Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Ponto de ordem à mesa

Pelos motivos de todos conhecidos, o Sporting teve uma última época miserável. Na presente, temos uma equipa de miúdos e um orçamento que não tem comparação com o de Porto e Benfica. Hoje, a equipa de miúdos vinha de uma derrota perfeitamente normal face às circunstâncias. E viu-se a perder por via de uma grande penalidade inexistente e com uma expulsão perdoada a um adversário, um possível golo não validado e uma grande penalidade a favor não marcada. Neste contexto, são absolutamente lamentáveis alguns assobios dirigidos à equipa até à reviravolta. E sim, incluo aqui os que foram dirigidos ao Carrillo apesar de também a mim o peruano me desesperar várias vezes. Mas os assobios, que felizmente estiveram longe de ser maioritários, não fazem crescer ninguém. Nem mesmo o Carrillo. O actual Sporting, o nosso Sporting, vem de sobreviver a uma doença terminal. E agora que começa a dar alguns passos, a equilibrar-se nas pernas, precisa de apoio e carinho. Mais ainda se uma vez por outra cair. Ainda mais se por desgraça cair muitas vezes. Quanto aos profissionais do assobio (não confundir com os do apito), se o objectivo é prejudicar o Sporting, fazem melhor serviço se estiverem sentados do lado de lá errado da segunda circular.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Desta vitória do Sporting. Foi difícil, mas até por isso mais saborosa. A nossa equipa mantém um excelente registo: não perde em casa há nove meses e ainda não passou um jogo sem marcar neste campeonato. E voltamos a estar só a três pontos do Porto.

 

Que a tendência não se transformasse em tradição. O Marítimo venceu em Alvalade nas duas últimas épocas. Mas os homens comandados por Leonardo Jardim contrariaram com êxito a hegemonia madeirense dos anos anteriores.

 

De Capel. Uma grande exibição, rubricada com um monumental aplauso dos adeptos quando saiu, aos 81'. Assinou um grande golo, a abrir o marcador, com um petardo do seu pé esquerdo, e fez a assistência para o segundo. O melhor homem deste jogo: foi sempre o sportinguista mais dinâmico e mais inconformado. Não é possível continuar fora do onze-base.

 

De Slimani. Atenção, Montero: tens um sério concorrente no Sporting. O argelino voltou a marcar, desta vez rubricando o seu primeiro disparo certeiro no campeonato depois da estreia como goleador na Taça, contra o Alba. E desta vez apenas quatro minutos após ter entrado em campo, substituindo Vítor aos 63'. Eficaz, este ponta-de-lança. Leonardo Jardim deve dar-lhe mais tempo de jogo daqui para a frente. 

 

De Adrien. Foi, de novo, um dos melhores sportinguistas. Voltou a marcar: foi dele o golo da vitória, de grande penalidade. Nunca falha quando é chamado a esta responsabilidade, que faz tremer outros jogadores. Foi o maior obreiro de jogadas ofensivas, criando linhas de passe quase impossíveis e desmarcando os companheiros a todo o momento. Com uma energia aparentemente inesgotável.

 

De William Carvalho. Exibição de luxo, uma vez mais. De longe, o maior recuperador de bolas no Sporting: desempenha uma missão imprescindível como primeiro construtor de lances ofensivos.

 

Da entrada de Wilson Eduardo. Substituiu Carrillo com vantagem no segundo tempo. Aos 50' já estava a disparar contra a baliza do Marítimo. Merece voltar a ser titular já no próximo jogo.

 

Da entrada de Carlos Mané. Substituiu Capel. Dois minutos depois, aos 83', já estava a fazer um impressionante slalom só travado em falta por um adversário. 

 

Do jogo. Emocionante do princípio ao fim, sobretudo na segunda parte, com as equipas em constante movimento colectivo. Nem o árbitro conseguiu estragá-lo por completo, como chegou a recear-se.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. João Capela e Carlos Xistra, dois dos piores árbitros portugueses, estão a partir de agora bem acompanhados: Bruno Esteves fez uma péssima arbitragem. Inventou o penálti que esteve na origem do segundo golo do Marítimo, quando Sami tropeçou em si próprio na grande área leonina. Perdoou uma grande penalidade aos madeirenses num corte com o braço de um remate de William Carvalho e deixou por exibir um cartão vermelho a Ruben Ferreira, ainda no primeiro tempo, por agressão a Capel. Ficam ainda sérias dúvidas sobre uma defesa do guarda-redes Leoni, a remate de Cédric, com a bola aparentemente já dentro da baliza. O homem do apito teve uma noite para esquecer.

 

De Eric Dier. Intranquilo, inseguro, hesitante, errando muitos passes. Entrou como titular, no lugar de Maurício, mas parece uns bons furos abaixo do bom desempenho da época passada.

 

Da exibição de Carrillo. Uma vez mais, passou ao lado de um jogo: tarda a justificar a titularidade que lhe tem sido confiada pelo treinador. Se não fosse tão lento nem tão desconcentrado, teria dado bom caminho a uma bola que lhe sobrou de Montero, frente à baliza do Marítimo, mesmo a acabar a primeira parte. Foi bem substituído por Wilson Eduardo. Começa a não haver pachorra para tanta displicência.

 

Do golo de livre do Marítimo. A nossa barreira pareceu-me mal formada. Continuamos frágeis perante lances de bola parada dos adversários.

 

Do relvado. É confrangedor ver a relva de Alvalade em tão mau estado.

Ainda os 'casuals'

Não gostei, sinceramente não gostei, da fuga de Vasco Santos (o diretor de segurança do Sporting) à questão dos chamados 'casuals', na entrevista dada ao Record do dia 1 de Novembro. Compreendo a 'dinâmica oratória' auto-defensiva que faz parte do novo jargão do clube. Defender os nossos não é defeito, é virtude. Mas não ter uma palavra de condenação firme do 'hooliganismo', mesmo com todas as interrogações que se possam colocar ao que aconteceu na Alameda das Antas, é uma faceta do novo Sporting que dispenso e acho dispensável. De resto a argumentação usada é contraditória. Por um lado, diz-se - e é certamente exato - que nem as claques e, por maioria de razão, nem o clube têm a ver com o que se passou. Mas, por outro lado, é-se compreensivo, culpando-se apenas o «fogo dos ARD e da polícia e dos outros indivíduos». Custa muito dizer, sem timidez, que, apure-se o que se apurar, o Sporting condena sem hesitação todo este tipo de comportamento de adeptos de qualquer clube? Custa muito colocarmo-nos, também aqui, na dianteira da defesa da ética e do 'fair-play' no desporto? Apenas isto?

«Erros meus, má fortuna...

...amor ardente». Lembrando o verso de Camões e, ainda, o jogo e o resultado do Porto. «Erros meus»? Sim, um primeiro golo oferecido pelo Maurício - um central forte no contato físico, mas frágil na rapidez de abordagem aos lances e que antes desse lance já tivera dois semelhantes; sim, avenidas abertas para Danilo ficar só no segundo golo deles. «Má fortuna»? Sim, duas defesas de exceção do Helton a evitar o 2-2. Pensando bem, com um pouco de fortuna e sem os erros primários da defesa poderiamos ter saído do Dragão com outro resultado. «Amor ardente». Sim! A poucas horas do Sporting-Marítimo a mesma fé e o mesmo amor de sempre.

Faz hoje um ano

 

O belga Franky Vercauteren, recém-contratado como técnico principal do Sporting, convocava cinco jogadores do Sporting B para a equipa principal. Quem eram eles? Ricardo Esgaio, Betinho, Bruma, Tiago Ilori e Luís Ribeiro. Antes já tinha mandado avançar outros dois: Pedro Mendes e Eric Dier. A pensar na deslocação ao Bonfim para o campeonato.

preciso fazer avançar os jogadores da equipa B a ver se a equipa joga como deve ser e não se comporta vergonhosamente como aconteceu em vários jogos", comentava um dos nossos leitores, com evidente razão, nesse dia 2 de Novembro de 2012.

"Não sei o que vai ser e quanto tempo vai durar esta tempestade. Mas começo a acreditar que, por este andar, teremos mesmo de ir à bruxa para quebrar o enguiço", escrevia o Francisco Mota Ferreira em artigo publicado no jornal do nosso clube e reproduzido aqui. Denotando um sentimento que começava a generalizar-se.

Prognósticos antes do jogo

O Sporting recebe amanhã, pelas 20.15, o Marítimo: é um jogo que promete relançar a carreira da nossa equipa no campeonato. A partir de agora aceitam-se os vossos prognósticos para este desafio. Aproveito para lembrar que nos últimos dois campeonatos registaram-se derrotas em Alvalade (2-3 em 2011/12; 0-1 em 2012/13) frente à equipa madeirense.

Por mim faço desde já votos para que não haja uma terceira...

Pág. 9/9

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D