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És a nossa Fé!

O mistério Bas Dost

Já lá vamos.

 

Antes quero dizer que já vejo futebol há mais de 50 anos e há 40 em Alvalade e que no nosso estádio nunca vi uma arbitragem do calibre da de hoje. O artista do apito inclinou de tal forma o campo que se correu o risco de a baliza do Barça chocar com a do Patrício. A meio da primeira parte, metade da nossa equipa estava já condicionada com amarelos, numa gritante dualidade de critérios que favoreceu claramente o Barcelona. Atitudes deste tipo levam-me a questionar o que estará por detrás disto tudo. Dinheiro? Favores? Apostas? (cartão amarelo a este, àquele e aqueloutro, p.e.) O que é verdade é que o árbitro não descansou enquanto os catalães não marcaram. Depois foi um anjinho. A investigar, se a UEFA quiser, mas creio que não quer e esse é o problema.

 

Vamos lá então a Bas Dost: Alguém diz ao rapaz que a posição dele em campo é a de ponta-de-lança e que a missão do jogador nessa posição é rematar à baliza, mesmo dos locais menos previsíveis (os que dão os grandes golos) e melhor, quando se está na cara do guarda-redes? Com a "assistência" para Bruno Fernandes quando deveria ter rematado para a baliza, como era sua obrigação, Bas Dost que ultimamente tem abusado deste tipo de lances, poderá ter roubado um ponto e 0,75M€ ao Sporting. Poderia ter falhado, pois podia, mas só se falha tentando e Bas Dost, que entrou para o lugar de Dumbia, lesionado, não acrescentou nada ao jogo. Como não acrescentou Bruno César, que não é hoje o jogador de há um ano.

 

O Sporting emperrou hoje a "máquina de guerra" catalã, e Jesus tem muita "culpa" no cartório, tendo montado muito bem o esquema táctico e escolhendo bem as pedras para os lugares. Esqueceu-se de alguns pormenores, quanto a mim: Podence e Iuri Medeiros, que poderiam ter feito melhor que Dost e César. Não poderia prever o show de apito e cartões por parte do artista romeno e isso ajudou a tramá-lo.

Apesar de tudo demonstrámos que temos uma equipa valorosa e que enfrentou uma das melhores equipas do Mundo de olhos nos olhos, sendo que o resultado é de todo injusto.

 

Uma última palavra para Coates: Rapaz, tu és grande, mas não és grande coisa quando queres inventar ali em frente ao Rui. Deixa-te disso e quando não souberes o que fazer com a bola, alivia, como se dizia nos jogos da distrital.

 

Quanto ao grupo, estiveram quase todos bem, com um ligeiro ascendente de Bataglia. O pior em campo foi o Sebastian Dost.

Prémio Somelos-Helanca

Rui Patrício (3): não teve muito para fazer, que a equipa o protegeu muito bem face ao colosso adversário. Mas duas defesas extraordinárias. Sem espectáculo pois, como sempre, o Imperador de Alvalade não é dado ao circo; Piccini (3): Grande prestação defensiva e com coragem e força para algumas incursões ofensivas, e até um belo remate com código-postal de golo. Excelente articulação com o interior Gelson; Coates (1): boa prestação defensiva em quase todo o jogo. Tudo maculado com três monumentais borregadas, com perdas de bola que poderiam ter dado golos, devido a tentativas artísticas em zonas proibidas. Azar no autogolo que (in)cometeu; Mathieu (3): o melhor em campo, espantoso na autoridade na sua área, alguns cortes in extremis de levantar o estádio, e com coração e técnica para carregar a equipa para a frente, em várias incursões de grande gabarito; Coentrão (2): enquanto durou fez um belo jogo. Mas limitou-se na intensidade devido a um cartão amarelo justo, provocado por uma inútil falta na grande área adversária. Entre essa limitação e os limites físicos fez um belo trabalho defensivo mas não intenso no ataque como prometeu no princípio; William (3): uma surpresa, com um grande ritmo de lançamento do ataque, sem perdas de bola como por vezes acontece em jogos de grande intensidade. Extremo trabalho de cobertura, de comando da linha média, um verdadeiro maestro; Battaglia (3): o melhor em campo, ainda melhor do que o melhor em campo Mathieu. Não haverá palavras suficientes para descrever o sobre-humano que produziu no controlo das linhas de ataque, em torno de Messi, que muito apagou, e não só, e a inteligência táctica que mostrou em articulação da defesa. E ainda teve futebol para lançar ataques; Gelson (2): injustiçado no amarelo recebido, que o condicionou no trabalho defensivo, deu a sensação de ficar limitado. As preocupações tácticas reduziram-lhe a capacidade explosiva, raramente chegou ao que sabe fazer; Acuna (2): belo jogo defensivo, raçudo no ataque, talvez o único na primeira parte a conseguir articular a grandiosidade na cobertura à capacidade ofensiva; Bruno (3): mais apagado porque não marcou mas fez um grande jogo, entre as necessidades de pressão defensiva e algumas tentativas de fazer fluir o futebol de ataque. Alguma precipitação neste campo, talvez também por (uff) grande sobreesforço físico. Pelo menos dois grandes remates para golo a encontrar os matrecos e uma grande oportunidade, chutando à barra Ter Stegen; Doumbia (2): estava a funcionar bem, como primeiro defesa, calcorreando em busca dos lançadores de futebol do Barça, e com capacidade para se desmarcar nas algumas possibilidades que teve. Estuporou numa simulação de falta, ingenuidade neste nível e face ao sobre-protegido Barcelona. Os deuses castigaram-no lesionando-o no acto de teatro; Silva (-): pouco dei por ele, o que é bom, que é sempre um susto quando defende, e o trabalho dele é defender; Bruno César (2): entrou tarde, lutou como é seu costume, e tentou colocar a bola disponível na área. Fraco nos cruzamentos, ainda que sempre em condições difíceis; Bas Dost (2): pouca bola para jogar, lutou muito. Fica aquele passe para Bruno Fernandes. Devia ter chutado, negou-se como ponta-de-lança naquele momento.

 

Jorge Jesus foi o técnico. Maestro.

Um pedido para logo. Ou dois. Vá lá, três.

Primeiro pedido: Que "O Mundo Sabe Que" seja cantado no ritmo certo. Há jogos em que parece que os adeptos estão com pressa e corre sempre mal...

Segundo pedido: Que não se assobie e apupe o hino da Liga dos Campeões (soube-nos bem os 15 Milhões)...

Terceiro pedido: Que não assobiemos os nossos. Vai ser muito complicado mesmo com todo o nosso apoio, se alguns assobiarem, então...

 

E era só isto por agora.

Confronto de escolas

O embate de hoje à noite colocará frente a frente duas das melhores escolas de futebol do mundo. Ideal seria ter também o Ajax no grupo para se ver o que melhor se faz em termos de formação, na Europa. De um lado, a Academia de Alcochete (irmã mais nova e vistosa das escolas de formação do Sporting) e de outro, a mítica La Masia. Nos onzes previsíveis, entrarão em campo, pelo Sporting, três homens – Patrício, William e Gelson – formados na Academia e seis – Piqué, Alba, Busquets, Iniesta, Messi e Deulofeu- formados em Barcelona. No plantel do Sporting moram um total de oito futebolistas formadas nas escolas do clube. Igual número de meninos da La Masia integra o plantel do Barça.

Claro que ao longo da história dos dois clubes há diferenças gigantescas. A partir dos anos 90, o Sporting tornou-se incapaz de segurar os seus craques, à falta de capacidade económica e sobretudo de não jogar numa das ligas de topo do futebol europeu. Seria impensável manter nos quadros homens como Ronaldo, Figo, Nani, Moutinho, Simão ou Quaresma, mesmo que alguns tenham acabado por fazer carreira em Portugal, pelos rivais. Já o Barcelona não tem grandes problemas em manter Messi, Iniesta e outros craques, vendendo apenas quem quer (salvo raras exceções). Esta situação confortável permite que os miúdos formados na academia local cresçam com os ensinamentos do bom futebol e que o possam aplicar de imediato, assim que chegam à equipa principal.

Mas, se pensarmos no panorama do futebol nas últimas duas décadas, o Sporting formou os bolas de ouro Ronaldo e Figo, para além de monstros como Futre e outros já citados. O Barcelona acabou de formar Messi e deu ao mundo a fabulosa dupla Xavi-Iniesta. Não me parece que percamos com a comparação.

No que toca a negócios entre os dois clubes, o Sporting foi vendendo, nos últimos anos jogadores ao Barcelona. Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma saíram para Camp Nou. Percurso inverso fizeram homens como Rochemback, Jeffren e já este ano, Mathieu.

Devido ao seu belo trabalho nas camadas jovens, ambas as equipas municiam as suas seleções. Piqué, Xavi e Iniesta foram chave das conquistas espanholas em 2010 e 2012, como Patrício, Fonte, William, Ronaldo ou Nani o foram no Euro 2016.

Há algumas semelhanças entre os dois gigantes mas bem sabemos que o poderio económico do Barcelona e a inclusão numa das mais poderosas ligas do mundo fazem a balança pender para o Barça. O que não nos impede de sonhar com um bom resultado e com golos que podem ter sido aprendidos em qualquer escola do mundo.

Prognósticos só antes do jogo

O problema de jogar com o Barcelona não é só poderio do adversário, ainda para mais em óbvia recuperação após o relativo ocaso no final do consulado de Luiz Enrique. O novo técnico Valverde está na senda do sucesso, reabilitou tacticamente a equipa, incrementou (ao que se diz) os mecanismos de pressão, soltou (ainda mais) Messi, e flanou sobre a cisão Neymar. E tenho para mim que este, até pelo seu narcisismo parisiense, em breve será apenas uma memória sarcástica no Estádio Nou. Certo que Xavi será sempre uma saudade e Iniesta para lá caminha, ainda que tenha muito para dar. Aos colegas, e a todos os que amam futebol (eu sou daqueles que diz Iniesta Regla [será assim que se escreve?]). Mas a equipa Barça monumentaliza-se de novo. 

O problema crucial está no Sporting. O técnico Jesus falha nas competições europeias, não tem fineza táctica para estes embates. Para ele Vilar Formoso ainda é fronteira, o que talvez lhe seja questão geracional ou até défice cultural. E, apesar da massa financeira que sempre despende, aposta em jogadores insuficientes para a grandeza do clube, ainda que possam ter alguns méritos, e neles insiste desmesuradamente. Nisso desprezando a formação do clube, muito devido à sua fixação no mercado futebolístico sul-americano, sempre uma lotaria na adaptação dos jogadores ao difícil futebol europeu. Exemplos disso são a contratação absurda de Battaglia, pelo qual se pagou uma fortuna, em dinheiro, passe de Esgaio e empréstimo de Jefferson, um jogador que o próprio Braga emprestara épocas a fio a clubes secundários. Ou a vinda de Acuña, um nítido Gaitan de segunda ou terceira ordem. Ou mesmo de Coates, um central pesado e pouco esclarecido. Acumulando a tudo isso está a sua fixação em profissionais em final de carreira, andarilhos, em estados físicos depauperados e com pouca disponibilidade para se integrarem com afinco nos objectivos do clube e na sua mentalidade, na nossa mística. Será preciso recordar os paradigmáticos casos de Fábio Coentrão, um nítido fetiche de Jorge Jesus, uma espécie de sua birra, ou Doumbia, um avançado possante mas pouco dotado, já para nem falar do veteraníssimo Mathieu, aqui chegado quase tão velho como José Fonte, Pepe ou até Bruno Alves?

É com todo este défice de preparação do plantel, que ecoa também as fragilidades da organização da secção de futebol sénior e, em boa verdade, de todo o clube, que o Sporting vai enfrentar o colosso Barcelona, este apressado na senda da recuperação do cume europeu. 

Por tudo isto o meu prognóstico para o jogo de hoje em Alvalade é: Sporting 3 - Barcelona 2. 

(Se falhar pago uma bela garrafa, daquelas mesmo belas, de vinho tinto num futuro jantar de bloguistas do És a Nossa Fé. Ou duas, caso a bancada esteja tão cheia que a isso convoque).

Sem Lógica e Burros

Nos últimos tempos tenho assistido a algumas demonstrações de lógica carnidense nada surpreendentes.

Como é que um clube que apregoava aos sete ventos ser o principal defensor da verdade desportiva se declara contra uma ferramenta como o VAR que visa diminuir o erro no futebol?

Mas, para mim, a melhor é mesmo a defesa da prevaricação sem consequência, só porque no passado outros já o conseguiram. Falo, pois claro, de críticas ao pequeno castigo a um dos jogadores mais violentos do campeonato, o grego Samaris. Ao seu bom estilo defendem que, porque no passado se errou ao não castigar outros jogadores, se continue a errar.

Vá-se lá perceber o que vai naquelas cabeças. Parecem crianças que depois de levarem uma reprimenda da mãe por estarem a comer doces antes do jantar se defendem dizendo que o irmão também o fez.

Frases eternas (6)

[Esperando que esteja enganado.]

«O Sporting jamais será campeão sem um homem seu na arbitragem.»

Sousa Cintra, 1992

 

E complementa:

«Já não sou virgem nisto, pouco tenho a aprender no futebol e sei muito bem o valor dos falsos ponta-de-lança que o Benfica e F. C. Porto têm espalhado por todo o edifício da F.P.F.»

 

In: História dos 50 anos do desporto português. - A Bola, Lisboa, 1995

A voz do leitor

«William ficou? Excelente. Para ir? No mínimo por 35 milhões de euros (a pronto), valor em que teríamos de dar-lhe 5 milhões. Cabe agora ao jogador dar tudo no clube para que no próximo ano possa ser transferido e ter um salário melhor, porque num grande clube já ele está.»

 

Verde no Branco, neste meu texto

Hoje giro eu - O estranho caso de Alan Ruiz

Alan Ruiz nunca foi um jogador consensual. Não o foi no San Lorenzo, no Grémio de Porto Alegre ou mesmo no Colón, clube onde terá vivido os melhores momentos da sua curta carreira.

O argentino tem manifestamente um problema de intensidade no seu jogo, algo que se já era visível na América do Sul ainda se sublima mais no competitivo futebol europeu, onde há menos espaços e é preciso pensar mais depressa.

Mais do que lento a executar, Alan não é lesto a pensar o jogo. Isso torna-se visível nos momentos sem bola - defensivamente, muitas vezes fica imóvel - quando hesita na procura dos espaços para desmarcação, o que estabelece a simetria com o futebol de Bruno Fernandes, feito de passe (ou remate) e deslocação para o espaço vazio, movimento em que o maiense é exímio. 

Por tudo isto, torna-se um desafio para os treinadores a sua posição no campo: Scolari, no Grémio, e Dario Franco, no Colón, muitas vezes colocavam-no a partir da direita, aproveitando as suas diagonais de pé esquerdo. No entanto, o seu fraco compromisso defensivo (e a sua pouca velocidade) torna pouco crível jogar nessa posição na Europa, na medida em que exporia em demasia o seu lateral direito. 

Alan Ruiz tem a sua melhor qualidade na potência e colocação do seu remate. O problema é que, ficando à espera que a bola lhe chegue ao pé, raramente tem possibilidade de executar o tiro. JJ prejudica a equipa quando a põe a girar em volta do argentino, numa espécie de teoria heliocêntrica onde Alan seria o Sol. Nem a equipa pode jogar em função dele, nem ele se desloca para ganhar tempo para o seu futebol. Tempo? Sim! A melhor forma de compensar a sua lentidão seria arranjar os espaços livres que lhe permitissem demorar umas décimas de segundo adicionais na execução. 

No actual cenário, o argentino desequilibra a equipa. Perde muitíssimas bolas, que propiciam transições adversárias, não tem compromisso defensivo e ofensivamente não resolve. E, pior do que tudo, não está a evoluir.

 

alanruiz.jpg

 

Sim… três seria demasiado!

Não vi o último jogo do Sporting, mas acreditando nas crónicas fizemos um jogo de… trampa!

Dizem que o resultado terá sido o mais correcto, porém… parece que houve um penalty, no período de descontos, que ficou por assinalar.

Sim, nos últimos minutos, já tinha havido um com o Setúbal e outro com o Feirense.

Foi por ter existido essas duas grandes penalidades que não foi marcada esta terceira? Terá havido alguma recomendação em sinal contrário?

«-Cuidado, o Sporting já tem penalties que cheguem no final do jogo. Vejam lá a vossa vida?»

 

Já assistimos, neste campeonato, às orientações da FIFA em matéria de fora de jogo «em caso de dúvida beneficiar o ataque» serem deturpadas naquilo a que se refere a uma determinada equipa:

«- Golo!

- Golo!? Não, não marques já, deixa ver! Espera, espera! O gajo não fez a depilação e tem um pêlo à frente. É fora de jogo! Um pêlo! Clarinho, não é golo!»

 

Agora não sei, parece que as orientações da FIFA naquilo que no campeonato português será por certo:

«Os defesas adversários nos últimos minutos podem, livremente, abalroar qualquer jogador do Sporting.»

Será assim?

Três seguidas

Em oito dias os nossos rapazes (para quem ainda não se deu conta, os melhores jogadores de futebol do Mundo) vão ter três possibilidades de se realizarem em pleno. Que não lhes faltem as forças, que três seguidas, não sendo nada de extraordinário para rapazes de vintes com sangue na guelra, será mister de grande proeza, dada a valia das adversárias, ainda que uma delas seja uma velha senhora, de quem, pela experiência e ratice, não será de esperar facilidades no escancarar das partes baixas; Aliás é até bastante conhecida pelo seu desempenho na defesa das bolas adversárias, roubando-lhe até a iniciativa, fazendo demorar o acto até ficarem por cima e vencerem o adversário por exaustão.

Sendo necessário um desempenho perfeito nestas três sortidas, parece-me que a catalã, que agora está um pouco em convulsão e talvez até irritadiça, apesar de estar no melhor lugar em Espanha, quererá talvez alguém que lhe afague o colo e lhe faça um cafunézinho. É apanhá-la distraída e zás, toma lá disto! Uma ou duas lá dentro, que é para verem de que raça são feitos os lusitanos! Isto se a Pulga que usam atrás da orelha não lhe der para "parvar" e começar  a ir dentro-e-fora, dentro-e-fora e dê cabo do vigor dos nossos meninos e da sua retaguarda, levando Patrício a apanhar com elas a torto-e-a-direito.

A do Porto, que vai à frente, tem que ter cuidado porque a carruagem da frente nestes comboios costuma ser complicada e tem também uma jornada tripla (não confundir com tripa, p.f.), pelo que me parece que todos os esforços, não descurando o piscar de olho às estrangeiras, devem estar centrados nesta equipa, que neste momento me parece de fácil conquista. Esteja o desempenho dos rapazes ao seu melhor nível e parece-me um affair para facturar o pleno.

Temos portanto possibilidade, remota é certo, de fazer nove pontos, mas eu já me dava por satisfeito com cinco, ou mesmo quatro, desde que violasse a do norte no próximo Domingo, dia do Senhor e de eleições. Seria uma abençoada.

Vitória, claro está!

 

Nota: Qualquer possível associação a algo eventualmente sexual é da inteira responsabilidade dos leitores...

Hoje giro eu - O melhor de Jesus

As sucessivas alterações do modelo de jogo introduzidas por Jorge Jesus nos seus três anos de Sporting levam-me a escrever estas linhas, na esperança de que possa ser visível para toda a gente aquele que é o ponto mais forte do treinador: a riqueza táctica que imprime às suas equipas.

 

Em 2015/16, Jesus implementou o 4-4-2 em Alvalade. Não exactamente aquele que tinha introduzido no Benfica, com dois alas bem abertos (Salvio e Gaitán), mas outro, bem mais complexo, com dois alas alternadamente a procurarem movimentos interiores, sendo que quando um procurava o centro do campo, o outro estendia-se na linha. A profundidade era assegurada pelo lateral adjacente ao ala que migrava para o meio. João Mário e Bryan Ruiz eram falsos alas, ou melhor, a ala era apenas o ponto de partida. Na frente, Teo Gutierrez (ou Montero) jogava por detrás de Slimani, assim ao jeito do que Jonas fazia com Mitroglou no Benfica da época passada. As diagonais dos alas, e consequente aproximação a Adrien e William, acabavam por provocar superioridade numérica no meio-campo e o resto da dinâmica era assegurada pelos movimentos circulares do(s) colombiano(s), exímio(s) a baralhar(em) marcações. Este 4-4-2 foi realmente inovador nos grandes em Portugal, pois diferia do Clássico (o de Jesus no Benfica) e do Losango (introduzido por Peseiro).

tactica1.jpg

Em 2016/17, JJ ficou privado de João Mário e de Teo. Para compensar essas saídas, Jesus lançou Gelson e Alan Ruiz, respectivamente. O sistema alterou-se: Gelson é um jogador muito mais vertical do que João Mário e isso alterou a dinâmica. Por outro lado, Alan Ruiz é um misto de terceiro médio e segundo avançado, e joga mais recuado do que Teo, o que roubou espaço no meio a Bryan, condenando-o a converter-se num ala clássico, o que não resultou e explica em parte o "flop" em que se constituiu o costa-riquenho na última época. Esse sistema era um 4-2-3-1.

tactica2.jpg

Este ano, o treinador leonino voltou a mudar o sistema. Com a chegada de Bruno Fernandes, Jorge Jesus remeteu o sistema do ano anterior para Plano B e adoptou como Plano A, o 4-3-3. Inicialmente, com Battaglia por detrás, assemelhava-se ao sistema implementado por Mourinho no Porto (Costinha, Maniche, Deco), com Batta, Adrien e Bruno Fernandes, sendo BF o mais avançado, Adrien logo atrás e Batta como último homem. Com a saída de Adrien e regresso pós lesão de William por vezes os 3 do meio parecem fazer um triângulo, com Batta mais recuado, junto a William. A mim, parece-me que a equipa desenvolve mais o seu futebol quando os 3 jogam de perfil (ilustração em baixo com o que consegui na net, curiosamente a equipa do Barcelona) ou em escadinha, sistema amplamente vitorioso em Guimarães e Bucareste (em Atenas, o argentino já jogou quase em linha com William).

tactica3.png

Enfim, diversos sistemas que comprovam a versatilidade, criatividade e imaginação do técnico leonino. Fica a faltar, para tudo se aproximar da perfeição, melhor preparação dos jogos, maior conhecimento dos adversários e dos terrenos de jogo e alternativas aos actuais titulares. Resolvidos estes problemas, o título não nos fugirá. 

 

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