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És a nossa Fé!

Este devia estar em Évora

 

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O Record diz que Bruno Paixão "decidiu bem nas duas grandes penalidades que assinalou" no Paços de Ferreira- Benfica. É mentira. Bruno Paixão assinalou uma grande penalidade: assinalou a grande penalidade a favor do Benfica. A outra grande penalidade, foi marcada pelo quarto árbitro. Diz também o Record que Bruno Paixão fez uma "arbitragem difícil, mas merece nota positiva". É mentira. Bruno Paixão ia roubar o Paços de Ferreira a favor do Benfica e ia fazê-lo com a conivência objectiva do fiscal de linha. Foi o quarto árbitro que impediu o roubo. A minha memória nunca foi grande coisa, mas assim de repente não me lembro de uma grande penalidade marcada pelo quarto árbitro que estava do lado oposto ao lance. Quem estava em cima era o árbitro: não marcou. Quem estava em cima era o fiscal de linha: não marcou. São ladrões, sim senhor.

Não gostei de Rogério Alves

Ontem até vi o programa da SICN. Enfim, a jornada correu bem e queria ver a cara de enterro dos nossos adversários. Assisti à tristeza de argumentos do costume e que me levou a deixar de ver aquilo.

 

No entanto, perante mais um assassínio de carácter ao presidente do Sporting, constatei que o representante do Clube naquele programa, esteve seraficamente calado. Ora como se costuma dizer que quem cala consente, será que Rogério Alves concordará com estes ataques a Bruno de Carvalho e por arrasto ao Sporting?

 

Ou será que Rogério Alves tem uma agenda?

E essa agenda será enfrentar Bruno de Carvalho nas próximas eleições?

Se o é, fazia um enorme favor ao Clube se se escusasse ao "cargo" de comentador.

Tem todo o direito à sua agenda, tem todo o direito a ser candidato, mas se o for, apesar de alguma simpatia que por ele nutro, estimo que saia das eleições com uma derrota condizente com a atitude, digamos desleixada, para ser simpático, que tem para com aqueles que atacam o dirigente máximo do Clube que diz ser o seu.

 

Se estou enganado, que me desculpe, mas ele às vezes há coisas...

Não podia ter corrido melhor

Conseguimos mais com menos nesta primeira jornada da segunda volta. Bastou o golo solitário de João Mário frente à Académica para nos render 14 pontos. Os três conquistados em Alvalade. Mais os três conseguidos pela derrota do Braga no Bessa. E dois pelo empate consentido pelo V. Guimarães em casa perante o Gil Vicente. E outros três alcançados por efeito do tropeção portista nos Barreiros. A cereja em cima do bolo surgiu há pouco, com a derrota do Benfica em Paços de Ferreira: mais três pontinhos para o nosso pecúlio desta jornada.

Estamos agora a sete do primeiro e apenas a um do Porto. Temos mais quatro do que o Guimarães e deixámos já o Braga a oito de distância. Nem pensar em deitar a toalha ao chão.

Ponto da situação

Estamos melhor do que na época passada. Em  pontos no campeonato, onde só dependemos de nós próprios para atingir o segundo posto. Nas competições europeias. Na Taça de Portugal. Na Taça Lucílio.

Chateia muita gente, eu sei. Habituem-se.

De facto, não vimos o mesmo jogo

William Carvalho, cujas exibições o "sportinguista" Ribeiro Cristóvão continua a arrumar na SIC Notícias com a contundente frase «falha muitos passes», foi "apenas" considerado o melhor jogador em campo pela imprensa desportiva de hoje, aliás na sequência do que já se tinha escrito aqui ao fim da tarde de ontem.

«O passe para Cédric, logo no primeiro minuto, com a parte de fora do pé é fantástico. Esteve perto de marcar ao minuto 34 (...). Recuperou imensas bolas e o cruzamento no lance que daria golo é excelente. O velho William está de volta e o Sporting agradece», escreve Rui Baioneta no jornal A Bola, dando nota 7 (em dez) ao nosso médio defensivo.

«Uma exibição cheia de alma... e acompanhada de talento. O médio foi o principal impulsionador do jogo ofensivo dos leões, dominou todas as tarefas defensivas e ainda fez o passe, magistral, que está na origem do golo da vitória. William voltou... e na altura certa», escreve António Bernardino no Record, dando-lhe nota 4 (em cinco).

 

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E como estamos em matéria de "passes falhados"? As estatísticas esclarecem.

A Bola: «William Carvalho fez 54 passes e acertou 90 por cento deles.»

Record: «William Carvalho tocou 104 vezes na bola, parâmetro de avaliação em que só foi superado por Cédric, com 109, suportando em números significativos (acrescentemos-lhe 7 recuperações, 5 intercepções, 2 cruzamentos, 2 oportunidades criadas, zero faltas cometidas) a excelência de uma exibição de encher o olho e que fez dele o melhor jogador em campo.»

 

Ficam os números e as apreciações. Que contrariam em toda a linha a incompetente avaliação de jogo feita por Ribeiro Cristóvão na SIC Notícias.

Mas se este comentador já não surpreende, espanta que Manuel Fernandes - horas mais tarde, no mesmo canal - tenha repetido igualmente a frase «o William falhou muitos passes».

Espanta pelo menos por dois motivos. Porque Manuel Fernandes, ao contrário do anterior, é sportinguista sem aspas. E por não ser verdade.

O futebol português é isto

Como disse há mais ou menos um mês, depois do empate com o Moreirense: "Os campeonatos ganham-se é a jogar durante um ano inteiro estes jogos feios, porcos e maus, com equipas que não querem bem jogar à bola. E ou metem isto no bestunto e começam a arranjar manhas para ganhar ou adeuzinho". Acrescentaria apenas, para tornar mais claro, que os campeonatos se ganham quando se ganham jogos a jogar mal, sendo que jogar mal é, normalmente, resultado do "dispositivo táctico" (desculpem a pompa) de equipas como esta Académica, que jogam uma variante da barra do lenço. Em Portugal, 80% dos jogos são deste género. Portanto, gostei da vitória de hoje: jogar mal e ganhar, como se pede no campeonato português.

Um detalhe

E foi esta nódoa nosso treinador...

O título que estava "engatado" era "futebolzinho de merda", mas os leitores merecem todo o meu respeito.

Respeito com que este senhor e a sua equipa não brindaram os mais de 37 mil que estiveram em Alvalade.

Perdeu por um, deveria ter perdido por meia dúzia, era o castigo pela vergonha de "jogo" que veio apresentar em Lisboa.

Vai para a segunda e vai muito bem!

Que faça boa viagem.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De ganhar. Quinta vitória consecutiva do Sporting na Liga - após triunfos sobre Nacional (1-0), Estoril (3-0), Braga (1-0) e Rio Ave (4-2). Terceiro lugar consolidado após o empate cedido em casa pelo V. Guimarães perante o Gil Vicente, último classificado.

 

De William Carvalho. Recuperou a boa forma da época passada, voltando hoje a ser o melhor em campo. Infatigável, buscou sempre linhas de passe, colocando a bola a longa distância para servir com eficácia os companheiros. Foi assim aos 2', aos 20' (desaproveitado por Nani) e aos 76', no lance de que resultou o nosso golo, cuja construção começa precisamente nos pés dele com um cruzamento longo para a cabeça de Tanaka. A nossa segunda jogada mais perigosa, aos 80', começa também nele, com uma excelente recuperação de bola a meio-campo (a seguir novamente desperdiçada por Nani).

 

De Tanaka. Estaremos perante o novo talismã da equipa? Tudo indica que sim. Já marcou quatro golos, já fez quatro assistências e hoje voltou a ser muito influente. Aos 76', nove minutos depois de ter entrado, fez um remate de cabeça forte e seco, que Lee defendeu com dificuldade e permitiu a recarga vitoriosa de João Mário. Eis o japonês novamente ligado a um golo decisivo do Sporting.

 

De Adrien. Regressou ao onze titular com a boa forma de sempre. Foi um dos sportinguistas mais inconformados perante a muralha defensiva de Coimbra. Carregado em falta à entrada da grande área, não viu o árbitro sancionar o lance. Protagonizou a jogada mais vistosa, com um pontapé de bicicleta de costas para a baliza aos 53', que roçou a barra. Teria sido um grande golo.

 

De Paulo Oliveira. Confirma-se: é o defesa mais sólido e seguro deste Sporting 2014/15. Tem óptima leitura de jogo, perfeito sentido do tempo de intervenção e a bola sai-lhe sempre bem controlada dos pés. Fez um remate em arco aos 35', de uma distância de 30 metros, que passou ligeiramente por cima da baliza da Académica.

 

De Carlos Mané. Desta vez começou o jogo no banco. Mas quando entrou para o lugar de Carrillo, aos 67', agitou a partida. Dois minutos depois já estava a arrancar um livre directo muito perigoso contra a Académica. Aos 83' fez uma excelente jogada pelo lado direito, entrando na grande área coimbrã e servindo Tanaka, que rematou para fora.

 

De ver as bancadas do nosso estádio tão bem preenchidas. Tarde de domingo, com sol: 37.769 espectadores em Alvalade. Se houvesse mais jogos às 16 horas, como este foi, as receitas de bilheteira seriam bem maiores.

 

 

Não gostei

 

Da vitória tangencial. Vencer apenas por 1-0 em casa contra a modestíssima Académica sabe a muito pouco.

 

Do resultado ao intervalo. O empate a zero fazia recear a repetição do que sucedeu frente ao Belenenses e ao Moreirense em Alvalade.

 

De esperar mais de uma hora pelo golo. O suspense é bom para os filmes, não para o futebol.

 

Das oportunidades perdidas. Uma vez mais, desperdiçaram-se golos quase feitos. Montero, bem servido por Carrillo, foi o primeiro a falhar, logo aos 8', só com Lee pela frente.

 

Da falta de velocidade do primeiro tempo. Uma vez mais também, só começámos verdadeiramente a acelerar nos segundos 45 minutos.

 

Do autocarro estacionado na baliza da Académica. Só uma equipa procurou vencer: a nossa. A medíocre turma de Coimbra nada mais fez do que estacionar duas linhas defensivas em frente ao guarda-redes, demonstrando ausência total de espírito competitivo. O que estarão a fazer na primeira divisão?

 

De Nani. Hoje esteve apagadíssimo. Falhou muitos passes e abusou do individualismo. Aos 80', muito bem servido por Montero, falhou o golo de forma incrível quando apenas tinha pela frente o guarda-redes Lee.

 

Que tivéssemos jogado só com um ponta-de-lança. Contra uma equipa que nunca atacou, impunha-se um segundo elemento na frente do nosso ataque (onde Montero esteve muito isolado) para baralhar as marcações contrárias.

 

Das substituições tardias. Tanaka (que rendeu Adrien) e Carlos Mané (que entrou para o lugar de Carrillo) só jogaram a partir dos 67'. Dinamizaram muito o jogo do Sporting, reforçando a ideia de que deviam ter entrado mais cedo.

Quero mais jogos a meio da tarde

Quero mais jogos a meio da tarde e porque quero, hoje levo os Leões do futuro comigo. Bom, pelo menos parte deles :-)
Rumo a Alvalade no dia dos núcleos e das famílias com um adversário que já vai sendo habitual encontrarmos neste dia.

O jogo e o que se passa em torno dele pode acompanhar-se também no twitter com as hashtags: #DiadeSporting #SportingCP

Bom jogo!

Maurício: do Recife a Roma

É verdadeiramente notável o modo como os jogadores se valorizam no Sporting. Veja-se o caso de Maurício: bastou-lhe um ano e meio em Alvalade para se projectar no futebol europeu, apesar das insuficiências e limitações que muitos de nós lhe apontávamos. Chegou em Julho de 2013, oriundo do modesto Sport Recife, da série B do Brasileirão, e acaba de rumar à Lazio, que se encontra provisoriamente no terceiro lugar do campeonato italiano depois de vencer hoje o AC Milan por 3-1.

Maurício, já com o novo emblema, entrou aos 69 minutos. Foi uma estreia auspiciosa, a deste brasileiro que aos 26 anos procura um lugar ao sol em Roma.

Merece toda a sorte do mundo. Porque serviu o Sporting com profissionalismo e dedicação.

Nem menos nem mais

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Reflexão sobre a Taça Lucílio Baptista

Antes que haja uma decisão definitiva na matéria, e já que o assunto começou a ser debatido em blogues e redes sociais, tomo a iniciativa de antecipar qual deve ser a posição do Sporting na hipótese de uma meia-final contra o Benfica na Taça Lucílio Baptista: o critério, definido na época passada, de aproveitamento desta prova para rodar jogadores da nossa equipa B, deve manter-se em vigor. Não só porque tem resultado, como todos reconhecem, mas sobretudo porque o Sporting só deve ter uma palavra nesta matéria: não se pode desvalorizar esse troféu às segundas, quartas e sextas e valorizá-lo às terças, quintas e sábados.

Alterar o critério de formação da equipa nesta fase seria desconsiderar, em retrospectiva, respeitáveis adversários como o Boavista e o V. Guimarães, que já defrontámos. Pior ainda: essa alteração significaria desconsiderar todos os nossos jogadores que se bateram com inegável profissionalismo até ao momento e que não merecem, de modo algum, ser postos à margem devido a uma súbita reviravolta.

O Sporting precisa de opções claras e racionais, não ditadas pela emoção de cada momento. A chamada Taça da Liga está ferida de morte em matéria de credibilidade e prestígio: para perceber isto, basta ver como afugenta os adeptos dos estádios portugueses. Enquanto durar, o Sporting deve continuar a ver nela o que definiu em 2013/14: uma oportunidade para dar minutos de jogo a profissionais menos utilizados noutras competições.

Precisamente isto: nem menos nem mais.

{ Blog fundado em 2012. }

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