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És a nossa Fé!

Oitavos de final

Surpresas: Chile, Colômbia, México, Argélia, EUA

Desilusão (esperada): Brasil, Bélgica

Desilusão (não assumida): Argentina

Nim: Holanda, França e Alemanha

 

O restante foi normal.

 

Aguardam-se 3 grandes jogos nos quartos de final e a Holanda à espera de adversário nas meias.

Ryan Gauld

Imaginem os felizes trocadilhos... Bom, não vamos por aí que já tivemos de tudo no passado - dos Pontus aos Kmet - o que é certo é que o Sporting contratou uma jovem promessa de origem escocesa que completou 18 anos em dezembro passado. Um médio ofensivo, sensivelmente com o porte atlético de André Martins, reconhecido pela sua grande mobilidade, entrega permanente durante os 90 minutos, capacidade técnica e maturidade tática. Vem de um campeonato onde não predominam propriamente os lingrinhas e fez uma excelente primeira época como senior.

Ryan Gauld ingressa no Sporting depois de ter alinhado em 37 jogos pelo Dundee na passada época (onde marcou por sete vezes e fez 10 assistências para golo).

É um jovem ainda em formação, que naturalmente se espera possa acrescentar algo ao que se vai burilando na Academia.

E agora o vídeo da praxe:

 

Nota: Informação estatística aproximada, tendo por base recolha e confronto entre vários sítios consultados na internet.

O Bom, o Mau e o Vilão

O Bom: finalmente o patrocínio assume a cor do Sporting. Uma reclamação de longa data dos sportinguistas, agora acolhida no equipamento principal 2014/2015.

O Mau: calções verdes. A ideia de um Sporting ainda mais verde parece entusiasmante, mas 108 anos de história são 108 anos, e os calções pretos são património genético do clube. Uma opção infeliz, a fazer lembrar a Selecção quando decidiu equipar toda de vermelho.

O Vilão: 75 €. É este o preço (arredondado) de venda da nova camisola. Em tempos, o Sporting, e bem, lançou um inquérito aos sócios e adeptos sobre a camisola do clube. Uma das perguntas respeitava ao preço que estes achavam adequado para a camisola. Custa-me a crer que a maior parte das respostas dadas se tenha posicionado em valores à volta dos 75 €. É um preço proibitivo que aliado à falta de pleno que a nova camisola faz junto dos adeptos (por contraponto, por exemplo, com a camisola da Missão Pavilhão), não auspicia uma grande receita para a Loja Verde.  

Fui só eu que gostei?

Ou houve mais alguém que passou o seu serão a acompanhar a primeira emissão da SportingTV e que gostou do que viu?

Começar uma emissão de televisão com um número de trapézio sem rede (um directo de algumas horas), foi obra!

Agora é continuar o bom trabalho inicial e se possível, como será natural, melhorá-lo.

 

E a propósito, gostei de ver e ouvir o que disse Augusto Inácio.

A ver o Mundial (21)

Este está a ser o campeonato do mundo dos guarda-redes. Ochoa, do México. Bravo, do Chile. Navas, da Costa Rica (virá mesmo para o Porto?). Buffon, de Itália. M'Bolhi, da Argélia. Neuer, da Alemanha. Até Júlio César, do Brasil (quando um guarda-redes brasileiro é considerado o melhor do jogo numa fase final de um Campeonato do Mundo isso não é nada lisonjeiro para o escrete canarinho).

Mas nenhum tão bom como Tim Howard, um herói de carne e osso no desafio que esta noite opôs a Bélgica aos Estados Unidos. Uma exibição histórica em que foi batido o recorde de defesas por parte de um guarda-redes em meio século de mundiais: aos 90 minutos regulamentares já tinham sido doze. Com as redes norte-americanas mantidas intactas.

No final, foram registadas dezasseis.

 

A Bélgica pressionou muito - no primeiro tempo sobretudo pelos pés da sua estrela, o extremo-esquerdo Hazard - mas esbarrou por sistema na barreira defensiva dos EUA, de que o guardião titular do Everton foi expoente máximo. Como se os 35 anos não pesassem já nas pernas de Howard. E pelos vistos não pesam mesmo.

Um exemplo de tenacidade e resistência que deve ser mencionado a todos quantos se apressaram a ridicularizar o empate conseguido pela selecção portuguesa perante esta equipa adversária, como se fosse o obstáculo mais fácil de superar. Não era, como bem confirmámos hoje frente à Bélgica, tantas vezes apontada como uma das favoritas à conquista do Campeonato do Mundo. Foram precisos noventa e tantos minutos para os belgas marcarem o primeiro golo, graças ao inegável cansaço físico dos norte-americanos.

Ao golo seguiu-se logo outro, mas os EUA ainda reduziram - tudo no prolongamento, um dos mais emocionantes de que há memória em torneios deste género, confirmando a excelência deste Mundial do Brasil.

 

Os belgas suaram imenso para levar os americanos de vencida. Foi justa, a recompensa da selecção mais jovem do Campeonato do Mundo que agora terá de bater-se nos quartos-de-final com a Argentina, também hoje com motivos para sorrir após uma vitória arrancada a ferros à Suíça, perto do fim do jogo, graças a um golo marcado por Di María. Messi desta vez ficou em branco. Com Cristiano Ronaldo já ausente, talvez tenha perdido alguma motivação para jogar.

 

Bélgica, 2 - EUA, 1

Argentina, 1 - Suíça, 0

 

Tim Howard, uma exibição para a história deste Mundial

A Argélia mostrou como se joga contra a Alemanha

Sem medo!

 

Como aliás o Pedro Correia já referiu na sua excelente análise. Os alemães entraram em excesso de confiança, depois da goleada a Portugal, empatando de seguida com o Gana e ganhando por apenas 1:0 aos Estados Unidos, num jogo que, no fundo, só serviu para cumprir calendário.

 

A seleção alemã está longe de ser perfeita e já muitos alemães (pasme-se!) duvidam que possa ganhar o Mundial. Enfim, a disciplina férrea e a tática de Jogi Löw poderão neutralizar muitos pontos fracos e alguns desentendimentos entre jogadores, levando a equipa à final.

 

O Chile e a Argélia mereciam ter passado aos quartos-de-final por se terem "atrevido" a expor, sem complexos, as fragilidades dos gigantes. Uma final emblemática seria mesmo Brasil/Alemanha, duas equipas que intimidam pelo seu peso, mas que, no fundo, se tentam equilibrar na corda bamba.

Início da época

Hoje, em dia de aniversário do melhor Clube do Mundo, em que arranca para nós a época e agora que o campeonato do Mundo acabou (na perspectiva da selecção portuguesa, que não na dos amantes do futebol), e que a época futebolística nacional começa finalmente a entrar na ordem do dia, com o costumeiro chorrilho de asneirada nos jornais e programas de rádio e televisão da “especialidade”, permitam-me uma pequena reflexão sobre o passado, mais ou menos recente, e a atrever-me a apontar um caminho de futuro que, no caso vertente, se me afigura o único plausível de aumentar a competitividade do futebol português a nível de clubes, e consequentemente a nível da própria selecção:

 

Andaram os clubes (os grandes de Portugal, que é o que interessa para o caso) a gastar, durante anos, o que tinham e o que não tinham, alguns na vã tentativa de ganhar um campeonatozito (caso concreto do SCP, ou mesmo do SLB – ambos, nos últimos 20 anos, não andam muito longe), e ao que assistimos, foi ao definhar de todos eles, do ponto de vista económico-financeiro.

Hoje, todos os clubes estão falidos (ou as SAD’s, se quiserem); podem uns dizer, de forma eufemística, que os “activos” cobrem os astronómicos passivos, mas se hoje tivessem que vender, verificar-se-ia que essa ideia não passa duma enorme falácia. Veja-se a recente venda dos direitos de Garay…

 

Mas o que interessa aqui é mesmo o exemplo do Sporting: depois da vitória deste presidente, Bruno de Carvalho, que teve o meu apoio, foi encetada uma política de prata da casa, de aposta em valores da formação, de aquisição de alguns jogadores a preços controlados, e negociada a reestruturação da dívida com a banca.

 

Vamos por partes:

A prata da casa: ascenderam à equipa principal jovens valores que hoje são certezas como jogadores de futebol e que serão integrantes titularíssimos da selecção nacional num futuro muito próximo, não seja o seleccionador o casmurro do Paulo Bento, e que darão encaixes financeiros interessantes ao Clube. Na época passada, foi recorrente o Sporting iniciar os jogos com seis, sete jogadores portugueses e formados na sua Academia. Nenhum clube em Portugal, ao mesmo nível, esteve sequer próximo, salvo quando a isso foi obrigado pelas regras das competições e aí apresentaram segundas, terceiras e quartas escolhas.

Os resultados foram os que se viram, um honroso segundo lugar, depois da vergonha do sétimo lugar do ano anterior e de todo o descalabro interno.

As compras certeiras a preços controlados: ao contrário de outros clubes, que esbanjaram milhões em jogadores de duvidosa qualidade (é certo que alguns são craques, mas a relação compra/benefício esteve longe de ser interessante), onde o FCPorto até esteve uns furos à frente do SLBenfica, o Sporting, até porque a torneira, por vontade própria e por imposição da negociação da dívida, estava fechada, procurou jogadores para lugares-chave que foram extremamente importantes para os resultados conseguidos. Montero com um início de época notável e Slimani numa segunda volta impressionante são disso exemplo.

E por fim, a reestruturação da dívida: o Sporting, com uma força nunca antes demonstrada pela sua direcção ou por qualquer presidente, pelo menos nas três décadas anteriores, conseguiu aquilo que os profetas da desgraça e os que faziam força para baixo (os muito bem denominados de Marretas pelo caro Pedro Correia) queriam evitar: negociar com os credores condições excelentes para pagar aquilo que os desvarios de direcções anteriores fizeram e que conduziram o Clube à falência.

Hoje o Sporting vive uma situação complicada, é certo, mas controlada e com muito boas perspectivas de vir a ter um futuro risonho.

Este é o caminho que terá que seguir o futebol português e se não arrepiarem caminho clubes haverá cujo futuro estará até em causa (seja o fair play desportivo uma realidade e aplicado com rigor) e cedo ou tarde terão que enfrentar situações extremas de consolidação de dívida que os poderão levar à ruína.

 

Neste particular, também fruto dos maus resultados, é verdade, o Sporting parte à frente.

Oxalá tenha o engenho para tirar partido disso!

 

Ah! E que não lhe “cortem as vazas”… 

1 de Julho

Cumprem-se 108 anos, hoje!

A festa seria um pouco mais brilhante se houvesse o arranque do canal de televisão.

Mas nada ofusca o brilho de um Clube que tem cumprido com enorme classe o objectivo e o lema dos seus fundadores: ser um dos maiores!

"Vazimbóra Spórting!!!"

A ver o Mundial (20)

Ao ver o jogo Alemanha-Argélia, em que Slimani voltou a fazer uma grande exibição, lembrei-me de alguns marretas do meu próprio clube que se apressaram a contestar Bruno de Carvalho quando há um ano contratou o ponta-de-lança argelino. Que mal sabia jogar à bola, que era um tosco, que não aguentava mais de 45 minutos, que só servia para estar no banco. Estas e outras bacoradas foram escritas em blogues supostamente de adeptos do Sporting que preferiam ver Ghilas no nosso clube em vez de Slimani.

Eis algumas das burrices que então se escreveram sobre o nosso ponta-de-lança:

«Não é jogador para jogar em Portugal e muito menos no Sporting.»

«Tem muito mau domínio de bola e um drible completamente atabalhoado.»

«Realizou a sua formação na Argélia e virá com todas as insuficiências associadas.»

 

Azar deles: não acertam uma.

Slimani fez uma óptima época no Sporting - e ter-se-ia destacado ainda mais se Leonardo Jardim lhe houvesse concedido tanto tempo de jogo na primeira volta do campeonato como acabou por dar na segunda. Agora, como titular da selecção argelina no Mundial do Brasil, deu show de bola: marcador de dois golos, autor de assistências para outros dois, considerado pela FIFA melhor jogador em campo em dois desafios, o argelino renderá certamente bom dinheiro aos cofres de Alvalade caso Bruno de Carvalho dê luz verde à sua saída (também Rojo, que está a fazer um excelente Mundial e até já apontou um golo, promete render-nos um bom pecúlio, embora neste caso tenhamos apenas 25% do passe).

 

Menciono Slimani porque foi um dos melhores argelinos em campo, no embate contra os alemães. Um embate em que a Argélia não revelou qualquer temor reverencial pelos antigos campeões mundiais, batendo-se de igual para igual com os comandados por Joachim Löw. Algo que a selecção portuguesa deveria ter feito mas lamentavelmente não fez.

Num jogo em que quase todos os intervenientes terminaram fisicamente arrasados, após os 90 minutos regulamentares mais meia hora de prolongamento devido ao empate a zero entretanto registado, a Alemanha acabou por impor-se devido à sua maior experiência internacional e à influência de alguns jogadores que fizeram a diferença - com destaque para o extremo-direito, Lahm, e o avançado Thomas Müller, o carrasco da selecção nacional num jogo para nós de má memória. Mas no primeiro tempo quem mais brilhou nas hostes germânicas foram o guarda-redes, Neuer, e o defesa Boateng - o que diz muito sobre as dificuldades encontradas pela Alemanha para superar a bem organizada e combativa equipa argelina, que funcionou melhor como colectivo.

 

Desta vez Slimani não marcou. Mas voltou a dar nas vistas. Enquanto Ghilas voltou a ficar no banco.

Espero que isto tenha calado de vez os tais marretas, que também neste caso estão condenados a meter a viola no saco. Como diria o Manuel José, cada vez que falam... entra mosca.

 

Alemanha, 2 - Argélia, 1

 

Slimani, uma das grandes figuras deste Mundial

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