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És a nossa Fé!

Colinho, colinho

Títulos de capa na imprensa de hoje:

 

PENÁLTI DE AUTOR

 

O Jogo:

«Jonas desencravou jogo difícil com um penálti de autor»

Record:

«Penálti mal assinalado deu o 1-2»

 

TODO O ESTÁDIO VIU QUE NÃO ERA

 

Análise da arbitragem do Paços de Ferreira-SLB no Record:

«45': Jonas fura entre dois jogadores do Paços, adianta a bola e de seguida projecta-se para a frente, sem sofrer falta. Má decisão. Não havia motivo para penálti.» (Nuno Farinha)

«Jorge Ferreira errou redondamente no lance em que Jonas cavou o penálti que deu o 1-2.» (António Varela)

 

Análise da arbitragem do Paços de Ferreira-SLB n' O Jogo:

«Jonas, ao passar entre os adversários, dá um salto e é ele próprio que, com o pé, toca na perna de André Leal, não havendo portanto motivo para grande penalidade.» (Pedro Henriques)

«Erro crasso do árbitro Jorge Ferreira, que deixou-se levar pelo teatro do atacante encarnado, assinalando um castigo máximo, que não teve motivo para assinalar.» (Jorge Coroado)

«Que grande salto deu Jonas por cima das pernas do adversário, não havendo contacto, nem qualquer falta. Erro grave de Jorge Ferreira ao assinalar grande penalidade em lance que todo o estádio viu que não era.» (José Leirós)

Uns falam claro, outros não

Rui Pedro Brás (TVI 24):

«O segundo golo do Benfica nasce de um penálti que não existe, uma grande penalidade assinalada por suposta falta sobre Jonas que não ocorre. Tenho a certeza de que esse lance foi determinante para o desfecho da partida. (...) Além disso o árbitro devia ter marcado um cartão amarelo a Jonas, que mais tarde simulou outra grande penalidade.»

 

João Rosado (SIC Notícias):

«O penálti erradamente apontado por Jorge Ferreira teve um impacto grande no jogo. Normalmente é numa altura sempre muito melindrosa, nos últimos cinco minutos da primeira parte, sobretudo quando as equipas estão niveladas e com grandes expectativas. (...) Foi uma decisão infeliz do árbitro. O Paços de Ferreira foi para o intervalo com essa machadada psicológica.»

 

Pedro Sousa (TVI 24):

«O árbitro tem influência decisiva no jogo, tem influência no resultado. Convém não esquecer que foi ele que, como quarto árbitro, ajudou a expulsar Bruno de Carvalho no Boavista-Sporting. Mais tarde o presidente do Sporting, depois de cumprir castigo, foi ilibado pelo tribunal. (...) É um erro grave, ainda para mais depois de, com gatilho curto, ter mostrado o cartão amarelo a Bruno Moreira por simulação na área do Benfica. Depois faltou-lhe coragem para o resto...»

 

José Manuel Freitas (TVI 24):

«São tantos os casos em que o senhor Jorge Ferreira já participou ao longo desta temporada que seria difícil hoje ele fazer uma arbitragem isenta. (...) É verdade que este golo marca o resultado do jogo.»

 

António Tadeia (RTP 3):

«Eu admito as duas possibilidades. Admito que o árbitro marque grande penalidade na falta sobre o Jonas mas aí parece-me que também teria que marcar grande penalidade no lance sobre Bruno Moreira a seguir ao golo do empate do Paços de Ferreira. Também admito que não marque, como não marcou no lance sobre Bruno Moreira, mas aí não percebo como é que pode marcar sobre o Jonas. Os lances são muito semelhantes. São lances em que há contacto e nos dois parece-me a mim que o contacto é promovido pelo atacante. Eu resolveria a questão não marcando nem um nem outro. O árbitro resolveu a questão marcando um e não marcando outro. Pode ter tido a ver com alguma coisa que ele tenha visto...»

 

Comentadores televisivos, ontem à noite

Os melhores golos do Sporting (27)

Golo de MONTERO

Sporting-Académica

30 de Janeiro de 2016, Estádio José Alvalade

 

Tenho estas manias. Em dia de jogo não visto verde, a não ser que vá ao estádio e leve a camisola. Quando marcam penalties contra nós, olho sempre para o lado. E por fim, tenho a certeza absoluta de que, se estiver a trabalhar ou a estudar durante o jogo, o Sporting não perde.


Por isso, quando desviei os olhos do que estava a estudar para conferir o resultado, por volta das 9 da noite do sábado, 30 de Janeiro, não gostei nada. Qu’é isto, o Sporting a perder com a Académica? Em casa?


Concentrei-me no que estava a ler e o Adrian marcou. Depois o Bryan Ruiz arrumou o assunto para o intervalo e eu descansei. É provável que me tenha desleixado, porque aconteceu aquele não-golo que ia deitando tudo a perder. Lia parágrafos uma e outra vez, não havia meio de compreender o sentido das palavras. Acedi a uma estação de rádio online, já que o estudo não fazia efeito, mais valia estar em cima do acontecimento.


Oitenta e quatro minutos. Bola cruzada da direita por João Pereira. Montero recebe na esquerda da área, enquadra-se e atira de pé esquerdo. A frase mágica dita na rádio: “É golo, é do Sporting!”


Na minha casa, há folhas com legislação croata de bibliotecas mal traduzida pelo Google espalhadas pelo chão. No estádio, o filho de um polícia colombiano acabou de repor a legalidade e a verdade no jogo. Saiu do banco para marcar o golo dos 3 pontos, o último golo do jogo, o último golo com a camisola verde e branca. Saiu do banco para deixar o Sporting no sítio que lhe pertence: o primeiro.


Obrigada Montero! Obrigada pelos golos, obrigada pela dedicação, obrigada pelo brio com que vestiste a camisola. E obrigada por manteres a minha superstição válida!

 

A nossa Europa fica no Marquês

Vi o jogo enquanto fazia o jantar e não me pareceu nada de especial. Os alemães rápidos, a jogar em contra ataque (ou apostando em transições rápidas como se diz agora) e o Sporting entre o burguês e o distraído. Perdemos, podíamos ter perdido por mais um, mas também podíamos ter empatado.  Todos os jogos são para vencer e tudo o mais, mas nem sempre se consegue. No resto, é o seguinte:

  1. Treinador tem razão. Assobiar jogadores é tiro no pé e criar uma má relação entre a torcida e Teo não é a melhor das iniciativas. Podemos vir a precisar dele a sério, da sua ratice e finta curta, do seu sentido de oportunidade e da sua experiência.
  2. Prosseguem os double standards e isso irrita-me mais. O Sporting é vexado por comentadores e jornalistas de cada que perde, joga mal ou empata. É como se fossemos o Real Madrid, no sentido de termos o dinheiro do Real Madrid.
  3. Agrada-me ser do clube que irrita os agentes que rodeiam o jogo. Mas prefiro que tratem o meu clube com senso de justiça e exigência (mesmo que desproporcionada) do que se ajoelhem aos outros.
  4. Sim, jogamos mal e sim, aparentemente JJ desvaloriza a Liga Europa, e sim, talvez mereça o clube e mereça o treinador serem criticados por isso.
  5. Só que deve reter-se que o campeonato é, estrategicamente, muito mais importante na big, na small e na medium picture. Se jornalistas e comentadores despissem a casaca do cascar no Bruno, perceberiam que provavelmente é inteligente desvalorizar a Europa.
  6. Lembro que o Sporting não é campeão há muito tempo e nunca o foi nesta era de Internet/redes sociais/tv everywhere/fibra óptica em todo o lado.
  7. Um campeão de uma liga como a portuguesa cobra mais caro em torneios de pré-época, acede directamente à massa da Champions, vende jogadores mais caro, vende mais cativos, vende mais camisolas e vende, até, mais direitos de jogos de competições como troféu 5 violinos (ou outros que estejam na posse do clube).
  8. Ser campeão é subjectivamente imenso. Mas objectivamente também.

Um pouco como a aversão que a maioria tem ao presidente do clube e ao treinador: é tão objectiva como subjectiva.

Os melhores golos do Sporting (26)

Golo de FIGO

Benfica-Sporting 

18 de Dezembro de 1993, estádio da luz

 

Na madrugada de 15 de Dezembro de 1993, vindo de um jantar em homenagem a Bobby Robson, saudoso treinador que acabara de ser despedido de forma irreflectida pelo nosso mais instável presidente, Cherbakov - um extraordinário jogador russo, já aqui relembrado nesta série dos melhores golos com um soberbo golo a passe de Balakov - sofre um brutal acidente de automóvel, por desrespeitar um sinal vermelho. Tragicamente fica paralisado pondo fim a uma carreira que já na altura era uma certeza.

Recordo-me do ambiente pesadíssimo dos dias seguintes, de Carlos Queiroz, acabado de chegar a Alvalade, a tentar transmitir toda a confiança, tanto a Cherbakov como aos restantes jogadores do plantel. Foi uma semana terrível e para culminar o Sporting deslocava-se à casa do seu maior rival no fim-de-semana seguinte, o acidente foi a uma quarta-feira. Vínhamos também do famoso verão que culminou com a chegada de Paulo Sousa e Pacheco, que tinham rescindido os seus contratos com o benfica por fax. Faxe que era o nome se não estou em erro de uma marca de cerveja (dinamarquesa?) e de forma irónica se tornou o nosso patrocinador dessa época.

A ida ao estádio da luz, o antigo, não ao pré-fabricado actual, revestia-se assim trágica, num ambiente único, pesado. A equipa do Sporting estava animicamente de rastos, tinha perdido um dos seus melhores jogadores mas acima de tudo Cherbakov era, continua a ser, uma excelente pessoa, que a todos contagiava com a sua boa disposição.

O golo que aqui recordo é desse jogo. Marcado por Figo. O golo em si não é dos mais bonitos, não tem uma dificuldade extrema, trata-se de uma bela antecipação ao guarda-redes do benfica na marcação de um canto. São os festejos que me marcaram. É a expressão de raiva de Figo a gritar o diminutivo Cherba, é o rosto de todos os jogadores do Sporting, que festejam um golo na casa do seu maior rival mas que não têm ali a cabeça. Pensam apenas no seu colega de 22 anos que está sem se mexer na cama de um hospital. E sabem que assim ficará para sempre.

 

Plano B

Eu percebo as poupanças e o objectivo do campeonato. Os jogos do campeonato são todos difíceis, porque é preciso trabalhar muito para marcar a equipas que praticamente não saem do seu meio-campo (às vezes, da sua grande área). Mas será que, na Europa, não dava para arranjar uma espécie de Plano B contra equipas como a de ontem? Um plano que passasse por dar-lhes a iniciativa e jogar mais ou menos (mais ou menos...) como jogam contra nós os Rio Ave ou Marítimo desta vida: muita defesa e bolas longas para trás da defesa deles. Ah e tal, não é digno de um clube como o Sporting. E é digno o género de jogo ridículo que o Sporting ontem fez, que foi praticamente nenhum mas com ar de que era uma grande equipa? O Leverkusen não é uma coisa qualquer. É o terceiro classificado na Alemanha, o que quer dizer que é melhor do que Porto e Benfica. Mesmo a jogar a sério, o Sporting teria muita dificuldade em ganhar-lhes. Portanto, se é para não cansar muito, porque não um jogo assumidamente defensivo a tentar apanhá-los em contrapé? O problema é o Jesus não saber fazer isso? Não é. Lembro-me bem de como é que ele jogou o ano passado contra Sporting e Porto. Foi exactamente assim. Resultado: não perdeu nenhum jogo e ainda conseguiu ganhar um. Não sei. A verdade é que jogos como o de ontem irritam, porque se percebe que, se o Sporting se aplicasse, até teria possibilidades de ganhar. Agora, jogar ao ataque sem querer cansar ou lesionar ninguém é que não dá.

Estratégia intacta

Dilema desfeito, num jogo em que Jorge Jesus - como era fácil prever - apostou em vários elementos das chamadas "segundas linhas". Um jogo em que ficou evidente como o Sporting dispõe de um plantel curto para acorrer a várias frentes. Alguns dos supostos reforços desta época voltaram a arrastar-se em campo - refiro-me sobretudo a Aquilani e Teo Gutiérrez. Outros, mais compreensivelmente, acusaram quebra de condição física (por exemplo Jefferson, ainda assim autor de um belo remate que nos podia ter dado golo aos 18') ou falta de maturidade competitiva (Rúben Semedo).

Fomos derrotados em casa frente ao Bayer Leverkusen. Mas o nosso desígnio estratégico mantém-se intacto apesar desta derrota. E todos sabemos qual é.

A minha costela JotaJota

No dia em que é lançado este post estarei ausente, de modo que não estranhem a falta de resposta às vossas apostas para a linha no jogo de segunda-feira com o Boavista (mais uma final), ao qual infelizmente não assistirei porque a essa hora estarei em viagem de Ponta Delgada para Lisboa.

Não esqueçam, agora sim, que William está impedido.

Digam lá então de vossa justiça.

fácil vs. difícil

É mais fácil vencer jogando com 11 e o adversário com 10.

É mais fácil vencer um grupo de excursionistas russos de férias no Algarve que o terceiro classificado do campeonato alemão.

É mais fácil vencer fora o actual campeão em título do que a União da Madeira.

É mais fácil ao Porto vencer fora o actual campeão em título do que o segundo classificado do campeonato alemão.

A minha costela JotaJota - Resultado final

Jorge Jesus apostou para este jogo em:

Rui Patrício

João Pereira, Coates, Semedo e Jefferson

Aquilani, William e João Mário

Mané, Téo e Ruíz

 

Nenhum dos nossos "apostadores" teve pontaria certeira, tal como os nossos jogadores. Aguardemos pelo jogo de segunda, com o Boavista. Não esquecer que William está impedido, por castigo.

Até lá será lançado o post respectivo.

Houve jogo hoje?

Não questiono a opção campeonato, já o escrevi e defendi, portanto não há duas opiniões!

Assim sendo, não me causou qualquer engulho a equipa escalada para o jogo desta noite.

O que eu não entendi foi porque se recusaram eles a jogar, mas provavelmente terá sido o frio que me toldou o discernimento.

Segunda a coisa vai fluir melhor, certamente.

O que eu quero é o Sporting campeão!

 

Ah! Quero deixar aqui uma homenagem a João Pereira, o único que percebeu que aquilo era um jogo de futebol.

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