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És a nossa Fé!

Ou sim ou sopas

Confesso, JJ, que ao ouvir-te na entrevista no final do jogo de Braga, mais do que desalentado, fui mordido pelo verme da dúvida. Eu que tanto acreditei e em ti depositei tantas esperanças.

Durante 25 minutos uma perspicácia táctica permitiu-nos ficar por cima. Mas daí resultou nada. O treinador do Braga corrigiu as coisas e desse momento em diante ficámos por baixo - sem resposta. Pior foi que tivesses dito ter sido a expulsão do Piccini a gorar os teus planos. Não percebes o quanto essa afirmação é alarmante e te diminui? Não aguentas um contratempo? Não tens respostas prontas para eventualidades destas? Um imprevisto - "jogo" quer dizer "imprevistos" - e tudo desaba?

Agora, em relação ao desafio contra o Atlético de Madrid disseste: "nós somos uma equipa com muitos recursos e com qualidade. Podemos ganhar e passar, sem dúvida."

Como quero continuar a acreditar em ti, proponho-te o seguinte:

Vou levar a sério esta afirmação e exigir que, no mínimo, não percas os dois jogos.

Mas isto não chega. Doravante, até ao último desafio da época, dando de barato o que vier a seguir ao Altlético de Madrid, estarás obrigado a ganhar os jogos todos para o Campeonato e para a Taça.

Se assim for, voltarei a acreditar em ti. Se não - adeus.

Breves notas pós-jogo em Braga

1. Aponto sempre William Carvalho - a par de Rui Patrício - como o jogador mais imprescindível do Sporting. Sábado à noite entrámos em campo semi-derrotados por não contarmos com ele.

 

2. Não foi dos piores jogos de Bryan Ruiz. Mas vê-lo integrar o onze titular, ainda por cima vindo de uma viagem à Costa Rica, é termos a certeza antecipada de um flagrante défice de intensidade. Voltou a acontecer. Mais do mesmo.

 

3. Faz algum sentido trazer Wendel do Fluminense, apresentá-lo como grande reforço de Inverno do Sporting e metê-lo três meses no congelador? O rapaz até agora jogou sete ou oito minutos, tendo sido lançado aos 91' em Braga.

 

4. Não adianta apontar o dedo a terceiros, como tantas vezes se tem feito: só podemos queixar-nos de nós próprios. Basta ver que nos últimos sete jogos fora para a Liga o Sporting só conseguiu somar oito pontos.

 

5. Há dois anos, Bruno de Carvalho decidiu despedir Abel Ferreira, treinador do Sporting B. Foi um disparate. Agora tem o treinador que despediu apenas a um ponto de distância do técnico milionário que entretanto contratou.

 

6. Chamar a António Salvador, escassos dias antes do Braga-Sporting, "presidente do Benfica B", tem riscos destes: quem levou Bruno de Carvalho à letra concluirá agora que o Sporting perdeu... com o Benfica B.

 

7. O presidente do Sporting, ao trocar Esgaio por Battaglia (e ainda remetendo Jefferson como brinde acessório), fez um péssimo negócio com Salvador. Foi comido de cebolada, como dizia o outro.

 

8. Dispensámos Francisco Geraldes para o Rio Ave e trouxemos de lá Rúben Ribeiro. Tudo errado nesta história, como já me cansei de escrever aqui.

 

9. A melhor prestação de Jorge Jesus no Sporting ocorreu com o orçamento do futebol mais limitado, em 2015/2016. E com uma equipa que, no essencial, não tinha sido escolhida por ele.

 

10. Dezasseis anos após a conquista do último campeonato nacional de futebol, eis-nos a lutar pelo terceiro lugar com o Braga. Valeu a pena este investimento milionário numa equipa técnica que prometeu tanto e rendeu tão pouco?

A voz do leitor

«Imaginem se Jesus fosse, em vez do futebol, treinador da nossa equipa de andebol, mas com os resultados que temos tido no futebol. Ao fim do segundo ano, e ainda mais com o investimento feito, tinha levado o mesmo tratamento que Zupo levou. O que falta a esta equipa de futebol é a identidade sportinguista que se vê nas outras modalidades, a mesma identidade que fez Boloni ou Inácio ganharem um campeonato.»

 

Ricardo Andrade, neste texto do Pedro Azevedo

O compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores

O compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores. É o que falta ao Sporting para dar o grande salto. Enquanto nas redes sociais temos gente de grande dedicação, pro bono, a divulgar a agenda das atividades, resultados e até análises estatísticas de desempenho de jogadores e de performance do clube, acedo à página do Sporting na internet, consulto a Agenda e vejo, por exemplo e para grande surpresa minha que, afinal, jogamos em Alvalade para a Liga NOS no sábado, às 16 horas, contra o Paços de Ferreira (nem tem bilhetes à venda online). Na verdade jogamos no domingo, dia 8, às 20:15... logo após recebermos, em Futsal, no Pav. João Rocha, às 18:00 o Pinheirense. E sábado, dia 7 temos, isso sim, também no Pavilhão, o importante jogo da 2ª mão da Liga Europeia de Hóquei em Patins, contra a Oliveirense (vencemos por 3-2 a 1ª mão). Estamos a um passo de chegar, muitos anos depois, à elite do Hóquei Patins europeu.

Estas linhas que escrevo não são embirração. Antes fossem. Já há muito que constatava esta insuficiência e, face ao que vejo do trabalho dos nossos adeptos nas redes (há bem mais, mas volto a citar o GAG, https://grandeartistaegoleador.blogs.sapo.pt/ e @GAG no Twitter, pois acho que faz serviço público leonino impecável), pergunto-me se não era possível adotar algo de  semelhante na comunicação do Sporting. Conhecer a atividade do Clube no seu todo e os resultados, reforça o conhecimento e a identidade dos sportinguistas e torna mais forte a relação com o Sporting. Este desabafo é um apelo para que as coisas melhorem.

A estrutura profissional do Sporting tem de ter presente que o compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores é o que faz um clube grande ser também um grande clube!

Agenda

 

 

Motivações

Acredito que o Sporting só tenha quatro jogos fáceis por temporada, e que são aqueles em que defronta Porto e Benfica. Aplique-se o mesmo raciocínio aos dois rivais e temos um campeonato cada vez mais desnivelado na motivação. Enquanto que Jonas, Bas Dost ou Herrera nem fazem ideia de como é o emblema do Tondela ou a cor dos calções do Portimonense, estas equipas, seus jogadores e treinadores, preparam-se ao milímetro, porque os jogos dão visibilidade a uns e outros e ganhar a um grande vale muito mais que três pontos (numa carreira, numa transferência, num convite para opinador na TV).
Parece-me claríssimo que enquanto Abel e este presidente estiverem no Braga, a sua motivação para nos ganharem será a possível e imaginária. Nada de errado com isso.
Uma das implicações do feitio do nosso presidente acaba por ser esta motivação acrescida dos nossos adversários. Claro que usar isto como justificação para termos perdido (praticamente) o campeonato é tonto, mas a verdade é que tudo conta. O sonsismo como arte da guerra de Rui Vitória tem-se revelado um dos principais trunfos do SLB (nada de errado com isso) e pode muito bem dar-lhe o penta. Pela minha parte só tenho de comer e calar.
Seja como for, e seja o que for, mais derrotado que Bruno de Carvalho é sem dúvida Jorge Jesus, a quem alguma vaidade parece tirar discernimento. Arrisca-se a nunca mais ser campeão nacional, nem connosco, nem obviamente no Benfica e provavelmente não no Porto, onde PdC percebeu que não precisa dele se acertar no próximo Conceição depois deste.

Vamos lá ajudar o presidente

Ele já deu o toque, eu concordo.

Também se prevê que haja mudança de treinador e sabemos que ele está mais ou menos refém do que vem dizendo e fazendo em relação ao assunto.

Na eventualidade mais que previsível de não ganhar a Liga Europa (e como eu adoraria vir aqui penitenciar-me pelo contrário) e na possibilidade real de vencer a Taça de Portugal, parece-me pouco para três anos de trabalho com plantel à la carte.

Não defendo um cemitério de treinadores, mas se quem vem não dá conta do recado com toda a mão-de-obra que pretende à disposição, a culpa não será certamente apenas da mão-de-obra, como já vimos.

Convinha no entanto que desta vez viesse alguém que não inventasse. Será o mínimo que se deverá exigir.

Por mim, presidente, avance!

Farto

Leio com espanto, na blogosfera leonina e na própria imprensa, que o Sporting ficou "afastado do título" anteontem à noite. Não é verdade. O Sporting disse adeus ao sonho de reconquistar o campeonato nacional de futebol há dois meses, a 2 de Fevereiro, quando foi perder ao Estoril, com o último classificado da Liga 2017/18.

Chegou lá em primeiro, saiu em terceiro. Despedindo-se não apenas do título mas da hipótese, ainda que remota, de aceder à Liga dos Campeões.

As coisas são o que são, não adianta varrer os assuntos incómodos para debaixo do tapete. Manda a mais elementar honestidade intelectual reconhecer estes factos. E apontar os responsáveis em vez de, bem à portuguesa, empurrarmos os problemas com a barriga.

Aqui há um responsável principal: é o treinador mais bem pago de sempre do futebol nacional, Jorge Jesus.

Por mim, estou farto. E não é de agora.

Os prognósticos passaram ao lado

Como era de prever, ninguém acertou no resultado do Braga-Sporting: houve manifesto excesso de optimismo nas respostas aqui registadas.

Mas a verdade é que o próprio número muito escasso de respostas desta vez já falava por si. Muitos sócios e adeptos que nos lêem não acreditavam num resultado positivo e preferiram assim nem responder.

Faltam ainda seis jornadas para o fim do campeonato e já começa a circular a frase do costume: para o ano é que é.

A voz do leitor

«Para quê alimentar uma guerra com um clube que não tem nem de perto nem de longe o nosso palmarés? Demos palco a quem não merece. Espero estar enganado, mas ficar em quarto lugar e sem mais troféus que não uma mísera Taça da Liga será desastroso.»

 

J. Melo, neste postal do Edmundo Gonçalves

Entre os mais comentados

Nos 22 destaques feitos pelo Sapo em Março para assinalar os dez blogues mais comentados nesta plataforma ao longo do mês, És a Nossa Fé recebeu 21 menções.

Mais ainda: figurámos 14 vezes no pódio dos mais comentados - com seis "medalhas de ouro", cinco de "prata" e três de "bronze".

Recorde-se que os textos publicados ao fim de semana são agregados aos de sexta-feira para este efeito, o que leva o número de destaques a ser inferior ao número de dias.

 

Os 21 textos foram estes, por ordem cronológica:

 

Quem irá substituir Gelson? (76 comentários, o mais comentado do dia)

Prognósticos antes do jogo (64 comentários, o mais comentado do dia)

Até para o ano, campeonato (74 comentários, segundo mais comentado do dia)

Não foi para isto (52 comentários, segundo mais comentado)

Casos de polícia (88 comentários, o mais comentado do dia)

Cerco apertado a Vieira (58 comentários, o mais comentado do dia)

Sustentabilidade - as Contas dos 3 Grandes (58 comentários, o mais comentado do dia)

Prognósticos antes do jogo (74 comentários, segundo mais comentado)

Pérolas da cartilha  (36 comentários)

Vale tudo na boatovisão (20) (66 comentários, segundo mais comentado)

Dérbi no tribunal: Benfica foi goleado (44 comentários, terceiro mais comentado)

Quente & frio (42 comentários, terceiro mais comentado)

Prognósticos antes do jogo (42 comentários)

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Peyroteo e os ferros (22 comentários)

Hoje giro eu - Sporting, o mais indisciplinado (!?) (49 comentários)

Hoje giro eu - O Reino das possibilidades (39 comentários)

A pergunta que se impõe (32 comentários)

Um calendário infernal (24 comentários)

Três jogadores para regressar (38 comentários, terceiro mais comentado)

Cada vez mais gordos (52 comentários, segundo mais comentado)

Hoje giro eu - Bruno e Geraldes (45 comentários, o mais comentado do dia)

 

Com um total de 1061 comentários nestes postais.

Fica o agradecimento a quem nos dá a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

Hoje giro eu - Pentinha

Penta na Pontinha: o Sporting acaba de vencer, pela quinta vez consecutiva, o Torneio Internacional da Pontinha (Sub-13), batendo na final a equipa espanhola do Levante (2-0). Aconselho todos os nossos Leitores/comentadores a vêr e ouvir as entrevistas finais ao treinador Pedro Pontes e, principalmente, ao capitão Guilherme Santos (passou agora na SportTV1). Exemplares! 

Pódio: Bruno Fernandes, Gelson, Battaglia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Braga-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 16

Gelson Martins: 15

Bryan Ruiz: 14

Battaglia: 14

Rui Patrício: 14

Coates: 13

Fábio Coentrão: 13

Bas Dost: 12

Acuña: 11

Mathieu: 11

Rúben Ribeiro: 9

Piccini: 9

Montero: 8

Wendel: 1

 

A Bola elegeu Bryan Ruiz  como figura do desafio. O Record e O Jogo optaram por Bruno Fernandes.

Hoje giro eu - Dois Sportings

Esta época pascal foi reveladora: existem dois Sporting diferentes, o das modalidades e o do futebol profissional. Na sexta-feira, ao verificar a forma senhorial como os nossos andebolistas dominaram o seu rival da Luz esta ideia veio-me à cabeça. O professor Hugo Canela foi investido interinamente como treinador principal em meados da época passada, substituindo o espanhol Zupo Equisoain. As expectativas não eram demasiado elevadas e a imprensa noticiou que o Sporting tinha tentado assegurar Carlos Resende, na época treinador do ABC e actual treinador do Benfica. A equipa estava praticamente afastada do título e os sportinguistas apenas desejavam que a época terminasse com dignidade. Hugo Canela e a sua equipa começaram por nos conquistar pela humildade no discurso, eram uns rapazes simpáticos, dizia-se. A verdade é que Hugo começou a mostrar liderança quando conseguiu unir a sociedade de nações que era o plantel leonino, alguns já cansados de grandes batalhas passadas, em torno de um objectivo comum. Jogadores como Ruesga ou Kopco pareceram ganhar uma nova vida, a equipa começou a crescer e, beneficiando da quebra do FC Porto, acabou por ganhar o campeonato. A que ainda juntaria uma nova Taça Challenge. 

 

Apesar da saga vitoriosa, Hugo ainda era olhado com desconfiança no início desta época. O Sporting iria participar na Champions League e ainda estava por demonstrar se o triunfo nacional se deveria mais a mérito próprio ou a demérito dos rivais. A equipa leonina acabou por ter uma participação muito prestigiante na prova raínha do andebol europeu, batendo-se de igual para igual com gigantes como os franceses do Montpellier. Aqui chegados, um treinador que duvidasse das suas capacidades teria encontrado na pré-eliminatória e nos 10 jogos da fase de grupos da referida competição uma justificação para o cansaço e para uma época menos positiva. Canela não! O treinador leonino usou a experiência europeia como a especiaria, o condimento que iria aprimorar o "prato" que iria servir aos adversários. A elevação do nível de jogo do Sporting foi notória e isso, conjugado com um plantel profundo e bastante homogêneo, tem tornado a equipa praticamente invencível intramuros. No final, o que fica é a liderança de Hugo Canela, que transformou o que muitos veriam como uma ameaça numa oportunidade de melhorar.

 

Noutras modalidades, como o voleibol e o hóquei em patins, também se nota essa vontade de suplantar permanentemente obstáculos. No vólei, após um longo interregno, a conjugação de esforços entre o treinador Hugo Silva e o seu mais experiente jogador e grande dinamizador da secção, Miguel Maia, tem permitido transformar um conjunto de jogadores que nunca tinham jogado juntos numa equipa firme e determinada na procura de novos objectivos. Como consequência, estamos na final do campeonato, onde iremos defrontar o rival de sempre. No hóquei, passo-a-passo temos vindo a diminuir a "décalage" face a adversários com muito maior experiência, progressivamente atenuando o "gap" criado pelos longos anos em que a secção esteve interrompida. Liderados por Paulo Freitas, um treinador com um discurso muito assertivo, a equipa tem vindo a crescer a olhos vistos e, pasme-se, está na liderança do campeonato, ao mesmo tempo que já tem um pé nas semi-finais da Liga Europa, a Champions do hóquei patinado europeu. É certo que Benfica e Porto são muito fortes e o Sporting não pode ser qualificado de nenhuma maneira como o favorito, mas nota-se ali um grande entusiasmo, motivação e vontade de superação.

 

Superação é o termo ideal para ilustrar também o que se passa noutras modalidades como o ténis de mesa, onde chegámos às semi-finais da Champions, o atletismo - acabámos de ganhar os campeonatos masculinos e femininos de corta mato - o goalball, que nos fez campeões europeus, ou o rugby feminino, tradicional vencedor de cada vez mais renhidos confrontos com o eterno rival. Já para não falar da consagradíssima secção de futsal do Sporting.

 

E chegamos ao futebol. A ideia que fica é que os nossos jogadores não compreendem na sua totalidade a responsabilidade do que é servir o Sporting e/ou que não estão devidamente motivados para o desafio que têm pela frente. A permanente desculpabilização do insucesso, incutida pelo treinador, é, a meu ver, a principal razão da pouca correspondência entre investimento avultado e sucesso desportivo. O vento, os árbitros, a relva, a sobrecarga de jogos, as lesões tudo tem servido para antecipadamente justificar os fracassos. E digo antecipadamente, por ser verdade e para que melhor se compreenda o erro crasso em que temos vindo a laborar. Em vez de se preparar uma equipa para a vitória, comunicam-se previamente razões para um eventual insucesso. E continuamos com aquele discurso de que estamos a fazer melhor do que no antigamente, algo que constitui uma afronta à história do Sporting Clube de Portugal. Talvez fosse bom fazer sentir à famosa Estrutura do futebol que estamos na final do campeonato de uma modalidade após um interregno de mais de 20 anos, que quebrámos a malapata no andebol, onde também não ganhávamos há muito tempo, e que voltámos a liderar um campeonato de hóquei, algo que não acontecia há muitos anos e depois já de uma épica vitória na Taça CERS, jogada fora de casa, com uma equipa de tostões e contra o anfitrião e todo-poderoso Reus.

 

A história do Sporting é feita da superação de homens e mulheres como Carlos Lopes, Fernando Mamede ou Joaquim Agostinho, Patrícia Mamona, Carla Sacramento ou Sara Moreira. Superação que vem ao encontro do nível de exigência que sócios, adeptos e simpatizantes históricamente têm com quem defende as cores do clube. Essa exigência deve ser um estímulo, nunca uma inibição. Muito mais para profissionais pagos regiamente.

 

#savingprivateryan

Um trimestre intenso, com desfecho duro

Resistimos até onde pudemos, num trimestre intenso, com desfecho duro. Este ano o Sporting foi sujeito a um calendário a que não estava habituado, com grande carga de jogos. Fadiga e lesões fizeram sentir-se justamente neste período, e os sinais de quebra começaram a perceber-se em Setúbal, com o empate consentido no final do jogo. A equipa perdeu gás a partir daí. Depois o inexplicável resultado do Estoril. Uma gestão do plantel, curto, que deixa dúvidas (sobreutilização de jogadores como Acuña em jogos da taça de Portugal ou da taça da Liga, à lesão de Bas Dost com o Astana, experiências de Battaglia a defesa direito emendadas a meio do jogo, e mais umas coisas), o alimentar de “guerras” extrajogo por parte de responsáveis e a deficiente comunicação do clube não ajudaram nada.

Se é verdade que a época não se resume ao trimestre em referência, e ainda não acabou, o objetivo de ser campeão nacional parece estar posto em causa. Ainda temos Liga Europa e taça de Portugal, ambos desafios e objetivos muito difíceis. Mas não é hora de baixar os braços nem de autoflagelação, ainda há muito jogo pela frente. Não alimentarei conversa à volta de BC ou de JJ. Nem do VAR. Deixemos as análises e a avaliação para o fim. Bem vistas as coisas, a época não é excelente para outros clubes, afastados de competições várias, apesar de não percebermos isso na imprensa desportiva. Está aí à porta o jogo com o Atlético de Madrid. E o que para nós, neste momento, deve importar é mesmo o próximo jogo. Venha abril. 

Em jeito de balanço do 1º trimestre de 2018, alguns factos:

SPORTING realizou 21 jogos em todas as competições, tendo obtido 11 Vitórias, 5 Empates e 5 Derrotas (3 em março e duas delas na Liga NOS custaram 6 pontos); Marcou 32 golos e sofreu 16; 

Venceu a Taça da Liga (por penaltis nas meias finais e na final);

Liga NOS:

Em Alvalade obteve só vitórias nos 6 jogos disputados (Marítimo, Aves, Guimarães, Feirense, Moreirense e Rio Ave); não sofreu golos e marcou 13.

A jogar fora sofreu 3 derrotas (Estoril, Porto e Braga), 2 empates (Benfica e Setúbal) e 2 vitórias (Tondela e Chaves); sofreu 9 golos e marcou 7.

Liga Europa:

Em casa 1 vitória e 1 empate (5 golos marcados e 3 sofridos); fora, 1 vitória e 1 derrota (4 golos marcados e 3 sofridos)

 

Março, dia: 

31: Braga (fora, D 1-0 ; Liga NOS)

18: Rio Ave (casa, V 2-0; Liga NOS)

15: Plzen (fora, D 2-1 ; 2ª mão  1/8 da Liga Europa)

12: Chaves (fora, V 2-1; Liga NOS)

8: Plzen (casa, V 2-0; 1ª mão  1/8 da Liga Europa)

2:  Porto (fora, D 2-1; Liga NOS)

Fevereiro, dia:

26: Moreirense (casa, V 1-0; Liga NOS)

22: Astana (casa, E 3-3; 2ª mão  1/16 da Liga Europa)

19- Tondela (fora, V 2-1; Liga NOS)

15: Astana (fora; V 3-1; 1ª mão 1/16 da Liga Europa)

11: Feirense (casa, V 1-0; Liga NOS)

7: Porto (fora, D 1-0; 1ª mão da Taça de Portugal)

4: Estoril (fora, D 2-0; Liga NOS)

Janeiro  

31- Guimarães (casa, V 1-0; Liga NOS)

27- Vitória Setúbal (final Taça da Liga/CTT; E 1-1; Sporting vencedor nos penaltis 5-4)

24- Porto (meia final da Taça da Liga/CTT; E 0-0; Sporting vencedor nos penaltis 4-3)

19- Vitória Setúbal (fora, E 1-1; Liga NOS)

14- Aves (casa, V 3-0; Liga NOS)

10- Cova da Piedade (fora, V 2-1; quartos de final Taça de Portugal)

7- Marítimo (casa, V 5-0, Liga NOS)

3- Benfica (fora, E 1-1; Liga NOS)

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sábado Negro

(escrito no final do dia de Sábado)

Sábado Negro para todos os cristãos e, este ano, em particular também para os sportinguistas, pois as esperanças leoninas de vencer o campeonato ficaram hoje enterradas em Braga. Com uma enorme diferença: quando amanhã celebrarmos com fé aquilo que é a base do Cristianismo, teremos presente que as hipóteses dos leões não se reerguerão.

 

A derrota de hoje foi a consequência lógica de uma série de equívocos que se têm evidenciado desde que Jesus chegou a Alvalade. A aposta em bons jogadores saídos da nossa Formação foi escassa e quando ocorreu foi mais para tapar o sol com a peneira, como na temporada passada após tudo estar perdido. Hoje, sem William, Palhinha foi para a bancada - o "extraordinário" Petrovic esteve no banco - , Wendel não jogou de início e tivemos de colocar Battaglia, um "8", um (sempre esforçado) vassalo, a fazer de Sir. Para apoiá-lo esteve um deslocado Bryan Ruiz, mais o seu motor a diesel e a sua lenta engrenagem, quando na véspera, em Vila do Conde, Francisco Geraldes, um produto da nossa academia, alardeou toda a sua enorme visão de jogo e rapidez de execução. Com Bruno Fernandes a jogar muito longe dos outros médios-centro, não tivemos bola e o nosso jogo ofensivo secou. Esta obstinação em tentar manter um 4-4-2, sem ter jogadores para tal, só poderia acabar desta forma.

 

As substituições operadas pelo treinador também foram um "must": primeiro, entrou o "promissor" Ruben Ribeiro, um jogador ainda a tempo de desenvolver uma grande carreira desde que ela não envolva a ocupação de mais do que um metro quadrado de terreno por jogo; depois, demorou 80 minutos a fazer entrar um segundo avançado, como se a passagem de Bruno Fernandes para uma posição mais recuada, onde pusesse finalmente pegar na bola, não fosse ainda assim um mal menor face à anterior presença do costa-riquenho Ruiz; finalmente, já depois dos 90 minutos colocou em campo a "arma secreta" Wendel, certamente para queimar tempo e paciência (dos adeptos). Aliás, o brasileiro, é um artigo de luxo em Alvalade, pois cada minuto de sua utilização (6 no total) custou até agora a módica quantia de 1,45 milhões de euros. 

 

No geral, toda a equipa foi lenta a definir as jogadas, com Bryan Ruiz, Bas Dost e Acuña a alargarem os limites da expressão, mesmo quando sózinhos dentro da área adversária. Como se já não bastassem estes, JJ ainda colocou em campo RR7. Confesso que olhei variadíssimas vezes para o comando da minha "Box" para vêr se não tinha acidentalmente accionado o "slow-motion". Gelson lutou contra o monotonia e animou a nossa primeira meia-hora, apoiado aqui e ali por Bruno Fernandes, período em que o Sporting foi dominante mas sem aquela agressividade e combatividade que nos vinha caracterizando. Estranhamente, na segunda parte, praticamente só se deu pelo ala quando foi apanhado num fogo cruzado levando com a bola na cara. Nem assim terá despertado, ele que provavelmente ainda estará em transe com o guião ubíquo que Jorge Jesus, inspirado pela quadra pascal, lhe entregou e que consistia em estar em todo o lado ao mesmo tempo. Coates era o meu candidato a homem do jogo, mas o uruguaio está a vivenciar uma daquelas épocas em que a nódoa cai sempre no melhor pano e lá acabou por ter culpas no golo bracarense, pondo em jogo Raul Silva.

 

Vamos para o final do terceiro ano com Jorge Jesus e continuamos sem vencer o campeonato. Mas parece que vai ficar por cá. Ou porque ainda há quem acredite nele ou porque a sua cláusula de rescisão é cara, o mais certo é continuar. Como está na moda citar o tio-avô do nosso presidente eu diria que estarmos sequestrados pelo treinador é uma coisa que me chateia. De um Almirante para um General, sem medo, dá vontade de parafrasear o "obviamente demito-o"...

 

Abel ganhou e está de parabéns, mas perdeu definitivamente o meu respeito. Pode citar pais e avós e usar de falinhas mansas, mas o ressabiamento está lá e fica-lhe muito mal. O episódio com Fábio Coentrão foi simplesmente para lastimar. E mais não digo (e menos, seguramente, deveria ter dito) que a época é de paz. Para todos, uma Santa e Feliz Páscoa! 

 

Tenor "Tudo ao molho...": os adeptos leoninos que se deslocaram à "Pedreira"

 

#savingprivateryan (*)

 

(*) inicio hoje uma campanha de sensibilização a favor da valorização de jogadores formados na Academia. Uns porque fazem falta ao actual plantel, outros porque a sua carreira está a ser travada por uma política de empréstimos desastrosa. Personifico em Ryan Gauld este sentimento e esta campanha (#savingprivateryan), a qual constará em rodapé em futuros "posts".

bragasporting.jpg

 

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