhas de cobertura (a mais flagrante conduziu ao golo do empate), mas não só voltou a marcar um golo como, já depois de passar a referência atacante para o descanso de Bas Dost, ainda sucedeu que bisasse. 

 

Bas Dost (3,5)

Não muito distante do Azerbaijão, Jorge Jesus também decerto exclamou ter sido ele a ensinar o holandês a dominar a bola como dominou, forçando um adversário a derrubá-lo, e a marcar o penálti com uma perfeição maquinal. Não satisfeito com isso, o ponta de lança voltou a empenhar-se nas combinações com os colegas, compensando a falta de novas oportunidades de golo provocada pela ausência de cruzamentos dos desinspirados laterais. Teve direito a descanso antecipado, pois na segunda-feira há três pontos para amealhar frente ao Rio Ave.

 

Jovane Cabral (3,0)

Chegou, viu e assistiu para golo. Wendel desperdiçou um cruzamento perfeito, mas Diaby mostrou ser bem-agradecido e facturou. Pena que tenha entrado para o lugar de Bas Dost, pois o holandês teria finalmente quem lhe colocasse bolas na cabeça. Pena também que numa belíssima jogada individual não tenha rematado melhor.

 

Thierry Correia (2,0)

Teve direito à estreia na equipa principal e, sem nunca deslumbrar, esteve à altura da responsabilidade e não destoou do substituído Bruno Gaspar - o que também não é dizer assim tanto. Se o campeão europeu de sub-17 e sub-19 se consciencializar que é o elemento dos sub-23 para quem as circunstâncias do plantel do Sporting são mais favoráveis, tudo terá para ser um caso sério.

 

Carlos Mané (2,0)

Já passava dos 90 minutos quando fez uma arrancada pelo meio-campo adversário que fez recordar as esperanças que nele depositavam antes do advento de Jesus, do exílio alemão e das lesões recorrentes. Foi pena não ter um pouco mais de energia.

 

Marcel Keizer (4,5)

Disse que o Sporting não fez o jogo perfeito, ainda que a goleada à antiga, tão grande quanto as maiores da Europa, e a exibição muito bem conseguida tenham sido uma boa aproximação. Parece evidente que os jogadores estão a assimilar bem as suas ideias, algo que não deixa de ser verdadeiro só por soar ao pior tipo de futebolês. E se conseguir solucionar os problemas laterais do Sporting poderá ser um caso sério.

O estertor do vieirismo

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«Foi uma luz que me deu.»

Luís F. Vieira, ontem

 

 

Despede o treinador na véspera, com o consenso total da administração da SAD. Depois vai roncar e na manhã seguinte - após «uma decisão muito amadurecida durante a noite» - dá o dito por não dito entre quatro paredes, renovando a "confiança" no técnico. Deixa a especulação avolumar-se, em fugas consecutivas para os órgãos de informação, e passa um dia inteiro sem conceder uma palavra de satisfação aos sócios. Já noite cerrada, lá se digna aparecer para revelar que ele sozinho, inspirado por um súbito raio de luz, inverteu a deliberação do órgão colectivo. Qual rei-sol, concede uma aparente indulgência ao treinador, cada vez mais na corda-bamba, enquanto de caminho deixa nas entrelinhas um aceno de esperança ao técnico anterior, com quem nunca cessou contactos, e ao anterior capitão da equipa, entretanto retirado por notórias divergências no balneário com aquele que era para ser corrido de imediato mas afinal ficará a grelhar mais um par de semanas.

Haverá quem vislumbre requintes de brilhantismo nesta absurda estratégia comunicacional que confirma os restantes membros da administração da SAD lampiânica como vulgares verbos de encher. Por mim, creio ser um sintoma evidente de que o vieirismo entrou enfim no seu estertor.

A voz do leitor

«Keizer chegou, vem com boas intenções, encontra uma equipa com meia-dúzia de grandes jogadores que precisa de muito apoio também. Vamos todos ser o 12.º jogador do Sporting para as coisas darem certo.»

SportingSempre, neste texto do Pedro Azevedo

Tangerina Mecânica

Os mais antigos provavelmente se lembrarão da grande selecção holandesa que liderada por Rinus Michels e com Cruyff chegou à final do Mundial de 1974 e que contava com um tal Piet Keizer como defesa esquerdo, e da alcunha que receberam de Laranja Mecânica inspirada por um célebre filme de Kubrick que vi maravilhado no cinema Império quando ainda não tinha idade para ver tal coisa.

Bom, veio das Arábias um sobrinho (?) do tal defesa esquerdo, e se não temos nada parecido com o futebol total daquela selecção, temos pelo menos qualquer coisa que começa a dar resultados e que rompe completamente com o que tem sido o futebol do Sporting nos últimos anos. Vemos um futebol apoiado, estruturado num 4-3-3 dinâmico, em progressão em um dois toques, com a baliza nos olhos, a aproveitar todo o campo, perde a bola e recupera em 5 segundos ou faz falta, recua para atrair o adversário e progredir depressa, enfim um conjunto de bons princípios a que os jogadores aderiram, e, não falando nos consagrados, vemos coisas que nunca vimos antes, Wendel a desabrochar, Gudelj e Diaby a justificar porque vieram, Coates a fazer passes frontais como nunca o vi fazer, Renan a fazer de libero com critério, etc...

Obviamente estes dois jogos foram de preparação da equipa com este novo modelo para o resto da época, os adversários revelaram-se fáceis de lidar, o modelo tem fraquezas evidentes que os adversários podem explorar, a começar na transição defensiva quando a equipa perde a bola na zona central com muita gente subida no terreno, e tambem pelo esforço pedido aos  extremos para ajudarem os laterais no processo defensivo (já se tinha visto em Londres Diaby completamente alheado dessas tarefas, e hoje isso foi evidente no golo sofrido), mas francamente gostei e estou à espera de mais. 

E se não chegarmos a ser Laranja Mecânica, pelo menos que consigamos ser uma Tangerina, com um futebol atractivo conjugando mecanização com criatividade, que contribua para unir a desunida massa adepta e que nos conduza a patamares que não pensávamos possíveis.

SL

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Carrossel em Baku

A semana europeia começou com o jogo entre o Hoffenheim e o Braga, perdão, entre o Bayern e o Benfica, ou seja, entre o quinto classificado do campeonato alemão e o quarto do campeonato português. Todavia, julgo que há que dar desconto à derrota do Benfica: depois do Black Friday tivemos o Benfica Tuesday, uma mão-cheia de presentes de fazer corar qualquer e-Toupeira, que veio confirmar que o Benfica não se dá bem com arianos, pois já no Jamor - where the teams have no name - havia perdido com uma SAD de marca branca. A continuar assim, iremos ouvir mais o "venham mais cinco" do Zeca que o "papoilas saltitantes..." (Ser Benfiquista) do Piçarra...

 

De seguida, o Porto não alinhou em brindes  venceu o Schalke, qualificando-se para a próxima fase da Champions. E chegámos a Quinta-feira e ao jogo dos leões. O Sporting é um clube "sui-generis", onde se discute mais o número de horas que um presidente deve dormir do que se os jogadores estão acordados em campo. Mas a verdade é que com Keizer eles parecem bem despertos. Há quem diga que jogamos fácil, mas no futebol o mais difícil é jogar fácil, ao primeiro/segundo toque, com movimentação constante dos jogadores a darem linhas de passe e com a baliza sempre na mira. Tal exige recepção de bola, leitura de jogo e passe, capacidade de remate e muita disponibilidade física.

 

Hoje, de um lado estava o Qarabag, do outro um clube que quer "bago". E a verdade é que a jogar assim estamos mais próximos de melhorarmos as nossas finanças. O jogo praticamente começou com o golo de Bas Dost: Bruno Gaspar foi solicitado na direita por Diaby, olhou, e não vendo ninguém na área centrou atrasado para Dost. O holandês rodou sobre a bola e foi carregado já na grande área. Na conversão do "penalty" dostou como de costume. Um-azeri para o Sporting. O Qarabag não acusou o toque e aproveitou uma falha de Bruno Gaspar, que não respeitou a linha de fora-de-jogo, para igualar o marcador. Temia-se a tremideira, mas a partir daí só deu Sporting: Bruno Fernandes, a passe de Wendel e com a colaboração do guarda-redes islandês dos azeris, marcou o segundo, e Nani, num grande trabalho individual (iludiu 4 azeris), novamente servido por Wendel, o terceiro. De referir que essa jogada teve ainda a participação de Coates, Diaby e Dost e que foi feita sempre em progressão. Ainda houve tempo para o brasileiro perder o quarto e para Bruno Fernandes salvar sobre o risco um golo da equipa do Azerbeijão. No segundo tempo, Wendel (sempre ele) serviu Diaby para o poker de golos e voltou a aparecer (uff) para servir Bruno Fernandes para a "manita". Pelo meio voltou a desperdiçar uma boa oportunidade. Finalmente, numa jogada iniciada por Bruno Fernandes e continuada por Jovane Cabral, Diaby facturou o sexto com um bom apontamento técnico. 

 

Respira-se ar fresco hoje em Alvalade. Em muito pouco tempo, Keizer conseguiu pôr o Sporting a jogar à bola. Um futebol fuido, de passe e desmarcação, num carrossel mágico assente no centro do terreno. Para além disso, a reacção à perda de bola melhorou bastante desde Viseu, o que mostra que os jogadores estão a assimilar bem os processos. Todavia, há um aspecto que cumpre melhorar e que se prende com a deficiente cobertura do segundo poste, aquando dos cruzamentos.

O treinador leonino deu ainda durante o jogo oportunidade a miúdos saídos da nossa Formação, fazendo entrar o renascido Mané, Jovane Cabral e o estreante Thierry Correia. E depois há o caso Wendel: um jogador "lost in translation" de mandarim, mas que parece ter aprendido bem o holandês...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Wendel

qarabagsporting.jpg

 

Quente & frio

Gostei muito da goleada desta noite em Baku, frente ao Qarabag, equipa a que impusemos a maior derrota de sempre para as competições europeias. Grande exibição leonina, bem traduzida no resultado: 6-1. O nosso mais dilatado, fora de casa, desde 1986 também para as provas europeias. Com golos marcados por Bas Dost (5'), Bruno Fernandes (20' e 75'), Nani (33') e Diaby (63' e 81'). O Sporting contribui assim para elevar a cotação do conjunto das equipas portuguesas na contabilidade da UEFA, para compensar o descalabro de outras agremiações. Nota máxima para o técnico Marcel Keizer, com duas goleadas consecutivas ao comando do plantel leonino: com ele ao leme, somamos dez golos marcados e dois sofridos. E transitamos para os 16 avos de final da Liga Europa.

 

Gostei  de ver a nossa equipa dominar por completo o corredor central, sem se limitar a conduzir os lances ofensivos só pelos flancos. Da subida de forma de jogadores como Gudelj e Diaby, claramente em ascensão. Da estreia absoluta na equipa principal de Thierry Correia, jovem lateral direito com apenas 19 anos e um futuro muito promissor. Do grande golo marcado por Nani, conduzindo a bola num slalom que deixou para trás quatro adversários antes de fuzilar as redes do Qarabag. E gostei sobretudo da magnífica exibição de Wendel, que fez quatro assistências para golo e merece ser destacado como o melhor em campo. 

 

Gostei pouco das diversas ausências forçadas na nossa equipa. Ou por castigo ou por lesão, Mathieu, Acuña, Montero, Battaglia, Raphinha e Ristovski não integraram a comitiva que viajou ao Azerbaijão. Mas há males que vêm por bem: algumas destas ausências permitiram potenciar novos valores leoninos numa partida em que nunca tirámos o pé do acelerador nem cometemos o erro de "gerir o resultado" à espera que o tempo fosse passando, mesmo estando a ganhar por 3-1 ao intervalo. Não por acaso, terminámos o jogo de hoje com três jovens profissionais formados em Alcochete: Carlos Mané, Thierry Correia e Jovane Cabral. 

 

Não gostei que esta eliminatória europeia se tivesse disputado a 6,5 mil quilómetros de distância de Lisboa, na Transcaucásia, havendo agora necessidade de atravessar todo o continente europeu no regresso à capital portuguesa. Uma travessia que causa inevitável desgaste, tendo em vista a nossa difícil deslocação a Vila do Conde, para o campeonato, na próxima segunda-feira.

 

Não gostei nada de recordar que Wendel - um jogador de inegável qualidade, como agora se comprova - chegou em Janeiro e permaneceu este tempo quase todo desaproveitado por mais de uma equipa técnica. Sobretudo na segunda época da volta passada, quando Jorge Jesus o manteve sistematicamente fora do onze titular. Apetece perguntar por que motivo só agora o jovem brasileiro adquirido ao Fluminense está a ser aproveitado, quase um ano após ter desembarcado em Alvalade.

Que diferença do passado recente...

Hoje, dia em que a liderança de Luís Filipe Vieira está com escrutínio apertado, face à rocambolesca novela em redor do treinador Rui Vitória, que deixou a nú as fragilidades da manifestamente exagerada, aura de competência da estrutura encarnada, fez muita falta ao nosso rival a sempre prestimosa actuação de algum idiota útil, que para alimentação do ego, roubasse a atenção mediática, inventando um qualquer disparate que desviasse para si os holofotes dos serviços noticiosos.

Desconheço se Jorge Jesus será ou não o próximo mister no rival da 2ª circular, mas não creio que possa regressar este ano a Portugal, face ao enorme prejuízo fiscal que tal decisão lhe acarretaria, dividindo com o fisco praticamente metade do salário auferido no último semestre deste ano. Obviamente que irá sempre depender dos resultados, mas Rui Vitória parece estar a prazo, sendo provável que “apareça uma proposta irrecusável” de algum clube estrangeiro no início de Janeiro.

Cada vez gosto mais do estilo de liderança do presidente Frederico Varandas, que não precisa aparecer quando não se justifica. A nossa equipa acaba de esmagar o Qarabag no Afeganistão, já tinha saudades de golos, do protagonismo dos atletas, são eles os naturais ídolos dos adeptos e não os dirigentes…

Faz hoje um ano

 

A Direcção do Sporting era condenada, em tribunal, a pagar mais de 300 mil euros a Maurício do Vale, que trabalhou durante quase 20 anos no departamento de relações públicas de Alvalade. O que levou o António de Almeida a escrever aqui, em 29 de Novembro de 2017: «Não gosto de ver relações profissionais terminarem nos tribunais. Nem o valor em causa é tão elevado ao ponto de justificar a não existência de acordo entre as partes envolvidas. Aqui chegados mais vale pagar de uma vez e enterrar o assunto. Já no caso Doyen a litigância desnecessária acabou por sair cara ao nosso Sporting. Rasgar contratos, não cumprir acordos está no ADN de outros emblemas, não do nosso que sempre foi diferente. Costumo dizer que ser do Sporting está para além de mera fé clubística, também é uma forma de estar na vida. Viva o Sporting.»

Após Vitória

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Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

 

Adenda: que chatice, afinal só vou a Lisboa depois do Natal ...

Pesada herança

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Contratar um guarda-redes de 32 anos que foi seis vezes internacional por Itália mas não voltou a ser chamado para a selecção desde 2011 e chegou com seis quilos a mais ao Sporting dá nisto: cinco meses depois, sem um só jogo oficial disputado por Viviano com as cores da nossa equipa, a Direcção leonina apressa-se a desfazer o barrete enfiado por Bruno de Carvalho nos dias pré-destituição, quando já corria para lugar nenhum. Há heranças que convém renegar sem demora, antes que comecem a pesar de forma incomportável. Aqui o verbo pesar pode até ser usado no duplo sentido, literal e metafórico: é inconcebível pagar dois milhões de euros por um inactivo. O gordo, neste caso, não vai para a baliza.

A voz do leitor

«Em teoria, admito que a Direcção do SCP possa apoiar claques legalizadas, incluindo a oferta de bilhetes ou bilhetes mais baratos. No princípio de que essas benesses são para a claque apoiar (apoiar!) as equipas e atletas do Sporting. É no entanto inadmissível que essas benesses sejam usadas para negócios da claque, ou que a claque assobie os atletas e treinadores em vez de os apoiar.»

 

Luís Ferreira, neste texto do António de Almeida

Faz hoje um ano

 

Há um ano, o Pedro Boucherie Mendes apontava o Benfica como principal candidato à conquista do título de campeão nacional de futebol. E justificava assim o seu palpite: «No futebol a que chegamos hoje, cheio de competições e selecções, os encarnados têm de longe mais soluções em todos os lugares, incluíndo jovens da B que podem subir se for preciso.» Acrescentando, de qualquer modo, com uma pitada de optimismo: «Se não houvesse VAR já estaríamos provavelmente na conversa do p'rò ano é que é.»

Estavam cumpridas 12 jornadas nesse dia 28 de Novembro de 2017. E mais dez jogos leoninos nessa temporada: sete para a Liga dos Campeões, dois para a Taça de Portugal e um para a Taça da Liga.

O melhor marcador da nossa equipa era o inevitável Bas Dost: já tinha 13 na sua conta pessoal.

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