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És a nossa Fé!

Pódio: Jovane, Raphinha, Nani

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Feirense pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 18

Raphinha: 17

Nani: 15

Acuña: 15

Battaglia: 15

Coates: 15

Ristovski: 15

Salin: 15

André Pinto: 14

Bruno Fernandes: 14

Montero: 13

Castaignos: 12

Jefferson: 11

Petrovic: 1

 

Os três jornais elegeram Jovane como melhor jogador em campo.

Reflexões sobre o SCP (segundo balanço)

A ver passar os campeonatos. De João Gil.

 

Recuperar a alma leonina. De Luís Barros.

 

Mecanismos de consulta aos sócios. De Sol Carvalho.

 

Aposta inequívoca na formação. De Luís Cunha Miranda.

 

Cartilha para a formação da Academia do Sporting. De António Cruz.

 

Clube deve ser reconstruído por todos. De Ricardo Andrade.

 

As modalidades, o seu "prejuízo" e o "jornalixo". De Francisco Manuel Figueiredo.

 

Do Marketing 1.0 para o Marketing 4.0. De Martim Bustorff.

 

Elogios despropositados a Bruno de Carvalho. De Eduardo Gradiz.

 

Sem rótulos nem preconceitos. De Luís Ferreira.

 

Gestão desportiva fracassada. De Jorge Santos.

 

Poder mandar e saber mandar. De Luís Morais.

 

Voto por gestão desportiva ou voto por gestão financeira? De David Gorjão.

 

É hora de ser Sporting novamente. De Filipe Costa e Silva.

 

Por um corte com o passado. De Gonçalo Tomaz.

 

Entre a razão e a emoção. De Manuel da Costa Cabral.

 

Reconciliar, reformar, reconquistar. De Leonardo Ralha.

 

A importância do lirismo. De Nelson Nogueira.

 

Faz hoje um ano

 

Liderávamos à terceira jornada, em parceria com o Porto.

As primeiras impressões contam muito. Foram estas, a 2 de Setembro de 2017, as primeiras impressões do José da Xã:

«Do que já vi e de todos os jogadores que chegaram este ano, há três que se destacam: falo de Mathieu, Acuña e, como não podia deixar de ser, Bruno Fernandes. E é neste último atleta que reside muito da minha esperança para não voltarmos a ter uma época como a anterior. Este jogador é de uma qualidade muito acima da média. Tem bom toque de bola e inteligência no passe. Sabe o que faz e é muito rigoroso. Depois… marca golos fantásticos. Um regalo para os verdadeiros amantes do futebol.»

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O jovem Cabral

Ontem, em Alvalade, o Sporting mostrou os problemas já habituais, que nos fazem antecipadamente rezar um terço composto por cinquenta avé-marias intercaladas por cinco padre-nossos, face a um treinador do Feirense que com um orçamento para aí umas dez vezes inferior, mesmo numa noite quente, soube estender a Manta o mais que pôde, sem entrar em "burn-out". Manietados os nossos dois laterais, que revelaram as dificuldades já conhecidas em dar profundidade ao jogo ofensivo, e sem Bas Dost para ocorrer aos cruzamentos de Nani, Raphinha ou Bruno Fernandes, a equipa leonina não mostrou soluções alternativas de jogo interior (combinações 2x1, usando Montero) que permitissem encontrar espaços na área feirense. Restou o remate de fora da área, mas a mira esteve desafinada.

 

O nosso meio campo teve grandes dificuldades na organização do jogo: Bruno Fernandes, chegado mais tarde, está fora dela, "Muttley" Acuña, embora "morda as canelas" aos adversários, é mais jogador de passe e centro do que do arrastamento de bola típico de um box-to-box e Battaglia tem muita vontade, presença física, mas não tem "timing" de passe. Mais uma vez, os centrais tentaram compensar, nomeadamente André Pinto (agradável exibição), que nunca se coibiu de subir no terreno.

 

No ataque, Raphinha criou mais dificuldades à equipa fogaceira que Nani, mostrando velocidade e maior imprevisibilidade de movimentos, mas foi Jovane Cabral - um produto da nossa Formação -, saído do banco (substituiu o inoperante Jefferson, recuando Acuña para lateral), que acabaria por resolver o jogo, correspondendo a um bonito detalhe técnico de Raphinha, bem complementado por uma assistência de Ristovski, numa das poucas vezes que o macedónio se libertou. 

 

No final da partida, Peseiro, em conferência de imprensa, usou uma versão pós-moderna da "palavra" inspirada em alguns versículos bíblicos dedicados aos jovens, nomeadamente estes: "é bom que o homem suporte o jugo enquanto é jovem" (lamentações 3:27) e "ninguém o despreze pelo facto de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza" (Timóteo 4:12).

"Dão tudo e não escrevem nada", dito por três vezes, foi a frase encontrada pelo coruchense para, simultaneamente, elogiar o jovem Cabral e dar uma alfinetada a outros produtos da nossa Formação. Mesmo repetida é bem mais económica que o terço, que ameaça vir a ser um rosário, orado pelos adeptos sempre que se avizinham de Alvalade. Parece que Jovane não escreve. Não que não tenha formação para isso. Mas não escreve. Ainda. Estivesse ele há 4 anos para ter uma oportunidade na equipa principal como Palhinha ou Geraldes e, se calhar, até escreveria alguma coisita. Para já, escreve no campo e ajuda a aquecer a garganta de José Peseiro - que tem o mérito de nele ter apostado - da mesma forma que Palhinha também vai escrevendo em Braga. E, se pensarmos bem, se um Jovane ajuda muita gente, mais Jovanes ajudariam muito mais. 

 

P.S.: Parece que para alguns, querer Palhinha e Geraldes significa não querer Battaglia ou Bruno Fernandes. Nunca ouvi tal entre amigos e sportinguistas em geral, mas já li por aí. Se quisermos dividir, é um bom caminho. A verdade é que a maioria dos sportinguistas quer apostar na Formação, na medida em que é o único caminho possível para garantir a sustentabilidade do clube, algo que funciona como um axioma, isto é, de tão evidente nem necessita de ser provado. Mas também quer Batta, Bruno e todos os bons jogadores que nos possam ajudar, obviamente. O que não quer são desperdícios e acumulação de stocks de jogadores não muito bons, contratados por treinadores que querem os cromos todos e acabam por não ter uma equipa e que desprezam a nossa cantera e deixam os cofres do clube depauperados. E não, a nossa Formação não é de Marte. Até porque Marte, para quem não sabe, é o planeta vermelho, da cor das camisolas daquele clube que nos últimos anos lançou Ederson, Lindelof, Ruben Dias, Renato Sanches, Gedson e João Felix, entre outros. Não, a nossa Formação é da Terra. E, um dia, quem tiver os pés bem assentes na Terra vai ter de apostar nela. Rather sooner than later, I hope...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Jovane Cabral (Raphinha seria uma boa alternativa)

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Pressão alta

Bisoprolol é o que eu tomo diariamente para controlar a pressão arterial.

Estou desde já avisado que em dia de jogos do Sporting, terei que reforçar a dose.

Assisti hoje ao primeiro jogo ao vivo em Alvalade esta época e confesso que, satisfeito pela vitória obviamente, sinto um misto de satisfação e de inquietude, pelo que vi durante o tempo de jogo.

Conseguimos os três pontos, é um facto. A vitória é mais que merecida, sem qualquer dúvida, mas depois de 26 remates enquadrados com a baliza, marcar apenas um golo e quase no final do jogo, sabe a muito pouco.

Se é certo que quem não tem cão caça com gato, não havendo Bas Dost, não se percebe porque se conduz o jogo pelas alas, sabendo-se que Montero não é um homem de área e que Nani já não é o extremo de antigamente.

Aos sessenta e poucos minutos Peseiro percebeu isto e fez sair o inútil Jefferson, desfazendo o desnecessário duplo pivot ao fazer deslocar Acuña para a lateral esquerda, posicionando Nani atrás do ponta de lança e com Jovane em jogo a coisa começou a fluir e em pouco mais de cinco minutos tivemos outras tantas oportunidades de marcar, altura em que o guarda-redes deles deu em fazer de Salin (na Luz) e defendeu tudo e mais um par de botas. Apesar de tarde, Peseiro deu a volta ao jogo, o que abona em seu favor. Já não abonará tanto, o facto de olharmos para a miserável exibição de Bruno Fernandes e pensarmos que o seu substituto natural está agora em Nuremberga e que das três substituições que fez, a única que atingiu o objectivo foi a entrada de Jovane, já que se estava a jogar com um a menos com B. Fernandes em campo, com a entrada de Castaignos e depois de um dos ic's o Petrov, ficou a jogar apenas com oito. E se ganhar com oito ao Feirense é obra, provavelmente parte da culpa é sua.

 

Nota final: O golo solitário que nos deu a vitória foi apontado pelo único jogador da formação que actuou (descontemos Nani, que já tem muito Mundo). Deixem-me concluir que se porventura mais jogassem, talvez o resultado fosse a mesma vitória, mas com outro sabor.

Notas aos jogadores

Nota 8

Jovane - Precisávamos dele mais cedo. Mas entrou ainda a tempo de desfazer o nó, acelerar o jogo e marcar um golo que festejou exuberantemente. O seu primeiro golo pela equipa principal. Na época passada, este jovem caboverdiano que se encontra no Sporting desde 2014 já tinha marcado 12 pela equipa B. Está a ser a estrela do plantel.

 

Nota 7

Coates - Com Mathieu ausente, assume-se como patrão indiscutível do reduto defensivo leonino, hoje novamente inviolável. Bons cortes aos 35', 42', 68' e 75'. E ainda é capaz de sair com a bola controlada, em transição ofensiva, como demonstrou no primeiro tempo.

Raphinha - Parece ter conquistado a titularidade neste Sporting de Peseiro. Exibição muito consistente, com intensidade e acutilância ofensiva. Foi ceifado à margem das regras quando acelerava rumo à área do Feirense, pelo lado esquerdo. Mais tarde, pela ala direita, começou a construir o nosso golo.

 

Nota 6

Acuña - Fez duas posições neste jogo. Primeiro como médio interior - posição em que Peseiro tem vindo a testá-lo, tentando potenciar as qualidades do argentino - e a partir dos 66' como lateral esquerdo, rendendo Jefferson. Sempre muito combativo: não desiste de um lance.

André Pinto - Com actuação mais sóbria do que o seu colega do eixo da defesa, foi seguro e competente. Muito posicional, atento às dobras. Esteve quase a marcar, num remate seco travado in extremis pelo guarda-redes do Feirense.

Battaglia - Mostra-se em melhor nível do que quando Peseiro colocava outro médio de cobertura ao seu lado. Cumpriu com rigor táctico a missão que lhe foi confiada, não apenas como primeiro elemento do dique defensivo mas também nas transições ofensivas. Tentou o golo aos 30', 76' e 79', sempre sem sucesso.

Nani - Menos influente do que nas partidas anteriores, desde logo devido às marcações a que foi sujeito, pôs a sua maturidade ao serviço da equipa em lances cirúrgicos. Rendeu mais como segundo avançado, no quarto de hora final. Substituído aos 90' só para queimar tempo.

Salin - Pouco chamado a intervir, cumpriu com zelo a missão quando foi necessário. Nomeadamente aos 58', com uma defesa apertada. Esticou-se bem aos 16', quando uma bomba disparada por Edinho levou a bola a bater na barra. Parece estar a ganhar a titularidade na nossa baliza.

 

Nota 5

Bruno Fernandes - Jogou a espaços como segundo avançado e mais tempo na posição 8, cumprindo no essencial mas sempre distante do virtuosismo a que habituou os adeptos na época passada. Não foi feliz nas bolas paradas e protestou demasiado com o ábitro.

Montero - Muita dificuldade em penetrar na compacta muralha defensiva do Feirense. Mas arrancou justos aplausos aos 41', com uma finta de corpo e um forte remate de fora da área. Continua, no entanto, longe do golo. Substituído por Castaignos aos 79'.

Ristovski - Várias vezes surpreendido pelas acções atacantes de Luís Machado - o melhor jogador de campo do Feirense. Pareceu sempre nervoso. Mas redimiu-se na decisiva intervenção que teve no lance do golo, recebendo a bola de Raphinha e assistindo para Jovane.

 

Nota 4

Jefferson - O mais fraco elemento do onze titular. Incapaz de fechar com eficácia a sua ala na manobra defensiva e com notório défice de qualidade nas acções ofensivas. Pressionou pouco e mal. Substituído, sem surpresa, aos 66'.

 

Nota 3

Castaignos - Entrou aos 79', por troca com Montero, e revelou-se igual a si próprio: é um avançado que nunca marcou pelo Sporting. Estava lá, no momento do golo, mas falhou, como de costume. Felizmente Jovane não desperdiçou a oportunidade. Mantém-se no plantel: nem para um clube da Segunda Liga conseguimos emprestá-lo.

 

Sem nota

Petrovic - Rendeu Nani aos 90', com a missão de segurar o jogo. Mal se deu por ele, mas também não era necessário: o Feirense tinha estoirado fisicamente e a partida estava controlada.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

Da vitória, mesmo arrancada a ferros. Triunfo merecido do Sporting neste segundo jogo em casa, por 1-0, contra um Feirense muito compacto e bem organizado no terreno - e que só hoje sofreu o primeiro golo de bola corrida (o anterior havia sido de penálti) e a primeira derrota no campeonato. Exibição leonina com solidez colectiva, maturidade psicológica e exemplar cultura táctica. Uma equipa que está a ser moldada com muita eficácia pelo treinador José Peseiro.

 

Do nosso ímpeto atacante. Caudal ofensivo leonino do princípio ao fim. Entrámos em campo de pé no acelerador e nunca deixámos de pressionar. E esta dinâmica intensificou-se com a entrada de Jovane em campo. Entrada tardia, mas ainda a tempo de alcançar a vitória.

 

De Jovane. Foi ele a fazer a diferença. Quando enfim pisou o relvado de Alvalade, iam decorridos 66', esticou o jogo, deu-lhe intensidade e comprimento, criou desequilíbrios, trazendo mais acutilância ofensiva ao onze leonino. E foi também ele a destacar-se ao marcar o golo que nos valeu três pontos. Golo mais que merecido face à exibição da equipa em geral e do jovem caboverdiano em particular. Voto nele como o melhor dos nossos.

 

De Raphinha.  Impôs-se rapidamente como titular, numa confirmação clara do seu valor. O ex-vimaranense é um verdadeiro reforço, como hoje reiterou num excelente trabalho pelas alas. Sobretudo na ala direita, com destaque para o lance de golo, em grande parte construído por ele com uma arrancada veloz e um túnel que abriu na defensiva adversária.

 

De Salin. Voltou a actuar bem entre os postes: começa a transmitir a ideia de que será o guarda-redes titular durante a temporada. Saímos de campo não apenas com três pontos mas também sem golos sofridos, o que ajuda a moralizar ainda mais a equipa. E a ele isso se deve também: chamado a intervir, cumpriu sempre. E assim transmitiu confiança aos colegas.

 

Do balanço destes quatro jogos.  Dez pontos amealhados em 12 possíveis - e já fomos à Luz. Quem diria, no início da temporada, que seríamos capazes deste desempenho com um plantel destroçado e um clube afectado por graves convulsões internas nestes meses mais recentes? Apesar das lacunas ainda existentes na equipa, da falta de automatismos e das lesões de titulares fundamentais. Mérito para todos, a começar no treinador.

 

Da homenagem a Nelson Évora. O grande atleta leonino foi medalhado e ovacionado ao intervalo, recebendo calorosos aplausos dos 38 mil espectadores por se ter sagrado campeão europeu do triplo salto. Um enorme Leão que sabe rugir.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino estiveram novamente ausentes por se encontrarem ainda com problemas físicos. Ambos fazem falta, sobretudo o holandês: precisamos de um avançado posicional que Montero, o seu substituto, claramente não é.

 

Do sofrimento até aos 88'. Estamos muito habituados a isto: a nossa paciência está sempre a ser testada em cada jogo, sobretudo nos que se disputam em Alvalade. O empate nulo que se registava ao intervalo e se manteve tempo de mais começou a irritar os adeptos, o que muito se compreeende. Só não consigo compreender quando esta impaciência se traduz em assobios.

 

Dos cantos desaproveitados. Beneficiámos de muitos pontapés de canto, mas fomos incapazes de conseguir transformá-los em ocasiões de golo. Foi confrangedor ver tanto desperdício.

 

Do festival de golos falhados. Battaglia, Montero, Nani, Raphinha e até André Pinto tentaram o golo, sem conseguir. Graças à boa exibição de Caio Secco, guardião do Feirense. Mas sobretudo por notória e exasperante falta de pontaria: 26 remates, apenas um golo.

 

De Jefferson. O brasileiro voltou a demonstrar que está abaixo do patamar médio de qualidade da equipa. Não apenas no plano defensivo, onde se desposiciona com muita facilidade, mas também no défice da sua prestação ofensiva: hoje não lhe saiu um só cruzamento com qualidade. Foi bem substituído aos 66', quando Jovane entrou e Acuña recuou para lateral esquerdo.

 

Do árbitro Rui Oliveira. O senhor do apito fez tudo para estragar o espectáculo desatando a exibir cartões amarelos por tudo e por nada. É caso para perguntar-lhe se assistiu ao recente Mundial da Rússia: o seu critério disciplinar em nada coincidiu com o que vimos no maior certame planetário da modalidade. O futebol é um desporto de contacto físico, facto que o senhor Oliveira ainda não percebeu.

Entre os mais comentados

Nos 23 destaques feitos pelo Sapo em Agosto para assinalar os dez blogues mais comentados nesta plataforma ao longo do mês, És a Nossa Fé recebeu 23 menções - atingindo, portanto, a quota máxima. O que acontece pelo quinto mês consecutivo.

Mais: este foi o único blogue a fazer o pleno dos destaques. Sem falhar um. Recorde-se que os textos publicados ao fim de semana são agregados aos de sexta-feira para este efeito, o que leva o número de destaques a ser inferior ao número de dias.

Mais ainda: figurámos 22 vezes no pódio dos mais comentados - com quinze "medalhas de ouro", seis de "prata" e uma de "bronze".

 

Os 23 textos foram estes, por ordem cronológica:

 

O que fazer com estes três? (38 comentários, o mais comentado do dia)

Isto merece troféu (56 comentários, o mais comentado do dia)

Reles rufia (64 comentários, o mais comentado do dia)

O queixinhas (76 comentários, o mais comentado do dia)

Dilema (46 comentários, segundo mais comentado do dia)

Implorar (26 comentários, o mais comentado do dia)

Perguntar não ofende (48 comentários, o mais comentado do dia)

Imperdoável (58 comentários, segundo mais comentado)

Prognósticos antes do jogo  (78 comentários, o mais comentado do dia)

Os brunecos (78 comentários, o mais comentado do dia)

Frases da campanha (2) (16 comentários)

Para que serve a Sporting TV? (56 comentários, o mais comentado do dia)

Finalmente, debates na Sporting TV (32 comentários, segundo mais comentado)

Incompreensível (164 comentários, o mais comentado do dia)

Hoje giro eu - uma Luz ao fundo do túnel (53 comentários, o mais comentado do dia)

Impressões do debate (22 comentários, segundo mais comentado)

Em quem votaria o Bruno? (1) (46 comentários, segundo mais comentado)

O caminho faz-se caminhando (36 comentários, terceiro mais comentado)

Prognósticos antes do jogo (184 comentários, o mais comentado do dia)

Afinal só somos 90 mil sócios (84 comentários, o mais comentado do dia)

Hoje giro eu - a mão que embala o berço (84 comentários, o mais comentado do dia)

Este não é o Sporting que eu quero (66 comentários, o mais comentado do dia)

Prognósticos antes do jogo (60 comentários, segundo mais comentado)

 

Com um total de 1481 comentários nestes postais. Da autoria do Pedro Azevedo, do António de Almeida e de mim próprio.

Fica o agradecimento a quem nos dá a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

Hoje giro eu - E depois do adeus

O problema da falta de aposta na Formação não é só de desperdício de talento. Ele é, essencialmente, de desbarato de dinheiro. Não só de um investimento que não é recuperado, mas de gastos inúteis em segundas, terceiras e quartas opções importadas para o plantel, que mais tarde não conseguimos colocar em lado nenhum, quando temos a prata da casa emprestada por aí. 

 

Não é verdade que Matheus Pereira tenha desaproveitado a oportunidade que JJ lhe concedeu. Na época 15/16, o ala participou em 15 jogos (incompletos) e marcou 5 golos. Dificilmente se poderia pedir melhor em ano de estreia, embora Jesus tenha refreado a sua aposta à medida que as competições ganhavam caracter decisivo. Simplesmente, o lançamento de Gelson, no ano seguinte, travou a sua imposição, mas isso deveu-se mais a opção técnica e à valia do seu concorrente do que a demérito do brasileiro. Aliás, o ano passado, em Chaves, o brasileiro confirmou a sua qualidade, ao apontar oito golos.

 

Em relação a Francisco Geraldes, trata-se de um jogador que já venceu uma Taça da Liga, pelo Moreirense, após uma soberba exibição contra o Benfica. Um jovem que produziu 11 assistências para golo na temporada 17/18, actuando pelo Rio Ave. Merecia ter ficado no plantel do Sporting, funcionando como opção a Bruno Fernandes. A época é longa, há castigos, abaixamentos de forma, lesões, pelo que Geraldes garantiria uma certa continuidade, com a sua qualidade de passe e capacidade de, respeitando as desmarcações, fazer a bola chegar redondinha aos pontas-de-lança. Independentemente de pensar que o contrato de Geraldes contém alguns perigos para o próprio jogador, na medida em que não existe uma cláusula de opção, medida que poderá não favorecer uma aposta reiterada do seu novo clube, tirarem-se conclusões com base em uma amostra de um jogo (em que não actuou) será certamente estatísticamente irrelevante.

 

Não se compreende, também, porque Palhinha dá menos garantias do que Gudelj. Este tem estado parado, sem ritmo, depois de meses sem jogar num campeonato já de si muito pouco competitivo e intenso como é o chinês. Sobre o ex-sacavenense estou para ver o seu desempenho em Braga. Para já, não se pode dizer que tenha começado mal. É que se Geraldes não ter jogado na primeira jornada do campeonato alemão for relevante, então também o será o facto de Palhinha, em dois jogos pelo Braga, ter somado duas titularidades, duas vitórias e um golo e uma assistência essenciais a ambos os triunfos do seu novo clube.

 

Para além destes, Domingos Duarte tem acumulado críticas positivas na Coruña e Demiral foi emprestado com opção de compra a um pouco conhecido clube turco, tendo em contrapartida, aos 29 anos, chegado Marcelo. Por outro lado, desde o início da época, Gelson Dala acumula 2 golos e 3 assistências pelo Rio Ave, enquanto o Sporting procura no mercado um 111º avançado para o seu plantel, o que numa equipa que joga em 4-3-3 deve fazer todo o sentido. 

 

Também é hábito introduzir-se o politiqueiro à discussão. Criam-se estados de graça e parece que a crítica está vedada. Já aconteceu no passado com JJ e com os resultados que se viu. Todos os que diziam que o rei ia nu eram atacados nas caixas de comentários, ou porque se argumentava que se estava a fazer o jogo do adversário ou porque os resultados eram minimamente bons, apesar das exibições na maior das vezes serem paupérrimas. Agora, é o fantasma do ex-presidente, como se quem criticasse o presente tivesse de ter saudades do passado recente. O que, aliás, faz pouco ou nenhum sentido, até porque Bruno Carvalho acabou por laborar nos erros do seu antecessor, comprando jogadores com pouco qualidade e permitindo ao seu pretérito treinador rédia solta para uma deriva daquilo que deveria ser a nossa estratégia desportiva assente num modelo económico sustentável. Aliás, a aposta na Formação, durante o consulado de JJ, apenas surgiu em 16/17 e destinou-se mais a mascarar um enorme chorrilho de erros, do qual ainda penamos, que nos levaram a prematuramente ficar fora de todas as competições do que qualquer outra coisa (das aquisições dessa temporada, só Bas Dost é titular!!!). 

 

Uma última reflexão: nenhum clube tão assiduamente, e na praça pública, trata os seus atletas como activos como o Sporting. Não estamos a falar de acções nem de obrigações, nem sequer de sobreiros mas sim de um outro tipo de seres vivos, com pensamento e vontade própria. No dia em que pensarmos o clube não como um entreposto de compra/venda de jogadores, mas sim como um clube de futebol que quer manter os seus melhores jogadores, rendibilizando-os do ponto-de-vista desportivo, financeiro (via proveitos ganhos com conquistas desportivas) e económico (merchandising assente nos feitos dos jogadores) estaremos mais perto de uma cultura de clube vencedora e de um modelo de Organização onde inspere o respeito entre todas as partes. No entretanto, continuaremos a assentir a défices de exploração constantes, proliferação de importação de jogadores para as mesmas posições e outros desvarios que nos levarão, em pouco tempo, a consumir os proveitos inerentes ao contrato com a NOS. Depois, acordar será tarde. 

 

P.S.1: concordo totalmente com a não vinda de Fábio Coentrão. Ainda recentemente comprámos 50% do passe de Lumor por 2,6 milhões de euros. Um jogador com 20/21 anos e muita margem de progressão, capaz do vai-vai constante que nos falta na lateral esquerda e dotado de fulminante rapidez. É tempo de sermos responsáveis pelos investimentos efectuados. 

P.S.2: exceptuando Slimani, todas as nossas vendas de valor relevante foram de jogadores oriundos da nossa Formação. João Mário (a maior de todas), Nani, Simão Sabrosa, Hugo Viana, Cristiano Ronaldo, Adrien, William, Bruma estão aí para o provar. Há dúvidas?

Assim vai o Sporting...

Matheus Pereira saiu do Sporting para o Nuremberga. Lê-se por aí muito sportinguista indignado com a falta de aposta na formação, porque estamos a desperdiçar talento. Lembro os mais esquecidos ou distraídos, que este jogador teve oportunidade com Jorge Jesus, antes de Gelson Martins, quando se colocou o problema Carrillo. Mas tal como agora, desperdiçou. O tweet em Moreira de Cónegos, a que somou o tweet agora na despedida, mostra que não tem postura profissional e pouco ou nada terá aprendido. Para se alcançar um estatuto de vedeta não basta dar uns toques na bola, é preciso muito trabalho nos treinos e mostrar resultado em campo. Também são frequentes as lamurias por Francisco Geraldes, mas valha a verdade que aos 23 anos, apenas calçou em 4 jogos com a camisola verde e branca. Na 1ª jornada da liga alemã no Eintrach Frankfurt, nem sentou no banco.

Quero uma equipa de futebol competitiva, não é suposto submeter à votação dos sócios e adeptos a formação do plantel e constituição do onze inicial, ao estilo reality show. Por mais que seja romântico o sonho de apresentar um meio-campo com Palhinha, Geraldes e Matheus, a verdade é que Battaglia, Bruno Fernandes ou Gudelj oferecem maiores garantias ao treinador e a certeza da equipa ganhar experiência e competitividade. O que não invalida que a espaços alguém vá merecendo uma oportunidade e por vezes até agarram o lugar. Podemos acusar José Peseiro de muita coisa, mas de não apostar em jovens quando em pouco mais de uma época em Alvalade lançou João Moutinho e Nani, parece algo injusto. 

Sem equívocos, para alguns sócios e adeptos, órfãos do destituído, tudo o que se faz no clube está errado. Para eles, Bruno Fernandes, Dost e Battaglia não teriam regressado, mesmo que isso significasse descer alguns lugares na classificação. Sturaro não teria sido contratado. As boas exibições de Salin não deveriam contar, porque Viveros tem que ser titular. Felizmente que daqui a uma semana irá ser eleito um novo presidente, para virar a página e seguirmos em frente.

Mas, temos que repensar a formação. Não pode ser apenas coincidência que os primeiros jogadores que rescindiram, tenham sido formados no clube. Temos uma longa tradição de formar grandes jogadores, mas pouco proveito. Alguns reforçaram os rivais, outros saíram prematuramente negociados por baixo valor, sem desfrutarmos do seu futebol nem obter proveito que o justificasse. Nos últimos anos os rivais formaram jogadores que atingem patamares de qualidade internacional, que os nossos dificilmente alcançam. Não se pode exigir à academia que anualmente apresente um Figo ou Ronaldo, não que nos importássemos como é evidente, mas isso não existe em parte alguma do mundo. Longe vão os tempos que as convocatórias das selecções jovens eram dominadas por jogadores do Sporting. Se quiserem, façam como a avestruz e apontem culpas a empresários, dirigentes federativos e sacudam a água do capote. Ou traçamos um rigoroso diagnóstico e corrigimos os erros. Porque um clube como o Sporting, num cada vez mais periférico futebol português, tem que continuar a formar jogadores.

Fiquei satisfeito por não termos contratado um qualquer Castaignos de última hora no encerramento do mercado, o plantel oferece garantias e entulho já temos a mais. Sturaro irá reforçar a equipa em Outubro ou Novembro, em Dezembro a nova direcção poderá colmatar eventuais lacunas. A ser verdade que não contactaram Fábio Coentrão, é pena e terá sido um erro, qualquer justificação que possam apresentar não invalida que o vila-condense seja muito mais jogador que Jefferson, que não oferece segurança defensiva e com frequência nos deixa à beira de ataque de nervos. 

Mas por agora, são estes que contam, é o meu treinador, é o meu plantel, é a minha equipa, é o meu clube. As expectativas estão baixas, mas acredito e apoio. Vamos a eles, força Sporting!

Reflexões sobre o Sporting (18)

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 Autor convidado: Nelson Nogueira

 

 A importância do lirismo

 

Se as candidaturas à presidência do Sporting funcionarem apenas em prol de alguns bolsos, em interesse próprio, jogando com palavras ambíguas enquanto se afirmam em defesa do nosso clube, então serei um opositor em primeira linha.

Pelo contrário, se existir alguém que o faça com um certo lirismo, pondo o Sporting acima de tudo, então estarei na primeira linha de defesa desse mesmo projecto.

 

Sou do ano de 1957, quando tudo se jogava por amor à camisola. Fiz coisas do arco da velha em prol de projectos, quer clubísticos quer outros, sempre com esse lirismo, tão necessário. Porque é genuíno e transmite confiança.

Mas os tempos mudaram. Este tem sido o grande problema no Sporting, infelizmente, tal como na sociedade em geral.

O que está a ocorrer no nosso clube, com todas estas candidaturas, prova isso mesmo. Vejo vários oportunistas, que chegam da área política à procura seja do que for.

Não acredito nessa gente: vislumbro nela interesses mais que evidentes. Refiro-me, por exemplo, à lista de Ricciardi, autêntico tapete vermelho para tais pessoas, que colocam os seus interesses pessoais à frente de tudo: nada de genuíno, nada de bom para o Sporting.

 

Podem chamar-me lírico. Mas se no nosso trabalho não existir mais do que a perspectiva do salário pago ao fim do mês, seremos certamente péssimos profissionais. Por mim, não abdico do tal lirismo.

 

NELSON NOGUEIRA

Sócio n.º 12.769-0

Faz hoje um ano

 

Encerrado o período de transferências, fazia-se o balanço naquele dia 1 de Setembro de 2017.

 

Escreveu o Edmundo Gonçalves:

«Não posso deixar passar em claro a pornografia descarada e sem controle “parental” que grassa por essa Europa fora. É certo que hoje grande parte dos grandes clubes europeus são empresas cotadas em bolsa e detidas por magnatas e príncipes das arábias, “carregadinhos de papel”, mas não deixa de incomodar os valores que se vão conhecendo de transferências de jogadores.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Em traços gerais, o Sporting parece estar mais forte em todos os sectores. Algumas dúvidas sobre a capacidade de Mathieu e Coentrão aguentarem uma época inteira e a zona central da defesa (sem o francês) é a que oferece mais dúvidas sobre a sua sustentabilidade (André Pinto ainda não apareceu).»

 

Escrevi eu:

«William Carvalho, melhor "reforço" do Sporting na temporada 2017/2018.»

"Quem foi desrespeitado fui eu"

"Por tudo o que fiz na última época e pelo que fiz no estágio merecia pelo menos uma oportunidade. No entanto nem sequer fui chamado. Tive que assistir na bancada. Não quis desrespeitar os meus companheiros, nem a instituição no meu tweet. Na verdade quem foi desrespeitado fui eu. Não tenho mágoas desta gigantesca instituição e torço por eles na temporada. Obrigado Nuremberga pela oportunidade. Darei o meu melhor sempre, como sempre fiz, quando tive oportunidade e sequência".

 

Geraldes, Palhinha, Mané, Matheus, Domingos Duarte, Demiral, Gelson Dala, são tão estúpidos. Bastava terem rescindido o contrato. Hoje qualquer deles poderia ser capitão...

 

Gostava, se não fosse pedir muito, que isto fosse muito bem explicadinho, mas vou sentar-me comodamente, esperando.

A voz do leitor

«Ainda hoje [ontem] um Muriel qualquer que marcou seis golos em mais de 40 jogos recusou vir para Alvalade. Como é que o clube de Ronaldo, Figo, Manuel Fernandes, Rui Patrício, Futre, Quaresma, Damas, Jordão, Balakov, Hilário, Fraguito, Oceano, Yazalde, William, João Mário, Dinis, o clube dos Cinco Violinos, entre outros talentos, pode sujeitar-se a este tipo de humilhações de jogadores de quarta categoria?»

 

JG, neste meu texto

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