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És a nossa Fé!

Ontem

Chegámos a estar provisoriamente, durante vários minutos, no comando do campeonato. Quando vencíamos o Benfica na Luz e o FC Porto se via incapaz de desempatar o jogo frente ao Feirense.

Há momentos assim, em que tudo se decide numa direcção ou noutra. No fim, acaba por sobressair quase sempre a equipa que mais faz por isso. A que é mais ambiciosa. A que não precisa de pedir licença a ninguém para vencer.

Pensar na ex-namorada

Já muito se escreveu aqui sobre o derby mas não quero deixar de dar a minha visão, cinzenta. O Sporting fez ontem má figura, como se o Benfica na Luz lhe fizesse mais medo do que um Barcelona e Real Madrid. Pedia-se muito mais deste Sporting contra este Benfica. O pior é que fico com a sensação de que Jesus só pensou na sua honra. Não quis perder contra a ex-equipa. Não quis perder contra o novo namorado da ex-namorada. É hora de pensar em ser feliz por si e não pensar no passado. De nada interessa que este resultado tenha sido pior para o Benfica. Só quero pensar no Sporting. Por mim, só quero que o Benfica seja uma das 17 equipas que ficam atrás do Sporting. Alguém que me explique porque é que, numa altura em que o Benfica se atirou para a frente (a manta não tapava os pés) não se apostou em Podence e Doumbia. E sim, Hugo Miguel ainda esteve pior do que o Sporting e por muito que nos tenham feito o mesmo mil vezes nos últimos 30 anos, era bom que se dissesse isso mesmo. 

Ainda o Derby!

Se há coisa para que serviu o derby de ontem foi para mostrar que o futebol português (no qual se incluem os meios de comunicação social e adeptos) sofre de uma curiosa, algo "nojenta", falta de memória seletiva, vivendo na hipocrisia.

Até admito que há fora de jogo no início da jogada do nosso golo, agora tudo o resto, ao contrário do que querem fazer parecer, é choro sem razão. Até um ilustre benfiquista de seu nome Duarte Gomes já o veio confirmar. Pena é que o que se vê por aí são jornais a falar de 30 penalties quando o único que efetivamente o é, foi devidamente assinalado. Fico também com pena que ninguem fale da expulsão perdoada ao Fejsa.

O que eu gostava mesmo a sério era que os mesmos que hoje dizem que é uma vergonha e um escândalo ou que fazem insinuações acerca da seriedade da equipa de arbitragem e que estão curiosos para ver a evolução da sua carreira, se lembrem bem do que aconteceu da última vez que o Sporting jogou na luz para o campeonato.

Gostava também que quem fala em massacre e que merecia diferente sorte, dizendo que o Sporting não jogou nada (o que até é verdade), se lembrasse do que foram os outros derbies entre Jesus e Rui Pinho.

Jesus errou a mexer na equipa e fê-lo tarde. Battaglia foi provavelmente o pior jogador em campo e ainda foi fazer um penalty desnecessário quando Rui Patrício cobria a baliza e tudo indica que a bola ia por cima. Mas a verdade é que o Benfica já foi feliz no passado adotando esta postura, que na devida altura apelidei de equipa pequena, e nessa altura não se falou da superioridade do Sporting da mesma forma.

É pena é que existam pessoas com palas nos olhos e que a comunicação (altamente controlada e manipulada) contribua para que tudo assim continue, tentando fazer deste jogo algo pior que “O roubo de Jorge Sousa” ou o “Limpinho Limpinho de Capela”.

Eu dou é graças a Deus por termos o VAR, se não quer-me parecer que ontem tinha mesmo havido na Luz, 4 penalties a favor do Benfica.

Quanto ao fora de jogo, apesar de me ter parecido logo na altura, foi explicado ainda ontem pelo ilustre benfiquista Duarte Gomes que o vídeo-arbitro não tem acesso às linhas que a transmissão televisiva mostra (o que me parece errado) e que em qualquer lance duvidoso como o de ontem não deve mudar a decisão do árbitro.

Gostava ainda que Jesus tivesse adotado outra postura menos receosa, uma vez que me parece que temos equipa para bater os nossos rivais, e se era para jogar a defender e sair em contra-ataque, mais-valia ter na frente alguém mais rápido que o Bas Dost.

Além disso, parece-me que devia ter mexido mais cedo e melhor na equipa, procurando aproveitar o espaço deixado pelo Benfica para o contra-ataque, através da velocidade de Podence ou Doumbia em vez de colocar Bryan. Para ajudar a segurar a bola, já tinha colocado, e bem na minha opinião, Bruno César. Só devia era ter tirado Battaglia, que esteve perdido em campo, quem sabe por não ter uma referência para marcar como aconteceu nos jogos da Champions.

A Jesus e ao trabalho da sua equipa ontem, gostaria apenas de fazer mais uma ressalva: tendo em conta o jogo que foi o resultado é excelente, mas para o que precisávamos antes do jogo, e tendo em conta o que cada uma das equipas vinha jogando, foi horrível. Por esse motivo, parece-me que deviam evitar demonstrar satisfação.

Por último, apesar de este ser um blog do Sporting, como inexplicavelmente temos um número ainda considerável de leitores de outros clubes, (algo que já tive oportunidade de debater com colegas de blog e que temos dificuldade em compreender), não gostava de terminar sem antes deixar um conselho para algumas lamparinas excitadas ou aziadas que parece que descobriram que o seu clube tem uma equipa de futebol, quando curiosamente andaram desaparecidas durante a pior prestação europeia de uma equipa portuguesa e de uma equipa do pote 1. Se querem reclamar, façam o que sabem melhor, enviem um email!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sentimento agridoce

Sejamos justos, competições europeias incluidas, nenhuma equipa nos foi tão superior como o Benfica ontem.

A diferença esteve no meio campo: William Carvalho foi uma porcelana numa loja de elefantes encarnados e no seu raio de acção o Benfica partiu a loiça toda. Para além disso, a sua saída com bola foi quase sempre lenta e má e, tal como o Passe Social, não cobriu todo o território. Battaglia, embora mais intenso, também esteve longe de ser brilhante. A construção do nosso miolo assentava na areia e, talvez por isso, o argentino, ao tentar dar uma mãozinha acabou por ajudar a equipa a morrer na praia. Bruno Fernandes foi demasiadamente intermitente, apesar de ter mostrado a qualidade habitual quando teve a bola nos pés, com influência nas duas oportunidades de golo leoninas (uma concretizada) criadas na primeira parte . Acabaria, no entanto, por definir mal, já dentro dos últimos 10 minutos, falhando uma (para ele) assistência fácil para Dost que teria matado o jogo.

Adicionalmente, as substituições tiveram o condão de piorar a equipa: Bruno César foi menos intenso do que o desinspirado Acuña e a saída de Gelson - Bruno Fernandes derivou para a direita e Bryan Ruiz entrou para a posição anteriormente ocupada pelo maiato - retirou um outro tipo de protecção a Piccini. Coincidência ou não, o penálti ganho pelo Benfica começou num desequilíbrio causado na lateral direita da nossa defesa.

Com Rui Patrício a mostrar um nervosismo invulgar num ou outro lance, os defesas acabaram por ser os nossos melhores jogadores: Piccini fez um jogo enorme, salvando um golo cantado e mostrando um tempo de entrada aos lances perfeito, Coates e Mathieu foram imperiais pelos ares (contando muitas vezes com o apoio de Bas Dost) e Coentrão fez valer a sua experiência, conseguiu condicionar o perigoso Sálvio e ainda teve tempo para assistir Gelson para o único golo do Sporting. Contra si, apenas o facto de ter passado demasiado cartão aos objectos provenientes da bancada.

A linha avançada não esteve particularmente inspirada: Bas Dost sentiu-se mais orfão do que Oliver Twist na obra homónima de Charles Dickens, Acuña mastigou os lances como se fossem Torrão de Alicante e Gelson, o melhor atacante, marcou um golo e desperdiçou outro em cima do intervalo, mas foi uma sombra de si próprio no um-para-um.

Não podemos estar satisfeitos quando o adversário teve o triplo das nossas oportunidades de golo (9-3) e só o sortilégio do futebol, bem reflectido nos 3 quase-autogolos (dois do "especialista" Coates), nos fez saír da Luz com a divisão dos pontos. A verdade, dura e crua, é esta: o Sporting não perdeu o jogo - facto positivo -, mas desperdiçou a oportunidade de abrir um fosso para o rival. Por falta de capacidade, ou de ambição, acabámos a dar moral e esperança ao Benfica e a contribuir para a narrativa que, certamente, não deixaremos de lêr e ouvir nos próximos dias.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Cristiano Piccini

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O footing do William

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Não percebo nada de bola, sou mesmo um treinador de sofá, vulgar de Lineu. Hoje sentei-me no tal sofá, em casa de um amigo que fez a loucura de assinar a BTV (acho que tem fidelização por meia dúzia de meses) só para ver o derbi. Ali beberiquei umas cervejas (Super Bock, nunca a malvada Sagres). Assisti ao footing do William, que deve ser em toda a história do Sporting o jogador com melhor imprensa. A dona da casa estava presente e a minha adolescente filha também: ainda assim dediquei-lhe os piores impropérios que sei, em português, em inglês (devido ao nome próprio) e em francês (porque é mais elegante). Se tivesse ele a graça de Elias, Didier Lang, Zandonaide ou Kostov e depois de um jogo destes era repatriado. Vi o Rui Patrício, que se tivesse a imprensa que o William tem já teria uma estátua gigante no lugar daquele austríaco Maximiliano, a borregar por três vezes, de forma inaudita. Vi o Polga renascido em formato Coates. Vi outro renascido, o Coentrão, a pedir para ser expulso por duplo amarelo desde o começo do jogo. Vi dois nórdicos, suevos ou alanos, não sei, a jogar futebol e a valerem por 11, o Bas Dost e o Mathieu. O que vale é que o Sporting tem um plantel vasto, que para além destes dois ainda tem bocados de Piccini e de Gelson. E um niquinho de um tal de Batalha. Tudo junto são para aí seis jogadores, que valem pelos 25 que os outros clube têm. O que vale ainda mais é que o Benfica tem a pior equipa desde há anos e um treinador mediano, em crise de estatuto. Senão nem sei o que teria acontecido hoje. Mas o pior de tudo, mesmo, foi o árbitro, gatuno. Como sempre.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da atitude combativa do Sporting no arranque deste jogo. A nossa equipa entrou em campo confiante, personalizada, com espírito combativo. Sem temer o adversário.

 

Da vantagem conquistada cedo.  Gelson Martins, com um cabeceamento muito bem medido, colocou o Sporting a vencer aos 19'. Magra vantagem que conseguimos gerir durante mais de 70 minutos no estádio da Luz. Com algum sorte, há que reconhecer.

 

De Fábio Coentrão. Muito assobiado do princípio ao fim, brindado com objectos que voavam das bancadas, o nosso lateral esquerdo não se deixou atemorizar. Esteve em grande evidência nos movimentos do seu flanco e teve intervenção directa no nosso golo.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais fez a diferença. Criou desequilíbrios, colocou a defesa contrária em sentido, venceu vários duelos individuais com Grimaldo. E demonstrou que vai ganhando faro de golo - hoje marcou o seu quinto no campeonato. Pena não ter marcado outro: teve oportunidade para isso aos 42', só com o guarda-redes pela frente. Mas merece nota muito positiva: foi o melhor nesta partida. Valeu um ponto à equipa. E esteve quase a valer três.

 

De Mathieu. Voltou a ganhar todos os lances aéreos que foi chamado a travar na zona que lhe estava confiada. Contribuiu para secar Jonas e deu segurança ao colectivo. Confirma-se como um dos elementos mais pendulares do nosso onze titular.

 

Da emoção neste Benfica-Sporting, que terminou 1-1. Foi sempre jogado com grande intensidade, bastante bem disputado, com entrega total dos profissionais das duas equipas.

 

Do vídeo-árbitro. Permitiu esclarecer vários lances numa partida em que a equipa encarnada reclamava uma grande penalidade de dez em dez minutos, com infatigável insistência.

 

De ver os adeptos encarnados festejar o empate em casa. Até parecia que tinham vencido, o que diz muito sobre o estado anímico dos benfiquistas.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da hora do jogo. Marcar um Benfica-Sporting para as 21.30 de uma quarta-feira de Inverno é um absurdo. Que penaliza sobretudo todos quantos vivem fora de Lisboa. Nada recomendável.

 

Da nossa segunda parte. Concedemos quase todo o terreno à equipa adversária, facilitando-lhe o desígnio táctico. Quem aposta tudo em segurar uma vantagem tão precária acaba por perder pontos. Foi o que nos aconteceu.

 

Do penálti cometido por Battaglia. Uma vez mais, voltamos a claudicar à beira do fim. Desta vez devido à mão na bola do imprevidente médio argentino, num gesto difícil de aceitar em alta competição. Só assim, de grande penalidade, o Benfica conseguiu marcar. Já no último minuto do tempo regulamentar: dois pontos perdidos mesmo ao cair do pano.

 

Dos calafrios que Coates nos provocou. Dois cortes à queima que podiam ter terminado no fundo das nossas redes. O internacional uruguaio terá vocação para autogolos?

 

De Bruno César. Mal entrou, fez logo uma falta que lhe valeu um amarelo. Fica fora da próxima convocatória, frente ao Marítimo. Não havia necessidade.

 

De Bryan Ruiz. O treinador continua a apostar nele, como suplente utilizado, de jogo para jogo. Um mistério para mim: não consigo descortinar o motivo.

 

Que Doumbia permanecesse no banco. E Podence e Ristovski e André Pinto. Jorge Jesus entendeu não fazer a terceira substituição neste jogo. Confesso não ter percebido porquê.

 

De ver o FC Porto distanciar-se no campeonato. A equipa treinada por Sérgio Conceição esteve em risco de empatar em Vila da Feira mas conseguiu uma vitória tangencial. Foi quanto bastou para nos ganhar dois pontos na classificação. Felizmente continuamos a depender só de nós.

Olheiro de Bancada - XVI

Não vi o jogo! Andei a ler...

Porém tenho uma aplicação no telemóvel que dá sinal nos jogos do Sporting.

Deu aos 19 minutos.

Deu ao intervalo.

Eu continuei a ler blogues e a escrever ... coisas.

Após muito tempo novo toque. Pensei que era o fim do jogo. Mas não.

Empate. Bolas!

E agora digam-me lá, após este empate que me soube amargamente a derrota, quem foi o melhor do Sporting, lá para os lados do pré-fabricado..

Pérolas de Ribeiro Cristóvão (22)

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28 de Dezembro: sobre as suspeitas de viciação do jogo Rio Ave-Feirense:

«Não queria deixar de começar por fazer uma referência elogiosa a este trabalho da SIC, que de facto fez uma excelente investigação, e também falar daquilo em que parece estar a transformar-se o futebol português, que é um pântano. (...) Este é mais um caso a esmaltar pela negativa o futebol português. Espera-se que a justiça agora actue o mais rapidamente possível, uma vez que o caso é do domínio público, e espera-se também que entre em campo a justiça desportiva.»

 

30 de Dezembro: sobre as suspeitas de viciação do jogo Rio Ave-Benfica:

«Esta campanha já começou há algum tempo e vai certamente prosseguir. Porque está aqui claramente à vista que o objectivo é impedir que o Benfica chegue ao pentacampeonato.»

O "espião" que saiu do blogue

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O postigo (não confundir com o Postiga, bom rapaz) assume-se como "espião" no blogue Mentira Desportiva. O tal que lhe permitiria sacar mais  guito ao salteador de camiões. Em notas contadas, driblando a Autoridade Tributária, no cumprimento das mais estritas normas do cânone mafioso. O comendador Capone não faria melhor.

O bago lampiânico desta vez não terá pingado, o que levou ao fecho prematuro da torneira: a Mentira emudeceu ao fim de três postalinhos. A bem dizer, mal passou dos preliminares. A cartilha do "espião" amesendado rende seguramente muito mais. Até porque a falta de vergonha continua em alta na bolsa dos valores invertidos.

Mas recomendo cautela ao agente Zero-Zero-Zero, com ordem para rematar: quem anda à chuva molha-se. Não me admirava que numa manhã fria esse bacano acorde com uma cabeça de cavalo no lugar da jarrinha de papoilas. Paga em espécie, para não deixar rasto fiscal.

Afinal?

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Eu sei que é dia de derbi. E que a "janela de Inverno" fervilha (a ver vamos, que isto de "entradas de Janeiro, saídas de sendeiro" - ok, ok, o André Cruz e etc, mas isso são as excepções ...). Mas, assim a modos que prelúdio para o dia, dá-me gozo isto do Carvalhal ter entrado no "melhor campeonato do mundo". Dois anos excelentes na II divisão (como antes se dizia), agora ascendendo ao Swansea. Um grande primeiro jogo - vitória que não foi com "dedo de banco", foi mesmo com "manápula de banco". Ok, ontem uma derrota com o forte Tottenham, mas algo excêntrica (também há erros de arbitragem "lá fora"). Enfim, o homem treinou o Sporting, nunca foi amado, nem confiado. E, afinal?!, deve ter algum valor para estar a fazer a carreira que está a fazer. Estou a torcer por ele.

2017 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: 1-3 CONTRA O BELENENSES

O Sporting já estava afastado da corrida ao título e já fora posto fora das restantes competições, limitando-se a gerir o calendário enquanto começava a programar a época seguinte. Mas este jogo disputado a 7 de Maio, dia das Mulheres Com Garra, não era igual aos outros: o estádio encheu-se de famílias leoninas prontas a ver a nossa equipa em campo - excepto Gelson e Podence, afastados por castigos.

A hora convidava ao espectáculo, pois a partida iniciou-se ainda de manhã, às 11.45. O tempo estava primaveril, com sol aberto, e as bancadas povoaram-se de adeptos e adeptas de todas as idades.

Só isso foi bom. Tudo o o resto acabou por ser confrangedor.

Ao intervalo, registava-se um empate a zero: nem um remate nosso à baliza deles. Depois Bruno César marcou, aos 52'. Poderia até ser o início de uma goleada, mas os nossos jogadores desinteressaram-se, estavam apáticos, evidenciavam a atitude de quem fazia um monumental frete. A desconcentração foi tanta que sofremos três golos de rajada na última meia hora e deixámo-nos assim derrotar em casa, nesta jornada 32 da Liga 2016/17, por uma das equipas mais acessíveis do campeonato.

Foi uma vergonha, felizmente sem paralelo no ano civil que agora terminou. No final, ainda a quente, escrevi isto: «Falhou tudo nos jogadores comandados por Jorge Jesus: energia, criatividade, talento, velocidade, ousadia, atitude, firmeza, vontade. Parabéns pela vitória à equipa liderada por Domingos Paciência. Há 62 anos que a turma de Belém não vencia no nosso estádio.»

E voltaria a escrever estas linhas em idênticas circunstâncias. Que espero nunca mais ver repetidas em Alvalade.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

A voz do leitor

«O que temos na formação em abundância? Temos alguém para substituir Bruno Fernandes, um dos melhores médios da Liga? Temos algum central capaz de render Coates ou Mathieu? Temos laterais para render Piccini e Coentrão? Acredito que um dia teremos, mas não agora.»

 

JHC, neste meu texto

benfica, mentiras e mails.

Centenas, ou mesmo milhares, de e-mails de responsáveis do benfica, presidente incluído, mostram-nos uma verdadeira teia, montada e urdida ao longo dos anos, apenas com um fito: controlar totalmente tudo o que possa influenciar a atribuição de troféus em Portugal. A forma como se julgavam impunes, e de facto estiveram-no durantes todos estes anos, põe em causa todos, mesmo todos os títulos atribuídos, não conquistados ou ganhos, ao benfica (com minúscula). O outrora respeitável adversário não passa hoje de um bando que a seu bel-prazer foi dominando, através de esquemas inimagináveis, todos aqueles que podiam influenciar todo o processo desportivo de Portugal.

É assustador ler determinados e-mails. Custa muito ver benfiquistas que se arrogam como democratas, gente livre, continuar a defender a ainda direcção do seu clube. Estão ainda em fase de negação, depois de anos de bazófia, em que todos os adeptos dos outros clubes eram gozados e achincalhados mal se atrevessem a questionar o quase direito “natural” do benfica (novamente letra minúscula) em conquistar todas as provas a que se apresentasse.

Conhecemos hoje, graças a esta divulgação em boa hora da correspondência dos ainda donos do benfica, a total impunidade com que esta gente “trabalhava” todos os aspectos que considerassem relevantes para os seus interesses.

 

O Vale e Azevedo não passou de um simples aprendiz.

 

Uma última palavra para os jornalistas:

Vocês são uma vergonha.

Entre os mais comentados

Nos 14 destaques feitos pelo Sapo em Dezembro para assinalar os dez blogues mais comentados nesta plataforma até ao dia 20 desse mês, És a Nossa Fé recebeu 14 menções - atingindo, portanto, a quota máxima.

O que aconteceu pelo quarto mês consecutivo.

 

Mais: este foi, a par do Apenas um Detalhe, um dos dois únicos blogue a fazer o pleno dos destaques. Sem falhar um. Recorde-se que os textos publicados ao fim de semana são agregados aos de sexta-feira para este efeito, o que leva o número de destaques a ser sempre inferior ao número de dias.

Mais ainda: figurámos 11 vezes no pódio dos mais comentados - com nove "medalhas de ouro", uma de "prata" e uma de "bronze".

 

Os 14 textos foram estes, por ordem cronológica:

 

Prognósticos antes do jogo (76 comentários, o mais comentado do dia)

Bilhete aos adeptos de assobio fácil (38 comentários, o segundo mais comentado do dia)

Gaitán no Sporting? (50 comentários, o mais comentado)

Antevisão (38 comentários, o mais comentado)

Isto preocupa-me (26 comentários)

'Suspense' no campeonato (54 comentários, o mais comentado)

Jesus: custos e benefícios (62 comentários, o mais comentado)

Com quem joga o Benfica? (76 comentários, o mais comentado)

Tremei, lampiões  (42 comentários, o terceiro mais comentado do dia)

O estafeta de Vieira (46 comentários, o mais comentado)

Mais do mesmo (32 comentários)

Prognósticos antes do jogo (56 comentários, o mais comentado)

A voz do leitor (82 comentários, o mais comentado)

O Sporting tem ou não tem banco? (28 comentários)

 

Com um total de 704 comentários nestes postais.

Fica o agradecimento a quem nos dá a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

2017 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: ADRIEN

À segunda foi de vez. O nosso capitão Adrien Silva esteve quase para abandonar Alvalade rumo ao futebol inglês no início da época anterior. Acabou, no entanto, por permanecer no Sporting - seu clube de sempre, seu clube do coração. Desta vez a vontade de experimentar outros campeonatos, conhecer novas realidades e ousar travar novos desafios acabou por ser mais forte. E lá rumou ele ao Leicester, efémero campeão inglês da temporada anterior, que andava há muito tempo a seduzi-lo.

Despediu-se da forma que já esperávamos: com elevação, cavalheirismo e galhardia. E também com lágrimas, como ficou  registado em Alvalade, a 2 de Outubro. E com um golo - marcado no campeonato português a 19 de Agosto na nossa goleada perante o V. Guimarães no estádio D. Afonso Henriques. Um golo que o habilitará ao título de campeão português caso o Sporting - como todos esperamos - recupere em Maio o ceptro que lhe vai fugindo desde 2002. Ainda no campeonato, foi para A Bola o melhor em campo no Sporting-V. Setúbal.

Nascido em França, de mãe francesa e pai português, Adrien iniciou a carreira futebolística nas escolas infantis do Bordéus. Quando a família Silva regressou a Portugal, transferindo-se para Arcos de Valdevez, o pequeno futebolista começou a jogar no Paçô, numa altura em que ainda dominava com dificuldade o nosso idioma, e a partir dos 13 anos esteve ligado à formação de excelência de Alvalade.

Um lamentável atraso de 14 segundos na sua inscrição no Leicester levou a Liga inglesa a mantê-lo inactivo nestes quatro meses entretanto decorridos. Mas o ano começa com uma boa notícia: Adrien está de volta aos relvados. Já alinhou pelo Leicester.

Todos esperamos que a sua época desportiva seja um sucesso. E todos queremos vê-lo um dia de regresso às nossas cores.

 

Despedida do ano em 2012:  Polga  

Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani 

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