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És a nossa Fé!

Imparciais o tanas

 

No Reino Unido toda a gente sabe que um jornal como o “The Guardian” inclina-se para a esquerda, tem preocupações sociais, suspeita dos costumes estabelecidos. E que o “The Times” é conservador, defende a tradição, tem preocupações de ordem social. Nada disto impede que ambos os jornais informem com rigor a partir da sua mundivisão e opinem com critério sobre os acontecimentos. Por outras palavras: são decentes.

Em Portugal tudo é indecência. A começar por essa farsa obscena da imparcialidade dos jornalistas e comentadores desportivos. Se eles falam sobre futebol (mesmo que não percebam do que falam) é porque supostamente gostam de futebol. Ora é impossível gostar de futebol sem torcer por um clube – gostava mesmo de ver um ente assim…

O que se pede a um jornalista ou comentador é que seja decente nos seus critérios e tenha um módico de fair play. Ora ao fingir que vive no ponto de vista dos deuses, ele que é tão pecador e carnal como o comum dos adeptos, o jornalista perde aquilo que julga ganhar: a credibilidade.

Debaixo das puríssimas análises de um Santos, Manha, Lobo ou Tadeia, está um “yessss” às escondidas quando o clube deles marca um golo.

Sejam decentes senhores jornalistas e comentadores, façam a declaração de interesses clubísticos para que então comecemos a acreditar naquilo que dizem. É simples: sejam como Pedro Gomes.

O desdém pela integridade do futebol português

Partindo do princípio de que Vítor Pereira é dotado do rendimento racional que lhe permita identificar o bom senso, só é possível concluir que o seu vazio de consciência levou-o, mais uma vez, a exceder os limites de congruência de quem superintende um organismo de vital importância para o futebol português. O seu finório aproveitamento do actual clima de tensão e inerente «ordem» de silêncio sobre a arbitragem, ocasionou-lhe o ensejo ideal para nomear o ignóbil João Ferreira para o jogo da Luz com o SC Braga, cujo resultado, caso o Benfica tivesse saído derrotado, poderia ter sido determinante no que ao título concerne. Não obstante a grande penalidade que ficou por marcar contra o «glorioso» cá do burgo, enquanto o marcador ainda se encontrava em branco, entre outras discutíveis incidências, a essência da contenda assenta no desiquilíbrio (será que foi isso) quanto à nomeação de um «apitador» que, além de ser um confesso benfiquista e de ter sido o protagonizador do boicote ao Sporting, foi ainda, para quem tem boa memória, o alvo da preferência de Luís Filipe Vieira de acordo com o que foi comprovado pelas notórias escutas do processo «Apito Dourado». Se existiam dúvidas, este indecoroso acto serve para sublinhar o seu desdém pela integridade do futebol português e pela verdade desportiva, se é que esta ainda tem vida. O Sporting tem jogos a realizar que serão cruciais no apuramento do eventual campeão da Liga e, face à conjuntura das imprevisíveis circunstâncias, não me surpreenderia, no mínimo, ver um qualquer Duarte Gomes a dirigir um desses encontros, já para não adiantar o próprio João Ferreira.

 

Como nota final, não posso deixar de aproveitar este meu post inaugural em ÉS A NOSSA FÉ para deixar expresso o meu mais singelo apreço pelo convite que me foi endereçado pelos ilustres co-sportinguistas do blogue, na esperança de que o meu modesto préstimo venha, de algum modo, a enriquecer um meio de apoio ao Sporting, que já é distinto pela sua indiscutível mais-valia e devoção dos seus utilizadores.

 

Os melhores cumprimentos e saudações leoninas.

 

P.S. Os parabéns à equipa de andebol do Sporting que conquistou, há instantes, a Taça de Portugal.

Um Sporting terceira força?

Retomo um tema, já comentado de passagem no blog: estará o Sporting a ser 'vítima' de uma convergência de interesses entre Porto e Benfica, no sentido de ser (ou vir a ser) uma espécie de Atlético de Madrid do futebol português? A força de uma instituição, como o SCP, radica em vários pilares (desportivos, económicos, estabilidade, vitórias, capacidade de atuar nos vários mercados, gestão da marca, modernidade, alianças, etc). Só articulados e interativos estes fatores geram vitórias. O SCP foi um líder dominante nos anos 40 e 50,  tendo o SLB como segunda força. Mas perdeu essa liderança nos anos 60 e 70, trocando de posições com o SLB. Até que, nos anos 80, o 'outsider' regional FCP interrompe o domínio do sul (SCP/SLB) e ocupa a posição dominante do futebol portugues - um domínio que durou (e, de certo modo, dura) desde essa década. Como isso se passou, eis o que contarei aqui um dia destes, pelo que volto ao tema da pergunta inicial.

A constatação de que o mercado do futebol português era (é) exíguo levou a força dominante FCP, ainda nos anos 80, a imaginar dois polos de força desportiva e rivalidade nas duas principais cidades do país, tendo o Porto como polo forte e Lisboa como o polo menos forte. Para isso, o poder do FCP precisava de um aliado no sul, um aliado tático porque a estratégia era consolidar o poder do FCP/norte e enfraquecer o sul/SLB/SCP - jogando, alternadamente, com aproximações a um ou outro clube de Lisboa. Nos anos 80 - contra o projeto de autonomia estratégica de João Rocha, no SCP - Fernando Martins/SLB funcionou como o aliado tático do FCP/Pinto da Costa, e aí se iniciou o processo de enfraquecimento/expoliação do SCP. Um FCP forte aliado estratégico de um SLB fraco, mas ambos interessados em ter no SCP um 'inimigo' a fragilizar sempre e sempre. Essa espécie de aliança entre pote de ferro e pote de barro será interrompida com o fim do consulado de Fernando Martins, mas o pós-Fernando Martins será um período de ainda maior fragilidade no SLB, com lutas internas desgastantes para o clube.

Nesse auge de poder do FCP - SLB frágil e dividido e SCP frágil e também dividido - o poder do Norte é avassalador e apenas tem uma pausa quando Valentim Loureiro (até então aliado tático do FCP) tenta autonomizar-se e procura uma aliança com o novo poder no SCP, na era José Roquette. Roquette recusará essa aliança explícita, mas, nesse período, Sporting e Boavista serão campeões. Com a chegada de Luis Filipe Vieira ao Benfica, este tenta afirmar-se como poder autónomo e dominante, no polo sul, e grande desafiante do poder FCP/norte, tentando remeter para o Porto a panela de barro e trazer para Lisboa a panela de ferro. Pensando em termos de mercado e em termos de polos de rivalidade - e aceitando como inelutável essa realidade - SLB e FCP convergiram decididamente em termos estratégicos: só pode (deve) haver dois grandes de facto no futebol português. Cabe então ao Sporting e aos sportinguistas responder ao repto - unidos e solidários.

Jogo de sorte e de azar

Vimos ontem, na Luz, porque o Braga estava no primeiro lugar. É uma equipa sólida, competente e que acredita, sempre, poder chegar mais longe. Perdeu este jogo porque no futebol a sorte conta. Mossoró falhou um golo feito, Bruno César fez um golo evitável. Como o nosso Sporting - este ano - não está mais na corrida, o meu candidato a campeão é o Braga. Um clube que, inteligente e sustentadamente, tem vindo a crescer nestes últimos tempos. No jogo de ontem, coube-lhe a fava e merecia ter continuado líder. Tal como no jogo contra o Sporting, em Dezembro, o Benfica teve a sorte do seu lado, amealhando três pontos imerecidos. Vamos a ver se devolvemos aos homens do Minho, no dia 9, os pontos que perderam ontem (hehe). Eles merecem e, sobretudo, nós merecemos recuperar o que a sorte nos negou em Dezembro.

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