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És a nossa Fé!

O mercado

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Depois de ter descoberto a China antes de muitos outros, Hernan "Pirata" Barcos já aterrou em Lisboa. Ao que tudo indica, reforçará o Sporting e aumentará o seu poder de fogo. Neste momento, o ataque sportinguista está muito dependente de Slimani, que se pode lesionar, ter fase de menor inspiração ou ficar de fora uns jogos por castigo.

Barcos, argentino (internacional em 4 ocasiões) só teve uma experiência na Europa, ali no Estrela Vermelha, mas, no continente sul-americano e no asiático fartou-se de marcar golos. Vejamos: Guarani, Paraguai – 32 jogos, 12 golos; Olmedo, Equador – 43 jogos, 26 golos; Estrela Vermelha, Sérvia – 21 jogos, 3 golos; Huracán, Argentina – 14 jogos, 3 golos; Shanghaï Shenhua, China – 20 jogos, 6 golos; Shenzhen Ruby, China – 14 jogos, 14 golos; LDU de Quito, Equador – 92 jogos, 53 golos; Palmeiras, Brasil – 61 jogos, 31 golos; Grémio, Brasil – 108 jogos, 68 golos e Tianjin Teda, China – 25 jogos, 15 golos.

Perto de fazer 32 anos, Barcos é um valor sólido, experiente e tem bom porte físico como Jesus gosta. Pode fazer dupla com o argelino ou lutar com ele pela titularidade. A confirmar-se, é um bom reforço.

Mas, em dia de fecho de mercado, muitas deverão ser as movimentações em Alvalade. Não admirará se chegar um guarda-redes que renda Marcelo Boeck, mesmo com as boas indicações de Jug em Arouca. Se chegar mais um médio (William está longe da melhor forma, Paulista lesionado e Aquilani não se aguenta 90 minutos) também não será grande espanto. Aqui era bom olhar para Cafú, do Guimarães. Com Téo e Montero na porta de saída, mais um avançado pode ser necessário. Fala-se já no ucraniano Seleznyov.

A porta de saída, essa, deve ser mais larga. Não é seguro que Esgaio, Ewerton ou Martins cá fiquem e é praticamente seguro que Tanaka, Sacko e Tanaka vão sair.

Para já, Zeegelaar e Bruno César vieram somar. Schelotto nem por isso e Coates promete. O balanço só pode ser feito no fim da época mas já se sabe que os mercados de inverno são essenciais para equipas com planteis curtos e com pouca experiência.

Carrillo

Ficaremos, talvez hoje, a saber de forma oficial que o benfica é o próximo clube do peruano Carrillo. Uma novela já com quase um ano e que desde meados de Setembro, quando Carrillo deixou de ser opção, se mostrava ser óbvio que o seu destino seria porto ou benfica. Para lá da questão do jogador em si, dos valores que pedia para renovar e dos que lhe foram propostos pelo Sporting, a questão principal aqui é a disputa que gerou um jogador do Sporting pelos seus dois maiores rivais. A declaração de PdC é tão só o assumir de uma derrota nesta contratação, ao velho estilo aliás do porto. Por outro lado o silêncio de LfV, com a curiosidade de não existir até agora um jornalista que seja capaz de lhe fazer uma pergunta sobre este assunto, tendo delegado no treinador a resposta oficial do benfica, curiosamente numa conferência de imprensa onde depois de afirmar que qualquer treinador gostaria de ter um jogador como Carrillo, não ter, mais uma vez, qualquer jornalista que insistisse na questão, revela-nos que foi intensa a luta entre porto e benfica para assegurar este jogador. Mas esta disputa não se centrou nas qualidades de Carrillo como jogador, que as tem. Não era de todo o ponto essencial neste caso. Desde que Bruno de Carvalho (e não o Bruno, ou o Bruno Miguel, ou como agora até “sportinguistas” escrevem o Azevedo, na tentativa já desesperada de o colar ao ex-presidente do benfica que se encontra a cumprir pena de prisão) foi democraticamente eleito Presidente do Sporting Clube de Portugal que o paradigma instituído nas últimas décadas sofreu um forte revés. De grande clube do passado, com uma grande história, mas no presente remetido a uma condição secundaríssima na disputa de títulos, situação aceite de bom grado pelas anteriores direcções, passámos a disputar com benfica e porto os títulos das competições internas. E aqui é que devemos olhar para o caso da contratação de Carrillo pelo benfica. A ânsia dos benfiquistas em conseguir roubar um jogador ao Sporting, demonstra que se sentem verdadeiramente incomodados pelo facto do Sporting de hoje não ser mais aquele clube simpático, de quem falavam, com doses maciças de um paternalismo hipócrita, que era necessário ao desporto em Portugal e sobre o qual estavam muito preocupados pela forma como estava a perder a dimensão que outrora possuía. Nada mais falso, foram precisamente estes dois clubes em conjunto e de forma concertada que, com o auxílio, por vezes tácito, de anteriores dirigentes do Sporting, tentaram aniquilar o nosso clube. Uma luta a dois pelos títulos é seguramente mais fácil do que a três. Carrillo é a prova que invertemos definitivamente o caminho que nos estava a levar a uma posição onde apenas nos restava disputar o terceiro lugar de qualquer competição onde também estivesse porto e benfica. Demonstra esta corrida por um jogador peruano de 24 anos o reconhecimento pelos nossos rivais que estamos no caminho certo, que estamos como grande clube que somos a retomar a nossa posição em Portugal. No passado bastava um telefonema de PdC e efectuava-se uma troca onde invariavelmente sairíamos a perder, tanto no jogador a receber como nas cláusulas dessa troca. Carrillo representa o reconhecimento por parte dos nossos rivais que estamos de volta, que olham novamente para nós, não com paternalismo ou indiferença, mas sim com receio, reconhecem que lhes podemos efectivamente roubar títulos, numa disputa que eles julgavam estar reservada apenas aos dois. Depois de termos assegurado a contratação de JJ, a ida de Carrillo para o benfica é mais um passo na afirmação do Sporting como o maior clube de Portugal.

Ao jogador desejo-lhe a maior sorte pois vai precisar muito dela.

É um cósmico

A caminho de levar a criança à escola, ouço no carro a justificação de Cosme para o "erro" do segundo golo da Académica em Alvalade. É uma cosmédia. Ou um inacreditável exercício de sacudir a água do capote. Diz Cosme que viu o auxiliar assinalar o fora-de-jogo e respondeu logo pelo intercomunicador que tinha dúvidas sobre a decisão. Diz Cosme que foi chamado pelo auxiliar (chamado, repete) e que insistiu nas dúvidas. Diz que, perante as ditas dúvidas, o auxiliar lhe disse então para validar o golo. Portanto, ele, que era o chefe da equipa, colocou o peso da chefia sobre o subordinado, mas depois só fez o que o subordinado lhe disse para fazer, subordinado esse que já tinha decidido de outra maneira e tinha decidido bem. Eu, se fosse ao auxiliar, nunca mais queria semelhante criatura para chefe, incapaz de assumir as culpas e atirando tudo para cima de quem faz bem o seu trabalho.

 

Note-se que este exercício lamentável resulta de uma autorização especial do Conselho de Arbitragem para deixar o cósmico falar. Uma decisão que, se não é inédita, muito longe não deve andar. Mas que só apareceu porque, desta vez, o escândalo foi tão grande que não foi possível ignorá-lo. É que não houve um jornal nem um comentador que não visse o que se passou. Se não tivesse havido barulho, Cosme teria constatado o erro e seguido para bingo. A ver quantos cosmes aparecem mais daqui até ao fim.

Os melhores golos do Sporting (7)

Golo de KRASSIMIR BALAKOV

Sporting-Benfica

17 de Outubro de 1992, Estádio José de Alvalade

 

Todos os meninos merecem um ídolo. O meu, no futebol, era búlgaro e chamava-se Krassimir Balakov. A sua passagem pelo Sporting coincidiu com o início do meu fascínio pelo desporto rei. Para mim continua, mais de vinte anos passados da sua saída do clube, como um dos mais brilhantes jogadores que vi jogar com a camisola verde e branca. Lembro-me de um jogo - o primeiro que vi no velhinho Alvalade - contra o Paços de Ferreira na última jornada da época 91/92 em que ele estava, ao intervalo, a dar autógrafos junto à rede da bancada central. Por vergonha, talvez, não desci para lhe pedir um. Hoje lamento-o!

O jogo não foi um qualquer. Foi o derby eterno. Sporting vs Benfica, Estádio José de Alvalade, início do outono e Sir Bobby Robson no banco. Como ainda hoje o Sporting, na saída de jogo, atacava para a baliza norte. Começa o benfica mas dois passes depois Veloso perde a bola para Balakov que, de pé direito (era um canhoto brilhante), atira para a baliza de Silvino e fez balançar as redes. Foi a loucura. Noutros tempos, bem diferentes, um jornalista na tribuna do estádio entrevista o então presidente Sousa Cintra logo a seguir ao golo!

Vi o jogo na televisão. Uma transmissão da SIC (uma das primeiras, creio) com narração do grande Jorge Perestrelo. A bola, como ele gostava de dizer, entrou "onde a coruja faz o ninho". Este golo é a primeira memória clara que tenho de um derby e foi fundamental para o desenvolvimento da minha paixão pelo jogo e pelo clube. Pese embora a carga emocional que tem para mim creio, ainda assim, ser um dos melhores golos que vi do enorme Sporting!

 

 

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