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És a nossa Fé!

Assobios mais que merecidos

Nunca assobiei nenhum dos nossos jogadores em Alvalade - e, confesso, vontade não me faltou uma vez ou outra. Mas sou por sistema contrário àqueles que procuram "incentivar" a equipa em campo durante os jogos enquanto vaiam os jogadores do alto das bancadas, produzindo efeitos opostos ao que pretendem.

Há no entanto sempre uma excepção. Pouco me importa que Elias seja assobiado ainda antes de se atingir a meia hora, como sucedeu sábado frente ao Tondela. Eu próprio o fiz. Não no estádio, mas aqui no blogue, há quase dois meses.

O dia seguinte

António Varela, Record: «Três jogos a seguir a jornadas da Liga dos Campeões e sete pontos perdidos pelo Sporting no campeonato nacional. Jorge Jesus continua sem descobrir o remédio para atacar o vírus que lhe vai minando a equipa e ontem acabou definitivamente com o clima de lua-de-mel que se vivia entre ele os adeptos desde que Bruno de Carvalho o resgatou ao Benfica.»

 

João Pimpim, A Bola: «O pouco que houve aconteceu, basicamente, nos pés de Gelson que, aqui e ali, conseguiu soltar os seus pozinhos de magia, a sua classe e virtudes, fazendo a diferença - e que abissal foi essa diferença, uma vez mais, para os restantes companheiros, a par do que já sucedera na derrota com o Dortmund. Pois... Gelson não merecia um final assim.»

 

Mário Duarte, O Jogo: «O Sporting não conseguiu mandar no jogo porque o Tondela não deixou e os beirões iam equililbrando as operações tanto quanto os leões lhes permitiam. Elias nunca conseguiu pegar e armar jogo e a coordenação com William não resultava, sucedendo-se as perdas de bola e passes transviados; o entendimento de Marvin com os companheiros também resultava pouco menos que impraticável, tendo que ser dobrado várias vezes por William, Rúben Semedo ou Coates.»

Pódio: Gelson, Campbell, Rui Patrício

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tondela pelos três jornais desportivos:

 

Gelson Martins: 17

Campbell: 15

Rui Patrício: 15

Schelotto: 14

Rúben Semedo: 14

Coates: 13

William Carvalho: 13

Bruno César: 12

Bryan Ruiz: 12

Castaignos: 11

Bas Dost: 11

Elias: 9

André: 9

Marvin: 9

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor jogador em campo.

Leitura recomendada

«Como se, à oitava jornada, ainda fosse normal andarmos a perceber quem deve fazer de Teo, como é que a equipa deve controlar a respiração com troca do zen João Mário pelo frenético Gelson e estivéssemos à espera de Janeiro para ir buscar pessoal que resolva problemas que estão detectados desde o final da época passada, altura em que o nosso futebol entusiasmava tudo e todos. Altura em que Jorge Jesus podia atirar frases como "Não tenho o melhor plantel, tenho é uma equipa trabalhada por mim e se está trabalhada por mim tem de ser a melhor! A diferença está no treinador."

O problema é que esta frase tem três semanas e é seguida por uma mão-cheia de exibições confrangedoras. O problema é que em milhares de adeptos começa a instalar-se um amargo déjà vu contra o qual, ontem, apenas Gelson Martins quis lutar.»

Cherba, na Tasca do Cherba

Piadas

Confesso que começo a não achar muita graça à piada de ir buscar as velharias do Benfica. Uma vez teve mesmo graça (Jesus), e vamos a ver se terá graça até ao fim. Agora, o Carlos Carneiro do andebol, mais o Nélson Évora e a Telma Monteiro, que ficassem por lá para sempre. Portanto, tratem de arranjar uma piada melhor. Olha, por exemplo, comecem a ganhar os jogos da bola.

Os nossos jogadores, um a um

Sete pontos perdidos nos últimos quatro desafios. Três pontos menos do que tínhamos à oitava jornada na Liga 2015/16. E manteve-se a má tradição: claudicamos numa partida do campeonato após uma jornada europeia.

Foi um Sporting apático e tristonho que se apresentou hoje em Alvalade frente a um Tondela que soube defender-se bem e atrever-se em diversos contra-ataques. Perante um adversário organizado pedia-se mais dinâmica de jogo à equipa da casa, mas isso não sucedeu. Faltou qualidade no transporte de bola, faltou acutilância nos últimos metros do terreno e faltou empenho de vários jogadores. Incluindo alegados reforços que ainda não demonstraram ser mais-valias. Excepção para Joel Campbell, que hoje foi o último suplente utilizado e o único a conseguir marcar, mesmo à beira do apito final.

Também faltou Adrien, que continua lesionado: sem ele, este Sporting vale muito menos. Oxalá Gelson Martins não se lesione: o jovem extremo leonino voltou a ser o melhor em campo. Que diferença em relação a vários dos seus companheiros...

 

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RUI PATRÍCIO (5). Viu-se forçado a estar sempre atento. Saiu mais de uma vez da grande área, em defesas de emergência. O golo, aos 74', apanhou-o mal posicionado na baliza. Acontece.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Nem sempre cruzou bem, mas nunca desistiu. Vistosas tabelinhas com Gelson Martins. Dois centros seus levavam selo de golo, aos 21' (Bas Dost falhou) e aos 45' (Bryan Ruiz desperdiçou).

COATES (6). Sólido e autoritário nas operações de comando defensivo, evidenciando inegável domínio técnico. Adiantou-se bastante no terreno, puxando a equipa para a frente. Tentou marcar de cabeça, após um canto, aos 86'.

RÚBEN SEMEDO (5). Revelou dificuldades em travar os contra-ataques velozes do Tondela. Venceu a maioria dos confrontos individuais, mas sem a tranquilidade já demonstrada noutras partidas.

MARVIN (3). Um atraso mal medido aos 15' provocou canto. Revelou as dificuldades habituais na manobra atacante da sua ala. Também com evidentes falhas defensivas, uma das quais originou o golo do Tondela. Saiu logo a seguir.

WILLIAM CARVALHO (6). Sem Adrien, vê-se forçado a gerir uma zona muito mais ampla do terreno. Ainda assim, fez os melhores passes em profundidade. Um deles, já no último minuto do encontro, esteve na origem do golo do empate.

ELIAS (2). Incapaz de acelerar o jogo, incapaz de fazer um passe longo, incapaz de segurar jogo a meio-campo e de distribuir a bola com critério. Não merecia ter jogado a titular, de tão frouxo se mostrou. Jesus tirou-o ao intervalo.

GELSON MARTINS (7).  Aos 4' emitiu o primeiro sinal de perigo, rematando com força ao poste. Muito marcado, viu-se forçado a jogar mais no eixo. Nunca desistiu de virar o resultado. Foi dele a assistência para o golo de Campbell.

BRYAN RUIZ (4).  Uma sombra do que foi na época passada. Parece entrar em campo já fatigado, sem chama, sem ânimo. Falhou o golo da praxe, de frente para a baliza, após centro milimétrico de Schelotto.

ANDRÉ (3). Jesus apostou desta vez nele a titular, confiando-lhe a posição de segundo avançado. Em vão. O brasileiro nunca se entendeu com Bas Dost, incapaz de servir o holandês. Mal se deu por ele em campo. Saiu aos 61'.

BAS DOST (5). Jogou mais recuado do que devia. Tentou muito, foi buscar jogo atrás, correu várias vezes até à ala em busca da bola, mas desta vez sem resultado. Grande passe para Gelson logo aos 4'. Remate por cima aos 21'.

BRUNO CÉSAR (5).  Saltou do banco na segunda parte, rendendo Elias. Sem brilhantismo e desta vez com pouca eficácia, mas revelando mais intensidade e muito mais entrega ao jogo do que o brasileiro.

CASTAIGNOS (4). Substituiu André aos 61', muito incentivado pelo público nesta estreia oficial pelo Sporting. Nos primeiros minutos andou perdido na frente de ataque. O melhor que fez foi uma boa jogada aos 89'. Espera-se mais.

CAMPBELL (6). Segundo golo pelo Sporting. Este foi crucial: valeu um ponto. Em campo desde o minuto 75, deu profundidade e qualidade ofensiva à equipa e mostrou que também sabe defender. Marcou ao cair do pano (96').

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do empate sofrido em casa. Primeiros pontos perdidos em Alvalade neste campeonato - contra o Tondela, por 1-1. Uma equipa que já nos tinha imposto um empate caseiro, por 2-2, na época anterior.

 

Da atitude da equipa. Muita posse de bola (71% ao longo do encontro), muitas tabelinhas, muita lateralização, mas pouca progressão. Velocidade moderada, incapacidade quase total de progressão com eficácia no último terço do terreno. É nestes jogos, com esta atitude frouxa, que os campeonatos se perdem.

 

De Elias. A imagem personificada do desleixo e da apatia da equipa. Sem velocidade, sem capacidade de pressionar, sem conseguir fazer um passe em profundidade, o brasileiro volta a confirmar - pela segunda vez em Alvalade, com presidentes e treinadores diferentes - que não tem categoria para vestir a camisola do Sporting.

 

De André. Jogou pela primeira vez a titular, mas foi de uma ineficácia impressionante. Destacou-se apenas pela quantidade de vezes que caiu para o chão, pedindo faltas. Nada a ver com o espírito leonino. Nada a ver com o espírito de uma equipa que sonha com a conquista do campeonato.

 

De Marvin. Mais uma exibição confrangedora do lateral holandês. Num recuo para Rui Patrício, atirou a bola para além da linha de fundo, provocando um canto. No golo do Tondela, aos 74', deixou Murillo correr sem a menor oposição pela sua ala. Jesus deu-lhe imediata ordem de saída. Já foi tarde.

 

Da insistência de Jorge Jesus em manter Bruno César no banco. O brasileiro, entrando logo a abrir a segunda parte, foi o primeiro a sacudir o jogo, conferindo mais intensidade e agressividade à equipa. Bem melhor do que Elias, que alinhou a titular.

 

Da nossa incapacidade para causar perigo a partir de bolas paradas. Um livre lateral, apontado por Bryan Ruiz, chegou a transformar-se num passe ao guarda-redes. Com delicadeza, não fossem as mãos de Cláudio Ramos ficar a arder.

 

Da ausência de Adrien. A prolongada lesão do nosso capitão faz baixar muito o ritmo e a intensidade da equipa.

 

De mais um golo sofrido. E vão dez à oitava jornada.

 

De mais dois pontos perdidos. Ainda podia ter sido pior: estivemos a segundos de perder outro. Nos últimos quatro jogos, deixámos fugir sete. E há um ano tínhamos mais três.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Claramente o melhor em campo, novamente o mais destacado jogador do Sporting - deixando a larga distância quase todos os companheiros. Destacou-se logo ao minuto 4, rematando ao poste após uma brilhante incursão pela ala direita. E foi dele a assistência para o golo de Campbell, no minuto final. Fez tudo para merecer a vitória.

 

De Coates. Grande exibição do internacional uruguaio, que não se limitou a defender com solidez e precisão: conduziu vários lances de ataque, com a bola bem dominada, suscitando justos aplausos das bancadas. Tentou o golo na sequência de um canto, aos 86', mas o cabeceamento saiu por cima da baliza.

 

Da estreia de Castaignos. Finalmente o reforço holandês foi lançado por Jesus. Iam já decorridos 61 minutos, mas ainda houve tempo para ver um ou outro pormenor positivo deste avançado. De qualquer modo, ainda é cedo para tirar conclusões.

 

De Campbell. Vinte minutos em campo, a sua melhor exibição até agora com a camisola verde e branca. Exibição saldada com o golo do empate, numa jogada bem urdida que começou com um passe longo de William, prosseguiu com uma boa recepção de cabeça de Coates a servir Gelson e com este a colocar a bola na grande área - assistência que foi quase meio golo. O internacional costarriquenho evitou o mal maior em Alvalade.

 

Da apresentação de Nelson Évora como novo atleta do Sporting. O campeão olímpico de triplo salto, reforço do atletismo leonino, foi apresentado de verde e branco ao intervalo, recebendo merecida ovação. Tal como sucedeu ao brasileiro André Cruz, um dos heróis da nossa campanha de 2001/2002 que hoje esteve presente em Alvalade.

Nem tudo são rosas

Mas também nem tudo são as nuvens negras que andam por aí a pintar.

 

Terça jogámos com um colosso do futebol europeu, batemo-nos de igual para igual e fizemos tudo ao nosso alcance para obter outro resultado.

 

Por este motivo, entendo que se exige alguma parcimónia nas previsões catastrofistas que por aí vão aparecendo.

 

Tenham lá paciência, já temos todos demasiados anos disto para sabermos onde esse caminho leva.

 

Como tal, a única coisa que se pede hoje aos adeptos é que apoiem a equipa até ao fim e à equipa que nos dê uma vitória que nos continue a fazer sonhar com o tão ansiado Campeonato que nos tem fugido.

 

Sporting Sempre!

Os nossos comentadores merecem ser citados

«O Marvin não tem categoria para representar o Sporting. O Sporting, sem Adrien, não pode jogar da mesma forma que Jesus tanto gosta, e eu também. Elias pode até estar a ser desaproveitado naquela posição mas ali não, simplesmente não consegue cumprir o plano que um "8" tem de ter no modelo de Jorge Jesus. Bryan Ruiz está muito, muito desgastado. Tem muita qualidade mas, mais uma vez, o plano de jogo de JJ exige uma capacidade física que ele não tem.»

Sérgio Nunes, neste meu texto

Prioridades

 

Chamar Jonathan Silva de volta a Alvalade. O nosso corredor esquerdo está nos cuidados intensivos.

 

Equacionar o regresso de João Palhinha no mercado de Inverno. Formado em Alcochete, vale mais que o importado Petrovic como suplente natural de William.

 

Apostar em Matheus Pereira, outro valor da nossa formação. Markovic ainda não demonstrou ser melhor que ele. Longe disso.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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