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És a nossa Fé!

Uma nomeação ridícula

A Universidade de Cambridge não se chama Universidade Isaac Newton. O Actor's Studio não se chama Escola Marlon Brando. A École Polytechnique de Paris não se chama Escola Poincaré ou Fourier. A Escola Politécnica de Zurique não se chama Escola Albert Einstein. O Instituto Superior Técnico não se chama Instituto António Guterres.
As grandes escolas obviamente orgulham-se dos seus melhores alunos. Mas nenhuma instituição de referência muda o seu nome por causa deles. Isto a propósito da estúpida - não tem outro nome - decisão de mudar o nome da Academia do Sporting para Cristiano Ronaldo. Antes fosse Aurélio Pereira!

A B, finalmente

O descuído com a formação culminou com o descer de divisão, e consequente desmantelamento, da equipa B. A partir daí abriu-se um intervalo impossível de colmatar no processo formativo, removendo competitividade aos atletas em entre os 17 e 23 anos.

Hoje às 17h, com transmissão no Canal 11, o Sporting B volta a jogar. Rumo ao futuro!

Uma prova de humildade do Conselho Directivo

 

Não vivemos tempos fáceis, o COVID19 dita regras que nem sempre facilitam o diálogo de temas importantes. Ainda assim parecia demasiado redutor ter uma Assembleia Geral para votar o orçamento sem qualquer leitura antecipada ou discussão do dito.

Os sócios do Sporting queixaram-se e foram ouvidos. O Conselho Directivo teve um momento de humildade e decidiu publicar online o Orçamento. Mas não se ficou por aqui: Continuando a ouvir os Sportinguistas, abriu um canal para esclarecimento de dúvidas que pudessem sair da leitura do mesmo.

Nunca achei esta direção mal intencionada mas sempre pensei que tinham um certo toque de autismo ao se recusarem a ouvir sócios e adeptos. Felizmente o bom senso começa a imperar e, parece-me, ainda bem a tempo de recuperar a ligação entre adeptos e Clube.

Pelo que vi, parece-me um bom orçamento. Muitos cortes mas parecem ter por base a noção da situação que vivemos. Sem público nos pavilhões, as receitas vão obviamente descer. É um orçamento para aprovar e esperar que seja a base para um ano com muitos títulos nas modalidades que tanto nos orgulham.

Jesus "sofre com" Vieira

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Ao ser contratado para técnico principal do Sporting, em Junho de 2015, Jorge Jesus fez profissão de fé verde-e-branca. Com o sentido de marketing pessoal que lhe é inato e beneficiando do facto de ser o treinador com melhor imprensa em Portugal, reinventou-se em parangonas como sportinguista. Invocou o nome do pai, Virgolino, contemporâneo de Peyroteo e Jesus Correia na época de ouro do futebol leonino, e fez vibrar as emoções dos adeptos prometendo títulos que não chegaram.

Agora, no regresso ao Benfica, adopta o mesmo padrão: a irresistível atracção pelo show off mediático e o culto imoderado da frase demagógica nunca o abandonam. Este é um dos motivos que levam tantos jornalistas a idolatrá-lo: ele proporciona sempre boas frases para enfeitar manchetes.

Mas desta vez foi longe de mais. Ao colar-se sem sombra de pudor ao homem que há cinco anos correu com ele da Luz, o acusou de roubo informático e lhe moveu um processo milionário em tribunal, reclamando 14 milhões de euros.

Vencendo em Famalicão, numa espécie de jogo amigável que não fez esquecer o desastre de Salónica, o sucessor de Rui Vitória, Bruno Lage e Nelson Veríssimo achou por bem dedicar este triunfo ao chefe máximo.

«Todos nós nesta casa estamos solidários com o presidente e sofremos com ele, com a família e os amigos dele. Esta vitória é do grupo todo para ele. Há cinco anos, quando saí, o Benfica já era grande, mas hoje é ainda maior», declarou após o jogo. Com um excesso de zelo que transcende largamente os seus deveres contratuais.

Não havia necessidade. Mas Jesus é mesmo assim: volúvel como o vento, "sofre" sempre entre aspas, sem amor nem apego a camisola alguma. Enquanto vai coleccionando títulos. Pelo menos nas primeiras páginas dos jornais.

A voz do leitor

«Teria de haver um número concreto acima do qual não se poderia realizar um jogo, e para mim seria 50% desse universo, ou seja 25 disponíveis e outros tantos indisponíveis. Mas tinha de ser fixo este número para evitar subjectividades e desconfiança quanto aos critérios. Dessa forma havia jogadores suficientes para formar duas equipas e dificilmente seríamos obrigados a ver adiamentos. Se isto for casuístico importa desde já desactivar a Taça da Liga para que essas datas possam acomodar eventuais adiamentos. Estou muito pessimista quanto ao futuro da Liga.»

 

Carlos Correia, neste meu texto

Vale sempre a pena, perdoem a imodéstia

Publiquei aqui há três dias um postal em que criticava o facto de na convocatória da AG de dia 26 próximo, não haver referência à possibilidade de serem colocadas perguntas sobre os pontos que vão a votação.

Quero crer que alguém responsável lerá o És a Nossa Fé e terá o CD caído em si e visto que seria mau não haver esta possibilidade.

Assim, deixem-nos colher os louros da decisão agora tomada. A bem da (possível) transparência.

Obviamente, concordo com Futre

«A única maneira de controlar tudo é meter os jogadores fechados e estarem sempre em estágio, seja no Sporting ou em outro clube qualquer, mas isso não é fácil. No momento em que todo o plantel faz uma vida normal, que é casa-treino e treino-casa, qualquer um pode ser infectado e de seguida infectar o resto do grupo. Infelizmente, ninguém sabe onde é infectado e talvez possa ter sido só um jogador a passar o vírus aos outros. Na minha opinião, a Liga e todos os clubes devem voltar a reunir-se, urgentemente, para arranjarem uma solução rapidíssima para estes casos, porque isto pode acontecer todas as semanas com várias equipas e será impossível o campeonato acabar com tantos jogos a poderem ser suspensos em cada jornada.»

 

Paulo Futre, hoje, no Record

O caótico futebol da era Covid

Texto de Vítor Hugo Vieira

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A manter-se este ritmo na 1.ª e 2.ª Liga, com dois jogos adiados na semana passada, para já um esta semana, e tendo em conta que no próximo fim de semana é muito possível que Gil Vicente e Sporting ainda tenham vários elementos infectados, não tendo permissão para efectuar os seus dois jogos, isto já sem falar de mais clubes com casos (há um no Guimarães e um no Benfica), não estou a ver como se pode realizar esta época desportiva.

Tudo isto vai causar um efeito de bola de neve de jornadas completamente desencontradas, de equipas com vários jogos de atraso em relação a outras, de competições a eliminar que não podem avançar porque ainda se está à espera do resultado do jogo X e do jogo Y, para ver quem é o cabeça de série do sorteio Z, de clubes sem culpa nenhuma, com o plantel saudável e o calendário livre, que no entanto não podem jogar duas ou três semanas porque os adversários têm Covid, e depois têm de repor esses jogos em falta em meia dúzia de dias...

Enfim, o diabo a sete.

Espero bem que o Sporting dê total prioridade ao campeonato e não se desgaste nas restantes competições, porque o dinheiro da Champions vai ser muito necessário.

 

Texto do leitor Vítor Hugo Vieira, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Não podemos perder jogadores por não conseguirmos pagar ordenados ao nível de Braga ou Famalicão. Dispensar a tralha e aplicar bem o dinheiro que se gasta é mesmo um passo essencial para fixar os bons valores e tornar o Sporting um projecto mais atractivo. Para os Matheus Nunes e Palhinhas desta equipa, como para quem venha de fora e possa, com os nossos melhores valores, fazer o Sporting mais forte. Muita confiança em Rúben Amorim e na equipa de futebol que comanda.»

 

João Gil, neste texto do Luís Lisboa

O alívio

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Andavam a ser dias de pesadelo na Travessa da Queimada.

Com o Benfica a perder, banido do acesso à Liga dos Campeões pelo PAOK, clube com um orçamento oito vezes inferior. Pelo menos 40 milhões de euros atirados janela fora quando a equipa agora orientada por Jorge Jesus foi ao tapete em Salónica, vergada pelo onze de Abel Ferreira, ex-treinador da equipa B do Sporting. 

Com Luís Filipe Vieira - de longe o dirigente desportivo favorito do jornal A Bola - indiciado e já acusado em dois processos-crime, enquanto continua a ser investigado noutras frentes judiciárias. De tal maneira desprestigiado que até levou o Presidente da República a «forçar» o primeiro-ministro a retirar o apoio à recandidatura do ainda líder benfiquista, como hoje revela o semanário Expresso.

Eis que, de repente, o Benfica vence em Famalicão. E logo A Bola transborda de júbilo, com uma manchete bem reveladora da linha editorial deste diário: «Agora sim!» Com ponto de exclamação pintado de vermelho, para que não restem dúvidas. 

Um verdadeiro alívio. É nestes momentos que se percebe tudo.

PRIMEIRO (NÃO) JOGO – Liga 2020-2021

 

Verde e branca é a paixão

Que ao relvado quer voltar!

Fogo traz ao coração,

Por tudo querer ganhar!

 

Hoje ter eu quereria

O meu Sporting a jogar

E certamente eu veria

O meu Sporting a marcar!

 

Tal não vai acontecer,

Pois foi o jogo adiado…

Estão todos a adoecer,

Não era isto o esperado.

 

O estádio está fechado

E a bancada vazia.

Tudo está controlado,

P’ra travar a pandemia.

 

Em vez de “Golo!” gritar

E jogadas aplaudir,

É infetados somar,

Com outros por descobrir!

 

A pandemia maldita

O futebol nos tira,

À quarentena obriga

E maltrata-nos a vida!…

O que mais custa

Talvez seja egoísmo, mas o que mais me custa mesmo, em o jogo ser adiado, é passar mais quase uma semana sem ver o Sporting jogar.

Quinta vai ser um jogo difícil mas se tiverem tanta vontade de ganhar como eu de ver o jogo, vai ser de goleada.

A voz do leitor

«Alguém põe em dúvida a excelência da formação do Sporting? Ryan Gauld, Bragança e os sete jogadores convocados para a selecção sub-21 são a prova. Nos próximos três anos vamos ter uma selecção principal, à semelhaça do Euro-2016, com a maioria de jogadores formados no Sporting. A Academia, sonhada por Roquette, inaugurada por Dias da Cunha, é um filão de ouro.»

 

Anónimo, neste meu texto

Quem beneficia com isto?

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Na véspera do início da Liga 2020/2021, surgiu a decisão da Direcção-Geral da Saúde: o Sporting-Gil Vicente, previsto para amanhã, terá de ser adiado. Devido à proliferação de infecções com Covid-19 no emblema de Barcelos, onde já existem 19 casos diagnosticados.

A DGS é a entidade soberana para o efeito, algo que ninguém discute. Neste caso, alicerçada num parecer da Administração Regional da Saúde do Norte, por sua vez baseado na indicação expressa da Autoridade de Saúde do Agrupamento Barcelos/Esposende.

 

Mas é precisamente aqui que começam a suscitar-se dúvidas. Mais que legítimas.

Problema? O carácter aleatório destas decisões, que passam a ser confiadas a delegações locais e regionais da autoridade sanitária sem definição prévia dos critérios objectivos para este efeito, traçados a nível nacional.

A partir de que grau de contágio fica o jogo protelado sine die? Um, dois, quatro, seis, dez infecções? Ninguém esclarece. E houve imenso tempo para traçar directrizes claras, concisas e compreensíveis.

Se uma equipa tiver quatro ou cinco jogadores comprovadamente com Covid-19 e outra não tiver nenhum, esta equipa é penalizada, vendo o jogo adiado, comprometendo toda a sua programação desportiva? E para quando, sabendo que o calendário futebolístico 2020/2021 é mais apertado que nunca? Convém não esquecer que esta época começa cerca de cinco semanas depois do prazo habitual e terminará mais cedo do que é costume.

 

Há uma semana, o jogo Feirense-Chaves, da Liga 2, foi adiado, mesmo em cima do apito inicial, só porque dois jogadores da equipa visitante haviam sido diagnosticados com Covid-19 e estavam já de quarentena, não tendo cumprido a deslocação a Santa Maria da Feira. Esta decisão foi assumida com base no relatório de um clínico, pertencente ao Agrupamento dos Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso.

Faz algum sentido? Claro que não.

 

A nova data para o Sporting-Gil Vicente tornou-se uma incógnita. O que é grave, desde logo, pelo precedente que inaugura. E pelo cenário caótico que propicia.

A partir de agora a Liga - organizadora da principal competição de futebol - fica dependente de pareceres avulsos das delegações locais ou regionais da DGS. Nisto, ao menos, a directora-geral da Saúde foi clara: «A decisão será sempre da autoridade de saúde local.» 

Mas quem é essa autoridade? Um só médico, como aconteceu no abortado Feirense-Chaves?

 

O campeonato começa hoje num enquadramento sanitário errático e flutuante, antevendo-se decisões eventualmente tomadas à la carte, ao sabor dos caprichos de um delegado de saúde que até pode ter manifestas inclinações clubísticas.

Quem poderá beneficiar com isto?

 

Eis um caso que convém acompanhar com a máxima atenção: é o que faremos no És a Nossa Fé. Pela minha parte, fica a promessa.

A voz do leitor

«As claques deviam acabar. Ao longo dos anos têm servido para provocar prejuízos aos clubes, com multas atrás de multas, e ao mesmo tempo querem viver à conta dos clubes, Façam o mesmo que fez a Juventus de Itália. Cortou todos os apoios e ao mesmo tempo entregou o caso à unidade contra a violência e terrorismo. Os directores eram alvo de ameaças e tentativas de agressão, assim como adeptos. Todos os chefes de claques foram presos.»

 

João Nunes, neste texto do António F.

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