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És a nossa Fé!

Pingos doces

Parece que os gajos do Feirense beneficiaram dos descontos do Leiria e que o Benfas também quer, para ver se recupera pontos com 50% de esforço. Os gajos na zona de despromoção, ou próximos dela, também querem 50% de desconto na luta pela permanência. Este campeonato é metade a sério e metade a brincar. E, por este andar, nós ainda vamos ficar em quarto pela força dos descontos.

Olhem para isto

 

As melhores equipas do mundo em Abril, segundo a  Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS)

 

1. (1.) Barcelona (Espanha) 367,0 pontos
2. (2.) Real Madrid (Espanha) 306,0
3. (4.) Universidad de Chile (Chile) 304,5
4. (5.) Bayern (Alemanha) 287,0
5. (7.) At. Madrid (Espanha) 278,0
6. (3.) Vélez Sarsfield (Argentina) 264,0
7. (19.) Chelsea (Inglaterra) 245,0
8. (12.) Athletic Bilbao (Espanha) 244,0
9. (15.) Sporting (Portugal) 235,5
10. (13.) Vasco da Gama (Brasil) 235,0
...
36. (23.) Benfica (Portugal) 176,0
69. (43.) SC Braga (Portugal) 148,5
76. (31.) FC Porto (Portugal) 141,5

Arquivo do Passado

Junho de 1978 : Com os saudosos amigos Raul Solnado e Fernando Pessa (de costas) num jantar de beneficência em prol do Lar de Santa Maria de Peniche, obra social do grande afecto de ambos. Estou-me a rir ouvindo o Raul, à sua boa maneira, relatar as peripécias de uma mala sua destinada a Lisboa que, por vias misteriosas, transitou por Nova Iorque e foi eventualmente parar à Venezuela, com diversos curiosos contratempos pelo meio. Respondeu-lhe Fernando Pessa: «Se tivesses sido amoroso com a menina ao balcão, como eu fui, em vez de lhe dizeres que ela ficaria mais bonita como loira, a tua mala teria seguido o mesmo caminho que a minha.» Nunca cheguei a confirmar a veracidade do acontecimento, mas com aquele semblante muito «sério» do Raul, tenho as minhas dúvidas. Os dois, juntos, eram simplesmente hilariantes. 

A luta continua!

No Sporting-Académica quebrei o meu próprio enguiço. Explico. Os últimos jogos que vi do nosso Clube foram sempre em Bissau e todos os que vi o Sporting ganhou. Regressado recentemente das terras africanas, vi o jogo Atlético de Bilbau-Sporting em Lisboa e a coisa correu como correu.

Durante alguns dias, lamentei a minha sorte (a nossa sorte) e desejei estar de regresso a Bissau onde, apesar da tensão que se viveu decorrente do golpe de Estado, o nosso Sporting ganhou sempre que o vi jogar.

O enguiço quebrou-se na segunda-feira, com a Académica. O jogo foi miserável, a arbitragem do Hugo Miguel fez-me pensar porque é que na cadeia alimentar os árbitros estão algures entre os fiscais da EMEL e os incompetentes - subscrevo, aliás, na íntegra o que o Adelino aqui escreveu - mas ganhámos, apesar de toda a roubalheira, e o terceiro lugar continua a ser uma opção que depende muito de nós (e, em menor medida, espero, dos humores da arbitragem).

Estamos por isso na luta. O campeonato já foi (ao menos o clube de bairro não ganhou) e a esperança está renovada. E a fazer fé no que se tem lido por aí, para o ano vamos ter uma Equipa sólida, coesa e unida em torno do mesmo objectivo. Até lá, só faltam o FC Porto e o Braga. Vamos a eles! A luta continua!

Somos os melhores

 

 

O Sporting é o clube português mais bem colocado na lista dos 400 melhores clubes de futebol do mundo, ocupando a nona posição de um rol com quatro emblemas espanhóis entre os oito primeiros. Segundo o “ranking” da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), publicado nesta quarta-feira e referente ao período de entre 1 de Maio de 2011 e 30 de Abril de 2012, o Barcelona (367 pontos) lidera pela 44.ª vez, seguido do rival Real Madrid (306), enquanto a terceira posição pertence ao Universidade do Chile (304,5).
O Sporting surge no nono lugar, com 235,5 pontos, imediatamente atrás do seu “carrasco” nas meias-finais da Liga Europa, o Athletic Bilbau (244).
O Benfica aparece na 36.ª posição, juntamente com os franceses do Rennes e os ingleses do Stoke City, e o Sporting de Braga figura no 69.º posto.
O virtual bicampeão português, FC Porto, ocupa o 76.º posto da lista.
O ranking da IFFHS é elaborado tendo em conta os resultados das equipas nas várias competições em que participam. Cada vitória na Liga dos Campeões, por exemplo, vale 14 pontos, enquanto um triunfo na Liga Europa vale 12 pontos.
Já cada triunfo no campeonato nacional varia consoante as ligas. No caso de Portugal, que está no segundo patamar europeu, cada vitória vale três pontos para este ranking.

Lista dos melhores clubes do mundo da IFFHS

1.º FC Barcelona (Esp) 367 pontos.
2.º Real Madrid (Esp) 306.
3.º CD Universidad Chile (Chi) 304,5.
4.º Bayern Munique (Ale) 287.
5.º Atlético de Madrid (Esp) 278.
6.º Vélez Sarsfield (Arg) 264.
7.º Chelsea (Ing) 245.
8.º Athletic Bilbau (Esp) 244.
9.º Sporting (Por) 235,5.
10.º Vasco da Gama (Bra) 235.
(...)
36.º Benfica (Por) 176.
69.º Sporting Braga (Por) 148,5.
76.º FC Porto (Por) 141,5.

Meio século é muito tempo

 

À falta de êxitos recentes, restam as imagens de antanho, cada vez mais diluídas no passado. Páginas de jornal, excertos de jogadas que todos já sabemos de cor passando em sessões contínuas nos canais televisivos. É o Benfica bicampeão europeu, do tempo da TV a preto e branco, quando Salazar mandava em Portugal. Faz hoje meio século: de então para cá, o clube da águia não voltou a ter motivos para um festejo semelhante. Nunca mais foi campeão europeu. Como diz n'A Bola o antigo lateral direito Mário João, um dos sete sobreviventes desse onze extraordinário, dantes "eram 11 jogadores portugueses e um treinador estrangeiro, agora jogam 11 estrangeiros e apenas o técnico é português".

Fica tudo dito numa frase só.

 

Imagem: Eusébio, Béla Guttmann e Coluna (1962)

Só mesmo para virar frangos

 

Quando saí de Alvalade na segunda-feira à noite apeteceu-me escrever sobre este árbitro. Mas ainda bem que consegui ficar calado. Tenho a certeza de que iria fazer juízos de valor e processos de intenção sobre o homem Hugo Miguel. Não posso fazer isso. Sobre o homem, não vou dizer nada. Sobre o árbitro Hugo Miguel, digo isto: incompetente. A arbitragem do Sporting/Académica ficou cravejada de erros básicos, de más decisões, de falta de personalidade - o que dizer de um fora de jogo assinalado antes da linha de meio-campo, meu Deus? -, mas o que mais me irritou foi a "teoria da compensação". Os árbitros portugueses são peritos nisto, sempre que erram, e tomam consciência do erro após a decisão, só descansam até compensar a equipa prejudicada. Isso topa-se desde logo na própria linguagem corporal dos árbitros e topa-se na reacção dos jogadores. Topa-se no nervoso miudinho que se apodera das bancadas. Após um erro, segue-se sempre um período de tensão que culmina com uma decisão compensatória - e quase sempre errada. Eu vi isto em Alvalade. Aquele final de jogo foram 12 contra 11, foi pressão no meio-campo em toda a linha, foi uma sucessão de faltas absolutamente delirantes para permitir cruzamentos para dentro da nossa área. Eu sei que devo evitar juízos de valor e processos de intenção sobre o homem Hugo Miguel, mas não me fodam a cabeça com a incompetência do árbitro Hugo Mguel.

Só mais 3

Jogo a jogo Sá Pinto cada vez melhor, em cada um tomando sempre a decisão certa.

Ontem foram duas. Queixas-te de um dói-dói na unha do mindinho? Salta cá para fora, há mais quem queira. Elias a esconder-se atrás dos médios deles, sempre a acenar aos outros passa a ele e não a mim? Quero lá saber quanto custaste, salta cá para fora, há mais quem queira. E com o puto pézinhos de mel, uma arte e uma visão de bola de estarrecer, André Martins (fica, fica!) lá vai mostrando a estrela dentro dele – um Pilro à portuguesa.

Este não é o Sá Pinto de que me lembro, voluntarioso pois sim, mas precipitado e errado na hora das opções. Este é um homem ponderado, decidido e entendido.

 

PS – Finalmente Polga marca um golo em Alvalade, fazendo esquecer aquela noite de geada nas estepes ucranianas, já lá vão uns anitos.

O anacronismo vigente

Já tive oportunidade de abordar esta temática num dos meus escritos no jornal do Sporting e até já a comentei, brevemente, neste espaço. Vale o que vale, mas muito embora não subscreva um qualquer preconceito sobre a idoneidade de Fernando Gomes, não estou persuadido de que não estamos perante mais um engenhoso conluio destinado ao preeminente reforço dos corredores do poder instítuído. Na origem da contenda, afigura-se um difícil de equacionar «fascínio» pelo gestor portista em diversos cantos da praça futebolística e algures, que o conduziu inicialmente à liderança da LIga em Junho de 2010 e, mais recente, ao trono da Federação Portuguesa de Futebol.

Recuando nos tempos, se alguma coisa a história do nosso futebol nos ensina é que é sempre prudente reservar uma boa dose de cepticismo, até prova em contrário, sobre qualquer «maquinação» que abrange a cúpula portista comandada por Pinto da Costa. Muito por esta consternação, sempre senti imensa dificuldade em aceitar a fidedignidade das alegadas incompatabilidades sobre contratações de jogadores, como a causa fulcral que levou Fernando Gomes à renúncia do cargo de dirigente do FC Porto, após cerca de dez anos de comunhão de esforços e associação íntima com o presidente.

Na realidade, seria mais ajuizado admitir que a ter havido inconciliabilidades incitadas pelo transpor da autoridade e da idoneidade institucional, passíveis de ruptura, esta deveria ter emergido, lógica e moralmente, pese arriscar o paradoxo, antes ou durante o degradante período do notório processo Apito Dourado. A preeminente incoerência só pode nutrir suspeitas consideráveis.

Não obstante o Barão de Montesquieu ter considerado a sisudez como a «armadura dos parvos», não a injuria admitir que o afastamento do então vice-presidente tenha sido idealizado precisamente para posicionar uma figura de «total confiança» no assento soberano do futebol profissional. Com os poderes estatutórios a serem devolvidos à FPF, faz sentido que o escopo veemente tenha sido a recolocação da pessoa para esse organismo. Após cerca de quinze meses na Liga e com o declarado mandato de «abrir caminho para consolidar a profissionalização da gestão do futebol português», os resultados evidenciaram-se pela sua não existência. Aliás, o que se verificou foi mais um muito conturbado período no que concerne os conselhos de arbitragem e disciplina e total improficuidade em quaisquer outras matérias de importância superior.

Abandonada a «obra» perceptivamente incompleta e assumida uma nova responsabilidade de vitalidade transbordante para o futebol português, continuamos à espera de melhoramentos palpáveis. Vivemos em tempos modernos antagonizados por hábitos e valores arcaicos e, muito por isso, os sinais estão à vista, para quem os entender, que Fernando Gomes, por mérito discutível ou anuência apadrinhada, lidera o poder futebolístico instituido e, com ele, perpetua o controlo de Jorge Nuno Pinto da Costa e do FC Porto, pese o reconhecimento tardio de Luís Filipe Vieira e do Benfica.

O Sporting, condicionado pela sua inaptidão de há uns anos a esta parte, faz o seu melhor para navegar as águas turbulentas e minimizar os inerentes danos. Salvo existir algo muito significativo que ilude o domínio público, esta generalizada asserção entoa noções esclarecidamente indiciadas pela estado das coisas. A ausência de relevante discussão nos locais próprios não a invalida.

Tudo à mostra em Leiria

Se houvesse um módico de bom senso o escabroso enredo do União de Leiria transformava-se no case study do futebol português. Mas não vai acontecer.

Este clubezeco é um mistério. Toda a gente sabe que em Leiria o clube popular e histórico é o Marrazes, no entanto todas as benesses recaíram sobre o anódino União, campeão das bancadas às moscas, pelo que óbvio merecedor de um faraónico estádio, por via da fúria construtivista do Euro 2004.

Desde a criação da Liga que o futebol em Portugal vive entalado entre duas opções, sempre optando pela pior. Ou se converte naquilo que ele já é em qualquer outro país da Europa, uma indústria profissional de entretenimento de massas (O Real Madrid- Barcelona teve um mercado televisivo de 400 milhões de espectadores!!!), sujeito à racionalidade económica que isso implica; ou continua a ser um sombrio enredo de favores, agregado a interesses locais, gerido por uma corja de crápulas autárquicos – é favor ler o livro de Maria José Morgado onde vem escalpelizado tim por tim o famigerado triângulo futebol-autarquia-construção civil.

Ou o futebol continua a atender aos interesses da Associação da Guarda (apenas por exemplo) a ver se consegue puxar a si uma brasita do fraco lume, ou vai no sentido de promover a competitividade, o investimento, o valor dos direitos do espectáculo. Sim, isto corresponde ao interesse dos grandes clubes que se chamam assim porque é à roda deles que estão 80% dos adeptos, dos que pagam para ver.

Também toda a gente sabe que este estado de coisas tem um nome e um master mind: Futebol Clube do Porto. Na sua estratégia para combater o suposto centralismo de Lisboa, disseminou influências pelas capelas do norte, prometendo aqui e ali isto e aquilo, assim garantindo uma rede de compadrios entre as sigilosas Associações de Futebol, capaz de pôr o dedo na balança quando de vez em vez se pretende sanear um pouco que seja tão mesquinho e funesto estado de coisas.

É este o sistema, é esta mão que nele manda e o resultado são as Uniões de Leiria da vida. Querem uma solução? Faça-se um campeonato com 10 clubes e 4 voltas. 36 jogos de grande competição, estádios cheios, direitos de tv mais valiosos, clubes com possibilidade de ganhar massa crítica. Isto dá para todos? Não só para alguns, os mais organizados e com maior base de apoio. É o fazes...

Um vitória e uma interrogação

Vitória saborosa, esta do Sporting, frente à Académica. Uma equipa um pouco cansada psicologica e fisicamente, mas que lutou sempre face a um autocarro de dois andares - procurando descobrir caminhos, pacientemente, para chegar ao golo. Paciência que não tiveram muitos adeptos, em alguns momentos, ensaiando assobios. Mau sinal este, a lembrar vícios antigos. Será que vamos voltar a, quando as coisas não correm de feição, apoiar o adversário com os assobios 'sportinguistas'?

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