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És a nossa Fé!

Os nossos ídolos (14): Jordão

Se, nos anos 40, a geração do meu pai teve os 5 violinos – Jesus Correia, Vasques, Albano, Peyroteo e Travassos - a minha geração teve o trio de cordas (esta designação foi acabadinha de inventar, pode ser que pegue) que maravilhou adeptos: Manuel Fernandes, António Oliveira e Jordão.

Confesso-vos que me é muito difícil escolher entre estes três jogadores que, nos anos 80, formaram uma linha avançada inesquecível, mas pelo percurso, pela garra, pela tenacidade, pelas vitórias e pelo sportinguismo, inclino-me para o Jordão.

 

Falar de Rui Manuel Trindade Jordão é evocar tempos de glória que coincidem com o início do meu sportinguismo. Foi com Jordão na Equipa que celebrei o meu primeiro campeonato do Sporting, a minha primeira Taça e a minha primeira Super Taça (a época irrepetível de 1981/82). Natural de Angola, começa a sua carreira pelo Sporting de Benguela e desperta o interesse quer do slb quer do Sporting. Mas na Luz são mais assertivos e Jordão, apesar de Sportinguista de coração, joga pelos encarnados de 1971/72 a 1975/76. O sucesso alcançado no clube rival leva-o a uma curta experiência, mal sucedida, em Espanha (Zaragoza), para, finalmente, se estrear com a camisola do clube do seu coração (e nosso) na época de 1977/78, ficando em Alvalade durante nove épocas, até 1985/86 com a camisola nº 11. Como se em si mesmo, encerrasse, toda a Equipa.

 

Do baú das memórias de infância e adolescência recordo alguns jogos memoráveis em que Jordão fez a diferença: os 3-1 ao slb (três tentos de Jordão), o penálty marcado à Selecção da URSS que carimbou a entrada de Portugal no Euro 84 em França, os 2 golos na meia final deste campeonato europeu, em que Portugal perde com a França por 3-2 no prolongamento. Ou a festa do título frente ao Rio Ave em Alvalade, na época 1981/82, onde Jordão marcou cinco dos sete golos (7-1). Ou as muitas assistências feitas a Oliveira e Manuel Fernandes que permitiram ao Sporting ser grande.

 

Jordão foi muito mais do que um jogador do Sporting. Sofreu pelo Clube, era massacrado pelos adversários que não perdiam uma oportunidade para o deixar fora de campo. No Armazém Leonino desenterrei estas declarações de Jordão a falar das suas lesões: «A primeira foi em 1974, num Benfica-F. C. Porto, no Estádio da Luz, num lance disputado com o Gabriel: tropecei no calcanhar dele, caí desamparado, de tal forma que fiquei com a perna dobrada para trás. Meniscos, ligamentos cruzados, tudo fracturado. Apenas se safaram o ligamento anterior e a rótula. Levei mais de um ano a tentar recuperar. Em vão. Em Portugal não se fizera o diagnóstico exacto da lesão, tive de ir à Bélgica para se perceber que não sofrera apenas fractura de menisco! Fui operado de imediato, recuperei. Tinha 22 anos. Três anos passados, de novo no Estádio da Luz, aquele famoso lance com o Alberto, ao interceptar-me de forma violenta, acertando-me no pé de apoio, fracturando-me a tíbia da perna direita. Mais uma época de estaleiro. Depois de uma longa recuperação, reapareceria num jogo nocturno entre o Sporting e o Famalicão, e o José Eduardo, com uma entrada pelas costas, partiu-me o perónio da perna esquerda e os ligamentos da tibiotársica. Foram três lesões muito graves que, obviamente, me impediram de fazer coisas ainda mais bonitas no futebol...».

 

Nos dez anos com a camisola do Sporting, Jordão marcou 141 golos em 207 jogos! Por influência de Eurico e Manuel Fernandes acabaria a sua carreira no Vitória de Setúbal. E quando todos pensavam que estaria acabado, ainda foi chamado, uma última vez, para a Selecção das Quinas.

Afastou-se dos palcos e da ribalta do futebol. Dedicou-se à pintura com o empenho e a garra que se lhe conhece e que nunca abandonou. Dizem que pinta bem. Gostava muito de ter um quadro dele...

Chegadas e saídas

Até ao momento, a política de contratações do Sporting para a próxima época parece acertada. Poucos reforços e apenas para posições em que a necessidade era por demais evidente. Veremos se confirmam créditos anteriores e expectativas habituais. Como é comummente afirmado, penso que o que falta ainda à equipa é um ponta-de-lança, isto fazendo fé que à direita, na defesa, Cédric, Arias e Pereirinha (titular no primeiro jogo nesta posição) dão conta do recado.

Em termos de contratações, parece existir uma certa preocupação nas nossas gentes com o número excessivo de jogadores, nomeadamente para jogar no miolo do campo. À partida, partilho destas preocupações, pois é preciso ter em conta a folha salarial, que deve ser contida face às restrições financeiras (esse esforço está a ser tido em conta e conseguido, veja-se a poupança de 5 milhões com a saída de alguns jogadores) e o desperdício que é ter jogadores valiosos na iminência de serem relegados para o banco de suplentes. Porém, se observarmos o que tem acontecido nos últimos anos no que toca aos suplentes, vemos que, em certos jogos, o banco do Sporting assustava pela clara falta de alternativas e ainda é preciso acrescentar a isto as ondas de lesões, que por exemplo, no ano passado, causaram mossa. Com um plantel em que as alternativas "não são de fugir" - como tem acontecido - os danos de situações como esta seriam minimizados.

Por outro lado, este número quiçá excedente de jogadores para a mesma posição está relacionado com a necessidade de vender. E será aqui o ponto crucial da pré-epoca do Sporting, saber quem sai. Se a contratar as coisas têm sido feitas com bom senso, estou curioso para saber o que acontecerá no que toca a saídas.

Jogadores cruciais, já saíram dois, Polga e João Pereira. O primeiro por não renovação e o seguinte na transferência para o Valência, por cerca de 3.6 milhões de euros. O Sporting conseguiu ainda vender o até então emprestado Valdés por 1.8 milhões ao Parma. É pouco e o clube terá de vender, pelo menos, mais um ou dois bons activos do plantel. Será este um dos pontos decisivos de toda a época 2012/2013 - saber quem sai e por quanto. A título de exemplo, se sair Rui Patricio, o Sporting perde, de uma época para a outra, 3 elementos titulares no sector defensivo (Patrício, Polga e J. Pereira), o que terá consequências no modo de jogar da equipa. Existem outras hipóteses (Matías? Izmailov?), mas sabendo nós que terão de ser jogadores que, de outra forma, não quereríamos que saíssem teremos de começar a pensar nesta realidade.

As saídas, ao contrário do que por norma acontece noutras épocas, serão o motivo de grande interesse (e preocupação) daquilo que resta até ao fim do período de transferências. 

Dr. José Manuel Meirim: a decisão do CJ

Num post que publiquei intitulado «O que dizem eles», no qual comentei as declarações de algumas figuras públicas sobre a decisão do Conselho de Justiça da FPF, relativamente à proibição dos empréstimos no futebol português, citei esta do dr. José Manuel Meirim: «A decisão é clara e significa o fim da proibição ao cancelamento dos empréstimos». A minha observação: «E quem andar à chuva, molha-se. Foi necessário consultar um especialista em Direito para nos dizer isto? É evidente que o mais importante, pelos seus conhecimentos jurídicos, ficou por dizer, para não contrariar a maré ».

 

As comunicações electrónicas facultam um certo anonimato aos leitores, pelos seus comentários. Recebi um, identificando-se como José Manuel Meirim, e não obstante alguma apreensão da minha parte, quanto à sua genuinidade, transcrevo-o neste espaço e respondo:

 

«Não tenho por hábito interferir nas opiniões sobre a minha pessoa e afirmações. Por uma questão de reposição da verdade - os comentários são, na maioria das vezes, efectuados com total desconhecimento do contexto - devo acrescentar algo aos leitores e comentaristas deste blogue. A única pergunta que me foi feita pelos jornalistas - no desconhecimento dos fundamentos da decisão do CJ - só tinha aquela resposta. Não sou responsável pelo que me perguntam. Apenas sou responsável pelo que respondo. De todo modo, trazido a debate um denominado princípio da liberdade de trabalho, não vejo como o mesmo fica afectado com a proibição das cedências nos termos da norma da LPFP. Tal princípio funciona, em pleno, no momento em que os clubes que querem ser cedentes contratam os jogadores. A partir daí, com a liberdade de acesso ao trabalho assegurada, não vejo como a proibição da cedência, como configurada, ofende tal princípio. Se os clubes os contratam, porque não ficam com eles ? Obrigado. José Manuel Meirim».

 

Resposta:

 

Caro Dr. José Manuel Meirim,

 

Subscrevo inteiramente as suas palavras, não obstante o reparo algo derrogatório, e pelo que agora se verifica, injusto, que dirigi à sua pessoa, pela frase «no que ficou por dizer, para não contrariar a maré». Apenas a modo de explicação, esta crítica deve-se, fundamentalmente, à minha óptica pessoal e sportinguista há muito influenciada pelas anormalidades que ocorrem com exasperante frequência no futebol português, invariavelmente em seu detrimento e, colateralmente, do Sporting. Apresento-lhe as minhas sinceras desculpas pela incorrecta presunção, muito embora nunca tenha duvidado do seu real parecer no que diz respeito à essência jurídica da alegada «limitação de livre acesso a trabalho», assim noticiada como a principal justificação do Conselho de Justiça da FPF, ao dar provimento ao recurso apresentado pelo Benfica. Em última análise, a sua apreciação do caso corrobora a minha, por outras palavras.

 

A «novela» Agostinho Cá e Edgar Ié

Dá para compreender que a exagerada atenção mediática sobre a transferência de Agostinho Cá e Edgar Ié deve-se principalmente ao facto do clube do seu destino ser o Barcelona. Na ausência de factos oficiais, tanto por parte do Sporting como do clube espanhol, as especulações abundam nos meios noticiosos. É facto que Agostinho Cá terminava o seu vínculo com o Sporting em Junho de 2013 e que Edgar Ié ficou livre a partir do dia 1 de Julho de 2012. Tem constado que ambos recusaram renovar pelo Sporting e, daí, a necessidade de os negociar rapidamente para permitir algum retorno. O montante mais noticiado sobre o valor da transferência é 2,5 milhões de euros, mas desconhece-se se existem outras cláusulas no sentido de reservar ainda mais alguma compensação para o clube formador, além do que é previsto pelos regulamentos vigentes da FIFA.

As opiniões são muitas mas, neste momento, é impossível avaliar a transferência dos dois jovens. Em princípio, até aparenta ter sido um bom negócio, mas tudo dependerá da sua futura evolução. Será que um ou o outro, ou ambos, vão-se fazer grandes jogadores, ou irão eles simplesmente desaparecer com o passar do tempo? Casos destes não escasseiam. Respeita-se a posição do Sporting em preservar a confidencialidade do negócio, por variadíssimos motivos, mas pela «novela» que foi criada em torno dos dois jovens seria interessante saber a verdade. Uma alegada declaração de Agostinho Cá é bastante intrigrante. Entre outras coisas, ele é noticiado como tendo afirmado: «Aprendi muito. Deram-me sempre apoio, falaram muito connosco e transmitiram a importância da humildade e do trabalho. Gostei muito de jogar no Sporting. Sempre fui bem tratado, bem trabalhado, com carinho.Por mim, continuava.» Sendo verdade, o que significa «por mim continuava»? Que foi o Sporting que decidiu, apesar da vontade dele, ou a superior oferta salarial do Barcelona foi irresistível? Como Aurélio Pereira disse recentemente, quando se paga 10 mil euros a um jovem e aparece um clube a oferecer 100 mil, é impossível segurá-lo.

Isto também é o Sporting

* Hóquei em Patins: O Pavilhão Municipal José Gouveia, em São João da Talha, será a nova casa do Hóquei Sénior na 1.ª Divisão Nacional. O guarda-redes júnior José Diogo foi promovido ao plantel sénior.

* Remo: O Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa considerou improcedente a providência cautelar instaurada pelo Sport Clube do Porto quanto à validade da transferência dos atletas Pedro Fraga e Nuno Mendes.

* Rugby: As inscrições estão abertas para os interessados em integrar os escalões jovens da modalidade.

* Polo Aquático: O Sporting conquistou o 2.º lugar no Campeonato Nacional no escalão júnior.

* Kick Boxing: Três atletas do Sporting - Diogo Neves, Pedro Krol e Carlos Moreira - participam hoje, dia 21 de Julho, no evento denominado «Machine Fighters» que se realiza no pavilhão 1 do Estádio Universitário, em Lisboa.

* Ginástica: As classes de ginástica do Sporting - compostas por 59 atletas - estão actualmente a participar no «2012-Gymnastics for all Nationals» a decorrer em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos da América, nas diversas instalações «Disney».

* Futebol: A equipa B derrotou ontem os juniores da Académica por 4-1, na primeira jornada do Torneio «Football Summer Cup by DFN», em Viseu. Os onze iniciais: Luís Ribeiro, Arias, Turan, Eric Dier, Fabrice, Luís Almeida, José Lopes, Renato Neto, Filipe Chaby, Iuri Medeiros e Plange. Os marcadores foram Plange (2), Turan (de livre) e Bruma. O próximo jogo é amanhã frente à Naval 1.º de Maio.

* Clube: O Grupo Stromp celebrou esta semana os seus 50 anos de actividade.

Os nossos ídolos (13): JESUS CORREIA, o Necas

1947, o ano mágico de Jesus Correia.

Meu pai nasceu dez anos antes, eu vinte e um anos depois, ainda hoje brincamos, esgrimindo sportinguismo; “sou do tempo dos cinco violinos” diz-me ele, “eu sou do tempo de Yazalde”, respondo e sorrimos, porque ele sabe todos os tempos do Sporting (meu avô Jacinto nasceu em 1902 e incutiu nos filhos um sportinguismo que tem netos, bisnetos e continua a ser transmitido).

Escolhi Jesus Correia, porque o Necas (era assim que os amigos o conheciam e assim o tratarei até ao final do “post”, sem o conhecer [sem o ter conhecido em vida] sinto que o conheço pelo seu imortal sportinguismo, desportivismo) é (foi) um de nós, mais que um atleta que nos representou, é um exemplo duma vida dedicada ao desporto, à família, à terra.

No dia 6 de Outubro de 1946, no Estádio das Salésias, o Mundo assistia ao nascimento da maior lenda colectiva do futebol português; Necas (22 anos), Vasques (20 anos), Travassos (20 anos), Albano (22 anos) e Peyroteo (28 anos), os cinco violinos jogavam juntos pela primeira vez. Aos 17 minutos de jogo, Necas voa entre as "torres de Belém" e, correspondendo a um maravilhoso cruzamento de Albano, põe Capela à procura da bola nas redes. Foi o primeiro de muitos golos dos famosos cinco.

Necas foi um grande atleta mas não foi nenhum Meszaros, um Peter, nem sequer um Carlos Gomes, apesar de ter sido guarda-redes num Sporting vs. Benfica em 17 de Novembro de 1946; o nosso guarda-redes Azevedo parte um braço e sai do campo, Necas, que marcara um golo fantástico, vai para a baliza, estava 1-0, decidia-se o campeonato de Lisboa, o Sporting com 10, o Benfica com 11 (na altura não existiam substituições) e o bom do Necas na baliza...

Conseguiu manter a baliza inviolável até ao intervalo mas já não regressaria (como guarda-redes) para a segunda parte; foi substituído no posto por Veríssimo e dez minutos depois (re)entraria, sob fortes aplausos, Azevedo, com o braço partido mas com uma dignidade, uma vontade de vencer, uma energia que não quebraria e não quebrou, o Sporting venceu por 3-1.

Azevedo passeado em ombros, num misto de dor e satisfação, e Necas eufórico com mais um título colectivo e um individual. Foi o melhor marcador desse campeonato regional de 1946.

No ano seguinte Necas conquistaria mais títulos, alguns pouco conhecidos, pela mão de Mário Moniz Pereira. Pois é, o nosso Necas foi campeão regional de Lisboa e campeão nacional (no Porto) na estafeta de 4x80 metros em atletismo corporativo, representando a equipa do Grémio dos Armazenistas de Mercearia. Necas, campeão de atletismo, campeão de futebol, campeão de hóquei em patins, um campeão... à Sporting.

O ano de 1947 foi mágico mas o de 1948 seria de ouro, Necas venceu todos os campeonatos de hóquei e de futebol, o Sporting conquistaria, definitivamente, a Taça de «O Século» mas Necas ainda tinha mais "ganas" e em 5 de Setembro desse ano o Sporting jogaria no Estádio Metropolitano com o Atlético de Madrid, seis para os leões, três para os colchoneros, com todos os golos do Sporting a serem marcados por... (adivinharam) Jesus Correia.

Mais que um ídolo, Necas é, para mim, um exemplo, um exemplo duma vida dedicada ao desporto (futebol no Sporting e hóquei em patins no Paço d'Arcos, internacional em ambos) um exemplo duma vida dedicada à família, um exemplo duma vida alicerçada numa terra (Paço d'Arcos), um exemplo não de dois amores (como ficou conhecido) mas dum grande amor – o Sporting – com toda a abrangência que esta poderosa palavra possui.

O que dizem eles

Mário Figueiredo - Presidente da Liga: «Não podemos passar do tudo ou nada de um momento para o outro. Mais caricato do que isso, alguns dirigentes de clubes que votaram favoravelmente a proposta também se arrependeram rápida e publicamente, como foi o caso de António Salvador, presidente do S.C. Braga».

Observação: Afirmação do empregado dos clubes que desde o primeiro instante veio à praça pública criticar a decisão dos seus empregadores. Quanto a António Salvador, não pasma a sua marcha atrás; levou um puxão de orelhas do seu «patrão» - presidente do azul-e-branco - e evocou o dito por não dito. A recompensa não tardará! 

 

Isidoro Sousa - Presidente do Olhanense: «Aconteceu o que sempre defendi. Houve bom senso na decisão final num processo que não foi bem pensado, que foi precipitado e mal planeado, desde o seu início».

Observação: É por de mais evidente que o que foi mal pensado desde o início foi a conveniência de alguns, em detrimento do todo.

 

 

 Luís Sobral - Mais Futebol: «O fim dos empréstimos entre clubes da mesma divisão seria bom para o futebol, mas mau para os jogadores. Fazer a alteração em cima do joelho, como queriam alguns clubes, seria péssimo para todos».

Observação: Desde quando o que é bom para o futebol é mau para os jogadores, quando só o estado salutar do futebol - desporto e indústria - permite o seu bem estar? Claro que «foi feito em cima do joelho». Um bom português, como é tradicional, deixaria para amanhã o que pode e deve ser feito hoje! 

José Manuel Meirim - Especialista em Direito: «A decisão é clara e significa o fim da proibição ao cancelamento dos empréstimos».

Observação: E quem andar à chuva, molha-se!... Foi necessário consultar um especialista em Direito para nos dizer isto? É evidente que o mais importante, pelos seus conhecimentos jurídicos, ficou por dizer, para não contrariar a «maré».

Dar provimento ao absurdo

Ao longo dos anos já passaram pela minha frente muitas decisões judiciais desprovidas de razão e de bom senso, mas esta do Conselho de Justiça da FPF a dar provimento ao recurso do Benfica, sobre o impedimento aos empréstimos de jogadores dentro da mesma divisão, atinge novos patamares de absurdidade. O teor completo do juízo ainda não é conhecido, mas por o que foi noticiado, a justificação principal assenta-se na risória premissa de que o regulamento aprovado pelos clubes na Assembleia Geral da Liga «limitaria o princípio de livre acesso a trabalho». Nem sequer me vou dar ao trabalho de elaborar um qualquer argumento quanto à nulidade desta premissa, transparente na sua intenção de «atirar poeira jurídica para os olhos». No que ao Benfica concerne - uma vez que foi a entidade que apresentou o recurso e que na época passada emprestou 29 jogadores estrangeiros - esta decisão infere, explicitamente, que o conselho federativo português atribui a si dispensação jurisdicional para deliberar sobre «o princípio de livre acesso a trabalho» de cidadãos do Brasil, Suécia, Eslovénia, Uruguai, Paraguai, Argentina, e Cabo Verde, só para nomear alguns, num contexto generalizado e ignorando o enquadramento real e legal relevante a esta ocorrência laboral.

De qualquer modo, o que aconteceu, na realidade, foi que o voto legítimo e democrático da Assembleia Geral da Liga lesou os interesses partidários de uma minoria - leia-se, Benfica e FC Porto - e, daí, a necessidade de encaminhar o processo para outro fórum onde as influências obscuras poderiam agir em todo o seu esplendor, à conveniência. Gostaria de ver os clubes recorrerem desta decisão mas duvido que aconteça. O mais provável, à boa portuguesa, é alcançarem um qualquer entendimento para aplacar as vozes mais ruídosas e satisfazer os mesmos interesses. Não posso dizer que fiquei pasmado pela decisão, mas lamento verificar que mais uma vez o futebol português foi traído.

Rojo(s) de inveja

Depois da novela à volta da contratação de Marcos Rojo, os benfiquistas que lerem hoje o Record vão ficar a perceber porque é que o nosso recente jogador "encarnado" nos preferiu ao slb. «A verdade é que, como o Benfica, houve muitas outras equipas que se interessaram por mim, mas o Sporting tratou-me muito bem desde o início e agora só quero pensar no Sporting.» O mais recente reforço do Clube referiu que a forma como foi tratado pelos responsáveis leoninos foi determinante para a conclusão do processo: «Ligavam-me todos os dias, falávamos muito e, na hora de decidir, senti que precisavam de mim e eu também necessitava de um clube assim.»

Tenho pena

Fico com muita pena de não poderem jogar todos. Bons jogadores para qualquer equipa da Europa e que vão ficar no nosso banco. Onyewu, Carriço, Bolo de Arroz, Xandão, Rojo e Insúa. Alguns destes... ou uma defesa de luxo?

Vermes...

Por falar nalguma imprensa que sofre de lampionite crónica e nalguns comentadeiros da praça:

 

O que se chama a um estágio do clube de Carnide? A mãe de todos os estágios.

O que se chama ao estágio do Sporting Clube de Portugal? Mini-estágio.

Como se designa qualquer contratação do clube de Carnide? Menino prodigio ou Oitava Maravilha do Mundo.

O que se diz quando o Sporting Clube de Portugal contrata dois futebolistas, um deles a custo zero, que eram alvos prioritários do clube de Carnide? Nada porque a azia causa tamanho refluxo gástrico que corta a voz!

 

Vermes: designação de muitos dos parasitas intestinais, especialmente as lombrigas, os oxiúros e as ténias; antiga designação extensiva a muitos invertebrados de corpo mole e sensivelmente alongado, tipicamentecilíndrico ou achatado, e sem apêndices locomotores evidentes, especialmente dos grupos dos platelmintes, anelídeos enematelmintes; minhoca; larva; helminto; pessoa desprezível; aquilo que mina ou corrói lentamente; remorso.

Letras na bola

Martín Mucha, no El Mundo: «-¿Cómo decidió Andrés Iniesta convertirse en vinicultor?-, le preguntamos a Juan José Muñoz Requena, 35 años, creador de los ocho vinos de Bodegas Iniesta y quien en una furgoneta, que recorre las posesiones de Iniesta, nos cuenta como surgió todo.

-Su padre trabajó esas tierras, como peón y amaba su trabajo. Y Andrés, desde que tuvo un buen contrato, desde el año 2000, en lugar de comprarse un Porsche o un Ferrari, comenzó a comprar tierras. Mira alrededor. Todo lo que abarque tu vista es de él.»

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