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És a nossa Fé!

Sócios e adeptos querem IX Congresso em 2013

Nada têm a ver com as eleições antecipadas que outros pedem. Mas haverá melhor forma de ouvir todos os sportinguistas, de modo ainda mais abrangente do que numa Assembleia extraordinária, do que juntá-los num Congresso, neste caso o IX Congresso do Sporting? Foi isto que pensaram e que defendem os adeptos que solicitaram ao presidente da Mesa da Assembleia Geral a marcação de um Congresso do Sporting, em petição que aqui divulgamos em 1ª mão.

 

Petição
à
Mesa da Assembleia Geral
do
Sporting Clube de Portugal
[nos termos do artigo 42.º, n.º1, e) dos Estatutos do Sporting Clube de Portugal]

 


Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. Eduardo Barroso,

Exmo. Senhor Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. Daniel Sampaio,

Exmo. Senhor Secretário da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Sampaio,

Exmo. Senhor Secretário da Mesa da Assembleia Geral, Dr. Luis Natário,

Exmo. Senhor Secretário da Mesa da Assembleia Geral, Dr. Rui Morgado,

 

É com preocupação que assistimos, diariamente, a uma degradação da imagem e bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Os órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal, como tal, não poderão, em momento algum, deixar de zelar, acima de tudo pelos superiores interesses de um Clube centenário e das sociedades em que este participa, em razão das actividades desportivas que desenvolve.


Na sequência dos mais recentes acontecimentos, profusamente difundidos, ampliados e aproveitados pela comunicação social, designadamente sondagens ou contactos informais de um grupo de associados que, livre e legitimamente, procuraram auscultar a receptividade da Mesa da Assembleia Geral para a realização de uma reunião magna de carácter extraordinário, ou, conforme a interpretação e tendo em conta a nossa história enquanto instituição e pessoa de bem, de carácter “absolutamente extraordinário”, tendo em conta os alegados fins subjacentes à efectivação da mesma, cabe referir:


(i) Há um mandato dos órgãos sociais em curso;
(ii) Em momento algum, alguém, independentemente da sua qualidade e do seu estatuto, questionou ou impugnou judicialmente a deliberação que legitimou a tomada de posse de todos os órgãos sociais;
(iii) Todas as propostas dos actuais órgãos sociais foram discutidas e aprovadas nas várias assembleias gerais convocadas por V. Exas.;
(iv) Ainda recentemente, a 30 de Setembro de 2012, em Assembleia Geral, o Relatório e Contas relativo a 2011/2012 foi aprovado;
(v) Nesta mesma Assembleia Geral, a cooptação de dois Vice-Presidentes do Conselho Directivo foi aprovada, tendo ficado nítido que os Sócios presentes ratificaram expressa e inequivocamente a vontade do Conselho Diretivo, legitimando inquestionavelmente a sua pretensão de renovação;
(vi) O Conselho Leonino, um órgão social tantas vezes injustamente menosprezado, onde estão representadas, democraticamente, várias sensibilidades do Clube, tem, desde a eleição dos actuais órgãos sociais, discutido, aprovado e apoiado, todos os pontos levados a discussão pelo Conselho Directivo;
(vii) Está em curso uma importante, inadiável e decisiva reestruturação do Sporting Clube de Portugal e das sociedades em que o Clube participa;
(viii) A reestruturação supra referida, que é do conhecimento de V. Exas., tendo em consideração a exposição de risco do Clube, a situação do sistema financeiro português que V. Exas. não ignoram e no quadro geral do País, é vital para a sustentabilidade e vitalidade do Clube que a mesma se materialize, dentro dum quadro de tranquilidade e de elevado sentido de Estado e responsabilidade, de modo a que não se comprometa ou se deteriore o conceito e o significado de “Sporting Clube de Portugal” e daquilo que foi inequivocamente a pretensão dos seus fundadores, que este fosse um dos maiores Clubes da Europa;
(ix) O Sporting Clube de Portugal tem praticamente 100 000 (cem mil Sócios) e milhões de adeptos em todo o Mundo. Porventura, uns com mais exposição e militância do que outros, mas, em momento algum, a importância de um ou de poucos pode, num quadro democrático de igualdade e transparência de processos, ofuscar a razão e a vontade da maioria, muitas vezes silenciosa e sem agenda pessoal;
(x) Uma apreciação acrítica de um requerimento, atendendo meramente a requisitos formais, fazendo tábua rasa de um dos mais elementares princípios éticos e da justiça, o da “justa causa”, despida de análise exaustiva sobre os efeitos materiais decorrentes de decisões provenientes de reuniões magnas, é algo que não sucede num clube como o Sporting Clube de Portugal.

 

Perante o exposto, e não ignorando os mais recentes resultados desportivos da nossa equipa principal de Futebol Profissional que, aparentemente são o real motivo da consternação dos nossos adeptos que revoltosa e ruidosamente, por várias vias e através de vários canais, fazem ouvir a sua voz junto de V. Exas., e, sendo certo, que, conforme tem sido declarado pelo Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, “os” Sócios devem ser ouvidos, tendo em conta que é obrigação estatutária realizar, em 2013, o Congresso Leonino, serve a presente petição, dirigida a quem de direito, para que sejam tomadas as diligências necessárias, com vista à realização do IX Congresso Leonino, em Março de 2013, nos termos do disposto no artigo 64.º dos Estatutos do Sporting Clube de Portugal.


Consideramos que V. Exas., em razão de todos os motivos supra elencados e porque V. Exas. distinguirão certamente questões conjunturais de questões estruturais, permitirão, a bem do Sporting Clube de Portugal, a realização de um grande evento nacional de dedicado ao Clube e aos seus associados, onde, aí sim, os diagnósticos e as terapêuticas do “Estado da Nação” possam ser feitos.

O Sporting Clube de Portugal carece de se discutir a si próprio e pelos seus, internamente, sem tabus, sem complexos.
O Sporting Clube de Portugal precisa, novamente e em particular pelo peso do passado, pelas dificuldades do presente e pelos desafios do futuro, para a sua renovação e perpetuação, de uma plataforma de amplos debates, debates com seriedade, bom senso e honestidade intelectual, no qual possam confluir reflexões ponderadas, estruturadas, norteadas por regras, dentro dum quadro institucional que eleve a discussão, permita consensos sérios e duradouros no seio de uma massa associativa que carece de expor, sistematizadamente e sistematicamente, com tempo e com modo, as suas ideias, os seus pontos de vista, as suas moções e projectos.

Nenhuma assembleia geral ordinária ou extraordinária, pela natureza das mesmas, por uma questão de representatividade, pelas limitações de ordem jurídica, organizacional ou de mera logística viabiliza o que urge, na verdade, realizar. O Congresso Leonino, o IX Congresso Leonino, organizado e custeado pelo Sporting Clube de Portugal, entendemos nós, servirá esses propósitos, cumprirá esses objetivos.

Subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos, solicitando o deferimento da presente Petição.

"Bitateiro de serviço"

 

Sobre o Sporting: (...) "Um clube de futebol não pode estar sob o "fogo cerrado" dos "bitateiros de serviço" (Eduardo Barroso) (...).

Rui Santos, in Record 29.12.2012

 

Mas que magnífica declaração esta, a de Rui Santos. Pena é que o conhecido comentador da "Pressão Alta" não se veja ao espelho. É que esta imagem de homem dos "bitaites" (sobre o Sporting) assenta-lhe (também) que nem uma luva...

Os nossos comentadores merecem ser citados

«À falta de títulos no futebol, apesar de boas equipas e craques que tivemos, foram também os grandes atletas nas modalidades como o Miguel Maia, os manos Castro, Ricardo Andorinho, etc, que ajudaram a sedimentar o meu sportinguismo. As modalidades não são apenas mera carolice ou capricho de clube que se diz a maior força desportiva do país. São um meio imprescindível de conquistar novos sportinguistas, e de manter outros que têm o seu rugido de leão adormecido.»

 

Francisco Melo, neste texto do João Paulo Palha

Zona Verde (2) : Sporting Clube Caminhense


 

O Sporting Clube Caminhense é um gigante do remo, um dos maiores clubes da história deste desporto em Portugal. É natural que os seus atletas equipem de verde, branco e preto, já que foi filial do Sporting, exactamente a nº 49. Fundado em 1926, o Sporting Clube Caminhense tem uma enorme quantidade de títulos a nível nacional, impossível de estar agora a enumerar, e remadores seus  participaram nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1948, Roma, em 1960, Barcelona, em 1992, e Atlanta, em 1996.

Além de tudo o mais, comparemos aquelas camisolas com as sucessivas criações de não se sabe que enlouquecidos designers, ostentadas pelos nossos futebolistas ano após ano, cada uma mais repugnante do que a anterior, a título, dizem, de  alternativa ao equipamento principal! Bem sei que camisolas do género das do SCC não serviriam para a maior parte das situações em que se põe o problema de possível confusão com as roupas do adversário, mas, tendo em atenção que, quase sempre, a utilização do equipamento alternativo só serve o objectivo de promover e impingir-nos os horrorosos trastes que temos a desdita de conhecer, não seria melhor  fazê-lo no respeito pelas nossas cores e tradições? Esta, cor de  laranja, do presente ano só se tiver o objectivo de homenagear a profusão de holandeses que por aí anda...

Há, pelos vistos, quem tenha orgulho em usar as nossas cores. Viva o Sporting Clube Caminhense!

Para o ano há mais

O ano desportivo vai a meio, tomáramos nós que já tivesse acabado. Estamos no fim do ano civil. Estou certo que com mais ou menos desacordos e acordos, estamos todos, Sportinguistas, a desejar para 2013 o mesmo. Esperamos que pelo menos a segunda metade de 2013 seja repleta de sucessos. Que possamos ir ao nosso estádio e sair de lá satisfeitos. Só isso, e isso representa tudo. Sócios e adeptos querem sentir-se satisfeitos ao fim de 90 minutos. É pedir muito?

Venceremos!*

No dia 1 de Setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polónia. Dois dias depois, o Rei Jorge VI de Inglaterra, tido como um monarca fraco, fez um discurso arrebatador, preparando o seu povo para a guerra e os tempos difícieis que se avizinhavam. O texto aqui escrito, com os necessários paralelos, é uma adaptação para a realidade do nosso Clube. Mesmo nos tempos mais negros, precisamos de encontrar a esperança...

“Nesta hora grave que nos encontramos, possivelmente a mais decisiva na nossa história, quero aqui enviar uma mensagem de esperança a todos os sportinguistas, falando com a mesma profundidade de sentimento que sei que cada um de nós tem em relação ao momento que vivemos. Não preciso de o esconder de vós: Estamos em crise.

Por diversas vezes, ao longo dos últimos tempos, temos tentado encontrar uma solução pacífica para as diferenças entre nós e em relação aqueles que são nossos adversários. Mesmo em relação aqueles que se encontram bem junto a nós e que, no Estádio, torcem pelo nosso onze. Os últimos meses mostraram que a busca por uma solução pacífica tem sido em vão...

Estamos a ser empurrados para um conflito que não desejámos, para enfrentar o desafio de um princípio que, se prevalecesse, seria fatal para qualquer equipa onde esta se encontrasse. É um princípio que permite a um clube de futebol, na busca egoísta de poder e de vitórias, de desconsiderar os adversários, de não honrar os seus compromissos e as suas promessas solenes. Um princípio que, no fundo, visa sancionar o uso da força ou ameaça de força, contra os outros clubes.

Se este princípio prevalecesse, hoje seria o Sporting a ser posto em causa. Amanhã poderiam ser outros clubes que estaríam em perigo, com todas as garantias, liberdades e sã convivência entre todos a serem postas em causa e irremediavelmente perdidas.

Esta é a questão principal que nos leva ao confronto e que nos obriga a ser muito mais do que um clube que vive dias negros na sua história, com derrotas atrás de derrotas e polémicas nos jornais. Para o bem de todos nós, do futuro do nosso clube e do futebol profissional, é impensável que, enquanto grande Clube que somos, que nos recusemos a cumprir o desafio para o qual agora nos empurram.
É por isso que me dirijo hoje a vós e que vos chamo, sportinguistas, a estarem juntos nesta batalha e que, juntos, lutemos pelo nosso Clube. Peço-vos calma, serenidade e união neste momento.

A tarefa será difícil. Poderão existir ainda mais dias negros pela frente, mais horas difícieis. E a guerra que agora vivemos poderá extender-se para além das quatro linhas de um qualquer desafio de 90 minutos.

Mas nós temos a razão do nosso lado. Temos a nossa história, que nos orgulha. Temos gerações e gerações de sportinguistas que olham para nós e que procuram respostas. Se todos e cada um de nós se manter resolutamente fiel à causa do Sporting, se todos e cada um de nós estiver pronto para qualquer serviço ou sacrificío que o Sporting poderá exigir, tenho a certeza que, demore o tempo que demorar, iremos prevalecer”.

*Artigo desta semana do jornal do Sporting

Balanço do ano: Papagaios que falaram em 2012

 

Todos eles debitaram, uns mais, outros menos, sobre o Sporting de forma incontida e pública. Eles e outros mais que aqui não estão mas de que já falámos amiúde. De ex-atletas a treinadores no activo, alguns não adeptos do Sporting, mas com enorme responsabilidade pública ou passado ligado ao clube ou ao futebol português, todos eles se pronunciaram depreciativamente, alguns deles de forma reiterada, sobre o nosso clube, a instâncias, ou através de alguma comunicação social ávida de sangue e que quer, à viva força, que o Sporting desça de divisão. As razões são múltiplas mas, em geral, reflectem sentimentos tão "nobres" como a inveja, a raiva, a mesquinhez, o mal-dizer, o ódio e a cobiça. Ao fazerem-no reconhecem, no fundo, a força do Sporting. Se o clube fosse indiferente a estas almas, algumas delas penadas, não perderiam tempo em tamanho coro a uma só voz. E dizem-se alguns deles Sportinguistas, alguns mesmo ex-dirigentes de órgãos do clube mas que não sabem guardar recato e discutir as coisas entre os seus pares... é isto que me provoca verdadeiro sentimento de  tristeza!

O que tem de acabar

Aquilo a que agora se chama a "guerra civil", claro, e logo em primeiro lugar: deixar de chamar "cabotino" ao Presidente da AG, por exemplo, faz parte dessa desejável pacificação. De que é acusado EB? De dizer o óbvio: que esta Direcção foi eleita no pressuposto de um projecto para o futebol profissional que incluía Luís Duque, Carlos Freitas e Domingos Paciência e que já não existe, e que três treinadores e meio depois, e depois do pior desempenho de que há memória da equipa, é simplesmente inevitável que os sócios sejam chamados a pronunciar-se sobre a sua continuação. Segunda coisa que tem de acabar: como aqui já disse e repito, à Direcção cabe dirigir, à equipa técnica cabe treinar. Ponto. EB a comentar a qualidade dos treinadores belgas, Godinho Lopes a avaliar (fora de tempo, e na base nem quero imaginar de quê) o trabalho de Domingos Paciência, e toda a gente no clube a fazer de treinador de bancada, não pode ser. O SLB sofria de um síndroma psíquico chamado "o mito do segundo Eusébio" (todos os anos encontravam um); o SCP agora sofre da chamada "inveja de Pinto da Costa". Ora, sobre isso, duas coisas: primeiro, não é Pinto da Costa quem quer (e o Sr. Presidente do SCP, com o devido respeito, não é); segundo, a tentação de ser Pinto da Costa costuma implicar a tentação de arranjar um guarda Abel, e o Sporting não é (não deve ser) um clube de gente dessa. Terceira coisa: tem de acabar a pressa e a megalomania. Com o orçamento mais pequeno dos três maiores clubes portugueses, com uma presença assinalável de jogadores formados no clube, contra a arbitragem e o "sistema", tivemos, na época Paulo Bento, um desempenho notável, segundos no Campeonato, a discuti-lo até ao fim, e com presença garantida na Liga dos Campeões. Mas não chegava, queríamos mais, e a "rua" correu com PB. Poucos anos depois, basta olhar: PB confirmou-se como um dos grandes treinadores portugueses, e o Sporting não voltou a ser o que foi na sua época. Com o treinador de então e o plantel actual, não é absurdo pensar que poderíamos hoje estar a discutir o campeonato, mas não: somos um clube que deixa a "rua" mandar, e onde cada "individualidade" quer dar a táctica à equipa. Enquanto for assim, temos o que merecemos.

Parabéns, Futsal Sporting Clube de Portugal (2ª Parte)

O Sporting Clube de Portugal termina o ano de 2012 com 11 vitórias em 11 jogos, 63 golos marcados e apenas 4 golos sofridos...

 

Convém relembrar que o plantel foi reforçado apenas com Divanei e existe uma clara aposta na formação.

 

Parabéns à equipa técnica e aos jogadores pela dedicação e entrega que é notória em todos os jogos.

 

Saudações Leoninas  

 

PS: ISTO É O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

Iordanov

O ex-capitão do Sporting, Iordanov, não tem dúvidas de que é preciso mudar “muita coisa” em Alvalade para o clube sair da crise: "Tem de se sentir a camisola, os jogadores quando acabam o jogo têm de sair com a cabeça levantada, olhar nas pessoas e dizer que fizeram tudo.”

O nosso pior Natal de sempre

Só quatro vitórias em 21 jogos nesta temporada.

 

Mais derrotas do que vitórias em todas as competições, excepto a Taça da Liga (um jogo, um empate).

 

Eliminados da Taça de Portugal pelo Moreirense.

 

Eliminados da Liga Europa ainda na fase de grupos, competindo com Genk, Basileia e Videoton.

 

No campeonato, à 12ª jornada, seguimos a 20 pontos do Benfica, que lidera.

 

Estamos só dois pontos acima dos lugares que condenam os clubes à despromoção.

 

Apenas duas vitórias no campeonato - contra Gil Vicente e Braga. E ambas pela margem mínima.

 

Entre as 114 equipas que disputam o campeonato português e as cinco principais ligas europeias, só dez têm menos vitórias do que o Sporting.

 

Se o campeonato português fosse o espanhol, estaríamos a disputar a última posição (20ª) com o Deportivo da Corunha.

 

Segundo pior registo da história do Sporting nesta fase do ano ocorreu em 1964/65: nessa altura, apesar de tudo, tínhamos três vitórias no campeonato e outras três na Taça (e acabávamos de conquistar a Taça das Taças, o nosso maior troféu em futebol).

 

Fonte: Record

Os nossos ídolos (30): Joaquim Agostinho

 

O meu maior ídolo em toda a história do Sporting é, sem margem para quaisquer dúvidas, Joaquim Agostinho.

Educado num ambiente em que o sportinguismo era, como continua a ser, um traço distintivo, uma marca  familiar sem excepções, que une pais e filhos, avós e netos, bisavôs e bisnetos, tios e sobrinhos e primos, o Sporting sempre foi para mim muito mais do que futebol. O meu pai que foi, ele próprio, nos princípios dos anos 50, campeão de atletismo, no pentatlo, incutiu-nos desde cedo, a mim e aos meus irmãos, como já o haviam incutido a ele, um amor ao Clube que sempre esteve muito para além das vicissitudes, por muito penosas que fossem, das nossas equipas de futebol.

Não é nem foi nunca agradável passar por situações como a que agora estamos a viver, mas, digo-o com toda a sinceridade, a maneira como eu sinto o Sporting não me permite descer aos abismos de desespero em que grande parte dos adeptos do clube se encontra mergulhada. O Sporting não é para mim uma mera equipa de futebol, não pode vogar ao sabor das competências ou incompetências de gestores ou vagos gestores, auto-proclamados magos da administração desportiva, dos entusiamos e amuos de investidores desapaixonados ou de obscuras engenharias financeiras. O Sporting é muito mais do que isso, é um clube, verdadeiramente um clube, de sócios e adeptos que o vêem como uma instituição perene, com raízes no passado, como algo de seu, como algo a que estão muito mais profundamente ligados do que a ligas de milhões ou a controvérsias estéreis com adversários que, muitas vezes, também não respeitam as suas origens.

Cresci, como disse, nesta atmosfera, a admirar nomes que, muitos deles, provavemente já nada dizem às gerações mais novas mas que contribuiram, de forma decisiva, para cimentar a minha paixão pelo nosso clube.Além, como é natural, de  muitos ligados ao futebol, guardo na minha memória reconhecida, sem preocupações cronológicas ou ordem de importância das modalidades e lamentando o muito possível esquecimento de inúmeras figuras de proa do sportinguismo, nomes como Manuel de Oliveira, Fernando Mamede, Carlos Lopes, Júlio Fernandes, Armando Aldegalega, Pedro de Almeida, Alberto Matos, Lídia Faria, Eulália Mendes, Maria do Céu Lopes, Adília Silvério, Raposo Borges, as irmãs Conceição e Manuela Alves, os andebolistas do penta, no princípio da década de 70 do século passado, Manuel Brito, Castanheira, Manuel Marques, Bessone Basto, Mesquita e Carlos Correia, basquetebolistas como Manuel Sobreiro, desaparecido tão novo, Nelson Serra, Mário Albuquerque, Carlos Lisboa, Rui Pinheiro ou Quim Neves, os jogadores de hóquei em patins Ramalhete, Júlio Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento, voleibolistas como Miguel Maia ou, no ciclismo, gigantes como Agostinho, João Roque e Leonel Miranda.

E tantos, tantos outros poderia mencionar, e, muito mais do que eu, o poderiam fazer homens como o meu pai, que sempre me falou em nomes antigos, para ele, tão grandes ou maiores do que estes - muitos mais de todas estas modalidades do que, propriamente do futebol -  atletas e dirigentes que ajudaram a erguer, a partir de um clube fundado por uns poucos, a grande instituição que hoje conhecemos. Não faltará, certamente,  quem vá acusar este discurso de não constituir mais do que uma tentativa de defesa contra os tempos catastróficos que o nosso futebol atravessa. Com esses não vale a pena discutir. Temos maneiras tão diferentes de viver e sentir o clube, ou clubes, no caso de fiéis a outros emblemas, que qualquer insistência será inútil.

Dentre todas as figuras que citei, a de Joaquim Agostinho sobrepõe-se, como afirmei no início, a todas as outras. Iniciado no Sporting e no ciclismo com 25 anos, após, ao que se conta, uma observação fortuita efectuada por atleta do clube, suponho que João Roque, surpreendido num treino, para os lados de Torres Vedras, pela força e destreza de um trabalhador rural montado na sua pasteleira, Joaquim Agostinho começou, em pouco tempo, a fazer, em Portugal, o que melhor sabia: ganhar. O empolgamento dos sportinguistas, lembro-me como se fosse ontem, depressa se tornou nacional e tomou conta dos portugueses em geral, numa onda de entusiasmo culminada em 1969 na Volta a França, em que Agostinho atingiu o 8º lugar, depois de uma série de peripécias que envolveram um grande sofrimento físico e o elevaram, na esfera desportiva, ao estatuto de herói nacional.

A sua carreira, depois deste começo, é a que todos conhecemos. Aqui e além-fronteiras, a figura incomparável do nosso grande atleta encheu-nos de orgulho por anos a fio. Manteve sempre a sua humildade, uma grande  ingenuidade e uma enorme capacidade de sofrimento, e nunca ninguém pôde acusá-lo de, ao serviço das equipas por que passou, não ter dado, em algum momento, o máximo da sua generosidade pessoal e qualidades profissionais. 

Hoje, desculpem-me que o repita emocionado, Joaquim Agostinho continua a encher-me de orgulho e, para mim, pelo que foi e pelo que simboliza, é a maior figura desportiva de toda a história do Sporting.  

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Manuel Marques era uma pessoa muita divertida, sempre bem disposta. Embora estivesse sempre com muito trabalho, nunca o vi com cara de poucos amigos. Todos os atletas gostavam imenso dele. Sendo um profissional extraordinário, tinha sempre uma forma de viver que cativava as pessoas.»

 

Fernando Albuquerque, neste texto do Pedro Quartin Graça.

Isso não se faz ao primo!

 

Hoje, nas páginas de "a Bola", Eduardo Barroso "acusa o toque" deste post do seu primo e nosso colega de blog, José Manuel Barroso, e responde-lhe. Confesso que vi apenas duas novidades na resposta de Eduardo Barroso: a primeira foi a de saber que ele acompanha este blog, directamente ou através do seu filho, o também nosso colega de blog, Eduardo; a segunda, bem mais impactante, foi a de termos tido conhecimento que o nosso colega de blog, José Manuel, não vai ter direito a sobremesa no próximo jantar de família! Há punição mais severa para um suposto delito de opinião?

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