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2019 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: BAS DOST

Ele não merecia ter saído como saiu. Já com a época a decorrer, sem ter podido despedir-se em campo de sócios e adeptos, a uma semana de se esgotar o prazo para o fecho do mercado estival de transferências. E sobretudo por um preço irrisório, até ridículo para o seu valor. Em nome da «contenção de custos», alegou-se como justificação para tal desfecho. Como se ele não gerasse receita e só provocasse despesa.

Bas Dost deixou o Sporting, transferido para o Eintracht Frankfurt, por meros sete milhões de euros. Quantia que causou admiração até ao presidente do clube alemão, que viria a a admitir o seu espanto por desembolsar tão pouco por um dos maiores goleadores dos campeonatos europeus: escassas semanas antes, Dost "custava" o dobro.

Os números falam por si: nas três temporadas em que prestou serviço no Sporting, o holandês marcou 93 golos em jogos oficiais - à pendular média de um golo a cada 90 minutos. Tornou-se um ídolo da massa adepta, sobretudo entre os mais jovens, que vibravam de maneira muito especial a cada remate vitorioso que lhe saía dos pés ou da cabeça. Puro ponta-de-lança posicional - a posição de que andamos mais carentes nesta frustrante época que vai quase a meio.

Dost, pai de um menino nascido há 17 meses em Portugal, tornou-se um dos três maiores artilheiros do nosso clube no século XXI, integrando com Jardel e Liedson este restrito lote. Chegou a ser o terceiro maior goleador das competições europeias na temporada 2016/2017, sendo ultrapassado então só por Messi (Barcelona) e Cavani (PSG). E revelou-se também um dos jogadores mais consensuais no balneário leonino, sem a menor demonstração de egoísmo em campo, sempre pronto a felicitar e a incentivar os colegas.

Deixou-nos bruscamente, no Verão passado. Carentes de golos e de vitórias, impossíveis sem eles. Sentimos falta daquela camisola n.º 28 e dos cânticos de euforia que nos suscitava o seu desempenho. Gostaríamos de voltar a escutar "Thunderstruck", dos AC/DC - a música que lhe fica para sempre associada no nosso imaginário.

 Quatro meses depois, o seu lugar continua infelizmente por preencher.

 

Despedida do ano em 2012: Polga

 Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani

Despedida do ano em 2017: Adrien

Despedida do ano em 2018: Jorge Jesus

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