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És a nossa Fé!

Importa olhar em frente

Custa sempre perder. Mas custa menos perder quando vemos a nossa equipa bater-se com brio e tenacidade até ao fim.

Custa ver um golo sofrido mesmo ao cair do pano da primeira metade do jogo e outro à beira dos 90 minutos. Mas custa menos sofrê-los quando fica patente que a atitude combativa nunca esmoreceu.

Custa não ir à final da Liga Europa, a 9 de Maio. Mas custa menos por sabermos que nessa final estará uma equipa que soube defrontar a nossa em campo num jogo aberto e foi apoiada por um público que valorizou o espectáculo. 

Custa chegar ao fim da época e reconhecer que se perdeu demasiado tempo pelo caminho até se formar uma equipa de futebol profissional verdadeiramente digna desse nome. E custa estar longe do combate pelo título ainda antes de o campeonato chegar ao fim. Mas custa menos por sabermos que, apesar dos percalços, o nosso clube tem dois titulares indiscutíveis da selecção nacional - Rui Patrício e João Pereira - que estará presente no Europeu da Polónia e da Ucrânia.

Custa ainda não termos ultrapassado a fase do quase. Mas custa menos pela certeza reforçada de que essa fase ficará para trás e novas vitórias virão aí.

Uma derrota gloriosa

 

 

Seria cruel eu dizer que estava à espera de uma derrota para escrever isto, mas sim, estava. Estava à espera de uma derrota e essa derrota foi ontem. Não gostei nada do despedimento do Domingos Paciência naquelas circunstâncias nebulosas. Não gostei dos argumentos visíveis e, acima de tudo, dos argumentos invisíveis que foram usados pelos dirigentes do meu clube para justificar o que me pareceu injustificável. Vamos falar claro: houve argumentos invisíveis. Em linguagem simples, achei aquela narrativa uma falta de nível e eu sou daqueles que não apoia pessoas individualmente: apoio ideias e apoio princípios.  Aguentei calado. Aguentei calado porque o Sporting está acima das circunstâncias e o Sporting não é apenas um clube: o Sporting é uma parte de mim. A certa altura deixei-me convencer que Ricardo Sá Pinto iria ser também ele vítima dessas circunstâncias: acabaria a época sem glória, refém do seu sportinguismo, a liderar uma equipa que se arrastaria pelos relvados, tendo como único triunfo cumprir a herança de Domingos no Jamor. Eu estava à espera de uma derrota para escrever isto: enganei-me sobre o Sá Pinto. Não peço desculpa, mas escrevo que ele já fez mais pelo Sporting nestes meses e nestas condições do que eu julgava que fosse capaz. Passei a ter uma dívida para com ele, uma dívida emotiva: voltei a sentir tudo o que os sportinguistas sentem em Alvalade. Sá Pinto está a fazer muito pelo Sporting. O Sporting está motivado nas vitórias e está motivado nas derrotas. Temos bases para construir uma boa equipa, temos um treinador moderno e com um rumo e temos adeptos para as vitórias e para as gloriosas derrotas. Sá Pinto está a fazer muito pelo Sporting e eu achava que ele não seria capaz. Como é nas derrotas que melhor se percebe a natureza dos homens, eu escrevo só mais isto: conta comigo, Ricardo. Conta comigo para atacar o Benfica como um rolo-compressor. Conta comigo para denunciar o projecto mafioso que permitiu ao Porto tomar conta do futebol em Portugal. Conta comigo para pressionar os árbitros fracos e incompetentes. Conta comigo para gritar por ti em Alvalade.  Eu estava à espera de uma derrota para escrever isto: o Ricardo Sá Pinto foi melhor treinador do eu que fui adepto. Eu duvidei dele. Ele nunca duvidou do Sporting.

Dignidade e honra

Ok, ontem perdemos. Tivemos azar. Os golos aos 45 minutos e aos 88 dos bascos deitaram as nossas esperanças por terra. Mas gostei do jogo. E, embora até ao primeiro golo da equipa de Bilbao parecesse que estávamos a defender o empate, a garra que colocámos no jogo, as oportunidades perdidas e tudo o resto mostraram que os jogadores do Sporting estiveram em grande nível.

E a prova que o Sporting está a lutar em cada desafio como se fosse o último da vida foi dada à chegada da equipa a Lisboa. A recepção em Alvalade aos nossos heróis às 3 da matina, a euforia vivida até parecia que o Sporting estava na final. Não estava. Não está. Mas tivemos dignidade e honra na derrota como a teríamos na vitória. E só uma grande Equipa e grandes adeptos sabem agir assim. E isso enche-me de orgulho.

 

Nota Final: Tendo em conta as equipas que vão jogar em Bucareste, digo-vos com toda a sinceridade que serei do Atlético de Bilbao desde pequenino.

Heynckes elogia Mourinho

 
Não deixa de ser triste que, entre tantos portugueses a ventilar comentários derrogatórios e sem nexo, tenha que ser um estrangeiro a elogiar Mourinho. Afirmou Jupp Heynckes, técnico do Bayern Munique: «Não estou de acordo com muitas coisas que dizem de José Mourinho. De pessoas em que se pode confiar só ouvi coisas boas e o facto de ele sair para o balneário (depois da eliminação) é algo normal depois do azar de ter sido eliminado nos penalties.» Nota: Não disse, mas poderia ter dito, que momentos antes da marcação das grandes penalidades, José Mourinho dirigiu-se ao banco adversário, abraçou Heynckes e cumprimentou o "staff" da equipa alemã. Entre as dezenas de comentários depreciativos que surgiram na Internet escolhi dois, como exemplos da mediocridade de certas mentalidades: «É mesmo um palhaço, armado em esperto pensava que ia à final... amocha, tava mesmo em posição para correr pelo relvado como se fosse um herói, só que o tiro saiu-lhe pela culatra! ahahah»  -  «Lá se vai o ego! vamos lá ver uma coisa... o Mourinho é um bom treinador sem dúvida, mas não é nenhum génio da bola, o super-dotado, nada disso, não me venham com essa dos títulos que ganhou... bla... bla.» Embora reconhecendo que este estado de espírito associa-se apenas a uma minoria, é curioso verificar que não se incomodam a comentar o jogo nem a indicar qualquer afinidade clubística para com o Bayern. O escopo fulcral é depreciar e injuriar tanto José Mourinho como Cristiano Ronaldo, consideração que só pode levar qualquer pessoa equilibrada a concluir que o civismo e a decência escassam e a inveja supera o bom senso. 

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