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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória. O mais importante foi conseguido: amealhámos mais três pontos em Alvalade ao vencermos o Moreirense por 1-0. Resultado magro e escasso, que soube a pouco. Mas comparado com outros nesta temporada em que já fomos goleados pelo Benfica e deixámos o modesto Alverca afastar-nos da Taça de Portugal, não podemos queixar-nos. Objectivo mínimo cumprido.

 

De Mathieu. Já me referi a ele aqui: foi de longe o melhor em campo neste Sporting-Moreirense. Destacou-se à frente e atrás. Lançando Borja aos 11', abrindo espaço para um golo que viria a ser anulado por fora-de-jogo milimétrico. Fazendo a bola embater num poste na soberba conversão de um livre directo aos 49'. Cortando de forma irrepreensível um perigoso ataque do adversário aos 64'. E sobretudo fazendo a assistência para o golo de Luiz Phellype, aos 70'. O mais maduro, o mais eficaz,  o mais acutilante: aos 36 anos, é um excelente exemplo para jogadores com metade da idade dele.

 

De Bolasie. Continua a ser um lutador. Nem sempre as coisas lhe saem bem, mas ninguém pode acusá-lo de falta de entrega ou falta de atitude. Actua com muita intensidade nos lances divididos, nunca dando uma bola como perdida. Aos 11' chegou mesmo a introduzi-la na baliza, mas a jogada acabou anulada por milimétrica deslocação de Borja, que fizera o cruzamento. Aos 18', coube ao congolês fazer um centro perfeito, que Bruno Fernandes desperdiçou. Aos 20', de cabeça, obrigou o guarda-redes a uma defesa aparatosa. Não é por ele que o Sporting continua com exibições que estão longe de agradar aos adeptos.

 

Da aposta de Silas em Max. Boa exibição do jovem guarda-redes formado em Alcochete. Autoritário entre os postes e seguro nas saídas, como naquela em que defendeu de cabeça, aos 41'. Aos 22' e aos 66' demonstrou ao técnico que vale a pena continuar a confiar nele. Devemos-lhe também o facto de termos chegado ao fim desta partida sem sofrer qualquer golo.

 

Da entrada de Luiz Phellype. O brasileiro entrou aos 64' e seis minutos depois marcava o golo decisivo, que nos valeu três pontos. Um golo de belo efeito, à ponta-de-lança, com forte cabeceamento (a fazer recordar Mário Jardel). Foi o melhor momento deste jogo, que praticamente só nos deu este motivo de alegria.

 

De ver Battaglia no banco. O argentino não chegou a calçar, mas o simples facto de Silas o ter chamado ao lote dos suplentes já é boa notícia para todos quantos admiramos este jogador e lamentamos que o Sporting há mais de um ano não possa contar com ele.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu com o V. Guimarães e está apenas com mais um ponto que o Sporting. A partir de agora também vemos mais perto o FC Porto, que empatou no Jamor com o Belenenses SAD.

 

 

Não gostei

 
 

De Jesé. Silas voltou a transmitir-lhe confiança ao deixar Luiz Phellype no banco e ao incluir o espanhol no onze titular. Mas o rapper revelou-se presa fácil para a defesa contrária: movimentou-se pouco, lutou ainda menos e foi sempre inofensivo no último passe. Diga o que disser Frederico Varandas, influenciado sabe-se lá por quem, não tem instinto nem gestos de ponta-de-lança. O que colocou o Sporting em notório défice ofensivo neste jogo até aos 64', quando Jesé foi enfim tomar duche e passámos a ter em campo o único avançado posicional do plantel leonino. Não por acaso, o golo surgiu seis minutos depois.

 

Da exibição apagada de outros jogadores. Bruno Fernandes esteve em subrendimento, falhando um número incrível de passes e mostrando-se incapaz de aproveitar os lances de bola parada e de ensaiar até os pontapés de meia-distância a que já nos habituou. Wendel, por sua vez, foi incapaz de imprimir dinâmica na nossa construção ofensiva, empastelando o jogo a meio-campo e rodopiando o tempo todo para chegar a lugar nenhum. E Vietto é desperdiçado a jogar junto à linha quando rende muito mais a movimentar-se na faixa central. Falta mencionar Camacho, que voltou a ter uma oportunidade: entrou aos 79', para render Vietto, mas nada fez de útil, pois foi facilmente neutralizado pela defensiva adversária, que o colocava em sistemático fora-de-jogo. E parece também ter uma relação difícil com o golo.

 

Da lesão de Neto. Desta vez Silas decidiu emparceirá-lo com Mathieu (quarta experiência diferente no eixo da defesa leonina em quatro jogos). O internacional português até estava a fazer uma exibição positiva, mas aos 22' fracturou uma costela na sequência de uma bola dividida no nosso reduto defensivo. Vai estar semanas fora dos relvados.

 

Da ausência de Acuña. O argentino, a cumprir castigo, faz sempre falta ao nosso onze titular - sobretudo na posição de ala, onde prefiro vê-lo jogar: é um desperdício tê-lo como lateral esquerdo. Mas valha a verdade que desta vez Borja cumpriu no essencial. Foi até um dos melhores jogos do colombiano pelo Sporting.

 

Dos falhanços de Luiz Phellype. Devemos-lhe o golo que nos valeu três pontos, é certo. Mas o avançado brasileiro ficou a dever outros golos a si próprio - e à massa adepta do Sporting. Aos 69', bem desmarcado, finalizou com um passe inócuo ao guarda-redes. Aos 77', igualmente bem servido, atrapalhou-se com a bola. E aos 81' voltou a desperdiçar. Falta-lhe aumentar a intensidade e melhorar a pontaria.

 

Do 0-0 ao intervalo. Era um resultado profundamente decepcionante para os 26 mil que acompanhámos nas bancadas de Alvalade este jogo iniciado às 17.30 de domingo. Desta vez ninguém pôde queixar-se do horário: só pudemos queixar-nos do fraco espectáculo desportivo. Merecíamos melhor neste último desafio disputado em 2019 no nosso estádio. O próximo será na recepção ao FC Porto, a 5 de Janeiro.

Algum conforto

Algum conforto que todos os Sportinguistas precisam, ou melhor quase todos, menos aqueles que passam os jogos a insultar jogadores e a salivar pelo insucesso.

Conseguimos vencer o Moreirense e consolidar a 3.ª posição na Liga (o Famalicão não é destas coisas nem destas contas), vencemos no Funchal e somos os líderes nos sub-23, no andebol esmagámos o Benfica e no basquetebol o Porto, vencemos também no hóquei em patins e no futsal.

Infelizmente o Luís Neto aleijou-se quando estava até em muito bom plano e não sabemos quando vamos voltar a contar com ele. Foi o pior deste fim de semana.

Quanto à exibição contra o Moreirense, foi a do costume. Difícil pedir mais a um onze que nunca deve ter jogado junto e sem ponta de lança. Foi improvisar e lutar, lutar e improvisar, rematar e rematar seja o que for que esteja à frente, até que entrado finalmente o único ponta de lança do plantel, o melhor em campo, Mathieu, improvisou um centro, e LP9 correspondeu com um golo... à ponta de lança. Coisa que nem Jesé, Vietto ou Bolasie conseguiriam fazer numa centena de jogos, ou conseguiram fazer em toda a sua carreira (aqui é um mero palpite, se alguém me conseguir mostrar um golo assim, tenho que pedir desculpa).

Depois veio Silas falar em boa exibição, quase 8 em 10 e... desisto.

SL

Mathieu

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És grande, Mathieu.

Aos 36 anos, foste hoje novamente o melhor em campo neste triste e desolador Sporting da temporada 2019/2020.

Se não fosses tu a fazer a diferença, construindo metade do solitário golo leonino com um passe de ruptura aos 70 minutos, teríamos saído do Estádio José Alvalade empatados a zero com o penúltimo classificado do campeonato.

E a segunda melhor oportunidade de marcar neste Sporting-Moreirense saiu dos teus pés, ao apontares de forma exemplar um livre directo fazendo a bola embater com estrondo no poste, estavam decorridos 49 minutos. Sem esquecer que foste tu a fazer um soberbo passe para Borja, logo aos 11 minutos, num lance de que resultaria golo de Bolasie, anulado pelo VAR por um fora-de-jogo de 14 centímetros. Além do soberbo corte que fizeste, aos 64 minutos, abortando um veloz contra-ataque conduzido por Luther Singh.

És o mais velho do plantel, mas ninguém diria. Jogas com o entusiasmo de um jovem que está a começar. Dando assim um louvável exemplo de profissionalismo aos teus medíocres colegas que se arrastam em campo à espera que o tempo se esgote para irem tomar duche. Vários deles passaram os minutos finais a "defender o resultado", com passes lateralizados e à retaguarda, como se o adversário se chamasse Real Madrid ou Juventus em vez de vir de Moreira de Cónegos e jogar naquele momento só com dez.

Deviam ter vergonha.

Tu és diferente, Mathieu. Obrigado.

A voz do leitor

«O plantel está fechado, obviamente, até Janeiro. Sem mais lamentos devemos apoiar quem está e lutar pelos nossos objectivos com aqueles que temos. Para mim, claramente o plantel ficou mais fraco do que o que acabou a época 2018/19. Oxalá os jogadores e o treinador me mostrem que estou redondamente enganado.»

 

Pedro Batista, neste meu texto

«Se quiseres, levo mais para vender»

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«Um e-mail enviado por uma funcionária do Sporting a dois dirigentes da então direcção de Bruno de Carvalho dava o sinal de alerta: "Pelas claques passam milhões e passam muitos criminosos do mundo da noite. Tráfico de droga, prostituição..."

O documento, enviado três dias depois da invasão de elementos da Juventude Leonina à academia leonina, está a ser investigado pelo Ministério Público e faz parte do extenso processo de Alcochete, que se encontra nas mãos da juíza Sílvia Rosa Pires, a que o Expresso teve acesso.

A referência ao tráfico e consumo de cocaína por elementos da principal claque do Sporting está longe de se resumir aos 15 gramas confiscados no sótão da sede da Juve Leo no Estádio José Alvalade, atribuídos ao líder da claque, Nuno "Mustafá" Mendes, e no apartamento de dois dos acusados, em rusgas realizadas pela GNR em Novembro do ano passado.

As trocas de mensagens através do WhatsApp entre arguidos do caso, todos eles ligados à Juventude Leonina, permitiu à GNR perceber os preparativos do ataque realizado contra jogadores e equipa técnica na tarde de 15 de Maio de 2018, mas também como funcionava o circuito de compra e venda de cocaína e haxixe entre os suspeitos.

Na semana que antecedeu a final entre o Sporting e o Desportivo das Aves, no Estádio Nacional, em Maio desse ano, as combinações multiplicaram-se. "Quero quatro gramas para mim. Se quiseres, levo mais para vender. Vou fazer a encomenda hoje, para o Jamor", escreveu um elemento da claque.

Outro adepto lamentava: "Só me sai sangue das narinas. Já bebi três minis e dois traços. Estou com vontade de dar, mas o fornecedor foi dentro."

Antes do jogo contra o Atlético de Madrid na capital espanhola, em Abril desse ano, um outro arguido dava directrizes: "Confirma as encomendas, Mano, quando puderes, 58 euros, 35 capeta, NIB 002..."

Juntamente com a frase foi enviada uma fotografia com um saco de cocaína e um ficheiro de áudio onde se ouve alguém a snifar algo. "Capeta" é um nome de código, muito repetido durante as conversas, sempre que alguém se refere à cocaína. Mas também há quem refira a mesma droga como "falupa".

O envio de números de identificação bancária via WhatsApp era recorrente entre os diversos grupos que contactavam entre si por telemóvel.

"Mandas-me o NIB para te transferir o dinheiro ou preferes que te dê em mão em Madrid?", pergunta outro membro da claque. (...)

A leitura das centenas de mensagens revela que o consumo e tráfico de cocaína parece uma banalidade entre estes adeptos. Um deles, que se encontrava numa festa de aniversário da afilhada, mostrou surpresa por nenhum dos 50 jovens convidados de 18 anos "dar na falupa".

No final da conversa, um sugere: "Temos de passar para o cavalo [heroína]", logo corroborado por outro: "Temos de passar de nível." (...)

Um dos apensos do processo [de Alcochete] é dedicado a elencar o número de crimes de que o grupo de arguidos foi já acusado ou condenado. Quase metade dos acusados tem historial com a polícia, os outros são primários e podem, por isso, ser beneficiados pela juíza, que irá ter em conta a idade precoce de alguns deles. Os crimes de que já foram indiciados são sobretudo de ameaça agravada, furto qualificado e tráfico de droga.»

 

Excerto de notícia do semanário Expresso de hoje

Competência e falta dela

Esta jornada dupla em Barcelos (que nos custou a aproximação perigosa do Braga e Guimarães na Liga e não nos livrou da eliminação na Taça da Liga) e aquilo que continuamos a ler e a saber do futebol do Sporting vieram ainda mais pôr a nu a incompetência da actual estrutura e o consequente estado de abandono e descontrolo emocional dos jogadores, entre os excessos de alguns e a falta de alegria e confiança e o olhar cabisbaixo doutros.

Temos um director desportivo que não dá a cara e que sonha em "encaixar no mercado de Janeiro para reforçar o plantel", e ouvimos que Acuña, Coates, Wendel e agora Palhinha estão à venda por tuta e meia e o Sporting anda à procura de Olas Johns algures, temos um team-manager que assiste impávido e sereno às provocações e pancadas sobre Acuña e não levanta o traseiro do banco para o defender, temos um treinador que mete a viola no saco quando o treinador contrário desvaloriza os seus jogadores, tem de ser chamado à razão pelos jogadores para se deixar de mudanças constantes que apenas os desorientam,  e se queixa (muito se queixa ele) que o Bruno Fernandes conhece o plantel melhor que ele, que os jogadores fazem o que querem em campo, e que não tem tempo, nunca tem tempo para treinar como deve ser. E fica enfadado, protestando com o adjunto quando o Bruno tenta um chapéu longo ao guarda-redes adversário.

Que chatice ser treinador do Sporting. No Belenenses não era assim?

 

O que ainda vai valendo é a competência do capitão de equipa, que vai marcando e dando a marcar golos decisivos, puxando pelos colegas e exigindo atitude, levando pancada mais ou menos tolerada pelos árbitros (no Bessa foi uma caça ao homem) mas não deixando de meter o pé sem medo mesmo incorrendo em faltas e cartões, ou seja, fazendo o trabalho dele e às vezes os dos outros. Se estamos assim com ele, o que seria do Sporting esta época sem Bruno Fernandes?

E se ele se aleija? Nem quero pensar nisso...

 

Confesso que não entendo como há gente do Sporting (do Benfica e do Porto entendo) que acha que o problema do Sporting é o que diz ou o que faz Bruno Fernandes, e que até advoga que devia deixar a braçadeira. Para ficar tudo nivelado na incompetência.

Por mim, e já que se dispôs a assinar um novo contrato, pelo menos era promovido já a treinador-jogador. Como no caso do Tiririca, pior não fica. 

Entretanto, amanhã, mais um confronto crucial em Alvalade: o penúltimo para a Liga antes dos embates com os dois rivais. Por muito desagradado e pessimista que esteja, lá estarei a apoiar nos 90 minutos e convido todos a fazer o mesmo.

 

PS: Hoje no João Rocha, às 15h, temos o dérbi do andebol. Na primeira volta ganhámos na Luz e temos todas as condições para vencer de novo. A não perder. 

SL

A voz do leitor

«A arbitragem tem o poder supremo, hoje. O da incompetência, da irresponsabilidade e da inimputabilidade. E ainda por cima (os clubes) pagam-lhe para ser assim. É completamente óbvio que nunca foi tão importante para os clubes como actualmente controlar e dominar a vontade pessoal dos árbitros e as suas decisões em campo. A possibilidade de isenção e assumpção da responsabilidade foi amplamente corrompida. Não pelo VAR, mas pelas pessoas e pelas instituições, que se alimentam da falta de cultura desportiva e de responsabilidade do espectador médio. Olhar para o futebol doméstico e para a arbitragem portuguesa é estar a olhar para o lado medíocre do país.»

 

João Gil, neste meu texto

Armas e viscondes assinalados: “Fast-forward” para o minuto 88

Gil Vicente 0 - Sporting 2

Taça da Liga - 2.ª Jornada da Fase de Grupos

4 de Dezembro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Acabou por ter uma noite de relativo sossego, apesar do lamentável e já expectável ascendente que os suplentes da equipa da casa chegaram a ter na primeira parte, e até foi o guarda-redes brasileiro a encarregar-se de arranjar calafrios, cabeceando à entrada da área uma bola directamente para os pés de um avançado do Gil Vicente que teve a infelicidade de sair do Seixal antes do complexo futebolístico-mediático encarregue de produzir “golden boys” estar devidamente oleado. Certo é que chegou ao apito final sem ir buscar a bola ao fundo das redes, o que por estes dias passa por ser um homem que mordeu o cão.

Ristovski (3,0)

É combativo, aparenta sentir o peso da camisola bem mais do que a média do plantel e não tem culpa de não haver um lateral-direito melhor do que ele, transformando-o naquilo que é: um profissional digno, com talento quanto baste, que dá o melhor que tem - e até aparenta ter abandonado a maré de azar e descontrolo que lhe valeu tantas expulsões na época passada.

Coates (3,5)

O xerife uruguaio voltou à equipa e impôs a sua lei aos galos de Barcelos, anulando sucessivas tentativas de ataque pelo ar e ainda mais pela relva, demonstrando um “timing” perfeito nos muitos cortes que se encarregou de fazer. Ter um dos poucos jogadores de elevado nível que restam no plantel em campo é sempre uma garantia.

Neto (3,5)

Espera-se que tenha retirado de vez qualquer dúvida quanto à ordem hierárquica dos centrais leoninos. Em vez da calamidade protagonizada por Tiago Ilori no domingo, Neto distinguiu-se pela voz de comando, por alguns cortes incisivos e bem arriscados e até pela forma como suplicou em vão a Rui Costa que não expulsasse Acuña.

Acuña (2,0)

Ultrapassado em velocidade por Romário Baldé, e provocado de modo sistemático pelos jogadores do Gil Vicente ao longo do jogo, o argentino depressa se viu à cunha do segundo amarelo. Descontrolado como há muito não se via, conseguiu manter-se no relvado bem mais do que seria expectável, sendo já em tempo de descontos que selou o destino – que o excluirá da recepção ao Moreirense no domingo – ao berrar com o quarto árbitro após ser esbofeteado por um adversário. No outro prato da balança está a garra de um dos raros elementos do plantel que nenhum Vítor Oliveira consegue rebaixar.

Idrissa Doumbia (2,5)

Aguentou melhor os suplentes do Gil Vicente do que tinha controlado os titulares no jogo anterior, o que também não quer dizer muito. Mas o certo é que desta vez não houve golos contrários a registar.

Miguel Luís (2,5)

Talvez tenha regressado à equipa titular por motivos estritamente regulamentares, pois não abundam formados na Academia de Alcochete que não tenham rescindido contrato ou entrado no carrossel dos empréstimos com cláusula de compra manhosa, mas não demorou a fazer-se notar. Pena é que tenha sido por um lance a que só um laureado com o Nobel da Paz pode chamar remate e por levar uma reprimenda do capitão de equipa. Melhorou ao longo do jogo, destacando-se um bom cruzamento para a cabeça de Luiz Phellype, o que não impediu que fosse o candidato óbvio à saída logo que Silas percebeu o impasse que por ali ocorria.

Wendel (3,0)

Tem mais talento do que tende a demonstrar, ainda que provavelmente menos do que considera ter, o que voltou a ser demonstrado neste segundo jogo da fase de grupos da Taça da Liga. Ganha pontos pela dinâmica que procurou dar ao anémico fio de jogo da equipa e por uma desmarcação genial que Bruno Fernandes encontrou forma de desperdiçar à boca da baliza.

Bruno Fernandes (4,0)

Falhou dois grandes golos, um dos quais numa tentativa de surpreender o guarda-redes do Gil Vicente ainda aquém da linha de meio-campo e o outro num excesso de confiança que o levou a tentar um toque acrobático quando bastava empurrar a bola para a linha de golo mesmo em frente. Pelo meio ainda fez a bola balançar as redes, só que em posição irregular, e serviu Luiz Phellype para um daqueles “expected goals” de que o inferno sportinguista está cheio. Pouco importa: façamos “fast forward” para o minuto 88, quando foi carregado por um adversário junto à grande área, encarregando-se de desfazer com um livre directo impecável o empate que retirava ao Sporting qualquer hipótese (ainda que remota) de defender os dois títulos consecutivos de “campeão de Inverno” na fase final da Taça da Liga. Não satisfeito, numa altura em que a equipa tinha menos um em campo, serviu Vietto para o argentino fazer o resultado final. Não tem o número 31 na camisola, mas tal como no célebre fado como ele não há nenhum.

Bolasie (3,0)

Chegou a ser o melhor da equipa na primeira parte, devendo-se-lhe um excelente remate que poderia ter desbloqueado o marcador, e lutou com todas as forças que tinha contra a desgraça que mais uma vez se anunciava. Ninguém lhe pode questionar o empenho, mesmo sem se traduzir necessariamente em resultados práticos.

Luiz Phellype (2,0)

Atravessa uma má fase e mesmo quando cabeceou como mandam as regras a bola cruzada por Miguel Luís não impediu a boa defesa do guardião do Gil Vicente. Pior foi a sua tentativa de inaugurar o marcador com um toque de calcanhar que lhe saiu truncado, num símbolo cruel das limitações técnicas que já deu provas de conseguir ultrapassar com força de vontade e capacidade de trabalho.

Rafael Camacho (2,5)

Continua a ser o talismã de Silas, sendo apenas triste que raras vezes traga sorte. Desta vez teve mais minutos, aproveitando-os melhor do que é hábito, tanto nas alas como no miolo.

Jesé Rodríguez (3,0)

Entrou para o lugar do infeliz Luiz Phellype, numa lógica “és avançado-centro e não sabias” que lembra um cartaz do Iniciativa Liberal, e não se lhe pode negar impacto no resultado final. No lance de contra-ataque que culminou no livre directo cobrado por Bruno Fernandes foi ceifado por um adversário (que recebeu um amarelo do daltónico Rui Costa) quando se encaminhava para a baliza, e a jogada do 0-2 começa com uma recuperação de bola quando a equipa lidava com a expulsão de Acuña.

Vietto (3,0)

Entrou, viu e venceu. Muito bem servido por Bruno Fernandes, não hesitou perante a tentativa de mancha do guarda-redes e sossegou os corações leoninos.

Silas (3,0)

Os trejeitos que fez quando Bruno Fernandes tentou marcar de antes da linha de meio-campo ficaram-lhe mal, mas há que reconhecer que montou a equipa melhor do que no embate anterior com o Gil Vicente, assumindo o objectivo de manter a esperança na qualificação para a “final four” da Taça da Liga. Dito isto, não há motivos para optimismo quando falta um mês para os embates com o FC Porto e o Benfica, restando-lhe sobreviver aos próximos jogos, pois como tantas vezes se diz em Portugal, “depois mete-se o Natal”...

Gestão danosa

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Será isto verdade?

Vender um jogador de selecção (camadas jovens), que pode chegar aos AA a qualquer altura, em vésperas do Europeu?

Dar a ganhar 1,5ME ao Braga, depois de lhes ceder durante 1,5 anos um jogador titular?

Encaixar (líquidos) 6 a 7 milhões por uma jovem revelação, que vai continuar a mostrar-se na Liga Europa numa equipa que pode ir longe?

Despachar um jogador da formação, de qualidade, que ocupa uma posição de que estamos desfalcados?

O exemplo de Domingos Duarte não terá servido para nada?

Mais importante: alguém no futebol do Sporting tem alguma ideia sobre o que está a fazer, neste momento?

Alguém será responsabilizado por tanta venda mal feita (Domingos Duarte, 2ME... Thierry, 9ME líquidos...)?

Alguém será responsabilizado pelas contratações falhadas do último ano e meio (Ilori, Borja, Eduardo...)?

Depois de tanta contratação falhada, e de tanta venda ao desbarato, que delapidam o património do clube a uma velocidade estonteante, esta direcção tem condições para continuar? 

A voz do leitor

«Neste momento Silas já não tem capacidade para acumular mais críticas. Esgotou-a. Começou a criticar os jogadores e a falta de qualidade. Está a criticar Varandas e Viana explicitamente. Não disse nada depois da dura declaração de Vítor Oliveira que foi o maior ataque feito publicamente à gestão desportiva do plantel e ao seu mentor: a dupla Varandas-Viana. Varandas já só pensa em correr com Silas.»

 

JG, neste meu texto

2019/2020: os marcadores dos nossos golos

ORK7U02N.jpg

 

Bruno Fernandes 12 (Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz, Paços de Ferreira, Rosenborg, PSV, PSV, Gil Vicente)

Luiz Phellype 5 (Portimonense, Rio Ave, Lask Linz, Paços de Ferreira, PSV)

Vietto 4 (Famalicão, Belenenses SAD, Belenenses SAD, Gil Vicente)

Coates 3 (Marítimo, V. Guimarães, Rosenborg)

Raphinha 2 (Portimonense, Portimonense)

Wendel 2 (Braga, Gil Vicente)

Pedro Mendes 1 (PSV)

Bolasie 1 (Rosenborg)

Jesé 1 (V. Guimarães)

Acuña 1 (V. Guimarães)

Mathieu (PSV)

Pódio: Bruno Fernandes, Coates, Bolasie

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Gil Vicente-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 18

Coates: 16

Bolasie: 15

Neto: 15

Renan: 15

Vietto: 14

Ristovski: 13

Jesé: 12

Miguel Luís: 12

Luiz Phellype: 12

Idrissa Doumbia: 12

Wendel: 11

Camacho: 10

Acuña: 8

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor sportinguista em campo.

Desconsolo

Com tudo o que se passou três dias antes no mesmo estádio, o mínimo que se pedia a este Sporting de Silas a defrontar as segundas linhas do Gil Vicente era que entrasse a todo o gás e chegasse à goleada.

Mas entrou como entrou no domingo. Lentidão de processos, ausência de ideias, passes para ninguém, uma posse de bola estéril, apenas Bolasie destoava na pasmaceira. E à meia hora de jogo já podia estar a perder, porque mais uma vez Vítor Oliveira fez o trabalho de casa, colocou um jogador rápido do lado dum Acuña cansado e obrigado a fazer todo o corredor, e esse jogador foi criando situações perigosas para o Sporting, felizmente mal concluídas.

Miguel Luís, o pé-frio do costume, desmarcado na área, remata fraco e à figura, outra vez na área fica estático e deixa passar o centro para golo, mais uma vez perto da área dá as costas ao centro do Bruno Fernandes. Com uma boa leitura de jogo e chegada à area, quantos golos já falhou esta época? Pode vir a ser um novo Adrien, mas tem muito que melhorar em termos de concentração e intensidade.

A coisa melhorou no segundo tempo, o Sporting foi pressionando até que Silas, a ter de ganhar, tira o único ponta de lança disponível (um cada vez mais desmoralizado Luiz Phellype, uma sombra do que foi com Keizer) para ficar a atacar com uma dupla de vagabundos desorientados, Jesé e Camacho, que davam cabo de todo o jogo que lhes chegava.

Quando o empate parecia certo, lá veio o Bruno mais uma vez dizer porque é o melhor jogador da Liga e um dos melhores médios do Sporting de todos os tempos. Um golo de livre e uma assistência para golo.

Acuña é o barómetro do estado anímico da equipa. Enquanto no Dragão fugiu as provocações orquestradas pelo Serginho e seguiu para o Jamor, ontem foi aquilo que se viu: o árbitro safou-se duma cabeçada por pouco.

Coisa boa foi ver os meninos bonitos de Silas, Ilori e Eduardo, a aquecerem o banco. 

Depois veio a conferência de imprensa e Silas, confrontado com as opiniões discutíveis e despropositadas de Vítor Oliveira sobre os seus jogadores  ("...o fundamental é ter-se bons jogadores. As boas equipas fazem-se com bons jogadores e nenhum treinador faz uma boa equipa sem bons jogadores"), meteu a viola no saco e passou ao lado da defesa dos mesmos e do clube que lhe paga o ordenado.

SL

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