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És a nossa Fé!

Ainda sobre o "debate" de ontem

Uma vez que este assunto foi tratado pelo Colega Pedro Correia e que a lista de comentários já vai tão longa que qualquer informação ali colocada se perde, destaco aqui alguns pontos do comunicado da Lista A, encabeçada pelo João Benedito, a propósito do suposto debate de ontem:

"Após concordar com a agenda proposta pela Sporting TV, que inclui um debate a 7 este domingo dia 19, e um debate João Benedito-Frederico Varandas na segunda-feira 20, informou a CMTV que não participaria neste debate".

"O nome do Candidato João Benedito foi abusivamente utilizado várias vezes na promoção de dois debates onde confirmou atempadamente que não participaria"

Já agora, destaco outra passagem, bastante curiosa:

"No dia 8 de Agosto João Benedito deu uma entrevista escrita e filmada, na sede da candidatura, para o CM / CMTV, que seria publicada e transmitida dia 11 de Agosto. Essa entrevista já editada nunca foi publicada"

Esteve bem, quanto a mim, João Benedito. Delineou uma estratégia à qual foi fiel. Demonstrou ter coluna vertebral e não se vergar facilmente a pressões. Se é verdade que a CMTV insistiu em mostrar imagens de uma cadeira vazia, isso só atesta a falta de integridade de quem lá trabalha (desculpem, não consigo chamar-lhe jornalistas).

Quanto a Frederico Varandas, se havia confirmado a presença, esteve igualmente bem em manter a sua palavra. 

Faz hoje um ano

 

Íamos jogar a Guimarães. A fé mantinha-se inabalável, mas a confiança não era muita, como ficou patente nestas palavras do Luciano Amaral: «Há três anos, percebemos em Guimarães que Marco Silva não ia ganhar o campeonato (e que já lhe tinham enfiado uns patins), quando sofremos uma copiosa derrota por 3-0. Há dois anos, percebemos em Guimarães que Jesus não ia ganhar o campeonato, quando Bryan Ruiz falhou o primeiro dos seus dois históricos golos de baliza aberta. O ano passado, percebemos em Guimarães que Jesus não ia ganhar nada, depois daquele empate assombroso. Este ano também cheira a decisivo.»

Nesse dia 18 de Agosto de 2017, a propósito, deixei aqui estas palavras aos nossos jogadores: «O Sporting nunca teve um plantel tão caro. Nunca teve um treinador tão dispendioso. Nunca teve um orçamento tão elevado para uma época futebolística. Por mim, até dispenso a devoção. Mas exijo-vos esforço e dedicação. Nada menos que isto. Vocês não sonham com a glória? Então deixem-se de desculpas da treta e joguem à bola, como dizia o outro.»

Reflexões sobre o Sporting (6)

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Autor convidado: Ricardo Andrade

 

Clube deve ser reconstruído por todos

 

Os sportinguistas são todos iguais. Não há uns mais iguais que outros.

Neste blogue já muito foi falado sobre o futuro desportivo ou financeiro do clube, com opiniões diversas sobre o rumo que o Sporting deve tomar depois da hecatombe que nos atingiu no último final de época. No entanto, há um factor pouco analisado, a meu ver fundamental. É evidente que se criou uma verdadeira guerra civil dentro do nosso clube (ainda que esta seja entre uma maioria relativamente silenciosa em comparação com a minoria extremamente ruidosa).

É costume dizer-se que "a história é feita pelos vencedores". Mas, independentemente do futuro próximo do clube do nosso coração, devemos ter atenção para não incorrer neste erro. O processo de cura do nosso clube não pode ser feito com divisões ou exílios. Tem que haver uma força unificadora entre os sportinguistas. Não pode acontecer que qualquer apoiante de Bruno de Carvalho, por exemplo, seja exilado do nosso clube, que seja injuriado ou caluniado sempre que se dirija a um espaço que deve ser de todos os que gostam do Sporting.

Perdoem-me se esta visão é inocente (talvez seja utópica), mas considero fundamental avançarmos com a crença de que amamos todos o Sporting (sim, até BdC e os seus apoiantes o amam). Cada um tem a sua opinião, cada um é mais ou menos movido pelas emoções, mas são precisos todos os sportinguistas para reconstruir o clube - até os que, iludidos, ajudaram a destruí-lo.

Antes de BdC considerava meus irmãos de Sporting gente que agora pertence aos 29%, e que ainda hoje o apoia cegamente. O destino destes "cegos" (passe a expressão) não pode ser o mesmo do livro de Saramago. Porque é que não poderei continuar a considerá-los meus irmãos de Sporting depois disto tudo?

Quando formos vencedores da Champions de futsal, quando formos mais uma vez campeões (nacionais e lá fora) em hóquei em patins, no andebol, no voleibol, até no basquetebol, quando por fim alcançarmos aquilo por que sofremos há tantos anos, sermos campeões no futebol sénior masculino (algo que praticamente nunca vi), quero festejar com esses 29%. Porque também são Sporting, como todos nós.

 

RICARDO ANDRADE

Sócio n.º 117.137-0

A voz do leitor

«Urge de facto repensar a formação, não chega criar jogadores inteligentes no passa, desmarca, finta e chuta. Essa inteligência é necessária, mas aliada a um outro tipo de inteligência, chamar-lhe-ia emocional, que é a responsável por saber gerir racionalmente as expectativas mesmo quando o lado emocional nos empurra para o outro lado. Isto obviamente de um modo simplificado. Formar futuros adultos não é tarefa fácil, e diria até, que formar futuros adultos jogadores profissionais ainda é mais difícil.»

 

Pedro Wasari, neste meu texto

Incompreensível

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João Benedito furtou-se esta noite a um frente-a-frente com Frederico Varandas na CMTV. Como se o concorrente à presidência do Sporting tivesse lepra.

Uma atitude incompreensível. Como bem acentuou Varandas, que disse dar primazia à Sporting TV, nesta mesma noite não estava previsto qualquer debate no canal do clube. E Benedito, na véspera, comparecera na TVI, onde concedeu uma entrevista a solo que aliás tive oportunidade de elogiar.

Não compreendi esta cadeira vazia - símbolo de temor, o que é mau, ou de arrogância, o que é péssimo. Frederico Varandas não merecia ser tratado com semelhante desconsideração. E os adeptos do Sporting também não.

Um reles e triste rufia...

Ninguém pode negar que alguns que se dizem sportinguistas estavam vergonhosamente a torcer pela derrota do nosso clube em Moreira de Cónegos. Já esta semana, nos últimos dias o rival da 2ª circular tem sido notícia, por suspeita de ter contornado regulamentos, colocando de forma ilícita jogadores no Desp. Das Aves. Uma vez mais, até parece milagre, quando os holofotes apontam na direcção do SLB, aparece um artista circense chamando sobre si as atenções. Das duas uma, ou acreditamos em coincidência, ou estamos perante uma manobra de desestabilização do Sporting, procurando se possível que a nossa equipa perca pontos já amanhã. A estratégia será quanto pior, melhor, para que alguns sócios sintam saudades da presidência anterior.

Fui dos que afirmaram que BdC precisa do Sporting para ter salário, hoje reconheço que estive errado, enquanto palhaço, o destituído tem emprego garantido em qualquer circo nacional. A cada aparição pública maior o desprezo que merece este reles rufia, a quem em boa hora os sócios deram uma vassourada. Cada vez mais só, é por demais evidente que apesar de ter ainda alguns ruidosos jagunços a seu serviço, vai diminuindo o número de seguidores. Hoje uma vez mais saltou à vista que este nojento personagem utiliza a mentira e ilusão. Por mim não espero menos que a sua expulsão de sócio, porque este escroque não é uma pessoa de bem, nem hesita em prejudicar o clube para seu benefício pessoal. Já cansa aturar este labrego, mas essa é a sua estratégia, como parasita que é, vencer pelo cansaço. Ao pé deste labrego, até o inenarrável Jaime Marta Soares parece um estadista. Viva o Sporting!

A representação mais precisa do caos

As recentes (como hei-de chamar?) peripécias protagonizadas pelo presidente-demitido Bruno de Carvalho não surpreendem, pois para o clube, para o Sporting, ele pretende o caos.

A propósito de caos…

 

Prokofiev, Concerto para Piano n.º 2, Finale

Evgeny Kissin, Piano

 

Serguei Prokofiev foi um dos grandes revolucionários do mundo da música. Compôs a sua primeira ópera aos nove anos, e quando era adolescente e frequentava o Conservatório de São Petersburgo já era considerado um dos grandes enfants terribles da música, compondo peças virtuosas e ferozmente dissonantes que deitavam por terra as convenções existentes relativas à tonalidade e conduziam inexoravelmente a música para um novo rumo.

Aprecio-o ainda mais porque recebeu críticas como esta no New York Times: «Os grilhões das relações entre acordes normais são ignorados. Ele é um psicólogo das emoções mais pérfidas. Ódio, desprezo, fúria – sobretudo fúria -, repulsa, desesperança, escárnio e provocação servem legitimamente de modelos para os estados de espírito.»

Genial.

Em 1912-1-1913 Prokofiev compôs um concerto para piano em memória de um amigo que se suicidou depois de lhe enviar uma carta de despedida. A música é tão surpreendente, tão irada tão irresistivelmente insana que, aquando da estreia, muitos dos presentes pensaram que ele estava a troçar deles. Continua a ser umas peças musicais mais difíceis do seu repertório, havendo apenas um punhado de pianistas suficientemente corajosos para a interpretar. Um chegou a partir um dedo ao interpretá-la ao vivo.

É a representação musical mais precisa do caos que jamais ouvi.”

 

In: RHODES, James - Instrumental. 1ª ed. [S.l.] : Alfaguara, 2017. p. 37

 

 

O Bruno

O ex-presidente do Sporting fez-me lembrar esta canção infantil:

Arrebita a crista o galo vaidoso
Có-có-ró-có-có canta refilão
E todo emproado com ar majestoso
É o comandante deste batalhão
E todo emproado com ar majestoso
É o comandante deste batalhão!

 

Só que entrou galo e saiu cabidela.

 

PS- Apre que já não se aguenta. O Bruno parece aqueles ex que, quanto mais uma pessoa implora "desaparece", mais eles insistem. 

Quando um não é um nim

Confesso que não sou poliglota por aí além, sei castelhano que baste para não ficar mal visto em Espanha e francês e inglês que me permitem manter uma conversação normal. Mas sei cada vez menos português!

Quando eu era miúdo e os meus pais ou avós me diziam "NÃO", aquilo queria dizer apenas e só simplesmente não. Não, era não e pronto! Depois vieram os tipos que fazem as leis e a carrada deles que as interpreta (e que comem todos da mesma gamela) e hoje um não, que a maior parte das vezes já é um "NIM", corre o sério risco de ser um "SIM".

Para que conste, eu prefiro o tempo em que era miúdo.

Só por curiosidade

Como é que alguém se candidata a umas eleições que considera inválidas, por resultarem de um processo de destituição (que considera) ilegal, baseado numa assembleia geral (que considera) ilegítima? 

O acto de candidatura não é o reconhecimento da legitimidade de todo o processo? 

Faz hoje um ano

 

A época futebolística começava com muitas dúvidas e uma larga porção de incertezas. Mas havia algo que justificava um elogio, aqui deixado pela Alda Telles a 17 de Agosto de 2017: «O novo equipamento do Sporting é lindo e este filme está muito bem feito. Acredito, quanto mais não seja por deformação profissional, que um bom hábito faz um bom monge. Assim lhes sirva de inspiração.»

Reflexões sobre o Sporting (5)

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Autor convidado: António Cruz

 

Cartilha para a formação da Academia do Sporting

 

I – Aquisição dos 4 Saberes do Sporting Clube de Portugal

Todos os jovens atletas a ingressarem no clube deverão invariavelmente ter uma integração adequada à sua idade e gradual à medida que progridem de escalão como se fosse um plano de estudo com vista à aquisição dos saberes sportinguistas:

  1. Saber Ser Sportinguista – Conhecer toda a história do clube desde a sua fundação, os valores do Sporting, o amor ao clube, saber cantar o hino do Sporting, conhecer as datas marcantes do clube e os seus presidentes, os grandes ídolos de todas as modalidades e participarem nos grandes jogos devidamente integrados nas claques do Clube por adeptos devidamente preparados e certificados pelo Sporting (adepto que saiba respeitar os valores do civismo, do desporto e do Sporting, ter sempre pelo menos um ex-jogador do clube com passado como referência, que nunca tenha traído o clube, em cada escalão para a transmissão dos valores (exemplo: Carlos Xavier, Beto, Nelson, etc.,);
  2. Saber Estar Sportinguista – Existência de um código de conduta sobre a forma de estar no desporto e no clube tendo como o exemplo o nosso expoente máximo da formação, Cristiano Ronaldo: Apresentação (roupas adequadas para a idade, corte de cabelo, desencorajar o atleta a fazer tatuagens), respeito pelos adversários independentemente do seu valor, sem perder a competitividade e sem violência ou vigarice, respeito por si próprio (ter uma cultura de trabalho, esforço, dedicação, cuidados com o seu corpo), respeito pelo Sporting (amor à camisola é mais importante do que os valores materiais, ensinar que a formação no Sporting poderá ser um período transitório mas que deverá sempre respeitar o clube, os seus valores, o seu emblema e os seus adeptos);
  3. Saber saber Sportinguista – o jovem da formação deverá continuar a apostar na sua formação académica. Criar todas as condições para o sucesso escolar;
  4. Saber técnico Sportinguista – Dotar a formação com os melhores treinadores. No passado, o Benfica veio buscar alguns ao Sporting. Porque não também não fazê-lo?

 

II – Imagem do Clube e da Formação e da Academia do Sporting

  1. Eleger os jogadores Cristiano Ronaldo, Figo, Nani, Eric, Cédric e Adrien como os “embaixadores” da nossa Academia com participação em filmes de propaganda do Clube e promocionais nos países de PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Brasil, América latina, Estados Unidos, Europa, Médio Oriente e China;
  2. Abrir a Academia à Comunidade e valorizar a função social do Sporting: promover convívios entre as escolas primárias e secundárias com atletas e visitas à Academia, permitindo o convívio dos atletas da formação com as outras crianças; Promover a participação dos atletas da formação em acções de solidariedade social (Fundação Sporting) em lares de idosos, de crianças e jovens em risco, prisões e hospitais pediátricos (juvenis e juniores).

 

III – Recrutamento

  1. Redefinir o alargamento da rede de recrutamento;
  2. Definir o perfil do olheiro tendo em conta as características humanas, técnicas, amor ao clube e a capacidade de interagir com o meio;
  3. Promover parcerias com as secretarias do Desporto dos Países dos PALOP para estágios na Academia (ainda esta semana, o Real Madrid vai fazer um recrutamento com 80 jovens de todas as partes do mundo, com alguns técnicos portugueses na prospecção e só em Moçambique, com o patrocínio da Secretaria do Desporto, vão oito miúdos fazer um estágio. E o Cristiano Ronaldo foi o estandarte, apesar de já estar na Juventus;
  4. Reforçar o apoio as Escolas/Academias existentes espalhadas pelo Mundo e se possível aumentá-las.

 

IV – Formação na Academia

  1. Redefinir o método de treino;
  2. Criação do centro de alto rendimento (ideia do candidato Frederico Varandas)
  3. Definir o perfil do treinador tendo em conta as características de liderança, trabalho em equipa, humanas, técnicas (devidamente credenciado), amor ao clube, de preferência um ex-atleta, e pedagógicas;
  4. Definir o perfil do diretor, ex-atleta, tendo em conta as características de liderança, trabalho em equipa, humanas, técnicas, amor ao clube, capacidades de gestão, administrativas para assuntos relacionados com a Federação de futebol e capacidades pedagógicas;
  5. Introduzir na equipa técnica uma psicóloga, preferencialmente uma mulher, para o apoio ao jovem na sua evolução como atleta e como homem.

 

Seria bom se o Sporting conseguisse construir uma Academia em Lisboa para aumentar a procura por parte dos jovens.

 

ANTÓNIO CRUZ

 

A voz do leitor

«Se Francisco Geraldes ficasse e não fosse opção, seria mais um problema, mais um desestabilizador. São situações difíceis de gerir para os treinadores. Não fico contente porque também julgo que este jogador tem grandes capacidades, mas deveria lutar como todos os outros pelo lugar. Não é assim no desporto e no futebol em geral?»

 

Luís Costa, neste texto do Ricardo Roque

Frases da campanha (3)

«Devemos deixar de ter nos cargos dos órgãos sociais pessoas que têm, em exclusivo, o conhecimento total do clube. Isto porquê? Porque estas pessoas, no final dos seus mandatos, saem do clube e depois não sabemos se temos um poço de pedras ou um poço de petróleo.»

João Benedito, esta noite, em entrevista à TVI 24

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