Domingos Paciência não pára de me surpreender, sempre em crescendo e pela positiva. O seu apelido, carregado de significado, ensinou-me a ter paciência e Fé numa equipa que pouco a pouco se foi consolidando. Hoje demonstrou também ser um excelente criador de soundbites. E, a fazer Fé nos seus conhecimentos sobre alimentação infantil, daqui a três meses a equipa já estará nos sólidos. Sólidos para prosseguir e lutar nas quatro frentes que, a meio do ano passado, nos pareciam perdidas.
Falta completar a solidez da equipa com a solidez financeira. Por mim, a Cerelac pode ser um dos novos patrocinadores de que tanto precisamos.
Uns falarão aqui neste blogue do presente e do futuro. Eu partilharei o passado. Não porque seja saudosista ou tenha idade para tal, mas apenas porque gosto de contar histórias, sejam elas as que vivi ou as que passei a viver, logo após conhecê-las através da voz ou da escrita de quem mas ofereceu. Dito isto, quero também contar-vos as razões porque sinto um carinho especial com a história toda ela por relatar devidamente de José António Barreto Travassos. Para começar, irrita-me o advérbio de modo, «Curiosamente», que classifica en passant na sua biografia online esse acto primordial da chamada, o facto determinante que apenas pode ser visto como indiferente ou casual por quem desdenha as elementares leis do Universo. Falo da circunstância de, no dia 22 de Fevereiro de 1926, Travassos ter nascido no exacto local onde seria construída a depois baptizada ‘Bancada Nova’ do Estádio de Alvalade. A somar a isso - que nem um rodapé mereceria, caso essa mesma chamada (como acontece a tantos) não tivesse obtido a devida correspondência no cumprimento do desígnio de algum além – eis que “O Leão da Estrela” imortaliza e reproduz numa cena de antologia o remate em moinho de Travassos, aquele mesmo que enfiou a bola nas redes da baliza do Porto perante um estádio temporariamente silencioso entre o espanto e a euforia. Em gerúndios foi algo como assim: Travassos elevando-se de lado, chutando a bola, prescindindo da gravidade, dominando a geometria, muito para além daqueles que apenas a estudaram na sua redutora e incompleta expressão em duas dimensões numa qualquer folha de papel. Transcreve-se na Wikipedia – reprodução para a qual não disponho de provas de fidelidade, mas na qual acredito porque me apetece e acrescenta ainda uma pitada de sal a esta história que conto - as palavras de um jornalista inglês escritas em 1951: "Portugal não figura entre os seis primeiros países da Europa do futebol, mas possui um interior-direito, Travassos, que vale quatro mil contos. Travassos, com um penteado impecável, é tão brilhante com os pés como o seu inalterável penteado de brilhantina". No entanto, não foi esse “inalterável penteado”, tão imutável quanto esse sorriso que ilumina cada uma das fotografias dele que nos restam, que o transformou no “Zé da Europa”. Foi mais um passo no caminho de cumprimento dessa chamada, o de ter sido o primeiro jogador de futebol português a integrar a selecção da Europa em 1955 contra a Grã-Bretanha (E a quem atentar que já na época os ingleses não eram vistos como europeus, saiba que ele há coisas que não mudam). Com Albano, António Jesus Correia, Peyroteo e Vasques, Travassos foi um dos 'Cinco Violinos'. “Na sua estreia no Campeonato Nacional a 16 de Fevereiro de 1947 foi autor de 3 golos ajudando a golear o Benfica por 6-1, num jogo disputado no Estádio do Lumiar e que lhe valeu um relógio de ouro como prémio pela exibição”. Esta parte vem também na Wikipedia. O que não se diz na internet - a parte essencial quanto a mim da história por escrever da vida desse homem que nasceu onde seria a bancada do Estádio, que era brilhante da cabeça aos pés e a quem chamaram violinista pela virtuosidade do seu jogo - é se foi ou não feliz. Quero acreditar que sim. Sei que sim. Porque o “Zé da Europa”, mesmo deixando a carreira de futebolista em 1958 devido a uma lesão, só poderia ter vivido até 2002 com a sabedoria de quem correspondeu à chamada que o fez nascer, numa bancada por existir. Imagino-o até ao fim dos seus dias vendo e revendo o “Leão da Estrela”. E rindo-se, rindo-se dobrado com as mãos no estômago de cada vez como se fosse a primeira, ao ver António Silva erguer o dedo indicador e bradar ao adepto portista: “Um a zero…Vais levar cá uma cabazada!”.
O blogue "Sporting - És a nossa fé" abre hoje, oficialmente, como blogue de sportinguistas, para sportinguistas e não só.
Aqui vamos discutir o clube, o futebol, os seus feitos e defeitos, mas sempre com a marca que distingue o Sporting Clube de Portugal: elevação, distinção e respeito pelos nossos adversários. Aqui não encontrarão clubite aguda, só paixão. Aqui não encontrarão os comentadores do costume que pululam de televisão em televisão, trocando de canal como quem troca de camisa. Aqui nasce para o público em geral uma nova geração de pessoas que pensam o Sporting, vibram com o Sporting e querem o seu bem.
Aqui não há política, não se discutem ideologias, nem queremos saber de intrigas palacianas. Estamos aqui para servir o SCP e não para nos servirmos do SCP. Todos nós um dia vamos partir, o SCP fica e irá continuar a crescer, a fazer mover multidões, a ser diferente, único. Viva o Sporting!
Boa tarde a toda a equipa, desejo a todos um excelente ano novo, com muita saúde e felicidade! Também desportivamente desejamos todos um óptimo ano novo ao nosso Sporting Clube de Portugal, em todas as modalidades e para todos os seus colaboradores!
Assim sendo, como se dará início oficialmente deste blog no primeiro dia de Janeiro, deixo votos de um primeiro dia de muitos e longos anos de sucesso, que a colaboração de todos, sirva para unirmos ainda mais a grandiosa família sportinguista, e que com a nossa colaboração e opiniões este blog tenha uma vida tão grande como a vida do nosso estimado Sporting!
A cada dia de nossa vida, aprendemos com nossos erros ou nossas vitórias. O importante é saber que todos os dias vivemos algo novo. Que no novo ano que se inicia, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante é uma bênção de Deus.