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És a nossa Fé!

Deve ser por osmose

É cada vez mais científico: quem passa pelo FC Porto muda de nome próprio. É como que um renascer para a vida, já anunciado por Fernando Pessoa numas premonitórias palavras: "sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo". Dei por mim a reflectir: pensaria Pessoa no Sporting?

Acidentes de campanha (3)

A direcção cessante do Sporting tem a estrita obrigação - um imperativo no plano ético - de pôr os três concorrentes à eleição de 23 de Março a par do estado real das contas do clube. No seu comunicado de há seis dias, em que enterrava de vez a tentação de se recandidatar, Godinho Lopes assegurava ter já "entregue informação aos candidatos". Uma versão que não coincide com as dos visados. Carlos Severino reagiu sem rodeios, segundo leio na edição de hoje do diário Record: "O actual presidente disse que já tinha esclarecido os candidatos sobre a situação do clube. Não é verdade, tal como constatei junto dos outros candidatos." Bruno de Carvalho, por sua vez, pronunciou-se no mesmo sentido: "As informações que nos vão sendo passadas não reflectem o que se passa no clube."

É bom que isto se esclareça sem demora. E também que a direcção ainda em vigor cumpra o dever de pagamento a jogadores, treinadores e funcionários do clube. As situações de salários em atraso são inaceitáveis. E mais ainda quando acabam por interferir na campanha eleitoral em curso.

 

Quem já perdeu

 

Não sabemos ainda quem vencerá as eleições no Sporting. Mas sabemos quem já perdeu: Godinho Lopes.

Desde logo, porque recusou recandidatar-se - sinal inequívoco de que sabia não ter a menor probabilidade de triunfo.

Mas também - e sobretudo - pelo simples motivo de nenhum dos três candidatos em campanha se reclamar como depositário do seu legado desportivo e financeiro. Alguém que o fizesse, aliás, estaria antecipadamente condenado à derrota.

Alguns adeptos da direcção ainda em funções chegaram a depositar esperanças em José Couceiro como uma espécie de continuador do godinhismo sem Godinho. Esperanças baldadas. Couceiro não tem a menor dúvida em culpar o presidente quase cessante pelo actual descalabro do clube. Com palavras que não deixam lugar a dúvidas.

"Os problemas do Sporting não foram de financiamento, mas da sua utilização. A responsabilidade desta situação é da direcção anterior, é de quem dirigiu o clube nos últimos dois anos", afirmou Couceiro, recusando categoricamente encabeçar uma "lista de continuidade". E fez mesmo questão de acentuar: "Se alguém marca uma diferença profunda face aos anteriores modelos de gestão somos nós."

Um discurso destes tem desde logo a vantagem de ser claro. Separar as águas é fundamental numa campanha que se quer esclarecedora.

Para quem vai chegar

A trajectória do Sporting nos últimos anos leva-nos assustadoramente a uma realidade que, estou certo, nenhum Sportinguista imaginou nem nos seus piores pesadelos. A 2ª liga está ali mesmo ao virar da esquina. Não foi um processo que aconteceu de forma inesperada. Foi, isso sim, consequência natural da gestão praticada no nosso clube nos últimos anos. Com a asfixia financeira vivida no clube, houve uma opção traçada pelas anteriores direcções, optou-se por menorizar a importância da gestão desportiva do futebol. A teoria que o Sporting não iria depender de uma bola que não entrasse e batesse na trave trouxe-nos até aqui. Num clube ganhador os resultados interessam, aliás, têm obrigatoriamente que interessar. A bola tem mesmo que entrar. Todos os sócios e adeptos do Sporting precisam de títulos. O Sporting não é representado pelo Estádio nem pela Academia. (teremos ainda mais algum património?). O Sporting é representado pelos seus apoiantes, por aqueles que defendem a sua camisola. Fomos desde o início, desde a nossa fundação, um clube com a ambição de triunfar onde competia. Não nascemos como clube de bairro que foi crescendo aos poucos e foi mudando a sua ambição. Nós nascemos grandes, com a ambição de sermos iguais ou maiores que os grandes clubes da Europa. A gestão desportiva é essencial para o futuro do Sporting.

Acidentes de campanha (2)

Luís Godinho Lopes tinha prometido não se envolver na campanha eleitoral. "Eu, não sendo candidato, não serei elemento perturbador no debate, de modo a permitir que o mesmo seja profícuo", declarou há cinco dias o ainda presidente leonino.

Foi uma promessa de curtíssima duração. Numa muito publicitada carta ao presidente da Mesa da Assembleia Geral sportinguista, Godinho Lopes volta a atirar gasolina para a fogueira referindo-se ao "processo incendiário que conduziu à renúncia em bloco dos membros dos órgãos sociais" e alertando para o "risco da instabilidade e da mudança".

 

Instabilidade?

Esta palavra devia queimar na boca do homem que em ano e meio mudou cinco vezes de treinador na equipa principal de futebol e transformou o plantel sportinguista  numa espécie de porta giratória, com incessantes entradas e saídas, além de ter visto partir em escassos meses dois vice-presidentes, o administrador-executivo da SAD para o futebol e o director-geral também para esta modalidade.

 

Exímio rematador de bolas para fora da linha lateral, o ainda presidente alerta também os sportinguistas, nesta 'carta aberta', para a "situação de emergência" que o clube vive. Foi ele certamente o último a aperceber-se disso: neste blogue, por exemplo, vários de nós já tínhamos há muito chegado a tal conclusão.

Faltou a Godinho Lopes indicar o nome do principal responsável por esta "situação de emergência". Mas não havia necessidade: todos sabemos quem ele é.

Há alturas em que, apesar da crise, só nos apetece sorrir...

Não tenho feito, nem farei por aqui, qualquer comentário sobre as eleições do Sporting, excepção feita ao presente texto. É que não posso deixar de sorrir quando leio estas notícias. Primeiro houve quem quisesse, com extrema velocidade, que Godinho Lopes se demitisse das funções e abandonasse, de imediato, a presidência do clube. Não podia ficar lá "nem mais um dia", diziam. Agora, precisamente muitos dos que defendiam essa medida "extremamente urgente", são exactamente os mesmos que vêm dizer que, "aqui d´el Rei", e invocando os Estatutos, Godinho Lopes não se pode ir embora antes da tomada de posse, ou seja, não pode abandonar o Sporting logo no dia 24 e tem de lá ficar mais 15 dias...

Dá, no mínimo, que pensar...

{ Blog fundado em 2012. }

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