Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Entradas e saídas: breve antevisão

Começa a ser evidente quais serão os jogadores a dispensar pelo Sporting logo após o fim do mais longo campeonato nacional de que há memória, daqui a poucas semanas. Basta medir o tempo de utilização de cada um.

A lista dos 25 jogadores que já calçaram sob a orientação do actual técnico - ontem divulgada pelo jornal A Bola, acrescida dos minutos em que cada um esteve em campo - fornece resposta à maior parte das dúvidas.

Revela-nos, desde logo, que houve apenas dois titulares nestas sete partidas: Luís Maximiano e Coates: ambos jogaram 630 minutos. Logo seguidos de Sporar, que esteve 628 minutos em campo. Seguem-se cinco jovens oriundos da Academia de Alcochete ou que aqui vieram completar a sua formação futebolística: Plata, Jovane, Matheus, Wendel e Eduardo Quaresma.

 

Inversamente, Renan nunca foi utilizado por Amorim. Tal como Miguel Luís e um tal Mattheus Oliveira, que já mal me lembro quem é. O mesmo ocorreu com Luiz Phellype, mas neste caso por estar ainda a recuperar de uma gravíssima lesão contraída ainda antes da chegada do sucessor de Silas.

Esta hierarquia negativa inclui Pedro Mendes (só jogou dois minutos), Rosier (12), Eduardo (17), Idrissa Doumbia (68) e Ilori (113). É fácil concluir que o treinador não contará com eles para a próxima temporada.

Ilori, que saíra em litígio com o Sporting seis anos antes, nunca devia ter regressado. Rosier e Eduardo foram rotundos fiascos. O jovem Idrissa prometia alguma coisa, mas ofereceu quase nada. Todos eles deverão abandonar Alvalade, rendendo algum encaixe financeiro à SAD. Pedro Mendes, cujo real valor ainda constitui uma incógnita, vai certamente actuar noutro clube da I Liga a título de empréstimo.

 

Presumindo-se que o central Gonçalo Inácio - também da formação leonina e ainda não estreado na equipa principal - fará igualmente parte do plantel para 2020/2021 e que o jovem André Paulo, recém-contratado para a equipa B por indicação de Amorim, será o terceiro guarda-redes na hierarquia leonina, abrem-se ainda assim três ou quatro vagas. Uma delas, em princípio, será preenchida pelo central marroquino Feddal, de 30 anos e há três épocas no Bétis de Sevilha.

Na vossa perspectiva, que posições devem ser reforçadas com urgência?

A voz do leitor

«A UEFA devia pensar, sem mexer no direito à livre circulação de jogadores, na forma de compensar umas ligas, relativamente a outras, para amenizar a diferença colossal que vemos hoje. O COVID-19 é uma fase que não creio que altere o quer que seja, a não ser deixar a nu os clubes que já estavam mal. Como as coisas estão, o caminho será criar uma superliga europeia, à imagem da NBA. Digo isto porque há históricos que com o regime actual vão passar a ser mesmo só históricos e nada competitivos. Temos muitos exemplos e não é só em Portugal que acontece.»

 

Orlando Marinho, neste postal

Armas e viscondes assinalados: Em equipa que mexe não se ganha

Moreirense 0 - Sporting 0

Liga NOS - 30.ª Jornada

7 de Julho de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

A principal intervenção do jovem guarda-redes consistiu em resolver um atraso mal calculado de Gonzalo Plata que o apanhou em contramão. Houve momentos de maior perigo, devido à inquietante superioridade aérea do Moreirense na grande área do Sporting, mas nesses lances Maximiano pouco ou nada poderia fazer e coube à sorte que ninguém dirigisse a bola para o fundo das redes, limitando-se numa ocasião a acertar nas redes laterais.

Neto (3,0)

Resgatado do esquecimento a que foi votado enquanto suplente de Coates, aproveitou a necessidade imperiosa de fazer descansar um fatigado adolescente para voltar a jogar. Sem a desenvoltura na saída com bola demonstrada por Eduardo Quaresma, há que reconhecer que o veterano internacional português esteve bastante acertado no passe longo, nada catastrófico na construção de jogo e razoavelmente eficiente nas tarefas defensivas.

Coates (3,0)

Mais uns excelentes cortes e desarmes para a exposição permanente do Museu Sebástian Coates de Cortes e Desarmes, com posicionamento irrepreensível e serenidade quase irritante. Referência número 1 para os cruzamentos e bolas paradas, venceu nas alturas mas não nas trajetórias de cabeceamento, não conseguindo melhor contributo para o ataque leonino do que ser pública e notoriamente agarrado pela camisola na pequena área da equipa da casa em tempos de desconto. O videoárbitro Jorge Sousa chamou a atenção para o facto e o apitador Tiago Martins encarregou-se de ignorar a falta para grande penalidade que poderia valer os três pontos que manteriam o sonho do segundo lugar durante uns dias mais.

Borja (2,5)

Além do pânico que irradia quando tem a bola sob a custódia das chuteiras, pouco de errado fez durante os longos minutos que permaneceu no relvado. Não foi pelo colombiano que ficaram mais dois pontos esquecidos no Minho.

Ristovski (2,5)

Menos incisivo e eficaz no apoio ao ataque do que nos últimos jogos, o macedónio também esteve longe de ser a muralha capaz de conter um Moreirense que esteve melhor do que o Sporting em partes significativas do encontro. Quando foi substituído nem ele pareceu capaz de apresentar recurso da decisão para uma instância superior.

Matheus Nunes (2,0)

Faltou-lhe um terceiro remate em zona frontal para conseguir levar a bola a sair do estádio em vez de ficar nas últimas filas da bancada vazia. E na manobra do meio-campo também ficou longe de ser brilhante, reforçando a impressão de que as notícias acerca da futura venda que pagará a cláusula de rescisão de Ruben Amorim talvez sejam manifestamente exageradas.

Battaglia (2,0)

Mais um jogo excessivamente faltoso e desinspirado, demonstrando que o elenco do miolo do terreno é um calcanhar de Amorim no sistema táctico em implementação.

Acuña (3,0)

Regressou ao onze titular sem a disponibilidade física do adolescente que o substituiu nos últimos jogos, mas com a qualidade técnica e combatividade que lhe foram cozidas à pele. Não deixa de ser curioso que nos últimos minutos tenha sido mais útil à equipa enquanto terceiro central descaído para a esquerda. Ainda estamos a tempo, antes de o argentino ser vendido a preço de amigo, na sequência da notícia sobre o “apertão” que deu a Jovane Cabral, de experimentar o que valerá enquanto ponta de lança.

Jovane Cabral (3,0)

Pode muito bem padecer de excesso de individualismo, como tende a acontecer aos futebolistas que fazem muitos golos, assistências e são eleitos jogadores do mês, mas o regresso do extremo que aprecia flectir para o centro foi uma lufada de ar fresco no futebol do Sporting. Derrubado na grande área do Moreirense logo ao início, provavelmente quando o videoárbitro ainda degustava uma francesinha, procurou levar a equipa consigo, mas não raras vezes pareceu ressentir-se das ausências de Nuno Mendes e de Wendel. Quando um e outro saíram do banco de suplentes melhorou de rendimento, ainda que sem repetir a precisão nos livres directos, e mesmo depois do segundo pénalti sonegado ao Sporting ficou muito perto de desfazer a empate a zero no remate em arco que encerrou o jogo.

Gonzalo Plata (2,5)

A mesma velocidade que lhe permitiu marcar ao Gil Vicente em Alvalade forçou Halliche a derrubá-lo e a ver o cartão vermelho após perder a bola em zona proibida. Mago das fintas ainda com défice de pragmatismo, o jovem equatoriano acabaria por terminar o jogo como uma espécie de lateral-direito, funções nas quais não se distinguiu por aí além.

Sporar (2,5)

Ficou em posição em remate uma vez ao longo do jogo, disparando de ângulo complicado para defesa do guarda-redes caseiro. Sendo admissível que o sistema não privilegie quem ocupa a sua posição, é impossível não exigir mais a quem trabalha para a equipa e demais chavões.

Wendel (2,5)

Entrou tarde e não conseguiu impor completamente o seu jogo, mas a maior presença do Sporting no meio-campo contrário teve a ver, em partes iguais, com a superioridade numérica depois da expulsão de Halliche e com a influência do jovem-mas-já-não-tão-jovem brasileiro.

Nuno Mendes (3,0)

Foi um regalo ver entrar o recém-chegado à maioridade que joga como se pertencesse ao plantel principal há uns quantos anos, que centra como mais nenhum dos colegas – o que faria o Bas Dost pré-invasão com aqueles cruzamentos... – e que combina inteligência táctica e disponibilidade física. Com tantas lacunas no plantel é de pensar se Acuña não poderá ser aproveitado noutra posição.

Joelson Fernandes (2,0)

Alguns fogachos de quem poderá ter muito futuro e deverá ser gerido com cuidado, entrando sobretudo em jogos em que os três pontos já estejam no cofre.

Ruben Amorim (2,0)

Saberá melhor do que os observadores externos o motivo profundo para mexer tanto na equipa titular, retirando quem jogou mal e quem jogou bem, mas dificilmente poderá questionar que o resultado não foi brilhante. O regresso de Jovane Cabral até poderia ter garantido tranquilidade desde cedo, em vez do crescente domínio da equipa da casa, motivado pela superioridade numérica no meio-campo e desinspiração dos poucos que por lá andavam. Sem a inteligência do suplente Wendel ou dos lesionados Francisco Geraldes e Vietto, dependeu demasiado do individualismo dos extremos e nem ver-se com mais um em campo melhorou por aí além o desempenho da equipa. Nota final para o facto de só ter realizado 60% das substituições permitidas, o que diz bastante acerca da confiança que deposita num plantel construído de forma desastrosa e que foi perdendo pelo caminho alguns dos melhores (Bruno Fernandes, Raphinha e até o período azul de Bas Dost) e ainda está a criar alternativas. Certo é que, com ajuda do árbitro Tiago Martins e da saída de Bruno Lage do Benfica, o sonho do acesso à Champions esfumou-se e o Sporting de Braga ficou mais parte de recuperar o lugar no pódio que já foi seu.

Amanhã ao fim da tarde em Alvalade

Depois do segundo empate da era Amorim, o Sporting volta a defrontar o Santa Clara, agora em Alvalade. Na primeira volta, o Sporting ganhou por 4-0, um jogo em que Silas "não confundiu os jogadores com sistemas tácticos incompreensíveis nem fez poupanças descabidas" e em que o resultado foi "adequado à exibição: o onze leonino foi pressionante, agressivo no melhor sentido do termo e revelou fluidez ofensiva do princípio ao fim da partida, lutando sempre pela vitória", como comentou o Pedro Correia.

Mas foi talvez o pior jogo da equipa açoriana na Liga, que está num lugar confortável na tabela classificativa e ainda há pouco foi à Luz vergar o Benfica a uma derrota humilhante.

Pelo que não há volta a dar: vai ser mais um jogo bem difícil para esta nossa equipa, muito jovem e carente de reforços, numa semana marcada pela necessidade de controlar o desgaste físico do plantel e preparar da melhor forma a visita ao Dragão.

Na última semana voltámos a não ter prognósticos certos. A ninguém ocorreu que Quaresma tivesse ficado em Lisboa e Wendel no banco. Como também a ninguém ocorreu que o Jovane pintasse o cabelo de amarelo e tivesse sido um passarinho inconsequente em campo.

 

Vamos então a nova ronda, sem conhecimento dos convocados. Estão à vontade para alterar o vosso prognóstico conforme os imprevistos. Convocados esses que devem ser mais ou menos os seguintes:

 

Guarda-redes: Maximiano e Renan.

Defesas Centrais: Coates, Neto, Quaresma, Borja e Ilori.

Alas: Camacho, Acuña, Ristovski, Nuno Mendes.

Médios Centro: Battaglia, Wendel, Doumbia, Matheus Nunes, Mattheus Oliveira(?) e Vietto(?).

Avançados: Jovane, Plata, Pedro Mendes, Sporar e Tiago Tomás.

 

Sendo assim, será bem complicado adivinhar o onze que Rúben Amorim vai por em campo.

Imagino que queira rotinar a defesa na véspera da visita ao Dragão e dar descanso a um ou outro mais à frente, pelo que aposto no seguinte onze:

Max; Quaresma, Coates e Borja; Ristovski, Doumbia, Wendel e Acuña; Jovane, Sporar e Plata.

Mas isto sou eu aqui a pensar.

 

Concluindo,

Amanhã à noite o Sporting entra em campo em Alvalade para garantir os 3 pontos e manter o 3.º lugar na Liga (a única coisa que depende de nós).

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

SL

Prognósticos antes do jogo

Isto agora é assim, ao ritmo de dois jogos por semana: chega a jornada 31 deste insólito campeonato a três voltas. Calha-nos amanhã, a partir das 19.15: desta vez recebemos o Santa Clara, simpático clube açoriano que tem o defeito de ostentar um símbolo decalcado do Sport Lisboa. 

Na primeira volta, em Ponta Delgada (onde havia uns jumentos a zurrar "Alcochete sempre!"), impusemos goleada: vitória por quatro sem resposta, a 16 de Dezembro. Os golos foram marcados por jogadores que por um motivo ou outro deixaram de calçar em Alvalade: Luiz Phellype (2), Bolasie e Bruno Fernandes.

Segue-se a pergunta da praxe: quais são os vossos prognósticos para este Sporting-Santa Clara?

Cédric Soares!

Numa altura em que muitos arrasam com tudo o que mexe e foi jogador do Sporting, ou porque quis sair, ou porque forçou a saída, ou porque rescindiu, ou porque rescindiu e voltou e por aí fora, precisamos de respirar, precisamos de exemplos, precisamos de referências. E, dito isto, era possível ainda arranjar mais umas quantas hipóteses da pseudo fogueira pública em que alguns teimam, com o corolário no "formamos jogadores mas não formamos homens"... 
Aliás, são raros os casos em que antigo/ex jogador agrade a "gregos e a troianos". Acho que nem CR7 faz o pleno.
Também é verdade que não vemos muitos exemplos de reconhecimento e agradecimento ao clube e, infelizmente, alguns chegaram mesmo ao ponto de não lhes bastar a indiferença, cuspiram mesmo no prato onde comeram. Outra verdade é que o Sporting vive ciclicamente em guerra e em depressão, o que não ajuda nada pois muitas das críticas e "assassinatos" têm a ver sobretudo com a direção ou o Presidente que os contratou ou vendeu... Quem passa pelos campos de batalha digitais, Instagram ou Twitter sabe bem do que falo.

Por isso sabe bem ler coisas assim, afaga-nos o ego e faz-nos acreditar. 
Cédric Soares- "Se um dia voltasse a Portugal, voltaria para o Sporting. Foi o clube que me formou como homem e jogador e pelo qual ainda torço" (https://tinyurl.com/y9t3utsw)

 

21855859_I03sh.jpeg

(fotografia extraída do site https://cedricsoares.pt/)

A voz do leitor

«Como é que o Jorge Sousa pode ser árbitro ou VAR de jogos do Sporting, depois do que fez no passado? E o que dizer deste "árbitro" que demora hora e meia a redigir um relatório? E não estamos nós a lutar por nada! Porto e Benfica, quando estão a ter dificuldades em ganhar, aparece sempre qualquer coisa (penálti, expulsão, erro do adversário...). Esta - entre muitas outras, obviamente - é uma das razões por que não somos campeões há tanto tempo. Devil is in the details...»

 

João Rafael, neste meu texto

Perceber a diferença

Quando Rúben Amorim pegou na nossa equipa, o Sporting tinha menos 19 pontos que o Benfica e menos 4 pontos que o Braga. Agora segue a 11 pontos do Benfica e tem mais três pontos que o Braga.

Em sete jornadas, portanto, recuperou 15 pontos a estas duas equipas. Não é coisa pouca.

Mais: com Amorim ao leme, o Sporting registou cinco vitórias e dois empates, 12 golos marcados e 4 sofridos.

Nas sete jornadas anteriores, tinha averbado 3 vitórias, dois empates e duas derrotas. Sete golos marcados e seis sofridos. Mesmo contando com Bruno Fernandes, que entretanto rumou ao Manchester United.

Já dá para perceber a diferença.

Pódio: Plata, Coates, Wendel

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Moreirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Plata: 15

Coates: 15

Wendel: 14

Jovane: 14

Matheus Nunes: 14

Nuno Mendes: 13

Borja: 13

Ristovski: 13

Acuña: 13

Luís Maximiano: 13

Neto: 13

Sporar: 12

Battaglia: 11

Joelson: 9

 

O Jogo e A Bola elegeram  Plata  como melhor sportinguista em campo. O Record optou por  Jovane.

A voz do leitor

«O lance do Jovane ainda é discutível, mas o de Coates é escandaloso como não é assinalado. Mas para mim o mais grave deste jogo foi o momento em que o Moreirense fica reduzido a dez, e se vê claramente na transmissão o treinador a dar ordens ao guarda-redes para fingir uma lesão, para dar tempo de aquecer ao central que ia entrar. Que isto passe impune, sem castigos bem severos para o treinador e para o guarda-redes, é inadmissível. Isto na liga inglesa dava dois jogos de castigo para o guarda-redes. Já dizia o outro, o fair-play é uma treta.»

 

Vítor Hugo Vieira, neste meu texto

Dois penáltis roubados ao Sporting

A imprensa desportiva de hoje é unânime: o árbitro Tiago Martins cometeu ontem um atentado à verdade desportiva ao não assinalar duas grandes penalidades claríssimas favoráveis ao Sporting - uma a abrir, outra a fechar o jogo que disputámos em Moreira de Cónegos.

Até árbitros que estão muito longe de ter qualquer simpatia pelo Sporting reconhecem isto. E assinam por baixo.

 

Passo a citá-los:

 

Minuto 3: João Aurélio derruba Jovane dentro da área.

 

Duarte Gomes (A Bola): «João Aurélio, no interior da sua grande área, chegou tarde à bola dividida e acabou por atingir Jovane, derrubando-o. Pontapé de penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «João Aurélio aborda tarde o lance, não jogou a bola e, de forma negligente, atinge Jovane. Falta merecedora de penálti.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Há falta, obviamente. João Aurélio chegou tarde, não jogou a bola e atingiu um pé de Jovane. Penálti que ficou por assinalar

Jorge Faustino (Record): «Jovane foi mais rápido do que João Aurélio a chegar à bola desviando-o do seu adversário, que não conseguiu travar o movimento que a sua perna levava, pontapeando a canela de Jovane. Penálti por sancionar

José Leirós (O Jogo): «João Aurélio não joga a bola e atinge uma perna de Jovane, que estava em cima da linha, logo dentro da área. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Jovane cai na área depois de ser rasteirado por João Aurélio - o avançado consegue fazer o passe antes de ser atingido pelo defesa dentro da grande área. Penálti por assinalar

 

Minuto 90+5: Coates é agarrado e imobilizado por Djavan em zona proibida.

 

Duarte Gomes (A Bola): «Djavan e Coates tocam-se, mas, na sequência, o central do Moreirense puxa a camisola do sportinguista em lance que o VAR sinalizou. Penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Coates é agarrado de forma persistente pela camisola, acabando por ser derrubado e impedido de jogar a bola. Falta merecedora de penálti

Jorge Coroado (O Jogo): «Coates foi claramente agarrado, impedido de se deslocar e derrubado. No campo, admite-se que o árbitro não tivesse visto, mas com o recurso às imagens trata-se de dupla incompetência não assinalar penálti

José Leirós (O Jogo): «Há empurrão mútuo para melhor se posicionarem, mas, no momento crucial, Djavan agarrou e puxou a camisola de Coates de forma evidente. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Coates cai na área, após ser agarrado pela camisola, o que o impede de disputar a bola. Pontapé de penálti por assinalar, após o VAR alertar para a situação.»

A pré-época

Chamem-me o que quiserem mas para mim estamos já na pré-época 2020/2021. Esta é, parece-me, a aposta e orientação da Direcção e da Equipa Técnica, e concordo com ela. Afinal, no final desta tão atípica temporada resta-nos deixarmos de fazer figuras tristes em campo, abandonando definitivamente o péssimo e errático jogo que durante meses, meses de mais, foi sendo praticado por um conjunto de jogadores, e substituirmos aquilo que tantas vezes nos envergonhou e exasperou por uma equipa de futebol com cabeça, tronco e membros. Uma equipa que saiba o que está a fazer em campo - que já tantas vezes o faz bem! Uma equipa que nos dê indicações que no futuro estará melhor. Uma equipa, enfim, que nos dê esperança e horizonte.

Antes de Rúben Amorim, e pegando na ilustração anatómica, cabeça não havia. Nem nos jogadores e treinadores, e menos ainda na massa adepta, que a perdíamos com os nervos a cada jornada de novo e repetido desaire e desnorte. Quanto ao tronco, esse, só o comum. Do qual quase todos partilhávamos que aquilo era tudo um desastre. E membros faltavam sempre aos nossos na hora do passe certeiro, do remate decisivo, no momento tão ansiado do chuto matador. Goleador.

Ontem, em Moreira de Cónegos, faltou-nos acerto, sim, é verdade, mas também o é que essa conclusão tiramo-la sem termos de recorrer a bitolas antigas de anos, décadas mesmo, mas porque temos já a bitola Amorim.

Como tantos, também não gostei de ver Wendel e Nuno Mendes no banco. Muitos defendem que em equipa ganhadora não se mexe. Outros sentenciarão que não é preciso aplicar a rotatividade no plantel.

Devo confessar que concordo com essas máximas, mas quando seguidas e aplicadas em tempos de casa arrumada e totalmente definida. Infelizmente, o Sporting ainda não está assim. Mas felizmente para lá caminha. Caminha, acredito e tudo farei para que assim seja, para alcançar vitórias de forma consistente e, por isso, natural. O desejado reencontro com o estatuto de clube grande ganhador.

Posto isto, aceito e aplaudo a experiência e até mesmo experimentalismo que Rúben Amorim tem realizado nas equipas que monta. 

Há nele consistência. As equipas têm todas por base a formação. E esta aposta continuada e reforçada nos nossos principais activos é preciosa. É a que verdadeiramente nos dá futuro e inda rumo. É raro, muito raro, que ao discurso, às palavras se juntem os actos. O clube, esta direcção, disse-nos em tempos que iria apostar na Academia e suas muitas jóias e (depois de enganos e atrasos) está finalmente a fazê-lo.

Acreditando que não mais voltaremos a fazer figuras tristes esta temporada, convicto que no pódio ficaremos (fraco consolo!), espero e disso estou mesmo convencido que estas derradeiras jornadas estão já a ser a preparação de uma época vitoriosa.

Começámos 2020/2021 mais cedo que os outros. Tiremos proveito disso e assim sendo nem a incompetência (será só isso?) dos árbitros como os de ontem em Moreira de Cónegos nos impedirá de alcançar a glória que inscrevemos na nossa insígnia. 

A mãezinha dele até pode ser uma senhora muito digna

Só pude ver o jogo de ontem na Ucrânia. O comentador lá ia arrastando a voz ao ritmo tropeçante e pastoso do desafio. Uma partida em que para dar tempo a uma substituição o guarda-redes atira-se lesionado para o chão o tempo necessário a que o suplente dispa o fato de treino e oiça as indicações do treinador. E o "árbitro" ou lá o que era aquilo nada insatisfeito com a cena. 

Mas no final, quando Coates sofre um penalty do tamanho da Catedral de Santa Sofia de Kiev, mesmo não percebendo nada do que dizia o comentador percebia-se tudo o que queria dizer pela excitação em que entrou. Como foi possível ter ido ver ao vídeo e não ver o que toda a gente via? Era isto de certeza que dizia o comentador ucraniano no tom claramente intrigado e surpreendido com que falava.

Como não percebo nada da língua ucraniana, nem dos costumes locais, não sei se o comentador terá chamado gatuno e filho da puta ao árbitro - não  posso jurar, mas fazia sentido.

Keizer versus Amorim

Ruben Amorim tem muito boa imprensa. É um facto incontroverso.

Mas hoje gostaria de falar dos seus resultados.

Já aqui disse que a contratação de um treinador sem experiência por 10 milhões é um absurdo. Um luxo a que não nos podemos dar. Continuo a pensar o mesmo.

Para que não me acusem de ser "brunista" por abordar os muitos erros da actual gestão, vou comprar os resultados de Amorim com os do treinador que Varandas disse ser o seu, há pouco mais de um ano, depois de uma analise apuradissima de alternativas.

Vejamos os primeiros resultados de Keizer:

Screenshot_20200707-190831.png

Resumindo: em 7 jogos, Keizer tinha 30 golos marcados e apenas vitórias. Todos nos recordamos de grandes jogos de futebol, com Nani e Bruno Fernandes em grande plano. Bem como outros jogadores entretanto vendidos, como Raphinha ou Bas Dost. A defesa, essa sempre foi um problema para Keizer - e viria a custar-lhe a Supertaça 2019, contra o SLB - e, mais tarde, o lugar.

Pois bem, ontem Amorim completou o seu 7.º jogo ao comando do Sporting. O balanço é de 5 vitórias (todas com clubes da segunda metade da tabela) e dois empates (com duas equipas da parte inferior da primeira metade da tabela) . 

Longe de querer criticar Amorim, que apanhou uma equipa destroçada e acabada de ficar sem o seu capitão e melhor jogador, é preciso fazer a ressalva de que a equipa desta segunda metade da época nada tem a ver com a que Keizer herdou (e com a qual ganhou dois troféus). 

Para colmatar as muitas debilidades do plantel actual do Sporting, Amorim foi inteligente ao arriscar nos jovens, o que coloca os adeptos do seu lado. E não é preciso ser um génio da bola para ver que Nuno Mendes, Quaresma e outros são mais-valias. 

Mas ontem voltou a insistir em Borja, um jogador demasiado trapalhão para uma linha de 3 defesas. Em Battaglia, que hoje é um jogador triste e aborrecido, aparentemente desligado do clube. E parece não saber o que fazer de Sporar (um jogador que, na minha opinião, terá de suar muito para se manter titular quando o limitado Phellype estiver de regresso). 

Para Amorim, começa agora o teste a sério, com visitas aos estádios dos dois clubes no topo da tabela em poucas semanas. Que lhe corra bem, é o que todos desejamos. 

Para Varandas, o grande teste virá no final da época:  reconstruir uma equipa vendida aos poucos desde 2018, e para a qual não tem sido capaz de recrutar jogadores de qualidade; e conseguir manter as expectativas baixas e a ambição ao mínimo, num clube cuja maioria dos adeptos não se conforma com o segundo ou terceiro lugar, e tendo já uma enorme e ruidosa oposição dentro de casa. 

A boa imprensa talvez amaine a contestação à direcção (ou ao que resta dela, depois das demissões dos últimos meses), mas Varandas dificilmente sobreviverá a um início de época como a de 2019-20, quando Keizer ainda era o eleito. 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa organização defensiva. Há números que não se alcançam por acaso: levamos sete jogos consecutivos sem perder. Isto deve-se ao facto de o actual técnico estar a construir uma equipa, como mandam as regras: de trás para diante. Mesmo tendo perdido o grande esteio do nosso bloco defensivo - Mathieu, internacional francês ex-Barcelona - Rúben Amorim tem sabido apetrechar o sector mais recuado de um dispositivo táctico eficaz, traduzido em números: apenas quatro golos sofridos nos últimos sete jogos, contra 12 marcados. Apenas sofremos em três desses sete desafios. Ontem, fora de casa contra o Moreirense, a nossa baliza manteve-se intocável (0-0).

 

De Coates. Destacou-se no jogo como baluarte da defesa, dando-lhe voz de comando. É o mais veterano desde a saída de Mathieu, que abandonou o futebol por lesão. Atento, sempre que foi necessário, a limpar qualquer investida adversária - assim foi, com cortes providenciais, aos 15' e aos 53'. E ainda foi o mais perigoso lá à frente, nas bolas paradas. Venceu um lance aéreo aos 37', cabeceando por cima, e viu-se impedido de disputar uma bola ao ser ostensivamente agarrado dentro da grande área, mesmo no fim da partida, num lance que o árbitro ignorou. Num jogo em que quase todos os seus colegas estiveram abaixo do nível que nos habituaram, foi dos raros que se mantiveram em bom estilo e grande classe. O melhor em campo.

 

De Wendel. Ficou, estranhamente, sentado no banco e só entrou aos 61'. Erro do técnico, que viu a equipa jogar mais de uma hora sem o seu pêndulo no meio-campo, que organiza jogo e transporta a bola com qualidade. Mal entrou, viu-se a diferença: a equipa ganhou fôlego ofensivo, subiu o patamar de qualidade e só não alcançou os três pontos por imperícia na finalização e incompetência do dono do apito.

 

De Nuno Mendes. Outro jogador que devia ter alinhado de início. Difícil de entender a opção de Rúben Amorim, que o manteve sentado no banco de suplentes até ao minuto 61', quando entrou para render o inoperante Borja. Só aí passámos verdadeiramente a ter um ala esquerdo: Acuña, ontem muito apagado, nunca pareceu combinar com o colombiano e funcionou melhor quando recuou para a posição de central esquerdino, enquanto o jovem da formação leonina se adiantava no terreno, acelerando o jogo no corredor e cruzando com intenção deliberada de servir os companheiros na grande área.

 

Das substituições. Contra uma equipa que não fez um só remate enquadrado à nossa baliza e ficou reduzida a dez aos 51', só conseguimos ocupar com eficácia o corredor central após mais de uma hora de jogo, quando o treinador fez as substituições que há muito se impunham. Tempo desperdiçado, quando a energia física já não era a mesma e a capacidade anímica do colectivo leonino estava longe do seu melhor. Além das já mencionadas, registou-se ainda a troca de Ristovski pelo ainda júnior Joelson, em campo desde os 66'. Benjamim do plantel, teve bons pormenores, dinamizando o flanco direito do nosso ataque e ganhando mais meia hora de experiência entre os adultos.

 

De Plata. Foi sempre um dos mais inconformados, causando sucessivos desequilíbrios ao transitar da ala para o centro, com a bola dominada no pé esquerdo, na habitual manobra que costuma confundir os defesas adversários, tentando servir Sporar - e assim foi, num bom centro aos 33´, infelizmente desperdiçado. Alvo de faltas consecutivas: uma delas levou à expulsão de Halliche, aos 51'.

 

Da contínua aposta na formação. Terminámos o jogo com cinco jovens oriundos da Academia em campo: Luís Maximiano (que não fez qualquer defesa digna desse nome durante toda a partida), Matheus Nunes, Jovane, Nuno Mendes e Joelson. Só assim, dando-lhes oportunidades, estes jovens conseguirão evoluir e mostrar aquilo que realmente valem.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora desasseis jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses jogos tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista cinco vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD e Gil Vicente) e dois empates (em Guimarães e Moreira de Cónegos).

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero. Não apenas pela ausência de golos mas também pela quase inexistência de verdadeiras oportunidades de os criar. Só fizemos dois remates dignos desse nome: aos 69', quando Sporar, num remate cruzado da direita, atirou com força mas à figura do guarda-redes, e aos 84', quando Wendel também foi incapaz de ludibriar o guardião do Moreirense. Voltámos a perder pontos, quatro jogos depois: soube a muito pouco.

 

De Sporar. Terceiro jogo consecutivo do internacional esloveno sem marcar. Pareceu estar sempre no local errado à hora errada, sem abrir linhas de passe, incapaz de se libertar das marcações. Como se lhe faltasse instinto goleador. Demorou mais de uma hora a conseguir o primeiro remate e, quando o fez, permitiu intervenção fácil do guarda-redes. De algum modo símbolo da partida, nesta que foi a pior exibição do Sporting na era Rúben Amorim.

 

De Battaglia. O técnico apostou nele como titular, enquanto médio mais próximo do eixo da defesa, numa partida em que não precisávamos de um trinco, dadas as características da equipa adversária, nada vocacionada para o ataque. O argentino está em manifesta quebra de forma: nunca combinou com Matheus Nunes, seu parceiro no meio-campo, foi incapaz de fazer passes de ruptura e pareceu perdido naquela função de funcionar como tampão de um fluxo ofensivo que nunca existiu.

 

De Matheus Nunes. Amorim continua a confiar nele, mas desta vez o jovem brasileiro não correspondeu: falta de intensidade no transporte de bola, falta de criatividade para desenhar lances, manifesta incapacidade para ligar sectores. Passe disparatado aos 60', péssimos remates para a bancada aos 72' e aos 75', pontapé sem nexo aos 78'. Custa perceber por que se manteve em campo durante todo o jogo.

 

De Borja. Central improvisado desde a saída de Mathieu neste rígido sistema de defesa a três (ou a cinco) imposto pelo novo treinador, o colombiano nunca sai da chamada "zona de conforto", incapaz de acelerar o jogo ou de iniciar a construção com qualidade. Disto se ressentiu Acuña, o elemento que actuava mais próximo dele no corredor esquerdo e que acabou por substituí-lo quando o técnico alterou enfim o inoperante onze inicial. Cada vez se percebe com mais nitidez que precisamos de um verdadeiro central esquerdino como reforço do plantel.

 

Do árbitro Tiago Martins. Deixou passar em claro uma grande penalidade cometida sobre Jovane, logo aos 3', sendo ainda mais incompreensível que o vídeo-árbitro (ontem era Jorge Sousa) não o tenha advertido para este lance. Quase ao cair do pano, voltou a fazer vista grossa a outro penálti, sobre Coates, numa bola disputada dentro da área. Aqui foi avisado e ainda se dignou espreitar as imagens, mas manteve a decisão inicial: tratou como "casual" um derrube à margem das leis do jogo. Péssima actuação, confirmando ser um dos piores apitadores que se pavoneiam na Liga portuguesa.

Malfadado " POLVO "

Quando não quer ver o que toda a gente vê, só  resta um caminho a Tiago Martins: sair. Esta teimosia em não querer assinalar o penalty sobre Coates no último lance do jogo, depois de consultar no VAR, aquilo que todos os que assistiam ao jogo puderam observar, só nos leva a concluir que o "POLVO" está de volta no seu melhor. Não quero chamar incompetência, nem nulidade, como Jorge Coroado o definiu, ou sem critério técnco e disciplinar, como outro ex-árbitro caracterizou a sua atuação; prefiro chamar-lhe "artista" e tentáculo de um "polvo" difícil de apanhar, pois é muito viscoso.

Uma decisão imparcial?

tiagomartins2.jpg

(Imagem retirada daqui)

«[O] Árbitro

 

A figura número um do jogo… não joga, isto é, não chuta. É o primeiro a entrar em campo e o primeiro a entrar em acção, apitando para o desafio começar, do mesmo modo que lhe caberá também a última palavra: apitadela que põe termo ao encontro. O árbitro não pode ser encarado como inimigo, temos de o ajudar, até porque é muito difícil a sua tarefa: velar pelo cumprimento das regras do jogo. Pode errar, como homem que é, mas, em princípio, o árbitro tem sempre razão, sabe as regras, é um amigo mais que também entra no jogo. Não lhe chamem imparcial, porque ele pode afinar e com alguma razão. Se é árbitro, é imparcial, isto é, não é parte, não é parceiro, está fora das equipas, está acima. Chamar-lhe imparcial é admitir que ele não o pode ser, compreendem?... E ele pode não gostar.»

 

In.: PINHÃO, Carlos – Abril futebol clube. 1ª ed. Lisboa : Vega, 1991. p. 87

 

Os filhos da puta, parte enésima

21854624_rEJcb.jpeg

 

Eu podia começar este post por reclamar sobre o desespero de colocar o Coates a jogar a ponta de lança (avançado centro, para o nosso querido presidente), tal como fazia Silas nos seus gloriosos dias como treinador do Sporting. Ou até sobre a oxigenação do cabelo de Jovane, que lhe deve também ter alterado a cor (e não só) dos neurónios (não há lá ninguém que lhe diga que ainda é cedo para se armar em vedeta?). Ou até relembrar a máxima de que em equipa que ganha não se mexe. Ou mesmo que não se compreende que a jogar contra dez quase meia-parte do jogo, apenas se tivessem feito dois remates enquadrados com a baliza e nenhum deles com verdadeiro perigo, o redes deles nunca deve ter tido uma noite tão descansada. Vá, basicamente, eu poderia começar por dizer que o nosso jogo foi vulgar, que alguns jogadores (curiosamente os mais "velhos") estão claramente a mais e é empandeirá-los enquanto é tempo e que outros naturalmente estão "crus" ainda e que cometem erros às vezes infantis e até podia começar por escrever que a nossa prestação foi uma valente porcaria.

Mas não. Começo e termino por dizer que mais uma vez fomos roubados. O resto são amendoins. Melhor, o resto continua a ser a acção de certos filhos da puta, que impunemente nos continuam a roubar.

Reforços precisam-se

O jogo de ontem, onde o Moreirense teve um desempenho muito competente, alguns jovens estiveram em noite desinspirada e o árbitro recusou ver o que estava à vista de todos, veio por a nu as debilidades deste Sporting sob o comando de Rúben Amorim.

Quando nos recordamos do desempenho do Braga contra o Sporting e vemos este Sporting jogar, no mesmo modelo táctico e com as mesmas ideias de jogo, há coisas que o Braga tinha e não vemos neste Sporting.

Desde logo um ponta de lança com capacidade de jogo aéreo, Paulinho, bem solicitado por centros teleguiados, e com médios altos a entrar para confundir marcações. 

Depois, capacidade de meia distância, com circulação de bola de lado a lado para confundir marcações e centros atrasados a solicitar o remate à entrada da área.

São dois elementos essenciais para ultrapassar defesas acantonadas e a jogar de frente para a bola, como aconteceu ontem depois da expulsão.

E assim, para mim é óbvio que precisamos de reforços, não para sentar o Plata e vir um Fernando qualquer, mas para irmos buscar o que não temos, e que muito nos faz falta.

 

Para mim as prioridades são as seguintes:

1. Ponta de lança forte no jogo aéreo, o tal "pinheiro", "poste", ou lá o que seja, um novo Bas Dost, Jardel, o que quiserem. Sporar é superior a LP29 fora da área, mas ainda inferior a ele dentro dela no jogo aéreo. Pedro Mendes, Tiago Tomás, Gelson Dala, Ruiz: nenhum deles tem essas características.

2. Um médio centro possante e com meia distância, mais de passe e controlo do que de transporte de bola, já sei que muitos não irão gostar do exemplo que vou dar, um novo Gudelj para melhor. Battaglia, Matheus Nunes, Palhinha, Wendel, Doumbia: nenhum é isso. Bragança ou Geraldes, menos ainda.

3. Um lateral direito experiente que ponha a bola onde põe os olhos. Aqui o exemplo mora no Porto, embora no caso seja esquerdino, Alex Telles. No Sporting não há bons exemplos para dar desde há décadas. Risto já não vai lá. Rosier um flop, na formação ou emprestados não há ninguém de que me lembre em condições.

4. Um novo Mathieu. Fala-se no marroquino do Betis, se calhar outro Neto. Borja não passa daquilo que é: muito pouco e muitas vezes assusta. Ontem uma novidade, Acuña a dar uma capacidade de construção desde trás nunca antes vista. Para repetir a aposta? Nuno Mendes é bom de mais para ficar no banco. Mas Acuña, mesmo na má forma actual, é de longe o melhor jogador do plantel actual e não pode ficar de fora.

 

Entretanto, e pondo de fora os mais jovens, enquanto há jogadores que muito cresceram com Rúben Amorim, Coates e Wendel à cabeça, outros não estão a conseguir. Battaglia (este para mim uma grande desilusão), Borja, Ilori, Rosier, Eduardo serão para tentar vender ao melhor preço. Renan e o LP29 deverão ir pelo mesmo caminho. No conjunto custaram quase 20M€. Que davam muito jeito ao Sporting.

Enfim, os poucos jogos que faltam e muito particularmente os embates com os rivais, vão clarificar muita coisa, mas duvido que se afastem muito destas minhas ideias.

E as vossas quais são?

SL

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D