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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Colar os cacos

O Sporting defrontou em Alvalade os gauleses do Marselha, clube para onde um dia se transferiu a nossa antiga e saudosa glória Hector Yazalde, num jogo marcado pela reapresentação de Bruno Fernandes, Bas Dost e Rodrigo Battaglia aos adeptos leoninos.

 

A precisar de paz para se reencontrar e futuramente poder enfrentar a pressão competitiva, a equipa recebeu um bom estímulo por parte dos adeptos que a receberam com aplausos. Na primeira parte, puderam observar-se alguns pormenores ofensivos interessantes e boas movimentações a meio campo por parte de Bruno Fernandes e Wendel (bem sei que joga no Sporting - e até há o precedente de Mattheus -, mas ainda assim o seu nome não se escreve com 2 "l"). Um remate ao lado de Nani (hoje capitão), após boa movimentação e passe de Montero, e um corte providencial de Amadi, a impedir que Bruno Fernandes finalizasse uma excelente assistência de Jefferson, não marcaram tanto este período como a desatenção fatal de recepção de bola do nosso guarda-redes que permitiu a Germain adiantar os marselheses no marcador. Proveniente de uma cidade de marinheiros, esperemos que Viviano não cause no futuro mais rombos destes na nau leonina. 

 

No segundo tempo, Wendel foi menos fluente em mandarim e preencheu uma zona mais pequena, mais marcada pelo cantonês e Petrovic continuou a evidenciar a sua pouca utilidade. Com isso a equipa viria a quebrar um pouco, pelo menos até à entrada em campo do outro "ic" (Misic), o qual se constituiu como uma agradável surpresa, arriscando com sucesso dois bons passes de ruptura. Assim, no "duelo" dos balcãs, o croata suplantou largamente o sérvio. Entre os substitutos, Jovane Cabral ofereceu mais audácia atacante que Matheus Pereira e Bruno Gaspar e Raphinha deram mais profundidade nas alas do que Ristovski e Nani, respectivamente, haviam dado no primeiro tempo. Mas, o melhor jogador voltou a ser Bruno Fernandes (recebeu de Nani a braçadeira de capitão). Dos seus pés sairia a jogada do golo do empate, com um cruzamento perfeito para um André Pinto que marcaria à segunda tentativa. 

 

Os últimos minutos ficaram marcados pelo regresso de Bas Dost aos relvados. Um raro momento de união nuns últimos tempos bem conturbados, com o holandês, ainda sem capacidade física para muito mais, a poder sentir a ovação proveniente das bancadas. Destaque ainda para o aparecimento dos mundialistas Coates e Acuña, ambos ainda a desempoeirar pós férias.

 

Nota-se algum défice de jogadores que possam fazer a diferença, que desequilibrem. Talvez Lumor - hoje teve poucos minutos - tenha mais capacidade no jogo ofensivo e outra velocidade de recuperação do que Jefferson, apesar de uma ou outra excitação - passe em profundidade sem sentido - que a verdura dos seus 20 anos justifica; pode ser que Wendel consiga ser intenso os 90 minutos e que Battaglia traga o músculo que parece faltar ao meio campo do Sporting e que geralmente as equipas grandes têm, principalmente naquela zona cercana da sua área onde é importante não deixar crescer a relva. Tenho muita pena que Geraldes tenha saído pois poderia conjugar-se com Bruno Fernandes (este recuaria para "8"), dando outro tipo de soluções e aumentando assim a eficácia dos passes de ruptura da equipa. Enfim, muitos "se" e "talvez", mas, fundamentalmente, a chave da época poderá estar na integração de Nani na equipa e na sua actual ambição e motivação. Se conseguir estar ao seu melhor nível, então teremos candidato ao título. Juntemos-lhe o sarar das feridas e a simbiose perfeita entre adeptos e jogadores e o sonho será possível. José Peseiro que creia, também. Isto é o Sporting, há que acreditar. Sempre!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

 

#samuelfraguito (*)

Brunofernandesmarselha.JPG

 (*) A propósito de este jogo simbólico entre duas equipas onde jogou o grande Yazalde, voltei a lembrar-me de um seu antigo colega de equipa, o Samuel Fraguito. Este foi um dos 10 melhores jogadores que tive o prazer de ver jogar de verde-e-branco, nos 44 anos que tenho de observar futebol ao vivo. Numa galeria de notáveis onde também constam Yazalde (obviamente), Manuel Fernandes, Rui Jordão, António Oliveira, Paulo Sousa, Balakov, Luis Figo, Cristiano Ronaldo e Mário Jardel. E para onde se encaminha, a passos largos, Bruno Fernandes. Fraguito jogou 9 temporadas de leão, tendo marcado todos aqueles que o viram jogar, dado o seu virtuosismo técnico e a sua qualidade de passe, muitas vezes efectuado de trivela (ainda Quaresma não era nascido). Afectado por inúmeras lesões - foi operado 7 (!) vezes aos joelhos - num tempo em que a medicina desportiva não era o que é hoje, o que obrigava a intervenções muito invasivas, ainda assim, dada a sua resiliência, foi providencial nas conquistas dos títulos nacionais de 74 e 80, a que juntou duas Taças de Portugal . Abandonou em 81. Passaram-se 37 anos, muitas gerações provavelmente nunca ouviram falar dele - ao contrário dos outros nomes por mim aqui apresentados - e seria da mais elementar justiça que o clube pudesse mostrar aos mais jovens quem foi este magnífico jogador. Porque vivemos um tempo em que a reafirmação da cultura do clube é de superior importância, que também passa pelo reconhecimento em vida das suas maiores figuras, e porque um talento como o de Fraguito não pode continuar escondido do conhecimento de uns e esquecido da memória de outros, faço aqui um apelo à actual SAD, na pessoa do seu líder, José de Sousa Cintra, para que homenageie o vilarealense - homem discreto e que nunca se pôs em bicos de pés - e, com isso, homenageie também a história do Sporting Clube de Portugal. O meu antecipado agradecimento.

 

A voz do leitor

«Não há dúvida que a gestão BdC, pela natureza do próprio e pela íntima relação com as redes sociais e com a mediocridade que nelas grassa, trouxe à superfície um "underbelly" leonino absolutamente inapresentável, de que a Sra. Judas é apenas uma entre várias figuras (muitas outras pudemos vê-las no últimos anos na Sporting TV, personagens de quinta categoria, balbuciando opiniões em língua vagamente portuguesa e guiadas pelo culto do grande líder).»

 

Passaleão, neste meu texto

"Só eu sei porque não fico em casa"

Esperança renovada, crença reforçada, a certeza da permanente revivescência, afinal, a cada nova época o sportinguismo fortalece-se.

Quando forem 20h30 lá estaremos nos nossos lugares a acreditar nos nossos e a apoiá-los. Confiança e orgulho no emblema de tal forma grandes que reduzem à mais reduzida insignificância o incessante ruído carvalhista, esse lixo tóxico que insiste em poluir o clube para mero benefício próprio. É também por causa dessa desmesurada nódoa (inapagável) na história do Sporting que hoje sairei de casa para voltar a casa, à minha casa, aquela casa de onde despejámos o inquilino com pretensões a ser seu proprietário.

Fosse eu a decidir e tratava de expulsar Bruno de Carvalho de sócio. Cortava o mal pela raiz. É o que se faz às ervas daninhas, não é?

Nova época, o nosso Sporting de sempre. Acreditamos de novo. E temos ainda mais razões para isso. Estamos muito melhor dirigidos e assim continuaremos após 8 de Setembro. Resistimos ao pior dos ataques porque lançado de dentro.

Estamos vivos e com muita esperança. Este ano é que é!     

Faz hoje um ano

 

Um texto de Nicolau Santos, publicado na véspera na edição digital do Expresso, dava imenso que falar. Um texto intitulado "Sporting. Assim não vamos lá. Esqueçam, vamos ter mais um ano perdido".

A prosa - de que reproduzi vários excertos aqui - viria a revelar-se certeira, para mal do nosso sportinguismo militante. Analisando os reforços leoninos, o autor concluía que «acima da média, só mesmo Bruno Fernandes, que tem excelentes pés e magnífica capacidade de passe». Mas «sem Adrien e William, este meio-campo é pior do que o que existia com eles.» 

William ficou, mas mais valia ter ido. Na roleta das entradas e saídas, chegava a Alvalade o décimo reforço daquele defeso: o guarda-redes Salin, ex-Marítimo, Rio Ave e Naval. Beto zarpava para longe, cansado de ser tapado por Rui Patrício.

 

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Nesse dia 28 de Julho de 2017, o José da Xã lembrava que Bruno de Carvalho, no discurso da vitória eleitoral proferido quatro meses antes, garantira aos adeptos que o Sporting seria campeão na nova época. E deixava esta sábia recomendação ao líder leonino: «Seria fantástico que o Presidente se resguardasse mais e não desse para todos os peditórios que lhe aparecem pela frente. Eu sei que por vezes torna-se difícil, mas há que ter uma postura mais sóbria.»

 

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Entretanto, como o futebol também vive (e muito) de memórias, o Pedro Azevedo recordava aqui Samuel Fraguito, grande jogador que alinhou durante nove temporadas de Leão ao peito e hoje, infelizmente, está quase esquecido: os adeptos mais jovens nunca ouviram sequer falar dele. Defeito leonino: o clube omite vezes de mais aqueles que foram os seus heróis.

«Gostaria de deixar aqui uma palavra de apreço para homens como Vítor Cândido ou Francisco Figueiredo que, em A Bola TV, têm vindo a resgatar a memória de grandes vultos, alguns esquecidos, do futebol português, como é, sem sombra de dúvida, o caso de Fraguito», escreveu o nosso colega.

A voz do leitor

«O Sporting quer Vucekvic, que Peseiro aprecia. Abel quer Palhinha, que aprecia. Fim à vista: Salvador recebe Palhinha e mais uns milhões e nós ficamos com Vucekvic. Não aprendemos nada com Ricardo Esgaio. Há aqui muito material para escrever um novo ensaio sobre a cegueira. Peseiro toma o lugar antes ocupado por Jesus: o lugar do ceguinho-mor.»

 

JG, neste texto do Pedro Azevedo

Sai antes de entrar

«Agarrem-me, senão eu candidato-me», escrevi aqui há cinco dias, deixando evidente que não levava a sério a hipotética candidatura de Luís Figo à presidência do Sporting.

Estava escrito nos astros, como dizia o outro: o Bola de Ouro do ano 2000 anunciou hoje que abandona a corrida eleitoral antes de nela entrar.

Resta saber o que o levou a poupar-se a tal maçada. Se as duríssimas declarações de José Maria Ricciardi contra ele, há poucos dias, dizendo que «isto não está para crianças ou amadores», se a opinião dos nossos leitores, que por larga maioria deixaram claro no És a Nossa Fé que Figo não contaria com o voto deles.

Faz hoje um ano

 

O Sporting acumulava derrotas na pré-temporada. Faz hoje um ano, sucedeu mais uma: perdemos em Rio Maior contra o V. Guimarães. Derrota sem espinhas, por 0-3. Curiosamente, um dos golos vitorianos foi apontado por Raphinha, agora reforço leonino.

«Uma partida em que, de algum modo, entrámos em campo já disponíveis para perder. Com um onze titular quase todo alterado em relação ao desafio frente ao Mónaco e novas experiências do treinador, que apostou em dispor a equipa num 3-4-3 mas sem o dotar dos jogadores indicados para o efeito», escrevi eu aqui, criticando algumas insólitas experiências do treinador da equipa, Jorge Jesus.

«Tivemos assim um insólito tridente defensivo formado por Coates, Tobias Figueiredo e Petrovic, ficando o sérvio no centro - posição em que não está minimamente rotinado. À direita, misto de lateral e médio-ala, o esquerdino Bruno César, que andou quase sempre aos papéis. Iuri Medeiros, muito isolado na ponta direita, procurava lançar remendos numa equipa que mostrava ser incapaz de sair em ataque organizado. Do outro lado, um apático Mattheus Oliveira parecia um espectador do jogo. No eixo do ataque, Doumbia mostrava mais vontade do que eficácia. (...) Era mesmo um jogo fadado para não correr bem.»

 

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«Depois de inventar uma defesa, JJ vai ter a tentação de inventar uma linha de ataque. E uma linha de meio-campo, pior ainda caso se confirme a saída de William Carvalho a curto prazo.» Palavras do Francisco Almeida Leite, aqui também publicadas a 27 de Julho de 2018.

 

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«Bruno de Carvalho tem estado a fazer crescer os Proveitos Ordinários e tem mantido o racio custos com pessoal vs proveitos Ordinários dentro de limites ainda aceitáveis, embora a subida recente dos custos com pessoal (48,8M€ em 2015/16 e 48,4M€, apenas em três trimestres de 2016/17) mereça a maior atenção porque um eventual retrocesso no ciclo económico pode inviabilizar vendas de jogadores e comprometer os resultados», concluiu por sua vez o Pedro Azevedo, analisando igualmente aqui as contas da Sporting SAD.

Hoje giro eu - A meio de coisa nenhuma

Plantel de 1981/82 - Jogadores utilizados formados no Sporting (10): Barão, Carlos Xavier (19 anos, 35 jogos), Bastos, Zezinho, Inácio, Mário Jorge (18 anos, 31 jogos, 5 golos), Virgílio, Ademar (22 anos, 40 jogos, 6 golos), Freire e Alberto (soma da utilização destes jogadores=258 jogos; golos=18, média=23 anos).

 

Plantel de 2001/2002 - Jogadores utilizados formados no Sporting (10): Jorge Vidigal, Beto, Santamaria, Paíto, Custódio, Diogo, Hugo Viana, Gisvi, Lourenço e Quaresma (soma da utilização destes jogadores=128 jogos; golos=9).

 

Malcolm Allison era um treinador "sui generis". dava muita liberdade aos jogadores fora do campo e não olhava a bilhete de identidade ou a estatuto aquando da escolha do melhor "onze". Era, também, muito corajoso: se Jordão "não estava bem da cabeça", estreava-se o miúdo Mário Jorge, mesmo que o jogo fosse contra o FC Porto. Como a sorte protege os audazes e as pessoas de firmes convicções, o ala açoriano acabaria por marcar o único golo nesse clássico, colocando o Sporting em posição privilegiada para ser campeão.

 

Lazlo Boloni tinha uma especial predilecção por lançar jovens jogadores. Nessa temporada, Hugo Viana e Quaresma foram as suas apostas mais consistentes. O romeno era fã da visão de jogo de Viana e da imprevisibilidade do Mustang (apodo criado por ele) e não teve nenhum rebuço em lhes dar a titularidade, apesar de haver jogadores consagrados no plantel. Assim, Hugo Viana viria a jogar sensivelmente o mesmo número de partidas que, por exemplo, Pedro Barbosa e Quaresma jogaria mais do que a soma dos confrontos disputados por Sá Pinto e Niculae.

 

Servem estes exemplos para provar, ao contrário do que por aqui e ali vou lendo, que a aposta nos jogadores da casa já deu bons resultados. Inclusivé, os números de utilização de jovens por parte de Allison são impressionantes, tendo em vista que se tratava de um plantel onde coabitavam Meszaros, Eurico, Nogueira, Oliveira, Manuel Fernandes e Jordão. Mais do que qualidade na Formação, o que nos tem faltado são treinadores carismáticos, convictos nas suas ideias, justos na selecção e corajosos na hora de defender o jovem jogador. Defendem-se mais do que defendem o clube. Por isso, preferem comprar um contentor de jogadores no mercado, portugueses ou estrangeiros, incluindo nessas aquisições segundas e terceiras escolhas para o plantel, imagine-se, bloqueando assim na totalidade a possibilidade de imposição dos jovens. 

 

A situação actual é uma falácia. Não existe qualquer aposta sustentada na Formação. Tal reflecte-se na descida de divisão da equipa B, a qual se deveu à desmotivação que reina em Alcochete. Nem que nascessem 10 vezes, os nossos jogadores jovens sabiam que nunca teriam qualquer hipótese real de se imporem. A excepção que confirmou a regra foi Gelson Martins.

Com o caminho em cima tapado, é natural que os nossos jovens comecem a conjecturar o seu futuro fora do reino do leão. O caso de Francisco Geraldes é paradigmático. Vezes sem conta enviado para a equipa B ou emprestado a clubes menores da primeira liga, o médio conseguiu vencer uma Taça da Liga pelo Moreirense - depois de uma exibição de sonho frente ao Benfica - e ser um jogador muito influente no Rio Ave. Regressado a Alvalade com fortes expectativas, primeiro assistiu ao regresso de Bruno Fernandes (um excelente jogador com quem poderia talvez coabitar, jogando Bruno a "8") e depois viu o treinador apostar em Nani para a sua posição, algo inédito em termos de clube na vida do antigo jogador do Manchester United. Compreensivelmente, terá chegado à conclusão de que seria a terceira opção e iria jogar pouco, o que acrescido do facto de ser um dos mais mal pagos do plantel o terá levado a pedir para sair. Palhinha é um exemplo ainda mais revelador: barrado por uma invasão balcânica de "ic(s)" - Petrovic e Misic - , o nosso médio defensivo vê aparecer todos os dias nos jornais os contactos que o Sporting estará a desenvolver para adquirir Badelj ou Vukcevic (mais um) e para o regresso de Battaglia. Relegado para possível quinta escolha de Peseiro, que futuro no Sporting pode o jovem perspectivar? E ainda estou para ver qual o futuro de Matheus Pereira, agora que Acuña e Nani se juntam o Raphinha nas opções para as alas...

 

Há que ser claro e nos deixarmos de demagogias para com os sócios: ou seguimos uma política de mercado ou tentamos temperá-la com uma aposta real na Formação. A situação actual é que é insustentável. É que nem sequer estamos a meio caminho, mas sim a caminho de coisa nenhuma, pelo menos de algo que seja minimamente relevante. A política de mercado tem-se revelado desastrosa no clube. Aos pouquíssimos exemplos positivos, de simultaneamente rendimento desportivo e financeiro, contrapõem-se inúmeros exemplos de flops. Dir-se-ia que deficilmente se poderia ter tão má pontaria, mas esta é a história das últimas duas décadas do clube. Conhecendo-se este histórico de acção trágico, alguém no seu perfeito juízo quer dar mais latitude aos gestores do clube para perseguirem esta (não) estratégia? Vamos continuar a alimentar segundas e terceiras escolhas para o plantel à conta das nossas depauperadas finanças? Como tal, o único caminho possível, o único que pode conduzir à sustentabilidade desportiva e financeira, é ir preparando os jovens para entrar na equipa principal. Mais qualidade é necessária e temos de investir mais na pesquisa de novos talentos e no seu desenvolvimento em Alcochete. Simultaneamente, temos de criar oportunidades aos que já lá estão (na equipa principal). E uma oportunidade não é pegarem de caras na equipa principal. Nem peço isso. O que se recomenda é que alguns dos nossos jovens possam ser segunda opção para uma determinada posição. Depois, com o desgaste dos jogos, gestão do cansaço do jogador titular, lesões, castigos, abaixamentos de forma, et caetera, terem uma oportunidade de jogarem e de se afirmarem. Assim, como está, é que não, não é caminho e esta época será aquela em que teremos menos jogadores da nossa Formação. Em conformidade, temo pelo nosso futuro. Sinceramente. Não se trata só da nossa sustentabilidade, é a nossa cultura enquanto clube que está a ser posta em causa e já há alguns anos. Depois, quando já não houver mais nada, é que vamos entender o valor de tudo aquilo que deixámos para trás. Como aliás já reconhecemos abundantemente naquela camuflagem operada na segunda volta de campeonato 16/17. Aí, com os ânimos exaltados, a utilização dos miúdos permitiu fazer baixar a temperatura. É que pode haver quem tenha de nascer 10 vezes, mas treinador só vive uma (e tem de saber viver)...

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Cegueira

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Alguém anda cego:

A Comissão de Gestão, por deixar fugir um jogador que, sentimentalmente, diz muito aos adeptos (mais sportinguista do que o Figo), sobretudo depois dos murros no estômago dados pelas jóias da nossa formação.

O treinador e a sua equipa técnica, por deixar fugir um jogador com qualidade acima da média e, não menos importante, que contribui para um bom balneário (via no Xico um importante aliado de Peseiro).

Nós, adeptos, por vermos (desejarmos) em Francisco Geraldes o craque (e futuro capitão) que, afinal, não é, nem nunca será.

A voz do leitor

«O caso do Gelson, que não tem justa causa, terá de ser tratado nas devidas instâncias, os tribunais. A não ser que o Atlético de Madrid se chegue à frente e faça uma oferta que não ofenda. Temos de ver que o Atlético já tem passado sujo nestas situações, mas curiosamente não gostou da abordagem do Barça ao Griezmann...»

 

António 1969, neste meu postal

Hóquei em patins 1977

A minha homenagem a João Sobrinho, enorme atleta do Sporting recentemente falecido, que poderemos ver em acção neste resumo da mítica 2ª mão da final da taça dos campeões europeus em 1977, brilhantemente conquistada pelo nosso clube. Assisti ao vivo à primeira mão em Alvalade e pela RTP a esta transmissão que encheu de alegria todos os sportinguistas. Vale a pena recordar.

10 de Junho de 1990

mw-1600.jpg

 

foi o dia em que pisei pela primeira vez o relvado do estádio José de Alvalade. Dia de sonhos cumpridos. Lá fui, bem acompanhado, mas para nos encontrarmos com tantos amigos, que era dia de geração. "Então como combinamos?", muitos me perguntaram, sabendo-me habitual no estádio, mas nas bancadas, para que indicasse eu pontos de referência. Que "entra-se para o relvado" (quem é que vai ver Stones e se senta na bancada, francamente ...!) e "vai-se para o sítio onde o Oceano joga", a todos indiquei. "Onde é?", perguntavam. "Em todo o relvado, claro", que a gente logo se encontraria. E encontrámos. Para ver o Kiff, the Riff, ali na minha frente, na então anunciada última digressão dos Stones (há 28 anos!). E o Jagger, que hoje faz ... 75 anos! Uff, ambos, estes Glimmer Twins, quais Cristianos Ronaldos do rock n'roll. E viva o Oceano, o todo-o-relvado, sempre!

Faz hoje um ano

 

Dia de boas notícias, reportadas pela imprensa. Anotei algumas, faz hoje um ano: «Pedro Silva mantém-se em Alvalade, como terceira opção para a nossa baliza. Jonathan Silva prolonga por mais três anos o vínculo ao Sporting, até 2022. Matheus Pereira renovou contrato antes de rumar por empréstimo ao Chaves. Bruno de Carvalho impede venda de Francisco Geraldes.»

De férias em Cabanas, o Edmundo Gonçalves também aludia a Geraldes. Em termos irónicos: «Não está esquecida a "ameaça" de malhar no assunto Francisco Geraldes. Daqui do pé da água e dos pastéis de polvo do Ideal, já me imagino a ver o miúdo regressar no próximo Janeiro. Como este Janeiro. Provavelmente como o Janeiro de 2019.»

 

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Num registo muito diferente, o Francisco Chaveiro Reis trouxe-nos nesse dia 26 de Julho de 2017 a edificante e comovente história de João Correia. Transcrevo um excerto:

«O João teve o azar de ser atropelado quando era uma criança de dois anos e de até hoje tem como companheira uma cadeira de rodas. Coisa que não o impediu de ser um atleta de topo. E quando escrevo de topo, refiro-me ao homem que venceu as duas primeiras medalhas internacionais para o atletismo adaptado português. Já foi em 2003 e 2004. Depois seguiram-se mais de dez anos sem competição. É que sofreu uma gravíssima lesão que parecia limitá-lo ainda mais. Nada mais errado. Cirurgiões de todo o mundo não o quiseram operar. Acabou por encontrar a solução por cá e tornou-se num case study internacional. O facto de estar vivo desafia todas as probabilidades e nada lhe garante que cada corrida não seja a última. Mas não tentar, não é uma opção. Pelo meio, foi inspiração de centenas de atletas do norte do país (onde reside), sendo o mentor de uma nova geração.»

A voz do leitor

«Peço que a Comissão Fiscalizadora atente (sem outro qualquer tipo de considerações externas) para o artigo 21 dos Estatutos do SCP (deveres dos sócios). Assim à vista desarmada, BdC e os seus comparsas violaram sistematicamente as alíneas: 
a) honrar o Clube e defender o seu nome e prestígio;
c) cumprir pontualmente as disposições dos estatutos e regulamentos do Clube e acatar as deliberações dos órgãos sociais e as decisões dos dirigentes;
f) zelar pela coesão interna do Clube.»

 

Rute Rockabilly, neste texto do António de Almeida

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