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És a nossa Fé!

Balanço dos prognósticos 2020/2021

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2021/2022, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos no És a Nossa Fé.

É um teste à vossa perspicácia que aqui recomeçará, pelo nono ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

27 de Setembro (Paços de Ferreira, 0 - Sporting, 2): Allfacinha, Pedro Batista

4 de Outubro (Portimonense, 0 - Sporting, 2): Diogo Viegas

17 de Outubro (Sporting, 2 - FC Porto, 2): Ninguém acertou

24 de Outubro (Santa Clara, 1 - Sporting, 2): Luís Ferreira

28 de Outubro (Sporting, 3 - Gil Vicente, 1): Albertina Correia de Carvalho, Carlos Correia, Jô

1 de Novembro (Sporting, 4 - Tondela, 0):  Albertina Correia de Carvalho

7 de Novembro (V. Guimarães, 0 - Sporting, 4): Ninguém acertou

28 de Novembro (Sporting, 2 - Moreirense, 1):  Lindomaia, Luís Ferreira

5 de Dezembro (Famalicão, 2 - Sporting, 2): Luís Silva

19 de Dezembro (Sporting, 1 - Farense, 0): António Pedro

27 de Dezembro (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 2): Carlos Correia, David de Carvalho

2 de Janeiro (Sporting, 2 - Braga, 0): Fernando, Ricardo Roque

8 de Janeiro (Nacional, 0 - Sporting, 2): Fernando, LAF, Pedro Batista, Ricardo Roque

15 de Janeiro (Sporting, 1 - Rio Ave, 1): Ninguém acertou

26 de Janeiro (Boavista, 0 - Sporting, 2): Fernando, José da Xã, Leão de Lordemão, Luís Barros, Pedro Batista, Ricardo Roque, Tiago Oliveira

1 de Fevereiro (Sporting, 1 - Benfica, 0): CAL, Fernando, Fernando Luís, Leão do Fundão, Manuel Parreira, Ricardo Roque, Verde Protector

5 de Fevereiro (Marítimo, 0 - Sporting, 2): Gaspar

9 de Fevereiro (Gil Vicente, 1 - Sporting, 2): CAL

15 de Fevereiro (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0) Luís Ferreira

20 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 0): CAL, Carlos Correia

27 de Fevereiro (FC Porto, 0 - Sporting, 0): Luís Ferreira

5 de Março (Sporting, 2 - Santa Clara, 1): Ângelo

13 de Março (Tondela, 0 - Sporting, 1): António, António Pedro, CAL, Cristina Torrão, Fernando Luís, Gaspar, José da Xã, Leão 79, Luís Silva

20 de Março (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): António

5 de Abril (Moreirense, 1 - Sporting, 1): António

11 de Abril (Sporting, 1 - Famalicão, 1): Ninguém acertou

16 de Abril (Farense, 0 - Sporting, 1): Ângelo, CAL, Guilherme, José da Xã, RASR

21 de Abril (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 2): Ninguém acertou

25 de Abril (Braga, 0 - Sporting, 1): AHR, Carlos Correia, Cristina Torrão, Leão 79, Leoa 6000, Luís Lisboa, Pedro Batista, Verde Protector

1 de Maio (Sporting, 2 - Nacional, 0): Carlos Correia, João Gil

5 de Maio (Rio Ave, 0 - Sporting, 2): João Santos, José Vieira, Pedro Batista, Ricardo Roque, Smiley Lion, Tiago Oliveira, Verde Protector

11 de Maio (Sporting, 1 - Boavista, 0): Roberto Dias, Tiago Oliveira

15 de Maio (Benfica, 4 - Sporting, 3): Ninguém acertou

19 de Maio (Sporting, 5 - Marítimo, 1): Ninguém acertou

 

CONCLUSÃO:

A vitória, nesta temporada, coube a um quarteto de felizes vaticinadores que aproveito para cumprimentar agora: a minha colega de blogue CAL, o meu colega de blogue Ricardo Roque, e os leitores Carlos Correia e Pedro Batista. Cada um com cinco palpites certos.

Seguiram-se, com quatro previsões correctas, os leitores António, Fernando e Luís Ferreira (vencedor em 2018/2019).

Com três, um terceto composto pelo meu colega José da Xã (vencedor em 2013/2014 e 2016/2017) e pelos leitores Tiago Oliveira e Verde Protector.

 

Foi pena ninguém ter acertado em sete dos 34 jogos. Incluindo em duas partidas que o Sporting venceu. Mesmo assim, este foi o ano em que tivemos mais participações em números absolutos e mais resultados certos.

Esperemos que a pontaria se revele ainda mais afinada na Liga 2021/2022. Não apenas a nossa, por cá, mas sobretudo a dos jogadores leoninos em campo.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá  sete vencedores:  Bruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

Em 2018/2019, destacou-se o leitor Luís Ferreira.

Em 2019/2020, a vitória isolada foi feminina pela primeira vez, sorrindo à Cristina Torrão.

 

Já falta pouco para começar a próxima ronda de palpites. Aberta, como as anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

A voz do leitor

«As cláusulas anti-rivais são consideradas ilegais pela lei portuguesa e pela lei europeia porque condicionam a liberdade de trabalho dos jogadores/trabalhadores. Não faz sentido ir a tribunal invocar um direito alicerçado numa ilegalidade. Acho que apenas se está "a atirar areia para os olhos" dos sportinguistas.»

 

João Almeida, neste postal da CAL

Pódio: Pedro Gonçalves, Palhinha, Coates

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato, em resultado da soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

 

Pedro Gonçalves foi o grande protagonista da temporada 2020/2021: liderou destacado as classificações de todos os jornais desportivos. Sucede assim a Bruno Fernandes, que tinha sido primeiro nas três épocas anteriores.

O pódio integra ainda Palhinha e Coates, nas posições imediatas. É consensual: este trio - completado com o guarda-redes Adán - formou a espinha dorsal da equipa do Sporting que conquistou o campeonato nacional após 19 anos de jejum. Comprovando assim que estas classificações da imprensa desportiva fazem sentido.

Recordo que em 2019/2020 o segundo e o terceiro posto foram ocupados por Jovane e Vietto. E há duas épocas foram Raphinha e Nani a fazer companhia ao actual craque do Manchester United neste grupo dos três mais votados.

 

Em relação ao ano passado, verifica-se uma descida de Jovane (de 14 para 4 pontos) e uma subida muito significativa de Coates - que em 2019/2020 foi considerado o melhor em campo apenas duas vezes, num total de 102 menções dos três diários desportivos, e na temporada anterior nem sequer havia sido mencionado.

Nuno Mendes também sobe (de 3 para 8). 

Plata (quarto em 2019/2020), Luís Maximiano e Neto desaparecem deste quadro, ao contrário do que sucedera há um ano.

Uma curiosidade: Sporar mantém a pontuação, apesar de ter jogado apenas meia época desta vez.

 

Em relação aos reforços, e para além de Pedro Gonçalves, destaque para a entrada directa de Adán (quinto este ano). Além das boas posições alcançadas por Nuno Santos e Porro.

Paulinho, embora tendo chegado mais tarde, está também presente.

 

Nuno Mendes, Tiago Tomás e Gonçalo Inácio não ficaram esquecidos. 

Wendel, que só fez dois jogos de verde e branco, deu nas vistas apesar disso. 

João Mário nem aparece. Omissão total.

 

Finalmente, pequenos apontamentos.

A Bola embirrou claramente com Nuno Santos - foi o único jornal que omitiu por completo o extremo leonino (que tinha passado pelo Benfica) na escolha dos melhores em campo. Enquanto deu duas vezes a melhor nota a Sporar, depois transferido para o Braga.

O Jogo só elegeu Palhinha e Nuno Mendes uma vez cada, em nítido contraste com as opções dos outros jornais. Percebe-se que nenhum deles é muito apreciado pelo diário conotado com o FC Porto. Que - talvez para compensar - atribuiu, em exclusivo, votos isolados a Tabata e Daniel Bragança. 

 

Pedro Gonçalves: 31

Palhinha: 10

Coates: 9

Nuno Mendes: 8

Adán: 6

Tiago Tomás: 6

Nuno Santos: 5

Porro: 4

Jovane: 4

Matheus Nunes: 4

Paulinho: 4

Sporar: 3

Wendel: 2

Feddal: 2

Gonçalo Inácio: 2

Tabata: 1

Daniel Bragança: 1

 

A BOLA: Pedro Gonçalves (9), Palhinha (5), Coates (3), Nuno Mendes (3), Adán (3), Sporar (2), Tiago Tomás (2), Wendel, Porro, Matheus Nunes, Feddal, Gonçalo Inácio, Jovane, Paulinho.

RECORD: Pedro Gonçalves (11), Nuno Mendes (4), Palhinha (4), Coates (3), Nuno Santos (2), Porro (2), Tiago Tomás (2), Paulinho (2), Jovane, Gonçalo Inácio, Adán, Matheus Nunes.

O JOGO: Pedro Gonçalves (11), Nuno Santos (3), Coates (3), Jovane (2), Adán (2), Tiago Tomás (2), Matheus Nunes (2), Wendel, Nuno Mendes, Sporar, Porro, Tabata, Feddal, Palhinha, Daniel Bragança, Paulinho.

 

Há um ano  foi assim: Bruno Fernandes, Jovane, Vietto

Há dois anos foi assim: Bruno Fernandes, Raphinha, Nani.

Há três anos foi assim: Bruno Fernandes, Bas Dost, Gelson Martins.

Há quatro anos foi assim: Bas Dost, Gelson Martins, Bruno César. 

Há cinco anos foi assim: Slimani, João Mário, Gelson Martins.

A voz do leitor

«Jovane é bom com qualquer número nas costas. Com a saída de João Mário está aberto o concurso para patrão do meio-campo. Jovane, Bragança, Tabata e se calhar mais um ou outro estão aí. Até Geny Catamo que, sendo avançado e tem jogado no meio-campo, é bom a distribuir jogo. Candidatos há.»

 

João Gil, neste meu texto

O nosso lema, 1

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Praia de São Rafael, Albufeira

O primeiro de quatro postais dedicados ao nosso lema.

O trabalho de uns é aproveitar o lazer de outros.

Não é por acaso que no futebol falamos tanto em profissionalismo, como sinónimo de empenho.

Não é por acaso que criticamos alguns jogadores por não correrem, por não meterem o pé, por não fazerem o seu trabalho.

Esquecem-se que o trabalho deles é darem pontapés numa bola, o trabalho de outras pessoas é arrastarem-se pela areia quente, a venderem bolas a seres humanos, em cuecas, com a pele cheia de riscos e símbolos, a precisar de uma boa esfregadela, com sabão e pedra pomes.

Inaceitável

Um país, dois sistemas?

Marítimo e Nacional anunciaram ontem que passarão a ter adeptos em metade das bancadas disponíveis nos respectivos estádios nas provas futebolísticas prestes a começar.

Em relação aos estádios do continente, essa autorização ainda não foi concedida pelas autoridades sanitárias.

Acontece que o campeonato nacional de futebol é uma prova de âmbito nacional e não regional. Deve desenrolar-se com regras precisas, claras e uniformes para todos os clubes. Se uns contarem com público e outros não, isso representará uma grosseira violação das elementares regras de equidade na mesma competição.

Trata-se, portanto, de algo inaceitável.

A voz do leitor

«Ronaldo é um caso único. Na selecção deveria jogar a extremo com o André Silva no meio. Continua a ser um jogador fabuloso mas não lhe exijam para ser um nove puro. Fernando Santos não soube resolver a incógnita Diogo Jota. Tinha ao seu dispor dois defesas esquerdos para compensar a falta de apoio a defender do Ronaldo. Cada um jogava meia parte.»

 

David Rodrigues, neste meu texto

É reinação, só pode

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Recebi ontem um e-mail do Sporting Clube de Portugal, do qual os meus estimados consócios também devem ter tido conhecimento e recepção se se ligam por correio electrónico ao clube, onde me dava conta da inauguração da Cidade Sporting.

Ontem foi inaugurada a promenade (finesse é outra coisa) que é em simultâneo uma pista de atletismo com 100 metros de extensão ou vice-versa e um campo de basquetebol de rua.

Se a obra é importante? Sim, porque requalifica o espaço cincundante ao estádio, que estava em evidente estado de degradação. Aquele campo de basquetebol terá eventualmente uma utilização residual, mas havendo uma zona habitacional muito próximo, talvez convença alguns miúdos a deixar a internet e a irem praticar desporto durante uma parte do dia. Já a pista de atletismo infelizmente será pouco utilizada, que se está a ver que público nos estádios será coisa para não muito breve e os maiores utilizadores serão os adeptos que cumprirão os cem metros a correr, depois de deixarem a roulotte das bifanas no último segundo.

- Lá vem este gajo dizer mal, pensará a maior parte de quem se der ao trabalho de ler isto. Desculpem não me debruçar sobre a pré-época, mas outros autores (Pedro Correia, Luis Lisboa, p.e.) muito mais conhecedores do fenómeno técnico-táctico têm-no feito com a qualidade habitual, estamos bem servidos nesse aspecto. Continuando...

Não, este trabalho de conservação e manutenção é importante e permite conceder mais anos de vida saudável à infraestrutura e é muito mais barato que uma intervenção de fundo que seria necessária daqui a alguns anos e com custos elevadíssimos.

A colocação de uma tabela de basquetebol numa parede do estádio pode parecer irrelevante, mas é um sinal (pelo menos é como o entendo) de que o clube está aberto à cidade e seria bom que a miudagem dali à volta a utilizasse até gastar o piso, ou a partir com um grande afundanço...

Não, a razão daquele título ali em cima tem a ver com a noção das proporções.

Confesso, parece-me ridículo chamar Cidade Sporting ao espaço e mais ridículo ainda chamar o presidente da câmara municipal para inaugurar "aquilo" e cortar a fita (um cheirinho a passado que me faz comichões, desculpem). Ou então querem ver que a acção faz já parte da campanha de Medina à reeleição e se quer demonstrar que após o episódio "comemoração do título", estamos na paz do Senhor com a autarquia, caros associados e adeptos alfacinhas, já podem lá ir pôr a cruzinha no senhor!?

Se assim for, para mim que acho que futebol e política devem andar o mais afastados possível, ou tão afastados quanto possível, no mínimo, o título faz todo o sentido.

 

Nota final: Ao menos podiam ter pintado o corrimão...

O dia seguinte

Na sequência do seu plano de preparação da nova época, o Sporting venceu ontem mais uma equipa do meio da tabela do campeonato respectivo, apresentando um onze já muito próximo daquele que irá entrar em campo na Supertaça contra o Braga. Bem mais importante do que os resultados destes jogos é a evolução individual e colectiva da equipa, mas não deixa de ser curioso que o Sporting tem ganho todos excepto num em que cedeu o empate nos momentos finais do jogo, ou seja, está no caminho que lhe deu o título.

Foi um jogo em que o Angers complicou e criou problemas que nem sempre o Sporting conseguiu resolver da melhor forma, e na 1ª parte foram muitos passes falhados a meio-campo que tornaram o ataque quase inexistente. Na 2ª parte, a passagem de Tabata para o centro do terreno e o refrescamento do ataque com Nuno Santos e Jovane já mostraram um Sporting mais próximo do que estamos habituados. De qualquer forma, jogando pior ou melhor, os princípios de jogo deste Sporting de Amorim estão lá, um 3-4-3 compacto e solidário, defender bem a todo o campo, sair a jogar da defesa, atacar alternando variações constantes de flanco com a procura da profundidade.

Os dois grandes problemas do Sporting nesta altura são a forma bem deficiente com que chegaram seleccionados e aquisições - e não há nenhum que escape, de Esgaio a Pedro Gonçalves, e vamos ver como estão Coates e Plata, se vier Ugarte não deve vir melhor - e a substituição do João Mário.

Tudo o resto está bem, foi feito um óptimo trabalho com os jovens que vai dar frutos a médio prazo e Tabata e Gonçalo Inácio começam a época já em grande nível. 

 

Daniel Bragança demonstrou mais uma vez, e já são tantas, que não é alternativa a João Mário, por falta de intensidade defensiva e de controlo do jogo na zona central do terreno. Para mim, o seu lugar é mais à frente com dois médios nas costas, a alimentar dois avançados, por exemplo Paulinho e Tiago Tomás.

Matheus Nunes garante essa intensidade defensiva e capacidade de combate a meio-campo, acho que só lhe falta jogar com continuidade para lá chegar.

Ugarte se calhar vai ser o suplente de Palhinha, tem aquele "killer instinct" indispensável para quem joga à frente da defesa.

Mas para já quem está na calha para substituir João Mário é mesmo Tabata. Está "sequinho" como dizia não sei quem, corre o campo todo, tem capacidade de luta, visão de jogo, bom passe curto e longo, remate forte, muito mais influente no miolo do que na ponta, pode fazer com Palhinha uma bela dupla, com Matheus Nunes e Ugarte sempre disponíveis para entrar. 

 

Vamos ver como tudo isto evolui no próximo domingo em Alvalade. E o vamos ver era bom que fosse a cores e ao vivo, mas sinceramente não tenho grande esperança nisso.

 

SL

Tabata, acima de todos

Sporting, 2 - Angers, 0 (jogo-treino)

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Tabata em acção contra o Angers: o melhor Leão

 

Outra vez a estrelinha. Dá-nos imenso jeito. Vencemos ontem, no estádio Bela Vista (Lagoa), a equipa do Angers, 13.ª classificada do último campeonato francês, com aproveitamento máximo das oportunidades. Duas oportunidades, dois golos. O primeiro, num ressalto de carambola na sequência de um canto em que a bola vai ao poste antes de pingar para o centro da pequena área. Gonçalo Inácio meteu o pé, encostando, e um defesa francês confirmou, com o guardião mal batido. O segundo, também de ressalto, surgiu após um petardo de Nuno Santos ao poste com Paulinho a aparecer, oportuno, pelo lado esquerdo e a metê-la lá dentro.

Na primeira parte, Max impediu dois golos. Na segunda, Adán repetiu a proeza. Paupérrimo desempenho colectivo leonino nos 45 minutos iniciais, sem qualquer remate digno desse nome: o melhor que aconteceu foi um cabeceamento frouxo de Paulinho, quase um passe ao guarda-redes, após bom centro de Esgaio.

Vários jogadores estiveram irreconhecíveis: Nuno Mendes, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves... O cansaço apoderou-se muito cedo de quase todos, em contraste com a frescura do Angers, onde se destacou o extremo direito Cho: com apenas 17 anos, foi driblando Feddal e Nuno Mendes, fazendo-lhes a cabeça em água. 

Passes trocados, incapacidade de sair com bola, falta de ligação entre o meio-campo e o ataque, ineficácia na zona de finalização: tudo isto marcou a nossa primeira parte - de longe a pior desta pré-temporada. No segundo tempo a equipa melhorou quando Rúben Amorim trocou Daniel por Nuno Santos, logo ao intervalo. E sobretudo quando o técnico do Angers mudou meia equipa: as segundas linhas eram claramente inferiores.

Muito melhor o resultado do que a exibição: antes assim. Do nosso lado destacou-se Tabata, em grande forma. Mas a equipa precisa ainda de muita afinação antes do primeiro embate a sério da época, daqui a dez dias, na disputa da Supertaça frente ao Braga. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

MAX. Fez toda a primeira parte, mostrando-se impecável entre os postes. Grandes defesas aos 30' e aos 38', impedindo o golo forasteiro. Deu lugar a Adán ao intervalo.

NETO. Ultrapassado em confrontos individuais. Falhou passes. Jogou no limite em certos lances: num jogo que não fosse amigável arriscaria o cartão.

GONÇALO INÁCIO. Exibição positiva do jovem central, hoje a fazer de Coates. Abriu o marcador, aos 63', apontando o seu segundo golo desta pré-temporada.

FEDDAL. Fora de forma no plano físico, foi central pela esquerda, falhando diversas dobras a Nuno Mendes e deixando-se desposicionar por Cho, o melhor dos franceses.

ESGAIO. Boa condição física, em contraste com a maior parte dos colegas. Dois bons cruzamentos lá na frente. Vai começar a época como titular da ala direita.

PALHINHA. Errou alguns passes, ao contrário do que é costume. E teve dificuldade em articular jogo com Daniel no corredor central do meio-campo. Saiu aos 69'.

DANIEL BRAGANÇA. Foi o primeiro a quebrar fisicamente, ainda muito cedo. Incapaz de ligar sectores na posição 8. Já não regressou do intervalo.

NUNO MENDES. Exibição para esquecer. Perdeu grande parte dos duelos individuais na ala esquerda e quase não cruzou. Substituído aos 57'.

PEDRO GONÇALVES. Também ele está fora de forma. A vontade de mostrar serviço notou-se mas tudo lhe saiu lento e mal direccionado. Saiu aos 69'.

TABATA. Começou como extremo, à direita. Mas rendeu mais na posição de médio ofensivo. Foi ele a marcar o canto de que saiu o primeiro golo. Pareceu inesgotável.

PAULINHO. Foi tentando, em vão. Ensaiou remates, mas nada lhe foi saindo. Até marcar enfim o nosso segundo, aos 86', aproveitando um ressalto.

ADÁN. Jogou todo o segundo tempo. Tão eficaz como Max no primeiro, destacou-se com grandes defesas aos 79', 83' e 90'+2.

NUNO SANTOS. Entrou aos 46'. Encostado à ala, a posição em que mais rende. Notável o lance individual em que atira ao poste - daí nasceu o segundo golo.

VINAGRE. Entrou aos 57', substituindo Nuno Mendes como lateral esquerdo projectado na ala. É o lugar dele. Tentou duas vezes o centro, sem êxito.

MATHEUS NUNES. Substituiu Palhinha aos 69. Dinâmico, esteve em campo no melhor período do Sporting. Grande passe longo aos 90'+2. 

JOVANE. Em campo desde o minuto 69, substituindo Pedro Gonçalves. Pareceu um pouco perdido, desta vez não criou desequilíbrios.

 

Notas finais:

- O onze que iniciou este último jogo-treino transmitido pela televisão é quase a equipa-base da nova época. Só faltou Coates, acabado de regressar de férias. E jogará Adán em vez de Max.

- Vinagre ainda não teve verdadeira oportunidade de mostrar o que vale no corredor esquerdo. Já Esgaio, na ala oposta, esteve quase ao nível médio que revelou na época passada pelo Braga.

- Na luta pela posição que foi de João Mário em 2020/2021, Tabata ganhou terreno. À custa de Daniel Bragança, desta vez incapaz de mostrar o seu melhor.

- Em sete jogos disputados pelo Sporting nesta pré-época houve seis vitórias. Mas só duas sem golos sofridos. A segunda foi neste embate com o Angers.

- Voltaremos a ver o Sporting em acção já este domingo, pelas 20 horas. Num jogo contra o Lyon, em Alvalade, para o Troféu Cinco Violinos. Falta saber se haverá público no estádio.

Pode acontecer, aconteceu

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Gosto de pensar no futebol como uma metáfora da vida.

Num primeiro momento jogadores vestidos de vermelho e branco tentam contrariar o destino.

Num segundo momento os jogadores vermelhos e brancos vêem aquilo que têm de mais precioso a encaminhar-se para uma prisão (a baliza) com umas grades (o quadriculado da rede).

A vida, se pensarmos bem, é isto.

Mais cedo ou mais tarde os nossos actos têm consequências.

Tantas vezes a bola bate no poste que um dia é o poste que nos bate na bola, com força.

Do revisionismo

A coisa é mais do âmbito da política, mas há quem a queira adaptar a outros campos da sociedade.

Todos nos lembramos da atitude asquerosa do Benfica, quando retirou a foto de Jorge Jesus do painel de vencedores do campeonato, quando este foi descartado e posteriormente assinou contrato com o Sporting. Hoje a foto já deve ter sido restaurada, mas ainda assim a atitude está registada para a história.

História também é que o Sporting Clube de Portugal teve como seu presidente um homem de nome Bruno de Carvalho. Por situações várias que todos reconhecemos, uns mais que outros, uma maioria larga de sócios que meses antes lhe tinha dado a maior maioria de sempre em eleições, entendeu destitui-lo e posteriormente expulsá-lo de sócio.

Falou a vontade da maioria dos sócios e estes são soberanos e justa ou injustamente a decisão foi tomada.

Para o bem e para o mal, Bruno de Carvalho foi presidente do Sporting, para uns muito bem e para outros muito mal, mas faz parte.

Não me parece que faça grande sentido, nem está nos nossos pergaminhos, levar a cabo uma qualquer Revolução Cultural. Não é assim que nos unimos e custa-me, passados quase dois anos sobre a eleição de um outro presidente e CD que finalmente começou a conquistar títulos que nos enchem de orgulho sportinguista, ler, ouvir e ver pessoas a quem um ex-presidente e ex-sócio continua a incomodar tanto.

Para nos afirmarmos diferentes tomámos uma atitude em Democracia. Não resvalemos para o patamar abaixo, é o que se nos exige a todos.

Coincidências

Silvestre Varela assina contrato com o Porto para reforçar a equipa B. Bom, não é muito habitual as equipas B serem reforçadas com jogadores em fim de carreira, mas enfim...

Mas se revirem o Porto-Belenenses daquele período da fase final da época passada em que o Porto desesperadamente tentava alcançar o Sporting e se repararem no golo inaugural portista que escancarou as portas à goleada, se calhar percebem que faz todo o sentido: o rapaz comete ainda erros de principiante.

É uma maleita que persegue os emprestados e ex-jogadores do Porto quando defrontam aquele clube: o Rúben Macedo ofereceu-lhes um penálti e dois pontos, o Diogo emprestado ao Famalicão a mesma coisa. Cometem erros de principiantes.

Já contra o Sporting, no Jamor, o Varela parecia um titular da selecção A. Foi o melhor em campo. 

Os nossos ex-jogadores e emprestados são assim mesmo, de Ryan Gauld até ao mesmo Varela, de João Mário até ao irmão. Até conseguimos perder uma taça no Jamor contra a equipa de Adrien e Cédric.

São apenas coincidências, como todos os jogadores contratados pelo Porto para não jogarem também são, como um tal Carraça ex-Boavista e um Márcio ex-Tondela. O apito dourado foi um fait-divers, o cameraman da TVI em Moreira de Cónegos encostado ao corrimão estava a ser aconchegado e um bandido também tem direito a regenerar-se.

SL

Prefiro assim

Sou absolutamente contra a introdução de cláusulas anti-rivais nos contratos de profissionais de futebol. Algo de que agora novamente tanto se fala a propósito da ida de João Mário do Inter para o Benfica. 

Explico porquê. Se estas cláusulas vigorassem, não teríamos contado com vários jogadores que actuaram no Benfica e no FC Porto antes de se sagrarem campeões no Sporting. Lembro alguns: Rui Jordão, Artur Correia, Eurico Gomes, João Vieira Pinto, Rui Jorge, Mário Jardel, Paulo Bento, Nuno Santos.

Não sei qual é a vossa opinião, mas eu prefiro assim. 

Coisas que eu mudaria nas imediações do Estádio de Alvalade

2017-09-19.jpg

 

À medida que se vai conhecendo a "Cidade Sporting" verifica-se um muito melhor aproveitamento do espaço entre o estádio e o pavilhão João Rocha. No entanto, e a meu ver, a "Rotunda do Leão", na sua presente forma, deveria ser revista. Nem tanto pelos motivos que referi aqui: o tempo, e a gravidade, encarregar-se-ão naturalmente desse verdadeiro culto da personalidade que é uma das inscrições na estátua do leão.

Obviamente acho muito bem que exista uma estátua ao leão no exterior do estádio. Não estou a discutir os méritos estéticos daquela estátua em particular. O que eu contesto naquela estátua (além das inscrições laterais, ou pelo menos uma delas) é a sua colocação e a sua orientação.

Parece-me óbvio que qualquer estátua deveria ter a frente voltada para o exterior do estádio. Quem tirar uma foto ao enquadramento da estátua com o estádio só pode fotografar o traseiro do leão. Quem fotografar a estátua de frente ou de lado não apanha o estádio. Uma foto isolada daquela estátua não permite reconhecer o local. A isto acresce que o leão deve ser visto por quem chega ao estádio. Assim como está, ainda mais estando ao lado da garagem, aquela estátua funciona como uma despedida de quem sai da garagem do estádio. É isto que se pretende?

Falei em tirar fotografias. Qualquer visitante do estádio e do museu desejaria ter uma foto sua ao lado da estátua. Isso é muto difícil com aquela estátua, pelo menos com aquela configuração. Não há nenhum espaço pedonal ao seu lado. Quem tentar tirar uma foto ao lado da estátua arrisca-se seriamente a ser atropelado.

Haveria necessidade de colocar aquela estátua numa rotunda, com tanto espaço pedonal disponível entre o estádio e o pavilhão?

Aquela "Rotunda do Leão" é, sem tirar nem pôr, uma rotunda de província. Deve ter sido projetada por algum amigo do comendador Marta Soares.

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