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És a nossa Fé!

João Lobo Antunes - um modo de ser sportinguista

Só conhecia João Lobo Antunes de entrevistas. Pessoas haverá muito mais habilitadas do que eu para recordarem o ilustre e notável neurocirurgião. Mas eu gostaria de recordar justamente uma entrevista – não sei onde, não sei a quem (teria sido ao DNa, suplemento do Diário de Notícias?) –, a primeira que dele li, já lá vão mais de 20 anos. Vivia-se o prolongado jejum de títulos do Sporting, e uma das perguntas da entrevista dizia respeito justamente ao sportinguismo de João Lobo Antunes, nascido e criado em Benfica e numa família de benfiquistas, alguns deles ferrenhos. A pergunta era algo como “O seu Sporting não lhe tem dado muitas alegrias...”, e a resposta, que eu nunca esqueci: “A mim o Sporting só me dá alegrias. Quando ganha é uma alegria. Quando perde é um hábito.” Pode parecer pateta recordar João Lobo Antunes por isto, mas só um homem muito sábio encara o futebol desta maneira.

Puxa-saco lampião

 

«Luís Filipe Vieira é o melhor presidente da história do Sport Lisboa e Benfica.»

 

«Tirando Cosme Damião, acima de Luís Filipe Vieira em termos de dirigismo, neste momento, já não há ninguém.»

 

«A Benfica TV [foi] um projecto pioneiro que inclusive ajudou a salvar em termos financeiros os rivais Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto, que nunca teriam feito os negócios televisivos se o Benfica não tivesse desbravado caminho.»

 

«A academia do Seixal é um caso ímpar de sucesso em todo o mundo.»

 

«Lá fora já se encara a formação do Sport Lisboa e Benfica como um caso de sucesso ímpar por nomes como Bernardo Silva, Renato Sanches, André Gomes, João Cancelo e por aí fora.»

 

Rui Pedro Brás, que também assina Rui Pedro Braz, esta noite, na TVI 24

 

Vale tudo na boatovisão (9)

Pedro Guerra, 3 Outubro, TVI 24:

«O Sporting tem um presidente que comunica com o treinador através do treinador-adjunto! (...) Eu não acho normal nem acho tolerável que um presidente, para falar com o treinador, tenha que recorrer ao treinador-adjunto!»

 

Pedro Guerra, 10 Outubro, TVI 24:

«Há pessoas que aparecem em programas de televisão que andavam em repastos contra a direcção dos clubes, depois foram chamados e passaram a alinhar. Há pessoas assim! Até eram pessoas que eram consideradas como muito eloquentes quando falavam, deixaram agora de aparecer tanto... Mas andaram aí também em jantares de conspiração... pelo menos... eram os ratos... os chamados ratos, que o actual presidente tratou logo de... ou está a tentar desmobilizar.»

 

Vemos, ouvimos e lemos

Alguma alminha por aí capaz de explicar-me em que medida exactamente é que esta notícia do Record é relevante? porque é que no dia em que Rui Patrício é nomeado para a Bola de Ouro há um site de um jornal português que considera de absoluta pertinência e essencial essa informação de que "indianos dizem que Rui Patrício não merece estar nos nomeados"?

A sério? Isto é um site muito lido lá India, já percebi, e cá também? é daqueles sites que toooda a gente vai ler a correr quando quer saber notícias do futebol e ninguém me avisou?

É que se for isso prometo penitenciar-me e passar a ler o Sportskeeda ou lá o que é, com todo o afinco, todos os dias ao pequeno-almoço. Mas expliquem-me. De preferência em português, obrigada.

 

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O príncipe do nada

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Não é a primeira vez que me refiro neste "blog" ao desempenho de Renato Sanches, faço-o para desmontar uma máquina de propaganda que começou em Portugal mas que, neste momento, vai estendendo os seus tentáculos até à Alemanha. O Bayern tenta livrar-se do barrete que enfiou e este folclore, estes prémios fazem parte.

Antes de continuar, esclareço que o título do "post" está relacionado com um poema de Sérgio Godinho, chamado Maré Alta, concretamente, com o verso: "aprende a nadar, companheiro".

Vejamos então se Renato sabe nadar e para isso recuemos à época anterior.

Na época passada representou duas equipas: o Benfica B e o Benfica, o primeiro esteve quase a descer de divisão (só não desceu devido a mais uma golpada de secretaria, desta vez envolvendo o Farense. Desportivamente, com os resultados conseguidos dentro das quatro linhas, descia de divisão) o segundo venceu a Liga da forma como sabemos, sem praticar o melhor futebol, sem ser superior, nem ao Sporting, nem ao Porto, nos confrontos directos. A vitória nessa Liga está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

Na selecção nacional não participou em nenhum jogo da fase de apuramento mas foi passear a França, onde o seu grande momento é no jogo da final, foi substituído para entrar Éder.

Desde essa substituição não voltaria a calçar na selecção.

Vejamos, agora, qual tem sido o percurso de Renato Sanches no Bayern München (BM).

Parece claro que nos jogos mais complicados, Renato não joga, foi assim com o Werder Bremen, com o Hertha e com o Atlético de Madrid, nesses jogos o BM marcou dez golos e não sofreu nenhum.

Nos outros seis jogos do campeonato alemão e nos restantes dois da "Champions", Renato jogou mas sempre como titular substituído ou como suplente utilizado, Ancelotti não confia nele para os 90' e os números dão razão ao treinador.

Nestes oito jogos em que participou (exceptuando um que referirei mais à frente) o desempenho do BM foi sempre pior ou igual com Renato em campo. Há jogos, por exemplo, com o Hamburger SV que Sanches é substituído aos 61' com o resultado em 0-0, o futebol do BM melhora com a entrada de Vidal e vence o jogo.

Importa realçar que o melhor jogador europeu sub-21 da Europa em oito jogos (incompletos, é certo) não marcou nenhum golo, nem fez nenhuma assistência; o que nos leva ao tal jogo (o único) em que o futebol do BM melhorou com a entrada do "golden boy", foi no Allianz Arena, no dia 13 de Setembro, o BM recebia os russos do Rostov.

Renato entra aos 71', ainda a tempo de ver Juan Bernat ampliar a vantagem de 4 para 5-0.

Era o jogo ideal para Renato Sanches brilhar, mais uma vez ficou a ver os colegas brilharem, nesse dia foi o defesa esquerdo espanhol, um desconhecido para a maior parte de nós que saiu do banco para fazer uma assistência (para o 4-0 de Kimmich) e marcar o quinto a passe de Ribéry.

Conclusão, A Bola pode fazer as capas que desejar, chamar-lhe "Príncipe" na capa e "Menino de Ouro" na pág. 2, pode atirar pedras ao Record (pág. 3) Renato foi primeiro para 20 das 30 referidas publicações e só quatro deixaram-no de fora [sic]: Sport Foot Magazine (Bélgica), Komanda (Ucrânia), Fanatik (Turquia) e Record (Portugal)" que isso não vai mudar para melhor o desempenho do jogador.

Quanto a Renato Sanches desejo que consiga provar em campo as imerecidas honrarias que tem conquistado fora dele; aprende a nadar, companheiro.

A limpeza das espingardas*

Está lançado aqui no blogue o mote para fazermos todos, sportinguistas, o balanço do que se vai passando na equipa de futebol e no Clube, que críticas ou reparos, ou propostas, ou sugestões temos para ajudar a ultrapassar esta fase menos boa.

Um dos visados nas críticas, para além do treinador, é o presidente e a sua atitude e forma de actuar/comunicar, considerando-se exagerada, desfasada, despropositada até, a sua forma de governar a comunicação do Sporting e inclusive o relacionamento para dentro.

Eu já não acho!

Em relação ao presidente, o que eu temo, sinceramente, é que ele comece a deixar-se vencer pelo status quo.
É que, concordando que aqui ou ali deu alguns tiros nos pés (ninguém é perfeito), há temas que, se estão na ordem do dia, a ele o devemos.
Quando dizemos que hoje o presidente está "muito melhor" e nunca deixamos de referir os episódios em que esteve mal (e que eu subscrevo), quer dizer que o "desgraçado" do presidente tem um sacana dum carimbo na testa do qual nunca se irá livrar e haveremos de, ad eternum, cobrar-lhe esses excessos fruto de uma clara imaturidade inicial, que todos lhe desculpámos em tempo.
O homem há-de ser sempre preso por ter cão e por não o ter; Se fala é porque fala, se se cala é porque deveria ter falado. É claro para mim que "diálogo" do presidente, só com outros presidentes, mas não será esse o objectivo dos outros presidentes, forçar um diálogo de surdos? Senão, porque anda calado que nem rato o tipo dos camiões e não se houve falar o azeiteiro dos chocolatinhos, se não for com o intuito óbvio de cortar o pio a quem os pode colocar em causa e às suas manigâncias?
Exagera? Por certo, mas creio que o tempo do verbo deverá ser conjugado no passado. Hoje por hoje, não me parece que as intervenções do presidente sejam factor de desestabilização e aquele comunicado após a derrota de Madrid, p.e.,  tem um claro objectivo que é o de dar um voto de confiança à equipa. Não creio que o facto de "valorizar uma derrota" tivesse sido prejudicial à equipa e aos jogadores.  Está claro para mim que o problema actual da falta de resultados é mais do foro psicológico que de outra coisa qualquer e aprecio a atitude do presidente dando um voto de confiança ao grupo. Se não gostei do episódio Guimarães (Marco Silva), não posso criticar a forma que foi encontrada para dizer aos jogadores que estava com eles, ainda que a forma talvez não tivesse sido a ideal. E conhecendo já um pouco de Bruno de Carvalho, estou em crer que uma parte do recado foi dada no recato do balneário e não terá sido tão simpática quanto a versão dada a público.

Tenho um reparo a fazer-lhe: Já é tempo de se virar para dentro e deixar para outras pessoas da estrutura o pesado fardo de guerrear com os adversários. Há ainda tanta coisa e tão importante a fazer dentro do Clube, que o presidente é valioso demais para perder o seu tempo com fait divers.

 

Há no entanto um tónico excelente para a resolução do problema porque ora passamos: Vitórias. Tenho certeza que começando a ganhar, ninguém prestará atenção às eventuais incontinências do presidente.

 

 

 * Sem nada ter a ver com guerra, antes com a lúdica actividade cinegética, é em tempo de descanso que se limpam as espingardas e se pensa na melhor forma de atacar a presa.

Contra a apologia das vitórias morais

O fascínio adolescente pelas redes sociais tem levado o Sporting na era de Bruno de Carvalho a multiplicar-se em copiosos textos no facebook que nunca deviam ter sido escritos. Desde a lamentável vergastada desferida publicamente contra jogadores e equipa técnica há dois anos, quando fomos perder 0-3 a Guimarães, à recente apologia das vitórias morais que se seguiu à nossa derrota tangencial no estádio Santiago Bernabéu.

Do oito para o oitenta. Mal, nos dois casos.

No último mês, têm-se sucedido os comunicados com a chancela leonina - num verdadeiro desperdício de energia anímica, como se a gritaria mediática forjasse equipas campeãs. A verdade é que, por coincidência ou talvez não, desde aquela mensagem presidencial a enaltecer a derrota alcançada em Madrid nunca mais a nossa equipa jogou nada de jeito.

Que sirva de meditação. Ao menos isso.

Parabéns, Rui

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Rui Patrício integra a lista dos  30 nomeados para a Bola de Ouro 2016, ontem divulgada pela revista France Football. Mais: é o único jogador do campeonato português alvo desta distinção, que abrange também Cristiano Ronaldo e Pepe, seus parceiros na selecção nacional que se sagrou campeã da Europa.

Outro marco relevante na carreira do nosso n.º 1, que já foi considerado o melhor do Euro-2016 na sua posição. Rui Patrício - um grande profissional do futebol, formado na Academia de Alcochete - bem merece ser reconhecido  além-fronteiras após ter granjeado a justa reputação de melhor guardião português da sua geração.

Daqui lhe envio um abraço de parabéns, convicto de que o faço em nome de todo o plantel do És a Nossa Fé.

Em jeito de balanço

 

A transposição de um comentário a este post do Pedro Correia, que veio à página principal por sua sugestão e que é a minha visão do momento actual do Sporting.

Vale o que vale.

 

Ponto prévio:
A ausência de Adrien por lesão, importante sem dúvida, não justifica o mau momento da equipa. É importante lembrar que em Vila do Conde, onde encaixámos três,  Adrien esteve presente.

O que se verifica, para além de uma clara falta de qualidade de alguns jogadores, é uma gritante falta de atitude competitiva que tira a paciência ao mais santo.


Posto isto, a minha análise, por sectores:
Laterais. Só um cego não vê que são fraquinhos, todos os quatro, sendo que na direita João Pereira ainda disfarça com a ratice própria da idade e não defende mal; Eu diria que era o único com que ficava, se tivesse o poder e o dinheiro para decidir. Convém no entanto fazer a ressalva de que se os laterais têm que ajudar no processo ofensivo, os médios e até os alas, têm o dever de compensar no processo defensivo e valha a verdade que isso não tem acontecido. Ora sendo eles fracotes, convinha haver um pouco mais de solidariedade entre sectores.
Médios. Como já se disse, Adrien faz muita falta,  mas William não está a conseguir disfarçar essa falta, coisa que o capitão fez com grande competência o ano passado, quando a situação se inverteu e enquanto William esteve em campo a fazer número, passe o exagero. Não quer isso dizer que William esteja mal, não tem é a bravura do capitão, nem as suas características e o seu jogo ressente-se disso e em consequência o jogo da equipa (se o motor do carrossel não funciona, a "bicharada" não anda à roda). Depois há Elias, que me parece completamente deslocado. Provavelmente renderia mais no apoio ao(s) ponta(s), a dez, ou "nove e meio", uma vez que até já demonstrou ter facilidade de remate na zona da meia lua. André não é definitivamente para aquela posição; Segundo avançado, tudo bem; Ali, nas costas de Bas Dost, não me parece que renda grande coisa, até porque perde na expontaneidade de remate para Elias. No último jogo teve algumas oportunidades de rematar e deu sempre mais aquele toque desnecessário que o levou a perder ou o tempo, ou a posição de remate.
Alas. Bryan Ruíz entre jogos europeus, selecção e campeonato, não pode com uma gata p'lo rabo; Vai disfarçando com a refinada técnica que tem, mas isso começa a ser insuficiente. Precisa de descanso urgentemente. Gelson está em grande forma e demonstra que é uma aposta ganha.
Ponta. Bas Dost pegou de estaca.

Esta tem sido, mais ou menos, a equipa base, sem qualquer preocupação de esquema táctico da minha parte.


Começando pelo princípio, Jesus será o meu treinador, sem reticências. Não há melhor em Portugal. Domar-lhe o ego será mister complicado, mas convinha tentar.
E como treinador de bancada eu faria mais ou menos isto:
Rui é intocável, mas finalmente tem alguém a fazer-lhe sombra, Beto.
Para as laterais apostava em J. Pereira para os jogos da Liga, na direita e em Esgaio na esquerda (fez um belo torneio olímpico naquela posição) até Dezembro e começava a pensar seriamente em ir às compras em Janeiro para ambas as posições, ou regressando Jonathan, apostar em Esgaio na direita.
De centrais estamos bem servidos, daí que não me custava nada fazer alinhar P. Oliveira ou Douglas a fazer parelha com Coates e avançar Semedo para trinco, deixando o processo de construção ofensiva a cargo de William, que faria simultâneamente o primeiro tampão ao jogo adversário, já que se viu que os nossos avançados não pressionam.
Ora com Semedo a seis, William a oito, resta a posição dez que entregaria, como disse atrás, a Elias.
As alas ficariam a cargo de Ruíz e Gelson e a ponta com Dost. Conviria então que as bolas lá chegassem, coisa que hoje raramente acontece.

Em alternativa ao Elias, entra de estaca Bruno César, que tem também remate fácil e poderoso e face à falta de força de Ruíz, pode fazer a compensação na lateral esquerda. Ruíz que, nesta fase, poderá muito bem ser trocado por Matheus, sendo que com um ou outro, Bruno César tem sempre que alinhar, uma vez que nenhum defende.

Comprou-se muito lá para a frente, para posições onde já havia gente a mais e comprou-se sobretudo para onde já havia prata da casa. Curiosamente, para onde todos os focos apontavam, todas as campaínhas tocavam e todas as luzes de perigo piscavam, as laterais, não veio ninguém. Continua a ser para mim um mistério ninguém ter dado pelo "chinfrim".

Parece-me que seria salutar fazer regressar alguns dos emprestados.  Jonathan Silva, claramente, que evitará uma aquisição, Palhinha, Geraldes...

É normal as equipas terem picos de forma, em alta e em baixa, mas parece-me que o que está a acontecer com o Sporting é como disse lá mais em cima, um grave problema de (falta de) atitude e isso é claramente do foro psicológico. Parece-me fulcral contratar alguém que levante a moral das tropas. As coisas hoje funcionam por compartimentos e a saúde psicológica dos jogadores é talvez, a seguir à sua capacidade técnica, o factor mais importante do todo.

A bem da cultura de exigência, tão propalada e bem pelo presidente, tenho a certeza que é necessário tomar medidas. Estas, ou outras. Como está é que não!
 

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