Faz hoje um ano
"Sempre olhei para o mercado de Inverno como um tempo de ajustes certeiros. Quem não se lembra na nossa casa de André Cruz, César Prates e Mpenza? Importa por isso que, a existirem reforços, cheguem no dia... 1 de Janeiro. Que não fiquemos ansiosos pela meia-noite de 31 de Janeiro... a ver navios e em falsas expectativas", escrevia o Diogo Agostinho, crente de que mais vale prevenir do que remediar, a 14 de Novembro de 2012, como se tivesse um mau pressentimento.
Por aqueles dias, registava-se uma longa pausa no campeonato que o novo treinador do Sporting, Franky Vercauteren, pretendia aproveitar para incutir ânimo na equipa. Ou, pelo menos, assim pensávamos. Numa altura em que o Record antecipava as saídas de Elias, Xandão e Gelson Fernandes, garantindo que havia um novo avançado a caminho de Alvalade: era consensual que não bastava ter Wolfswinkel no ataque. Lima havia sido hipótese mas rumou noutra direcção.
E no entanto, apesar do nosso notório défice de golos, o Sporting era na altura a terceira equipa com maior número de remates: 122 assinalados - só atrás do FC Porto (com 155) e Benfica (146). E a segunda equipa com maior número de cantos - 63, logo após o Benfica, com 65.
Ou seja: vontade não faltava. O que faltava era afinar a pontaria. Isto enquanto o desafio particular entre as selecções de Portugal e do Gabão, realizado neste país africano, só provocava bocejos. Os golos portugueses foram marcados pelo estreante Pizzi, de grande penalidade, e por Hugo Almeida, em fora de jogo.

