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És a nossa Fé!

Atrasos

A plataforma SAPO deu uma pirueta, mortal encarpado e ainda não voltou ao seu lugar. O atraso na publicação de comentários deve-se na sua maioria a este facto. Outros casos há em que a sua não publicação tem a ver com o lápis, neste caso verde.

A sobranceria de Mourinho

 

Desculpem escrever sobre isto dois dias depois, mas tenho estado a remoer o assunto e uma nota ontem do António Varela no Record estimulou-me este post.

A leitura de Varela é que o gesto de Mourinho foi um grande impulso para a subida da cotação internacional de Rui Patrício:

"O cumprimento do treinador do Chelsea a Rui Patrício, no final do jogo da Liga dos Campeões, em Alvalade, fez mais pela cotação do guarda-redes do que o bom trabalho que fez dele um dos jogadores mais influentes do Sporting nas últimas épocas. Cada atitude de Mourinho tem um peso simbólico específico e se hoje em Inglaterra é destacada a exibição de Patrício frente em Chelsea, mais amplificada é a sua importância porque foi chancelada por José Mourinho."

Pois o que eu vi naquele gesto foi uma demonstração de sobranceria e arrogância em relação à equipa anfitriã. Cumprimentar o guarda-redes da equipa adversária é, em comunicação, desmerecer todos os outros jogadores do Sporting e salientar a superioridade atacante da sua própria equipa.

Mourinho é, e será sempre, Mourinho.

El Puerto

El Fútbol Club del Puerto alinhou anteontem sem um só jogador português numa competição europeia, pela primeira vez na sua história. Eis um troféu que faltava na vitrina del Presidente. Espero que passe a ser exibido em devido destaque, lá no museu.

Não era fácil

Que o jogo de ontem não era fácil, toda a gente sabia. Havia, aliás, já por aí o grupo dos habituais engraçadinhos a esfregar as mãos à espera da goleada, para depois virem com a conversa de que o Sporting na Champions é a vergonha da pátria e mais não-sei-quê. Bem, ao menos por uma noite calaram-se.

O jogo de ontem era, evidentemente, para perder. Do empate para cima já era um grande resultado. Mas não era essa a principal razão porque o jogo não era fácil. A principal razão das dificuldades era a forma como o Sporting o devia encarar. O Sporting é um grande em Portugal (em convalescença, na verdade...) mas está muito longe de o ser na Europa da actualidade (como aliás Benfica e Porto, por muito que eles se recusem a vê-lo). O dilema para ontem era: dar uma de Arouca ou Moreirense da Europa e plantar o autocarro à frente da grande área, ou jogar "à grande". O Sporting optou pela última hipótese. Na primeira parte a coisa pareceu um completo erro de casting, talvez até porque, perante os Oscar, Willian, Fábregas e Diego Costa desta vida, os jogadores devem ter achado tudo muito estranho. Mas depois de um golo estúpido ter-lhes-á passado pela cabeça que era inglório perder assim e libertaram-se. O resultado foi o domínio do jogo até ao fim (a posse de bola era 55%-45% até ao golo, acabou em 51%-49%), correndo o risco de golos no contra-ataque.

Mourinho é o mais cínico dos grandes treinadores e isso viu-se ontem outra vez. O golo é marcado em consequência de uma "ratice" (falta marcada rapidamente, quando a defesa ainda não está posicionada, bola para a carola do grandalhão e pimba!) e todas as famosas grandes defesas de Patrício são resultado de jogadas de contra-ataque. Depois do golo, Mourinho decidiu jogar "à Arouca" (mas com executantes de nível estratosférico, claro): defesa compacta e pontapé para a frente e para as costas da defesa muito subida, à espera da corrida do Diego Costa. Mourinho nunca teve problemas em jogar assim, e os seus autocarros são lendários, como aquela inacreditável meia-final do Inter com o Barcelona em que praticamente  entregavam a bola ao Barcelona para eles rodarem no seu estéril tiki-taka.

O Sporting fez bem em jogar como jogou? Vendo bem, acho que sim. Perder (como quase inevitavelmente aconteceria)plantando o autocarro não teria glória nenhuma. Assim, a gente no estádio e em casa ficou alegre. E ficou a dúvida até ao último minuto sobre se o Sporting não empataria. Não empatou mas ganhou a comunhão com os adeptos.

O que seria desta equipa com 2 bons centrais?

Mais um jogo e mais uma demonstração da qualidade do trabalho que se está a desenvolver em Alvalade.

A equipa reage às dificuldades, assume o jogo nos momentos difíceis, os jogadores com maior qualidade técnica aparecem e arriscam, os princípios de jogo estão melhor assimilados de jogo para jogo, a equipa consegue adaptar-se aos vários momentos de jogo.

Mas depois temos 2 centrais ridículos e tudo isso condiciona a acção da equipa. Virou moda dizer que William não está a jogar nada e simultaneamente virou moda sair em defesa dos dois centrais (porque um tem 20 anos - como se isso quisesse dizer alguma coisa em termos de princípios de jogo - e outro porque fez uma boa época o ano passado - como se isso, mesmo que fosse verdade, significasse algo), ultrapassando olimpicamente a proximidade de posições entre os dois centrais e William e a consequente instabilidade que cria nas rotinas de jogo deste último.

Com 2 centrais decentes seríamos de facto um candidato ao título (podemos até ser campeões, mas será muito mais difícil). Isso e um ponta de lança que contribuísse para o jogo da equipa. Por acaso até me estou a lembrar de um que está no plantel, mas que como não tem marcado golos, não lhe é atribuído valor e muito menos interessa perder tempo a analisar a sua contribuição para a organização ofensiva da equipa.

Temos mesmo...

... de estarmos orgulhosos dos nossos jogadores! Apesar de um começo muito dificil, souberam ser gratos ao Rui Patrício e fazer uma segunda parte muito boa e sem temor pelo adversário. E o Rui continuou a ser um nosso «must». Prova também que temos treinador. E que esta equipa(zinha) está a crescer. Que bom. Assim todos a apoiem.

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{ Blog fundado em 2012. }

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