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És a nossa Fé!

A pata na poça

Eu sou um gajo especialmente habilitado para falar em borradas porque tenho uma dose considerável delas às minhas costas.

 

Normalmente acaba por correr tudo bem, com um reforço significativo do stress associado à resolução dos mesmos, mas a verdade é que a minha experiência demonstra que nenhum de nós está imune ao erro, por muito bem intencionado que seja e independentemente da forma diligente como atuamos.

 

Ora, vem isto a propósito do jogo de ontem.

 

Nem tudo são rosas

Mas também nem tudo são as nuvens negras que andam por aí a pintar.

 

Terça jogámos com um colosso do futebol europeu, batemo-nos de igual para igual e fizemos tudo ao nosso alcance para obter outro resultado.

 

Por este motivo, entendo que se exige alguma parcimónia nas previsões catastrofistas que por aí vão aparecendo.

 

Tenham lá paciência, já temos todos demasiados anos disto para sabermos onde esse caminho leva.

 

Como tal, a única coisa que se pede hoje aos adeptos é que apoiem a equipa até ao fim e à equipa que nos dê uma vitória que nos continue a fazer sonhar com o tão ansiado Campeonato que nos tem fugido.

 

Sporting Sempre!

'Ca nervos

Já comecei este post de três maneiras diferentes.

 

Já pensei em pôr o golo do Caneira contra o Inter como motivação.

 

Já pensei em mostrar-vos quais são na minha opinião os caminhos mais prováveis de nos levarem para a fase a eliminar da Liga dos Campeões.

 

Já pensei em falar-vos de como tenho penado por ter visto quase todos os jogos da pré-época e de apenas ter conseguido ver em condições, desde que a época oficial começou, o Sporting-Porto e de como, desde que é a doer, a equipa se transfigurou da noite para o dia e assumiu a responsabilidade de não errar e de fazer quase sempre tudo bem, o que apenas contribui para agravar a minha sensação de que estou a perder o início de uma época muito bonita.

 

Mas a verdade é que não consigo pensar noutra coisa que não seja nas 19:45 de amanhã, no apito inicial e no abraço de consolo que no final o Bryan e o Joel vão dar ao Navas, lembrando-lhe que a bola é redonda e que a culpa não é dele, mas dos rapazes de verde e branco que só sabem querer ganhar.

 

Vamos a eles! Em frente, Sporting!

A vida contínua

No 5.º ano, devia eu ter uns dez anos, um dos temas do ano lectivo na disciplina de Português era o jornalismo. 

Os elementos básicos da notícia e da reportagem, o que destacar, como fazer, o que sublinhar.

A minha professora de Português (numa escola pública, já agora, desculpem lá o mash up dos temas), cujo nome agora se me olvida, entendeu que a melhor forma de percebermos o que estava ali em causa era nós próprios prepararmos uma peça jornalística, que apresentaríamos à turma.

Abordou-se os lixos que não eram recolhidos, o animal de estimação que era o melhor do mundo, entrevistou-se o pai, a mãe e o dono da mercearia.

Mas este que vos escreve, imbuído de espírito Sportinguista e fresquinho de ler num dos jornais que havia lá por casa que o Vasques, um dos Cinco Violinos, exercia funções na Loja Verde no antigo Estádio de Alvalade, decidiu que era esse o seu trabalho.

Convenci a minha mãe a acompanhar-me, liguei a confirmar que podia ser e lá fomos, rumo a Alvalade, para que um puto entrevistasse um dos maiores nomes de sempre do Sporting.

Não faço hoje a mais pequena ideia das perguntas e muito menos das respostas que as acompanharam, não guardei sequer um pedaço de papel que me servisse de prova deste momento triunfal, mas a memória segue comigo.

Sabem o que é que rima com memória?

Glória.

E sabem o que é que eu queria para este fim de semana.

Jackpot.

Agora vão lá pensar no que queriam para as vossas vidas desportivas e o que podem fazer para contribuir para alcançar esses objectivos.

Se este Domingo não der, outro Domingo haverá.

Dia de homenagens

Reza a História que decorreram ontem 11 anos sobre a Batalha de Alkmaar.

Um jogo épico que proporcionou, para além do acesso do Sporting à final da Taça UEFA, a única vez na minha vida em que ascendi ao e permaneci no balcão de um estabelecimento público. O pobre do dono do café (adepto rival mas cheio de fair play, deve notar-se) olhava atónito enquanto a cena rocambolesca se desenrolava.

Portanto, a primeira homenagem do dia vai para os Leões que nos representaram em campo (com o Miguel Garcia à cabeça, literal e figurativamente) e os que os acompanharam fora dele mas também para José Peseiro, que pôs aquela equipa a jogar um futebol bonito e vistoso. Com uma direção mais competente e talvez se tivessem disciplinado os jogadores e não permitido o descambar que se verificou no início da época seguinte (por falar nisso, já ninguém sequer se lembra do pé de vento que Slimani montou no verão por querer sair, certo? Este Presidente é mesmo um espalha brasas...). Adiante.

A segunda homenagem vai para um grande do futebol Português: Jorge Perestrelo.

O relatador, figura impar no radialismo futebolistíco nacional, viria a falecer no dia seguinte ao da meia final da Taça UEFA, que tinha acompanhado para a TSF.

Aqui fica o relato do último golo (ainda me arrepio todo sempre que o ouço), para entretermos as saudades das "ripas na rapaqueca" e dos "o que é que é isso, oh meu!":

A última homenagem do dia é nepotismo puro: o meu filho faz dois anos e, por isso, podemos comemorar o facto de já só faltar um ano para ele se poder estrear em Alvalade. 

P.S.: Infelizmente amanhã não poderei estar em Alvalade. Para emendar a mão, assegurei que 6 Sportinguistas que não vão ao estádio muito frequentemente estarão lá para cantar por mim.

Estranha forma de vida

Ora são os sms que não há maneira de aparecerem, os processos judiciais (infundamentados, como adiante se demonstrará) convenientemente propostos e/ou divulgados em véspera de jogo grande e agora as alegadas conversas de balneário dos adversários.

A lógica é sempre a mesma: condicionar o adversário, dando de si a imagem mais impoluta a que, sempre que possível, se acrescenta umas dores de vítima de conspirações terceiras.

Foi contra isto que jogámos este ano, não contra uma equipa de futebol, mas sim contra uma equipa de comunicação e de bastidores.

Não é propriamente uma novidade, vindo de quem vem, já foram os túneis da Luz e de Braga, os tributos aos árbitros, as denúncias ao Ministro, you name it.

São useiros e vezeiros, a única novidade aqui somos nós, que por talvez já não estarmos habituados a discutir o campeonato até ao seu final, não contávamos para este totobola.

Neste último caso, acho particularmente divertida e retorcida a estratégia: vamos auto-incriminar-nos da prática de um crime acusando o Sporting da prática de um ilícito desportivo e assim se alguém nos acusar do crime nós dizemos que é verdade o ilícito e se tentarem desmentir, têm de andar a falar nisto uma semana.

Por mim o assunto ficou resolvido.

Agora é esperar que chegue Sábado e ganhar ao Setúbal.

Queremos ser campeões em campo, não no campo dos outros e muito menos fora das quatro linhas.

Sporting Sempre!

Os melhores golos do Sporting (62)

 

Golo de RICARDO SÁ PINTO

C.F. Os Belenenses - Sporting C.P., 0-1

8 de Dezembro de 1995, Restelo, Campeonato Nacional

 

Todos nós somos do Sporting por algum motivo.

O meu é a família. Com Avô Sportinguista e Pai Sportinguista, as tentativas da minha mãe de me levar para o lado sul da Segunda Circular saíram sempre goradas, prevalecendo o Bem.

Muito embora, por questões de vizinhança, tenha assistido a todas as finais da Taça de Portugal entre 1986 e 2008 - o Bernardo Pires de Lima e o Duarte Fonseca já aqui abordaram os golos que marcaram os primeiros títulos da minha geração, pelo que o golo que aqui nos traz é outro -, as idas a outros estádios eram pouco frequentes e geralmente sob a forma de cerimónias grupais familiares nas quais o jogo em si perdia primazia para o convivio com os demais.

Com uma rara exceção: o Belenenses-Sporting de 1995, ao qual o meu Pai em boa hora me decidiu levar.

Foi um jogo sem grande história, jogámos bem (diga-se, em abono da verdade, que nestes últimos 25 anos temos tidos jogadores absolutamente extraordinários, cujas carreiras mereciam bem mais do que o que o "sistema" permitiu), mas marcámos apenas um golo, o suficiente para trazer a vitória e os 3 pontos, cuja implementação fora uma novidade dessa época, para Alvalade.

O golo do Sá, esse, nunca mais me saiu da cabeça e aqui fica para recordação coletiva.

Simbolismos

Gosto muito de simbolismos.

 

De datas especiais, dias que só nos dizem coisas a nós e aos que nos rodeiam, lugares cuja magia está intrinsecamente ligada a momentos das nossas vidas, vocês percebem a ideia.

 

Como tal, foi com um brilhozinho nos olhos que recebi e aceitei o convite que me foi feito para me juntar a tão ilustre casa e notável equipa no dia em que o Sporting despachou os "andrades" na casa deles por 1-3 e em que os responsáveis de tão tenebrosa agremiação acabaram o dia a chorar pelo regresso de arbitragens que lhes fossem favoráveis, como ainda eram há pouquíssimo tempo.

 

Tudo sinais de um tempo novo que se afigura risonho, diria.

 

Pela minha parte, não podia estar mais contente.

 

Muito obrigado por esta bonita memória e Sporting sempre!

{ Blog fundado em 2012. }

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