Iordanov
Eu tenho uma admiração gigantesca por Iordanov. Estava longe de ser tecnicamente brilhante, mas representou tudo o que gosto num jogador que sabe dessas limitações: raça, amor ao clube e aos sócios, entrega, capacidade de sofrimento. E que sofrimento passou ele. Lembro-me, como se fosse ontem, daquela extraordinária tarde no Jamor contra o Marítimo e de um golo monumental na Luz, entre muitos outros que fez dele um dos jogadores mais acarinhados em Alvalade. Nunca, na mítica espera à porta da 10A, Iordanov foi apupado. Era sempre aplaudido, mesmo quando perdíamos.
Eu só tenho duas camisolas de jogadores do Sporting guardadas e uma delas está assinada pelo Iordanov, o mesmo capitão que me deu a honra de assinar o bilhete de Vidal Pinheiro. Da boca dele, ouvi então: "no Sporting até jogava de graça".
