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És a nossa Fé!

Má notícia em todo o mundo

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A detenção de Bruno de Carvalho está a ser notícia em todo o mundo, causando irreparáveis danos reputacionais ao Sporting. Nada que nos surpreenda excessivamente, atendendo aos antecedentes e às circunstâncias do caso agora em fase de instrução no Tribunal do Barreiro, o que não atenua a profunda tristeza e a dolorosa consternação de quem sente simpatia, devoção e amor por este clube, paixão de todos nós. 

Faz hoje seis meses, ocorreu o ataque dos jagunços encapuçados a Alcochete. Jamais esqueceremos o que aconteceu: foi uma das páginas mais negras da história do desporto português. Ainda hoje me interrogo como terá sido possível. Há menos de um ano, nem nos piores pesadelos imaginaríamos ver o nome do Sporting associado, aquém ou além-fronteiras, à prática de actos criminosos.

A voz do leitor

«Estes "adeptos" que assobiam um jogador e um homem como Nani são os mesmos que, se tivéssemos o Cristiano Ronaldo a jogar, em final de carreira, e falhasse um remate que fosse, diriam com a maior desfaçatez: "Este gajo não joga nada." Mais do que não perceberem nada de futebol, não percebem nada da vida.»

 

JCB, neste texto do Duarte Fonseca

Faz hoje um ano

 

A 14 de Novembro de 2017, deixei aqui um bilhete a Bruno de Carvalho, na sequência de um postal aqui escrito oito dias antes pelo José Pimentel Teixeira. Sugerindo-lhe que contribuísse para a recuperação da degradada sede do Sporting Clube da Ilha de Moçambique, fundado há largas décadas como nossa filial n.º 59.

 

Eis um trecho do que escrevi:

«Seria uma obra importante, não pelo custo monetário, estou certo disso, mas pelo seu significado enquanto testemunho vivo desta marca sem fronteiras físicas que é o nosso Sporting Clube de Portugal. Uma marca espalhada pelos mais diversos recantos do planeta, enquanto traço de união entre povos diferentes mas capazes de perfilhar valores comuns.

Aqui fica igualmente o meu apelo, com a firme convicção de que seremos escutados. A Ilha de Moçambique merece, os sportinguistas de lá agradecerão qualquer ajuda e o presidente terá mais um motivo para sentir justificado orgulho nas funções que exerce. Contribuir para reabilitar filiais e delegações, enquanto espaços físicos depositários de memórias desportivas e que funcionem como trampolim para a concretização de novos sonhos, é também uma forma de servir o Sporting.»

 

Nem o postal do JPT nem o meu bilhete encontraram eco. A comunicação do clube, então obcecada com o Benfica, não tinha tempo nem disponibilidade para cumprir as mais elementares regras de civilismo e cordialidade relativamente a blogues como este, que figurou sempre na primeira linha de apoio incondicional ao centenário clube a que nos orgulhamos de pertencer.

 

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O país dos minis

Não, não é qualquer tipo de propaganda à marca de automóveis.

É mesmo a constatação de algo que é muito português e provavelmente estará tão enraizado, que nem daqui a dez gerações (mais ou menos 250 anos) se verá vislumbre de mudança.

Reparem que só há poucos dias tivemos uma ameaça de tornado. Até aí, fomos tendo alguns mini-tornados; Umas mini trombas de água, já tivemos mini-fenómenos atmosféricos, tudo em pequeno, mixuruca como dizem os brasileiros. Tivemos uma coisa em grande, mas lá está, já lá vão dez gerações, em 1755, e mudou muito pouco desta mentalidade pequenina. Não fora o Marquês e...

Então como nunca tivemos qualquer fenómeno terrorista (inch'allah, graças a Deus, o que queiram conforme as religiões que professem), vá de encontrar um mini-atentado terrorista, para que lá fora nos vejam como um país actual e civilizado (sim, porque não há país civilizado que se preze que não tivesse já o seu - verdadeiro - atentado terrorista) e os espanhóis não nos gozem, que eles já tiveram aquela coisa de Atocha que foi tudo menos "chata" e viveram a braços com a ETA dezenas de anos. Terrorismo à séria, do qual alguns de nós, pelos vistos, temos alguma inveja. Podem dizer-me que nós tivemos a FLA. É pá, mas isso não passou dum grupo de rapazes que queria vir para o continente mandar alguma coisa! Então e o MIJA? Pessoal, isso foi uma algaraviada tonta, que não passou de uns encontros onde se comia polvo grelhado e muxarra. Então, pensou aí um senhor doutor juiz, excelência, "que diabo, se tivemos já tantos mini-qualquer coisa, que tal ter um mini-atentado terrorista? Seremos a partir de agora encarados com outros olhos. Já podemos vangloriar-nos de que também já tivemos o nosso atentado terrorista e isso já nos dá o estatuto de grandes e um alvo importante da jihad ou do daesh" ou carapau a sete como se chama àquela malta dos atentados verdadeiros, aqueles que matam mesmo, não apenas desmoralizam, já sou eu a dizer...

Destas detenções de Domingo, que pelo dia só podem lembrar ao Diabo, eu acho que só levaram o Mustafá porque tem uma cor assim para o escuro e no ambiente carregado do calabouço, passa muito bem por um iemenita ou um marroquino (do sul, claro!), e o Bruno por causa daquela barba ridícula que ele teima em usar para se armar em Bin Laden de Telheiras e que se veio a provar lhe prejudica muito mais que a imagem.

Realmente, não deixando de ter a opinião de que os bandalhos que actuaram de forma criminosa em Alcochete deverão ser punidos de forma exemplar pelos órgãos do clube, os que forem sócios, bem como a claque a que pertencem, devendo também ser alvo de mão pesada, dentro dos limites que a Lei prevê, os máximos se possível e não for pedir muito, pela justiça, por favor, não caia ela, a justiça portuguesa, no ridículo, no ultrage e abjecta provocação a quem realmente foi vítima de ataques terroristas em Madrid, em Londres, em Paris, em Nova Iorque, em Nice, em Munique e outros locais onde muita gente foi vítima, alguns de forma terminal (terminal é morrer mesmo, para quem tenha alguma dificuldade cognitiva), de terroristas. É que estes que pensaram, mandaram e assaltaram Alcochete serão tudo o que lhes queiram chamar:  Arruaceiros, drogados, traficantes, gatunos, aproveitadores, desocupados, delinquentes, contumazes, paneleiros, filhos da puta, lampiões, cadastrados. Terroristas? Terroristas não!

Ainda sobre Bruno de Carvalho

 

Goste-se ou não de Miguel Sousa Tavares convirá ouvir isto. Nem a forma como a justiça trata o Bruno de Carvalho é admissivel nem a acusação de "terrorismo" é aceitável. A acusação de terrorismo é, como MST muito bem refere, "brincar com coisas sérias". O que aconteceu foi muito grave mas não é "terrorismo", termo que define outros fenómenos bem diferentes. 

Duas coisas a somar: MST refere a coisa mais execrável que aconteceu nos últimos dias, a polícia confiscou o computador da filha menor de Bruno de Carvalho, devassou a privacidade da adolescente. Isto é o faroeste? A polícia tem 40 morcões presos, acede a gravações telefónicas (o que mostra como isto está um fartar vilanagem, quanto ao assalto aos direitos de cidadania). E ainda assim precisa de devassar a privacidade de uma adolescente que nada tem a ver com isto, por ser filha de quem é? 

A segunda coisa é o que leio nos jornais: alguém disse aos jornalistas que o ex-presidente está medicado e os jornais disso fazem notícia. O que é isto? Como é possível? Como se pode fazer tal coisa? O estado de saúde é privado. O homem é detido para interrogatório e põem-lhe a "ficha clínica" na imprensa? Isto é execrável.

E o silêncio sobre tudo isto de uma organização chamada Sindicato de Jornalistas, que tão vigorosa foi quando veio atacar BdC por este ter apelado ao não consumo de comunicação social, mostra bem o quão miserável (lamento, Pedro Correia e outros co-bloguistas jornalistas, mas não há outra coisa que possa ser dita) é a classe que se faz representar por este prostituído Sindicato.

Três coisas a propósito do Bruno

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"Isto" do sentir pelo o clube não se pode (não se deve) apartar do que se sente, pensa, sobre a sociedade. Por mais que os radicais clubistas queiram separar as coisas, sacralizando o clubismo. Por isso deixo aqui três sensações:

 

1. Os prazos de prisão preventiva em Portugal são muito longos, e em muitos países parceiros, que partilham valores e modelos organizativos, eles são bem mais pequenos. Mas é a lei que temos e assim "dura lex, sed lex". Mas outra coisa, completamente diferente, é deter alguém - que nem sequer denota risco de fuga - num domingo para o interrogar numa quarta-feira. Isto não é a tal "dura lei", é uma aleivosia cometida a coberto da lei. Estamos, muitos dos sportinguistas, desiludidos e ofendidos com Bruno de Carvalho. Mas uma coisa, justa, é o desejo que haja investigação, e julgamento se necessário, outra coisa, vil, é aceitar isto, o abjecto revanchismo. 

O Estado não pode fazer isto aos cidadãos (ao Bruno, ao cadastrado dito Mustafa, a este bloguista jpt, a qualquer sportinguista ou seja a quem for). E se tem uma greve dos seus funcionários agendada não detém deste modo alguém que não vai fugir e que é suspeito num caso que se investiga há seis meses. Os funcionários públicos trabalham para nos servir. E não para nos tratar desta maneira.

É uma pena que não haja uma "dura lex" que permita despedir o responsável por esta investigação.  Porque não tem competência democrática para trabalhar naquela área.

 

2. É cada vez mais óbvio o que logo no "dia de Alcochete" para muitos óbvio foi: o ataque aos jogadores, na sequência de uma série de invectivas públicas do presidente e de actos ameaçadores da claque que dele tão íntima era, derivou das atitudes de Bruno de Carvalho. Se mandante directo, se responsável moral devido ao clima criado e à importância dada aos seus sequazes, isso já será motivo da investigação em curso. 

Na sequência disso vários jogadores rescindiram os contratos de trabalho. As ameaças públicas continuaram. Depois, alguns decidiram voltar. Outros terão contribuído para que houvesse uma negociação das suas licenças desportivas. Outros exigiram aumentos para regressar ("para vos aturar quero mais dinheiro"). Outros seguiram para novos clubes e até intentaram pedidos de indemnização, nisso sedimentando os processos admnistrativos de rescisão. A todos estes, em diferentes momentos segundo o processo de cada um, imensos sportinguistas, associados, adeptos, colaboradores de imprensa, comentadores nos blogs, bloguistas e activistas de redes sociais, chamaram "traidores", "desertores", "refractários", etc. 

Note-se bem: o presidente da associação para a qual eles trabalhavam induz uma invasão violenta e o espancamento de alguns. Esse presidente é popular entre os adeptos, (eleito com 86 por cento nas últimas e concorridas eleições; sufragado por 90 por cento na última e concorrida assembleia-geral). Ou seja, representa formal e informalmente o "universo Sporting". Os jogadores são agredidos, depois continuadamente ameaçados - lembram-se da "espera" à porta do Bruno Fernandes? lembram-se da enxurrada de insultos nos murais do Rafael Leão, por exemplos? Os jogadores decidem partir e são aviltados desta forma. Mesmo os que decidiram voltar são cutucados (leia-se a reacção até mesmo ao regresso de Bruno Fernandes, os vis clubistas reclamando por ele ser "capitão"). O azedume com Rui Patrício, etc. Veja-se o caso de Rafael Leão - segundo li ele vivia na academia, não posso afiançar: Ou seja, viu os seus colegas e o seu técnico agredidos, o "campus" onde residia invadido, tudo com conivência da estrutura do clube. Rescindiu e foi insultado de modo avassalador, perseguido na internet. O que dizem os sportinguistas? Que ele não tem razão para sair ...

Deixemo-nos de coisas, diante do acontecido e face ao gigantesco apoio que o "universo Sporting" (este modesto jpt incluído) deu ao responsável moral (e talvez mais do que isso) os jogadores tiveram e têm todo o direito (moral, jurídico dirão os tribunais) de pedir rescisão, decidir voltar, exigir mais dinheiro para voltar ou nem sequer olhar para trás. E quem continua a chamar-lhes 'desertores", "refractários", "traidores" comporta-se, após tudo isto, com a mesma imoralidade e insensibilidade dos míseros claqueiros invasores.

Tudo isto prejudica o Sporting? Sim. Mas não foram Rafael Leão ou Ruben Ribeiro que prejudicaram o Sporting. Foi o "universo Sporting". Foi este o "relapso" ao pensamento, "refractário" à razão, "desertor" da ética, "traidor" ao "Sporting", essa alma do Sporting Clube de Portugal. E a continuidade dos insultos, dos dichotes, do azedume face aos jogadores mostra bem como nem isso se assume.

 

3. Este claquismo, o viço do holigão insensível e anti-democrata que vive dentro de cada um, estuporadamente irracional e incapaz de olhar crítico, notou-se bem nos dias do Arsenal-Sporting. Esta direcção (vénia) cortou apoios às claques, que permitiam a remuneração avantajada das suas chefias, consabidamente ligadas à economia informal e, quiçá, criminal. Estas, de relações tensas (ou cortadas) com a direcção, organizaram uma surpreendente comitiva a Londres. Surpreendente pela sua dimensão (e organização cénica) e predisposição positiva, dado que se esperará tamanha adesão e fervor optimista em momentos de "cavalgadas" vitoriosas e não de relativa crise como a vivida - demissão de treinador, futebol dito medíocre, derrotas com equipas de menor dimensão e a caseira com o Arsenal. Isto não é, historicamente, o contexto habitual, indutor, de uma exaltante deslocação em massa ao estrangeiro das claques - nem sequer em Portugal o será. O que ali aconteceu foi óbvio: uma manobra estratégica, a querer realçar a importância das claques do clube, a querer salvaguardar o seu espaço, reclamar a continuidade dos apoios. 

Reacção do sportinguista comum? Mesmo depois de Alcochete e do pós-Alcochete? "Ah, que boa prestação das claques", "que bonito", "até a imprensa estrangeira saudou", etc.

 

Seis meses depois de Alcochete? Malandro do (pai do) Rafael Leão, que se lixe o Ruben Ribeiro, Rui Patrício nunca mais, como é que o Bruno Fernandes é capitão (e não está a jogar nada), sacana do Gelson, etc. E as claques estiveram muito bem em Londres ... 

A isto chama-se ser "refractário" à razão. E "desertor" da ética. 

Varandas, com seus defeitos e virtudes, irá sofrer muito com este "universo". A não ser que se ganhe na bola.

 

 

Aposta na formação

Execelente notícia: o Sporting volta a dominar nas convocatórias das selecções mais jovens. No caso, a selecção sub-20.

A prova está à vista: no estágio para o Mundial deste escalão, que decorre até domingo entre a Cidade do Futebol e o Algarve, o seleccionador Hélio Sousa chamou 24 jogadores, estando o nosso clube representado por seis: Daniel Bragança, Elves Baldé, João Oliveira, Luís Maximiano, Miguel Luís e Thierry Correia. Confirma-se assim que vamos no caminho certo. E o caminho faz-se desta forma: caminhando.

A convocatória abrange ainda três jogadores do Benfica, dois do FC Porto, dois do Mónaco e um destes clubes: Belenenses, Estoril, Marítimo, Rio Ave, V. Guimarães, Aarau, Deportivo da Corunha, Génova, Mónaco, Watford e Wolverhampton.

O Mundial sub-20 realiza-se de 23 de Maio a 15 de Junho do próximo ano, na Polónia.

A voz do leitor

«Nani regressou a casa de alma e coração. Ontem [dia 28 de Outubro] fez uma exibição muito boa, alguns furos acima de outras boas exibições. Não significa que, uma ou outra vez, não pudesse soltar a bola de modo mais simples e imediato. Mas isso é que distingue os grandes jogadores, os adversários ficam sempre na expectativa dada a sua imprevisibilidade.»

 

José Lima Curral, neste texto do Duarte Fonseca

Mais de 150 mil visualizações por mês

Registámos 51.989 visualizações, aqui no blogue, só nos últimos dez dias. O que aponta, no fim do mês, para uma média superior a 150 mil cliques de quem nos visita em busca de notícias, opiniões, trocas de impressões e motivos para debate - sempre interactivo, sempre em circuito de ida e volta entre quem escreve e quem vai comentando.

Em nome de todos os autores do És a Nossa Fé, agradeço a vossa participação. Quando apoiam, quando discordam e até quando se zangam connosco. Um blogue onde não se discute limita-se a vegetar. E o nosso está bem vivo.

E para o ano, com motor Honda?


Fui um apoiante de Bruno de Carvalho e durante muito tempo. É inútil dizer que estou arrependido ou que se voltasse atrás seria diferente, que me deveria ter apercebido ou que estava na cara. O que importa, creio, é que os sócios do Sporting tenham conseguido depor a anterior direção por via legitima numa votação extraordinária no pavilhão Atlântico, em junho.
Não me agrada que Bruno de Carvalho esteja a dormir nos calabouços da GNR esperando agenda do juiz ou que as greves decorram. A Justiça em Portugal é uma força estranha, que nunca tem problema em usar a latitude a longitude que entende, nos casos que entende. Podemos abominar Bruno de Carvalho, mas num estado democrático estas decisões precisam de ser melhores explicadas. Este raciocínio é válido para todos os detidos.
Nunca tive uma má experiência pessoal com Bruno de Carvalho. Estive com ele umas quatro ou cinco vezes e nunca me importunou, nunca me pediu nada, nunca me falou mal de ninguém. Era alguém que adorava ser presidente do Sporting e parecia vestir bem esse casaco.
Nesta fase, já fiz por deixar de ter opinião e até por ler as notícias. Acho que Bruno entrou na centrifugação onde outros detidos entraram noutros processos. Com sorte, teremos uma sentença transitada em julgado daqui por dez anos. A cada sentença que viremos a ter, seguir-se-á um recurso da outra parte, até à náusea.
Eduardo Barroso foi um dos mais coloridos apoiantes de Bruno de Carvalho e em noventa por cento das suas intervenções, fala dos seus filhos. Entendo-o. O Sporting sempre foi muito importante na minha relação com o meu pai e hoje é muito importante na relação com o meu filho mais novo. Ou era. Hoje, por causa disto tudo, a verdade é que somos na mesma do Sporting, mas deixámos de prestar a atenção de antigamente. Se vos interessa, consegui cativar o meu filho para a Fórmula 1 e em vez de discutirmos reforços de dezembro, especulamos de Max Verstappen poderá bater Lewis Hamilton com um motor Honda no seu Red Bull.

Faz hoje um ano

 

Até parecia que Jorge Jesus lia o És a Nossa Fé: dois dias depois de o Pedro Oliveira ter suscitado a questão, exprimindo a sua perplexidade perante a marginalização de que Bryan Ruiz estava a ser alvo no plantel leonino, surgia o anúncio, a 13 de Novembro de 2017: o talentoso internacional da Costa Rica era «reintegrado nos trabalhos do Sporting». Sem uma palavra de justificação aos adeptos pelos seis meses de inactividade que penalizaram o atleta, com inevitáveis reflexos no grupo de trabalho.

«Já era tempo», limitei-me a comentar aqui.

Repensar as claques

Conforme prometido num post do António de Almeida, e tendo em conta todas as condicionantes legais (os GOA devem estar enquadrados na legislação em vigor para o efeito e não se pode fugir dela), coloco à disposição dos nossos leitores, sócios, adeptos e até adeptos de outros clubes que nos visitam e que queiram acrescentar algo, já que vivem o mesmo problema, este espaço para dizerem de sua justiça sobre o tema. Repensar as claques é um imperativo não apenas para o(s) clube(s), mas principalmente e acima de tudo um imperativo civilizacional. Proponham nos vossos comentários soluções, opções, medidas que acham que possam trazer uma nova realidade e ar puro à vivência das claques e à sua relação com os demais associados e o clube. 

A minha opinião ficará para o final, se não virem inconveniente, num balanço que será feito num postal próprio e onde "roubarei" as propostas que aqui forem apresentadas, em jeito de "proposta" final.

Mais do que eu, o clube espera o vosso contributo. E o contributo de todos é importante.

O melhor prognóstico

Parabéns ao nosso leitor Luís Ferreira, grande vencedor desta ronda de prognósticos, ao acertar em cheio não apenas no resultado do Sporting-Chaves mas também no marcador de um dos golos (Bas Dost, que apontou ambos). 

Numa jornada caracterizada por algum excesso de optimismo dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, menção honrosa também para Ângelo, que vaticinou também o resultado (embora tivesse hesitado inicialmente entre o 2-1 e o 2-2), mas sem antecipar o marcador dos golos.

Agora esta rubrica vai em gozo de curtas férias. Mas regressa em Dezembro, mal termine a presente pausa no campeonato.

Basta

Um milhão de euros de dívidas ao clube.

Tráfico de droga, cadonga de bilhetes, actividades ilícitas de diverso tipo, em flagrante contradição com os códigos de conduta desportivos.

O líder e o ex-líder da principal claque detidos por fortes indícios de ameaça agravada, sequestro, dano com violência e ofensas à integridade física, entre outros crimes.

Basta. O Sporting de Frederico Varandas tem de traçar uma linha inflexível de separação entre o clube e as práticas criminosas cometidas por estes putativos adeptos, muitos dos quais nem sequer são sócios, que agiram durante anos com total impunidade ao constituírem-se como uma espécie de poder interno dentro do clube, manchando a imagem desta digna instituição de reconhecida e comprovada utilidade pública, com uma história grandiosa que temos o dever de honrar.

Se existe tema que não permite vacilações, é este. Há que agir sem mais demora.

A voz do leitor

«Quando chegou ao Manchester United e o compararam com David Beckham, disse: "Beckham é Beckham, eu sou um miúdo." Muito simples, mas hoje percebe-se o que queria dizer: para chegar lá acima tenho que "pedalar". Foi o que fez em toda a carreira, ainda felizmente longe do fim. As "vedetinhas" de trazer por casa deviam reflectir nessa frase mágica de Cristiano e copiá-lo.»

 

Leão de Queluz, neste meu texto

Faz hoje um ano

 

 

Se há característica que sempre cultivámos no nosso blogue foi o sentido de humor. Partilhado, em grande parte, pelos nossos leitores.

Um deles, Carlos Silva, deixou-nos aqui um comentário que destaquei a 12 de Novembro de 2017, faz hoje um ano, a propósito dos vizinhos da margem sul da Segunda Circular: «Por favor não distraiam agora os lampiões. Estão concentrados nas negociações em Inglaterra. Troca do João Carvalho pela Rainha de Inglaterra. Já estão a tratar a tribuna para montar lá um trono e uma cadeirinha para o Rafa.»

Tem graça e não ofende...

Pódio: Bas Dost, Acuña, Bruno Fernandes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Chaves pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 20

Acuña: 17

Bruno Fernandes: 17

Coates: 15

Mathieu: 15

Bruno Gaspar: 14

Nani: 14

Gudelj: 14

Miguel Luís: 14

Jovane: 13

Renan: 13

Montero: 11

Diaby: 11

Misic: 1

 

O Jogo e A Bola elegeram Bas Dost como melhor em campo. O Record optou por Acuña.

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