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És a nossa Fé!

As primeiras impressões (5)

O Sporting continua sem vencer nos jogos mais relevantes desta pré-temporada. Hoje terminou empatado a zero com o Villarreal, quarto classificado do campeonato espanhol, num jogo realizado em Badajoz, sob calor intenso, para a atribuição do Troféu Ibérico.

O impasse no marcador forçou o desempate por grandes penalidades. Dois dos nossos falharam: Slimani e Rúben Semedo. Apesar de o guarda-redes Azbe Jug ter defendido um penálti, o troféu foi para a equipa espanhola.

É o que menos interessa. Vale a pena assinalar que o Sporting exibiu hoje mais consistência defensiva, revelou ritmo de jogo, mostrou jogadores em bom plano e dispôs até de maior número de oportunidades de golo, dominando toda a segunda parte.

Tivemos mais uma bola ao poste: foi a terceira em dois desafios consecutivos. E houve enfim um golo de Barcos, embora anulado por um contestável fora de jogo posicional de Coates nesse lance.

Falta afinar rotinas de jogo. E falta sobretudo que regressem quatro jogadores nucleares: os nossos quatro campeões europeus. É quanto basta para fazer a diferença, acreditamos muitos de nós.

Eu acredito.

 

................................................

 

Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Na baliza durante os 90 minutos, fez uma boa defesa a remate de Soldado (34'). Destacou-se sobretudo ao defender um penálti, na fase do desempate final: não chegou para nos atribuir o troféu mas foi um sinal muito positivo.

 

João Pereira - Exibição insuficiente. Muito retraído, mal se integrou no processo ofensivo. Uma fífia em zona perigosa poderia ter originado golo do Villarreal (41'). Só jogou a primeira parte.

 

Coates - Mais nervoso e faltoso do que é costume, não teve o nível exibicional a que já nos habitou. Fora de jogo, fez-se à bola no lance do golo de Barcos, invalidando-o. Em campo só durante os primeiros 45 minutos.

 

Naldo - Exibição irrepreensível. Atento às dobras, complementando bem a acção dos colegas, entendeu-se com todos. Ajudou a neutralizar Soldado, goleador do Villarreal. Só foi substituído aos 81'.

 

Jefferson - Não complicou nem deslumbrou. Procurou ser objectivo e empurrar a equipa para a frente, nem sempre com sucesso. Jogou apenas durante a primeira parte.

 

Petrovic - Continua preso de movimentos, parecendo aìnda à procura do seu espaço. Claramente insuficiente na produção de jogo ofensivo. Abandonou o campo aos 43', com queixas físicas.

 

Bryan Ruiz - AInda lento, sem a qualidade de passe nem o sentido posicional demonstrado na Liga 2015/16. Tentou aos 33' um golo de pontapé de bicicleta, sem conseguir. Substituído aos 68'.

 

Bruno César - Voluntarioso como sempre. Começou desta vez por jogar a médio central. Livre muito bem marcado aos 45'. Aos 88', fez um excelente passe que foi quase meio golo. Merecia que Matheus tivesse correspondido.

 

Iuri Medeiros - Procura acertar, mas continua precipitado. E falha por vezes o tempo de decisão, como ficou bem evidente no lance em que atirou a bola ao poste, já no tempo extra, após cruzamento soberbo de Slimani.

 

Alan Ruiz - Voltou a causar boa impressão. O seu melhor momento foi um fortíssimo remate aos 21', que o guardião espanhol defendeu com dificuldade. Aos 45' fez uma assistência para o golo de Barcos, anulado. Saiu aos 61'.

 

Barcos - Enfim, marcou. Boa movimentação na área, correspondendo da melhor forma a um passe de Alan Ruiz. Mas teve azar: o golo foi anulado por deslocação de Coates, que se fez ao lance. Não regressou do intervalo.

 

Palhinha - Substituiu Petrovic aos 43'. Com vantagem para a equipa. Mais posicional e com melhor visão de jogo do que o internacional sérvio, reforçou o bloco defensivo e assegurou bem a ligação ao sector ofensivo.

 

Rúben Semedo - O mais tecnicista dos nossos defesas, substituiu Coates na segunda parte. Repõe sempre a bola em jogo com muita qualidade de passe. No final, marcou o penálti com pouca convicção: foi o seu ponto fraco.

 

Schelotto - Melhor em campo. Substituiu João Pereira na segunda parte e deu logo mais dinamismo à ala, ganhando sucessivos confontos individuais. A defender nunca complica: sozinho, travou um perigoso contra-ataque aos 84'.

 

Marvin - Substituiu Jefferson no segundo tempo. Continua a denotar défice atacante. E abusou dos atrasos ao guarda-redes. Num deles, obrigou Jug a uma defesa difícil (69'). Outro, em zona proibida, foi salvo por Rúben (74').

 

Podence - Foi a sua exibição mais modesta nesta pré-temporada. Substituindo Barcos na segunda parte, voltou a revelar grande mobilidade. Mas demorou por vezes a libertar a bola, abusando dos dribles.

 

Slimani - Entrou aos 61'. Pressionou sempre a defesa adversária, como é seu timbre. Fez um grande cruzamento aos 92' - quase assistência para um golo que Iuri falhou. Nos penáltis, foi o primeiro a bater mas não conseguiu marcar.

 

Matheus Pereira - Entrou aos 68', rendendo Bryan Ruiz, e jogou encostado à linha, do lado esquerdo. Quer mostrar serviço mas continua sem conseguir. Muito bem servido, aos 88' e aos 90', falhou dois possíveis golos.

 

Ewerton - Substituiu Naldo aos 81'. Exigia-se dele um bom entendimento com Rúben Semedo no eixo da defesa. Missão cumprida.

Paulo Bento

O anúncio da despedida de Paulo Bento do Cruzeiro não apanhou ninguém de surpresa. Os sucessivos maus resultados apontavam a esse desfecho. Definitivamente, Brasil e Paulo Bento não combinam.

Apesar de já não fazer parte da vida activa do Sporting, não deixo de manter estima e apreço por Paulo Bento. Como jogador e técnico foi sempre de enorme dedicação e lealdade ao clube. Por isso, é com pena que vejo este falhanço na sua carreira.

Depois da saída sem glória da Selecção, pedia-se a Paulo Bento o tantas vezes necessário passo atrás para depois poder dar dois à frente. Sempre tive dúvidas sobre se o Cruzeiro seria a melhor aposta. Confirma-se, agora, que não foi.

Paulo Bento está num momento crítico da sua carreira. A próxima aposta terá que resultar, isto se ainda mantém aspirações de regressar à elite onde esteve durante os anos em que treinou o Sporting. Doutro modo, será mais um daqueles treinadores que vão parar à Grécia, Turquia, China e Arábias, sem nunca mais voltarem a atingir brilhantimo no futebol português.

 

P.S.: O Sporting troca de directores de comunicação como quem muda de camisa e os tiros nos pés mantêm-se. Não teria sido muito mais inteligente, no sábado passado, não apresentar os 3 campeões europeus, precisamente para não dar azo a quaisquer polémicas (como acabou por suceder)? Ou apresentavam-se todos ou então nada. Ainda por cima os jogadores estão de férias, para quê interromperem o descanso?

Para mais tarde recordar

«Carrillo é um jogador para ser titular deste Benfica. Carrillo é jogador para ser titular em qualquer equipa portuguesa. Era um titular absoluto no Sporting Clube de Portugal, seria titular com facilidade no Futebol Clube do Porto e creio que vai ser titular com relativa facilidade no Benfica.»

«Carrillo foi o melhor jogador do Sporting orientado por Marco Silva. Mesmo com Nani no plantel foi Carrillo que se chegou à frente nos momentos mais importantes da época, foi ele quem transportou a equipa para a frente, eram dele os momentos de maior desequilibrio.»

«Carrillo tem características físicas que mais nenhum dos extremos do Benfica tem.»

Rui Pedro Brás, ontem, na TVI 24

Reflexões adicionais sobre o jogo de ontem

Entrámos em campo sem cinco dos habituais titulares (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien, João Mário e Slimani) contra uma equipa da Liga dos Campeões.
O que menos importa é o resultado num caso destes.
A exibição foi mediana. Mas superior às dos restantes jogos da pré-temporada, valha ao menos isso.

Antes progredir do que regredir.

Preocupa-me pouco, confesso, a ausência do João Mário. Dou já por adquirido que o nosso médio criativo sairá para um dos maiores clubes europeus. O Sporting precisa de gerar receitas com os jogadores da sua formação. Não andamos a nadar em dinheiro, longe disso. E que melhor ocasião para vender do que esta, logo após a grande exibição dos nossos profissionais no palco do Euro 2016?
Preocupar-me-ia, isso sim, se saíssem os quatro.

Ou cinco, contando com Slimani.
João Mário seria o mais fácil de substituir porque temos soluções no plantel para a posição dele. Para os outros não temos - nem um guarda-redes que chegue aos calcanhares do Rui Patrício nem um avançado posicional com a fome de golo do nosso argelino.

O que me preocupa é a qualidade dos reforços - desde logo a do ausente Spalvis, que vai estar seis meses inactivo por lesão.

Petrovic, que se movimenta num espaço muito restrito e parece incapaz de fazer passes de ruptura, continua a não justificar a contratação.

Barcos, rotulado de "goleador", vai no nono jogo sem marcar.

Bruno Paulista continua a ser um enigma: nem ontem calçou.

Andamos a trazer jogadores sem que se perceba qual foi o critério da contratação. E continuamos sem uma segunda linha que nos permita encarar com confiança o desempenho nas competições europeias.

Alan Ruiz é a excepção à regra, como felizmente esta pré-temporada tem deixado à vista. Haja ao menos uma escolha que parece ter sido acertada.

Mas não chega, como é óbvio.

As primeiras impressões (4)

Equipa apresentada aos sócios hoje em Alvalade, com novo relvado e três campeões europeus justamente ovacionados (faltou João Mário). Trinta mil pessoas no estádio a assistir à recepção ao Lyon, vice-campeão francês.

Foi um bom teste à equipa - o melhor até agora nesta temporada. O resultado é o que menos importa nestes amigáveis, embora seja sempre preferível ganhar. Nâo conseguimos: os franceses venceram por 1-0, aproveitando uma falha defensiva leonina no início da segunda parte.

Ao intervalo o marcador permanecia em branco.

Jorge Jesus foi fazendo sucessivas substituições, fazendo entrar em campo um total de 22 jogadores - o equivalente a duas equipas. Só Bruno Paulista se manteve no banco. Adrien e William Carvalho, ainda de férias, apenas surgiram para a ovação inicial. Regressam para a semana.

No capítulo defensivo, e apesar do golo sofrido, estivemos melhor do que nos desafios anteriores, faltando afinar alguns pormenores que deverão ser superados sem dificuldade. O quarteto inicial parece bem posicionado para figurar no onze titular inicial da nova temporada. Não esqueçamos que o Sporting foi a equipa menos batida na Liga 2015/16.

No plano ofensivo é necessário melhorar a mobilidade e a criatividade. É certo que hoje tivemos duas bolas aos postes: uma por Barcos, outra por Naldo. Mas soube a pouco.

Quanto aos reforços, por enquanto eis a única certeza: Alan Ruiz parte com vantagem para integrar o onze-base, prefigurando-se como o mais sério candidato a acompanhar Slimani na frente de ataque. Isto se o argelino se mantiver no Sporting, como todos desejamos.

 

................................................

 

Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Jogou os primeiros 45 minutos, desta vez sem sofrer golos. Mas continuou a revelar insegurança. Gelou Alvalade com uma defesa incompleta, aos 16', largando a bola em zona frontal.

 

Schelotto - Actuou com dores após ter sofrido uma falta dura. Jesus manteve-o em campo até aos 68'. Nota positiva para o italo-argentino, o nosso lateral mais ofensivo. Rematou forte aos 15'. Grande cruzamento para Slimani aos 63'.

 

Coates - Exibição positiva, com bons cortes e desarmes. Por duas vezes causou calafrios à defesa francesa, em lances de bola parada. Único senão: foi incapaz de travar Lacazette no lance do golo. Saiu aos 77'.

 

Rúben Semedo - Jogou com a habitual confiança, desembaraçando-se bem da bola, mas não está isento de culpa no golo que sofremos, tendo sido ultrapassado por Rafael, extremo do Lyon. Saiu aos 68'.

 

Marvin - Mantém o defeito que lhe tenho apontado com frequência aqui: raras vezes se integra na dinâmica ofensiva da equipa. Voltou a pecar neste domínio. Esteve em campo até ao minuto 68.

 

Petrovic - A melhor exibição do internacional sérvio nesta pré-temporada, sobretudo quando fez parceria com Palhinha durante a segunda parte. Continua a pecar no capítulo do passe longo: arrisca pouco ou nada. Saiu aos 77'.

 

Bryan Ruiz - Agora com o n.º 10 na camisola, voltou a jogar na habitual posição de Adrien, onde não mostra o seu melhor. Na segunda parte adiantou-se no terreno mas ainda está preso de movimentos. Saiu aos 62'.

 

Gelson Martins - Muita vontade de mostrar serviço, muito talento à flor da pele nas jogadas individuais, disciplina táctica ao integrar-se na manobra defensiva. Assistiu Barcos num remate ao poste (10'). Substituído aos 62'.

 

Bruno César - Ainda à procura da melhor forma, hoje não ultrapassou o plano do razoável. Boa abertura para Schelotto aos 15', pouco mais a registar. Jogou apenas durante a primeira parte.

 

Alan Ruiz - O argentino voltou a merecer nota positiva. Combativo, desequilibra nos confrontos individuais. Tentou o golo aos 26' e novamente aos 51', desta vez servido por Podence. Não marcou por pouco. Saiu aos 62'.

 

Barcos - Mais um jogo sem marcar. No entanto, desta vez acertou no poste. Iam decorridos 10', o lance parecia promissor. Mas foi-se apagando e foi errando demasiados passes. Já não regressou do intervalo.

 

Rui Patrício - Ainda de férias, fez questão de sentar-se no banco e pediu ao técnico para jogar na segunda parte: mais uma prova de dedicação à equipa e aos adeptos. Foi ele a sofrer o golo, aos 53', embora sem qualquer culpa.

 

Palhinha - Entrou na segunda parte para fazer dupla com Petrovic como médio de contenção. Exibição positiva. Ajudou a dar equilíbrio defensivo à equipa, tornando-a mais consistente no corredor central.

 

Podence - Novamente o jogador mais em evidência. Substituiu Barcos na segunda parte, esticando o nosso jogo. Bom na finta, na dinâmica e na visão periférica. Grandes passes aos 73', 83' (de calcanhar) e 87' (isolando Slimani).

 

Slimani - Para ele não existem amigáveis: todos os jogos são a sério. Entrou aos 62': no minuto seguinte já cabeceava à baliza. Ocasião soberana para marcar aos 87', mas quis fazer tudo sozinho. Parece muito motivado.

 

Matheus Pereira - Entrou aos 62' com nítida vontade de mostrar serviço, mas as intenções foram melhor do que os resultados. Podia ter marcado aos 77': falhou por precipitação. Tem talento para render muito mais.

 

Iuri Medeiros - Entrou aos 62'. Marcou muito bem um livre curto aos 70': a bola, cabeceada por Naldo, embateu no poste. A partir daí foi-se enervando: lento a decidir, dispôs de oportunidades que não conseguiu aproveitar.

 

João Pereira - É um jogador sempre combativo, como demonstrou em campo, a partir do minuto 68. Falta-lhe por vezes em fôlego o que lhe sobra em energia anímica. Hoje não chegou para fazer a diferença.

 

Naldo - Entrou aos 68' e parecia ter fome de golo. Dois minutos depois, chegando-se à frente numa bola parada, cabeceou ao poste: a sorte não o acompanhou nesse lance. Exibição positiva.

 

Jefferson - Entrou aos 68'. Fez as habituais deambulações pela ala, nem sempre consequentes. Perdeu a cabeça aos 85', empurrando um adversário. Recebeu amarelo. Num jogo menos amigável o cartão poderia ter outra cor.

 

Aquilani - Em campo desde o minuto 77, substituindo Petrovic. A sua melhor intervenção ocorreu já no tempo extra, com um belo passe em profundidade que merecia ter encontrado melhor desfecho.

 

Ewerton - Substituiu Coates aos 77'. Desconcentrou-se num lance que poderia ter originado perigo, mas corrigiu o lapso recuperando a bola.

O bom e o bonito em 2016/2017

Quando faltam poucas horas para vermos em acção o mais importante reforço para a equipa de futebol de 2016/2017, à semelhança de Pedro Correiadeixo aqui o meu voto para esta época futebolística.

Esqueçam a forma empatativa como a selecção de futebol foi campeã europeia e imitem antes a selecção de hóquei em patins.

Um futebol onde se joga para o empate e se espera que um milagre resolva pode ser suficiente para vencer uma competição a eliminar (quando as equipas mais fortes se vão eliminando entre elas. Itália elimina Espanha. Alemanha elimina Itália. França e arbitragem eliminam Alemanha) mas é, manifestamente, insuficiente para se vencer um campeonato.

Vejamos em 7 jogos em França, Fernando Santos conseguiu 9 pontos, vitória com o País de Gales e empates com a outra meia dúzia de equipas que defrontámos; Islândia, Áustria, Hungria, Croácia, Polónia e França.

Como seria num campeonato com 34 jornadas se os resultados fossem iguais?

Ora bem, conseguiria, 43.71 pontos, vá 44, para facilitar as contas, ficaria em nono lugar à frente do Belenenses, atrás de clubes como o Arouca, o Estoril, o Rio Ave e o Paços de Ferreira, com menos 44 pontos (metade, portanto) que o Benfica e com menos 42 pontos que o Sporting. 

O importante reforço que referi acima, é o relvado. Espero que, finalmente, tenhamos um relvado à altura do futebol que gosto de ver praticado, um futebol rápido, com passes de risco, com a bola a ir para extremos colados à linha, mas que não tenham medo de arriscar no um para um, que driblem para o meio e rematem, que não tenham medo de correr com a bola, que não tenham medo de ser felizes. Um futebol bem jogado em todo o campo, na horizontal e não na vertical como os comentadeiros apregoam (a única coisa vertical num campo de futebol são as bandeirolas de canto e os postes de iluminação).

Parafraseando o meu colega Pedro "Quero jogadores que conquistem o campeonato."

Mesmo a jogar bonito.

(ao fim ao cabo todos os sportinguistas querem o mesmo: o Sporting campeão).

 

Descubra as diferenças

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Há por aí um senhor que responde pelo nome de Carlos Janela. Ignoro se foi um futebolista conceituado ou se é um treinador com mérito. A falha só pode ser minha: apenas muito recentemente ouvi falar dele. Não por qualquer mérito revelado no campo desportivo, mas por marcar presença assídua nos estúdios televisivos, sobretudo em dois canais.

Geralmente não presto a menor atenção ao que diz. Mas a insistência dele em bater na selecção nacional - talvez para se fazer mais notado - foi tão forte que tomei a devida nota do que afirmou, na SIC Notícias, em duas ocasiões sucessivas: imediatamente antes da meia-final contra o País de Gales e na véspera da final.

Chamou-me a atenção o tom peremptório em que garantiu aos telespectadores que Pepe jogaria a meia-final. Esta presença seria obrigatória, assegurou, pois o central do Real Madrid é o único elemento do nosso reduto defensivo com "capacidade e velocidade para acompanhar as movimentações do ataque de Gales".

Tamanha sabedoria parecia digna de ser assinalada.

O problema, como sucede a tantas personagens que se pavoneiam nas pantalhas a propósito do futebol, é que os factos não se dignaram ajustar às sábias palavras do professor doutor Janela. Pepe, com dores musculares, não jogou. E mesmo assim os seus colegas mantiveram a baliza portuguesa invicta, travando todas as investidas galesas.

Deixo-vos o conjunto das afirmações que anotei. Chamando desde já a atenção para uma notável incongruência: segundo o autor das declarações, em apenas quatro dias a selecção portuguesa deixou de "defraudar expectativas" por não exibir um "modelo de jogo bem definido" para se tornar na principal candidata à conquista do Campeonato Europeu de Futebol.

Bastou esse curto intervalo para os jogadores deixarem de permanecer "divididos em vários pensamentos", sem saber se haveriam de "atacar pela direita ou pela esquerda", tornando-se afinal "muito fortes em termos mentais".

É obra.

 

5 de Julho

 

«Pepe vai jogar. (...) A ausência de Pepe implicaria uma diminuição da velocidade de reacção da nossa defesa muito complicada. Diminuiria a nossa capacidade de uma forma perigosa porque o Pepe é o nosso único defesa que tem capacidade e velocidade para acompanhar todas aquelas movimentações do ataque de Gales.»

 

«Nós não temos apresentado qualidade de jogo.»

 

«Portugal não tem um modelo de jogo bem definido. Nós olhamos a França, olhamos a Itália, vemos os jogos da Alemanha, vemos os jogos de Espanha, e no final do jogo qualquer comentador consegue definir o estilo de jogo dessa selecção. Na nossa ficamos sempre na dúvida.»

 

«Durante os jogos sentimos que no momento ofensivo não controlamos o adversário e no momento defensivo não dominamos o adversário.»

 

«A selecção só tem conseguido os objectivos à custa de situações excepcionais.»

 

«Mesmo com adversários de menor dimensão - porque não apanhámos Espanha, Inglaterra, Itália e França - não conseguimos realizar uma boa exibição em cinco jogos, ficámos a dever aos analistas internacionais alguma coisa.»

 

«O problema somos nós próprios. Nós não fizemos o nosso trabalho. Nós é que temos defraudado expectativas.»

 

«Nós estamos a jogar muito abaixo das nossas capacidades. Eu sinto que nalguns momentos do jogo a equipa está dividida em vários pensamentos, em várias emoções, não sabe se há-de atacar pela direita ou pela esquerda.»

 

9 de Julho

 

«Neste Europeu as arbitragens têm tido um nível de excelência, a grande maioria delas. (...) A arbitragem neste Europeu só merece elogios.»

 

«O perfil do jogador português é muito mais forte em termos mentais.»

 

«Amanhã vamos ganhar à França e vamos ser campeões europeus. É uma conclusão lógica de todo este percurso.»

Em busca de golos

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O Sporting precisa urgentemente de avançados. Téo foi para os Jogos Olímpicos e calcula-se que não volte; Barcos não mostrou nada e Spalvis, antes de poder mostrar ao que vem, lesionou-se e vai perder seis meses, pelo que aposto que os poucos jogos que fará este ano serão na B. Há ainda Slimani, que não creio que fique em Portugal mais um ano. Bem vistas as coisas, sobram Alan e Podence e nenhum deles é um avançado de raiz. Falta poder de fogo e Jesus gosta de ter quatro homens para esta posição. O Sporting precisa, a meu ver, de três homens. Num exercício de imaginação, deixo aqui uma pequena lista:

Gomez – O alemão de 31 anos não quer voltar à Turquia devido à situação atual e não deve ter espaço na Fiorentina. Já não atrai os melhores clubes mas em Portugal seria um goleador. Apostaria no empréstimo. Ainda assim, o seu salário seria alto mas sem investimento, não há lucro.

Podolski – Está na mesma situação que o compatriota e até poderia fazer com ele uma bela dupla. Aliás, a via turca, com os estrangeiros a terem medo do momento, pode ser bastante vantajosa.

Bou – Já foi falado no ano passado e seria o substituto ideal para Téo. É um segundo avançado mas com faro de golo. E Jesus gosta do mercado argentino.

Blandi – Temos boas recordações de argentinos vindos do San Lorenzo. Blandi tem escola do Boca Juniors, marcou muito no San Lorenzo (campeão) e seria um 9 de eleição na Europa. Não é “pinheiro” mas é “matador”.

Skoda – O gigante checo seria relativamente barato e seria um terceiro avançado para aquelas alturas em que é preciso um chuveiro para a área.

Szalai – O húngaro é semelhante a Skoda mas mais forte fisicamente.

Adebayor e Bendtner – O togolês e o dinamarquês não têm clube e até devem pedir um bom prémio de assinatura. Ambos têm feitios desafiantes mas ambos são goleadores de créditos firmados à espera de voltar a melhores tempos. São possíveis problemas mas, com o carinho dos adeptos e a mão firme de Jesus, são possíveis soluções.

Porque o futebol não é tudo!

Porque o futebol não é tudo, hoje deixo aqui mais um exemplo de uma excelente iniciativa que o nosso grande clube está a apoiar.

Inseridos no Projecto Vida da Fundação Salesianos, um grupo de voluntários vai rumar a Cabo Verde, no mês de Agosto, com o intuito de promover os valores e ideias de D.Bosco, fundador dos Salesianos.

Com o objetivo de desenvolver diversas atividades tais como o apoio comunitário, apoio ao estudo, educação para a saúde, apoio psicológico, e evangelização da Fé Cristã, a Missão Junta Mon (palavra em crioulo que significa “união”) partirá, em Agosto, para junto das crianças e jovens desfavorecidos, da ilha de Santo Antão.

Mas onde é que entra o Sporting Clube de Portugal na equação perguntam muitos de vós. O nosso clube, através do actual treinador de guarda redes e ex guarda redes da nossa equipa, Nélson Pereira, entregou à missão alguns artigos, autografados pelos jogadores, que serão leiloados.

 

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O leilão decorre entre os dias 21 e 27 de Julho e conta com os seguintes artigos:

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Bola autografada pelos jogadores do Sporting Clube de Portugal, excepto os que participaram no Europeu. 

 

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Luvas de guarda redes assinadas por Azbe Jug.

 

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T-shirt Oficial da época 2015/2016 assinadas pelos jogadores do Sporting Clube de Portugal, excepto os que participaram no Europeu.

 

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Chuteiras Oficiais do Slimani assinadas pelo próprio (tamanho 43). 

 

Para participar, aceda à página facebook da Missão Junta Mon e, na fotografia do artigo desejado, deixe um comentário com o valor que oferece acima do valor base. 

E já sabe, ajude! Porque o que para nós pode parecer pouco, para outras pessoas é o mundo.

Bater na mesma tecla

Por que não tenta o Sporting a contratação ou empréstimo de Rafael Martins?

Já tem experiência de 1ª Liga, logo, não precisa de passar pelo processo de adaptação.

Das suas 2 únicas épocas, à data, na Liga Portuguesa, resulta a média de 15 golos por temporada.

Tem 27 anos, excelente idade para avançado.

Parecem-me suficientes credenciais para valer a pena a sua contratação.

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