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És a nossa Fé!

Anteontem, ontem e hoje

«Deixei o caminho traçado no Sporting para que o Sporting cada vez devesse menos [à banca].»

 

«Os dois períodos seguintes [de Bettencourt e Godinho] foram tenebrosos. Tenebrosos.»

 

«O Sporting depois conseguiu, com o Bruno de Carvalho, fazer uma renegociação com a banca e passou a ter uma base de sustentabilidade.»

 

Filipe Soares Franco, ontem, em entrevista ao canal A Bola TV

Há jogos a brincar que não podem deixar de ser a sério

Eu ainda sou do tempo em que havia uma chamada selecção de esperanças, onde evoluiam as chamadas promessas. Como o próprio nome indica, era onde jogavam os jovens com potencial para um dia virem a jogar na selecção principal. O "A" veio mais tarde.

Ora esta selecção evoluia naturalmente, em jogos-treino principalmente com clubes nacionais, ou com congéneres da mesma igualha. Não tenho certeza se terá havido alguma competição da UEFA a este nível, mas para o caso é irrelevante.

Ora ontem o que aconteceu foi um jogo de uma selecção de esperanças (mesclada de duas desgraçadas certezas lá na frente), onde evoluiram vários jogadores em quem o treinador vê potencial para poderem um dia chegar à selecção "A". Nada contra, antes pelo contrário, ressalvadas as duas desgraças já referidas. É importante que jogadores com algum perfil de selecção evoluam juntos, criem rotinas de jogo e demonstrem ao treinador se pode ou não contar com eles.

Contudo esta decisão, acertada num outro momento qualquer, pareceu-me totalmente desacertada nesta altura.

Este grupo de jogadores, que fez apenas três treinos de conjunto, por muito boas individualidades que tenha (e tem! João Mário, Bernardo Silva, Paulo Oliveira, p.e.), não passaria disso mesmo, de um grupo de jogadores. Que iria jogar contra uma verdadeira equipa; Uma equipa rotinada, que joga junta há muito tempo e que é constituída por jogadores que jogam nalguns campeonatos importantes da Europa, e que por exemplo não perdeu nenhum jogo na fase de grupos da CAN.

Este era um jogo com uma carga emotiva enorme para a selecção de Cabo Verde (esteve presente o presidente da República e não foi apenas pelo acto de solidariedade), que jogava contra Portugal; Ganhar a Portugal é sempre uma vingançazinha para os PALOP's, é assim quase como Portugal ganhar a Espanha, se é que me entendem... E parece-me que Portugal não encarou o jogo acautelando esta motivação extra por parte do adversário.

Depois o estádio. Eu lembro-me de ver, salvo erro, o Meszaros (se estiver enganado que me corrijam, p.f.), a marcar um golo de baliza-a-baliza no Coimbra da Mota. Ora, marcar um jogo de uma equipa constituída por jogadores basicamente tecnicistas contra outra, constituída por jogadores com forte pendente de contra-ataque, num estádio onde mesmo não havendo vento em lado nenhum tem sempre uma ventania "desgraçada", é pôr-se a jeito.

Por último o dia do jogo. Havendo nesse mesmo dia um jogo da selecção de sub-21, onde há também jogadores que poderiam fazer parte deste lote (lembro-me assim de repente de Tobias Figueiredo), não deveria ter sido marcada outra data? Quem sabe marcar este jogo para final deste mês de Abril, fazer dele um jogo de preparação para o jogo de qualificação em Junho, jogar com a melhor equipa e incluir alguns destes jogadores potenciais seleccionáveis? Ou seja, fazer a tal da renovação em jogos de preparação e aproveitar para tirar impressões. Até porque o esquema de jogo que se pretende utilizar precisa de limar muitas arestas.  E se este esquema prescinde dos pontas de lança porque não os há na selecção, que tal começar por convocar Orlando Sá e Gonçalo Paciência e simplificar as coisas?

Em resumo, não veio mal ao mundo p'la derrota. Se alguém estava à espera que estes quase vinte eram todos seleccionáveis ficou esclarecido, não são! Mas alguns, mais uma vez, demonstraram que podem ser úteis e que podem contar com eles. Há ali alternativa para todos os lugares de defesa, para ir renovando o meio-campo e se houver vontade de convocar quem vai marcando golos nos clubes, talvez também se arranje alternativa para ponta de lança, quem sabe? É que dizer que não temos alternativas aos ora titulares parece-me má fé. E também um pouco irrealista, já que se consideram estes titulares uns fora-de-série e intocáveis, quando isso não corresponde minimamente à realidade (há uma única e honrosa excepção, com o número 7 na camisola), como se tem visto pelas pobres exibições nos últimos jogos, fase final do Mundial incluída.

 

Adereços de grande área

Nem tudo muda na selecção nacional. Éder e Hugo Almeida continuam a ser convocados como adereços de grande área. Um conserva a sólida mobilidade de um pinheiro manso, o outro mantém incólume a virtuosa virgindade em matéria de golos que já lhe granjeou fama com o emblema das quinas ao peito.

Este cenário tão familiar é de algum modo aconchegante. A tal ponto que remete para nota de rodapé a inédita derrota da selecção portuguesa ocorrida esta noite frente à de Cabo Verde. Levámos tão à letra o facto de se tratar de uma partida amigável que abdicámos de pontas-de-lança. Ou antes: fizemos alinhar consecutivamente Hugo e Éder, o que vem a dar no mesmo.

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