Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

Ainda o Portugal-Egipto da véspera.

Comentando esse jogo, o Pedro Azevedo escreveu a 24 de Março de 2018:

«O Mustang pareceu "fora dela" durante largos minutos, mas reapareceu com dois passes açucarados para Ronaldo. Cristiano foi ... Cristiano. Duas oportunidades, dois golos, vitória no jogo e triunfo individual sobre Salah, ao melhor estilo do número 1 mundial. Uma última palavra para destacar que não teríamos ganho este jogo se não fosse a intervenção do VAR (o auxiliar tinha assinalado erradamente fora-de-jogo) ou não fosse a influência do Sporting nesta selecção extensível também à verdade desportiva.»

A voz do leitor

«Vi alguns adeptos, depois do jogo, que mais pareciam pessoas anormais, a gritarem pedindo a demissão do Presidente, Pobres cabeças, que estão obcecadas por um destituído, que ia acabar com um clube que eu acompanho há cerca de 70 anos e que tantas alegrias me proporcionou. O SCP continuará a ser um grande clube, e não são 50/100 pessoas que conseguem desestabilizar esta grande Instituição.»

 

Fernando Albuquerque, neste meu texto

Precisamos de um novo Leonardo Jardim

960.jpg

 

 

Leio na imprensa notícias que nada me tranquilizam. 

 

Primeira: Bas Dost «pode sair no Verão», o que é desde já justificado com a intenção de «baixar a massa salarial do plantel». O mesmo argumento que levou a estrutura directiva da SAD a despachar Nani e a enxotar Montero, duas referências na linha avançada do Sporting - com o consequente reflexo nas exibições da equipa, que têm piorado de então para cá, como se viu no frustrante desafio em casa frente ao Santa Clara, em que acabámos o jogo na retranca, defendendo aflitos o magro resultado por 1-0, enquanto centenas de adeptos abandonavam o estádio antes do apito final.

 

Segunda: pode celebrar-se mesmo um acordo extrajudicial para pôr fim ao conflito com o Atlético de Madrid, que nos furtou Gelson Martins. Esse acordo, segundo já foi soprado para a imprensa, incidirá em valores inferiores aos 22 milhões de euros mais cerca de 10 milhões adicionais por objectivos que Sousa Cintra rejeitou em Julho. E muito abaixo dos 105 milhões que reclamamos a título de indemnização junto do Tribunal Arbitral do Desporto.

 

Terceira: Para baixar consideravelmente o que nos deve por Gelson, o clube colchonero pretende impingir-nos dois jogadores de duvidoso mérito. Refiro-me ao ex-vimarenense Bernard, que teve uma carreira medíocre desde que rumou a Madrid, tem jogado por empréstimo no Kayserispor da Turquia e se encontra lesionado. E ao argentino Vietto, que nunca foi opção para o seu compatriota Diego Simeone, actuando agora emprestado ao Fulham: no clube inglês não devem estar muito satisfeitos com o desempenho deste avançado, que só marcou um golo em 22 jogos nesta temporada.

 

Enfim, tudo isto me transmite a sensação de que andamos aos saldos. Continuando a preferir frouxas opções estrangeiras enquanto a anunciada aposta na formação é adiada para as calendas e os poucos jogadores que ainda atraem adeptos ao nosso estádio são empurrados para a porta de saída. 

Oxalá me engane, mas não consigo vislumbrar nada de positivo nesta estratégia de aceitar trocos e jogadores que nada acrescentam em qualidade ao plantel leonino pelo resgate de um internacional português formado no Sporting que nos foi surripiado por um dos principais emblemas do futebol espanhol.

 

Recomendaria o regresso ao espírito da temporada 2013/2014: se não há dinheiro, recorre-se à prata da casa. Frederico Varandas acompanhou-a in loco, de fio a pavio, como director clínico. Para isso, como ele bem sabe, há que apostar num treinador jovem, competente, motivador, ambicioso e profundo conhecedor do futebol português.

Precisamos de um novo Leonardo Jardim: esse será o nosso principal reforço para a próxima época.

Faz hoje um ano

 

Paragem no campeonato. Jogava a selecção.

Tomei a devida nota, escrevendo aqui a 23 de Março de 2018:

«Em dois minutos, já no tempo extra, Cristiano Ronaldo virou o resultado: passámos esta noite de 0-1 contra o Egipto para uma vitória por 2-1. O melhor do mundo faz sempre a diferença. Bem assistido, em qualquer dos casos, por Ricardo Quaresma. Num jogo em que a equipa das quinas só começou a dar réplica aos egípcios, neste desafio disputado em Zurique como treino para o Mundial da Rússia, quando Gelson Martins e Bruno Fernandes entraram em campo, a meio do segundo tempo. Todos com a inequívoca marca de qualidade. Da Escola de Alvalade.»

A voz do leitor

«Houve eleições há menos de seis meses, eleições essas as mais concorridas de sempre, o clube passou pelo que passou, ainda estamos a “lamber as feridas” e uns patetas, em vez de apoiarem o Sporting, preferem andar com pseudo-manifestações a fazer lembrar tempos que a maioria dos sócios já por mais de uma vez disse que não era esse o caminho que queria.»

 

Nuno Fernandes, neste postal do António F.

E não se pode naturalizar o Bas Dost ?

Mas que falta faz um verdadeiro ponta de lança à selecção portuguesa, um Benzema para o Ronaldo, um pinheiro que arraste a defesa e deixe espaços para o Ronaldo aproveitar.  André Silva e o faltoso e manhoso D. Sousa não dão conta do recado. Porque não naturalizar o Bas Dost, não este dos últimos tempos, post traumatismo craniano e pai recente, mas o outro, o letal ponta de lança que marcou dezenas de golos pelo Sporting ?

Portugal apresentou 14 jogadores, 5 made in Alcochete, um deles o melhor jogador português de todos os tempos, 3 made in Seixal, 2 made in Olival, mais Pepe (que até passou pelo Sporting), Rafa, R. Guerreiro, o tal faltoso e manhoso D. Sousa filho de algum filho de algum patrício. Dos 5 made in Alcochete, 3 saíram com o destituído. Os 2 últimos diz ele que já queria correr com eles há uns tempos mas o Jesus não deixou.

E assim, do Sporting ZERO.ZERO. É o que temos. Uma dor de alma.

SL

 

Nulidade

Deve ser azar meu. Sempre que vejo um jogo da selecção em que actua João Cancelo, este jogador tem uma exibição miserável. Acabou de acontecer na nula partida desenrolada na Luz - que parece ter-se tornado o estádio oficial da Federação Portuguesa de Futebol - frente à Ucrânia. Empate a zero no arranque da nossa campanha para o Europeu de 2020. Foi a primeira vez que iniciámos uma ronda de qualificação enquanto detentores do título, mas nem isso galvanizou o onze nacional, onde Bernardo Silva nunca desequilibrou e Cristiano Ronaldo foi incapaz de fazer aquilo que tão bem sabe: marcar golos.

O melhor, para mim, foi William Carvalho. Com uma exibição quase perfeita - a recuperar bolas, a fazer passes longos, a funcionar como um verdadeiro médio de construção. A falta que ele nos faz em Alvalade...

Mas voltando a Cancelo: perdeu bolas, nunca dominou o seu corredor, foi incapaz de fazer um só cruzamento digno desse nome.

O azar, admito, talvez seja meu: provavelmente só o vejo jogar em dias maus. Espero que o azar não seja da própria selecção.

Ora sebo

Fala-se já muito na construção da equipa profissional do Sporting para a temporada 2019/2020.

As palavras são como as cerejas.

Mas os palpites válidos são apenas de quem quiser emiti-los em tempo útil.

 

Por mim, adianto quem gostaria de ver no nosso principal plantel: Luís Maximiano, Thierry, Bruno Paz, Miguel Luís, Francisco Geraldes e Jovane.

Mas para jogarem.

Não para fazerem figura de corpo presente no banco dos suplentes ou serem remetidos à bancada.

 

Para que este objectivo se concretize, precisamos de um treinador que aposte sem complexos nem rodeios nos valores da formação, trave-mestra da cultura leonina.

Precisamos de alguém que faça no Sporting aquilo que Bruno Lage tem vindo a fazer no Benfica, invertendo - até agora com sucesso - as apostas do antecessor, Rui Vitória.

 

Entretanto, o que vemos em Alvalade?

 

Miguel Luís, ausente das convocatórias em várias jornadas após ter sido o melhor em campo contra o Arsenal e de marcar contra o Belenenses, teve finalmente direito a jogar quase 20 minutos, frente ao Santa Clara. Mas apenas porque se deu uma dupla coincidência: Gudelj estava ausente por acumulação de cartões e Idrissa - que tem 20 anos, a mesma idade do médio português - acabara de ser amarelado, o que levou o técnico a mandá-lo sair por recear que acabasse expulso.

Ora sebo, como diria o Eça.

 

Tenho de escrever isto agora, quando ainda subsistem todas as possibilidades de corrigir erros com vista à época que vai seguir-se: técnico do Sporting incapaz de apostar na formação para mim não serve.

O dilema

Recebi há uns dias no meu telemóvel, mais precisamente no dia 19 de Março, dia do pai, a indicação para a renovação do lugar de forma a poder ver o jogo da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal contra o rival da 2ª circular.

E é aqui que começa o meu dilema…

Assumo que não me revejo neste Sporting com uma Direcção amorfa e sem capacidade de liderança. Passámos do 8888 para o 8… Não há então quem consiga o meio termo?

Depois há um treinador da equipa principal que exibe de um discurso monocórdico e muuuuuuuuuito pouco cativante das hostes leoninas. Que depois se plasma nas exibições, no mínimo, sofríveis que a equipa vai exibindo em campo.

Pior… ganhar em casa a uma equipa que no ano passado militava na segunda divisão com um esforço quase hercúleo, quando simplesmente se deveria ter goleado, é somente mais um bom exemplo de como não se deve gerir um plantel. Ou pelo menos uma equipa que se pretende de topo.

Acredito que o Doutor Varandas seja boa pessoa e que não queira usar dos mesmos métodos do seu antecessor. Faz todo o sentido. Todavia ser Presidente não é automaticamente sinónimo de liderança. E o Dr. Varandas não me parece ter estofo de líder.

Portanto e face ao que precede mantenho em aberto este meu dilema: vou ao jogo porque devo apoiar o Sporting seja em que condições for (ainda por cima contra um rival) ou devo demonstrar o meu desagrado não renovando o meu lugar para este jogo?

 

PS – Por alguma razão que ainda não consegui descortinar há cada vez menos adeptos a ver os jogos em Alvalade… Senhor Presidente, tem a palavra!

PS2 -  Aos senhores comentadores de outras agremiações desportivas comunico que não gastem latim aqui. O lixo é o destino.

Faz hoje um ano

 

Aproximava-se um fim de semana sem futebol na I Liga. Outros temas dominavam as nossas atenções nesse dia 22 de Março de 2018.

 

O Edmundo Gonçalves debruçava-se sobre o congresso "The Future of Football" (assim mesmo, em inglês) no Pavilhão João Rocha:

«Tem convidados de peso e gabarito a nível internacional, portugueses e estrangeiros, com responsabilidades em diversas federações e na UEFA e FIFA. (...) Ontem falou-se do VAR e Bruno de Carvalho não foi meigo, ao seu estilo, tendo sido apoiado por Greg Barkey, director técnico da MLS, dos Estados Unidos quando abordou a necessidade de se transmitirem no estádio as imagens do VAR, corroborado por Lukas Brud, CEO do International Board, que afirmou não haver qualquer indicação em contrário. Ficou o desafio a Fontelas Gomes, que logo ali, meteu a viola no saco.»

 

O Pedro Azevedo fazia nova reflexão em torno da identidade leonina:

«O clube é um case study de fidelização de adeptos. Com grande implantação nacional, fortíssimo na região Oeste do País e em distritos como o de Leiria, por exemplo, onde se travaram batalhas decisivas para a afirmação da nossa nacionalidade, o Sporting permanece irredutível como um grande clube português e um dos maiores da Europa a nível de associados. Não ganhando tanto como os seus rivais e não sendo um clube exclusivamente representativo de uma região, como pôde o clube leonino resistir e manter-se como um grande? Na minha opinião, isto tem a ver com a identificação que se criou com uma determinada cultura e valores.»

 

E o José da Xã entendeu partilhar connosco um aspecto muito particular da sua fé, não apenas no campo desportivo:

«Decidi, por opção, desejo e crença, ir até Fátima a pé. Uma jornada de cinco dias que se prevê longa (aproximadamente 150 quilómetros!) e sujeita ao tempo que S. Pedro pretender brindar a centena de peregrinos que comigo viajarão.»

A voz do leitor

«É confrangedor assistir a um meio-campo a precisar de um jogador que faça a equipa jogar com bola e sem bola, que ajude o Bruno Fernandes e lhe proporcione algumas pausas durante o jogo para o rapaz estar menos cansado e mais lúcido no momento de finalização e verificar que temos um jogador com esse perfil e com muita fome de bola, mas que o treinador insiste em "queimar" lançando-o para jogo no minuto 90' - Francisco Geraldes.»

 

Luís, neste meu texto

Faz hoje um ano

 

Outro texto de reflexão do Pedro Azevedo, aqui publicado a 21 de Março de 2018.

Fica um excerto:

«A época já vai longa, um troféu (Taça da Liga) já foi conquistado e ainda estamos em todas as restantes competições (Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Europa). É certo que a prova mais importante do calendário português está difícil, muito difícil. O Sporting já esteve afastado da luta, regressou agora correndo por fora. Na prova-rainha, a derrota na primeira mão da meia-final, no Dragão, por 1-0, dificultou e muito a nossa missão, mas não ao ponto de a tornar impossível. Finalmente, na Europa, após alguns brindes (Steaua, Astana, Viktoria) saiu-nos agora a fava (Atlético de Madrid).»

A voz do leitor

«Actualmente, o Benfica tem a melhor formação, mas não é só isso: tem também grandes jogadores como Pizzi, Rafa, Gabriel, Seferovic, Salvio, Jonas, Krovimovick, Jivcovic e André Almeida, além de outros, a maior parte internacionais, que custaram bastante dinheiro. Em contrapartida a nossa formação está como está e jogadores acima da média temos Bruno Fernandes, Dost, Mathieu e talvez Coates e Acuña. Como é que chegámos aqui?! Erros atrás de erros. Quando se tomam decisões erradas ano após ano, não há milagres.»

 

Frederico Silva, neste texto do JPT

Paz à sua alma!

A familia sportinguista fica mais pobre.

Faleceu hoje, aos 98 anos, João Salvador Marques, ex-atleta e dirigente do nosso clube e sócio numero 1 do Sporting Clube de Portugal.

Acho que posso falar por todos os meus colegas de blog neste post e deixar uma sentida mensagem de condolências à familia e amigos deste nosso grande associado. Que descanse em paz!

Bruno

transferir.jpg

 

O Sporting é neste momento totalmente dominado por Bruno Fernandes. Capitão. Líder da equipa em campo, como deixa evidente em gestos bem expressivos. Vai à frente, vai atrás. Defende, constrói, distribui, assiste, tenta marcar, marca. Os livres são dele, os cantos são dele. Só lhe falta fazer lançamentos laterais - e ir à baliza.

De resto, faz tudo.

 

Longe de mim apoucar tão influente e categorizado profissional. Mas, em tese geral, é pouco desejável que uma equipa esteja tão desequilibrada, tão dependente de um só jogador. É também nisto que se detecta (ou não) o dedo de um treinador. A saída de Nani aumentou este desequilíbrio interno. Se Bruno Fernandes falha, por castigo ou lesão, deixa de haver equipa. Porque ele "é" a equipa, tal como tem vindo a ser delineada por Marcel Keizer.

 

Acredito que seja excelente para Bruno Fernandes. Mas é pouco saudável para o Sporting.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D