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És a nossa Fé!

A curta distância entre bestiais e bestas

Às vezes vale a pena revisitar caixas de comentários antigas. Aconteceu-me hoje com esta - uma das mais comentadas de sempre neste blogue - em que eu questionava a escolha de Nélson Oliveira no anúncio dos convocados do Euro 2012. Um certame em que o Sporting forneceu dois jogadores ao onze titular enquanto o Benfica não conseguiu nenhum.

«Já vi que as suas expectativas para o Euro são baixíssimas. Cá estaremos para voltar a falar à medida que os jogos forem sendo disputados», respondo a um dos comentadores. Quando faltava menos de um mês para o início da fase final do Campeonato da Europa, disputado na Polónia e na Ucrânia.

São pessoas de pouca fé, os adeptos desportivos portugueses. Pelo menos muitos dos que visitam as nossas caixas de comentários. Basta reparar no que comentaram na altura sobre Rui Patrício, João Pereira e Helder Postiga (e este vinha de uma fase de qualificação em que marcara cinco golos), sem anteverem que viriam a ter boas prestações no torneio, como eu já esperava.

É curioso reparar também como os benfiquistas que então defendiam fervorosamente Nélson Oliveira deixaram de falar dele, assobiando para o lado, depois de se ter confirmado, pela segunda época consecutiva, que não existe lugar para o rapaz na Luz.

Relidas à distância de 15 meses, e sabendo-se o que hoje se sabe, várias destas opiniões são dignas de provocar sorrisos. Os rasgados elogios benfiquistas ao desempenho de Artur na baliza encarnada, por exemplo.

Passo a transcrevê-las, com a devida vénia:

 

..............................................

 

«É verdade que vão [o Sporting] colocar dois jogadores no 11 da Selecção. É verdade que também por isso esta é considerada por muitos, nos quais me incluo, a pior Selecção dos últimos 12 anos.»

 

«Não trocava o Artur pelo Patrício.»

 

«As posições de lateral direito e guarda-redes são as pior servidas do 11 da nossa Selecção.»

 

«Como é que um jogador medíocre como João Pereira pode ser titular de uma selecção que aspira a vencer o Euro?»

 

«Não tenho dúvidas em afirmar que Nélson Oliveira é muito melhor jogador que Helder Postiga e Hugo Almeida, e que tem todas as condições para ser titular.»

 

«O Nélson Oliveira coxo joga mais que o Wolfswinkel dopado.»

 

..............................................

 

Palavras que falam por si. E que revelam muito do que são estas intermináveis discussões em torno do mágico mundo do futebol.

Nunca mais

Defender, preservar e valorizar a nossa formação: este é o caminho. E está a ser trilhado, na defesa dos interesses do Sporting. Começou com as renovações dos contratos de Esgaio, João Mário, Mica, William Carvalho, Wilson Eduardo e Luís Ribeiro, incluindo o aumento substancial das respectivas cláusulas de rescisão. Prosseguiu com um trio que promete contribuir para futuros êxitos do nosso clube: Betinho, Ponde e Chaby. E, já hoje, ficámos a saber que foi renovado o contrato com uma das maiores esperanças de Alvalade: o jovem Iuri Medeiros, que fica ligado ao Sporting por contrato até 2019, também ele com uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.

Para não vermos novos folhetins como o de Bruma, lançado na equipa principal sem ter sido devidamente acautelada a sua situação contratual com o clube que o formou. Nunca mais.

Palavras certeiras

«As claques têm de recuperar dois aspectos primordiais, a credibilidade e a independência. A credibilidade, porque com inusitada frequência as claques aparecem ligadas a negócios obscuros, traficâncias e violência; pode ser que aqui esteja a pagar o justo pelo pecador, mas é a ideia que a maioria das pessoas tem. Depois há palavras de ordem e cânticos de tal modo rascas, que não se admitem em lado nenhum, muito menos em nossa casa, onde levamos os nossos filhos e família. Porque é que o Sporting há de alinhar por baixo? (...) As claques devem, por definição, manter-se distantes dos poderes constituídos no Sporting, porque esses poderes são etéreos e passageiros e as claques não. E muito menos arvorar-se em tropas de choque ou guardas pretorianas de ninguém, porque essa não é a sua função. A sua função é apoiar a equipa, ser o seu suporte permanente mesmo quando a equipa joga mal e o restante estádio assobia; por isso é uma claque e não um bando de adeptos. E de uma vez por todas acabar com as partes gagas de virar as costas ao jogo, mandar recados por faixas ou hostilizar jogadores da equipa. Acho que qualquer claque pode ter favoritos, mas nunca deverá ter proscritos.»

Carlos Barbosa da Cruz, no Record

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{ Blog fundado em 2012. }

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