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És a nossa Fé!

O que baralhou Jesus

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Há males que vêm por bem. Jorge Jesus só "lê" as equipas adversárias até certo ponto. O facto de o Sporting se ter apresentado na Luz sem Palhinha nem Coates, titulares indiscutíveis, funcionou mais contra o Benfica do que contra nós no clássico de sexta-feira. A presença de Ugarte como médio posicional tornou o nosso onze titular bastante imprevisível para o técnico, habituado a desvalorizar jogadores jovens.

Tenho a certeza de que muitos adeptos benfiquistas perceberam esta lacuna. E também por causa disto ficaram ainda mais irritados com o treinador da equipa principal do clube que desde o Verão de 2020 gastou 130 milhões de euros em reforços incapazes de conquistar seja o que for.

A voz do leitor

«Lembro-me de Coates na era pré-Rúben Amorim, por exemplo com Jorge Jesus: jogava como os defesas centrais clássicos, marcava quem lhe aparecia na zona, procurava antecipar-se com agressividade e em último recurso fazia falta. Com Amorim transformou-se num jogador sublime, a colocação é fabulosa, parecendo que tem íman e a bola vai sempre ter com ele.»

 

Carlos Falcão, neste texto do Luís Lisboa

O Sporting virtual e não só. Um balanço

Ultimamente é esta a minha rotina com o Sporting:

  • esperar que Ruben Amorim fale
  • ver o jogo da equipa senior de futebol, no estádio ou na tv.
  • ouvir Ruben Amorim depois do jogo
  • aguardar o backstage do jogo, no Youtube do Sporting. Tem sido feito um extraordinário trabalho no canal do nosso clube, convido quem não conhece, a passar por lá. Do já referido backstage aos variados ADN de Leão, há um caminho seguro a ser feito, que merece no mínimo ser acompanhado.
  • acompanhar modalidades, resultados e calendários, nas redes sociais + assistir a um ou outro jogo no João Rocha. 

Se me dissessem, há 4 anos - talvez nem tanto - que esperaria por palavras de Ruben Amorim, não sei que pensaria. No entanto, cá estamos, e ainda bem.

Gosto de viver o clube assim, perceber referências que passam de ecrã para realidade, da realidade do relvado para a bancada, da bancada para a quadra. Gosto de conhecer melhor convívios e dinâmicas, levam-me de certa forma aos tempos em que ia assistir aos treinos, e observava como se davam os meus ídolos. Gosto - e não temos todos de gostar do mesmo - que o virtual acompanhe o real e vice-versa.

Durante o confinamento, tudo foi virtual: via os jogos na TV, fazia o pré e pós-match no clubhouse, celebrava no instagram e no whatsapp. Não me conformo com não termos visto o Sporting campeão no estádio mas, não podendo ser, aproveitei cada momento em casa. Também mais hóquei e futsal que em toda a minha vida, distingui finalmente cada um dos atletas das equipas seniores masculinas (não vamos elevar mais que isto as expectativas sobre o que aprendi).

No regresso, voltei ao estádio, vou ao João Rocha de vez em quando, continuo a acompanhar o Sporting nas redes. Quando está bem feito, é bonito de se ver, vale para dentro e fora de campo.

Está feito um balanço do que têm sido os meus últimos tempos de Sporting.

Voltarei, prometo ser breve.

 

PS: só para assinalar um ano de "Onde vai um vão todos", passado ontem. Dito pelo treinador, alavancado nas redes sociais, celebrado nas ruas em Maio.

Amanhã à noite em Amsterdão

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O Sporting volta a defrontar amanhã na casa dela aquela equipa, o Ajax, que lhe infligiu a pior derrota da temporada. Com imensa pena minha, que estive em Alvalade e andei a conter-me para não comprar a passagem aérea antes da garantia de bilhetes, não vou poder lá estar. A ironia da questão é que, com tudo isto, a família que tenho naquele país que mudou de nome está a chegar à Portela à hora que o Sporting entra em campo lá no sítio. Enfim.

Mas vamos ao essencial. Muito ao contrário do esperado, o jogo serve apenas para disputar o prémio do mesmo e festejar o sucesso das duas equipas na fase de grupos. Dum lado e doutro vão existir ajustamentos, poupando-se jogadores que estão à beira da exclusão por amarelos, e dando-se oportunidade a outros para demonstrarem do que são capazes.

Amorim já veio dizer que Virgínia e Gonçalo Esteves (ou Nazinho) entrarão de início, Porro e Matheus Nunes ficarão de fora, mas isso não quer dizer que o jogo seja para perder e muito menos pelo score registado em Alvalade.

 

Sendo assim, o onze inicial será qualquer coisa como:

Virgínia; Neto, Inácio e Matheus Reis; Gonçalo Esteves, Ugarte, Daniel Bragança e Esgaio; Pedro Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

Quanto vale este onze? O futebol é o momento. No princípio da época poderia dizer-se que não servia para ganhar sequer ao Braga, pior ainda depois da derrocada em Alvalade com este Ajax. Na altura Sarabia rimava com Jesé, Ugarte com Doumbia, Matheus Reis com Bruno Gaspar. Agora as coisas são bem diferentes. Em suma, não se confunde ouro com pirite. Nem tudo o que luz é ouro.

Depois dos ultimos êxitos, da vitória contra o Dormund e da vitória na Luz, alguns já imaginam que estes e os outros que agora não podem alinhar servem para ganhar a Champions.

Algures no meio estará a verdade. E este Ajax pode muito bem pôr a verdade a nu. Vai ser uma prova de fogo para todo e qualquer um que alinhar, mostrar do que são feitos e a categoria que têm para estar no plantel.

 

Mais que perguntar que onze vai alinhar, perguntava que jogadores vão aproveitar a oportunidade sob os holofotes da Champions para, entrando no início ou mais tarde se destacarem em campo, se calhar darem um salto substancial na carreira, qualquer que seja o estado actual da mesma.

Quais são os vossos palpites? Quem se vai destacar?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos só no fim do caminho do Rúben



O Sporting de Rúben Amorim é muito mais que um caso de sucesso no mundo estrito do futebol. Para lá dos resultados em campo, sublinhados outra vez na sexta-feira, há todo um modo de as coisas serem feitas que estamos a testemunhar e que devemos notar para poder aprender.

Gostamos muito de falar em lideranças porque somos uma cultura que gosta de homens providenciais e isso tem sido apodado também ao jovem treinador do Sporting. Ele é um bom líder. Também gostamos de histórias bonitas de fracos que vencem fortes e por isso se repete que o Sporting tem menos dinheiro e jogadores menos valiosos. Por último, na nossa cultura e enquadramento mental coletivo, parece-nos importante sublinhar a aplaudir a cultura do trabalho e da transparência, ainda que possa não ser essa a nossa doutrina. 

É como se se o repetíssemos muitas vezes e assim também nós e os que nos rodeiam passassem a fazer mais e a falar menos, cromados pela tal dimensão de humildade e franqueza hábil que Amorim faz transparecer de cada vez que é obrigado a falar pelos regulamentos (as conferências de imprensa antes dos jogos e as declarações a seguir são obrigatórias).  Não digo que este triunvirato de qualidade não pese, mas não explica tudo.

O que temos visto ser menos referido - talvez porque nos seja estranho - é a alquimia perfeita que Amorim faz entre competência, determinação e confiança no seu processo. Para todos os efeitos, o sucesso do Sporting de Amorim até à data, onde a percentagem de vitórias é até superior à dos tempos de glória de Mourinho no Porto, não é por causa do carisma, por ele ser ungido ou porque fala bem. É a prova provada de que a competência, a determinação e a fidelidade a um modelo e uma ideia compensam. Mesmo quando corre mal, verificamos que Amorim não transige e por isso Plata ou Joelson não têm lugar nem nos suplentes. Por isso, não quer craques em fim de carreira a preço de saldo. Por isso, escrevo eu, nem sequer quereria quase todos os jogadores na nossa selecção (talvez apenas Bernardo, Cancelo e Félix).  

O que os sportinguistas devem aspirar, acima de qualquer outra coisa, é que fique qualquer coisa desta fórmula tão simples como difícil de atingir, no dia em que Amorim saia do clube.  

Santos, anda cá ver isto, n° treze

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O Bom:

- Sporting, podia falar nos números, nos três golos de diferença (o primeiro golo de Paulinho é legal, a linha foi colocada no momento errado) mas prefiro falar na exibição, na forma como a equipa leonina dominou todos as situações do jogo. Uma fantástica exibição colectiva servida por excelentes desempenhos individuais.

- Ricardo Horta, mais uma excelente exibição do médio do Braga. Terá, também, de ser convocado por Tite para ter uma oportunidade na equipa dos amigos de Fernando Santos?

- Ricardo Soares, um treinador que não diz que vai arrasar, que não diz que vai jogar a triplicar, que não diz que com ele a Roma será campeã europeia. Um treinador que não é pantomineiro mas que consegue colocar as equipas, por onde passa, a jogar um futebol positivo, com critério e com uma estratégia cujo objetivo principal é marcar golos. Ontem num jogo "a roçar a perfeição" a equipa do galo marcou quatro, ironicamente, na mesma jornada que a "galinha" sofreu outros tantos.

- Vítor Machado, "não há machado que corte a raíz ao pensamento'. O rapaz cuja cidade de nascimento tem Aquino como orago seguiu os ensinamentos do escolástico e procurou a felicidade no estado de espirito. Pensou bem, executou melhor e foi feliz. A felicidade de Vitinha foi a infelicidade dos marafados da foz do Arade.

O Mau:

- O golo anulado a Paulinho. O momento que interessa para a definição da linha é o instante em que a bola sai da bota de Sarabia.

- O golo anulado a Darwin por o ombro de Yaremchuk estar adiantado seis centímetros. Já o escrevi noutras ocasiões, devia haver uma margem de tolerância (30 cm) para se proteger quem ataca.

- Luís Diaz, a fazer de Taremi, numa jogada estudada que consiste em adiantar a bola, projectar-se contra o defesa e "morrer" dentro da área. Quando este tipo de lances forem punidos com vermelho directo terminarão os mergulhos.

O Vilão:

- A Liga, depois da barracada B-SAD vs. Benfica, impede a realização do Vizela vs. B-SAD reagendando o jogo para o fim-de-semana da passagem de ano (2 de Janeiro) às 20h30 sem se dar ao incómodo de consultar os anfitriões e os visitantes.

Sonho tornado realidade

Entrámos sem dois titulares absolutos na casa do velho rival. Apesar disso dominámos do princípio ao fim. A diferença exibicional das duas equipas foi imensa. Cereja em cima do bolo: ainda antes de terminar a partida já os adeptos lampiânicos assobiavam, insultavam e "despediam" o técnico.

Este é o Sporting que quase todos nós desejávamos há muitos anos. Um sonho enfim tornado realidade.

A voz do leitor

«Esta equipa do Sporting continua a crescer; com a chegada do "vice-almirante", Pedro Gonçalves, o barco navega a todo o vapor. Quem está a ver esta equipa jogar só tem uma preocupação: adivinhar o minuto do golo e quem vai marcar de canto; tanto faz que Paulinho assista Coates, como Coates assista Gonçalo Inácio; Palhinha anda ansioso para fazer o seu "canto". A cantilena do ponta-de lança não entra aqui, todos podem marcar, como temos visto. Claro que Pedro Gonçalves marca mais, é uma mania.»

 

Leão de Queluz, neste meu texto

Derby é derby. Eles e nós

Aqui, como no estádio, onde tantas vezes pauso vida e pensamentos, onde estou só com o Sporting e os nossos.

Era sexta e dia de derby. O melhor Sporting que vimos nos últimos anos, sem dois dos nossos mais valorosos, mas a confiança inabalável. Era à noite, eram precisos testes, era dia de derby.

Estou aqui porque não há como desabafar a quem não sente como nós.

Começava o derby e eles nem nos permitiram tremer ou desacreditar. Destemidos, Sarabia e Pote abrem as hostilidades. Tive a certeza que nenhum daqueles rapazes pensa sequer "quem vem lá", vão em frente e vencem o próximo. Precisávamos disto. Merecíamos isto. 

O persistente e apoiado (por nós e por Matheus Nunes) Paulinho, lá foi. Se mostrou os dentes ou não, não sei, sei que o celebrou olhos nos olhos connosco. Foi para nós.

O intrépido Matheus, que se agiganta ainda mais em jogos grandes, acreditou e avançou. Naquele salto com que celebrou, estavam 3 milhões de leões.

Venho aqui, como ao estádio, que é onde está quem sente como eu.

Foi noite de derby e saímos felizes.

O melhor prognóstico

Há jornadas assim, que se tornam inesquecíveis, a tal ponto é o domínio do Sporting em campo. 

Também se registam rondas memoráveis neste nosso "campeonato dos prognósticos" há vários anos existente no És a Nossa Fé

Aconteceu desta vez, com o leitor João Grácio a vaticinar não apenas o triunfo claro do onze leonino na Luz, mas igualmente os nomes de dois dos marcadores dos nossos três golos: Paulinho e Matheus Nunes. Tudo quase em cheio.

Só ele acertou. Está de parabéns.

Arte em movimento

No segundo golo do jogo contra o Varzim para a taça Sarabia vai à linha de fundo muito perto da baliza e centra para dentro in extremis quando a jogada parecia perdida. Paulinho recebe a bola rodeado de defesas, dá-lhe uma biqueirada sem jeito e ela é rechaçada pelo guarda-redes que se fizera "à mancha" como se dizia dantes. É aqui que a coisa se torna interessante. É que entretanto Pote, depois de correr na direcção da baliza acompanhando o movimento de Paulinho, dá uns passos atrás, afastando-se do fulcro da acção. O resultado é que a bola sobra para ele apanhando-o isolado e na posição absolutamente certa para a meter lá dentro.

No primeiro golo contra o SLB Pote desce quase até à linha de meio-campo enquanto Porro sobe junto à lateral. Rodeado de três jogadores Porro devolve a Pote pelo buraco da agulha deixando-o isolado e à vontade nuns bons 2 metros quadrados graças ao seu movimento contrário ao curso da jogada. Decide então rematar um longo arco que tele-guiado vai ter precisamente à ponta da bota esquerda de Sarabia. Ou então foi a ponta da bota de Sarabia que percebeu ao milímetro onde a bola iria ter. O resto é história escrita pelos pés de filigrana do super-crack espanhol. 

Quando a inteligência dos jogadores se junta ao instinto, quando estes dotes se articulam com os movimentos dos restantes parceiros e quando tudo isto é treinado exaustivamente conseguem-se desenhar estas obras-primas de futebol.

2021/2022: os marcadores dos nossos golos

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Pedro Gonçalves 11 (Braga, Vizela, Vizela, Braga, Besiktas, Besiktas, Paços de Ferreira, Varzim, Varzim, Borussia Dortmund Borussia Dortmund)

Paulinho 6 (Vizela, Ajax, Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica)

Nuno Santos 4 (FC Porto, Arouca, Belenenses, Famalicão)

Coates 4 (Besiktas, Besiktas, Moreirense, V. Guimarães)

Sarabia 4 (Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica)

Jovane 3 (Braga, Braga, Belenenses)

Porro 3 (Estoril, Marítimo, Borussia Dortmund)

Palhinha 2 (Belenenses SAD, Famalicão)

Tiago Tomás 2 (Belenenses, Belenenses)

Gonçalo Inácio 2 (Belenenses SAD, Paços de Ferreira)

Matheus Nunes 2 (Arouca, Benfica)

Ugarte 1 (Famalicão)

A voz do leitor

«Não suporto médios que fazem corridinhas estéreis que abortam à mínima presença de um adversário. Matheus Nunes é a antítese disso. Matheus Reis também fez um grande jogo. Quem o viu, titubeante, e quem o vê, cheio de confiança. Oxalá se mantenha nesta bitola elevada. Este Sporting dos Matheus é melhor do que o da época passada.»

 

AHR, neste meu texto

Pódio: Matheus Nunes, Paulinho, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos diários desportivos:

 

Matheus Nunes: 21

Paulinho: 20

Sarabia: 19

Pedro Gonçalves: 19

Adán: 18

Gonçalo Inácio: 18

Neto: 18

Ugarte: 18

Feddal: 16

Esgaio: 15

Matheus Reis: 15

Porro: 15

Tiago Tomás: 12

Daniel Bragança: 6

Nuno Santos: 6

 

Os três jornais elegeram Matheus Nunes como melhor jogador em campo.

O dia seguinte

Simplesmente magnífica esta equipa do Sporting, que consegue entrar na Luz privada dos dois jogadores mais influentes do plantel e, mesmo fortemente prejudicada por uma arbitragem "à antiga portuguesa" do inimputável Soares Dias, consegue reduzir o Benfica a uma equipa vulgar. Foi uma primeira parte em grande, com a equipa muito sólida na defesa, a ganhar sistematicamente as divididas e a sair em grande estilo para o ataque. Além do grande golo de Sarabia, o golo anulado a Paulinho, uma bola no poste de Pedro Gonçalves e mais duas perdidas do mesmo, deixavam pensar ao intervalo que o Sporting tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar tranquilamente e corria o risco de Soares Dias dar a machadada do costume.

Para a segunda parte Jesus arriscou com um segundo ponta de lança e o jogo ficou muito mais partido. Esses dois pontas de lança tornaram-se difíceis de anular, mas p lado direito da defesa deles tornou-se uma via aberta para Matheus Nunes. Assim aconteceram os dois golos que sentenciaram a vitória do Sporting.

 

Estava o jogo a terminar quando Jesus lá meteu aquele jogador que constuma ser influente nestes dérbis. Ele marcou um grande golo e amenizou o resultado. Mas o melhor ponta de lança do Benfica ficou no banco o tempo todo.

A fartura dá nisto. São mais 100M€ de valor de plantel.

Já o Sporting está no osso. A gordura já foi. Feddal deve ter para um mês, mais um problema muscular a seguir ao de Palhinha, fruto do excesso de competição do onze-base. No banco estavam Esgaio, Nuno Santos e TT mais os três miúdos do costume.

E vamos ao Ajax nestas condições. 

 

Enorme jogo de todos, mas Matheus Nunes e Ugarte estiveram sublimes, um na construção o outro na destruição.

O trio atacante PSP esteve no seu conjunto ao melhor nível de sempre.

O "Beckennácio" comandou brilhantemente a defesa e conseguiu o fora de jogo que impediu o golo adversário, teve em Neto e Feddal uns ajudantes fantásticos e Porro e Matheus Reis foram incansáveis.

 

Já estive em muitos dérbis, quase todos em Alvalade e muitos na Luz. Ontem foi apenas mais um, mas nunca tinha presenciado uma exibição tão esmagadora do Sporting na casa do velho rival. Os números finais apenas pecaram por escassos, e o cenário de profunda desilusão e revolta dos adeptos da casa foi impressionante. Foi mesmo uma vitória "à Campeão" que muito lhes doeu.

E, que a sorte nos ajude, é mesmo para aí que vamos, rumo ao BI.

Orgulho, muito orgulho nesta equipa, no seu magnífico capitão Coates, no genial Rúben Amorim, e nos dirigentes que não ladram mas mordem e que lhes dão todas as condições para o sucesso.

 

Esforço, devoção, dedicação e glória. Eis o Sporting. Viva o Sporting!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Não embandeirar em arco: as potencialidades do Benfica

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É sempre bom ganhar o dérbi da Segunda Circular, melhor ainda quando na Luz. E no jogo de ontem ainda foi mais saboroso: após longos meses de desvalorização do plantel do Sporting - por ser "mais curto" (ou "menos profundo", como agora também se diz) - relativamente ao dos rivais; após a repetição - na própria semana passada a seguir à escandaleira do Jamor - da "narrativa" benfiquista de que o título de 21 foi perdido devido ao Covid, apesar dos cento e tal milhões que o clube havia gasto e de ter um treinador que prometera "jogar três vezes mais" do que o técnico anterior (actualmente bem comandando o Wolverhampton no mais difícil campeonato do mundo) fizera; e, num plano mais técnico, após a polémica do último defeso - em que tantos de nós também entrámos - com a opção de deixar sair o excelente mas caro João Mário dada a consciência de que havia no plantel suficientes opções jovens e mais baratas, sublinhando uma política financeira e desportiva virtuosa. Sob estas condições ir à Luz jogar sem Palhinha, dito por todos "insubstituível", e sem Coates, afectado pelo tal Covid da "narrativa" de Rui Costa & Jorge Jesus, e ver jogar Matheus Nunes e Ugarte e toda a defesa, esta sem dois centrais titulares (ainda para mais depois daquele descalabro do Ajax sem Coates), mostra bem a justeza do rumo na constituição do plantel. E a excelência do trabalho da equipa técnica, venha ou não a conquistar títulos neste 21/22.

E em relação a esta jornada há um outro ponto interno ao Sporting que quero realçar. Pois é uma vitória sempre saborosa, e mais significante pelo contexto que descrevo, para além de fazer recuar o velho rival (que já teve 4 pontos de vantagem sobre os actuais comandantes ex aequo e vai agora 4 pontos atrás, o que lhe fará mossa). E porque foi indiscutível, sem "casos", e mostrando uma superioridade que não foi apenas do dia, "conjuntural" - nos dérbis tantas vezes a equipa que está pior vem ao de cima para ganhar. Mas sim uma vitória que denota uma superioridade "estrutural", a vigência actual de um melhor rumo do que o do velho rival. E neste contexto, "sem espinhas", da vitória na Luz - e é esse o factor interno que muito quero realçar -, não se vê o presidente Varandas assomar, em bicos dos pés, em declarações públicas, mais ou menos abrasivas, a querer "mostrar-se para a fotografia". Forma virtuosa de presidir, em particular nas boas horas, deixar o palco para artistas e seus maestros e mestres. Tal como também não se vêem outros membros da direcção. Nem o director do futebol Hugo Viana. Nem "bocas" abrasivas de directores de comunicação do clube, tais como é habitual (e foi-o no clube) naqueles que confundem essa função necessária às grandes empresas com o exercício do trauliterismo mais rústico. Em suma, no rescaldo do jogo de ontem nota-se que não é só no futebol sénior que a atitude é a correcta, mas a sua superestrutura directiva está a marchar e pensar bem.

Mas com tudo isto de positivo é preciso não embandeirar em arco e manter a humildade atenta. Pois apesar da derrota o Benfica mostrou que tem grandes potencialidades para cruzar esta época com sucesso. Já o havia demonstrado, em particular em alguns jogos na Liga dos Campeões. Mas ontem ainda mais, afirmou-se como um clube preparado para enfrentar este futebol do Covidoceno, com as suas características especiais. Será, apesar da derrota, talvez mesmo o clube com mais potencialidades para tal, com maiores energias para soluções originais e criativas: pois estou crente que estas "máscaras brancas" mostradas a Jorge Jesus são uma solução inovadora a nível mundial, e para sempre simbolizarão esta era covidocénica no desporto-rei, no maior espectáculo mundial. E temos que estar atentos, um clube que tem no seu seio estas energias inovadoras, estas soluções criativas, poderá sempre surpreender-nos. E talvez isso demonstre que até possa encontrar outras formas de criatividade.

Ontem precisaram de ajuda

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Quanto ontem (yesterday) à tarde, vi, no suplemento do Público, os Beatles de cachecol do Benfica e a gritarem por socorro (help) percebi que algo de grandioso aconteceria à noite.

E aconteceu.

Três golos fantásticos, o meu preferido foi o de Matheus Nunes.

Noventa e tal minutos de jogo, Sporting três, Benfica zero. Jesus, incrédulo, olhava as máscaras e os lenços que lhe acenavam das bancadas, gestos para dentro do campo para ver se, ainda, conseguia tirar leite da vaca morta e conseguiu. Um pingo de Pizzi que ainda azedou mais o treinador das "nuances".

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