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És a nossa Fé!

Fábio Coentrão

Precisamos com urgência de um novo lateral esquerdo, ouço dizer a toda a hora e já vi escrito várias vezes também neste blogue. Acontece que Fábio Coentrão estava de saída do Real Madrid. Já tinha jogado pelo Sporting na última época. Ruma de novo a Alvalade? Não: vai para o poderoso Rio Ave, que assim demonstra ter mais argumentos financeiros e motivacionais do que o Sporting.

É um sinal dos tempos, admito. Péssimo sinal.

A ditadura financeira

Foi ontem sorteada a composição dos grupos na liga dos campeões. Este ano com prémios de entrada verdadeiramente apetecíveis. A Uefa mostrou finalmente a sua vontade. E esta resume-se a fazer tudo para criar uma pequena elite de 30-40 clubes europeus e garantir que sejam sempre estes a estar presentes na fase de grupos da liga milionária. Esta opção apenas se baseia no factor financeiro. Com milhares de milhões para distribuir, a Uefa preferiu centrar nestes poucos clubes essa distribuição. É, do ponto de vista empresarial a melhor opção e hoje a Uefa é apenas e só uma empresa que gera milhões de euros através da utilização de um produto que não lhe pertence. Vê se assim obrigada a aumentar os prémios aos clubes que disputam as suas competições. Mas poderia fazê-lo de outra forma, promovendo o desenvolvimento do futebol de formação, algo ligado desde sempre a clubes de média dimensão. Preferiu o caminho financeiro mais fácil. Esta décalage da liga dos campeões em relação à liga europa; apenas por comparação, se o Sporting este ano ganhar a liga europa, arrecada um total de prémios perto dos 20 milhões de euros; vai matar as escolas de formação dos mais diversos clubes. Para quê investir em escolas de futebol, se temos garantido todos os anos, apenas da Uefa, cerca de 100 milhões de euros para juntar a orçamentos já de si estratosféricos? Este aumento exponencial dos prémios de participação na Liga dos campeões foi desenhada na perfeição para os clubes das 5 principais ligas europeias, que já há anos dominam por completo esta competição. Espanhóis, Franceses, Italianos, alemães e ingleses conseguiram o que queriam, a quase exclusividade do acesso às finais desta Liga milionária. Em Portugal, como sempre, cada um olha para o seu umbigo e nada se pensa em conjunto. Este ano Porto e Benfica beneficiaram destes milhões, mas é esperado que o fosso entre a nossa liga e as outras cinco dominantes, venha de facto a aumentar.

Em Portugal, a esta verdadeira tragédia para os clubes, juntámos mais uma grande acendalha, ao não centralizar os direitos televisivos. O Benfica, na sua estratégia de dominar e condicionar os pequenos clubes, pensou que a melhor opção seria estes continuarem como até agora, sem receitas próprias que permitam adquirir os passes de jogadores acima da média e dependentes de clubes como o Benfica. Com a divulgação dos famosos e-mails, pudemos ver que há clubes que fazem pedidos como se estivessem numa loja: precisamos de 2 defesas, 3 médios, dois extremos e um avançado. Embora o contrato efectuado pelo Benfica seja péssimo financeiramente, como muitos benfiquistas o reconhecem, o seu presidente optou por manter reféns os pequenos e médios clubes por troca com um desastre financeiro com um prazo de dez anos. Porto e Sporting viram-se desde logo obrigados também a negociar sozinhos os seus direitos e a meu ver também fizeram um péssimo acordo a longo prazo.

Infelizmente não há uma declaração, uma posição oficial da federação portuguesa de futebol ou da liga. O futebol em Portugal desmorona-se por completo, afundado num caos de suspeições, enfim já são mais que meras suspeições, e dos órgãos oficiais recebemos um silêncio a todos os níveis comprometido.

Numa altura de campanha para a eleição dos órgãos sociais do Sporting, também não se ouviu, a nenhum candidato, uma declaração sobre estes temas tão importantes para o futuro do nosso clube e isso é também sintomático sobre a plena rendição de todos a esta ditadura da Uefa e às práticas abomináveis do Benfica que estão a matar o futebol português.

Preocupação

Existem duas características identitárias no nosso clube que nos enche de orgulho enquanto sportinguistas:

- a formação, no futebol;

- o ecletismo das modalidades.

Nas modalidades a marca de Moniz Pereira é incontornável deixando a saudável herança de que o sucesso se obtém através de trabalho, trabalho, trabalho e não através de “compra” de atletas estrangeiros para assim atalhar o sucesso.

Esta é uma característica do Sporting.

Na formação, a imagem de marca é Aurélio Pereira. Não vou repetir muito daquilo que deve ser a orientação do clube, destaco em particular os textos de Pedro Azevedo aqui publicados que, se me permite, faço meus. Porém deixo uma interrogação.

Os tristes episódios do dia 15 de Maio e as suas consequências têm que ser motivo de profunda reflexão, principalmente ao nível do impacto que possa ter tido ao nível da formação. Recordo que de todos os jogares que rescindiram após o 15 de Maio só regressaram aqueles que não eram oriundos da formação.

Não vou questionar as razões que cada um destes jogadores tiveram para a rescisão, porém vem-me à memória episódios anteriores a estes de pessoas que se serviram da formação do Sporting como se de um salto de trampolim se tratasse.

Qual a formação que queremos para o nosso clube?

 

Deixo a pergunta para os candidatos à presidência e recordo as palavras de Manolo Vidal, a propósito de um desses “trampolinistas”: «Estamos a fazer um exame de consciência, porque de certeza absoluta que formámos um grande jogador mas não conseguimos formar uma pessoa com carácter».

Infelizmente o tempo disse que o clube não fez, para a formação, esse exame de consciência.

Mais dois que vão

A equipa técnica do Sporting prepara-se para dispensar Carlos Mané e Matheus Pereira. Lá irão eles, recambiados para longe de Alvalade. Depois de terem sido despachados Geraldes, Palhinha, Demiral e Domingos Duarte. Tudo em escassas semanas.

Resta Jovane, solitário sobrevivente desta expulsão em massa dos jogadores formados na nossa Academia. Haverá alguém capaz de me explicar o que se passa? Eu, por mais que tente, não consigo perceber.

Reflexões sobre o Sporting (17)

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  Autor convidado: Leonardo Ralha

 

Reconciliar, reformar, reconquistar

 

De que serve discutir se a culpa é do ovo ou da galinha se o ovo cair estatelado no chão e a galinha assar no espeto?
Menos importante do que atribuir culpas a uns e outros por uma divisão que leva demasiados (apenas um já seria demasiado, mas infelizmente são muitos mais) sportinguistas a pensar, e a dizer, que outros sportinguistas não fazem falta nenhuma ao clube.
Seja qual for o desfecho das eleições de 8 de Setembro, não tão previsível quanto isso (por muito que dois candidatos liderem na mobilização e um terceiro conte com ajudas bem mais preciosas do que as consoantes dobradas), o próximo presidente do Sporting não será a escolha de grande parte dos eleitores. E isto descontando desde já o provável alheamento de parte dos apoiantes que restam àqueles que estão impedidos de se apresentarem a votos.
 
Cabe ao vencedor das eleições (com 20, 25, 30 ou mais de 50 por cento dos votos) agregar todos os sportinguistas, tendo em conta os contributos dos candidatos derrotados sem, por isso, abdicar do seu programa e dos seus princípios. Convirá apenas, a cada momento, perguntar-se a melhor forma de reconciliar em vez de excluir. Algo que passa, não raras vezes, mais pela forma do que pelo conteúdo.
Mas é também a cada sportinguista, sócio ou adepto, que cabe o dever de reconciliar. Aceitar opiniões diferentes e não virar costas ao clube, às suas equipas e aos seus atletas, está nas mãos e nas mentes de cada um. Apoiando, de forma crítica mas com benefício da dúvida, quem for escolhido nas urnas.
Havendo reconciliação, segue-se o imperativo de reformar práticas. Desde já no plantel principal de futebol, no qual pormenores que se revelam ‘pormaiores’ têm afastado o Sporting do título de campeão e da participação milionária na Liga dos Campeões. Basta ter em conta que uma vitória naquela terrível deslocação à Madeira bastaria para que, mal ou bem, a realidade do clube fosse agora completamente diferente.
 
Acima de tudo urge reformar o futebol profissional, estabelecendo claras distinções entre os papéis do presidente, do treinador, do capitão, ou ainda do team manager, do CEO e quejandos. E a comunicação entre todos necessita forçosamente de ser do famoso foro interno, em vez de servir para as recorrentes fugas de informação, através das quais os próprios e os seus próximos dinamitam adversários (quando não inimigos...) internos, em benefício das audiências televisivas e em detrimento dos melhores resultados desportivos.
A construção do plantel principal não mais poderá ser feita em cima do joelho ou a comando dos interesses deste ou daquele agente FIFA. Claro que nem todas as contratações resultam, e isto é válido para qualquer clube do mundo, mas no Sporting o scouting anda muito atrás dos rivais, capazes de potenciar jovens estrangeiros enquanto em Alvalade se tenta tapar os Doumbia com a excepção Slimani. O mesmo sucede nos mercados de Inverno, nos quais começa a ser tradição desperdiçar dinheiro em reforços incapazes de acrescentar valor. Assim tem sido desde que André Cruz, César Prates & Cia. chegaram no início de 2000.
 
Reformar mentalidades também passa por uma estratégia de integração dos maiores valores da formação de Alcochete no plantel principal. Olhando para os comandados por José Peseiro, é difícil perceber o que Domingos Duarte e Demiral têm a menos do que Marcelo, em que João Palhinha fica a dever a Misic e Petrovic, ou o que impediria uma utilização frequente de Francisco Geraldes numa longa temporada em que não se pode e não se deve pedir que Bruno Fernandes esteja sempre em topo de forma.
 
Apesar do recuo nas convocatórias para as selecções jovens da FPF, e da condução errática daquilo que se faz em Alcochete, continua a haver muito talento na formação. Na baliza, na defesa, no miolo, nas alas e até no ataque. Há que reformar a forma como esses adolescentes aprendem os valores do clube e fazer-lhes ver que terão direito às oportunidades concedidas nos rivais directos a Diogo Leite, André Pereira, Ruben Dias, Gedson Fernandes e João Félix. Caso contrário, lá teremos dentro de alguns anos Tiago Djaló, Bernardo Sousa e Joelson Fernandes a fazerem do Sporting de Braga o case study de aproveitamento da formação leonina, tal como hoje é, com Ricardo Esgaio, João Palhinha e Wilson Eduardo.
Recorrer à prata da casa não impede que se tenha grandes plantéis, capazes de vencer campeonatos. E liberta folga orçamental para suprir debilidades conjunturais da equipa. Tanto na masculina como na magnífica equipa feminina, que voltou a não aproveitar o defeso para recrutar uma meio-campista é uma ponta de lança com o poderio físico das recém-chegadas às rivais bracarenses.
 
Reconquistar o título no futebol masculino exige uma mentalidade vencedora que já existe em muitas modalidades. Mas passa também por não desistir da luta pela verdade desportiva, mantendo o esforço da anterior gerência para confrontar poderes instituídos que apontam para a bipolarização do futebol e, por arrastamento, do desporto nacional.
Mas reconquistar implica também escolher batalhas em vez de disparar para todos os lados (nomeadamente para os pés). Esse foi o maior erro estratégico do anterior presidente e, juntamente com aquilo a que as seguradoras chamam vícios intrínsecos, conduziram à ruína de um projecto desportivo que mobilizou milhões de adeptos e aumentou o número de sócios, fazendo aparecer um pavilhão e desaparecer dezenas de milhar de lugares vazios no estádio.
 
O Sporting que sair de 8 de Setembro precisa de repensar a sua afirmação. Não deve hostilizar nenhum órgão de comunicação social, mas não pode ser ingénuo: a manutenção da crise leonina é um produto apetecível para quem depende das audiências, abundando sportinguistas dispostos a trazer fósforos e gasolina onde quer que vão, num exercício que chega a configurar concorrência desleal aos comentadores afectos aos clubes rivais, e mais precisamente ao clube vizinho. Sendo as opiniões livres e qualquer tentativa de as coarctar própria de tiranos e de cobardes, há que garantir que o espaço público também tem lugar para quem defenda o clube, sempre com espírito crítico e desprovido de cartilhas, como alguns ‘paineleiros’ defendem o FC Porto e o Benfica.
 
Reconquistar o Marquês em Maio não é impossível quando se tem um plantel como o actual. Haja transpiração e inspiração nessa e em todas as outras modalidades, haja mobilização de todos os sportinguistas, haja blindagem do clube à rapina, haja vontade de lutar pela garantia de que todos os jogos são disputados em campos sem qualquer inclinação.
 
Poderá ser difícil, mas se fosse fácil seria para outros.
 

 

LEONARDO RALHA

Sócio n.º 92.939-0

Faz hoje um ano

 

Suspense até à meia-noite: fechava o mercado e qualquer surpresa - agradável ou desagradável - podia acontecer. 

«Adorava poder contar durante este ano com Rui Patrício, Fábio Coentrão, William Carvalho, Adrien Silva, Bruno Fernandes e Gelson Martins», escrevia o Eduardo Hilário nesse 31 de Agosto de 2017. Falando um pouco por todos nós.

 

Entretanto, a selecção nacional dava mais um passo decisivo para a presença no Campeonato do Mundo da Rússia, vencendo as Ilhas Faroé por 5-1. Com três golos de Cristiano Ronaldo, que ultrapassou Pelé na lista dos melhores goleadores de sempre ao serviço das respectivas selecções, e uma excelente exibição de William Carvalho, com um golo de cabeça e uma assistência para outro.

«A selecção nacional entrou hoje em campo com sete jogadores formados no Sporting», anotei eu.

A voz do leitor

«Não gosto de actos de vandalismo, quer este atinja obras monumentais, quer danifique vulgares edifícios ou obras destituídos de qualquer valor artístico, arquitectónico ou histórico, como é, além deste, também o caso dos que vêem as paredes pintadas por achavascados militantes da Juve Leo.»

 

Marcus Brutus, neste meu postal

Debate Madeira-Ricciardi: algumas frases

José Maria Ricciardi:

  • «O doutor Carlos Vieira é um dos principais culpados pelo descalabro do Sporting.»
  • «Se eu ganhar, como penso, vou alterar os estatutos do clube de maneira que alguém que seja destituído por justa causa não possa, em nenhuma circunstância recandidatar-se.»
  • «Não tenho nada uma visão negativa das claques, muito pelo contrário.»
  • «Sem dinheiro não há futebol.»
  • «Este fantástico doutor Vieira já gastou 60 milhões dos 68 milhões que o Sporting tem para receber nos próximos dois anos [em direitos televisivos].»
  • «O Sporting não tem mais tempo para errar.»

 

Pedro Madeira Rodrigues:

  • «Carlos Vieira e os outros seis elementos do anterior Conselho Directivo fizeram muito mal ao Sporting. É com grande surpresa que vejo Dias Ferreira apresentá-lo. Muitos sportinguistas não esquecerão tão depressa aquele grupo dos sete e o mal que eles fizeram ao Sporting. Um grupo de yes men: Carlos Vieira também faz parte desta designação.»
  • «O Sporting vive uma crise de valores. O Sporting vive de uma lufada de ar fresco, de gente íntegra.»
  • «Infelizmente, vários presidentes usaram as claques para apoiarem o seu poder pessoal. E as claques não devem servir para apoiar presidentes nem direcções: devem servir para apoiar as equipas.»
  • «Vamos apostar tudo nesta época, e na próxima época, para podermos chegar rapidamente à Liga dos Campeões.»
  • «Eles [Bruno de Carvalho e Carlos Vieira] herdaram um poço de petróleo. Quando lá chegaram, aquela formação do Sporting - a melhor formação do País - tinha feito Rui Patrício, Cédric, Rúben Semedo, Ilori, Bruma, Adrien Silva, William Carvalho, João Mário...»
  • «O Sporting tem de voltar a ser inovador em termos de marketing

O frente-a-frente realizou-se esta noite, na CMTV

Inaceitável

 

1. José Maria Ricciardi recusou ontem debater com Dias Ferreira no canal do nosso clube. Alegando encontrar-se no Algarve em acções de campanha. Acontece que menos de meia hora depois comparecia na Sporting TV para debater com João Benedito, como o Mister do Café documenta de cronómetro em riste. 

É um comportamento inaceitável de um concorrente à presidência do Sporting. Um insulto a Dias Ferreira, que devia merecer o respeito de todos os adversários internos. E um insulto também à inteligência de todos os sportinguistas.

 

2. Fernando Tavares Pereira, talvez o mais desconhecido dos sete candidatos à liderança leonina, recusou debates a dois com os seus oponentes. Tenho visto gabar a "humildade" deste candidato - até neste blogue. Pois eu só vejo arrogância e soberba nesta recusa. Quem evita discutir ideias com companheiros de clube, que moral teria mais tarde para exigir debates com adversários no espaço público?

Jesuiticamente, o empresário de Tábua diz hoje, em entrevista ao Record, que decidiu baldar-se aos debates por "não trazerem nada de novo". Rica pedagogia democrática, digna de um aparente nostálgico da ditadura. Admira-me que ainda receba elogios. Mas há gostos para tudo.

 

Loja Verde

Loja Verde foto 2.jpg

 

Atravessamos a baixa pombalina e somos confrontados com duas realidades distintas.

A loja do Sporting Clube de Portugal é pequena e apenas vende artigos relacionados com o clube.

Para além do supra mencionado, não existe uma única alusão a duas das maiores referências da formação do clube, Luís Figo e CR7, sendo que ambos são dois dos maiores embaixadores do país.

Mais: dentro da loja, os produtos apenas estão identificados em língua portuguesa, contrariamente a outros exemplos.

Continuamos a achar tudo isto normal?

Prognósticos antes do jogo

Quarta jornada. Vamos receber o Feirense este sábado, a partir das 21 horas. Sem Mathieu, lesionado, e com Bas Dost e Bruno Fernandes ainda em dúvida no momento em que escrevo estas linhas. Como se já não bastassem as carências que sabemos no onze titular.

Mas o pensamento não deixa de ser positivo. É isso que pretendo confirmar ao desafiar-vos a deixarem aqui os vossos prognósticos para este jogo.

Reflexões sobre o Sporting (16)

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Autor convidado: Manuel da Costa Cabral

 

Entre a razão e a emoção

 

Após a era do frenesim facebookiano, o ataque a Alcochete e os 16 longuíssimos anos sem o desejado título de campeão nacional de futebol, as eleições de 8 de setembro não serão apenas mais umas eleições: Não há margem para erros!

Os sócios do Sporting Clube de Portugal não podem dar-se ao luxo de errar. O próximo Presidente não pode falhar.

Na minha quota parte de responsabilidade, acrescida pelos 25 anos de sócio, a escolha será ditada pela razão e emoção, que nestas coisas da bola não podem faltar.

 

Ao próximo Presidente e à sua equipa será exigida uma gestão profissional do Clube, nas mais diferentes áreas, desde logo na desportiva, mas também na vertente financeira, na comunicacional, nas áreas do marketing e comerciais, na gestão patrimonial. Uma gestão que tire o melhor partido do Digital, ou mesmo do Virtual, para inovar na interação com adeptos (não esquecendo aqueles que estão longe de Alvalade) e aumente também a receita por essa via.

Acabou-se a tolerância para amadorismos ou voluntarismos nas diferentes áreas. Se for necessário contratar profissionais de outras cores clubísticas, ou de outros países, para garantir esse profissionalismo em determinadas áreas, que se faça!

 

Será exigido ao próximo Presidente que respeite a história e tradições do Clube e se paute por uma conduta digna.

Mas será igualmente exigido ao futuro Presidente, com as forças que só a emoção e paixão propiciarão, que não transforme o Sporting num Clube apático e subalterno, que também já o foi no passado.

Um Presidente que nos ajude a sonhar e lutar até ao último segundo pela vitória merecida (Sim, estes adeptos merecem a Vitória, merecem as Vitórias!).

Um Presidente que, seja onde for e perante quem for, encontre na paixão e emoção as forças para lutar pela razão que nos assiste na procura da verdade desportiva, como se fez no passado na defesa pioneira e acertadíssima do VAR, ou na denúncia de práticas diversas que desvirtuam a verdade desportiva no futebol português.

Fazê-lo é também a melhor forma de homenagear os fundadores do Sporting Clube de Portugal e os princípios que nortearam a sua fundação.

O candidato que melhor fizer a síntese entre a razão e a emoção será o meu candidato, o nosso Presidente!

 

PS – Agradeço ao “És a nossa fé”, e em especial ao Pedro Correia, o convite para escrever este texto.

 

MANUEL DA COSTA CABRAL

Sócio n.º 22.171

Faz hoje um ano

 

Estava prestes a encerrar o mercado de transferência de Verão. Naquele dia 30 de Agosto de 2017, o Francisco Chaveiro Reis publicava aqui uma extensa reflexão sobre o plantel leonino. Que começava assim: «A dúvida que está na cabeça dos sportinguistas é se William e Adrien ainda vestirão de verde e branco a 1 de Setembro. Não que a equipa não tenha funcionado sem eles. Este ano, ao contrário dos últimos, há quem os renda. Mas Battaglia nunca será um William e Fernandes, atrás de Dost, tem rendido mais. Mas perder dois jogadores desta qualidade, de uma assentada, será sempre um duro golpe.»

Impressões do debate

 

Benedito

O melhor - Esvaziou por completo o falso argumento de que é demasiado jovem para liderar o Sporting lembrando que Emmanuel Macron foi eleito há um ano Presidente de França também com 39 anos.

O pior - Mau sinal, receber tantos elogios da parte contrária: Ricciardi, em vez de adversário, parecia apoiante do ex-capitão leonino.

 

Ricciardi

O melhor - Assumiu para si os louros dos dois últimos campeonatos nacionais de futebol conquistados pelo Sporting, quando desempenhava apenas funções no Conselho Fiscal do clube. É o tipo de declaração que pode sempre render alguns votos.

O pior - Faltar ao debate anterior com Dias Ferreira, alegando que se encontrava no Algarve, para comparecer hora e meia depois no frente-a-frente com Benedito, realizado no mesmo estúdio, é algo que viola as mais elementares regras de civilidade e cidadania.

A voz do leitor

«Não que há que cortar radicalmente, há sim que rever e reformular os acordos com as claques, responsabilizando-as de modo a que estas sejam realçadas mais por situações que dignifiquem o clube, e com este acontecimento estarão ainda mais receptivas a mudarem certas práticas negativas, mas de alguma forma querer acabar com elas não parece que seja o caminho.»

 

Manuel Ferreira, neste meu texto

Debate Benedito-Ricciardi: algumas frases

João Benedito:

  • «Estas clivagens entre croquetes, brunistas e afins, para mim, não funcionam. Somos todos sportinguistas, sócios e adeptos - é a única divisão que ainda aceito que possa haver entre aqueles que são Sporting Clube de Portugal.»
  • «Nós não vamos gastar um único cêntimo nas redes sociais para ferir os nossos sócios e os nossos adeptos. (...) Queremos cativar toda a gente a estar no Sporting.»
  • «Fui a todas as assembleias gerais desde que deixei de jogar.»
  • «O José Maria está com uma visão um pouco dramatizada da situação.»
  • «A Liga Europa não é o sitio do Sporting Clube de Portugal.»
  • «Maioria do capital da SAD detida pelo clube, sempre.»
  • «Santana Lopes tinha 38 anos quando chegou à presidência do Sporting.»
  • «Eu quero tirar, de uma vez por todas, dos órgãos sociais as responsabilidades financeiras.»
  • «Nós sabemos o que queremos e sabemos para onde queremos ir.»
  • «Conquistei 21 títulos.»
  • «Eu não digo mal daqueles que estão para trás.»
  • «José Maria, a sua taxa de rejeição perante os sócios do Sporting é elevada. O José Maria não vai conseguir reunir e somar.»

 

José Maria Ricciardi:

  • «O principal adversário do Sporting temos sido nós próprios.»
  • «Quando fomos campeões nacionais havia coesão, havia união, havia o Sporting acima de tudo.»
  • «Corremos o risco de ficarmos arredados de uma realidade que se está a transformar, que é o fosso entre aqueles que conseguem aceder às provas europeias na sua primeira divisão e aqueles que não conseguem. O fosso está-se a aprofundar.»
  • «Tenho um grande respeito pelo João, que é um homem de carácter e um grande sportinguista. Mas acho que ele tem uma visão muito optimista e talvez pouco realista, fruto ainda de alguma falta de experiência, que é normal ter com a sua jovem idade.»
  • «Os bancos não vão emprestar mais dinheiro aos clubes portugueses.»
  • «Nós temos um défice de tesouraria de 60 milhões de euros.»
  • «É preciso ter experiência, é preciso ter tarimba, é preciso ter passado por empresas de enorme envergadura.»
  • «O João tem imenso voluntarismo, é um óptimo rapaz, acho que daqui a uns anos - não agora - vai dar um bom presidente do Sporting.»
  • «Eu, por acaso, quando estive no Sporting fui campeão nacional - coisa que o João ainda não foi. (...) Eu fui campeão no futebol, coisa de que você se deve lembrar pouco.»
  • «A situação exige uma maturidade e uma experiência grande.»
  • «Você, como guarda-redes de futsal, foi um grande atleta. (...) Mas não se pode passar de sargento a general num dia.»
  • «O João fala bem, decora bem programas, mas isto é muito mais do que decorar programas.»

O frente-a-frente realizou-se esta noite, na Sporting TV

Faz hoje um ano

 

Faz hoje um ano, estreávamos novo grafismo e novas funcionalidades (como agora se diz), aparecendo perante os largos milhares de leitores que nos acompanham diariamente com um visual retocado. Uma tarefa em que a nossa colega Alda Telles teve inegável protagonismo, como justamente reconhecia o Edmundo Gonçalves nesse dia 29 de Agosto de 2017. «Sempre com o mesmo intuito em mente, o apoio incondicional ao nosso grande Clube», acrescentou, falando por todos nós.

 

Na análise futebolística, o Pedro Azevedo enaltecia o nosso n.º 8. Nestes termos entusiásticos: «Olhando para os números, após seis jogos, Bruno Fernandes é claramente o jogador mais influente do Sporting, tendo participado em 53% dos golos leoninos. Que assim continue, para nosso gáudio e para triunfo do belo futebol.»

Íamos então, à quarta jornada, em primeiro lugar no campeonato, em igualdade pontual com o FC Porto. Todo o optimismo era justificado e compreensível.

Divagações

Olho atentamente para a lista de candidatos à Presidência do Sporting e todos me parecem fora de contexto, longe da realidade sportinguista.

Uns por umas coisas, outros por outras, não vejo em nenhum deles verdadeiro carisma para tomarem conta de um clube em profundíssima crise de identidade.

Receio mesmo que quem ganhe, seja ele quem for, não consiga unir as tropas leoninas tão divididas.

Nos últimos anos ser do Sporting é ter sido pura e simplesmente vítima de ataques vindos de todo o lado. Sem dó nem piedade!

Relembro que ao fim de uns meses de presidência, BdC era o alvo preferido de jornais, jornalistas e comentadores. Mas isso até eu gostava. Era sinal de vitalidade do clube, personalizado no seu eléctrico presidente. Dava “pica” vê-lo responder às criticas com acções e novas ideias para o futebol.

O tempo passou, o Sporting a nível do futebol sénior ganhou somente uma Supertaça (torneio obviamente menor!) e uma taça da Liga ((troféu ainda com menor valor!). Campeonatos nem um para amostra.

Por outro lavo, verdade seja dita, as modalidades trouxeram-nos muitos títulos. Mas faltou o essencial. E estivemos tão perto (não foi Bryan Ruiz???).

Depois… bom depois toda a família sportinguista sabe o que aconteceu. Nem vale a pena recordar. O descalabro linguístico e não só do agora destituído presidente levou-nos a este ponto de não retorno.

As eleições aproximam-se e neste momento percebo que há dois candidatos mais fortes que todos os outros. Por vezes fico a pensar se não seria possível a junção das duas candidaturas numa só?

Eu sei que esta ideia não passa de pura e idiota utopia, mas já alguém pensou nisso?

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