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És a nossa Fé!

O mini-vizir

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É a nova modalidade estatística da papoila mais saltitante das noites de segunda-feira: fazer o inventário do que não ganhou. "Eu à conta de Jorge Jesus perdi três campeonatos daqueles que devia ter ganho, perdi uma Liga Europa com o Chelsea no último minuto, perdi uma Liga Europa com o Sevilha!", zumbiu há uma semana.

Se repararmos bem, o verdadeiro destinatário desta farpa é Luís Filipe Vieira, que se sagrou "não-vencedor" na grande maioria dos anos do seu mandato, iniciado em Novembro de 2003. Em 12 campeonatos possíveis, só conquistou quatro (três deles com Jesus). Um terço do total.

A pretexto do actual treinador do Sporting, portanto, Silva quer atingir o presidente do Benfica. Como o grão-vizir da banda desenhada criada por René Goscinny, também ele sonha ser califa no lugar do califa.

Vai ficar pelo sonho, pobre dele. E nem a grão-vizir chega. Só a mini-vizir.

Fica a nota

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Um "produto" das nossas escolas está a brilhar na melhor liga do mundo e este fim-de-semana até marcou o golo da vitória da Inglaterra sobre a Alemanha, na sua estreia pela equipa A do seu país. É pena a forma como saiu mas é mais um jogador de sucesso a sair de Alcochete. E ainda tem muitos anos pela frente.

Indignação muito selectiva

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Às vezes vale a pena observar com atenção as primeiras páginas do diário O Jogo. Hoje foi um desses esporádicos dias em que ali se praticou jornalismo enérgico e vigoroso, chamando as coisas pelos seus nomes, sem paninhos quentes. Só é pena que esses dias sejam tão raros no pacato jornal, que tem a fama de ser o periódico preferido de Jorge Nuno Pinto da Costa.

"Assim não dá!", gritava a manchete desta manhã. Sem dispensar o inestético e redundante ponto de exclamação. Um título que soava a murro na mesa, reforçado pelo destaque que o acompanhava: "Selecção nacional sofreu um golo ridículo, falhou oportunidades em série e o esquema não funcionou." Tudo isto, note-se, a propósito do jogo particular da equipa das quinas, em preparação para o Europeu de França, que terminou ontem à noite com a derrota portuguesa frente à selecção da Bulgária, por 0-1.

Confesso que li toda esta indignação estampada na capa d' O Jogo com um sorriso de ironia. Tanto o título como o destaque aplicavam-se que nem uma luva, e com muito mais sólidas razões, a diversos jogos do FC Porto nesta temporada. Mas, talvez por distração minha, nunca vi este diário fazer nada semelhante a propósito das paupérrimas exibições dos azuis e brancos.

Os critérios editoriais, ao que parece, oscilam em função da cor das camisolas. O que talvez ajude a explicar o motivo por que Pinto da Costa não dispensa a leitura deste jornal à hora em que toma o cafezinho da manhã.

175 vs. 183

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A imagem foi retirada da edição de hoje d´ A Bola.

É a primeira vez que vejo ilustrar a morte de A com uma fotografia de B.

É a primeira vez que vejo ilustrar a morte de A com uma fotografia manipulada de B, na imagem B parece um guerreiro Masai e A um pigmeu; na realidade B (Eusébio) tinha 1,75 m de altura e A (Johan) 1,83; logo A era 8 cm mais alto que B, não parece nada quando olhamos para a imagem, pois não?

No entanto, aquilo que me levou a escrever este "post" nem foi isso, foi a estampagem da marca alemã das três riscas colada em Johan Cruijff.

Johan dava-se ao trabalho de arrancar uma das riscas (cf. com esta foto) da camisola e dos calções por razões ideológicas.

As três riscas de Johan eram duas. Detestava a conotação do nome do fundador da marca Adolf (conhecido como Adi) Dassler.

Parece quase uma provocação à memória de Johan, a capa que o citado jornal decidiu fazer.

Termino com um pensamento do eterno 14: 

"Jogar futebol é muito simples mas jogar um futebol simples é a coisa mais difícil de fazer"

Cruijff total

Cruijff foi o meu primeiro jogador favorito, como o Ajax e a selecção holandesa de 1974 foram as minhas primeiras equipas favoritas - para lá de Yazalde e do Sporting da mesma época. Sou demasiado novo para ter visto aquela que toda a gente diz ter sido a oitava maravilha à face da terra: a selecção do Brasil de 1970. De muitos jogadores diz-se que são génios. Mas trata-se de uma genialidade que se esgota dentro das quatro linhas (Maradona, Pelé, Eusébio...). Cruijff era um génio também fora. Enquanto jogador, foi protagonista do célebre "futebol total" (totaalvoetbal, no original) do Ajax e da selecção. Depois, foi para a Catalunha pôr o Barcelona a jogar futebol holandês e, desse modo, inventou o Barcelona moderno, o tal que é sempre a "melhor equipa de sempre", desde então até ao MSN, passando pelo tiki-taka de Guardiola. Guardiola foi treinado por Cruijff nos anos 90. O tiki-taka de Guardiola foi apenas uma versão caricatural do que Cruijff trouxe para Barcelona nos anos 70. A genialidade de Cruijff fora das quatro linhas sobrevive nas duas melhores equipas da actualidade, o Barcelona (que ainda vive na sua sombra) e o Bayern Munique (para onde o profeta Guardiola foi espalhar a mensagem - já sem o exagero do tiki-taka). Não houve, não há, nem haverá muitos como ele.

A importância do amor

  

Há mesmo pessoas que fazem a diferença. Na vida de cada um, nas circunstâncias, onde for.
O amor de Bruno de Carvalho ao Sporting – um amor incontrolável – faz dele um dos principais protagonistas do nosso clube nos últimos anos.

É uma evidência desportiva que o nosso clube foi o mais mal gerido na era das SADs. Talvez também tenha sido o mais mal gerido do ponto de vista empresarial.

Foi de certeza o mais mal gerido do ponto de vista dos afectos e da relação com os seus apoiantes.

Eu sou do tempo dos 18 anos sem ganhar o título. Ser puto e adolescente sem cheirar o título não é fácil, mas estaria a mentir se dissesse que me custou. Não custou. E não custou, porque sócios e adeptos nunca desmobilizaram. Nós nunca deixámos de ser do Sporting e de sentir o clube, ainda que ficássemos em terceiro, e depois em quarto, vezes sem conta.
O nosso amor pelo Sporting manteve-se sempre e por isso continuamos rodeados por sportinguistas por todo o lado, alguns dos quais nunca sequer foram campeões.

Até presidentes como Jorge Gonçalves ou Sousa Cintra eram sportinguistas até ao osso. Fartaram-se de fazer disparates, mas a verdade é que esse futebol dos anos 80 e 90 era um futebol inclinado. Depois, veio um Sporting engravatado que até foi campeão. Mas com o passar dos anos, qualquer coisa se foi perdendo.

O nosso novo estádio, por exemplo, parece uma oportunidade perdida. Aquele relvado nunca foi bom, dizem que por causa das sombras. Aquele fosso não lembra a ninguém.

O novo estádio é a melhor metáfora do que passamos no Sporting: uma distância física e emocional entre a equipa – e quem mandava e escolhia a equipa – e os sócios e adeptos.

Até que chegou Bruno de Carvalho. É evidente que se excede e que por vezes parece em roda vida, mas a única coisa que lhe falta fazer é mesmo corrigir aquele fosso no estádio.
Voltamos a ser levados a sério pelos nossos adversários, tivemos grandes treinadores e aquisições que resultaram. A nossa formação domina a equipa principal e a selecção. Nas modalidades ganhamos e crescemos.


Mas é sobretudo entre nós que se nota a diferença. O que devemos a Bruno de Carvalho é o amor pelo Sporting, tal como o amor de antigamente. Acham pouco? Eu não acho. Eu acho que é tudo.

 

Eleito há três anos

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 Uma sondagem com a marca inequívoca... da Eurosondagem

 

Contrariando as sondagens feitas durante a campanha pela empresa Eurosondagem, Bruno de Carvalho era anunciado como 42º presidente leonino faz hoje três anos. Com a equipa de futebol na pior situação de sempre, relegada para o décimo posto do campeonato, e vários comentadores futebolísticos nacionais a sagrarem já o Braga como "terceiro grande" do futebol português.

Nas declarações iniciais aos adeptos, na madrugada de 24 de Março de 2013, o novo dirigente disse uma frase que de imediato funcionou como uma espécie de linha de rumo: "O Sporting é nosso outra vez."

 

A primeira reacção aqui no blogue veio do José Manuel Barroso. Com estas palavras: «Um sonho de menino, um projeto de vida, um trabalho ciclópico, um Sporting dividido e frágil - passado e futuro. Uma responsabilidade imensa. Até Julho, estado de graça. Primeira reação do novo presidente: comedida, palavras sensatas. Reação de [José] Couceiro: sportinguismo. Reação de [Carlos] Severino: "ponho tudo do meu programa ao serviço do Sporting" - bonito e que pena não ter sido assim sempre. Um presidente para todos os sportinguistas e para todo o Sporting. Bruno de Carvalho sabe bem que isso vai ser vital. Parabéns.»

A segunda veio do Tiago Loureiro e foi assim: «É a primeira vez que o digo em toda a minha vida: o meu Presidente. Amo-te Sporting!»

 

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A vitória, no entanto, não foi oficialmente confirmada nesse dia. Porque, embora com mais sete mil votos do que o seu principal antagonista, José Couceiro, o indigitado sucessor de Godinho Lopes teria ainda de aguardar mais 48 horas pelo apuramento dos votos por correspondência.

Sem esperarem pelo veredicto definitivo das urnas, alguns comentadores ferozmente antibrunistas apressaram-se logo nesse dia a lamentar a legítima opção dos sócios, declarando que Bruno de Carvalho jamais os representaria e antevendo um destino negro para o clube. Num sintoma evidente de mau perder.

Reacções localizadas que não se confundiam com a sensação de júbilo maioritária entre os sportinguistas por esta saudável jornada de participação democrática. E que procurei de algum modo resumir nestas linhas: «Bruno de Carvalho é o novo presidente do Sporting - o meu presidente também. Um clube que é dos sócios e não de nenhuma clique. Cumprimentado de imediato com fair play pelos candidatos derrotados, personifica um novo ciclo que arranca sem demora. Agora há que começar a edificar o futuro em Alvalade. Unidos como nunca. E sem olhar para trás.»

Ui. O que ele foi dizer!

 

Já anda por aí quem esfregue as mãos com as declarações de hoje de João Mário. Há quem pense que estas levarão a divisões internas no Sporting. Admito a visão do nosso camisola 17. Sanches pode não ter sido e pode não ser maldoso. Isso não o impede de ter feito uma entrada assassina sobre Ruiz ou de ter sido demasiado agressivo noutros lances, desse e de outros jogos. Sanches tem 18 anos, tem provavelmente um futuro radiante pela frente, e acredito que não seja maldoso. Mas devia ter sido expulso naquele e noutros jogos. E isso seria bom para ele crescer e aprender. Quanto a João Mário continuará a ser uma das nossas pedras preciosas rumo ao título. Sem represálias.

Os melhores golos do Sporting (49)

Golo de RICARDO SÁ PINTO

Sporting - Vitória de Guimarães, 2-0

15 de Janeiro de 1995, Estádio José de Alvalade

 

Ricardo "Coração de Leão" Sá Pinto foi um dos grandes ídolos que tive no futebol, e o seu nome foi o único que tive gravado numa camisola do leão rampante. Como jogador de futebol, Sá Pinto era um epítome da raça, da dedicação, do esforço e do orgulho pela camisola que vestia. Era impetuoso, ardente e de um talento enorme. A bravura que demonstrava em cada jogada ficará para sempre marcada na memória dos sportinguistas que o viram jogar. Como treinador o temperamento era igual e por isso todos se recordarão da canção que era entoada pela Curva Sul: Aperta com eles, Sá Pinto!

A ligação de Sá Pinto com os adeptos leoninos sempre foi tremenda. Durante o seu exílio em Espanha era frequente encontrar sportinguistas no Anoeta para o apoiar, pelo que o seu regresso a casa foi saudado por todos os adeptos leoninos.

O golo de Sá Pinto contra o Vitória de Guimarães é uma obra de arte. A jogada inicia-se com um arranque em velocidade de Balakov que, de pé direito, atira à baliza de Nuno. O remate do búlgaro é defendido para a frente e Sá Pinto, oportuno, de costas para a baliza, de calcanhar, faz um pequeno chapéu a um defesa e ao guarda-redes que se encontravam prostrados no relvado. A execução técnica é extraordinária e o golo (a ver a partir do minuto 6:07) é de classe internacional, de levantar o estádio!

 

 

{ Blog fundado em 2012. }

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