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És a nossa Fé!

Os marcadores dos nossos golos na Liga

Bas Dost 26

Bruno Fernandes 11

Gelson Martins 8

Acuña 4

Mathieu 2

Coates 2

Bryan Ruiz 2

Adrien

Battaglia

Fábio Coentrão

William Carvalho

Montero

Rafael Leão

autogolo do Moreirense

 

«Vinte e dois anos depois, um médio do Sporting [Bruno Fernandes] ultrapassou os 15 golos numa só temporada [no conjunto das competições]. Pedro Barbosa, em 1996, em 33 jogos marcou 15 golos e foi o último médio a conseguir tal feito.»

Do jornal Record de ontem

Hoje giro eu - O Mustang e o "Cool Dude"

Inspirado por uma troca de opiniões com uma leitora/comentadora (*) do nosso blogue, lanço aqui um texto sobre dois jogadores totalmente díspares, duas propostas diferentes de entendimento do futebol:

 

De um lado, temos Gelson Martins. O ala é o cavalo à solta, de Ary e Tordo, o Mustang, de Boloni. A sua velocidade é inata, o seu drible de rua, também. Ele é ginga, é engano, é dança "au pair". Simultaneamente, tango e "tanga". Gelson é o homem do dinamite, a sua missão é fazer explodir o cofre onde se refugia o adversário. Quando melhorar a sua visão periférica do jogo e , quando na zona central, ganhar uma maior perpendicularidade face à baliza - os tais movimentos que lhe permitam ganhar a frente dos lances e chegar isolado para finalizar - tornar-se-á um jogador consensual, pretendido por toda a Europa.

Nos antípodas de Gelson temos Montero. O colombiano é "Mr Cool". Nada o parece incomodar. Num cinema em chamas e com toda a gente em pânico, ele já estaria cá fora; num eléctrico sem freio, ele seria o primeiro a descer, sem um arranhão. Nunca se sabe o que vai sair dali. Pode ser fava ou brinde num bolo-Rei, marcar o golo decisivo após 90 minutos sem tocar na bola. Faz lembrar o Nené do Benfica, o homem invisível que, raramente, mostra a sua forma humana, um misto de uma realidade fria e desesperante e de um misticismo quente e inspirador. Enquanto outros engrossam as estatísticas de passe, remate, recuperações, et caetera, Montero é como um analista da NASA, um astro-físico, um matemático, sempre a computar probabilidades de sucesso. Assim, só suja os calções quando a probabilidade é elevada, não se desgastando com questões menores mais próprias de um qualquer comum mortal. Enquanto Gelson propôe arrombar, Montero estuda demoradamente a combinação do cofre. Não a obtendo, guarda o ataque para outro dia. Tenho, no entanto, um pressentimento: Fredy "Mr Cool" Montero vai resolver, saído do banco, o próximo derby. Naquele jeito de quem está a fazer um grande frete e de que o dia até seria mais bem empregue numa ida à praia...

 

(*) Obrigado CAL

 

#savingprivateryan

gelsonemontero.jpg

Pódio: Bruno Fernandes, Bas Dost, Gelson

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Portimonense-Sporting por dois dos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 13

Bas Dost: 10

Gelson Martins: 10

Battaglia: 9

Acuña: 9

Coates: 9

Ristovski: 9

Rui Patrício: 9

Misic: 8

Petrovic: 8

Bryan Ruiz: 7

Fábio Coentrão: 7

Montero: 5

Lumor: 1

 

Os jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor jogador em campo.

 

Nota: não tive acesso às classificações do jornal O Jogo. Se algum leitor quiser proporcionar-me essa informação, fico-lhe muito agradecido.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Onda verde

Um jogo que teve um pouco de tudo: golos de belo efeito, emoção, palhaçadas, muitas mutações tácticas e uma "flash-interview" rica em frases para um novo livro do Pedro Correia. E houve também um sofá, o meu (e de muitos de nós), que mais parecia uma cama de pregos, não sendo eu um faquir. Sofremos tanto, tanto...

 

Pode um jogador ter uma segunda parte horrível, com uma imensidão de bolas perdidas e ainda assim ser considerado o melhor em campo? Sim. Bruno Fernandes passou o tempo a remar contra a maré da Praia da Rocha mas, em dois momentos de inspiração, marcou dois golos. O primeiro, em "souplesse", após assistência de Bas Dost, levantando a bola com categoria por cima do guarda-redes portimonense, um Leo alheado da alcateia de leões do Sporting. Depois, já o jogo caminhava para o fim, o médio aproveitou uma bola de ressaca à entrada da área, dominou-a no peito e matou de primeira, sem a deixar cair no chão. Um golão!

 

A emoção esteve sempre presente. O Sporting entrou bem e teve imediatamente oportunidades, por intermédio de Battaglia e de Dost. Cumprindo o velho adágio de que à terceira é de vez, Bruno marcou. Pelo meio já tinhamos experimentado um novo modelo de bola parada ofensiva, que consiste em 3 crânios congeminarem demoradamente sobre o que fazer até acabarem a entregar a bola ao adversário e proporcionar-lhe a hipótese de marcar um golo. Valeu que Patrício não aprovou a opção. Quase simultaneamente, em Porti ... mão, houve dedinhos na bola de um defesa algarvio na sua área, na sequência de um duelo de Fernandes (Ruben vs Bruno). Acuña, Bruno e Gelson ainda tiveram ocasiões de golo, mas acabou por ser o Portimonense a marcar após Petrovic e Coentrão não terem respeitado a posição de Coates, permitindo assim o golo a Fabrício, pós-cruzamento de Bruno Tabata, que entretanto tinha mudado de flanco com o nipónico Nakajima. 

 

O Sporting entrou nervoso no segundo tempo, sem posse de bola, e dando espaço à mobilidade do Oliver Tsubasa da equipa algarvia. O nosso meio campo, provavelmente devido à proximidade com o mar, metia água por todo o lado e o jogo partiu-se. Na única jogada com cabeça, tronco e membros da primeira meia-hora, Dost isolou Gelson e este, em vez de seguir em linha recta, voltou a optar pelo caminho crítico para a baliza de Leo. A bola sobrou para Acuña e o argentino centrou como se fosse para Dost. Não sei se viu um holograma do holandês, mas era Bruno Fernandes que lá estava e a bola perdeu-se. Depois, houve o já habitual número de circo: à falta de Lito Vidigal, Abel ou mesmo de um bombeiro do Dragão, foi Vitor Oliveira a protagonizar mais uma palhaçada. A novidade é que, desta vez, o outro protagonista não foi Fábio Coentrão - hoje um menino do coro - mas sim Petrovic.

 

Jesus foi à procura da felicidade e começou a mexer no sistema. Entraram Misic e Montero e às tantas estavamos a jogar num 3-5-2 (ou 3-5-1, pois o colombiano - é como o Bolo-Rei antes da ASAE, nunca se sabe se sai brinde ou fava - teve um daqueles frequentes apagões a que já nos habituou). Ainda mudaríamos para um 4-4-2 com a entrada do Lumor de perdição do treinador leonino, o homem que é pior que assim-assim (sic), mas que parece ser o talismã do leão. Hoje entrou e o Sporting marcou, de novo.

 

As entrevistas aos protagonistas foram cheias de frases fortes. Primeiro foi Bruno Fernandes, quando inquirido se a sua exibição era um piscar de olho a Fernando Santos e ao Mundial da Rússia, a dizer que não, "era um piscar de olho ao Sporting" - grande leão! Depois, JJ afirmou, a propósito da troca dos alas do portimonense, que "Batta(glia) não percebeu nada daquilo". Finalmente, Vitor Oliveira declarou que "o Portimonense foi derrotado pelo melhor jogador do campeonato (Bruno Fernandes)".

 

Apesar de liderado pelo japonês Nakajima, o caudal ofensivo do Portimonense não foi um oceano pacífico. No entanto, a inspiração de Bruno Fernandes criou uma onda verde e a equipa algarvia foi "de vela" ao largo da Praia da Rocha. No dia em que o tondelense Tomané assinou os papéis da reforma de Luisão, esta importantíssima vitória permitiu-nos igualar o Benfica. No entanto, nada de muito substancial se alterou, pois só um empate 0-0 em Alvalade nos deixará em vantagem. Havendo golos tudo se alterará, pelo que teremos de jogar para ganhar. É para continuar ligado ao desfibrilador e talvez tenhamos de ir fazer umas "nuances" como o JJ (ai os cabelinhos brancos, ai, ai). Se a vida de treinador não é fácil, imaginem a de treinador de sofá. É que eles ainda têm aquele rectângulozinho à frente do banco por onde se podem movimentar e libertar um bom vernáculo, ao passo que eu, cá em casa, se me afasto perco o jogo e se vocifero levo um cartão amarelo alaranjado. Sem recurso para o Conselho de Disciplina...

portimonensesporting.jpg

 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes - 16 golos, 18 assistências e mais 18 participações decisivas em golos

 

 #savingprivateryan

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória sofrida mas merecida sobre o Portimonense. Boa réplica da equipa da casa numa partida sempre desenrolada sob o signo do futebol de ataque, taco a taco. O nosso triunfo foi o desfecho mais adequado à exibição de ambas as equipas numa partida que decorreu em grande parte debaixo de chuva. Triunfo alcançado quase ao cair do pano, aos 89', por 2-1: uma vez mais, a estrelinha da fortuna sorriu-nos. Mas a sorte dá muito trabalho. E esta nossa equipa tem trabalhado muito para alcançar os seus objectivos.

 

De Bruno Fernandes. Se há jogo em que não oferece qualquer discussão a eleição do melhor em campo é este mesmo. Hoje o nosso médio criativo destacou-se em larga medida de todos os companheiros ao iniciar e concluir o nosso difícil triunfo em Portimão, com dois belos golos: o primeiro aos 23', num delicioso pormenor técnico, fazendo um chapéu ao guarda-redes Leo; o segundo, que nos valeu dois pontos adicionais, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem qualquer possibilidade de defesa para o guardião portimonense. Golos que merecem ser revistos a todo o momento: isto é o melhor do futebol.

 

De Bas Dost. Quem disse que o holandês não sabe trabalhar para a equipa? Hoje venceu quase todos os duelos aéreos, fez a assistência (de cabeça) para Bruno Fernandes marcar o primeiro golo e serviu sem sombra de egoísmo outros colegas, nomeadamente o apagado Bryan Ruiz, que desperdiçou aos 37' e aos 45'. Aos 53', foi carregado em falta dentro da grande área: penálti que o árbitro Manuel Oliveira não viu e o vídeo-árbitro Bruno Esteves deixou passar.

 

De Coates. Estava "à queima" para um cartão amarelo, que o deixaria fora do clássico de Alvalade na próxima jornada. Conseguiu escapar incólume, tal como Battaglia: Jorge Jesus poderá contar com ambos no difícil e decisivo confronto com o Benfica. Hoje o internacional uruguaio fez o seu 46.º jogo consecutivo no campeonato nacional, contando ainda com a época anterior: já soma mais de 4.200 minutos seguidos na Liga. É obra: isto define-o como um dos imprescindíveis deste plantel leonino.

 

Da nossa veia ofensiva. Temos marcado menos golos do que gostaríamos, mas a verdade é que somamos já 24 vitórias nestas 32 jornadas da Liga 2017/18 - nove das quais conseguidas fora de casa.

 

De partirmos para o dérbi em igualdade pontual com o SLB.  Vamos receber o Benfica em Alvalade, no próximo sábado, com vantagem sobre os encarnados no momento em que o árbitro apitar para o início do encontro: a turma rival precisará sempre de marcar pelo menos um golo para disputar o segundo lugar. Se o jogo terminar 0-0, o posto que dará acesso à Liga dos Campeões será nosso. E é bom lembrar: em 2018 ainda não sofremos qualquer golo em casa.

 

Do entusiástico apoio dos adeptos.  Boa parte dos mais de cinco mil espectadores que estiveram esta noite no estádio do Portimonense foi puxando sem cessar pela nossa equipa. Foram recompensados por esta devoção e esta crença inabalável de que não existem impossíveis quando a vontade de vencer é mais forte.

 

 

Não gostei

 

Do penálti sobre Bas Dost que o árbitro não viu. O holandês viu-se impedido de jogar, travado em falta aos 53' na grande área da equipa visitada. Manuel Oliveira devia estar a olhar noutra direcção no momento deste lance. E o vídeo-árbitro Bruno Esteves talvez estivesse com os monitores avariados.

 

Das oportunidades de golo falhadas. Começa a ser um clássico nos nossos jogos. Hoje registei estas perdidas: Battaglia logo aos 2', Bas Dost aos 17', Bryan Ruiz aos 45', Gelson Martins e Bruno Fernandes aos 62', Misic aos 76' e Gelson Martins aos 81'. Não basta criar oportunidades: é preciso meter a bola lá dentro. Continuamos demasiado perdulários neste capítulo.

 

De Bryan Ruiz. Partida para esquecer do costarriquenho, que passou completamente ao lado do jogo, colocado na posição 8. Lento, apático, falhando passes sucessivos - e um golo quase cantado aos 45'. Saiu aos 73', demasiado tarde: devia ter dado lugar a outro muito mais cedo.

 

De Montero. Outrora uma espécie de "arma secreta", que resolvia jogos a partir do banco, o colombiano é hoje uma sombra do que foi. Jesus mandou-o entrar aos 73', mas 'El Avioncito' continua sem levantar voo. Aos 77' quis rematar na bola mas acabou por rematar... no ar.

 

De Petrovic. Central improvisado, face às lesões simultêneas de Mathieu e André Pinto, deixou demasiado evidente que não tem rotinas nesta posição. Falhou a cobertura no lance do golo do Portimonense e foi quase sempre incapaz de dar bom início à fase de construção, passando sem critério ou despachando a bola para onde estava virado.

 

Das substituições. Não entendi a troca de Coentrão por Misic aos 68', o que implicou a mudança de posição de vários jogadores, e ainda menos a errância do croata primeiro pela posição 8 e depois pelas duas alas. A troca de Battaglia por Lumor aos 85', quando o jogo estava empatado 1-1, foi igualmente bizarra: Acuña, que tinha recuado com a saída de Coentrão, voltou a avançar no terreno. Jesus usou três laterais esquerdos nesta partida - confirma-se que é a sua posição fetiche.

 

Do golo sofrido. É cada vez mais profunda - e quase inexplicável - a diferença entre os escassos golos sofridos em casa (apenas quatro) e aqueles que deixamos entrar quando jogamos como equipa visitante. Hoje manteve-se esta tradição recente, quando o Portimonense marcou aos 42'. Há seis meses que sofremos golos fora de casa: já lá vão 18 desafios consecutivos.

Hoje giro eu - Triste futebol português

Um golo invalidado a Miguel Cardoso, quando é Luisão que levanta mais o pé que Tyler Boyd, um cartão vermelho perdoado a Ruben Dias (Nuno Almeida nem falta marcou) - e concomitante ausência no derby - quando Tomané ia isolado para a baliza e o treinador tondelense, Pêpa, expulso. Junte-se a tudo isto cinco minutos de descontos quando só houve 3 substituições antes dos 90 minutos. Ainda assim, vitória do Tondela, no Estádio da Luz, por 3-2. Atenção a Tomané, que belo jogador!

A voz do leitor

«Sempre fui um apoiante do nosso presidente, mesmo não concordando com a forma como comunica; porém, começo a pensar que a presidência de Bruno de Carvalho se aproxima do fim. As duas causas serão: a comunicação e JJ. A forma como se expressa é cada mais um sintoma de desespero e falta de soluções. (...) Com tanto que de bom fez é pena que possa vir a sair pela porta pequena.»

 

J. Melo, neste meu texto

Reencontro com amigos no Chiado

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Confesso: ontem foi um dia para mim muito preenchido, com uma entrevista na Rádio Renascença a meio da tarde, em agradável diálogo com a Ana Galvão, que já foi nossa Leoa à Sexta. Depois com o lançamento do meu livro, na histórica Livraria Bertrand do Chiado, com apresentação do Francisco José Viegas e da Helena Matos (a quem agradeço as generosas palavras que me dedicaram). Finalmente, à noite, com a exibição no canal Q de uma entrevista no programa É a Vida, Alvim, à conversa com esse simpático benfiquista que é o Fernando Alvim, outro grande nome da nossa comunicação radiofónica (e televisiva).

O melhor foi mesmo o convívio ao vivo com bons amigos de várias etapas da minha vida pessoal e profissional que se deram ao incómodo de acorrer à Bertrand na sessão de apresentação de 2017 - As Frases do Ano, obra em que revivo todo o ano passado em mais de mil frases, muitas das quais relativas ao mundo do futebol. Um ano em que palavras como cartilha e cartilheiro estiveram muito em foco, infelizmente por péssimos motivos, como fiz questão de sublinhar na minha breve intervenção de ontem.

Como tantas vezes acontece, nós, sportinguistas, estávamos em maioria. Só aqui do blogue, e para além deste vosso escriba, compareceram o Eduardo Hilário, o José da Xã, o Luciano Amaral e o Pedro Azevedo. Além de três membros eméritos do És a Nossa Fé: o Adelino Cunha, o João Paulo Palha e o João Villalobos. Vários outros tiveram a gentileza de me enviar mensagens que registei com muito agrado, nomeadamente o Francisco Almeida Leite, o João Goulão, o João Távora, o JPT, o Pedro Almeida Cabral, o Pedro Bello Moraes e o Ricardo Roque. São palavras que nestas ocasiões dá sempre gosto ouvir ou ler.

A todos aqui deixo um forte abraço de agradecimento. Esperando que aqueles que já compraram o livro tenham dado por bem empregue tanto o tempo como o dinheiro. Pelo menos de frases - creio eu - ficaram bem servidos.

Hoje giro eu - O Sporting é a minha prioridade

Glosando esse título tão em destaque na blogosfera, não creio em delito de opinião. O brilhante jpt - a propósito, quem escreve prosas com esta qualidade, tem de assinar com letras maiúsculas -, na sua imensa erudição e com toda a urbanidade, tricota aqui em baixo um belo texto, dando conta da "camisa de sete varas" onde Bruno de Carvalho, aparentemente, insiste em se meter.

 

Embora não me custe a acreditar que a informação em que ancora a sua opinião tenha um fundo de verdade, o facto é que ela se baseia na leitura dos jornais, pelo que o grau de fidedignidade que lhe queiramos dar tem mais a vêr com um pré-conceito, um preconceito, vá lá, que se vai fazendo atendendo ao que tem sido o comportamento-padrão do actual presidente.

 

Insisto, no entanto, num ponto: eu que votei Bruno, não sou brunista. Eu sou é do Sporting. Não sei se Bruno insiste numa deriva, num desvario ou caminho persecutório sobre quem se lhe opõe, o que tenho como certo é que temos jogo no Sábado. E temos de vencê-lo! Por isso, e que me desculpe quem possa ter outra (legítima) opinião, entendo que o nosso foco deve estar aí. Todas as outras situações terão local próprio para serem dirimidas, idealmente no final da época e por quem entender (com igualmente toda a legitimidade) suscitá-las. 

 

Bastas vezes, em função da paixão que nutro pelo nosso leão rampante, aqui tenho expressado que não quero mostrar ao mundo que tenho razão. Obviamente, tenho uma opinião formada sobre o "status-quo" instalado em Alvalade e sinto-me desiludido com a forma desbragada como se tem processado a nossa comunicação e a gestão dos recursos humanos. Mas, querendo sempre que o Sporting ganhe, não quero que isso seja contra Bruno, muito menos aceito uma derrota só porque existe Bruno. Uma vitória do Sporting, é uma vitória de todos os sportinguistas. Ponto! 

 

Joga-se muito de uma época no Sábado. A vitória na Taça da Liga e um hipotético triunfo na final do Jamor serão interessantes panaceias, mas é difícil não pensar que o mal estará instalado caso não consigamos assegurar um lugar na terceira pré-eliminatória da Champions. Desde logo, pelo "upgrade" dos valores que, já na próxima temporada, premiarão a presença em tão prestigiosa competição, os quais ditarão o enfraquecimento do ausente face aos outros dois competidores. Enfraquecimento económico que, para ser resolvido, resultará na venda de jogadores e, concomitantemente, em perda de competitividade. É, por isso, de primordial importância, presidente, treinador, jogadores, sócios, adeptos e simpatizantes estarem com o clube. Com o clube, leram bem. E, neste momento, isso para mim representa não dar trunfos aos nossos adversários. Por isso, os jogadores terão muito mais força em campo se interiorizarem que vão jogar pelo Sporting, por um lugar de destaque na sua história e pela sua massa associativa. Isso é que serão os valores correctos. A minha experiência de vida diz-me que a estratégia de unidos contra alguém (que neste caso seria Bruno) tem apenas efeitos a curto-prazo (por exemplo, em ano de divulgação dos emails isso pareceu não ser causa suficiente para unir decisivamente o plantel no sentido da vitória). O ser humano precisa de desafios, mas ganha maior adesão com os seus valores um comprometimento a favor de uma causa ou, neste caso, de uma bandeira, de um símbolo, algo que congregue. É o nosso Sporting, a nossa razão, a nossa emoção, essa causa. Assim, termino, desejando que o mar de Portimão possa assistir à formação de uma gigantesca onda verde que mais tarde possa rebentar, serenamente, no areal de uma Champions League perto de nós. Isso sim, seria a "minha praia". Abraço a todos e vivó SPORTING!  

 

sportingsempre.jpg

 

Merecido elogio a Frederico Varandas

Jorge Jesus tem feito alusões contínuas e sempre positivas a Frederico Varandas, director clínico do Sporting Clube de Portugal. São mais que merecidas e justificadas, tais referências. O departamento médico do nosso clube é uma referência não apenas no âmbito desportivo nacional mas até a nível europeu.

É portanto mais que justo, neste quase final de temporada, deixar aqui um elogio e um agradecimento ao Dr. Varandas. O treinador confia nele, os jogadores também e os adeptos não ignoram que é uma mais-valia do Sporting.

Sempre presente, tanto nas horas boas como nas horas más.

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