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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

A 24 de Abril de 2018 escrevi aqui sobre Bas Dost.

Reproduzo na íntegra esse meu postal.

 

«Ainda há adeptos que criticam Bas Dost enquanto suspiram de saudades pelo Slimani. O tal que diziam ter tijolos nos pés.

Como dantes suspiravam pelo regresso do Montero e assim que ele voltou ao Sporting passaram a acolhê-lo com indiferença.

É sempre assim num certo "tribunal de Alvalade": bons são os que já não estão, enquanto os que ainda estão parecem sempre maus ou medíocres...

 

O que é feito do Slimani? Alguém sabe?

Entretanto, por cá, Dost já marcou 60 golos em 58 jogos disputados nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Sessenta e nove, no total das competições.

Uma das melhores médias europeias. Uma das melhores médias de sempre no Sporting.»

A voz do leitor

«O problema não foi Jorge Jesus ou o ordenado principesco dele. O problema foi o resto. Asseguremos o resto e o sucesso chegará. Com o Sporting dos últimos cinco anos e meio, a aposta num ordenado milionário ao treinador revelou-se um desperdício de recursos. Desperdício gigante, no meio de outros menos relevantes e doutras batucadas. Mas já passou, felizmente.»

 

João Gil, neste meu texto

Amanhã regressarei aos caminhos da fé

A fé a tal que move montanhas, que nos faz ultrapassar desafios que jamais pensaríamos conseguir, que nos ilumina o caminho mesmo que disso não tenhamos bastas vezes verdadeira consciência.

A fé que nos faz crer que um dia o futebol será um desporto sério, dirigido por gente séria, com resultados sérios.

A fé que nos faz crer num Sporting renovado, lutador em todos os campos, vencendo ou perdendo mas sempre integro.

A fé que olha para a realidade tantas vezes cinzenta mas que consegue ver naquela a luz da Vida.

Neste caminhada que amanhã se inicia rezarei por todos os meus amigos que por aqui vai esgalhando os seus sentimentos leoninos, pelos nossos leitores e pelos nossos comentadores.

Rezarei também para que todos nos unamos ao redor do clube do nosso coração e que cada vez mais necessita de todos nós! Sem excepção!

Saudações leoninas!

Cinco de saída

As prementes dificuldades financeiras - ditadas sobretudo pela necessidade do pagamento das dívidas contraídas durante a magnífica gestão da dupla Carvalho & Vieira - levam a Direcção leonina a admitir vender quatro jogadores de primeira linha: Acuña, Bas Dost, Bruno Fernandes e Coates. Enquanto Mathieu, que em Outubro fará 36 anos, tenciona pôr ponto final na carreira de jogador profissional de futebol.

Eis a pergunta que se impõe: quem poderá substituir estes cinco craques?

Faz hoje um ano

 

Digeríamos, nesse dia 23 de Abril de 2018, o jogo de véspera frente ao Boavista, que nos valera três pontos (vitória escassa, por 1-0, golo de Bas Dost).

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Gelson e Dost poderiam ter marcado e, naquilo que bem se poderia designar de goleada de um golo só, haveria ainda tempo para Bruno Fernandes, isolado por Gelson, passar por várias etapas de desgaste competitivo: cansaço mental, défice de concentração, cansaço físico, perda de vontade de fazer golos, enfim um burnout ou brunout ou lá o que é ... (aquelas coisas que psiquiatras que vão à televisão costumam diagnosticar às pessoas que só conhecem de ver... pela televisão).»

 

Escrevi eu:

«Mantinha-se a magra vantagem por 1-0, alcançada ao minuto 26, e a impaciência começou a ferver nas bancadas de Alvalade, o que até se compreendia: precisávamos de consolidar e até robustecer aquela vitória para nos garantir os tão ambicionados três pontos. O que não se compreende é o coro de assobios que nessa fase do encontro se dirigiu aos jogadores partindo dos próprios sportinguistas. Não consigo aceitar tais reacções.»

A voz do leitor

«Com as consecutivas, e uma vez que podemos filmar nas nossas instalações, gostaria que o nosso clube fizesse uma campanha do género: "É teu vizinho? O que imita o som de um assassinato?"; "É tua amiga mesmo quando goza com uma morte violenta?" e, com a legenda, aparecia a cara dos adeptos individualmente. Aposto que se calariam rapidamente.»

 

Miguel Fernandes, neste texto do JPT

O alerta Semedo

Bastante interessante a entrevista de Rúben Semedo ao jornal A Bola de ontem. Nunca fui grande fã do central, como jogador, mas gostei de ler o alerta aos mais jovens sobre os perigos inebrientes do dinheiro e da fama. Não era mal pensado que estas páginas estivessem impressas e espalhadas pelos centros de treinos desse país fora. Boa sorte, Semedo.

Faz hoje um ano

 

 

Vencemos o Boavista em casa por 1-0. Com um golo de grande penalidade ainda na primeira parte, apontado por Bas Dost. Soube-nos a pouco, até porque houve oportunidades para sairmos de Alvalade com uma goleada. Mas o mais importante havia sido conseguido naquele dia 22 de Abril de 2018: mais três pontos. Já somávamos 74, mantínhamos a perseguição ao Porto e ao Benfica. E continuávamos a depender só de nós para chegarmos ao segundo posto no campeonato, que nos garantia acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

A voz do leitor

«Keizer não aposta mais na formação porque... não tem. Basta olhar para Jovane. Bom jogador, esforçado, mas pouco acrescenta; no fundo, um bom suplente. Eu sei que custa, mas neste momento não temos um jogador na formação que nos possa acrescentar algo mais e que faça a diferença. Miguel Luís é bom jogador, mas não é fantástico (não é um Moutinho, nem um Adrien, nem um William...).»

 

Romão, neste meu texto

Faz hoje um ano

 

Íamos receber o Boavista em Alvalade no dia seguinte, ainda com esperança de chegarmos ao segundo posto no campeonato nacional de futebol e de conquistarmos a Taça de Portugal. 

Entretanto, nas modalidades, o Sporting somava e seguia. Como nos dava nota o Ricardo Roque, nesse dia 21 de Abril de 2018:

«Esta tarde vencemos o Porto e o Benfica. Duas vitórias com sabor especial.

Em andebol batemos o Porto por 30-27. Com este resultado lideramos a fase final do campeonato, quando está completa a 1.ª volta, com 53 pontos, seguidos do Benfica com 49 e do Porto com 45. Lembro que já vencemos Benfica e Porto nas suas casas. O bicampeonato está cada vez mais próximo.

Em voleibol, devolvemos a derrota do 1.º jogo na Luz, com uma vitória no nosso Pavilhão por 3-0 (25-19, 25-20 e 25-21). A final está assim empatada 1-1, sendo que amanhã se disputa, também no Pavilhão João Rocha, o 3.º jogo.»

Pódio: Luiz Phellype, Acuña, Jovane

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Nacional-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Luiz Phellype: 18

Acuña: 18

Jovane: 16

Gudelj: 16

Bruno Fernandes: 16

Idrissa Doumbia: 16

Coates: 15

Mathieu: 15

Ristovski: 15

Diaby: 14

Salin: 14

Jefferson: 12

Miguel Luís: 6

Francisco Geraldes: 1

 

O Jogo e o Record elegeram Luiz Phellype como melhor em campo. A Bola optou por Acuña.

 

 

NOTA: O Record persiste em dois erros: classifica os jogadores numa grelha limitadíssima, que vai de 1 a 5; e atribui nota 1 a qualquer jogador que entre em campo, mesmo durante só três ou quatro minutos, o que obviamente o diminui face aos restantes visados - como é o caso, hoje, de Geraldes. Fica a sugestão ao novo director do jornal, Bernardo Ribeiro, para alterar estes critérios classificativos a partir da próxima época.

Faz hoje um ano

 

Falava-se ainda, nesse dia 20 de Abril de 2018, da qualificação do Sporting para a final da Taça de Portugal, onde defrontaríamos o Aves.

 

O José da Xã, mais a brincar do que a sério, pedia bilhetes:

«Por acaso, só por mero acaso, alguém conhece alguém que conheça outro alguém que seja parente de outrem e que pode conseguir convites ou bilhetes para ver a final? Ficaria muito agradecido se me arranjassem meia dúzia de entradas!»

 

O Ricardo Roque celebrava o aparente regresso do bom senso:

«Vitórias consecutivas são o melhor antídoto para o descontrole e ansiedade. Parece que o bom senso voltou. E o gosto de ver a equipa a jogar, com competência, do primeiro minuto ao último penálti. Não há melhor bálsamo que o sucesso para sarar feridas. Vamos ver se até ao final da época conseguimos resistir à tentação autofágica, sobretudo porque ainda há muito para ganhar.»

 

Eu escrevia sobre Bruno de Carvalho:

«Gosto de ver o presidente do meu clube solidário com os jogadores quando o Sporting vence, como aconteceu anteontem em Alvalade. Mas exijo-lhe que seja também solidário com eles quando empatamos ou perdemos. Um líder é assim. Presente em todas as horas - nas boas e nas más, nas fáceis e nas difíceis, nas luzes e nas sombras.»

Armas e viscondes assinalados: Luiz Phellype evitou o calvário

Nacional da Madeira 0 - Sporting 1

Liga NOS - 30.ª Jornada

19 de Abril de 2019

 

Salin (3,0)

Arriscou-se a passar por turista, tão poucas foram as jogadas de ataque da equipa da casa, mas quando foi preciso mostrar serviço conseguiu estar à altura dos acontecimentos. Seja antecipando-se a quem procurava isolar-se, seja defendendo com os punhos os melhores de entre os raros cruzamentos.

 

Ristovski (3,0)

Teria sido uma viagem ainda melhor à Madeira caso controlasse melhor a bola ao ser desmarcado na grande área por Bruno Fernandes. Ainda que bastante recuado em relação a Acuña, integrou-se bem nas jogadas de ataque sem deixar de tapar os caminhos para a equipa da casa. Um seu corte “in extremis” travou o que seria a melhor jogada do Nacional da Madeira.

 

Coates (3,0)

Uma ou duas perdas de bola comprometedoras foram compensadas com a habitual dose de cortes providenciais. Como aquele em que travou sem falta um adversário que procurava acercar-se da baliza de Salin após um disparate de Jovane Cabral.

 

Mathieu (3,5)

Além do contributo para a inexpugnabilidade da baliza leonina, fenómeno raro nas deslocações, o central francês voltou a desbloquear marcações e tibiezas alheias com incursões pelo meio-campo contrário – tanto pelo corredor esquerdo como pelo centro do terreno – das quais resultou muito perigo. Ficou perto de voltar a marcar em duas ocasiões, sendo a segunda um remate cruzado, na ressaca de um canto, mesmo ao lado do poste. Há decerto quem pondere oferecer-lhe um contrato vitalício.

 

Acuña (3,5)

Um amarelo aos sete minutos condicionaria alguém menos competitivo do que o argentino. Não foi o caso do lateral-esquerdo que muitas vezes subiu até à linha para realizar os seus famosos cruzamentos. Viu todos desperdiçados até que a meio da segunda parte surgiu a emenda de Luiz Phellype a um livre que cobrou à entrada da área. Mais uma assistência para juntar à colecção de um dos mais incansáveis futebolistas da história do Sporting.

 

Gudelj (3,5)

Mesmo o amarelo que o afasta do próximo jogo foi uma demonstração de inteligência, na medida em que evitou o mal maior de um contra-ataque perigoso após perda de bola de Coates (outro dos muitos titulares leoninos à beira do jogo de castigo). O sérvio fez de longe a sua melhor exibição, com enorme influência na tranquilidade que fez de Salin mero espectador quase até ao fim. Implacável nos cortes, desarmes e antecipações, mesmo na saída com bola esteve muito melhor do que a sua (baixa) fasquia habitual.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Titular devido à excursão de Wendel a Turim, não rendilhou o futebol leonino como o jovem brasileiro costuma. Certo é que se fez valer da rapidez e da capacidade de choque para ajudar a manietar a equipa da casa e integrou-se em algumas jogadas de ataque, mantendo-se em campo até ao fim.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Rematou pela primeira vez ao segundo minuto de jogo e pouco depois isolou Ristovski  na grande área. Parecia que voltaria a ser decisivo para o triunfo do Sporting, mas o golo que baterá todos os recordes ficou guardado para o próximo jogo, em Alvalade, contra a Vitória de Guimarães. Sempre empenhado em dar instruções aos colegas, combinou bem com Acuña, esbanjou passes com Diaby e até desperdiçou uma boa assistência de Luiz Phellype, mesmo no final do jogo, faltando-lhe pernas para avançar para a baliza.

 

Diaby (2,0)

Cinco remates fez o maliano, sendo o melhor de todos, forçando o guarda-redes a esticar-se todo para evitar o golo, aquele que de mais difícil execução parecia ser. Adepto de estar no sítio certo à hora certa, pena é que tenha feito sempre a coisa errada, rematando contra defesas ao receber cruzamentos de frente para a baliza, ou permitindo a mancha do guarda-redes. Se dependesse de Diaby o Sporting teria saído da Madeira com um ponto tão mísero quanto o seu acerto.

 

Jovane Cabral (2,0)

Um remate em arco que permitiu a melhor defesa do atarefado Daniel Guimarães, uma arrancada pela direita culminada com um remate à figura e um passe de rotura para Diaby foram o lado A de uma exibição em que o extremo terá batido recordes de passes errados e decisões erráticas. A arma secreta de José Peseiro terá de recalibrar-se para sobreviver ao possível regresso ao plantel de Mama Baldé (que voltou a marcar pelo Aves) e Matheus Pereira, bem como a total integração de Gonzalo Plata.

 

Luiz Phellype (3,5)

Ficou perto de se candidatar ao Prémio Puskas, correspondendo com um toque de calcanhar acrobático a um cruzamento de Acuña, mas a bola saiu ao lado do poste. Em vez disso, já na segunda parte, acorreu a novo cruzamento do argentino, na cobrança de um livre, e evitou o calvário dos sportinguistas ao garantir três pontos com o seu quinto golo em quatro jogos. À parte isso, primou pela luta com os defesas – dificultado pela carta branca que os centrais do Nacional receberam de Carlos Xistra para o carregarem pelas costas – e ainda fez uma assistência para o que poderia ter sido um golo histórico de Bruno Fernandes. Há dias felizes.

 

Jefferson (2,0)

Resgatado da lei do esquecimento pela lesão de Borja, e lançado para o jogo devido à progressiva inépcia de Jovane Cabral, entrou com ordens para ficar à frente de Acuña. A sua interpretação daquilo que é suposto um extremo fazer ainda chegou para um belo cruzamento que acrescentou mais um capítulo ao manual de desperdícios de Diaby.

 

Miguel Luís (2,0)

Dez minutos de jogo que serviram de prova de vida, ainda que parte desse tempo tenha servido para entender a sua posição em campo.

 

Francisco Geraldes (2,0)

Cinco minutos à Sporting concedidos pelo treinador permitiram-lhe fazer uma boa combinação com aquele senhor que se chama Bruno Fernandes e o ofusca com a sua omnipresença, omnisciência e omnipotência. E algumas demonstrações de domínio de bola junto à linha lateral que serviram de aperitivo para melhores dias que vão tardando.

 

Marcel Keizer (3,0)

Conquistou mais três pontos num autêntico festival de desperdício que se traduz numa taxa de sucesso abaixo dos cinco por cento, tendo mérito na forma como dispôs uma equipa sem os castigados Renan e Raphinha, o castigado interno Wendel e os lesionados Battaglia e Bas Dost. Pronto a perdoar as ofensas dos seus jogadores aos adeptos, adiou as substituições ao limite, guardando-as para quando já tinha vantagem no marcador. Saiu feliz, mas ficou credor de uma goleada que os seus jogadores não souberam fazer.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De amealhar mais três pontos. Já levamos 67 - mais três do que os somados na época de 2016/2017, na mesma fase do campeonato, quando tínhamos o milionário Jorge Jesus como treinador. Saímos hoje da Madeira com uma vitória: 1-0, na Choupana, frente ao Nacional. Acentuamos a pressão sobre o Braga, consolidando o terceiro posto.

 

De ter dominado a partida do princípio ao fim. Supremacia absoluta do Sporting nesta partida em que dispusemos de várias oportunidades de golo enquanto a equipa adversária nunca chegou verdadeiramente a incomodar o nosso guarda-redes. Revelámos dinâmica ofensiva e boa reacção à perda de bola, pecando apenas no capítulo da finalização dada a discrepância entre as oportunidades criadas (20 remates) e o único golo conseguido.

 

De Luiz Phellype. Soma e segue: leva cinco golos marcados em quatro jogos consecutivos da Liga. Hoje valeu-nos três pontos, ao carimbar a nossa vitória, que saiu do pé direito dele, sem deixar cair a bola, correspondendo da melhor maneira a um livre muito bem marcado por Acuña, aos 62'. Podia ter marcado antes: dispôs de uma boa oportunidade aos 35', junto ao primeiro poste. Boas movimentações na área, disponibilidade para o jogo colectivo, pressão constante na primeira fase de construção dos adversários. Temos goleador. 

 

De Acuña. O melhor em campo. Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados. Chegou ao fim da partida certamente orgulhoso por ter feito outra assistência para golo e pelo bom desempenho uma vez mais evidenciado.

 

De Gudelj. Talvez a melhor exibição do médio defensivo sérvio vestido de verde e branco. Fazendo desta vez parceria inicial com Idrissa Doumbia, devido ao castigo interno aplicado a Wendel, anulou todas as incursões ofensivas da equipa madeirense e recuperou várias bolas, sendo um elemento vital desta vitória. Muito melhor também no capítulo do passe. Viu o amarelo aos 55', na sequência de uma falta cirúrgica que pôs fim a um lance perigoso do Nacional: este cartão coloca-o fora da próxima partida, em Alvalade, contra o V. Guimarães. Falta acrescentar que já fala muito bem português, como ficou bem evidente na zona de entrevistas rápidas. Merece elogio também por isso.

 

De ver jogadores da formação a jogar. Jovane foi aposta inicial do técnico, alinhando como extremo: foi dele a melhor oportunidade de golo na primeira parte, com um remate em arco muito bem colocado, aos 27', proporcionando ao guardião Daniel Guimarães a defesa da noite. Miguel Luís entrou aos 85' para o lugar de Gudelj. E até Francisco Geraldes pôde actuar durante cinco minutos, no tempo extra, rendendo Diaby. No banco, estavam Maximiano, Ilori e Pedro Marques. O caminho faz-se caminhando.

 

De voltar a ver a nossa baliza intacta. Segundo jogo disputado fora de casa em que não sofremos golos. Merece registo.

 

De vencer mesmo sem vários titulares em campo. De fora desta partida - convém lembrar - ficaram Renan, Raphinha e Wendel (por castigo), Bas Dost, Battaglia e Borja (por lesão). Todos com lugar no onze titular leonino.

 

De somar oito vitórias seguidas. O Sporting não perde há onze jogos: dez triunfos e um empate. Atravessamos o melhor momento desde a chegada de Marcel Keizer. 

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver tantas oportunidades desperdiçadas. Sobretudo por Diaby, hoje de longe o mais perdulário entre os nossos jogadores. O maliano podia ter marcado pelo menos em três ocasiões, aos 31', aos 52' e aos 83'. Continua a faltar-lhe um suplemento de classe.

 

Do empate a zero ao intervalo. Face ao futebol jogado e à diferença de valor entre as duas equipas, este empate era altamente lisonjeiro para a equipa madeirense, que nada fez para justificar o nulo só desfeito após mais de uma hora decorrida desde o apito inicial.

 

Do NacionalEsta derrota poderá ter confirmado o regresso dos madeirenses à II Liga. Tem um futebol medíocre e deixou-se golear por dez a zero na Luz - o que devia bastar para a despromoção automática de qualquer equipa em idênticas circunstâncias. Não deixa saudades.

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