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És a nossa Fé!

Estamos certamente à espera da hora dos telejornais

Estiveram os corpos dirigentes reunidos ontem todo o santo dia.

Admito que a discussão tenha sido séria, não a vejo de outra forma, e demorada, porque complexos seriam os assuntos tratados.

Sei que o assunto arbitragens, bem como todos os outros, tem que ser tratado com pinças, que isto de querer mandar uns sopapos a um árbitro é conversa para nós, que não temos responsabilidade de gerir e velar pelos interesses do Clube.

São onze horas e trinta minutos de sexta-feira, dia de reis do ano da graça de dois mil e dezassete, um dia e meio depois dos acontecimentos, graves, de Setúbal e notícias sobre as conclusões dessa reunião, ainda não foram divulgadas. Não que isso me cause grandes comichões, mas o assunto é tão grave e de importância vital para o futuro do futebol em Portugal, que me parece que as novas não se deveriam resumir ao resgate de Gauld e Geraldes.

Esperemos então pelos telejornais.

Vamos lá meus senhores

"no caso de expressões dirigidas contra pessoas singulares ou coletivas, ou respetivos órgãos, integrados na Federação Portuguesa de Futebol ou na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, individualmente ou por representação orgânica, em virtude do exercício das suas funções, com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de um e o máximo de quatro jogos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 5 UC e o máximo de 50 UC."

 

Extrato do artigo 158.º do regulamento disciplinar da liga Portugal.

Vamos esperar sentados, ou sai o castigo no mesmo dia que o do Jesus?

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Bruno de Carvalho tem de perceber, duma vez por todas, que quase ninguém o quer ver sentado no banco de suplentes e não vale a pena armar-se em D. Quixote. Teria de se resguardar, atendendo ao que ficou demonstrado na época passada, mas ainda não percebeu que ao estar ali expõe-se a que sejam divulgadas pela TV e outros meios de comunicação social as imagens demonstrativas do seu estado de espírito (negativo) especialmente durante os dois últimos jogos (Belém e Setúbal)... e que fazem as delícias dos seus detractores.»

Margil, neste texto do José da Xã

Não adianta nada? Também não atrasa!

Eis algumas medidas, porventura inócuas mas que marcam uma posição, que na minha opinião o Sporting deve tomar a partir de agora:

 

1- Ignorar os árbitros e assistentes antes, durante e depois dos jogos (equipa e staff) e isto inclui a mais elementar regra da urbanidade, que é o "aperto de mão".

2- Apupar os senhores sempre que possível ( no aquecimento, na apresentação, durante o jogo, na saída para o intervalo, no regresso do intervalo e na despedida), independentemente do seu comportamento perante as leis do jogo. 

3- Conceder-lhes apenas e restritamente as condições que o regulamento da liga impõe, nem mais uma garrafa de água. Se possível arranjar forma de se acabar o gás a meio do duche.

4- Publicitar o CV dos senhores e desempenho em jogos anteriores onde apitaram jogos do Sporting, antes das partidas onde vão intervir, para se conhecerem as bestas.

5- Não comparecer a CI e entrevistas rápidas, ou comparecendo, responder por monossílabos. "Sim" e "Não" seriam suficientes, mas acrescentaria "ao seu jornal/TV não respondo".

6- Jogar todos os jogos sob protesto. Os motivos são tantos que é escolher de uma lista extensa.

7- Deixar bem claro que cede jogadores à selecção apenas por respeito aos portugueses, caso contrário dificultaria a sua convocatória.

8- Mover processos em tribunal a todos os que prejudiquem o Sporting sob qualquer forma e fazer disso publicidade.

9- Repetir à exaustão, nos OCS do Clube, imagens de roubos descarados de que fomos vítimas.

10- Pedir aos "representantes" do Sporting em programas de opinadeiros que se escusem a participar neles, nem que para isso se lhes pague o que ali auferem. Será menos que um qualquer pau de sebo que veio em Agosto passado.

 

Isto terá algum resultado visível? Talvez não, provavelmente não, certamente que não, mas sempre será um pouco melhor que dizer que se voltaria a escolher o Jorge Sousa para o derby.

Também há a opção Pinto da Costa, que percebeu, há trinta anos, que sendo honesto não ia lá.

É escolher.

Erros atrás de erros

1. Jorge Jesus escalou mal a equipa no jogo de ontem. As "poupanças" são más conselheiras. Deixar de fora do onze titular  Adrien, Gelson, Bas Dost e Bruno César em simultâneo só podia dar no que deu: 45 minutos de avanço ao V. Setúbal (que aliás esteve prestes a adiantar-se no marcador no primeiro lance do jogo, se não fosse uma magnífica defesa de Beto) e necessidade de reformular a equipa logo ao intervalo. 

Passa pela cabeça de alguém?

 

2. É cada vez mais evidente que a política de contratações levada à prática pelo Sporting no passado Verão foi desastrosa. Ninguém pode negar esta evidência: temos uma ausência clamorosa de segundas linhas. Tirando Beto, Bas Dost e Campbell, tudo o resto devia ser devolvido sem demora à proveniência. A começar pelo inútil Markovic, que ontem voltou a demonstrar ser uma nulidade.

Castaignos, o avançado incapaz de marcar golos, é um novo Barcos. Douglas, um pinheiro plantado na nossa área. Petrovic não calça, Alan Ruiz também não. Meli tornou-se invisível. Paulista nem sabemos se ainda treina de verde e branco. André distingue-se pelos golos que é incapaz de marcar (ontem falhou dois à boca da baliza). Elias, mesmo tendo marcado um golito, voltou a ser de uma vulgaridade gritante nesta partida do Bonfim.

Ninguém assume responsabilidades por tantas contratações desastrosas, que tornam este plantel o pior - e o mais caro - desde que Bruno de Carvalho ascendeu à presidência?

 

3. Se somarmos ao que escrevi acima o apagamento total de Bryan Ruiz, que ontem teve a pior prestação de sempre pela nossa equipa e acabou por ir tomar duche ao intervalo, temos o quarto rombo da temporada. Somado às saídas de João Mário, Slimani e Teo Gutiérrez.

Bryan continua, mas só de espírito: as pernas - e por vezes a cabeça - parecem ter emigrado para parte incerta.

 

4. O que se passa com Matheus Pereira? Está de castigo? Se não serve para jogar na Taça Lucílio Baptista serve para quê? Alguém acredita que este jovem da nossa formação faria pior figura do que algumas nulidades que ontem se arrastaram no campo do Bonfim?

Vamos emprestá-lo para manter em Alvalade os poltrões que mencionei acima? E o que esperamos para trazer Palhinha, Tobias Figueiredo e Francisco Geraldes de volta? Não será também a altura de mandar regressar André Geraldes e Jonathan Silva?

Custa assim tanto perceber que é possível fazer muito melhor por muito menos dinheiro se soubermos gerir bem os recursos próprios em vez de importarmos cabazadas de jogadores inúteis que só vêm para Portugal fazer turismo e ganhar dinheiro que não merecem?

A sério?

Abaixo transcreve-se o relato do jogo de ontem, em Setúbal.

Alvíssaras a quem descobrir de onde foi retirado:

 

"Penálti assinalado por Rui Oliveira no último minuto de jogo selou a derrota do Sporting CP no Bonfim

O Sporting CP foi esta quarta-feira derrotado pelo Vitória de Setúbal no Bonfim (2-1), num jogo em que o árbitro Rui Oliveira decidiu ser o protagonista do encontro, mas pelas piores razões, ao assinalar um penálti no último minuto de jogo que sentenciou o afastamento dos leões da Taça da Liga.

Polémico, no mínimo, uma vez que nem as imagens televisivas permitem perceber o que se passou na cabeça do juiz da partida, ao assinalar uma falta inexistente dentro da área leonina já perto do apito final. Na conversão da grande penalidade, numa altura em que o último e decisivo duelo do Grupo A estava empatado (1-1), Edinho aproveitou para fazer a festa sadina (2-1).

Em contraste, a desilusão leonina era total. E com razão: a igualdade no marcador servia na perfeição as ambições do Sporting CP, líder na tabela antes da deslocação a Setúbal, uma vez que apenas um ponto era suficiente para carimbar o apuramento para a próxima fase da competição.

Os comandados de Jorge Jesus até nem começaram o jogo da melhor maneira, já que Frederico Venâncio abriu o marcador para o Vitória logo aos 19', mas conseguiram equilibrar a balança no segundo tempo, após um golo de Elias aos 79'. Oportunidades não faltaram até ao final para os leões sentenciarem a partida, mas André revelou-se sempre pouco pragmático em zonas de finalização.

Como quem não marca sofre, o Sporting CP acabou por ver fugir o bilhete para a final-four da Taça da Liga no último suspiro, como já aqui referimos. Fora daquilo que se passou dentro das quatro linhas, a explicação é simples: em igualdade pontual no topo do Grupo A, com seis pontos em três jogos, a diferença na média de idades (critério de desempate) sorriu à formação de Setúbal.

Um sorriso amarelo, diga-se."

 

Os sublinhados são meus, bem como a cara de espanto, que os caros leitores não podem ver, felizmente.

2016 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: 0-1 CONTRA O BENFICA

Há jogos assim, em que tudo parece fadado para correr mal em termos de resultados. Mesmo correndo bem em termos de exibição. Sucedeu com o Sporting a 5 de Março, quando recebeu o Benfica em Alvalade. Foi um desafio decisivo para a atribuição do título de campeão nacional.

Se a vitória sorrisse ao Sporting, que liderava o campeonato pela margem mínima, dificilmente a conquista da Liga 2016/17 fugiria à nossa equipa, que passaria a depender apenas de si própria. Se fosse o Benfica a vencer, ascenderia à liderança e teria de ser desalojado.

Houve excesso de triunfalismo por parte dos sportinguistas, que receberam em euforia o autocarro transportando os jogadores, celebrados como quase conquistadores do campeonato. Perdeu-se de vista uma regra de ouro das competições: nunca se deve participar com a certeza antecipada da vitória. Este excesso de confiança costuma ser mau conselheiro.

E assim foi. O Sporting, que tinha derrotado o Benfica em três ocasiões nessa mesma época (vitória da Supertaça a 9 de Agosto, vitória por 3-0 na Luz a 25 de Outubro para o campeonato e triunfo na Taça de Portugal a 21 de Novembro), soçobrou naquele que parecia ser o desafio mais acessível, disputado em sua casa, na segunda volta da Liga, perante 49.699 espectadores (recorde de assistência à época). Com o Benfica remetido à defesa durante quase todo o encontro, Jefferson a rematar com estrondo à barra e Bryan Ruiz a falhar duas soberanas ocasiões de golo que teriam ditado uma sorte muito diferente ao desafio – e à própria marcha do campeonato.

Havia ainda bastantes jogos. Mas muitos de nós tivemos a convicção de que aquela derrota em Alvalade traçava uma espécie de linha de fronteira. Que transformava o título há tanto tempo sonhado numa hipótese remota, na medida em que deixávamos de depender apenas de nós próprios e ficávamos a partir daí à mercê de um putativo tropeção do nosso rival mais directo.

Que nunca aconteceu, como sabemos.

 

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Desvergonha e despudor

A nossa equipa foi afastada esta noite do primeiro troféu da temporada oficial portuguesa, a agora chamada Taça CTT, pela intervenção do árbitro. Um tal Rui OIiveira, com total desvergonha e despudor, inventou uma grande penalidade contra nós no último minuto do jogo contra o V. Setúbal, no Bonfim. Não pode haver duas opiniões sobre a inexistência desta falta, que custou ainda um absurdo cartão amarelo a Coates: o internacional uruguaio nada fez à margem das leis.

Esta impunidade total dos árbitros, que desvirtuam grosseiramente a verdade desportiva, está a matar o futebol em Portugal. Há que dizer isto com todas as letras, sem poupar palavras. Jornada após jornada do campeonato e de outras competições futebolísticas, tudo se conjuga para levar uma equipa uma vez mais ao colo, como andor em procissão, e lançar as restantes borda fora, cada qual por sua vez.

Os adeptos do Sporting - como de outros clubes - indignam-se justamente. É um escândalo que se perpetua época após época, por mais que os dirigentes da Liga e da arbitragem vão mudando. Por isso achei prematuro e descabido o comunicado que Bruno de Carvalho divulgou logo após a segunda jornada do campeonato, elogiando "o esforço e o empenho dos árbitros de primeira categoria para, nas partidas a que foram chamados, fazerem boas exibições e actuarem de acordo com as regras". Por isso fiquei perplexo ao verificar como Pedro Madeira Rodrigues saiu hoje no Record em defesa dos apitadores, declarando que "esta suspeita geral pela arbitragem é terrível e é outra coisa que queria muito mudar no Sporting", invertendo o ónus da culpa. Como se os árbitros fossem inocentes e os culpados fôssemos nós, que os criticamos sem reticências nem ambiguidades.

Esta noite registou-se mais uma página negra na arbitragem portuguesa. São já tantas que lhes perdemos a conta. Perante isto, interessa pouco falar de tudo o resto. Seja quem for que dirija o Sporting, há-de sempre levar com isto. Se for anjinho, leva a dobrar. Fale grosso como Bruno ou fale fino como Madeira Rodrigues.

Os apitadores neste momento só respeitam uma cor clubística - a que transportam ao colo. Tudo o resto é para deitar abaixo.

Agenda única

O ponto único da agenda de qualquer candidato à presidência do Sporting tem de ser o fim da impotência do clube tal como se manifestou no último dérbi. Não se trata de impotência desportiva, bem pelo contrário. Eu lembro-me do tempo da impotência desportiva. Por exemplo, o jogo da Luz de Fevereiro de 2014, aquele da lã de vidro: vínhamos do 7º lugar no ano anterior, tínhamos uma equipa de remendos, montada pelo Leonardo Jardim e jogávamos um joguito competente. Chegámos à Luz e não vimos a "chincha". O Benfica era, sem dúvida, a melhor equipa do campeonato à altura. De então para cá não voltou a acontecer nada de semelhante: de então para cá, ganhámos três dérbis, empatámos dois e perdemos dois, e em nenhum fomos inferiores - fomos aliás, em geral, superiores. Portanto, a impotência de que falo é institucional: é aquela que nos diz que o Sporting não podia ganhar essa partida, algo demonstrado pelo magnífico jogo de mãos de Pizzi; é aquela que nos diz que qualquer coisa iria acontecer se, acaso, o Sporting ainda empatasse. O Benfica é o novo Porto, não há dúvida. Talvez ainda em pior, por causa do nacional-lampionismo, que tudo branqueia. Mas então só é possível regressar a um mínimo de paridade nas hipóteses de vitória acabando com isso. Bruno de Carvalho tem feito muito barulho para poucos resultados práticos, como o dérbi mostrou e como vamos vendo todas as semanas.  Dir-se-á que é difícil fazer melhor. Pois é. Mas tem de haver uma maneira de lá chegar, apanhando-os desprevenidos. Os rebeldes também conseguiram, com muito menos meios, destruir a Estrela da Morte, acertando no seu ponto nevrálgico. Todos os esforços devem estar para aí direccionados. Deveria ser o ponto único da agenda presidencial.

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