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És a nossa Fé!

Ganhar a segunda bola!

Este título poderia ser incluído na secção "Chavões da Bola" que o Pedro criou, mas lembrei-me dele após ter visto, esta noite, o Barcelona ganhar ao Real Madrid.

 

Na realidade muitos dos jogos ganham-se não só pela qualidade dos jogadores (a maior parte!), mas claramente pela forma como uma equipa se dispõe e predispõe em campo.

 

Já vejo futebol há demasiados anos para perceber diversas coisas:

 

1 - os jogos só estão ganhos quando o árbitro apita para o fim (nunca mais esqueci aquela final Manchester-Bayern de 1999):

2 - respeitar o adversário é o primeiro passo para se vencer (a displicência com que o Sporting enfrentou o Rio Ave deu-lhe apenas um empate);

3 - não deixar que a equipa contrária tenha a iniciativa do jogo é um passo de gigante para a vitória (no México em 1986 Espanha derrota a Dinamarca com um concludente 5-1, após um jogo em que os espanhóis não autorizaram a equipa adversária ter a bola);

 

Assim sendo, é bom que o Sporting amanhã não deixe a defesa do Porto ganhar a segunda bola quando ataca. Uma recuperação leonina pode descompensar o último reduto dos dragões e criar situações de golo evidentes.

O céu como limite

Querer que o Sporting ganhe amanhã nas Antas, reconhecer que tem equipa para isso, não é exigir que seja campeão já este ano. É só um passo na direcção correcta. Ir a jogo com calculismos e receios é negar a natureza do futebol tanto quanto o adn das cores leoninas. Amanhã é para vencer e quebrar a hegemonia do Futebol Clube do Porto. Até os comemos, carago!

Que apite pouco e bem

Artur Soares Dias vai arbitrar o FC Porto-Sporting deste domingo. Parece-me uma boa escolha do Conselho de Arbitragem, confirmando-se o vaticínio que o ex-árbitro Pedro Henriques antecipara domingo à noite no programa Contragolpe, da TVI 24. E foi também um enorme fiasco do programa concorrente da SIC Notícias exibido 24 horas depois, que indicara uma lista de cinco árbitros como possíveis para o clássico do Dragão. Para azar dos responsáveis deste programa, Soares Dias não integrava esta lista de onde constavam Olegário Benquerença, Paulo Baptista, Marco Ferreira e Duarte Gomes. E nela figurava ainda o inefável Jorge Sousa, que inventou dois penáltis contra o Sporting na época passada, o que diz muito sobre a tendência editorial do referido programa, reforçando o que escrevi aqui. Como se fosse aceitável tê-lo novamente como juiz deste clássico após ter acontecido o que aconteceu.

Ultrapassada esta questão, vamos ao essencial: espero que Soares Dias apite pouco e bem.

 

ADENDA: Certamente por involuntária ironia dos responsáveis do programa, Paulo Andrade ainda é referido como representante do Sporting na página d' O Dia Seguinte no portal da SIC.

Dúvidas para o Clássico (5)

 

Que jogo irá fazer Fredy Montero?

Nenhuma outra partida da 1ª volta será tão importante para "El avioncito" do que a do próximo domingo.

Desde logo, pela repercussão que esta partida terá na Colômbia. Montero sabe que um grande jogo seu poderá confirmar, de vez, o seu regresso, tão desejado, à selecção. Depois, o facto de defrontar o tri-campeão nacional português, no que constitui, em teoria, o adversário mais difícil da concorrência. 

Montero já fez o gosto ao pé contra o Benfica, e para se imortalizar na galeria dos grandes goleadores do Sporting e do futebol português, convém, também, marcar contra o Porto. E aí reside uma interessante curiosidade por desvendar no domingo: os últimos dois goleadores do Sporting, Liedson e Wolfswinkel, nunca conseguiram desfeitear Helton como o fizeram aos guarda-redes do Benfica.

Será Fredy Montero mais do mesmo, ou teremos aí, finalmente, o carrasco do Porto?...

 

Padre Alberto Neto

 

Hoje, em conversa com um amigo, lembrei-me do Padre Alberto Neto. Não, em primeiro lugar, a propósito do Sporting, antes dos nossos tempos do Pedro Nunes. Foi aí que o conheci, como professor de Religião e Moral, naquela época disciplina obrigatória e, diga-se em abono da verdade, bastante menos nociva e maleficente do que, já então, mas, principalmente, alguns anos mais tarde, muitos viriam a acusá-la. Nalguns casos, admito que poucos, de que fui testemunha, a matéria era, pelo contrário, pretexto para debates, reflexões e tomadas de consciência que propiciavam uma abertura de espírito e um conhecimento do mundo muito mais vastos do que superiormente  se pretenderia.

 

O Padre Alberto Neto foi um bom exemplo da capacidade para  despertar em adolescentes o gosto pela interrogação, pelo hábito de questionar, pela dúvida salutar e construtiva e pela curiosidade de saber. Não só nas aulas, mas também numa série de actividades paralelas que  promovia e dirigia com grande habilidade e tacto, o Padre Alberto, ao leccionar uma disciplina aparentemente pouco propícia a grandes cometimentos pedagógicos, até porque não atribuia nota relevante para a média,  conseguiu exercer uma influência mais duradoura e sólida do que alguns professores encarregados de disciplinas com outro peso curricular. 

 

A história da intervenção cívica do Padre Alberto Neto, a nível, pelo menos, de um conhecimento público mais alargado, ficou essencialmente marcada pela sua participação nos acontecimentos da Capela do Rato, de que era capelão, ocorridos na passagem de 1972 para 1973 e que desempenharam um importante papel na luta dos católicos nesse tempo conhecidos como progressistas contra a guerra colonial.

 

O Padre Alberto estendeu entusiasticamente a sua actividade ao desporto e ao Sporting, pelo qual tinha uma enorme paixão. Embora não possa dizer que ele tenha tido algum relevo no nascimento do meu sportinguismo, já que este me tinha sido incutido pelo meu pai e constituía, como continua a constituir, uma espécie de herança e marca familiar, o arrebatamento leonino do Padre Alberto, lembro-me bem, era um orgulho para mim e para muitos colegas, a quem, na figura de um professor tão ou mais ferrenho do que nós, se revelava uma personagem modelar e inspiradora. Depois de sair do Pedro Nunes encontrei-o poucas vezes. Continuava a lembrar-se de mim, como, de resto, de um grande número de alunos, e nessas ocasiões falámos sempre do Sporting, com a habitual exaltação.

 

No princípio dos anos 70, o Padre Alberto Neto foi dirigente do Sporting, tendo sido responsável pelo futebol juvenil, pela formação, como hoje se diria e, no seu caso, seria particularmente adequado, e, também, tanto quanto me lembro, pelo futebol profissional, no tempo de João Rocha.

 

O Padre Alberto foi assassinado, com um tiro, em 1987, na zona de Setúbal. A sua morte permanece, passado tanto tempo, um enigma, mas o exemplo que nos deixou de cidadão, pedagogo e dirigente desportivo é um legado que não será fácil esquecer.

 

 

A quente

Parece-me incompatível com os interesses do Sporting o adiamento do derby (é obrigatório?), marcado para 9 de Novembro para a Taça de Portugal. Em consonância com as palavras de Lourenço Coelho representante do clube de Carnide no sorteio da Taça quando afirma "Estamos preparados". Vamos lá então. 

O que alguns escreveram sobre Montero

 

Releio a prosa elogiosa que os principais jornais especializados em futebol dedicaram a Montero após a vitória fulminante contra o Alba na Taça de Portugal. São textos que não escondem a admiração pelo atacante colombiano que em boa hora Bruno de Carvalho trouxe para o Sporting.

Escreveu A Bola, em texto assinado por Pedro Soares:

«Foi exemplo de rigor, profissionalismo e seriedade, atributos que o convocaram para uma exibição magnífica, de encher o olho, a barriga e tudo o resto. Foi letal com a bola nos pés, dentro da grande área do Alba, e quase sempre fez o que quis dos seus opositores, movimentando-se de forma furtiva entre as linhas, o que fez com que os adversários andassem muitas vezes à sua procura... sem o ver.»

Escreveu o Record, em texto assinado por João Soares Ribeiro:

«Um matador encara a sua vítima de forma fria e, na hora da estocada final, não hesita. Foi exactamente o que fez Montero frente ao Alba, onde alcançou o seu segundo hat trick com a camisola leonina. Pelo meio ainda assistiu Wilson Eduardo (1-0), Slimani (7-1) e fez o túnel que permitiu a Vítor fazer o 6-0.»

 

Não pode ser maior o contraste entre estes apontamentos jornalísticos que sublinham com inteira justiça a excelente prestação do nosso avançado e as reacções de absurdo cepticismo com que uma parte da opinião pública sportinguista brindou a notícia da sua chegada a Alvalade, no final de Julho.

Na altura, a escolha de Bruno de Carvalho foi duramente criticada em blogues que dizem ser leoninos e cujas caixas de comentários reflectem o desvario que por vezes se apodera de certos adeptos do Sporting.

Mantenho o meu arquivo sempre actualizado. E do arquivo desenterro frases como estas, então publicadas nesses blogues:

«O Ghilas é dez vezes superior a este Montero. Este dá uma comissão maior.»
«Parece um jogador mediano, penso que será mais para fazer número.»
«Ao contrário do que diziam, ele não é craque, longe disso.»
«Dado que Montero não é um jogador de área, temos aqui alguns problemas.»
«Para mim não é um verdadeiro goleador e tenho dúvidas que faça 15/20 golos numa época.»
«Troco Montero pelo Bruma, esse é craque, é o único que me vai levar a ir a Alvalade.»
«Montero não mostrou instinto goleador.»

«Não vale a pena andar a contratar por contratar, sem dinheiro muito dificilmente se consegue qualquer acréscimo de qualidade.»

«No dia em que o Bruno [de Carvalho] contratasse mesmo um jogador a sério punha o Sporting nas primeiras páginas de toda a imprensa internacional.»


Gostaria de saber o que os ressabiados que escreveram tudo isto pensarão de Montero agora. São os mesmos que diziam que o Wilson Eduardo não tinha lugar na nossa equipa principal, que o Jefferson não sabia defender e que o Bruma era absolutamente indispensável para o sucesso do Sporting na nova época.

Razão tinha Churchill quando assinalou que os maiores inimigos estão muitas vezes do nosso lado da barricada...

Dúvidas para o Clássico (4)

 

Vem aí nova caldeirada?

Depois de anos a encarar o Sporting como um clube simpático, que não fazia mal a uma mosca, o Porto, de repente, viu-se desafiado pelo antigo aliado. Fossem as declarações "sem medo" de Bruno de Carvalho, fossem os resultados e exibições que ninguém contava para este início de época.

Na final da taça de Portugal de andebol tivemos uma primeira amostra da perda de compostura dos dirigentes portistas.

Bruno de Carvalho assumiu sem rodeios que espera ser mal recebido no Dragão. Pinto da Costa, estranhamente, não tem abordado muito o jogo, excepto para referir que ainda não viu o Sporting jogar.

Das duas uma: ou o Porto está a ignorar olimpicamente o Sporting, reservando para o pós-jogo, em caso de vitória, a resposta ao Sporting, ou, que não seria de estranhar, preparam já os bastidores para tornar pouco hospitaleira a recepção ao Sporting.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Não há dupla como Phil Babb e André Cruz. Um inteligente, lento, com um pé esquerdo do outro mundo (seja para os livre como para passes a virar o flanco), o outro rijo, seguro e forte a sair a jogar com a bola até ao meio-campo.
Sempre fui adepto de centrais (preferencialmente esquerdinos) e este ano acho que estamos bem servidos (tanto para já como para o futuro).»

Bruno Cardoso, neste texto do Luís de Aguiar Fernandes

Os Stromp

Inesperadíssimo o convite que me foi feito para pertencer ao Grupo Stromp. Inesperadíssimo, mas honroso. Pude constatar quanto o grupo é de sportinguistas os mais diversos, profissionalmente e quanto ao entendimento e visão dos rumos do clube. Pude constatar quanto, nele, a única ideologia é o Sporting, a sua alma. E de quanto nele, nos seus pouco mais de 50 membros, há muito da história do SCP. Aproximou-me da bela história do nosso clube, dos seus primórdios e de quanto figuras como Francis STROMP foram exemplos de dedicação que chegam até nós. Comovente esse sportinguismo!

Dúvidas para o Clássico (3)

 

A derrota do Porto pode favorecer o Sporting?

É uma dúvida legítima. Afinal, uma das principais ambições do FCP para esta época passa pela Champions. A derrota de ontem constitui um duro golpe nas expectativas portistas. Por outro lado, o Porto jogou mais de 80m com menos 1 jogador, e isso poderá ter impacto na forma física com que se apresentarem domingo. De registar ainda a forma como a defesa do Zenit secou Jackson Martinez.

Em contraponto, sempre se dirá que o Porto ontem exibiu um colectivo muito sólido, com destaque para Fernando e Mangala, duas muralhas intransponíveis. Nem a expulsão de Herrera, nem as incursões de Hulk, desestabilizaram as hostes portistas. O Porto conseguiu, aliás, criar algumas oportunidades para golo.

Há virtudes que vêm especialmente ao de cima na hora da dificuldade, e ontem pareceu-me que o Porto revelou bem algumas dessas características que vão tornar a vida ao Sporting bastante difícil no próximo domingo.

Pessoalmente, pela forma como o jogo correu e a infelicidade de terem sofrido golo no fim, acho que o Porto vai encarar de forma ainda mais empenhada o jogo contra o Sporting, pelo que Leonardo Jardim deverá alertar insistentemente os jogadores de que este é, sem dúvida, o adversário mais duro que vão defrontar no campeonato.

Um asco

 

Pensei o mesmo que o Tiago Cabral, na noite de segunda-feira, enquanto via com crescente estupefacção a escolha do tema principal do programa O Dia Seguinte, na SIC Notícias, a escassos dias do clássico no Dragão.

Todo construído para denegrir o Sporting.


Foi possível, em linguagem digna de George Orwell, transformar a mentira em verdade e a verdade em mentira.
Foi possível ouvir alguém dizer, quase sem contraditório, que o Sporting não se distingue pela formação.
Foi possível ouvir alguém dizer, quase sem contraditório, que todos quantos passaram pelo Sporting acabaram por renegar o clube.
Foi até possível assistir a este pedaço de diálogo, que revela bem como o nosso clube não se encontra representado neste espaço de debate que devia ser isento e plural mas não é:
JGA - O Sporting limitou-se a aproveitar o talento de Cristiano Ronaldo. E quem realmente desenvolveu o Cristiano Ronaldo...
ROC (terminando a frase que JGA deixara incompleta) - ... É o Alex Ferguson. Eu não tenho nenhuma dúvida.
JGA - Está a ver como você sabe? É isso mesmo.

E passou-se perto de uma hora nisto. Com o Sporting, sem representante em estúdio, a funcionar como saco de pancada.

Um asco.

O Sporting de Bruno

Sete meses passados, que mudou Bruno no Sporting? Por força das circunstâncias e/ou pela coragem de o fazer, ele:

(i) Escolheu um treinador que deu rumo a um grupo de jovens, criando-lhes uma cultura pragmática de vitória (jogo a jogo), independentemente do adversário ser forte ou fraco;

(ii) Escolheu um treinador que deu ao Sporting um futebol alegre, ofensivo, organizado - que arrasta espetadores ao estádio;

(iii) Fez regressar a auto-estima aos sócios e aos adeptos, fator importante de identificação clube-adeptos-equipa;

(iv) Encontrou soluções positivas para casos como os do Bruma e do Ilori, criando mais valias financeiras para o clube, muito convenientes nesta fase;

(v) Acertou as coisas com a banca, aproveitando, aprofundando e negociando um plano de resgate financeiro vital para a sobrevivência do clube;

(vi) Fez corajosamente as ruturas que tinham de ser feitas na estrutura e na organização do clube e da Sad;

(vii) Deu uma respeitabilidade nova ao Sporting.

Pode-se dizer que fez a reestruturação financeira do clube forçado pela banca? Pode, mas era o que realisticamente tinha de ser feito. Pode dizer-se que apostou na formação porque não havia dinheiro para mais? Pode, mas era o que realisticamente deveria ser feito. Pode dizer-se que os resultados ajudam a que os adeptos se sintam felizes? Pode, mas os resultados desportivos também têm sempre a ver com boas decisões. Pode dizer-se que ele, até à data, tem sido um bom presidente? Pode, o somatório das opções tomadas tem saldo largamente positivo e é este saldo que é relevante, quantitativa e qualitativamente. Pode dizer-se que o futuro será de leite e de mel? O futuro é sempre o resultado do presente, como disse Confúcio. Ou seja, é preciso que o devir do presente vá sempre preparando um futuro melhor. Na História e na vida, os homens valem pelo que estão fazendo e não apenas pelo que fizeram. Isto é, um dirigente, qualquer um, é sempre escrutinado e ajuízado pelo modo como vai lidando... com o seu presente.

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