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És a nossa Fé!

Um golo em 13 meses

Os meus leitores mais atentos saberão decerto que um dos meus alvos de estimação é um "craque" chamado Nélson Oliveira. Tão "craque" que um dos maiores especialistas do comentário ludopédico português, com lugar vitalício na SIC Notícias, chegou a atribuir-lhe este originalíssimo título: «Potencialmente, é já neste momento o melhor ponta-de-lança português.»

Não era para rir: era mesmo a sério. Até porque esse "especialista" é totalmente destituído de sentido de humor...

Palavras leva-as o vento. Estas foram proferidas no longínquo mês de Junho de 2012, quando a imprensa amiguinha enchia parangonas com os méritos reais ou imaginários do jovem lampião. Paulo Bento, sensível aos ventos da opinião, chegou a convocá-lo para a selecção nacional, onde o dito "craque" tudo fez para desmentir os vaticínios do tal que já lhe chamava "melhor ponta-de-lança português".

O tempo foi passando. O Benfica viu-se livre dele e, consequentemente, à selecção nacional nunca mais voltou. Os tais que lhe dedicavam parangonas enfiaram a viola no saco e o rapaz ficou esquecido. Até agora. Acaba de ser notícia por ter marcado um golo. Um golito ao serviço do Swansea, por empréstimo encarnado. O primeiro golo que marca nesta temporada. Aliás, o primeiro golo que marca desde Março de 2014, quando ainda vestia a camisola do Rennes.

Um golo em 13 meses: temos "craque", sem dúvida. Este Nélson ainda será protagonista de um novo Trafalgar.  

Em dia de

Apanhei este post sobre o Sporting no 25 de Abril de 74. Achei boa celebração, vale a pena a leitura do texto todo.

Onde estava o Sporting no 25 de Abril?

Lisboa, 10 de Abril de 1974. O Sporting está nas meias-finais da Taça das Taças e recebe o Magdeburgo, da República Democrática Alemã (RDA), vulgo Alemanha Oriental.

 

Palavra de João Rocha: “na manhã do jogo vinham os tipos das Caldas, e disse aos responsáveis do Exército que não se fazia uma revolução num dia de Sporting-Porto.

Os outros golos

William Carvalho pode sair do Sporting para o Arsenal por 30 milhões de euros. Dois meses depois de o presidente Bruno de Carvalho ter recuperado a totalidade do passe do nosso médio defensivo, formado na Academia de Alcochete.  A confirmar-se a saída de William por estes números, constituirá um novo recorde absoluto em valor de transferência de um atleta leonino. 

 

Slimani é cobiçado pelo menos por três clubes: West HamCrystal Palace e Trabzonspor. Mas o presidente leonino deixa claro que só autorizará a saída do argelino por menos de 15 milhões de euros. O maior goleador deste Sporting 2014/15, recorde-se, custou-nos apenas 300 mil euros - cifra paga há dois anos ao CR Balouizdad, um clube da Argélia. Raras vezes um jogador foi tão valorizado em Alvalade.

 

Também neste domínio marcamos golos: o domínio da gestão financeira, inseparável da boa gestão desportiva. Tem sido assim nos últimos dois anos. É neste rumo que queremos prosseguir.

Preparando a próxima época.

Numa entrevista de emprego, colocaram defronte do candidato um copo meio de água. Após as costumadas apresentações os entrevistadores formularam a seguinte questão:

- Diga-nos… este copo está meio cheio ou meio vazio?

O jovem mirou o copo, pegou nele e bebeu a água. Finalmente respondeu:

- Eu resolvo problemas. Venha o seguinte!

Obviamente que foi logo contratado.

 

Plasmando este episódio na vida do Sporting, assumo que Bruno de Carvalho é tal qual o jovem acima apresentado: resolve os problemas.

Após anos de desmandos financeiros, que se repercutiram em poucos resultados desportivos, o actual Presidente surge como sendo alguém capaz de colocar o clube no trilho certo. Precisou e precisa para isso de ter pulso firme, ideias claras e estratégias bem definidas.

A sua cruzada contra os Fundos, que irromperam nas SAD’s como tábuas salvadoras, e que no essencial se aproveitavam dos clubes para obterem mais-valias, pareceu a muitos uma batalha quase quixotesca. Mas BdC não esmoreceu e tem vindo a mostrar à sociedade desportiva - portuguesa e europeia - como se pode ter uma equipa sem ficar refém de entidades… estranhas.

Numa altura em que se prepara já a próxima época futebolística, Bruno de Carvalho parte, quiçá, à frente dos seus adversários. Ou talvez não.

Provavelmente esta espécie de partida antecipada até pode ficar aquém do que a Direcção e os adeptos do Sporting querem e desejam. Todavia há que dar tempo ao tempo. E deixar que BdC faça o seu (bom) trabalho.

águias, dragões; ladrões

DSC_0852.JPG

Alguns dos nossos comentadores mais ou menos anónimos, parentes do Te ou amigos do Talisca que se exercitam no futsal nocturno e rematam ao poste, interrogam-se sobre o porquê de escrevermos tanto sobre os nossos adversários.

A resposta está na imagem ali em cima, o futebol português está transformado naquilo.

Um executivo com fato azul e camisa branca mas de gravata vermelha com um cifrão e cabeça de águia, transportando uma mala para viciar os resultados desportivos.

No domingo vamos assistir a uma impossibilidade, roubar para os dois lados, prejudicar ou beneficiar ambos.

Aquilo a que assistiremos no domingo mais que um jogo de futebol será um jogo de poder, saber quem manda ainda ou quem manda agora no futebol português... é claro que esse "mando" nada tem a ver com o futebol jogado dentro das quatro linhas.

Um líder

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Guardiola nem é um treinador da minha particular simpatia. Mas hoje apetece-me elogiá-lo. Pelo mais simples pormenor ocorrido na esmagadora vitória do Bayern ao FC Porto em Munique.

Ao lançar Dante aos 90', muito mais do que queimar tempo, o catalão deu face ao jogador, que tinha sido o principal responsável pela derrota germânica na primeira mão. Valeram mais aqueles quatro minutos de tempo suplementar em campo, para o defesa do Bayern, do que vinte sessões de psicoterapia.
Isto é uma atitude de quem sabe comandar homens. Guardiola é um líder. Todos os candidatos a líderes - no futebol e fora dele - deviam aprender com pormenores destes.

A pior primeira parte de sempre

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Bayern-FCP: 6-1, com 5-0 ao intervalo.

Esta foi a pior primeira parte de sempre do futebol português na Europa.

Nunca antes uma equipa portuguesa envolvida em competições europeias tinha estado a perder aos 45' por um resultado acima de 4-0.

Mais: nunca na história da Liga dos Campeões se havia registado até hoje um resultado destes - também ao intervalo - nos quartos-de-final da competição.

E, como hoje sublinha o jornal A Bola, "só por seis vezes uma equipa fora goleada por cinco ou mais golos na mesma fase da prova".

Nenhuma delas portuguesa, felizmente.

Até à noite de ontem.

Vejamos as coisas deste modo:

Dado que o Porto marcou um golo em Munique, o Bayern precisava de marcar, pelo menos, quatro para passar à meia-final. Assim sendo, não ficou muito acima do mínimo exigido.

 

Bem, é verdade que um singelo 2:0 também chegava...

 

(Por isso mesmo, o Porto e os seus adeptos sobrestimaram a vitória das Antas. É claro que ganhar por 3:1 ao Bayern de Munique causa euforia. Mas foi ingénuo pensar que o Bayern não estivesse em condições de ganhar 2:0 em casa, agindo como se a eliminatória fossem favas contadas).

Os chouriços não são eternos

Quando ontem vi o Bayern atirar uma bola ao poste aos 10 minutos do encontro, pensei que o chouriço ia, miraculosamente, durar mais um jogo. Não durou.

 

Agora, vejo muitos sportinguistas e benfiquistas com um gozo estreme no que aconteceu. Devem achar que o clube deles não teria a mesma sorte. Aliás, pode dizer-se que, enfim, já todos os "três grandes" tiveram direito à sua sova do Bayern: 1-12 agregados para nós, 2-7 agregados para o Benfica (se não juntarmos os 1-5 e 1-4 agregados de outras ocasiões) e agora este 4-7, apesar de tudo do melhorzinho que os três estarolas conseguiram. O Benfica, de resto, escapou este ano por mero acaso a uma goleada do género com uma equipa alemã muito pior do que o Bayern. É mesmo de rebolar a rir com o Porto...

 

A mim preocupa-me que o resultado de ontem seja uma demonstração de que 2004 poderá ter sido, durante muito tempo, o último ano em que uma equipa portuguesa teve oportunidade para ganhar a Liga dos Campeões (e mesmo assim contando com uma feliz sucessão de chouriços). O Benfica andou os últimos anos a investir à grande para fazer dele aquilo que foi há cinquenta anos. Não conseguiu. O melhor que lhe aconteceu foi chegar a duas finais da II Divisão europeia, não sendo capaz de ganhar nenhuma delas, aliás (uma das quais contra o colossal Sevilha...). A Liga dos Campeões está reservada para os quatro do costume (agora que os italianos também já desceram de divisão): Real e Barcelona estão sempre lá em cima e depois é o Bayern e o inglês de serviço nesse ano - este ano era o Chelsea, mas o Mourinho fez o favor de o atroplear com o seu próprio autocarro. Às vezes lá aparecem uns exóticos, como o Dortmund ou o Atlético de Madrid, mas é só para abrilhantar a vitória dos outros (e afinal vêm de Espanha e da Alemanha). É verdade que sempre foram mais ou menos os mesmos, mas a diferença agora é tão grande que não permite sequer sonhar em chegar à final.

 

 

No meio desta brincadeira, arriscamo-nos a que o 3º classificado do campeonato português perca o lugar no play-off de acesso à Liga dos Campeões, passando a ter de começar com uma pré-qualificação ainda anterior. Eis algo que vai tornar a vontade de afunilamento para as nádegas ainda maior, desesperadas por não tocarem nos milhões da UEFA. O Sporting que não se prepare bem para isto...

{ Blog fundado em 2012. }

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