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És a nossa Fé!

De leão ao peito

O Sporting segue imparável no campeonato nacional de futsal e nesta tarde de domingo bateu o clube do outro lado da Segunda Circular por 4-2. Com este triunfo, o Sporting soma doze vitórias em doze jogos e já tem nove pontos de vantagem sobre as águias.

 

Cá em casa soube bem recuperar os gritos de golo e os cânticos ao nosso grande amor.

 

Espero mesmo que sim....

Um dia, muito em breve, se saberá quem tratou da forma que tratou das VMOCs e porquê, quem quer ganhar o quê à conta delas, porque é que certas empresas são e foram "privilegiadas", de que forma criativa foi construida uma das rubricas do orçamento, porque é que certas "pessoas" são eternas, porque é que há projectos que têm mesmo, mesmo, mesmo que avançar, custe o que custar.

Muito em breve até saberemos o porquê de cada bode expiatório ter sido escolhido e até saberemos porque é que alguns precisam deste "estado de coisas" e tão desesperadamente lutam para o manter... custe o que custar "aos outros".

Muito em breve. Saberemos mesmo.

Os "deuses" devem estar loucos....

Na sequência deste meu post "O conformismo é a sabedoria coletiva da ignorância individual", depois de ler com mágoa e atenção o excelente post do Pedro Correia "Vinte meses de pesadelo", depois de sair com a lágrima ao canto do olho ontem do Estádio José Alvalade (nunca designarei a nossa casa por outro nome, lamento), depois de ver bem espalhada a raiva quase suicida de muitos sócios e adeptos, sentindo-me esmagado pela desistência, rendição e falência emotiva ou emocional de outros tantos, depois de mais uma derrota em casa, sobre a qual o treinador adversário pode dizer com propriedade e verdade que a sua equipa (Paços de Ferreira!) venceu (em Alvalade!) mas nem fez um bom jogo porque "o Sporting conseguiu criar-nos dificuldades" (nivel zero do respeito por um clube "Grande"!), evoluí a minha opinião e considero agora que a ganância e/ou a demência são as únicas justificações para a manutênção de Godinho Lopes ao leme dos desígnios do BES, para realizar mais valias com o futuro investidor estrangeiro, e como capa para outras parcerias/negócios realizadas sob o "chapéu" do nosso Clube, no imediato ou a curto prazo.

 

Depois de ler o artigo do António Samagaio no Público acerca do inferno financeiro para o qual o grupo de interesses representado por Godinho Lopes empurra o Sporting, depois de ouvir explicações funestas para a permanência do Rui Oliveira e Costa como comentador-tragico-cómico alegadamente em nome do SCP num programa de TV, depois da vergonhosa e asquerosa acusação deduzida contra o ex-dirigente do SCP que realizava espionagem mal amanhada e armadilhas mal enjorcadas para Godinho Lopes, na ressaca do bizarro acordo de troca dum activo consolidado (Só para relembrar o Izmailov, o Elias e o engenheiro Godinho) com contrato de longa duração por um jovem sem provas dadas em final de contrato com o FCP, depois de me aperceber que o treinador belga que veio ganhar 1.8 milhões de euros por 6 meses de frete não sabia que ia ser despedido e desautorizado passado um mês pelo benfiquista principescamente (35 mil euros na actual situação do clube!?!) remunerado Jesualdo Ferreira (que já confirmou implicitamente que será o treinador na próxima época se Godinho Lopes conseguir levar o SCP para a Liga onde o Sporting B agora joga), tenho a impressão que quem defende a permanência deste presidente subscreve um código moral, obedece a uma bíblia ou uma constituição, tem uma ideia sobre a acção, ou melhor, a inacção, perante a realidade, que não é a minha e que, na minha modesta opinião, parece ser patológica, com consequências fatais para o nosso Clube.

Com todo o respeito, permitam-me dizer a esses sócios e adeptos que estamos e estaremos sempre em bancadas diferentes, que estarei do outro lado da barricada.

Na minha "bíblia", na minha "constituição", o Sporting Clube de Portugal é, tem de ser, quer mesmo ser, custe o que custar, doa a quem doer, "um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa"!

 

 

A ler, reler e partilhar!

«As incoerências do projeto desportivo do Sporting e suas consequências no desempenho financeiro da SAD» por António Samagaio


Seria de esperar que a situação dramática a que chegaram muitos clubes de futebol obrigasse os respetivos gestores a arrepiar caminho com estratégias tendentes a alcançar sucesso desportivo sem comprometer a sustentabilidade económica e financeira Infelizmente, não é isso que tem acontecido na maioria dos casos e a Sporting SAD é um exemplo a este respeito, evidenciando um cenário em que tal missão parece ser de todo impossível. E, no entanto, há na Europa alguns bons exemplos demonstrativos de que, afinal, os clubes também podem ser eficientes. O que se passa então no Sporting, onde até o Conselho Leonino dá mostras de não ter na gestão do futebol a influência que o seu estatuto sugere?

Com excepção das épocas 2005/06 a 2007/08*, a Sporting SAD tem apresentado sucessivamente prejuízos cujo valor acumulado atingiu os 222,9 milhões de euros. Só nas últimas três épocas, os prejuízos ascenderam a 116,4 milhões de euros. Este cenário preocupante nem sequersofreu alteração nos anos em que o clube teve sucesso desportivo, tendo o prejuízo na última época em que foi campeão nacional (2001/02) ascendido a 22,7 milhões de euros.

Entretanto, é com um certo espanto que lemos no Relatório e Contas de 2011/12 o presidente da Sporting SAD afirmar que o equilíbrio orçamental chegará em breve e que a inversão dos resultados negativos está perspectivada para 2013/14. Admitindo que estas previsões são verosímeis, quantos anos serão necessários para que a Sporting SAD recupere os prejuízos gerados nas últimas épocas e cumpra simultaneamente com as obrigações associadas a uma dívida financeira de 164,3 milhões de euros (inclui as VMOCs)? Será que no anunciado mas ainda por demonstrar caminho de recuperação estão ponderados aspectos como as lesões, a incerteza dos resultados dos jogos, as restrições que o financial fair play vai colocar no mercado europeu das transferências ou a mais que provável proibição da UEFA/FIFA da propriedade partilhada dos passes dos jogadores com terceiros? Esperemos para ver, mas é difícil acreditar que sim.

O termo “prejuízo “ significa que os gastos do clube são superiores aos rendimentos obtidos e qualquer dona de casa percebe que é impossível sobreviver se essa situação perdurar durante um certo tempo. Daí que os recorrentes défices de tesouraria não podem ser suprimidos ad aeternum pelo recurso ao endividamento. Nas últimas dez épocas da Sporting SAD, o somatório dos cash-flows operacional e de investimento e juros pagos foi negativo em 137,8 milhões de euros. Em Alvalade, percebe-seque os gestores ainda não compreenderam que a estrutura de gastos deve estar dimensionada em função dos rendimentos gerados e à remuneração exigida pelos investidores.E a continuarem com as práticas de gestão seguidas nestes últimos anos é certo que um dia a “bolha” rebentará de vez!

A má performance financeira do Sporting tem sido fortemente influenciada pela gestão desportiva. O rol de acontecimentos ocorridos no futebol durante 2012 indicia que continua a não existir um projecto desportivo digno desse nome. Recentemente, o presidente do Sporting afirmava que o elevado número de jogadores adquiridos (todos estrangeiros) têm as características fundamentais para a sustentabilidade da equipa. Todavia, o novo manager do futebol afirmou que se calhar no curto prazo terá de se mudar para a aposta numa grande base de jogadores da sua academia. Esta indefinição do modelo desportivo que o clube tem vivido nos últimos anos contribui para a instabilidade na constituição do plantel (jogadores e equipa técnica) e tem, inevitavelmente, consequências negativas nos resultados financeiros.

Nas últimas seis épocas, o Sporting utilizou 80 jogadores no campeonato nacional (dos quais 46 são estrangeiros), investiu 128,9 milhões de euros na aquisição de novos atletas e prémios de assinatura, tendo obtido somente 42 milhões de euros de rendimentos relacionados directamente com esse investimento(inclui mais-valias, empréstimos, mecanismo solidariedade e imparidades). Mas ao analisar-se com mais cuidado a origem destes rendimentos, verifica-se que eles foram obtidos essencialmente com a transferência de jogadores da cantera leonina e mecanismo de solidariedade.

Assim, é possível concluir que, com raras excepções, a política de contratações de jogadores estrangeiros seguida nessas últimas seis épocas tem sido um verdadeiro fiasco, quer na vertente desportiva, quer do ponto de vista financeiro. Por último, a gestão de “clube rico” levada a cabo durante o último campeonato implicou que os gastos com o pessoal fossem superiores ao volume de negócios, situação que se manteve no 1.º trimestre da época em curso. Esta política salarial é idêntica à opção recente seguida pelo Manchester City, mas nesse clube existe algo que a Sporting SAD não tem: investidores. O Regulamento do Financial Fair Play da UEFA estabelece um limite máximo de 70% dos gastos com o pessoal face ao volume negócios para que o clube não tenha que dar explicações adicionais. Não sendo capaz de aumentar os rendimentos no curto-prazo, a manutenção do actual nível de gastos levará, muito provavelmente, a UEFA a intervir no domínio disciplinar.

A adensar este cenário, a equipa teve seis treinadores principais (exclui os interinos) durante as últimas seis temporadas, cada um com staffsdiferentes e métodos de trabalho próprios. Será que as empresas bem-sucedidas mudam de directores ao ritmo que o Sporting muda de técnico? Com base em dados de 12 épocas da Premier League, o estudo de Hughes et al (2010) evidencia que é um erro mudar de treinador. O efeito da “chicotada psicológica” produzida pela mudança de técnico é de curto-prazo e no longo-prazo o clube é novamente confrontado com o insucesso desportivo, que na esmagadora maioria dos casos decorre de problemas endémicos de organização e de gestão.

As últimas administrações do Sporting têm desprezado o papel do treinador, não o considerando como elemento fundamental do projecto desportivo do clube. A expressão “Paulo Bento forever” é um exemplo de quão efémeras são as opções ao nível dos treinadores em Alvalade. Etambém as sucessivas mudanças de directores desportivos e deadministradores com o pelouro do futebol só contribuem para que os treinadores não possam desenvolver o seu trabalho com tranquilidade.

Neste contexto que teima em arrastar-se época após época, subsiste o problema crónico da ausência de um modelo de jogo que perdure no tempo e seja transversal a todas equipas (principal e formação) do clube. O modelo de jogo é uma opção estratégica e faz parte da identidade do clube, e como tal, deve condicionar a formação, a política de contratação de treinadores e de jogadores e o modelo de preparação das equipas na vertente técnica, táctica, física e psicológica. Veja-se o projecto do FC Barcelona, que deveria servir de inspiração, sobretudo, aos clubes com escassos recursos financeiros, como o Sporting. Mas para isso é preciso algum tempo e constância nas opções estratégicas, requisitos que os apressados dirigentes de Alvalade têm insistido em não observar.

* O lucro gerado na época de 2004/05 foi influenciado pela venda da participação financeira detida na DE – Desporto e Espectáculo, SA à Sporting Comércio e Serviços, cuja mais-valia foi anulada à posteriori com a adopção das NIC/IFRS.

Fonte: Público.pt 


 


Só para relembrar o Izmailov, o Elias e o engenheiro Godinho....

"Em anos idos, era João Rocha líder (Presidente do Clube), depois de uma Mini Copa em que Portugal teve uma brilhante participação, Peres de regresso a Alvalade fez exigências que o Clube não podia ou entendeu não querer aceitar, por consequência Peres fez birra, o que resultou num ano a treinar sem jogar (era considerado à altura um dos melhores médios do futebol português)."

Que mau amigo que eu sou...

Provando que de boas intenções está o inferno cheio, constato que ando a ser um mau amigo. Sucede que trabalho um em cada dois fins-de-semana e, não podendo ir ver grande parte dos jogos do Sporting no Estádio de Alvalade, tenho o hábito de desafiar um amigo a passar pelo edifício do 'Correio da Manhã' para que eu lhe empreste a Gamebox e fique menos uma cadeira colorida vazia nas bancadas.

Assim sucedeu neste sábado. Ele não estava confiante e eu acabara de reparar na vantagem do Paços de Ferreira sobre o Sporting. Tentando desanuviar o clima, vaticinei que o Sporting venceria por 1-0, com um golo marcado com a mão, a vingar o "andebol" de Ronny que nos custou um título. O meu amigo colocou-se a caminho de Alvalade, eu voltei para a redacção e fui lançando uma espreitadela à transmissão.

Tive a felicidade de ver pouco da décima derrota do Sporting em jogos oficiais nesta temporada, mas do pouco que observei pareceu-me que Rui Patrício, Rinaudo e Diego Capel continuam a ser os únicos a dignificar a camisola, o estádio e a grandeza do clube. No final recebi o telefonema do homem que eu submeti à tortura de Vercauteren e pedi-lhe desculpa pelo que acabara de assistir. Ele teve a gentileza de me ilibar de qualquer culpa, mas não terminou o telefonema sem deixar a promessa solene de que não terá disponibilidade de ser o meu substituto nas bancadas até ao fim da temporada.

Não posso dizer que tenha levado a mal.

Vinte meses de pesadelo

Domingos é que nos ia devolver o título: nós aplaudimos.

A dupla Duque-Freitas, enfim reconstituída, ia devolver o clube ao caminho das vitórias: nós aplaudimos.

O presidente, graças ao seu faro negocial, ia trazer investidores: nós aplaudimos.

Foram contratados 19 "grande jogadores" numa época e mais cinco outros "grandes jogadores" na época seguinte: nós aplaudimos.

Depois saiu o Domingos, quando a equipa levava 26 pontos na liga (hoje tem 12). O Sá Pinto afinal é que ia proporcionar-nos a alegria dos triunfos: nós voltámos a aplaudir.

Depois saiu a dupla Duque-Freitas, dando lugar a um sistema presidencialista: ainda aplaudimos.

Depois afinal era o Oceano que levaria a nau a bom porto: continuámos a aplaudir.

 

Depois chegou Vercauteren, recomendado por Aurélio Pereira, que em Outubro disse ao presidente da direcção (segundo revelou o próprio em entrevista à RTP i): "Presidente, é fundamental nesta fase do Sporting vir um treinador estrangeiro." Estranho presidencialismo este, em que o presidente do clube anuncia ter delegado noutra pessoa a escolha do perfil do técnico da equipa principal de futebol...

Depois chegou Jesualdo Ferreira, recomendado pelo mesmo detector de talentos que tinha recomendado Vercauteren dois meses antes (segundo revelou também o presidente da direcção na mesmíssima entrevista). Era "fundamental" vir um estrangeiro para treinador. Mas o "treinador dos treinadores", paradoxalmente, já pode ser português...

 

Afinal não houve títulos, nem alegrias, nem investidores, nem jogadores campeões. O que houve foi uma sucessão de desaires, imensas expectativas defraudadas. Ficámos em quarto lugar, este ano lutamos para não descer de divisão: estamos apenas um ponto acima da zona de despromoção. Muito atrás do Braga. E abaixo do Paços de Ferreira, Rio Ave, Estoril, Guimarães, Beira-Mar e Marítimo. Com apenas duas equipas com menos pontos - o Vitória de Setúbal e o Moreirense.

O que houve foi a pior fase de sempre do Sporting. Nenhum de nós - repito: nenhum de nós - se lembra de ver o clube coleccionar tantas derrotas. Nos últimos 17 jogos, perdemos nove e só ganhámos dois.

Não vencemos nem convencemos. Ao ponto de olharmos hoje com mais apreço para a equipa B do que para a equipa principal.

 

Deixámos de aplaudir.

 

O Sporting transformou-se numa imensa sala cheia de adeptos que deixaram há muito de ter alegrias.

Quero encontrar algum motivo de elogio - um só motivo - e não encontro. Também eu cruzo os braços: não contem comigo para aplausos a quem os não merece.

Escuto com atenção - e apenas ouço, ao fundo da sala, as palmas esforçadas de Rui Oliveira e Costa elogiando sem desfalecimentos a "coragem" do presidente. Deste ou de outro qualquer.

Um bom resumo

No blogue A Insustentável Leveza de Liedson, Rui Monteiro resume bem o dilema.

 

Os jogadores do Sporting não pressionam ninguém. Perdem a bola e recuam para o seu meio-campo como qualquer equipa da sua classificação atual. Pressionaram mais à frente os jogadores do Paços de Ferreira do que os do Sporting. 

Continuamos a jogar só com um ponta-de-lança. Mesmo a perder, continuamos assim. Não só ficamos mais longe do golo como, ainda para mais, não se obriga o adversário a recuar na zona central. Já não se pede nenhum avançado em condições. Suspira-se pelo João Tomás. É que nas poucas bolas em que se ganha a linha, o Wolfswinkel vai sempre ao primeiro poste e falta alguém ao segundo ou atrás dele. Não jogamos com dois pontas-de-lança e acabamos com o Rui Patrício na área do adversário, a suprema ironia.

O treinador ajuda pouco. Meteu o Pranjic, o que não se compreende. O que se compreende ainda menos é que o tenha deixado a arrastar-se durante o jogo todo. Mais, não só não substitui quem deve como demora a substituir. A entrada do Esgaio a dois minutos do fim só pode ser interpretada como uma brincadeira de mau gosto 

Bem, o treinador assinou hoje o seu despedimento. Em condições normais, o Presidente também. O problema será sempre o dia seguinte, com o Jesualdo provavelmente e sem dinheiro para pagar salários, quanto mais para se contratarem os jogadores que podem evitar a catástrofe.

Não gostei mesmo nada

Hoje, em Alvalade:

 

1. Da atitude de muitos adeptos na Norte e na Sul, e não de todo o estádio, como alguma imprensa afirma. As únicas vezes que abriram a boca foi para insultar de forma grosseira o Presidente do Sporting, Godinho Lopes. Apoio à equipa? ZERO, "ZERINHO" MESMO. Nada, mas mesmo nada, nem mesmo a péssima classificação, justifica este comportamento inerte, por um lado, e "rasca", por outro. Uma atitude miserável indigna de adeptos que se dizem do Sporting. 

2. Da passividade do treinador do Sporting. Vercauteren não sabe, decididamente, fazer substituições nem consegue ler o timing certo das mesmas. Nunca substitui antes do minuto 61 e quando o faz, fá-lo mal. E o que dizer de, ao minuto 88, ter feito uma substituição quebrando o (pouco) ritmo da equipa. "Exibição" muito má do treinador do Sporting. Então esta de dizer que gostou da atitude dos jogadores até parece provocação...

3. Da equipa. Salvou-se Fabian Rinaudo e Rui Patrício. Existissem outros 9 iguais a eles e o Sporting era líder do campeonato.

4. Da equipa da arbitragem. Os habilidosos do costume. Um dos assistentes vinha mesmo com a lição estudada. Muito mal.

Vae victis

A carapaça dos sportinguistas já rechaça tudo sem angústia.

Mas o que fez dó e doeu deveras foi ver os jogadores nos 5 segundos após o apito final: um abatimento funéreo, um infindável desalento, prostrados alguns, sem norte nem sorte. Não, já não é para eles que havemos de dirigir os assobios, eles sofrem tanto ou mais do que nós, até por razões meramente curriculares – Pranjic saiu a chorar?

Claro que Wolfswinkel só tocou na bola aos 90 minutos para fazer uma espetacular defesa de bicicleta diante da baliza contrária mas chegados aqui que mais se pode pedir de quem há um ano parecia predestinado a uma evolução radiosa? E que dizer de Adrien, esse lídimo herdeiro de Elias, a precisar de 5 toques antes de decidir passar para trás (olha, tiram-ma…)? E como avaliar Vercauteren, senhor de uma esperteza absolutamente belga, a quem só falta tremoço quando assiste a tudo sentadíssimo no banco? Juro que cheguei a supor que era o Paulinho quem dava as indicações.

Alguns Juves infiltrados na bancada ao lado da sua, que deixaram deserta, ainda incentivaram o povo ao clássico “Godinho cabrão, pede a demissão”, mas por aquele estádio fora já nem para insultar há alento.

Quando é o próximo jogo?

Quase há dois anos

A 15 de Janeiro de 2011: Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 3.  Lembram-se o que sucedeu depois? E ao menos nessa altura lutávamos pela Europa. O resultado de hoje, a bem dizer, surpreendeu alguém?

Duvido que a história se repita. Entretanto, mais de dois meses depois de entrar em funções, alguém sabe explicar que mais-valia Vercauteren trouxe ao futebol do Sporting?

Tásse bem

 

Cocó, Ranheta e Facada, os 3 da vida airada em Réveillon no Dubai - perto e bom caminho.

Coincidências.

Tu dás-me o joelho d'água, eu mando um perna de pau.

E eu empresto o bruxo de Fafe.

Ardem-te as orelhas, J'aquim? 

Gostei

Vercauteren abordou os negócios entre FC Porto e Sporting:

 

"Há mais do que um jogador de interesse do FC Porto (risos) mas não posso olhar para isto porque estaria a faltar ao respeito aos meus jogadores. Não acredito que o FC Porto queira vender a equipa toda mas provavelmente está mais interessado nos nossos jogadores do que nós nos deles".

Um conselho para os saldos

Concordo totalmente com os textos do João Paulo Palha e do Diogo Agostinho abaixo, mas já perdi a esperança de não ver o Izmailov no Porto. Só espero mesmo é que não se concretize o "negócio à Postiga", com 50% do passe para cada lado. Senhores, o Postiga tinha vinte e poucos anos; saiu do Sporting (mal) vendido, mas houve quem se interessasse por ele. O Izmailov tem 30: se for para o Porto, será o último grande contrato dele.  Ninguém mais pagará pelo seu passe, pelo que só faz sentido ele sair de todo.

2012 em balanço (7)

 

DESPEDIDA DO ANO: POLGA

Nove anos em Portugal de leão ao peito terminaram com um sentido "até sempre" às bancadas de Alvalade: Anderson Polga despediu-se em Maio, encerrando uma meritória carreira como defesa central do Sporting, onde por vezes dividiu opiniões mas foi sempre de um profissionalismo incontestado. "Levo mais alegrias do que tristezas", referiu no seu último dia vestido de verde e branco. Sorte a dele: já não assistiu à pior fase do clube, no segundo semestre de 2012, em que tantas vezes a nossa defesa - que devia ser um baluarte - entrou em descalabro acelerado, rendida às investidas de equipas como o Moreirense, o Rio Ave e o Estoril.

Muitos dos que ocasionalmente assobiaram Polga, nas noites de refrega futebolística em Alvalade, já devem estar muito arrependidos de o terem feito. Porque a verdade é que a equipa decaiu muito depois da despedida deste atleta de 33 anos que integrou a selecção brasileira campeã mundial de 2002. A verdade é que ele faz falta a este Sporting tão desorientado, para mal de todos nós. Com a sua raça, a sua combatividade, a sua entrega ao jogo. Na bagagem, de regresso ao Brasil, levou excelentes memórias - em particular a conquista de duas Taças de Portugal e duas supertaças. Do lado de lá do Atlântico, viu o seu Corinthians sagrar-se campeão mundial de clubes.

Apetece trazer aqui a letra de Tanto Mar, a célebre canção de Chico Buarque, dirigindo-a desta vez de Portugal ao Brasil: "Sei que estás em festa, pá / Fico contente. / E enquanto estou ausente / guarda um cravo para mim. / Eu queria estar na festa, pá, / Com a tua gente, / E colher pessoalmente / Uma flor do teu jardim."

Trocado por Kadu e não sei o quê Lopes? Ah, ah,ah

Qualquer resquício de complacência que eu possa ter relativamente a esta direcção perder-se-á em definitivo se o negócio de Izmailov avançar nos termos que têm sido sugeridos pela comunicação social. Se o jogador for para o Porto, cujos pragmatismo e profissionalismo são, nesta matéria, sobejamente conhecidos, não acredito, nem por breves momentos, que os seus tão propalados problemas físicos sejam uma história bem contada, parecendo-me mais provável que tenham decorrido de uma estratégia pessoal com objectivos desconhecidos. Ou alguém acredita nessa de o Porto se propor contratar um jogador sobre cuja saúde física têm sido levantadas tantas dúvidas? Se há erro de amador será esse e não o cometerá o Porto nem nenhum outro clube, a não ser que  o Izmailov se ofereça para uns números grátis. Presumo, portanto, que se o Porto quer o jogador é porque ele se encontra em boas condições físicas e concluo que a sua participação soluçada no decurso das últimas épocas obedeceu a motivações  que permanecem ocultas. E, de qualquer maneira,  se o Porto o quer, não haverá mais quem queira, por esse mundo fora?

 

São enormes as dificuldades económicas e financeiras que o nosso clube atravessa - o nosso e todos os outros - mas há que preservar a dignidade. Não um mínimo de dignidade, como muitas vezes se diz e se escreve, em mais uma frase vazia, mas um máximo, que é o que todos os sportinguistas têm o direito de exigir da direcção. Nestas circunstâncias, esta, por muito penoso que tal possa ser,  não deve deixar-se levar apenas por considerações de cunho estritamente materialista. Por mim, o Izmailov para o Porto não sairia e, se tal se mostrasse necessário, não jogaria nem mais um minuto até ao  termo do contrato.

 

E é preciso pensar no avolumar de precedentes que mais um destes casos constitui. Começa a parecer que não há nada tão fácil como sair do Sporting e ir para o Porto. Até, talvez, nem seja, propriamente, esse o caso de Izmailov, mas, a julgar pelo passado recente e a manter o caminho que a direcção indica querer seguir, uma birra, um amuo, algumas cenas de choramingas, umas palmadas no chão e aí vai disto. E, a continuar assim, dentro de pouco tempo, não será só para o Porto.

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