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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do resultado. Uma vitória arrancada a ferros no estádio do Restelo, por 1-0, no terceiro minuto do tempo suplementar. Quando muitos sportinguistas já anteviam mais um empate do Sporting fora de casa (que seria o terceiro, após os jogos com o Nacional e o V. Guimarães).

 

De Beto. Estreia como guarda-redes titular neste campeonato, devido a inesperada lesão de Rui Patrício. Uma exibição muito personalizada, de grande classe, deste guardião que joga muito bem também com os pés e revela reflexos rápidos. Evitou dois golos da equipa azul com grandes defesas aos 39' e aos 75', mantendo a baliza invicta.

 

De Bas Dost. Andou desaparecido durante o jogo quase todo mas quando foi necessário estava lá. Valeu três pontos ao Sporting com o golo apontado mesmo à beira do fim. Um golo clássico, à ponta de lança - já vão nove na Liga 2016/17. É para isso que nós, sportinguistas, contamos com ele.

 

De Campbell. Que mais será preciso o internacional costarriquenho fazer para Jorge Jesus perceber que deve lançá-lo como titular? A sua entrada em campo aos 57', substituindo o compatriota Bryan Ruiz, contribuiu muito para dinamizar o caudal ofensivo do Sporting. Com velocidade, desequilíbrios, bons passes. Aos 67' cavou um livre muito perigoso, marcado por Adrien, que possibilitou ao guardião Joel Pereira a defesa da noite, fazendo a bola embater na barra. E foi dele a assistência para o golo de Bas Dost, com um cruzamento muito largo para o segundo poste. O melhor em campo.

 

De Coates. Outra exibição de grande categoria do internacional uruguaio, que é sem dúvida um dos melhores centrais a actuar no futebol português. Nos últimos minutos, jogando tanto com o coração como a cabeça, progrediu muito no terreno, jogando quase a médio-centro. Um verdadeiro Leão.

 

Da rotação de jogadores. Forçado pelas circunstâncias ou por opção táctica, Jesus mudou cinco dos habituais titulares, dando oportunidade a Douglas (substituto do lesionado Rúben Semedo), Jefferson (em vez de Marvin), Esgaio (em vez de João Pereira) e Alan Ruiz (deixando Bruno César inicialmente no banco), além do já mencionado Beto. De forma geral todos deram razoável conta do recado.

 

Do Belenenses. Deu boa réplica ao Sporting.

 

Do apoio entusiástico dos adeptos. Alguns milhares de sportinguistas animaram as bancadas do Restelo incentivando a nossa equipa do princípio ao fim. Incluindo muitos jovens, que não deitam a toalha ao chão: farão tudo para verem o Sporting campeão. É difícil que os jogadores não se empolguem com um apoio tão vibrante.

 

 

Não gostei

 

De ver Campbell no banco. Erro de avaliação do treinador, que devia ter colocado o costarriquenho como titular, em vez do seu compatriota Bryan Ruiz, que talvez por fadiga continua a passar ao lado dos jogos. Hoje Bryan só rendeu cerca de 20 minutos. Depois apagou-se. E quando saiu, aos 57', já ia tarde.

 

De Castaignos. Jesus deu-lhe outra oportunidade, mandando-o entrar aos 72' para o lugar de Alan Ruiz, mas o holandês voltou a ser demasiado discreto. Continuamos sem perceber o que vale.

 

De ver tantos cantos desperdiçados. Um após outro, nenhum deles resultou. Todas as tentativas de colocar a bola com perigo dentro da área embateram na muralha defensiva do Belenenses.

 

Da falta de concretização. Notórias debilidades da equipa no último (e decisivo) passe. Os jogadores fazem imensa cerimónia antes de ficarem com a baliza à sua mercê. Chegam lá perto, mas transmitem a sensação de que ali não sabem muito bem o que fazer à bola. Tirando o lance do golo, só levámos verdadeiro perigo à baliza adversária com um livre directo superiormente marcado por Adrien.

 

Da nossa posição na tabela classificativa. Ganhámos, mas o mesmo sucedeu aos nossos rivais mais directos. Continuamos no quarto lugar, com 30 pontos. Atrás do Benfica (38), FC Porto (34) e Braga (32).

As caras dos protagonistas

Do sítio da APAF na internet, público portanto.

Após consulta do quadro de nomeações no sítio da FPF, público portanto.

É este o senhor que atribuiu a Jorge Sousa uma classificação excelente (8,6 salvo erro), no jogo Benfica-Sporting, onde ficaram por marcar duas claras grandes penalidades a favor do Sporting.

Caso para dizer que basta um Coelho. 

E nem vislumbre de cajadada. Salvo seja.

 

Carlos Coelho.jpg

 

A vertigem do cheiro a pólvora

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Quando se esperava que o presidente do Sporting dirigisse uma mensagem de exemplar serenidade ao plantel, que lambe as feridas após três derrotas nos quatro últimos jogos, e se concentrasse no indispensável incentivo aos jogadores para derrotar o Belenenses, Bruno de Carvalho voltou ao seu pior estilo: disparou em várias direcções, provocou ruído totalmente dispensável e vestiu já o fato de candidato a três meses do acto eleitoral.

Como se não houvesse questões muito mais urgentes a enfrentar agora.

 

Desde logo, o meio escolhido foi o menos indicado: novamente uma mensagem no Facebook, em vez de ter optado pelos canais institucionais do clube. Também o tom foi desajustado: agressivo e crispado, transmitindo a ideia de que o Sporting Clube de Portugal vive com os nervos em franja, pronto a declarar guerra ao mundo inteiro. Além disso, a extensão do escrito, desnecessariamente longo e confuso em vários trechos, fez dispersar a mensagem – como qualquer profissional da comunicação certamente lhe diria se Bruno de Carvalho tivesse a humildade de se aconselhar com quem percebe do assunto.

O pior foi confundir o estatuto de presidente leonino com o de candidato às eleições de Março, apressando-se a eleger novos alvos internos para as suas invectivas. Nada menos recomendável, num momento em que o Sporting deve mais que nunca estar unido para enfrentar sérias dificuldades no plano desportivo, superar problemas estruturais no plano financeiro e contrariar a ameaça sempre renovada de perversão da transparência no futebol. Bruno de Carvalho volta a dispersar energias e munições, transforma o insulto em argumento (“hipocrisia”, “parasita”; “papagaios”) e aconselha até determinados sportinguistas a devolver o cartão de sócio. Revisitando assim os clássicos, mas às avessas: procura mobilizar as hostes não contra o adversário externo mas contra o hipotético inimigo interno.

 

Os méritos do presidente do Sporting, que são muitos, dissipam-se com frequência nesta sua vertigem de sentir a todo o momento o cheiro a pólvora. Quando não há, ele inventa-o. Sem graduar prioridades, sem distinguir problemas.

E afinal, nesta altura concreta, dele pedia-se apenas algo muito simples: o apoio firme, expresso em palavras claras e sucintas, à equipa técnica e aos jogadores no confronto de amanhã no Restelo. Nada menos, nada mais. A pólvora era perfeitamente dispensável. E a frente de batalha interna que acaba de inaugurar a escassos dias do Natal também.

o índice Gonçalo Guedes

Ainda que ache que o Sporting (e Porto) não tenham tido a mesma compreensão arbitral que o Benfica, ou seja o pender a decisão em caso de dúvida, é importante ver as coisas como elas aparentam ser. 
E Gonçalo Guedes é um bom ponto de referência. O jogador do Benfica, que provavelmente não é o mais talentoso do campeonato, tem sido de uma entrega, disponibilidade e capacidade física que merece bem a nossa atenção. E elogio. Ou bem que há poção mágica no Seixal (e não, não estou a insinuar ilegalidades), ou bem que se trabalha melhor a parte física no Benfica. Eu gostava de saber porque não vejo Gelson ou qualquer outro dos nossos extremos/avançados com a pujança física de GG.
A sucessão de lesões no Benfica indicia qualquer coisa e essa coisa (não sei, não sou especialista) pode ser um grau de exigência que outros clubes (sem tantas lesões) não têm tido. Pode ser muita coisa, mas pode ser porque se carrega mais no físico. 
Apesar de o Benfica ser claramente mais fraco como equipa e até se encolher quando joga com adversários do seu nível (Napoles, Sporting ou Porto), onde interessa (nos mil e um jogos pequenos) é mais eficaz que os outros. O índice Gonçalo Guedes mereceria uma melhor análise por parte de quem percebe disto. 

p.s. Já agora, o facto de alguém se queixar de qualquer coisa (como das arbitragens, mas podia ser do BES, da qualidade do Frango Assado no Pingo Doce de Telheiras ou do vento) não implica que seja um queixinhas. Pode dar-se o caso de ter razão. 

Pós-verdade no Sporting!

Muitas horas já passaram desde o murro no estômago que levei no Domingo à noite em Alvalade.

Quando saí tentei manter-me calmo e sereno. No entanto dentro do meu espírito de sportinguista fervilhava uma turbulência que só as horas passadas amenizaram.

Naquelas horas seguintes apetecia-me disparar para todo o lado, culpar toda a gente e mais alguma pela derrota sofrida, arranjar desculpas…

Hoje quase 48 horas passadas tento, de forma mais calma, tentar perceber o que realmente se passou na noite de Domingo. A opinião seguinte vale o que vale e só a mim me culpa. Assim direi que:

- o Sporting não tem banco;

- os jogadores não aguentam jogos à quarta e ao domingo;

- colocaram a fasquia a níveis a que a equipa não consegue chegar;

- vendemos pérolas verdadeiras e ficámos com o pechisbeque;

Então de quem é a culpa deste estado de coisas? Perguntar-me-ão. Não sei, assumo.

O que sei é que o Sporting necessita de… paz! Pacificar os adeptos, os dirigentes, os seus inimigos e acima de tudo o plantel.

A violência, seja ela física ou verbal, gera violência. Não vale a pena disparar para tudo quanto mexe no futebol à espera de se acertar em alguém, pois essa postura geralmente tem tendência a virar-se contra o clube.

Temos demasiados adversários. Provavelmente mais que todos os outros. Que falam de nós, escrevem sobre nós, que nos invectivam. Tal não me preocupa, quiçá enobrece…

No entanto não podemos nem devemos responder no mesmo tom. Temos de saber sofrer, preferencialmente em silêncio…

Porque somos todos donos dos nossos silêncios, mas reféns das nossas palavras.

 

Também aqui

Reagrupar

Apesar de muitos milhões gastos, os problemas continuam: os laterais não são bons o suficiente e não há banco. A isso juntou-se uma saída que tem feito diferença: Téo. Pareceu boa ideia despachar um jogador que rendeu desportivamente mas que tinha a cabeça algures na lua. Não se encontrou uma solução alternativa de qualidade. Se Dost não está inspirado, não há golos. 

O Sporting tem que ir ao mercado. E tem que se livrar de uma série de pesos mortos. Há que admitir erros, fazer algum dinheiro e comprar. O problema é que sem Europa e com a decisão da Doyen, dinheiro é coisa que escasseia. Ainda assim, vejamos o plantel:

Guarda-redes: Patrício e Beto dão toda a tranquilidade. A Jug não fazia mal jogar e devia ser emprestado. Talvez até por ano e meio. 

Defesas-laterais: Esgaio não é aposta e começa a ser tarde para ele. Um empréstimo pode ser solução. Pereira é esforçado mas não é de topo. Schelotto parece o menos mau mas é inconstante. No sistema de Jesus, os laterais são essenciais. Se o Boca Juniors aceitasse Meli de volta, não me importava de trazer para Lisboa, Gino Peruzzi, já com experiência na Europa (Catania). Seria titular de caras. Na esquerda, o Jefferson deste ano, é um a menos. Marvin é limitado. É urgente trazer um titular. Apostava em Insúa mas sei que três milhões podem ser muito dinheiro. Más seria mais barato mas não conhece o futebol europeu e Vangioni, se nem neste Milan joga, pode não ser grande opção, apesar da fama que tem na Argentina. 

Defesas centrais: Coates, Semedo e Oliveira dão garantias. Acredito que são os laterais os maiores culpados pelos golos sofridos. Sem Europa, dava-me ao luxo de despachar Douglas, com nome, para China ou Rússia, à melhor oferta. Sempre que necessário, o quarto central seria Fidel Escober, interessante jogador da B. 

Médios centro: William e Adrien são o pulmão da equipa e devem ser rejeitadas propostas por eles. O problema é que é necessário quem faça os seus lugares em caso de lesão, castigo ou previsível cansaço. A seis, Petrovic e Paulista são falhanços. Devem ser emprestados e deve apostar-se no regresso de Palhinha. Aliás, creio que William será transferido no verão e vejo no jovem alentejano o seu perfeito substituto. Também Meli e Elias nada trouxeram e devem ser "despachados". Meli deve regressar ao seu país como moeda de troca num negócio e Elias, vendido à melhor oferta. Bruno César é o melhor oito suplente. Não desdenharia, no entanto, a contratação de um homem experiente. Uma vez mais, lembro-me do mercado argentino e de Tino Costa (San Lorenzo), com larga experiência no futebol europeu. 

Alas: Neste momento, Gelson e Campbell dão conta do recado. Bruno César, Bryan e Matheus podem ser opções na esquerda e Markovic, no máximo, pode aspirar a jogar uns minutos na direita. 

Avançados: Alan falhou redondamente como segunda opção e não podemos esperar muito mais por ele. Vejo duas opções. Empréstimo a um clube europeu para ganhar rotação ou regresso à Argentina, como moeda de troca. Alan é um dez e o Sporting joga com um oito e um "nove e meio" atrás do ponta de lança. Alan não faz sentido aqui. Venha um craque (sim, bem sei que isso custa). Aqui apostava em Bou, várias vezes apontado ao Sporting, apostando em enviar Alan, Téo e/ou Jonathan para Avellaneda. Bou pegaria de estaca e seria um Téo, com cabeça. Na frente, Dost, quando lhe chega a bola, faz o seu trabalho. André serve para suplente. Spalvis vem aí e ainda há Leonardo Ruiz. Castaignos é para emprestar. 

 

Nota: Os jogadores indicados são apenas da minha preferência e reflectem o perfil que considero interessante. O seu valor de mercado anda à volta dos três milhões de euros. 

Wilson Eduardo

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Foi um erro a dispensa tão prematura do Wilson Eduardo, um jogador com cultura leonina e sportinguista do coração. A troco de quê? Ninguém sabe dizer. Hoje é o rei das assistências na I Liga e já leva seis golos marcados no campeonato.

Não teria lugar na equipa do clube que o formou? Claro que sim.

 

O caso do Wilson Eduardo ilustra bem os erros que têm sido cometidos no Sporting. Descartam-se bons jogadores que formamos ao longo de anos enquanto importamos legiões de pernas-de-pau. E este ano têm sido imensos - de Barcos, o ponta-de-lança incapaz de marcar, a Alan Ruiz, mais rápido a comprar bólides do que a meter a bola dentro da baliza; de Elias chuta-pr'a-trás a Marcoxovic.

Onde estão e o que fazem Wallyson, Palhinha, Matheus Pereira, Esgaio, Iuri, Podence, Francisco Geraldes, Carlos Mané?

 

Tudo errado neste filme.

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