Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Basta

Um milhão de euros de dívidas ao clube.

Tráfico de droga, cadonga de bilhetes, actividades ilícitas de diverso tipo, em flagrante contradição com os códigos de conduta desportivos.

O líder e o ex-líder da principal claque detidos por fortes indícios de ameaça agravada, sequestro, dano com violência e ofensas à integridade física, entre outros crimes.

Basta. O Sporting de Frederico Varandas tem de traçar uma linha inflexível de separação entre o clube e as práticas criminosas cometidas por estes putativos adeptos, muitos dos quais nem sequer são sócios, que agiram durante anos com total impunidade ao constituírem-se como uma espécie de poder interno dentro do clube, manchando a imagem desta grande instituição de reconhecida e comprovada utilidade pública, com uma história grandiosa que temos o dever de honrar.

Se há tema que não permite vacilações, é este. Há que agir sem mais demora.

A voz do leitor

«Quando chegou ao Manchester United e o compararam com David Beckham, disse: "Beckham é Beckham, eu sou um miúdo." Muito simples, mas hoje percebe-se o que queria dizer: para chegar lá acima tenho que "pedalar". Foi o que fez em toda a carreira, ainda felizmente longe do fim. As "vedetinhas" de trazer por casa deviam reflectir nessa frase mágica de Cristiano e copiá-lo.»

 

Leão de Queluz, neste meu texto

Faz hoje um ano

 

 

Se há característica que sempre cultivámos no nosso blogue foi o sentido de humor. Partilhado, em grande parte, pelos nossos leitores.

Um deles, Carlos Silva, deixou-nos aqui um comentário que destaquei a 12 de Novembro de 2017, faz hoje um ano, a propósito dos vizinhos da margem sul da Segunda Circular: «Por favor não distraiam agora os lampiões. Estão concentrados nas negociações em Inglaterra. Troca do João Carvalho pela Rainha de Inglaterra. Já estão a tratar a tribuna para montar lá um trono e uma cadeirinha para o Rafa.»

Tem graça e não ofende...

Pódio: Bas Dost, Acuña, Bruno Fernandes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Chaves pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 20

Acuña: 17

Bruno Fernandes: 17

Coates: 15

Mathieu: 15

Bruno Gaspar: 14

Nani: 14

Gudelj: 14

Miguel Luís: 14

Jovane: 13

Renan: 13

Montero: 11

Diaby: 11

Misic: 1

 

O Jogo e A Bola elegeram Bas Dost como melhor em campo. O Record optou por Acuña.

"SSSS" em Alvalade

Quando não havia a A23 que me leva actualmente de Lisboa a Castelo Branco em menos de duas horas, utilizava sempre uma estrada que atravessava o norte do Alentejo. Entrava em Vila Franca de Xira e passava toda a lezíra ribatejana até chegar a Mora e depois a Ponte de Sor.

Daqui seguia para Nisa. A partir desta vila havia uma estrada muito sinuosa até chegar a Vila Velha de Ródão. As curvas e contracurvas eram constantes e era frequente as crianças enjoarem neste troço.

Mas que tem este caminho a ver com o jogo de ontem à noite, perguntar-me-ão?
É que o jogo de ontem foi assim um bocado aos "ssss", tal e qual a estrada entre a povoação alentejana e as Portas de Ródão.

S de sofrível, tal foi a forma como a equipa jogou;

S de suficiente para ganhar;

S de segundo lugar na classificação;

S de sofredores, os mais de vinte mil adeptos presentes;

S de safa, escapámos de boa com o Chaves;

S de Salin, que não esteve em campo e deveria estar;

S de Sporting.

Sporting Sempre!

Não vou aqui fazer qualquer avaliação de cariz jurídico sobre o que aconteceu este domingo. Os elementos que temos ao nosso dispor não são suficientes para esclarecer quem nos lê e que tem dúvidas sobre a legitimidade/legalidade das detenções nas condições que se verificavam no dia de ontem.

No entanto, existe opinião para além da legalidade e do Direito. E, sobre Bruno de Carvalho e Mustafá, sobre a Juventude Leonina e os dramáticos acontecimentos de Alcochete, não há sportinguista que não tenha já formado a sua. Apesar disso é evidente que eu - à semelhança da generalidade dos sócios do Sporting - não tenho a certeza de nada. O que temos é um processo judicial de onde, de quando em vez saem informações de deveriam estar em segredo de justiça, e actos processuais que são do conhecimento público. Não obstante, tenho, em relação a esta questão, uma convicção, por um lado, e uma esperança, por outro. A esperança é que o ex-presidente do Sporting não seja, de forma nenhuma, responsável pelo que aconteceu. A convicção é de que é. É claro que toda a minha convicção se alicerça em elementos profundamente subjectivos. No seu comportamento errante, nas suas afirmações absurdas, na expressão pública da sua personalidade. Posso estar errado e assim o espero. Mas não por Bruno de Carvalho que deixei de respeitar há muito tempo, antes pelo meu Sporting que se perpetuará nas memórias pessoal e colectiva muito para além de figuras individuais!

A derrocada de Bruno de Carvalho provocou um abalo enorme entre os sportinguistas. É bom recordar que o antigo presidente ganhou duas eleições e na segunda vez com um resultado esmagador. O seu estilo (controverso, agressivo, maniqueísta) granjeou-lhe seguidores fiéis que o colocam/colocaram acima do próprio clube. Criou uma ilusão: de que ele era o messias que nos ia guiar à glória. Há demasiada gente que perdeu o seu salvador, que se sente órfã, desprotegida, abandonada. Foi isso que colocou tantos sportinguistas uns contra os outros e que nos está, pouco a pouco a derrotar!

Que fique claro: o Sporting não pode ser um clube manso e de mansos! Não podemos ser um clube sem paixão, neutro, unidimensional. Mas o Sporting tem/pode ser uma potência sem que a sua grandeza se manifeste através de discursos de ódio. Se vacilarmos entre estas duas opções, estamos condenados! 

Onde estarão eles?

Onde estarão os habituais anónimos que andavam aqui há cerca de seis meses, patrulhando as caixas de comentários, em glorificação permanente de Bruno de Carvalho?

Terão perdido os dispositivos electrónicos? Deixaram de ter acesso ao wi-fi? 

Começo a interrogar-me se, em vez de muitos, eles não seriam afinal só um.

Armas e viscondes assinalados: Chaves para as portas da vice-liderança

Sporting 2 - Desp. Chaves 1

Liga NOS - 10.ª Jornada

11 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Muito pouco teve para fazer ao longo de quase todo o jogo e muito pouco fez nas raras ocasiões em que era preciso. Além do lance do golo do Chaves, no qual foi impotente perante o arco do triunfo de Niltinho, o guarda-redes brasileiro distinguiu-se por algumas reposições de bola muito abaixo dos mínimos.

 

Bruno Gaspar (3,0)

Despertou para alguns dos melhores e mais intensos minutos que os sportinguistas lhe viram (não muitos ao vivo, pois pouco mais de 20 mil foram ao estádio) na segunda parte, depois de ficar estendido na grande área adversária ao fazer aquilo que se pede a um lateral de um clube grande: diagonais que aumentem as hipóteses de golo. Já na primeira parte tivera uma ocasião para marcar, permitindo o desvio para canto, mas na maioria parte do tempo parecera tão detido nas movimentações quanto o homónimo que o foi contratar à Fiorentina.

 

Coates (3,5)

Nem o golo do Chaves, longe da sua área de influência, retira brilho a mais uma grande exibição do uruguaio, impondo extremas restrições ao espaço aéreo como só ele sabe. No que toca às tradicionais incursões ofensivas destaca-se uma tentativa de triangulação prejudicada pela interpretação de Bruno Gaspar do que representa ser um vértice.

 

Mathieu (3,5)

Começou o jogo com um susto, pois um atraso levou a bola a deslizar demasiado na relva molhada. Teve muito tempo para se redimir e assim fez, não só nos cortes e na pressão sobre os adversários, mas também na capacidade de esticar o jogo ofensivo dos leões.

 

Acuña (3,5)

Foi o último a tocar na bola antes do apito final, o que constituiu uma certa justiça cósmica para o argentino, novamente posicionado como lateral-esquerdo de grande vocação atacante. Deve-se-lhe o cruzamento perfeito que permitiu a Bas Dost inaugurar o marcador, outros centros que ficaram por aproveitar, uma atitude de carraça que deve causar calafrios aos adversários e a disponibilidade para disputar a bola mesmo que lhe estejam a agarrar a camisola ou a fazerem entradas de sola que são punidas com vermelho directo. A destoar em mais uma grande exibição só mesmo a liberdade que concedeu a Niltinho no lance do golo do Chaves.

 

Gudelj (3,0)

Viu um cartão amarelo por uma obstrução que provavelmente seria considerada um cumprimento cordial na Sérvia. Novamente colocado na posição mais recuada do meio-campo leonino, onde parece ter encontrado o seu nicho, voltou a servir-se do físico e da experiência acumulada para levar a água ao seu moinho.

 

Miguel Luís (3,0)

Manteve a titularidade que lhe fora entregue perante o Arsenal pelo seu antigo treinador dos tempos de júnior. Distinguiu-se pelo muito que lutou no miolo do terreno, ainda que sem nunca deslumbrar tanto quanto deverá precisar para continuar a ser aposta do novo treinador.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Teve em omnipresença o que lhe faltou em omnipotência e omnisciência, pois o seu mapa de acção cobre todo o relvado. O pior foram os resultados práticos, pois a sua tentativa de míssil teleguiado saiu directa para as bancadas esvaziadas pelo boicote da Juve Leo, uma desmarcação feita por Jovane Cabral foi desperdiçada e um passe longo que isolaria Nani não chegou ao destino. Pode ser que a pausa na Liga e a mudança de treinador ilumine o melhor futebolista da última edição da Liga NOS.

 

Nani (3,0)

Passou o tempo a construir jogadas e à procura de oportunidades para se reaproximar da liderança da lista de melhores marcadores. Valeu a pena? Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena... Teve direito a aplausos das bancadas ao ser substituído, já em tempo de descontos.

 

Jovane Cabral (3,0)

Desta vez foi titular, o que não costuma combinar assim tão bem com ele. Mesmo assim, um cruzamento para Bas Dost cabecear à figura e um remate rasteiro desviado pelo guarda-redes compensam um pontapé sem qualquer nexo junto da linha de fundo.

 

Bas Dost (3,5)

Passou dois minutos com a bola nas mãos, enquanto à sua volta os jogadores do Chaves protestavam, o videoárbitro revia as imagens e o guarda-redes era assistido. Foi autorizado a marcar o pénalti, fez o resultado final. Logo no início da primeira parte inaugurara o marcador com um cabeceamento irrepreensível, demonstrando que quem sabe nunca esquece.

 

Montero (2,0)

Preparava-se para entrar com o jogo empatado, entrou com o 2-1 e a missão de agitar o ataque, mas ficou demasiado só e lutou mais do que conseguiu obter.

 

Diaby (2,0)

Entrou para o lugar de Jovane e também oscilou de ala, logrando um bom cruzamento da direita para Bas Dost, que não andou longe de ser a única coisa digna de registo que o maliano tem para oferecer.

 

Misic (-)

Voltou a pisar o relvado em tempo de descontos. Pode ser que o Keiser engrace com ele.

 

Tiago Fernandes (3,0)

Deixa o Sporting na segunda posição, a apenas dois pontos do FC Porto, e bem posicionado para a qualificação na Liga Europa. Não só isso como aqui e acolá surgem uns vislumbres do que é construir jogadas com pés e cabeça. O interino emocionou-se no final do jogo, mas não se deve esquecer que os leões voltaram a terminar um jogo com vontade de queimar tempo para assegurar os três pontos. Estando a jogar contra dez. 

 

Hoje não fui à bola

Não porque quisesse marcar algum tipo de posição.

Não pelo mau tempo, que eu tenho uma bela gabardina.

Apesar da chuva intensa, andei a resolver pequenos bric-a-brac durante a manhã cá por casa e à tarde estava combinado um magusto com família e amigos, de modo que me seria completamente impossível ir a Alvalade.

Como disse, de manhã bricolage, à tarde umas castanhas e mais para a noite umas perdizes estufadas, um belo tinto (daquele que alguns colegas do blogue conhecem) e Sportv, que a NOS generosamente me quis oferecer gratuitamente por um mês (devem pensar que me esqueço de desligar o serviço no dia 10 de Dezembro, p.f.).

Isto tudo para vos dizer que a primeira informação que tive sobre o terramoto (mais um, talvez O terramoto) que hoje se abateu sobre o clube, me foi dada pelo papagaio de serviço nas imagens iniciais do jogo, quando elas mostraram o espaço da claque Juve Leo vazio.

Se me restavam poucas dúvidas de que o chefe do gangue iria, cedo ou tarde, estar  a braços com a justiça e isso decorra da sua actividade bastante conhecida de tráfico e outras malfeitorias em espaço propriedade e cedido gratuitamente pelo Sporting Clube de Portugal, já a detenção do ex-presidente Bruno de Carvalho, confesso, apesar de achar estranho (agora) que não tivesse ficado detido quando foi prestar declarações voluntariamente, que foi um murro no estômago, mesmo com a presumida inocência, legalmente garantida. Apesar de ter deixado de apoiar BdC há meses, sempre tive a convicção de que nada teve a ver com o assalto a Alcochete, queria acreditar nisso, não admito que um presidente do Sporting tenha atitudes deste tipo, ou de outro qualquer que ponham em causa a existência do clube, por isso estou muito expectante sobre como tudo isto vai acabar. Chamem-me o que quiserem, mas eu não quero acreditar que um presidente fez o que o acusam de fazer, por isso desejo sinceramente que as suspeitas sejam infundadas. Se querem que vos diga, nem tanto pela pessoa, mas sobretudo pelo clube, que é quem mais sairia prejudicado.

Ah! Ganhámos e estamos em segundo. Ele há lá mais simples demonstração de que o Mundo continua a girar e de que a vida continua e de que não há imprescindíveis?...

Outro dia muito triste

Bruno de Carvalho já tinha sido o primeiro presidente destituído da história do Sporting. Tornou-se agora também o nosso primeiro presidente detido por suspeita fundamentada de envolvimento em actos criminosos praticados no exercício de funções desportivas.

Se recorresse à linguagem dele, diria que é chato. Mas, obviamente, não recorro. E digo que é triste.

Muito triste.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Notas do Professor Marcel

Mal o jogo se iniciou, ambas as equipas mostrarem tendências suicidas: um flaviense confundiu um colega com uma bola de futebol e Mathieu atrasou uma bola venenosa para o seu guarda-redes. O Sporting apresentou-se com 3 médios de perfil, em bloco médio-alto, procurando o "campo pequeno", a fim de chegar mais facilmente em defensores de Chaves. 

 

A meio da primeira parte, quando se sucediam os passes falhados, na intersecção entre a linhas lateral e divisória do meio-campo Bruno Fernandes encontrou Acuña isolado pela esquerda. O argentino fez uma recepção orientada, centrou com régua e esquadro para a cabeça de Bas Dost e o holandês voador não perdoou. O Sporting poderia ter resolvido o jogo ainda no primeiro tempo mas, tal como a bola, o último passe nunca entrou.

 

O segundo tempo seguia numa toada morna até que Daniel Ramos lançou Niltinho na partida. Com a entrada do brasileiro, os flavienses encontraram as Chaves do Areeiro que lhes permitiram arrombar a trave (fechadura) da baliza leonina. O jogo aproximava-se do fim, não sem que antes o árbitro marcasse um penalty favorável ao Sporting. Na conversão, o suspeito do costume dostou, garantindo assim uma vitória e a ultrapassagem ao Braga para o segundo lugar do campeonato nacional.

 

No Sporting, Bas Dost e Acuña foram os melhores. Miguel Luís voltou a ser titular e mostrou consistência no passe, embora não tenha arriscado passes de ruptura. Gudelj continua a crescer defensivamente, mas dá pouco ao jogo a nível ofensivo. Nani e Bruno Fernandes alternaram boas cantorias com momentos dignos de ópera bufa e Jovane mostrou bons pormenores, no que terá sido um dos seus melhores jogos partindo de títular. Diaby, entrado em "modo morto de sono" a substituir o cabo-verdiano, foi a nulidade a que já nos habituou.

 

Marcel Keizer assistiu de camarote a esta partida cinzenta e algumas notas terá tirado. Em noite de Tiagos, um despediu-se a chorar e o outro deve estar a chorar a esta hora para não ser despedido. É que, sem que o (Bruno) Gallo já pudesse cantar, Tiago Martins (e o VAR), hoje muito infeliz nas decisões, renegou a (boa) arbitragem por duas vezes. Mais uma e o homem do apito ainda teria de mudar o nome para Pedro... Enfim, alguma vez haveria de "tocar" a nós...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost (lapidar no fim do jogo: "agora mais futebol, depois o título")

 

P.S. Diálogo mantido com um amigo benfiquista que me telefonou após o jogo:

- "Então o que `passou-se`?" -, perguntou-me ele como quem não quer a coisa, esboçando umas lágrimas de crocodilo.

- "Não sei, vocês é que estão (mal) habituados a isto..." -, retorqui-lhe eu, sem ponta de emoção (já chegava de choradeira por uma noite...).

 

bas dost chaves.jpg

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais uma vitória, que nos mantém na luta pelo título. Vencemos hoje o Chaves, por 2-1, em Alvalade, num jogo que dominámos do princípio ao fim e em que rematámos 17 vezes à baliza adversária, contra apenas três da turma transmontana.

 

De Bas Dost. O homem do jogo. Resolveu a partida, com dois golos. Aos 23', de cabeça, correspondendo da melhor maneira a um excelente cruzamento de Acuña na primeira oportunidade de que dispôs. E aos 86', concretizando uma grande penalidade que se seguiu ao golo do empate flaviense. Mas não teve uma actuação muito positiva só por isto: envolveu-se da melhor maneira nas movimentações colectivas, ganhou quase todos os lances de cabeça e arrastou a defesa adversária quando eram companheiros de equipa a transportar a bola. Em 66 jogos pelo Sporting no campeonato nacional, já marcou 66 golos. Excelente média deste grande profissional do futebol leonino que já se expressa bem em português (como ficou evidente ao falar à televisão depois do jogo).

 

De Nani. É um prazer vê-lo jogar futebol. O campeão europeu (que, estranhamente, Fernando Santos, não incluiu na mais recente convocatória contra Itália e Polónia) é o grande pensador da nossa equipa. Comanda os colegas com autoridade natural, comprovando a sua excelente visão de jogo. Saiu já no tempo extra, aos 91', e recebeu uma merecida ovação do público em Alvalade.

 

De Acuña. Hoje regressou à lateral esquerda e foi incansável a municiar as linhas ofensivas da equipa. Fez a assistência para o golo inaugural do Sporting. Em grande evidência, uma vez mais. Foi um dos melhores do onze leonino.

 

De Tiago Fernandes. O treinador interino passa o testemunho ao holandês Marcel Keizer, que amanhã inicia funções como técnico principal da equipa. E passa-o com um balanço muito positivo: duas vitórias na Liga e um empate fora, para a Liga Europa, em casa do Arsenal. Três jogos em oito dias. Mereceu os aplausos que os adeptos lhe tributaram no final do jogo enquanto gritavam pelo seu nome. Não custa vaticinar: vai ter futuro no futebol português.

 

Da estreia de Miguel Luís. O jovem médio ofensivo actuou na posição 8 nesta sua primeira partida como titular do Sporting no campeonato nacional. Contribuiu para a boa atitude competitiva da equipa com excelentes passes para Bruno Fernandes (44') e Bruno Gaspar (79'). Vai ganhando rodagem entre os maiores: só assim consegue crescer como profissional do futebol.

 

Do nosso dique defensivo. Bons desempenhos de Gudelj como médio mais recuado, alternando o apoio aos centrais com o natural protagonismo à saída de jogo na fase de construção, e sobretudo dos nossos centrais, provavelmente o melhor duo da Liga 2018/2019 nas respectivas posições. Merecidos elogios, não ensombrados pelo golo do Chaves, que resultou de um soberbo remate em arco de Niltinho, aos 81', disparado de fora da área sem defesa possível.

 

Do estado do nosso relvado. Ninguém diria que esteve toda a noite anterior e todo o dia a chover em Lisboa: o tapete verde do Estádio José Alvalade manteve-se em boas condições, servindo de palco muito apropriado a uma emocionante partida de futebol.

 

Da nossa classificação. Continuamos a progredir na tabela classificativa. Subimos ao segundo lugar, com 22 pontos, aproveitando a derrota de ontem do Braga no estádio do Dragão. Estamos apenas a dois pontos do FC Porto e vamos manter-nos isolados na segunda posição pelo menos até 2 de Dezembro, data do início da próxima ronda do campeonato. Há três meses quem vaticinaria uma posição destas face a tudo quanto tinha ficado para trás? 

 

 

Não gostei

 

Do público tão escasso nas bancadas do nosso estádio. Hoje havia apenas 20.359 espectadores em Alvalade, uma cifra nada habitual para os números a que estamos habituados em jogos do campeonato nacional de futebol. Explica-se, em boa parte, pelas péssimas condições atmosféricas que se abateram nas horas anteriores sobre o País em geral e sobre a zona de Lisboa em particular. Mas não custa vaticinar que a partir de agora a assistência vai aumentar - faça chuva ou faça sol.

 

Do golo do empate, sofrido aos 81'. Foi um golo de excelente execução técnica, provavelmente o melhor golo desta jornada. Mas funcionou como um duche de água gelada em Alvalade, totalmente contra a corrente do jogo. Felizmente Bas Dost desempatou, de penálti, seis minutos depois.

 

Dos remates desperdiçados da nossa meia-distância. Bruno Fernandes e Gudelj, como de costume, bem tentaram. Mas apenas conseguiram atirar a bola para a bancada. Pior para o sérvio, que ainda não se estreou a marcar pelo Sporting.

 

Do vazio registado no sector central do topo sul. Consequência da acção policial de hoje, que levou às buscas da GNR e à detenção do líder da Juventude Leonina, por mandado do Tribunal do Barreiro - o que fez debandar os elementos desta claque que costumam ter lugar nessa zona do estádio. Mas isso é tema para outros textos, não para este.

O Mustafismo (2)

Deixei o postal "Mustafismo" no dia 15 de Maio. Eu nem tinha fontes de informação privilegiadas nem sou mais inteligente do que o sportinguista do lado. Há seis meses, no dia do assalto terrorista, isto que hoje a PGR executa era evidente, pelo menos sob o ponto de vista moral. Convém lembrar as enormes perdas, económicas e de prestígio (reputacionais, diz-se agora), que o clube teve devido a este mustafismo. Que não teria tido se meia dúzia de indivíduos desqualificados, que passado uns meses ainda tentaram ir a eleições, já sem o mustafa sénior na lista,  não se tivessem recusado a aceitar o evidente, que o descalabro moral e associativo tinha acontecido, e se tenham alapado aos lugares de direcção, com suas recompensas sociais e económicas. E, também, por haver um enorme mole de auto-excluídos sociais, marginais ou proto-marginais, que do clube fazem o único trampolim de afirmação. O brunismo morreu, e hoje foi cremado. Mas esta marginalidade popular mantém-se, e será preciso extirpá-la, enfrentando os monstros pérfidos que são as claques. Pérfidos e inúteis. Inúteis para o clube e produtores de inutilidade social - a que propósito é que uma instituição de utilidade pública acoita organizações que promovem que adultos dediquem o seu tempo livre "a ir à bola"? 

 

Sentido de oportunidade

Seis meses depois do dia mais horrível que vi no Sporting,  a investigação policial detém Bruno de Carvalho e o líder da Juve Leo.

Em dia de jogo, à hora do jogo, a investigação instala um cordão policial ostensivo e realiza buscas na sede da claque.

Defendo, melhor, exijo que esta investigação chegue ao fim e esclareça tudo o que há  a esclarecer, condene todos os responsáveis pelo que sucedeu. Mas pergunto se era necessário fazer isto, seis meses depois, em dia de jogo, à hora de jogo, com milhares de famílias Sportinguistas na zona do Estádio.

O princípio do fim do hooliganismo em Alvalade? - II

A detenção do líder da Juve Leo, acompanhada pela detenção do seu líder espiritual e antigo presidente do clube, no âmbito do processo de Alcochete, vêm reforçar a urgência em tomar medidas relativamente aos apoios às claques, como defendi há 2 dias em post anterior.

Fez bem Frederico Varandas em conseguir acordo pela transferência de Rui Patrício, tal como havia estado bem Sousa Cintra no acordo com William Carvalho e regressos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia. Porque a verificar-se o que nenhum sportinguista quer acreditar, que tenha existido algum grau de envolvimento por parte de dirigentes, o clube correria o risco de ver alguns jogadores conseguirem justa causa.

É tempo de pararem com a conversa dos mansos, golpadas e outras teorias, cada dia que passa se torna mais evidente que em boa hora nos livrámos de quem nos prejudicou e resgatámos o clube para os seus legítimos donos, os sócios.

Faz hoje um ano

 

Impunha-se havia vários meses a pergunta, que o Pedro Oliveira enfim aqui fez, a 11 de Novembro de 2017: «Com tantos comunicados, bocas, ironias e postas no facebook sobre irrelevâncias, o que aconteceu com Bryan Ruiz? Alguém explica?»

O capitão da selecção da Costa Rica, imprescindível durante duas épocas no Sporting orientado por Jorge Jesus, andava desaparecido das convocatórias e dos próprios treinos de conjunto da equipa.

E ninguém explicava porquê. «Como sócio e adepto penso que deveríamos saber», sublinhou o nosso colega de blogue na caixa de comentários.

Isto numa altura em que já víamos o técnico principal da equipa de futebol reivindicar reforços de Inverno - incluindo para a posição de Bryan Ruiz, ainda jogador do Sporting, como se o internacional da Costa Rica tivesse deixado de constar da folha de pagamentos da SAD leonina.

Hoje giro eu - Não há coincidências

Ontem, em Alcochete, a equipa de juniores do Sporting recebeu e venceu o Vitória de Setúbal, tradicionalmente uma equipa forte neste escalão, por 5-0 (4-0 ao intervalo), em mais uma partida do campeonato nacional da categoria. Pouco antes, no mesmo local, em jogo a contar para a Liga Revelação, a nossa equipa de sub-23 havia batido o mesmíssimo adversário por 3-2. 

 

Mais do que os resultados em si, percebeu-se a motivação dos miúdos, subitamente tomados por um novo suplemento de alma. Jogadores muito promissores e que têm estado apagados, como Diogo Brás (1 golo e duas assistências), Bernardo Sousa (2 golos, a juntar aos 3 da semana passada) ou os mais velhos Elves Baldé (hat-trick) e Daniel Bragança apareceram em grande nível.

 

Creio estarmos a assistir aos primeiros sinais daquilo que denominaria como Efeito Keizer. Muito se tem falado no decréscimo de qualidade da nossa Formação e vários são os sócios a ecoá-lo, inclusivé aqueles que nunca viram um jogo da Formação, os que conciliam tal opinião com um saudosismo mais ou menos disfarçado a Jorge Jesus e ainda alguns politiqueiros com interesse evidente em espalhar a teoria do caos, mas creio que erramos ao abordar o tema numa perspectiva "bottom-up", em detrimento de "top-down".

 

Se do ponto-de-vista físico e táctico parece evidente que ficamos a perder face ao Benfica, é também verdade que continuamos a produzir jogadores com muita criatividade e liberdade para criar. Nota-se que o jogador encarnado é geralmente mais desenvolvido muscularmente, que tem outra leitura do jogo, mas os nossos continuam a ser mais desequilibradores e imprevisíveis. São, essencialmente, duas escolas de Formação diferentes que, apesar disso, têm um número de títulos praticamente equivalente nas camadas jovens nos últimos 5 anos. 

 

O que eu penso ter acontecido nos últimos dois anos da Formação foi uma grande desmotivação. Havendo um fúnil demasiado apertado nos séniores e sabendo-se da pouca disponibilidade do treinador do nosso principal escalão em apostar em jovens, estes começaram a perder a fé em chegar lá acima. Viram o que aconteceu aos seus colegas hoje nos seus 22/23 anos, uma geração perdida de empréstimo em empréstimo, e perceberam que essa viria a ser a sua realidade brevemente, pois por muito que mostrassem tal nunca seria suficiente. A chegada de Marcel Keizer a Alvalade, técnico que não teve rebuço em reforçar a aposta que Peter Bosz, seu antecessor, tinha feito nas escolas do Ajax, tem tudo para ser o detonador de uma nova crença dos nossos jovens jogadores. Será por isso com renovada expectativa que Bragança, Elves, Brás ou "Benny" encararão o futuro próximo. Perspectivando oportunidades, certamente trabalharão mais e melhor. A vantagem de uma política desportiva alicerçada na Formação é essa e os nossos jovens jogadores saberão que a partir de agora, esforçando-se para isso, verão chegada a sua hora de provar ao mais alto nível. E os pais também terão isso em mente na hora de escolherem o clube que os seus filhos, ainda crianças ou adolescentes, irão representar. 

diogobras3.jpg

 

A propósito de "posse de bola"

Ultimamente os comentadores de futebol desataram a fazer balanços dos jogos com base em dados estatísticos. Ainda não perceberam que esse comportamento, a prazo, os condenará ao desemprego: se debitar estatísticas é quanto basta para "lermos" um confronto entre duas equipas num estádio, qualquer computador nos prestará tal serviço.

Vem isto a propósito do recente Arsenal-Sporting, em que os ingleses - como seria de esperar - tiveram muito mais "posse de bola", como agora se diz. É um facto incontestável, mas que necessita de uma explicação: esse domínio foi muito consentido pela nossa equipa, de acordo com o plano estratégico que levámos para Londres. Não fazia o menor sentido jogarmos taco a taco com a turma anfitriã: isso seria cair na armadilha dela.

Objectivo alcançado. Renan praticamente não fez uma defesa e o Arsenal limitou-se a dois remates enquadrados que foi incapaz de aproveitar.

Viemos de lá com mais um ponto. Esta é a estatística que mais interessa.

A voz do leitor

«Começo a estar preocupado com tantas lesões musculares e com os níveis físicos dos nossos jogadores. Espero e desejo estar errado nestas matérias, fruto de ser um completo ignorante nestes assuntos. Mas os sinais, até para um ignorante, são visíveis e isso deixa-me preocupado.»

 

Vítor Medeiros, neste meu texto

Pág. 1/6

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D