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És a nossa Fé!

10 pontos sobre Bas Dost e 1 sobre Vietto

Bas Dost é um dos melhores avançados da história recente do Sporting;

Bas Dost não será substituído por um jogador de qualidade semelhante, porque não há capital para tal mas também não mais marcará tantos golos como em Lisboa;

Bas Dost será sempre o rosto do ataque à Academia, mas por muito carinho que os adeptos tenham por ele, não voltou a ser o mesmo, precisando de um novo ciclo;

Bas Dost não aceitou nenhuma proposta até agora porque, graças a Sousa Cintra, é um dos jogadores mais caros de sempre do futebol português;

Bas Dost tem um agente que ganha meio milhão de euros ao ano, graças a Sousa Cintra, apenas para que Bas Dost jogue em Lisboa;

Bas Dost quer sair desde maio e tenho confiança que o seu substituído seja apresentado no mesmo dia da sua saída seja oficializada;

Bas Dost não pode treinar na Academia como se nada fosse, depois de uma guerra aberta e pública;

Bas Dost teve um timing perfeito 93 vezes, o Sporting teve timings imperfeitos neste caso;

Bas Dost nunca deveria ter sido um caso público, ainda menos antes do negócio estar fechado;

Bas Dost não estará em Portimão. Mas o Sporting, sim. Para vencer, espero. É nisso que me quero concentrar.

 

7,5 milhões depois, Vietto tem que ser o substituto de Dost. Não me parece que chegue alguém melhor.

Os escarros dos papagaios

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Dada a argumentação agora em curso que alude à necessidade imperiosa de «alívio salarial» na SAD leonina para estancar o seu alegado «sufoco financeiro», vale a pena fazer algumas perguntas na expectativa de que possam ser respondidas.

Por fontes autorizadas, não por bonecos de ventríloquos.

 

- Porque dispensámos Nani - capitão do Sporting, prestigiado internacional português e campeão europeu em título - a "custo zero"?

- Porque aceitámos, no âmbito da negociação com o Atlético de Madrid como hipotética forma de compensação pela aquisição fraudulenta de Gelson Martins por aquele clube, metade do passe de Vietto avaliado em 7,5 milhões de euros, quando este jogador tem um valor global de mercado de apenas sete milhões?
- Porque adquirimos, igualmente por 7,5 milhões de euros (acrescidos da dispensa de Mama Baldé a título definitivo), o lesionado lateral direito francês Rosier, que passou 465 dias lesionado nas últimas três épocas, este ano só jogou cerca de dez minutos em Fevereiro e pretende preencher uma posição para a qual já existem pelo menos três jogadores sob contrato?

- Porque não houve prioridade máxima à contratação de um novo ponta-de-lança se é verdade que Bas Dost terá comunicado à equipa técnica a intenção de abandonar o Sporting ainda em Maio, mês em que estava recém-valorizado devido ao decisivo golo que marcou ao FC Porto na final da Taça de Portugal?

- Por que motivo - aceitando ainda a tese de que a SAD já sabia desde Maio que o jogador pretendia sair - deixámos arrastar a resolução do assunto durante três meses, acabando por estabelecer com o Eintracht, em vésperas do fecho do mercado, um acordo que fontes do clube alemão qualificam de «pechincha», pois terá baixado dos 20 milhões de euros exigidos no início para os oito milhões finais?

 

Eis vários temas que deviam justificar séria reflexão aos loquazes papagaios "multicolores" (de bico encarnado) que agora debitam suposta propaganda verde em incessante verborreia nas pantalhas.

Se eles soubessem reflectir, claro. O problema é que só sabem... papaguear.

 

São úteis a qualquer poder, enquanto estiver na mó de cima.

Quando fica na mó de baixo, acotovelam-se para figurarem na primeira fila dos que irão escarrar em quem antes serviram.

Bruno de Carvalho que o diga.

A voz do leitor

«Parece um plantel que dará para disputar as taças mas que dificilmente poderá ombrear com os dos rivais mais fortes, no campeonato. O Sporting para lutar com SLB e FCP precisaria de pelo menos três ou quatro jogadores mais de grande categoria: um lateral, um central, um centro-campista e mais um goleador que valesse, como Bas Dost, 30 golos por campeonato.»

 

João Gil, neste texto do Luís Lisboa

O “caso Bas Dost”

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A crise que nos trouxe o chamado “caso Bas Dost” era evitável. Sobretudo escassos dias depois de uma das mais humilhantes derrotas sofridas contra o nosso rival direto. Esta crise revela, antes de mais, uma falta de rigor na comunicação interna e externa do Clube, para além das já evidentes deficiências na estratégia de fundo do Sporting Clube de Portugal.

 

O SCP é uma entidade de Bem, não pode infligir a segunda chicotada, um ano depois, a Bas Dost. A primeira com um cinto, a segunda com palavras e atos. A primeira foi obra de um bando de idiotas, não se sabe ainda motivados por quem, a segunda é evidente de quem é obra. É obra de uma direção que está, neste momento, sem rei nem roque. Por isso, Senhor Presidente, ponha ordem na casa.

 

Um Clube centenário como o nosso não entra em diálogo na praça pública com agentes de jogadores profissionais de futebol, sejam eles quem forem. Tudo isto revela um amadorismo inacreditável. A comunicação do Sporting devia dedicar-se a estes assuntos com seriedade e discrição. É muito mais importante saber lidar com a imprensa e os diversos stakeholders de modo sério e responsável do que andar a fazer posts disparatados nas redes sociais elogiando jogadas e golos de jogadores dos sub-23 que nem sequer têm a mais ínfima hipótese de jogar às ordens de Keizer. Este, por sinal, aparece completamente perdido nas conferências de imprensa, sem saber o que dizer e a comprometer o Clube e a sua liderança. Se é que esta ainda existe.

Ler e meditar por todos os sportinguistas

O último parágrafo do texto de Luís Lisboa " O circo voltou a Alvalade "devia estar exposto em todos os gabinetes da SAD do nosso clube, e principalmente estar sempre presente naqueles que têm a responsabilidade de gerir o futebol do nosso clube... Daqui deixo um apelo a Frederico Varandas que reflicta no que está a acontecer, corra com quem tiver que correr na comunicação do clube mas acabe com a promiscuidade com a comunicação social, blinde a SAD e o balneário, estimule a tal união e companheirismo do plantel, resolva as questões no segredo dos gabinetes porque foi para isso que o elegemos e informe assertiva e oportunamente os sócios sobre as questões relevantes.

É isto efetivamente o que se tem de fazer. Obrigado Luís pelo teu texto e por ensinares àqueles que lá estão uma coisa tão simples e tão elementar daquilo que são as regras básicas do dirigismo desportivo.

Abraço

Comunicado de um sócio

Estou na bancada, não sei o que se passa portas adentro. E ainda bem que assim é, cabe-me aplaudir ou patear os espectáculos que me são servidos -  pelos quais pago uma pipa de massa, mais do que uma assinatura em S. Carlos - e para nada me interessam os estados de alma dos protagonistas, geralmente evocados como desculpa pelas bodegas que se têm visto.

Esta minha posição obriga-me assim a não me deixar levar por inclinações, preconceitos, fezadas e conjecturas, ou seja "opiniões" (a palavra mais parva e mais em voga do dicionário) sobre factos acerca dos quais careço da boa informação necessária a um juízo racional e ponderado.

Isto impede-me de "achar" quem tem razão nesta infame troca de acusações entre Bas Dost e a direcção do Sporting. Mas é precisamente esta atitude por que tento pautar (nem sempre com sucesso, bem sei...) as minhas apreciações que me permite afirmar que quem está a conduzir pelo lado do Sporting este processo de Bas Dost deve responder aos sócios por manifesto dolo.

Jamais as coisas poderiam ter resvalado para esta nojenta zaragata em praça pública, altamente tóxica para o Sporting (nenhuma saída boa desta trapalhada se perspectiva) além de indignas do bom nome do Sporting e, já agora, de Bast Dost. 

Nada adiantará evocar que o agente do jogador é (eventualmente) um trampolineiro,  oportunista e ganancioso, porque isso todos nós já sabemos que eles são, num negócio como este do futebol com mais sombras e baixezas do que salubridade. Quem sabe que se vai sentar à mesa das negociações com esta gente tem que saber lidar com esta gente, sendo assim responsável pela condução do processo.

Julgava que os sportinguistas se tinham visto livres destas vergonhas. Aparentemente ao desvairo do Calígula que nos ia desgraçando sucederam (e desde já declaro que votei neles) uns inaptos, desorganizados e atarantados, que não se vão mostrando capazes de levar o Sporting a bom porto.

Pelo menos é isto que vejo daqui, mas pode ser que esteja a opinar. Contudo esta não perdoo e exijo responsabilidades.

Ass.

O sócio 3760, lugar 9, fila 23, sector A3

Espectáculos

A enorme massa adepta do Sporting está sedenta de bons espectáculos de futebol, dentro e fora das quatro linhas. O que se assiste neste início de época é triste e inenarrável.

Não queremos folhetins, não queremos novelas, não queremos justificações. Queremos bons espectáculos, queremos alegrias!

Queremos, tal como na música, «uma equipa fantástica» de jogadores, técnicos e dirigentes, porque este clube «é(s) a nossa fé». A “fé” que alimenta uma enorme massa adepta.

Queremos competência para que possamos todos em uníssono gritar:

 

«Força Sporting allez!!»

O circo voltou a Alvalade?

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Ainda não decorreram 12 meses desde a eleição de Frederico Varandas nas eleições mais concorridas de sempre, ainda não decorreram três meses desde a jornada gloriosa do Jamor, e parece que o circo voltou de novo a Alvalade.

Esta guerra de comunicados, despoletada estupidamente pelo clube, é completamente arrasadora para todos, a começar pelos sócios. Desculpem lá, mas foi aquele jogador que queria sair e que o clube queria despachar, que entrou no Jamor com todas as ganas e pôs a equipa a vencer? Que sempre acarinhou e puxou pelo LP9 quando estava no banco?

O problema de Bas Dost no Sporting não é nenhum dos seguintes: o seu valor, o seu empenho, a média elevada de golos por jogo que regista, a tranquilidade da família, a boa comida, o bom tempo, a relação com os adeptos. O problema de Bas Dost no Sporting tem o nome de Marcel Keizer e o seu modelo de jogo. E Marcel Keizer foi escolhido por Frederico Varandas. Sendo assim, Frederico Varandas é, mesmo que não queira, o primeiro responsável pela desvalorização desportiva e financeira do activo mais caro da SAD. Até por isso, e não falando no que aconteceu em Alcochete e na grande alegria para os sócios que foi o seu regresso, uma eventual saída de Bas Dost motivada pela conjunção da questão financeira com a falta de aposta do actual treinador teria de ser tratada com pinças, no maior recato e anunciada como uma coisa natural e boa para todos. E Bas Dost sair pela porta grande. Com uma medalha de bons serviços se possível.

Porque atrás de Bas Dost está Bruno Fernandes, depois Acuña, depois Raphinha, depois este e aquele... ou seja, a cabeça de jogadores e empresários começa a fazer contas de sumir... e os objectivos desportivos deles no clube para esta época ficam para segundo plano. Neste momento, quer Bas Dost fique, quer Bas Dost saia, quem fica a perder é o Sporting.  Bruno Fernandes já tinha colocado o dedo na ferida depois da derrota vergonhosa de Faro: "É o momento de pensar o que fez com que ganhássemos as taças que ganhámos o ano passado e que a união e o companheirismo que tivemos nos levou a essas conquistas!"

Como é possível que Frederico Varandas esteja a repetir a estupidez de Bruno de Carvalho no confronto directo com os jogadores, e que lhe custou a presidência, a expulsão de sócio e a presença no banco dos réus? Vamos ouvi-lo também dizer que "estou no Sporting para defender o interesse do clube e não dos jogadores"?

Daqui deixo um apelo a Frederico Varandas que reflicta no que está a acontecer, corra com quem tiver que correr na comunicação do clube, mas acabe com a promiscuidade com a comunicação social, blinde a SAD e o balneário, estimule a tal união e companheirismo do plantel, resolva as questões no segredo dos gabinetes, porque foi para isso que o elegemos, e informe assertiva e oportunamente os sócios sobre as questões relevantes.

SL

De comunicado em comunicado

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Enquanto os outros clubes preparam os embates com as equipas adversárias, neste início de uma temporada que se prevê muito desgastante e competitiva, o Sporting dedica-se ao passatempo favorito: disparar para dentro.
Desta vez contra o seu terceiro maior activo desportivo, que se vai desvalorizando de comunicado em comunicado com a chancela oficial da SAD leonina.

 

Bas Dost - que chegou a ser, ao serviço do Sporting, o segundo maior artilheiro do futebol europeu, apenas suplantado por Messi - valeu-nos uma das melhores médias de golos da nossa história: 31 por temporada.

Acontece que os vertiginosos comunicados emitidos desde sábado em Alvalade omitem a faceta goleadora de um profissional que poderia constituir um bom encaixe financeiro para o Sporting e as fontes oficiosas do Edificío Visconde de Alvalade apontam-no em simultâneo como uma inaceitável fonte de despesas. Tudo isto, assim conjugado, enfraquece a posição negocial da SAD enquanto entidade vendedora dos seus direitos desportivos. Com inevitáveis danos financeiros, desportivos e reputacionais para o nosso emblema.

 

Dost chegou por doze milhões, ficou cotado em dezassete milhões, esteve para sair por oito milhões.

Teme-se o pior: daqui a dois ou três comunicados, valerá certamente ainda menos.

 

O Sporting acaba entretanto de enriquecer o léxico desportivo popularizando nas notícias que vai difundindo nos órgãos de informação e junto dos papagaios de turno a expressão «alívio salarial». Será inovadora, mas denota algum mau gosto, até pelas conotações depreciativas do termo enquanto verbo pronominal.

Nenhum profissional que envergue a camisola verde e branca merece ser brindado com semelhante vocabulário.

E nós, adeptos, também não.

A voz do leitor

«Em relação à ultima época estamos melhor, pois em 2018/19 perdemos na Madeira. Continuam os elogios negativos aos nossos jogadores. Os assobios não me surpreendem, pois temos de contar com eles até ao fim da época ou da vida do SCP, pois alguns espectadores são adeptos de uma pessoa que foi destituída e excluída da nossa companhia. Não estou satisfeito com muita coisa, mas não adianta esta conversa do deita-abaixo, pois falta aquilo com que se compram os melões embora verifique que muitos erros têm acontecido.»

 

Fernando Albuquerque, neste meu texto

Reguardando os chiffres, 2

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"Os bolos pertencem aos que se dão ao trabalho de os agarrar"

Na semana passada estávamos assim.

Esta semana após um jogo que liderámos desde os dezasseis minutos somos terceiros, atrás do, surpreendente, Famalicão e do clube que vendeu um jogador por 126 milhões (os meus desejos de melhoras para João Félix que continua, em jogos oficiais, sem golos, sem assistências e sem conseguir completar um jogo, tanto na selecção de Fernando Santos como na equipa de Simeone).

Na próxima jornada o Benfica joga em casa com o Porto, o Famalicão desloca-se a Guimarães, o Sporting vai jogar a Portimão.

Imaginemos que os astros estão todos alinhados, o nosso clube, a nossa Fé pode terminar a terceira jornada isolado no primeiro lugar; se isso acontecer, a acreditar naquilo que tenho lido por aqui (não estou a pessoalizar nem a impessoalizar nenhum autor deste "blog") e por ali, a solução é só uma (são duas): despedir o treinador, demitir o presidente.

Destaques desta jornada, o hat-trick (verdadeiro) de Zé Luís. A anulação pelo VAR do segundo golo do Benfica; dura lex sed lex, aquele lance tinha tudo para resultar num golo legal.

Destaque pela negativa para o Paços de Ferreira que foi derrotado em casa pelo Benfica Santa Clara dos Açores.

WTF???

Traduzido em português, e para quem não sabe, quer dizer "Mas que merda é esta ???"

Já tínhamos registado que a comunicação era o "calcanhar de Aquiles" da presidência de Varandas. Os tiros nos pés sucederam-se a um ritmo que muito incomodou quem pensava que tinha eleito alguém que nos faria esquecer da estupidez a todos os níveis que foi o fim da presidência anterior.

Não sei quem manda na comunicação do Sporting, se é o Presidente, se é a LPM, se é a Cláudia, se é seja quem for, se cada um espalha o que quer, onde quer e como lhe apetece, através de jornalistas amigos ou conhecidos, dos Pedros Brazes desta vida, mas quando a comunicação embarca nos piores vícios do antigo Presidente, alguma coisa vai muito mal. Bruno de Carvalho foi corrido ao pontapé e confessa-se agora um desgraçado porquê? Porque resolveu enfrentar o balneário do futebol. Doutra forma, e por muita parvoíce que estivesse a fazer, ainda agora lá estava. O Mustafá está na prisão porquê? Porque embarcou no assalto ao balneário. Doutra forma ainda lá estava a traficar isto e aquilo.

Então como é possível que uma das principais referências do balneário, Bas Dost, e memória viva do que foi o assalto a Alcochete e a jornada negra que se seguiu no Jamor, seja tratada desta forma, primeiro com um comunicado estranho e inoportuno a dizer que havia negociações e agora que as negociações tinham abortado por culpa dele? Estes processos não têm forçosamente que ser tratados no maior secretismo e vir cá para fora apenas com fumo branco a todos os níveis? Já se esqueceram de como Adrien saiu e como isso pesou no balneário?

Recordamo-nos também das questões Nani e Montero, da novela Bruno Fernandes, da questão Matheus Pereira e outros dispensados de idade semelhante, dos que ainda agora se treinam à parte, dos que eram para ser dispensados e não foram mas se calhar ainda vão ser (Gelson Dala) e de que como não existe uma comunicação concisa, assertiva e sempre a valorizar o lema do Sporting, sobre todos estes casos que pesam no balneário e no seu relacionamento com treinador e estrutura. Keizer já se veio demarcar da estrutura e colocar-se do lado do balneário, dizendo que precisa de todos e não entende porque um ou outro têm de sair.

Uma coisa é a defesa dos interesses do Sporting e até posso admitir que a dispensa deste ou daquele, e que a venda do jogador mais caro do plantel seja mesmo necessária, que o orçamento tem mesmo de encolher, que jogadores mais velhos e mais caros têm de dar lugar a jogadores mais novos e mais baratos e que podem vir a render tanto ou mais.

Mas assim, NÃO !!! 

E fico-me por aqui... 

 

PS: Lampiões e ressabiados não vale a pena darem-se ao trabalho, os comentários seguem directamente para o lixo.

SL

Não falam uns com os outros?

27 de Junho: Keizer, sobre a corrida ao título:

«Se o Sporting pode vencer o campeonato? Primeiro temos de ver o que acontece nesta janela de transferências e depois logo veremos.»

 

28 de Julho: Keizer, sobre Matheus Pereira:

«A ausência do Matheus Pereira não é uma questão para mim, mas sim para a direcção. Ele tem treinado connosco, mas não esteve aqui hoje.»

 

10 de Agosto: Keizer, sobre a pré-temporada:

«Tivemos jogadores que chegaram no final de Julho. A pré-época não correu bem.»

 

10 de Agosto: Keizer, sobre Bruno e Vietto:

«A melhor posição para ambos é a de 10, portanto fica mais difícil. Já tentámos alternar, mas tivemos bons e maus momentos.»

 

18 de Agosto: Keizer, sobre Slimani:

«Não sei ainda se será nesta altura o jogador certo para o Sporting.»

 

18 de Agosto: Keizer, sobre Bas Dost:

«Há uma semana, mais ou menos, começou a ser falada essa possibilidade nas notícias, perguntei ao presidente e ele disse que podia sair. Mas vamos esperar.»

 

18 de Agosto: Keizer, de novo sobre Dost:

«Pergunta-me de que avançado gosto? Gosto do Bas Dost.»

Armas e viscondes assinalados: Goleiro valeu por dois numa equipa que entrou a jogar com dez

Sporting 2 - Sp. Braga 1

Liga NOS - 2.ª Jornada

18 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (4,0)

Mesmo sem evitar que Wilson Eduardo voltasse a marcar ao clube que o formou, emprestou sucessivamente e pouco ou nada aproveitou antes da cedência final, o goleiro brasileiro fez o tipo de jogo em que é da mais elementar justiça atribuir-lhe os três pontos correspondentes à primeira vitória do Sporting de Marcel Keizer no espaço de três meses. Uma sucessão de grandes defesas na primeira parte foi concluída com a obra de arte que resolveu (mais uma) falha colectiva que deixou Hassan isolado frente à baliza. Capaz de concorrer com o portista Marchesín pelo título de guarda-redes mais impressionante a jogar em Portugal, Renan esteve menos certeiro nas reposições de bola, dirigindo-a repetidas vezes para zonas do terreno desprovidas de futebolistas de leão ao peito. Mas ainda assim foi mais certeiro do que um certo e determinado colega de plantel.

 

Thierry Correia (2,5)

Esforçou-se visivelmente por não cometer nenhum daqueles erros que resultam em golos do adversário. Cumpriu tal desiderato com brio, ainda que tenha beneficiado de incompetências alheias num ou noutro cruzamento. Com a bola rente ao relvado teve maiores hipóteses de impor a sua presença. Já no ataque pouco ou nada fez, até porque a sua convivência na ala com Raphinha é mais um daqueles detalhes que não devem andar a ser muito trabalhados nos treinos.

 

Coates (3,0)

Ficou bem perto de voltar a marcar, primeiro de cabeça e depois num remate cruzado desferido dentro da grande área. Falhou esse intento, tal como mais tarde faria no corte que permitiu o golo do Braga – mais clamorosa foi a má abordagem que deixou Hassan isolado na primeira parte, mas nesse momento Renan resolveu –, o que retira brilho a uma noite em que serviu de força de contenção a avançados bastante mais inspirados do que aqueles que costuma encontrar nos treinos.

 

Mathieu (3,0)

Anda um homem já próximo da “retraite” a correr pelo relvado para que um maliano estrague tudo? Assim terá decerto pensado o francês na segunda parte, vendo o seu esforço para sossegar os adeptos com um terceiro golo esfumar-se devido às más companhias a que o sujeitam no onze titular. No resto do tempo esteve à altura dos muitos apuros que os visitantes trouxeram a Alvalade até que observou impotente e resignado o ressalto que entregou a bola à chuteira pródiga de Wilson Eduardo.

 

Acuña (3,0)

Prova cabal do seu cada vez melhor feitio foi a ausência de gritos e cotoveladas no fulano que insistia em partilhar a ala esquerda consigo. Limitado pela inutilidade de Diaby, o argentino fez o que pôde, recorrendo à habitual garra e classe para resolver problemas na defesa e lançar a confusão no ataque. Imagine-se o que poderá fazer se Keizer lhe der a benesse de  lhe dar um parceiro que não suscite participações à ASAE e à APAV sempre que toca numa bola...

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Muitas vezes atabalhoado no controlo de bola, mesmo sendo um bailarino do Bolshoi quando comparado com Diaby, regressou ao onze titular após cumprir o jogo de suspensão decorrente do duplo amarelo na Supertaça. Incansável e cheio de vontade de ajudar, deu o seu precioso contributo para o regresso do Sporting às vitórias. Ainda tem muito para aprimorar, mas nada indica que tenha atingido o topo da sua curva de aprendizagem.

 

Wendel (3,5)

Inaugurou o marcador numa excelente combinação com Luiz Phellype, esticando o pé esquerdo para rematar de biqueira. Dificilmente poderia arrancar melhor numa exibição de pleno compromisso com a equipa, excelentes movimentações no meio-campo e muita solidariedade para com os colegas da linha defensiva. Uma das chaves para que o Sporting possa ter resultados acima das suas possibilidades é a manutenção do jovem brasileiro naquele selecto grupo de jogadores capazes de garantir que a equipa pula e avança.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Tirou um golo da cartola ao surripiar a bola a um adversário, partindo os rins ao adversário seguinte para poder fuzilar as redes e fazer o 2-0. Outras marcas poderia ter deixado, sobretudo na segunda parte, mas falhas de Luiz Phellype, Raphinha e Diaby inviabilizaram o aproveitamento das aberturas que lhe saem dos pés predestinados. Caso se mantenha em Alvalade em Setembro haverá razões objectivas para não temer o regresso dos leões aos tempos gloriosos do sétimo lugar conquistado a ferros.

 

Raphinha (2,0)

Persiste em não cumprir o potencial inegável que poderia catapultar a sua equipa para mais altos voos. Após o festival de desperdício de oportunidades frente ao Marítimo primou pela inoperância, deixando como principal marca no relvado um cruzamento mal medido que Luiz Phellype conseguiu aproveitar para uma assistência que valeu o 1-0 a Wendel. Também voltou a demonstrar uma bizarra incapacidade de combinar com Thierry Correia na direita, seja a atacar ou a defender. Talvez seja de recorrer à mediação das Nações Unidas.

 

Diaby (0,5)

Tivesse o avançado maliano falta de auto-estima e sabe-se lá o que teria feito após sair do relvado sob um coro de assobios e vaias dos trinta e tal milhares de sportinguistas que observaram uma das exibições mais nulas de que há memória no estádio. Mais de 75 minutos chegaram para que Diaby se cobrisse de vergonha à medida que falhava passes fáceis, estrangulava contra-ataques prometedores e dirigia os poucos cruzamentos que fazia para o lado errado da linha lateral. Pouco tempo demorou até os espectadores temerem os sentimentos para lá de negativos que a actuação do ilustre velocista contratado por Sousa Cintra lhes suscitava. Daí que as cinco décimas de ponto acima atribuídas recompensem a experiência psicossocial perversa, já que o desempenho futebolístico foi absolutamente nulo, como as estatísticas denunciam (tirando o caso do amarelo que lhe foi mostrado por simulação, visto que é possível que tenha sido mesmo derrubado na grande área do Braga), afastando a hipótese de Marcel Keizer ser o único imune a uma alucinação colectiva daquelas que até envolvem azinheiras. Manter Diaby no plantel principal do Sporting é um insulto àqueles que estão a ver o seu desenvolvimento cortado pela insistência do treinador holandês e um ultraje para os talentos que já envergaram a camisola verde e branca.

 

Luiz Phellype (3,0)

Menos dotado do que Bas Dost para o jogo aéreo, demonstrou igualmente escassez de “killer instinct” quando solicitado pelos colegas. Terá sido uma ocasião perdida, nos antípodas da série de jogos consecutivos a marcar no final da época passada, não fosse a engenhosa assistência para o golo de Wendel. Caso o holandês esteja mesmo de partida para Frankfurt precisará de mostrar bastante mais para justificar a titularidade. A não ser, claro está, que o orçamento não contemple alternativas para a posição 9.

 

Neto (2,0)

Entrou em campo para o regresso dos três centrais numa altura em que a equipa visitante aproveitava o “estouro” físico dos sportinguistas para tentar virar o resultado. Não conseguiu evitar o golo de honra do Braga, mas também ele contribuiu para os três pontos amealhados. E foi profusamente aplaudido aquando da entrada, até porque implicou a saída de Diaby, deixando a equipa a jogar com onze quando o cronómetro se aproximava do apito final.

 

Eduardo (2,0)

Entrou para segurar o resultado e dar merecido repouso a Wendel, destacando-se na muralha de aço erigida frente à baliza de Renan.

 

Vietto (1,0)

Apanhou a equipa completamente partida e nada conseguiu fazer para justificar o abatimento de tantos milhões na oficialização da perda de Gelson Martins para o Atlético de Madrid.

 

Marcel Keizer (2,0)

Conquistar três pontos frente a um adversário directo (pena que seja na luta pelo segundo ou terceiro lugar) deveria justificar nota positiva, mas todos aqueles que viram mais uma exibição desgarrada e à beira do precipício não puderam deixar de perguntar até que ponto o Sporting venceu apesar de Keizer. Um treinador capaz de entregar a titularidade a uma nulidade como Diaby, mantendo-o em campo contra todas as leis do mérito e da lógica, não anda longe de fazer gestão danosa. Pior ainda, como se fosse possível, foi a conferência de imprensa, repleta de elogios ao maliano e insinuações pouco veladas de total divórcio em relação aos dirigentes e aos gestores do futebol profissional do clube. Caso os seus jogadores vençam em Portimão, o Famalicão tropece e o FC Porto trave o Benfica na Luz ainda se arrisca a ser o primeiro treinador despedido quando se encontrava à frente da classificação desde “Sir” Bobby Robson.

Pódio: Renan, Bruno Fernandes, Wendel

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga pelos três diários desportivos:

 

Renan: 19

Bruno Fernandes: 18

Wendel: 17

Acuña: 15

Idrissa Doumbia: 15

Luiz Phellype: 14

Coates: 14

Mathieu: 14

Raphinha: 13

Thierry: 13

Neto: 11

Diaby: 11

Eduardo: 6

Vietto: 6

 

O Jogo e o Record elegeram Renan como melhor em campo. A Bola optou por Bruno Fernandes.

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