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És a nossa Fé!

Os jagunços

Este fim-de-semana relembrou-nos como funciona a coisa no porto. É assim desde que me lembro com agressões, intimidações e ofensas a fazerem parte do funcionamento daquele clube. Recordo-me há uns vinte anos, ou mais, numa meia-final da taça de Portugal, o Sporting foi ao antigo estádio das antas eliminar o porto após prolongamento com um golo, salvo erro de um brasileiro chamado Mário. Descontentes com o resultado, houve ordem para abrir as portas que separavam os adeptos Sportinguistas das claques do porto. Durante largos minutos foi para eles um deleite observar como eram espancados vários Sportinguistas que tentavam por todos os meios sair do estádio. Cá fora o cenário não era muito diferente, bandos de apoiantes do porto varriam as ruas circundantes ao estádio à procura de algum apoiante do Sporting. O objectivo era só um, espancá-los até os mesmos ficarem inconscientes. Da polícia nem sinal. Os autocarros rumaram a Lisboa sem vidros e talvez com metade dos ocupantes, entrou quem conseguiu entrar, quem ficou no Porto teve que vir à boleia, como aconteceu a um amigo meu. No estádio do porto já se sabe que o insulto e a falta de respeito pelo adversário, que ali passam a inimigos, é o comportamento considerado normal. Os gangs que circulam à volta dos dirigentes portistas seguem a cartilha emanada de cima. São os jagunços modernos.

Põe os olhos no Bebé, Bruma

Gostava que o Bruma, com os seus verdes 18 anos, não andasse a ser mal aconselhado. Todos os dias vejo nos jornais notícias 'sopradas' pelo empresário do rapaz, a elevar a parada negocial pressionando a direcção do Sporting por essa via. Mesmo que depois o jogador (que ainda está em formação, como todos percebemos ao vê-lo jogar na equipa principal) fique encalhado numa qualquer equipa inglesa vendo os jogos da bancada.
Aparentemente, o empresário já optou. Ambiciona ganhar o máximo de dinheiro no mais curto prazo possível. Nem que isso tenha elevados custos no percurso profissional do jovem luso-guineense.
Mas a decisão final caberá ao própro Bruma. Ele terá de decidir se prefere ser um novo Bebé, que cedo de mais rumou às terras de Sua Majestade com grandes parangonas jornalísticas que em nada o ajudaram, ou se não lhe será muito mais útil completar a sua formação em Alvalade, ganhando maturidade competitiva e a disciplina táctica de que tanto carece. Porque em futebol, desporto colectivo, não basta ser bom no plano da técnica individual. Nem basta ser bom de pés: é fundamental saber usar a cabeça.
E é também em decisões deste género que se comprova a fibra dos campeões. Seja no clube que for, tenha o atleta a idade que tiver.

Tiros nos pés?

Este tipo de notícias, sobre jogadores que tanto trabalho nos deram a contratar, com tanto potencial e que, supostamente, vão ganhar fortunas, e que vêem, de um dia para o outro, os seus hipotéticos vencimentos futuros nos jornais, o que só contribui para os desvalorizar, interessa a quem?

Este tipo de gestão da coisa, que "não deixa pedra sobre pedra" e pura e simplesmente elimina, ou pretende eliminar, de Alvalade as maiores referências históricas do clube, serve que propósitos?

Este tipo de relacionamento em que, de um dia para o outro, o diálogo deixa de existir, a quem beneficia?

Não falta aqui uma reflexão bem mais profunda sobre aquilo que se pretende para o Sporting?

Filhos da fruta

Um produtor de fruta ligado ao F.C. Porto recusou cumprimentar o presidente do Sporting e justificou-se com a expressão «banana» utilizada por Bruno de Carvalho para criticar os termos da negociata que exportou a maçã podre para o Mónaco. Convém lembrar quatro ou cinco coisas sobre estes filhos de fruta. Uma: Pinto da Costa. Duas: Carolina Salgado. Três: Reinaldo Telles. Quatro: árbitros pagos com table dance. É mais ou menos isto: o poder desportivo do F.C Porto de hoje começou entre as pernas das meninas que tanto colinho deram aos dirigentes do F.C. Porto e aos seus lambuzados clientes do apito. Filhos sim senhor, mas da fruta, pois claro.

Esteve quase a ser mas não foi (6)

 

Quantos cidadãos deste País vêem os seus sonhos estampados com tanta frequência nas primeiras páginas de certos jornais? Certamente nenhum como o treinador do Benfica, seja ele quem for. Dizia Pessoa que "o homem sonha, a obra nasce". No Benfica, durante a época que passou, obrou-se pouco para alcançar o sonho a que A Bola de 11 de Abril generosamente concedeu esta quilométrica manchete.

O sonho virou pesadelo. Ou pesadilla, para utilizar o idioma dominante nos balneários encarnados.

Começou. Eu vou, mas não empurro

Começou a correria de notícias falsas, boatos, verdades assustadoras, mentiras piedosas, primeiras páginas sensacionalistas. 

Não contem comigo para desesperar a pensar quem vai sair, meu Deus agora quem fica na direita/esquerda, quem distribui, quem corta. Não estou para "Ai que pena, era o meu preferido e agora vai sair. Afinal fica. Não, vai. Não, fica".

É das coisas a que acho menos graça na pré-época e que tem vindo a tomar proporções ridículas. Bem sei que os jornais têm de vender, bem sei que nem é o Sporting quem mais sai na rifa. Mas uma vez que fosse, para mim era muito. Não tenho a mínima paciência. 

No primeiro dia logo vejo quem está e fará parte. O resto já não me importa. Desde Insúa, admito, não quero saber. 

Sortezinha a quem sair, mas muito mais fortuna a quem ficar. 

Posto isto, vamos à pré-época. Eu vou, mas não empurro. 

Esteve quase a ser mas não foi (5)

 

Estes tempos primaveris, caracterizados pela profusão de alergias, são pouco propícios a olfactos apurados. Talvez por isso, muitas vezes aquilo que se cheira não tem qualquer correspondência com a realidade. Que o digam as águias a que alude este berrante panegírico do Record de 22 de Abril: pensavam que lhes cheirava a título, mas afinal o cheiro era a esturro. Conclusão: a faixa de campeão foi parar a outros ninhos e elas ficaram depenadas. Um azar nunca vem só: depois de perderem o faro, depois de perderem o tino, perderam também o mais cobiçado troféu do futebol português. Pelo terceiro ano consecutivo.

Resta-lhes um prémio de consolação: são elas, de longe, as campeãs das manchetes. Valha-lhes ao menos isso.

Esteve quase a ser mas não foi (4)

 

Há jornais que seguem uma orientação confessional. Como os jornais de paróquia. No caso dos 'desportivos', a crença em milagres não move montanhas mas produz manchetes em catadupa. Esta, por exemplo, dada à estampa no Record de 9 de Abril, dia em que se cumpriam 95 anos da batalha de La Lys, de má memória para os pontas de lança portugueses na Flandres - as "competições" europeias daquela época. Menos de dois meses volvidos, este título merece figurar nos anais não como exemplo de clarividência mas como comovente manifestação de fé em Jesus. O Osservatore Romano não faria melhor.

Dos equipamentos

 

Anda a circular no Twitter esta imagem como sendo a nossa nova camisola para a época 2013/2014. Procurei confirmar o rumor, mas penso que para já não passa disso mesmo, de um rumor. É bonita, é uma camisola à Sporting. Porém, a porca costuma torcer o rabo no que toca ao equipamento alternativo. Este, já que não pode ser o Stromp devido às cores, tem produzido algumas aberrações nos últimos anos, autênticos atentados à estética e, mais importante (e grave), à história e à tradição do Sporting. A mais aberrante versão do equipamento alternativo foi o laranja desta última época. Em boa hora, mostrei a minha oposição ao dito equipamento. O meu lado mais supersticioso leva-me a afirmar que este equipamento - um insulto à nossa tradição - poderá ter tido um quota de responsabilidade na tragédia que foi a temporada do Sporting. Fica a minha sugestão para quem tem de decidir os equipamentos: o principal, a ser o que por aí circula, é bonito. Falta só ver a questão do rectângulo dos patrocínios (é de evitar o azul). No que toca ao equipamento alternativo, não inventem. Um equipamento todo branco ou todo preto fica bem e respeita as típicas cores do nosso clube (verde, branco e preto). 

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{ Blog fundado em 2012. }

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