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És a nossa Fé!

Antes que comece… a sério!

Provavelmente o que vou aqui escrever poderá ser uma afronta a muitos adeptos, mas tal não me preocupa pois é a ideia que tenho e pronto… fico-me por aqui!

O fenómeno BdC teve o seu momento áureo que, entretanto e por culpa própria, já se desvaneceu. Creio, portanto, que seria fantástico que o Presidente se resguardasse mais e não desse para todos os peditórios que lhe aparecem pela frente. Eu sei que por vezes torna-se difícil, mas há que ter uma postura mais sóbria. O que não é a mesma coisa de sombria…

A parceria de BdC e JJ pode parecer aos olhos de muitos perfeita, só que em resultados desportivos esta dupla deu-nos… uma supertaça. Somente.

Entretanto a cada época que passa olho para o nosso plantel e vejo cada vez menos qualidade. As “paletes” de jogadores que chegam não significam “paletes” de qualidade. Note-se que do ano passado ficou um jogador: Bas Dost. O resto… parece refugo (Castaignos, André Filipe, Douglas, Campbell e muitos outros).

Custa-me ainda mais esta filosofia quando vejo jogadores da Academia a partirem para reforçarem outros clubes enquanto se continua a comprar jogadores estrangeiros de qualidade muito duvidosa e em condições físicas, no mínimo, deploráveis.

BdC e JJ, se lerem este texto, podem pensar que estou a dizer imbecilidades sem qualquer sentido. Mas chamo à atenção do seguinte: não fui eu que no discurso de vitória das últimas eleições no Sporting afirmei que o nosso clube seria campeão na próxima época. Quer queiram quer não, esta última promessa perdurará nos ouvidos dos sócios e adeptos por toda a época.

Para a semana inicia-se o campeonato. O Sporting vai dar o pontapé de saída na Liga 2017/2018 e por isso acho bem que Jesus se municie dos melhores e se deixe de merdas e experiências, ao colocar jogadores fora dos sítios onde normalmente gostam de jogar. Não devem ser os jogadores a adaptar-se às tácticas de JJ, mas este a aproveitar o melhor de cada atleta para benefício da equipa. É para isso que serve essencialmente um treinador: perceber o que há de melhor em cada jogador e usá-lo em prol de toda a equipa. Tudo o resto é fantasia.

Portanto, não me preocupa ganhar um jogo em cada três enquanto estamos no defeso. Preocupa-me o que se irá passar a partir da próxima sexta-feira. Aí é a doer e Jorge Jesus tem, nesta altura, muito pouca margem de manobra.

Fenómeno do Entroncamento

Depois de termos, há um ano, lido sobre a transferência de Renato Sanches para o Bayern e os valores envolvidos, 35M€ com fantasias de mais x milhões por objetivos (podia chegar aos 80...) e feito o balanço no final da época dos minutos jogados e a avaliação dos sócios e do próprio clube do jogador, bem como pela imprensa estrangeira, repito estrangeira, aqui está um fenómeno do Entroncamento, a fazer inveja aos pastorinhos de Fátima. Rummenigge, presidente do clube bávaro, afirmou: «Pelo menos 10 equipas estão atrás de Renato Sanches.» Que pena o Bayern de Munique não reconhecer o valor do seu jogador, pondo-o a jogar. Depois do Milan e dos hipotéticos 40M€ que estariam dispostos a pagar, agora é o leilão do empréstimo. Hoje é o Chelsea. Não tem fim. Lamento por Renato Sanches, que considero um bom jogador. A força que têm os agentes/empresários no futebol... talvez o verdadeiro fenómeno do Entroncamento do futebol!

Os nove reforços sob escrutínio

Piccini: «Como é possível o Sporting iniciar um jogo com Bruno César a defesa-direito? É possível porque Schelotto foi dispensado, João Pereira foi vendido a meio da época passada e só há um tal Piccini, que já está lesionado – e que, quando não estiver, não terá concorrência para o lugar.»

Mathieu: «Pesadão, lento, com rins duros e que, a cereja em cima do bolo, já está lesionado. Se sofremos muitos golos o ano passado, cheira-me que este ano vamos sofrer muitos mais. Basta ver o que tem acontecido na pré-época.»

Coentrão: «Para a esquerda temos um jogador com problemas emocionais e que estava quase arrumado.»

André Pinto: «Temos um enorme problema na defesa por culpa exclusiva de Jesus e das más opções que tem tomado, quer ao nível das dispensas, quer no plano das contratações. Esperemos que André Pinto recupere da lesão para sentar Mathieu.»

Mattheus Oliveira: «Pode ser filho de Bebeto, mas não é jogador para uma equipa que luta pelo título. Vai ser despachado rapidamente ou jogará muito pouco.»

Battaglia: «Palhinha está uns furos acima dele [M. Oliveira] – e é da casa. Petrovic e Battaglia também são melhores e dão mais garantias.»

Doumbia: «Podence devia ter lugar obrigatório, assim como Bas Dost. Mas o que fazer com Doumbia, que é um avançado possante que pode ser muito importante contra equipas fortes?»

Acuña: «Mostrou empenho e combatividade.»

Bruno Fernandes: «Acima da média, só mesmo Bruno Fernandes, que tem excelentes pés e magnífica capacidade de passe. Mas lá está: sem Adrien e William, este meio-campo é pior do que o que existia com eles.»

 

Tirado daqui.

Recordar - Samuel FRAGUITO

Este Post não pretende apenas homenagear Fraguito, ele é uma elegia ao futebol, um repto para que os mais novos inquiram pais e avós e não deixem cair no esquecimento a memória deste grande tecnicista que realizou 9 épocas (!) de Leão ao peito. Um homem que, com uma honrosa excepção, não passa na TV, nos jornais, nas rádios, um jogador quase olvidado por sócios, adeptos e simpatizantes do Sporting. Se estamos à espera que os outros valorizem o que é nosso, nunca evoluiremos. Fraguito está vivo, a Norte, em Vila Real, e pelo calvário de lesões que teve de suportar na sua carreira, pela sua humildade, pelo seu carácter e, principalmente, pelo seu virtuosismo merece, em vida, o nosso reconhecimento. Nesse sentido, tentei imprimir algum ritmo a esta pequena estória, para que, quem nunca o viu, sentisse o texto como se estivesse no estádio. Vocês dirão se fracassei (ou não), nessa difícil tarefa...

 

"MENINO DO RIO"

IMG_4077.PNG

 

"...E la ia ele, cabeça levantada e olhos de falcão, sempre à procura de fazer nova presa, um passe teleguiado para golo.

 

E para economia de recursos (e descanso da canhota) o pé direito a trabalhar, parte de dentro aqui, parte de fora, acoli. Quaresma? Quaresma ainda não era nascido e já ele espantava meio-mundo como o Rei das Trivelas.

 

E a multidão ululante, animada por os Vapores do Rego, jovens estudantes brasileiros que iam a Alvalade tirar a "especialização".

 

E ele - que saíra em bebé para o Brasil, donde só voltara aos 15 anos, depois de 5 anos a jogar (e ganhar) no Fluminense - a deslumbrar no relvado, ao ritmo do samba que lhe encantava o corpo.

 

E eis que ergue a batuta e toda a equipa gira à sua volta numa mágica dança que é um pagode para os olhos.

 

E o povo reza, reza para que os seus joelhos não cedam hoje - sete operações aos joelhos são muito mais do que a conta para um homem - porque merece ver todo o sumo extraído da uva deste senhor jogador nascido no Douro Vinhateiro.

 

E todos na bancada recordam no seu subconsciente aquele jogo internacional em que, junto à linha de fundo, usou os pés como tenazes - o mexicano Cuauhtémoc Blanco ainda não era nascido - e golpeou a bola por cima de 2 adversários incrédulos com o que viam, para depois centrar com precisão de regra e esquadro para Yazalde finalizar.

 

"Ecce homo"! Samuel Fraguito, o Menino do Rio, Estrela da Abobeleira, génio e homem do futebol de rua ou de praia. De Copacabana, com amor (por o "belo jogo")!"

 

Gostaria de deixar aqui uma palavra de apreço para homens como Vítor Cândido ou Francisco Figueiredo que, em A Bola TV, têm tendo resgatar a memória de grandes vultos, alguns esquecidos, do futebol português, como é, sem sombra de dúvida, o caso de Fraguito. Por ser da mais elementar justiça, a eles e à A Bola, aqui deixo a minha vénia, até porque todos sabem que nem sempre concordo com a linha editorial do jornal / TV da Travessa da Queimada.

 

Por último, e conforme prometido, relembrar aqui os nossos leitores vencedores do Quiz sobre Fraguito, os únicos que acertaram: JHC (primeiro lugar) e Puro (menção honrosa).

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Uma coisa que já cansa é o argumento "não podemos ser campeões só com a formação". Este argumento não tem lógica por dois motivos: nos últimos 15 anos, não termos ganho nenhum campeonato, e que eu saiba não jogámos os 15 anos só com formação. (...) O que adeptos como eu exijem é que se a formação oferece alternativas mais que válidas para serem aposta, porquê investir, a maior parte das vezes, em jogadores que ficam aquém do que podem fazer os que já cá estão e que representam maior investimento? E nem falo só da formação. O caso Paulo Oliveira é gritante: para quê termos ido contratar o André Pinto quando tínhamos Paulo Oliveira? É melhor que o Paulo?»

Tiago, neste meu texto

Inventar ou não

Depois de inventar uma defesa, JJ vai ter a tentação de inventar uma linha de ataque. E uma linha de meio campo, pior ainda caso se confirme a saída de William Carvalho a curto prazo.

Euro 2017

Esteve quase.

Hora e meia de comentários disparatados ("a jogadora está à rasca", é apenas um exemplo), e ouvi que uma das nossas jogadoras (a GR suplente que quase ia entrando) é do "Fófó", outra já jogou não sei onde, outra joga nos Estados Unidos, outra foi agora contratada pelo Sporting.

Das outras, confesso que não sei o clube.

Mentira, eu sei. E os comentadores também, mas deve-lhes fazer qualquer espécie de urticária, certamente...

William ou Geraldes a guarda-redes?

Escrever rascunhos de porta aberta é um bocado disparatado. É dar trela a toda essa gente que sabendo contar pelos dedos o número de jogadores por linha já se acha esperto, mesmo que nem no "Football manager" consiga ser campeão Europeu. O dasafio com o Mónaco, onde as peças estavam no lugar, até nem correu mal, mesmo que seja precipitado embandeirar em arco; os outros, é evidente que têm servido para teste, às vezes apenas à inteligência posicional dos jogadores em situações que lhes são estranhas. Só lamento que Jesus não tenha posto o Wlliam Carvalho à baliza só pelo gozo que daria ouvir o banzé - pois haverá quem duvide ser Francisco Geraldes muito melhor do que ele como guarda-redes?

Sustentabilidade - as contas da SPORTING SAD

Hoje irei abordar alguns indicadores de actividade da Sporting SAD, desde a época 2001/2002 até ao último relatório disponível, o intercalar do terceiro trimestre de 2016/2017.

 

Em primeiro lugar, devo referir que os RESULTADOS LÍQUIDOS ACUMULADOS registam uma PERDA DE 138,5 MILHÕES DE EUROS. No mesmo período (desde 2001/2002), os RESULTADOS LÍQUIDOS ACUMULADOS SEM RENDIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS registam uma PERDA DE 427,2 MILHÕES DE EUROS. A rubrica de RENDIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS apresenta um valor positivo de 288,7 MILHÕES DE EUROS, que se segmentam desta forma: 223,2 MILHÕES DE EUROS de VENDAS DE JOGADORES, 65,5 MILHÕES DE EUROS de ALIENAÇÃO DE PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO.

 

Segmentando, embora hajam algumas sobreposições devido ao facto de os mandatos presidenciais não corresponderem com as épocas desportivas sobre as quais incidem os Relatórios e Contas (aspecto a rever urgentemente, do meu ponto-de-vista), teremos as seguintes indicadores por Presidente:

 

RESULTADOS LÍQUIDOS: Antonio Dias da Cunha -59,2 M€ (de 2001 a 2004), Filipe Soares Franco +58 M€ (inclui venda de património de 65,5 M€, de 2004/2005 a 2009), José Eduardo Bettencourt -70,3M€ ( 2009/10 e 2010/11), Luiz Godinho Lopes -89,7M€ (2011/12 e 2012/13) e, finalmente, Bruno Carvalho +22,7M€ (desde 2013/14).

 

RESULTADOS SEM RENDIMENTOS ESTRAORDINÁRIOS: Antonio Dias da Cunha -89,5M€, Filipe Soares Franco -43,0M€, José Eduardo Bettencourt -88,7M€, Luiz Godinho Lopes -112,1M€, Bruno de Carvalho -93,9M€.

 

Números preocupantes, sem duvida, que mostram uma gestão com maior sucesso nos mandatos de Filipe Soares Franco e de Bruno de Carvalho, embora dependentes maioritariamente de vendas de património, no primeiro caso, e de alienação de passes de jogadores, no segundo.

 

Outros indicadores que julgo relevante trazer aqui:

Filipe Soares Franco herdou Rendimentos Ordinários (receitas correntes, por oposição a receitas extraordinárias) de 25,4M€ (2003/4, Dias da Cunha) e subiu-as para 46,8M€ (2008/9), no tempo de JEB as receitas correntes desceram para cerca de 35M€, valores semelhantes aos de GL (40,7M€ e 32,0M€), subindo depois com Bruno de Carvalho (68,7M€ em 15/16 e 63,3 no final do terceiro trimestre de 16/17).

 

Outro indicador que considero digno de análise é o racio CUSTOS COM PESSOAL vs PROVEITOS ORDINÁRIOS (ou Rendimentos Correntes): Antonio Dias da Cunha (114,98%, 119,27% e 80,71%), FSF ( 61,38%, 52,41%, 53,87%, 43,61%, 50,64%), JEB (67,74%, 83,85%), GL (104,42%,130,00%) e BC (70,82%,43,05%,71,03%,76,46%). Os melhores resultados para este racio são de FSF e os piores de GL, o que ajuda a explicar o impacto nos resultados.

 

Enfim, Bruno de Carvalho tem estado a fazer crescer os Proveitos Ordinários e tem mantido o racio custos com pessoal vs proveitos Ordinários dentro de limites ainda aceitaveis, embora a subida recente dos custos com pessoal (48,8M€ em 15/16 e 48,4M€, apenas em 3 trimestres de 16/17) mereça a maior atenção porque um eventual retrocesso no ciclo económico pode enviabilizar vendas de jogadores e comprometer os resultados.

 

Voltarei a este assunto para um comparativo com os restantes "grandes", mas por agora gostaria de obter as Vossas opiniões.

 

SL

Terão de engolir as calúnias que cuspiram

Ficou tudo definitivamente esclarecido: não houve cuspidela alguma. Como aqui sustentámos desde a primeira hora.

Agora Bruno de Carvalho deve processar o triunvirato lampiânico que garantiu ao País, em directo e de forma bem audível, que o presidente do Sporting tinha cuspido no homólogo do Arouca.

Os três terão de provar em tribunal as calúnias cuspidas na pantalha.

 

Leitura complementar:

Nada melhor do que cuspir-lhe na cara

Cuspiram acusações entretanto evaporadas

Uma péssima tradição

Mantém-se a tradição: continuamos a formar bons jogadores... para outros clubes beneficiarem deles. Que o digam Carriço, Eric Dier e Cédric, por exemplo.

Exemplo mais recente: no dia em que o Sporting naufraga frente ao V. Guimarães, terminando o jogo com apenas um defesa central de raiz em campo, Rúben Semedo marca o golo da vitória da sua nova equipa, o Villarreal.

É extraordinário sermos nós próprios os mais descrentes quanto aos méritos dos jogadores que formamos. Os outros, que lucram com eles, agradecem.

Confesso que nunca hei-de habituar-me a isto.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Ainda não vi um jogador dos novos que seja superior a alguns dos nossos jogadores da formação. Por razões que desconheço, o nosso treinador não gosta deles. Para mim a questão das idade é uma treta, pois a maioria tem um currículo nas selecções jovens, e não são jogadores inexperientes, pois alguns já fizeram um campeonato da segunda divisão e como vemos nos jogos ficam com experiência suficiente para dar o salto para a primeira categoria.»

Fernando Albuquerque, neste meu texto

Quarta derrota da pré-temporada

Quarta derrota do Sporting na pré-temporada. Terceiro jogo em que sofremos três golos. Hoje foi contra o V. Guimarães, em Rio Maior. Uma partida em que, de algum modo, entrámos em campo já disponíveis para perder. Com um onze titular quase todo alterado em relação ao desafio frente ao Mónaco e novas experiências do treinador, que apostou em dispor a equipa num 3-4-3 mas sem o dotar dos jogadores indicados para o efeito.

Tivemos assim um insólito tridente defensivo formado por Coates, Tobias Figueiredo e Petrovic, ficando o sérvio no centro - posição em que não está minimamente rotinado. À direita, misto de lateral e médio-ala, o esquerdino Bruno César, que andou quase sempre aos papéis. Iuri Medeiros, muito isolado na ponta direita, procurava lançar remendos numa equipa que mostrava ser incapaz de sair em ataque organizado. Do outro lado, um apático Mattheus Oliveira parecia um espectador do jogo. No eixo do ataque, Doumbia mostrava mais vontade do que eficácia. Ainda assim, foi um dos melhores elementos em campo.

 

Era mesmo um jogo fadado para não correr bem. Pior ainda ficou quando Coates, desconcentrado, se fez expulsar logo aos 23', num lance digno de um principiante. Ficámos reduzidos a dez e o sistema táctico tornou-se ainda mais caótico, não melhorando muito com a entrada de Palhinha aos 30' - também ele, por força das circunstâncias, remetido a defesa central.

Ao intervalo perdíamos 0-2. Depois houve várias substituições mas nunca o Sporting mostrou genuína capacidade para inverter o resultado. Os jogadores tentaram bastante mas por inépica ou devido a grandes defesas do jovem guardião Miguel Silva nunca conseguiam colocar a bola nas redes adversárias. Houve falhanços para todos os gostos. De Iuri (12'), Petrovic (20'), M. Oliveira (36'), Acuña (47') e Battaglia (84'). E ainda por Doumbia, que podia ter marcado em três ocasiões (39', 52' e 63') e bem merecia ter sido recompensado pelo esforço. Ele e Gelson Martins, que só jogou a segunda parte, não mereciam a derrota.

 

Actuaram os seguintes jogadores: Beto (R. Patrício); Coates; Petrovic (Palhinha), Tobias Figueiredo; Bruno César (Podence), William Carvalho (Battaglia), Jonathan Silva, Adrien (Bruno Fernandes); Iuri Medeiros (Gelson Martins), Mattheus Oliveira (Acuña) e Doumbia (Gelson Dala).

Foi um teste? Foi uma experiência? Foi uma lição? Jorge Jesus que responda. Não me apetece analisar mais nada. Hoje por volta da hora do almoço, em diálogo com um dos nossos leitores mais optimistas, exprimi a convicção de que ainda teríamos uma má notícia até ao fim do dia. E assim foi.

Sábado há outro jogo. Em Alvalade, frente à Fiorentina.

 

............................................................................................

 

E os reforços?

 

Doumbia foi, de todos eles, o que mais se destacou esta noite contra o V Guimarães: batalhou muito pelo golo, que teria merecido. Sobretudo com um excelente cabeceamento aos 39', a passe de Iuri Medeiros, travado por uma excepcional defesa do guardião vimaranense. Boa condição física: saiu só aos 74'.

Matheus Oliveira foi tão discreto que mal se viu, naquele estilo algo peculiar de jogar quase a passo. Aos 16', marcou um livre que foi afinal um passe ao guarda-redes Miguel Silva. Substituído ao intervalo.

Acuña, o mais recente reforço, entrou na segunda parte e esteve quase a marcar, também a passe de Iuri. Apontou bem um livre, aos 76'. Mas esteve bastante mais discreto do que no jogo contra o Mónaco.

Bruno Fernandes, em campo na segunda parte, procurou organizar o meio-campo leonino e transportar a bola com intenção ofensiva, mas não foi muito bem sucedido.

Battaglia, rendendo William Carvalho como médio de contenção na segunda parte, demonstrou voluntarismo mas falta-lhe ainda melhorar o entrosamento com os colegas para se tornar mais útil.

André Pinto, lesionado, não jogou. Fábio Coentrão também esteve ausente, tal como Mathieu e Piccini.

Fizeram falta? Jesus que responda.

De férias mas...

ideal.jpg

 

 

Não está esquecida a "ameaça" de malhar no assunto Francisco Geraldes.

Daqui do pé da água e dos pasteis de polvo do Ideal, já me imagino a ver o miúdo regressar no próximo Janeiro.

Como este Janeiro.

Provavelmente como o Janeiro de 2019.

Sabem um "dizer" da minha terra? "Vão mazé cagar pá estrada!"

Quiz...

gualdim.jpg

 

Alguém sabe o que está mal fora de tom, nesta foto feita na Praça da República da minha cidade natal, dominada por Gualdim Pais, grande cruzado, templário e um dos braços direito de D. Afonso, o fundador?

 

História de um leão

João-Correia-011-1200x480.jpg

João Correia é um português que fez 34 anos há poucos dias e que por sorte minha, olha para mim como um amigo. Não liga muito a futebol e se ligasse, sei que a sua simpatia maior não seria verde e branca. Isso não me impede de escrever um texto em sua honra. Creio que a sua história de resiliência e busca pela glória é do mais leonino que há.

O João teve o azar de ser atropelado quando era uma criança de dois anos e de até hoje tem como companheira uma cadeira de rodas. Coisa que não o impediu de ser um atleta de topo. E quando escrevo de topo, refiro-me ao homem que venceu as duas primeiras medalhas internacionais para o atletismo adaptado português. Já foi em 2003 e 2004. Depois seguiram-se mais de dez anos sem competição. É que sofreu uma gravíssima lesão que parecia limitá-lo ainda mais. Nada mais errado. Cirurgiões de todo o mundo não o quiseram operar. Acabou por encontrar a solução por cá e tornou-se num case study internacional. O facto de estar vivo desafia todas as probabilidades e nada lhe garante que cada corrida não seja a última. Mas não tentar, não é uma opção. Pelo meio, foi inspiração de centenas de atletas do norte do país (onde reside), sendo o mentor de uma nova geração.

Na passada sexta-feira, após ter batido o seu recorde pessoal, João Correia entrou em pista para mais uma prova. Estava no Estádio Olímpico de Londres, a correr no Campeonato do Mundo. Poucos dias antes esteve na despedida de David Weir, o Pelé do atletismo adaptado, seu amigo e atleta que dividiu a sua treinadora com João. Os meus colegas que me perdoem o off-topic mas que esta é uma história de leão, é!

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