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És a nossa Fé!

2018 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: BAS DOST

Não custa vaticinar que fará parte da história leonina como um dos nossos maiores artilheiros de sempre. Faz agora um ano, elegi-o como jogador de 2017 com as nossas cores e volto a mencioná-lo, merecidamente, pois Bas Dost fez por isso. Se deixámos fugir uma vez mais o título, numa época que começou muito bem e terminou da pior maneira, ele não tem a menor responsabilidade nisso pois cumpriu o seu papel.

Está na equipa para marcar golos e concretiza essa objectivo com uma regularidade impressionante. Na temporada 2017/2018, meteu 34 vezes a bola no fundo da baliza - somando 70 golos nas duas primeiras épocas de Leão ao peito. Nestes meses que levamos da temporada 2018/2019, continua de pé quente: já marcou dez para o campeonato nacional, quatro para a Taça de Portugal e um para a Liga Europa. No campeonato, os dez golos foram concretizados em apenas 683 minutos de jogo - o que dá uma pendular média de um golo praticamente a cada hora no relvado.

Não admira, assim, que o internacional holandês seja hoje o maior ídolo das exigentes bancadas de Alvalade. Mas não se pense que só passa no teste numérico: é também um dos jogadores que mais contribuem para um bom ambiente no balneário e nunca demonstra egoísmo em campo, sendo o primeiro a felicitar os colegas que o ajudam a construir os golos.

No ano prestes a terminar, Bas Dost esteve ainda em foco, por motivos totalmente alheios à sua vontade: tornou-se o rosto mais visível do bárbaro assalto de cerca de quatro dezenas de membros de uma claque ao centro de formação e estágio em Alcochete. Correu mundo uma fotografia dele com um ferimento na testa, após ter sido agredido com um cinto pelos energúmenos que violaram a nossa Academia. Na sequência deste acto de violência, e das ameaças de morte à sua mulher, na altura grávida, Dost rescindiu unilateralmente o contrato que o ligava ao Sporting. Mas foi resgatado dois meses depois, graças à decisiva acção de Sousa Cintra, que presidia interinamente à SAD. Partira de rosto fechado e triste, regressou com um sorriso de esperança.

Em boa hora voltou: andávamos com saudades dos golos dele.

 

 Jogador do ano em 2012:  Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015: Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

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