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És a nossa Fé!

Sporting blues in green

O Sporting c’est la vie, nós não vivemos disto, vivemos nisto.

Ao contrário dos nossos adversários, que aderem aos clubes deles porque lhes dão ilusões de grandeza em compensação da pequenez quotidiana, o Sporting é de um realismo exasperante. Para um sportinguista qualquer pedaço de alegria tem um custo e quando nos aproximamos do céu e quase o tocamos, parece que vai a débito da condição humana. O fígado de um sportinguista é um caso fisiológico por ser muito maior que a média; somos capazes de esmoer todos os revezes, mesmo com alguma impaciência, ou de estar prontos para outras a seguir às piores digestões.

Que outros adeptos esquecerão tão depressa como nós a afrontosa displicência de Carrillo, ontem à noite? Ou a paralisia cerebral que atacou o treinador, que manteve as reservas sentadas no banco, perante a debacle em curso diante dos seus olhos?

Um banho de água fria retempera – venha a próxima.

Quebra física: motivo de preocupação

O que menos interessa agora é chorar sobre o leite derramado. Mas não vou mudar de assunto sem reflectir sobre as culpas próprias no descalabro da segunda parte de ontem em Moscovo. Ao intervalo, tínhamos lugar na Liga dos Campeões: um golo fora, somado aos dois obtidos em Alvalade, chegava e sobrava para bater a buliçosa turma russa, que só conseguira fazer chegar uma vez a bola ao fundo da nossa baliza, na primeira mão.

Acontece que o nosso treinador mexeu tarde na equipa - e mexeu mal. Chegou a ser confrangedor ver como alguns jogadores se arrastaram longos minutos em campo. Com destaque para Bryan Ruiz, Carrillo e Aquilani (Teo, exausto, já tinha dado lugar a Slimani aos 68'). As entradas de Montero (que não chegou a tocar na bola) e Carlos Mané, aos 89', foram tão tardias que se tornaram escusadas.

Disse no fim o treinador que estava à espera de um putativo prolongamento para refrescar a equipa. Foi a confissão de alguém que não se mostrou ao nível deste desafio: o prolongamento não chegou a ocorrer precisamente porque o nosso onze não foi refrescado e revigorado em tempo útil.

Esta é, aliás, uma questão que me preocupa - a dos elevados índices de quebra física do onze titular leonino: recordemos que Jefferson não chegou a embarcar para Moscovo por fadiga muscular. Uma questão que merece reflexão séria também ao nível das competições internas. Já basta dois dos nossos melhores jogadores - William Carvalho e Ewerton - estarem fora de competição por lesões prolongadas. 

Quanto ao resto, reconheçamos que a Liga Europa é uma competição muito mais acessível ao Sporting do que a Liga dos Campeões. As coisas são o que são.

Cinco questões

Após a péssima arbitragem da primeira mão, escarrapachada em todos os jornais e televisões, não devia a UEFA ter nomeado gente com mais categoria para arbitrar a segunda mão?

Como pode a UEFA vir falar de Fair Play financeiro quando não está minimamente preocupada com a verdade desportiva?

A luta que BdC (e muito bem!) encetou contra os Fundos não terá tido reflexos nos últimos jogos do Sporting?

E agora, já acreditam no enorme poder da Máfia russa?

Será que Michel Platini não deveria ser outrossim investigado?

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Como é possível não ver que o João Pereira não tem pernas para mais? Como é possivel jogar tanto tempo com o Ruiz completamente estoirado? Como é possível jogar sem o Slimani? Como é possível jogar com tão pouca atitude? Como é possível jogar sem rematar à baliza? Como é possível ser eliminado por esta equipa tão fraca? Como é possível desperdiçar 14 milhões de euros? Assim custa! Não há paciência para tanto!»

João Galhardo, neste texto do Edmundo Gonçalves.

Balanço

Um golo russo marcado com o braço. Um golo impecável de Slimani anulado por motivo que ninguém conseguiu descortinar. Eu não consegui e nenhum dos comentadores que já escutei também não.

Foi quanto bastou para dizermos adeus aos 14 milhões de euros que nos seriam proporcionados pelo acesso à Liga dos Campeões.

Época após época, seja quem for o treinador ao serviço do nosso clube, a história repete-se. Começa a cansar esta evidência: não há um só jogo em que o Sporting deixe de ser lesado pelos apitadores de turno. Lá e cá.

Não me digas nada

Não me digas que foi o árbitro. Não me digas que foi um arco na atmosfera assinalado. Não me digas que foi a defesa. Não me digas que foram os cortes do Adrien e do Carrillo. Não me digas que foi a UEFA. Não me digas que foram as substituições. Não me digas que era merecido. Não me digas que foi injusto. Não quero saber. Hoje, aqui, agora, não quero. O Sporting perdeu um jogo que só tinha de ganhar, e isso é a minha dor de cabeça. Falamos amanhã.

A quem aproveita isto?

Títulos de primeira página - repito: de primeira página - da imprensa desportiva deste domingo:

O Jogo - "Carro do árbitro apedrejado à saída de Alvalade"

Record - "Carro do árbitro apedrejado"

A Bola - "Carro do árbitro Manuel Oliveira apedrejado à saída de Alvalade"

 

Horas depois, em directo num canal televisivo, o presidente da APAF, José Gomes, desmentia cabalmente estas pseudo-notícias. E o próprio árbitro Manuel Oliveira acabou por declarar também que não houve apedrejamento algum nem se apercebeu de qualquer atitude hostil fora do estádio.

Pergunto: a quem aproveita tudo isto?

{ Blog fundado em 2012. }

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