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És a nossa Fé!

Os nossos jogadores, um a um

Vitória arrancada a ferros em Vila do Conde. Vitória imerecida, perante uma equipa que jogou melhor que o Sporting, pressionou mais, rematou muito mais e teve mais posse de bola.

Uma vitória só conseguida graças à excelente exibição de Rui Patrício, que impediu por quatro vezes a bola de entrar na baliza à sua guarda.

Jorge Jesus repetiu o onze titular da goleada frente ao Chaves, domingo passado, mas desta vez sem sucesso. O Rio Ave é uma equipa bem superior aos flavienses e dominou nas transições defesa-ataque perante um meio-campo leonino muito desguarnecido, com William Carvalho desamparado.

A entrada de Battaglia logo a abrir o segundo tempo melhorou o nosso jogo mas continuámos ineficazes no plano ofensivo. Até aos 85', quando Bas Dost conseguiu enfim o golo solitário que nos valeu três pontos.

Um resultado bem melhor do que a exibição. E muito melhor do que a derrota que ali sofremos faz agora um ano.

A figura do jogo, indiscutivelmente, foi Rui Patrício.

 

............................................................................

 

 

RUI PATRÍCIO (9). Exibição muito próxima da perfeição. Com defesas extraordinárias aos 32', 48', 84' e 90'. Muito atento entre os postes, agilíssimo, com excelentes reflexos, evitou quatro golos.

PICCINI (6). Quase intransponível, sempre muito atento. Bons cortes aos 49' e 60'. Faltou-lhe ousadia nas incursões atacantes. Atravessava o melhor período neste jogo quando se lesionou com gravidade.

COATES (6).  Não comprometeu na manobra atacante e tentou marcar, sem sucesso, nas bolas paradas ofensivas. Não pareceu ressentir-se da troca de Mathieu por André Pinto como parceiro no eixo da defesa.

MATHIEU (4). Parecia longe da melhor forma logo desde início. E comprovaram-se os piores receios aos 28', quando se agarrou à perna, sentado no chão. Parece lesão complicada. Foi rendido por André Pinto.

FÁBIO COENTRÃO (6). Desta vez aguentou em campo a partida inteira. Mas já actuou em esforço nos últimos minutos. Cumpriu o essencial da missão ao policiar o seu flanco. Faltou-lhe progredir no terreno.

WILLIAM (6). Muito solitário a enfrentar a pressão do meio-campo adversário no primeiro tempo. Melhorou com a entrada de Battaglia. Foi um dos elementos mais pendulares. Faltou-lhe eficácia nos passes longos.

BRUNO F. (4). Voltou a ficar muito aquém daquilo que a equipa precisa para ganhar dinâmica e criatividade ofensiva. O melhor que fez foi um bom cruzamento para Bas Dost aos 47'. Substituído aos 82'.

GELSON (5). Correu muito, quase todo o jogo. Mas quase sempre de forma inconsequente. Muito marcado à frente, apoiou sempre a equipa quando recuava, ajudando a fechar os acessos à nossa baliza. 

ACUÑA (7). Fundamental na vitória ao participar na construção do golo. Recuou com frequência, em apoio a Coentrão. Forte disparo, aos 31', pouco acima da barra. Excelente passe no último minuto para Doumbia.

PODENCE (5).  Entrou muito bem na partida, com excelentes apontamentos técnicos, mas foi-se eclipsando a partir dos 20 minutos, dando a ideia de que não se recompôs de um choque. Saiu ao intervalo.

BAS DOST (7). Voltou a ser decisivo ao apontar o golo da vitória já perto do fim, o que sucede pela terceira vez nesta Liga. Ainda assistiu Bruno Fernandes num golo que acabaria invalidado por fora de jogo.

ANDRÉ PINTO (5). Aos 28', saltou do banco por lesão de Mathieu. Antes só tinha jogado seis minutos para a Liga. Sem grandes rasgos mas, apesar de dextro, não comprometeu na ala esquerda do eixo defensivo.

BATTAGLIA (7). Com ele em campo, a partir dos 28', a equipa ganhou intensidade, organização e consistência. Fundamental na jogada do golo, iniciada e quase concluída por ele ao assistir Bas Dost.

DOUMBIA (4).  Entrou só aos 82', substituindo Bruno Fernandes. Falta-lhe entrosamento com os colegas e alguma consistência táctica. No último minuto, bem servido por Acuña, falhou o golo.

Olheiro de Bancada - X

Ai, ui, safa, bolas, xiiii, gooooooolo e finalmente ufa.

Estas interjeições foram hoje sobejamente utilizadas, segundo sei e imagino.

Estou longe e sem possibilidade de ver o jogo mesmo na televisão. Mas tudo isso não impede de regressar aqui e perguntar aos sportinguistas, repito aos sportinguistas, qual foi o nosso melhor jogador nesta dificílima vitória em Vila do Conde?

Calculo uma enorme confluência de ideias e atletas. Mas vou aguardar pelas respostas dos meus amigos.

 

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da difícil vitória em Vila do Conde, por 1-0. Obtivemos três pontos num estádio onde o Benfica empatou e só o FC Porto até agora tinha conseguido triunfar neste campeonato. Três pontos arrancados quase a ferros, iam já decorridos 85', praticamente na única verdadeira oportunidade que tivemos ao longo de todo o jogo.

 

De Rui Patrício. Devemos ao melhor guarda-redes português os três pontos que trazemos hoje de Vila do Conde. Rui Patrício, de longe o melhor jogador que actuou nesta partida, fez quatro enormes defesas a remates que levavam o selo de golo. Aos 32', 48', 84' e 90'. Passam os anos e ei-lo sempre a crescer de forma entre os postes, dando inegável segurança à equipa.

 

De Bas Dost. Voltou a ser ele a fazer a diferença na nossa linha avançada. Quando é preciso decidir, decide mesmo. Muitos adeptos já desesperavam com o empate a zero que se mantinha aos 85', quando o holandês marcou o solitário golo da vitória coroando um excelente lance de contra-ataque, com a velocidade que se impunha. É a terceira vez que ganhamos quase no fim de um jogo nesta Liga - e sempre com golos de Bas Dost.

 

De Battaglia. Entrou só na segunda parte. Mas chegou a tempo de ajudar a organizar a equipa leonina, que fez um medíocre primeiro tempo. Contribuiu para trancar o nosso meio-campo defensivo perante as contínuas investidas do Rio Ave sem nunca descurar o envolvimento ofensivo. Foi decisivo no lance do golo, iniciado por ele numa boa tabelinha com Acuña e ao qual deu a melhor sequência assistindo Bas Dost.

 

De ter superado o fantasma do ano passado. Foi neste mesmo estádio que ainda no primeiro terço da Liga 2016/17 começámos a despedir-nos do triunfo que ambicionávamos no campeonato, saindo daqui com uma derrota por 1-3. Até por este motivo a vitória de hoje foi importante.

 

Da equipa do Rio Ave, bem treinada por Miguel Cardoso. Mesmo sem dois dos habituais titulares deu sempre boa réplica ao Sporting, dominou a primeira parte, teve mais posse de bola e rematou mais vezes. Merece ir longe no campeonato. E não merecia ter perdido este jogo.

 

Que não tivéssemos sofridos golos. À décima jornada, levamos apenas cinco sofridos. Mérito evidente da nossa defesa em geral e do nosso guarda-redes em particular.

 

De reforçar a nossa liderança em golos marcados fora de casa. Já levamos doze em cinco jogos.

 

De ver o Sporting na frente do campeonato. Liderança provisória, pelo menos até amanhã. Com 26 pontos, conseguidos em oito vitórias e dois empates.

 

 

 

Não gostei

 

 

Das preocupantes lesões de Mathieu e Piccini. O francês viu-se forçado a sair logo aos 28', devido a problemas musculares, e o italiano jogou os últimos dez minutos a passo, impossibilitado de correr. São duas baixas quase certas para o importante desafio de terça-feira em Alvalade frente à Juventus. Vão fazer-nos falta.

 

Da nossa primeira parte. Jorge Jesus repetiu o onze titular da goleada frente ao Chaves mas não há dois jogos iguais e neste a receita não funcionou. O nosso meio-campo jogou descompensado e com óbvios desequilíbrios nos primeiros 45 minutos. Pressionámos pouco e mal, em ritmo frouxo e com baixa intensidade. O panorama melhorou depois do intervalo, com a troca de Podence por Battaglia, que acolitou William como tampão no eixo do meio-campo, onde o Rio Ave imperava.

 

Da nossa deficiente construção ofensiva. Perdi a conta às bolas despachadas sem critério para o meio-campo adversário, em sucessivos brindes à equipa da casa.

 

De Bruno Fernandes. Uma vez mais, pareceu-me um elemento desgarrado da nossa organização colectiva. Restam poucas dúvidas que não rende muito na posição 8, em que actuou no primeiro tempo, complementando mal as movimentações de William Carvalho. Melhorou na segunda parte, quando Jesus o mandou avançar no terreno, mas falhou demasiados passes. Acabou por marcar um golo, no entanto invalidado por fora de jogo.

 

Dos assobios à equipa. Estavam decorridos pouco mais de 50 minutos quando os adeptos começaram a lançar impropérios bem sonoros aos jogadores. Nenhuma equipa é motivada desta maneira, como tantas vezes venho insistindo. 

Quem mais jura, mais mente

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Fiel à linha editorial a que já nos habituou, A Bola dedica hoje 80% da sua primeira página a uma entrevista a Bernardo Silva, destacando algumas frases do jogador:

«Um dia gostava de voltar ao Benfica.»

«Não posso dizer que Jorge Jesus é especial para mim.»

«Nunca jogarei no Sporting nem no FC Porto.»

Acho extraordinária a petulância deste futebolista. O que o levará a supor que alguma vez o Sporting pretendesse contratá-lo?

Lamento decepcionar-te mas estamos bem servidos, pá. Trata mas é de dar ao pedal aí em Manchester. E lembra-te: o último jogador antes de ti que fez uma dessas juras eternas de jamais jogar de verde e branco é hoje o n.º 5 do plantel leonino. Chama-se Fábio Coentrão.

A voz do leitor

«Prefiro de longe que falem do coro monumental de 50.000 vozes a cantar "O Mundo sabe que", como foi o caso do Patrick Kluivert no comentário que fez para a televisão que representava. Diz muito mais de nós do que os assobios ao hino de uma competição em que queremos e temos de estar sempre.»

A. Coelho, neste postal

A minha costela JotaJota

Na jornada anterior mais uma vez Jesus trocou as voltas aos nossos treinadores de bancada e por isso nenhum deles conseguiu prever o onze inicial que tão bem se portou.

Amanhã, sexta-feira, pelas 21.00 horas, em Vila do Conde, com arbitragem de... arghhh... Jorge Cesto da Gávea Sousa e como VAR o cónego Capela, quem irá Jesus colocar de início com o Rio Ave?

Aceitam-se palpites.

Hoje giro eu - APAF de apito mudo ou Liga de ouvido surdo?

Ponto de partida: a Comunicação Social tem vindo a citar fontes da arbitragem que mostram o desconforto sentido pelo sector pelo facto de a Liga portuguesa há muito não melhorar as condições salariais dos árbitros.

Analisando os dados disponíveis na internet sobre esta matéria, obtive a seguinte informação:

1) um árbitro internacional (existem 9) recebe um valor fixo mensal de 2500 euros/mês;

2) por cada jogo da 1ª Liga, um árbitro recebe 1342 euros/mês, valores pagos em recibos verdes;

3) por cada jogo da 2ª Liga, um árbitro recebe 939 euros/mês, valores pagos em recibos verdes;

4) um árbitro internacional que apite por mês 2 jogos da 1ª Liga e 2 jogos da 2ª Liga tem um vencimento de 7062 euros;

5) por cada jogo da Champions ou da Liga Europa, um árbitro recebe 4800 euros, 5800 euros a partir dos quartos-de-final.

6) o Presidente da República recebe cerca de 6700 euros/mês.

 

Agora, os Leitores tirem as suas conclusões...

 

O árbitro não é o protagonista do jogo. As vedetas são os jogadores e ainda há pouco tempo vi na imprensa noticias que davam conta de salários de cerca de 2000 euros/mês pagos por clubes da segunda metade da tabela em termos de orçamento.

Ponderando estes dados e tendo em conta o valor relativo dos vencimentos, conclui-se que os árbitros são bem pagos.

 

Vem tudo isto a propósito das recentes declarações do presidente da APAF, senhor Luciano Gonçalves, anunciando que os árbitros iriam pedir dispensa dos jogos da Taça da Liga a serem disputados em Novembro e Dezembro, algo que a imprensa conotou com um braço-de-ferro entre a classe e Pedro Proença relacionado com a ausência de aumentos dos vencimentos dos árbitros nos últimos anos.

Luciano Gonçalves, no entanto, apenas referiu as declarações de dirigentes e comentadores sobre a arbitragem, bem como perseguições a que os árbitros estariam a ser sujeitos por parte de desconhecidos, tais como telefonemas anónimos para as suas residências, visitas às escolas dos filhos e aos empregos das mulheres, e outro tipo de pressões.

É evidente que estes factos são simplesmente abomináveis e que qualquer cidadão responsável deve repudiá-los e deles demarcar-se. As forças policiais têm a obrigação de proteger as pessoas e as familias deste tipo de acontecimentos e devem agir com prontidão. 

Por outro lado, é público e notório que a emotividade enerente às declarações dos dirigentes diminuiu bastante nos últimos tempos pelo que o timing desta escusa em apitar jogos surpreende. Esta é apenas uma face da moeda. A outra metade, onde não se nota evolução ao longo dos tempos, é que os dirigentes associativos do sector continuam a não entender o essencial. Para acabar a suspeição, é fundamental separar o trigo do joio. Nem todos os árbitros serão competentes, nem todos os árbitros saberão afastar as pressões e desempenhar o seu papel com equidade. Um árbitro pode dar mau nome a todos os outros se não houver a capacidade de o expurgar, algo aliás transversal a todos os sectores de actividade do país. Não compreender isto é de um corporativismo bacoco.

O próprio presidente da APAF já deu mostras de alguma falta de bom senso quando alegadamente pediu bilhetes baratos para um jogo do Benfica, em nome de uma instituição de beneficiência da qual é membro da Assembleia Geral, salvo erro. E isso foi notório porque não é possível a quem é líder associativo da arbitragem despir essa qualidade em qualquer momento, mais a mais atendendo o clima que se vive. Também porque, a serem verdadeiros os emails, logo o Benfica viu uma oportunidade no pedido, relacionando a oferta dos bilhetes com um processo onde Luciano Gonçalves seria testemunha de interesse.

Há uma investigação do Ministério Público e da Policia Judiciária em curso. Os alegados emails mostram uma clara preferência por determinados árbitros por parte de indivíduos que as autoridades deverão escrutinar que tipo de relação têm (ou não) com um determinado clube. O momento deveria exigir contenção, é o tempo da Justiça, e os bons árbitros deveriam compreender isso. Há que criar condições para que não haja pressões sobre a arbitragem, mas só vejo a classe indignar-se com o que é feito a jusante, as declarações de descontentamento dos dirigentes, nem tanto com toda a construção que permite que os árbitros possam ser condicionados (ou se auto-condicionarem) a montante, antes de o jogo principiar, algo visível nos alegados emails, onde se podem vislumbrar pedidos de ajuda a dirigentes com suposto poder, figurinhas tipo empresário do árbitro, etc.

Se não tiver estado suficientemente alerta que me desculpem, mas não vejo o presidente da APAF indignar-se com uma suposta lista com informações sobre a vida amorosa dos árbitros, um pedido de esclarecimento sobre o papel de ex-árbitros e sua relação com os clubes e os actuais árbitros, o papel de um ex-nomeador dos árbitros ou as avarias do VAR que prejudicaram a imagem de Nuno Almeida. Também não o vejo indignar-se com a UEFA ou a FIFA, por não termos tido árbitros portugueses nas fases finais das últimas grandes competições internacionais por selecções...

Este não é o momento de reivindicações. Este é o momento para limpar definitivamente o sector, criando um conjunto de regras e procedimentos - o tal Código de Ética do agente desportivo - que permita aos árbitros estarem tranquilos, poder decidir em consciência e prestigiarem-se perante a opinião pública. Que se proíbam todas as situações de conflito de interesses - especialmente que se esteja atento ao papel de observadores e delegados ou ex-delegados da Liga - e que quem as infrinja seja severamente punido, seja quem fôr, seja de que clube fôr. Mas, sobre isto, Luciano Gonçalves nada diz... 

 

Fontes:http://www.maisfutebol.iol.pt/liga-afinal-quanto-ganham-os-arbitros

http://apitonacional.com.br/noticias/salario-arbitros-europa.html

https://tvgolos.pt/quanto-ganha-um-arbitro-futebol-portugal/

A voz do leitor

«Já não tem sentido assobiar o hino da Champions. Teve sentido na época do jogo do Schalke, hoje já ninguém se lembra disso. Se fôssemos coerentes, porque não assobiar todos os jogos do campeonato português? ou da Taça Lucílio? Faço ainda outra pergunta: até quando se deve então continuar a assobiar o hino da Champions? para sempre?! Passamos uma imagem de um clube anárquico e conflituoso...»

 

Schmeichel, neste postal

Descobrir o Palácio numa sapataria...

 «Como a condessa de Sucena, proprietária do Palácio Foz, era cliente da sapataria Benigno Linares, sócio do Sporting, Retamosa Dias induziu-o a falar com ela. E, como conta Eduardo de Azevedo, resultou do facto facilitarem-se as negociações empreendidas por Carlos Basílio de Oliveira para a instalação do Sporting nas dependências do antigo Ritz. Ao fim de oito anos, em 1941, sem qualquer indemnização, o Sporting foi compelido a abandonar o Palácio Foz, para que nos seus espaços se instalassem os serviços do Secretariado Nacional de Informação (SNI), sob o comando de António Ferro.

 

O Sporting sempre se debateu com a dificuldade em encontrar um edifício que se adequasse à instalação da sua sede. Inerente à escolha da localização da sede sempre esteve ligada a questão da falta de centralidade do clube e a necessidade de aquela se instalar num local de fácil acesso para toda a massa associativa.

Em 1931, para se ganhar tempo e instalar o Sporting num local mais central, arrendaram-se duas salas no 5º andar do n.º 13 da Praça dos Restauradores, junto ao cinema Eden. Entretanto, o presidente Oliveira Duarte (...), intentava a solução, negociando com o Club Monumental a obtenção para o Sporting daquelas instalações. O contrato não se consumou e as diligências orientaram-se para uma casa na Avenida da Liberdade. Aconteceu então que Álvaro Retamosa Dias anunciou a possibilidade de se arrendarem as dependências do antigo Ritz, no Palácio Foz, propriedade da condessa de Sucena.

As aspirações “leoninas” viriam a concretiza-se e, em 1933, o Sporting instalava a sua sede social nas sumptuosas dependências do Palácio Foz. Correspondeu à permanência de oito anos na sede social do Palácio Foz um período áureo de desenvolvimento integral do Sporting.»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 90

Justo aplauso a Gelson Martins

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Gelson Martins tem sido criticado, até por adeptos do Sporting, pela sua prestação menos exuberante desta época em comparação com a anterior. Ser o terceiro melhor marcador da equipa até ao momento não parece suscitar grande entusiasmo nesses adeptos. Não faltou, por exemplo, quem considerasse "fraca" - até neste blogue - a actuação do jovem extremo no Sporting-Chaves.

Acontece que esta crítica é injusta. Porque Gelson esteve em quatro dos cinco golos do nosso triunfo na noite de domingo.

Logo aos 6', foi ele a ganhar o canto de que resultaria o golo inaugural.

Aos 15', foi fundamental a arrastar as marcações da defesa flaviense, possibilitando assim margem de manobra a Bas Dost para marcar sem oposição o segundo do Sporting.

Aos 39', fez a assistência para o terceiro golo, apontado por Acuña.

E o quinto nasce de uma jogada iniciada por ele e prosseguida por Piccini, que coloca a bola no goleador holandês.

Não esqueçamos ainda o lance aos 31', em que Gelson é derrubado em falta dentro da grande área do Chaves. Um derrube à margem da lei, que só o árbitro Rui Costa foi incapaz de ver, apesar de ter sido insistentemente alertado para o erro pelo vídeo-árbitro Bruno Esteves, como hoje revela o Correio da Manhã. Erro agravado com o cartão amarelo injustamente exibido ao nosso jogador.

Motivos mais do que suficientes para continuarmos a incentivar e aplaudir Gelson Martins - um dos grandes talentos saídos nesta década desse viveiro de campeões que é a Academia de Alcochete. Como aqui escrevi há quatro dias, ele tornou-se um ídolo em Alvalade por mérito próprio. Não tenho a menor dúvida de que assim continuará a ser.

{ Blogue fundado em 2012. }

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