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És a nossa Fé!

Duas partes!

Pela terceira vez esta temporada os jogadores do Sporting acharam que as regras do tempo de jogo mudaram: Estoril, Feirense e Olympiacos. A falta de intensidade e o desleixo são inaceitáveis e, mais tarde ou mais cedo, a jogar assim, vamos ter dissabores. Erros defensivos inacreditáveis de jogadores que têm obrigação de jogar mais. Dito isto: é preciso continuar a vencer. No fim-de-semana há mais.

Sobre o jogo da segunda jornada.

Antes que se introduza de forma permanente a ideia de que defender é uma arte quero deixar claro que acho que Couceiro, como treinador, é zero e a equipa de Setúbal que hoje se apresentou em campo foi uma vergonha! Jogaram noventa minutos com onze indivíduos atrás da linha da bola e não fizeram um remate, além de que passaram todo o jogo a tentar perder tempo. Quanto a nós: Battaglia é grande reforço, Mathieu, para os jogos do nosso campeonato, é suficiente, Podence, não se pode agarrar tanto à bola, Piccini não é bom nem mau. Ah! É preciso dizer aos rapazes que para marcar golos é preciso rematar à baliza.

Esforço, Dedicação e Devoção!

Bem sei que, para nós, o campeonato parece já ter acabado mas ontem a segunda parte do jogo em Arouca foi miserável. Não me recordo sequer de um remate à baliza na segunda metade do jogo. Isto depois de meia hora muito bem conseguida na primeira parte. Será que é possível alguém avisar os rapazes que eles jogam no Sporting Clube de Portugal?

Eleições

Tenho andado um pouco desaparecido destas lides mas em semana de eleições não podia deixar de afirmar que no próximo sábado vou votar em Bruno de Carvalho. O homem é perfeito? É evidente que não mas tem sido suficientemente capaz na função. Também quero títulos mas não me esqueço que quando chegou ao Clube estávamos a lutar por pouco mais que a manutenção.

Off topic: desde que o Marvin saiu da equipa o Schelotto parece-me ainda pior...

90 minutos!

Ganhar é sempre uma maravilha mas, apesar de saber que o mister disse que tínhamos feito um jogo pragmático, o jogo dura 90 minutos. A segunda parte deste jogo foi miserável. Agora espero que no próximo sábado, em Guimarães, nos apresentemos com mais intensidade e ambição do que contra o Rio Ave!

Vitória de Pirro!

A ser verdade, a transferência de Adrien é a maior perda possível para a equipa do Sporting e aquela que eu mais temia. O capitão leonino podia não ser o melhor jogador da equipa mas era a sua alma em campo. A forma como abordava cada jogada e a intensidade que colocava em cada disputa faziam dele a voz de liderança e o exemplo a seguir. Não vejo como é que vamos conseguir encontrar dois bons médios-centro até quarta-feira. Para ser franco, nem me apetece festejar a vitória de ontem!

Sobre a selecção

Não sei qual o onze que Fernando Santos (quem se lembrou de escolher este homem para a selecção deveria, talvez, ter-se recordado que as suas equipas nunca jogaram grande futebol e que ele foi capaz de perder um campeonato com o Jardel a jogar com ele) vai apresentar logo nem qual o modelo de jogo. No entanto, se jogar em 4-4-2, e se quiser colocar em campo, ao mesmo tempo, Ronaldo, Nani e Quaresma (três jogadores com características muito ofensivas) deveria apostar, no meio-campo, em William, Adrien e João Mário.

Pergunta-se - ou pelo menos é legítimo que se pergunte - se a minha aposta neste três jogadores resulta de eles jogarem no Sporting. Sim, mas não por eu ser sportinguista ou devido ao facto de os três jogarem do Sporting. Se fossem atletas do Arrentela eu diria o mesmo. O Sporting jogou todo o ano com William a 6, Adrien a 8 e João Mário a interior direito, um sistema que deu equílibrio ao jogo leonino e que permitiu que os três dessem, sempre, muita rotatividade ao meio-campo. Estes são jogadores que estão rotinados, habituados a jogar em conjunto e capazes, praticamente sozinhos, de equilibrarem as transições ofensivas e defensivas.

Nada, note-se, contra Renato Sanches, Danilo ou André Gomes que penso serem enormes jogadores. Aliás, há muito tempo que a equipa de Portugal não tinha tamanha qualidade no meio-campo. Apostaria nos jogadores leoninos sobretudo porque penso que seriam capazes de dar mais à selecção.

Colocaria Quaresma no lugar de André Gomes (que penso, apesar de tudo, ter feito um jogo interessante contra a Islândia) porque está em grande forma e porque tem o elemento desequilibrador que o jogador do Valência não tem. Penso que a melhor posição para o André Gomes é a 8, mas a época de Adrien e as suas características pessoais fazem do jogador do Sporting, neste momento, e a meu ver, melhor para o lugar. Jogaria com Cédric porque é, no meu entendimento, mais jogador que Vieirinha e fecha melhor ao meio nos cruzamentos da esquerda.

Assim, a minha equipa para logo seria: Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, Ricardo Carvalho, Raphael Guerreiro; William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Ricardo Quaresma, Nani e Cristiano Ronaldo.

Os melhores golos do Sporting (55)

Golo de DELFIM

Sporting-V. Guimarães, 3-0

3 de Abril de 1999, Estádio José de Alvalade

 

Mais um grande golo de um jogador que ficou conhecido pelo seu potente pontapé: Delfim.

Jogador português - chegou a ser internacional - Delfim jogava a trinco (na altura ao jogador da posição 6 chamava-se trinco) e era dos bons! A sua grande mais-valia estava no poderoso pé direito e no remate à baliza. Infelizmente, depois de sair campeão do Sporting, foi para o Marselha e lesionou-se gravemente tendo ficado afastado dos relvados mais de dois anos. Nunca mais voltou a ser o mesmo jogador.

O golo é fantástico. Um pontapé impressionante, de primeira, a mais de trinta metros da baliza colocado ao canto superior esquerdo. Ficou para sempre na minha memória!

 

 

Os melhores golos do Sporting (54)

Golo de RONNY

Naval-Sporting, 0-1

26 de Novembro de 2006, Municipal José Bento Pessoa

 

Quem não se lembra de Ronny, aka, o pé-canhão? Jogador canhoto, passou brevemente pelo Sporting (felizmente!) andando, presentemente, a espalhar magia pelos relvados da bundesliga.

O golo que aqui trazemos é fruto da imagem de marca do jogador, conhecido, sobretudo pela potência do seu pontapé. O jogo, contra o Naval (como é possível que equipas como aquela tenham passado pela 1.ª divisão?!), ficou marcado por um golo monstruoso de Ronny sendo que, na altura, muito se escreveu sobre o mesmo, nomeadamente sobre a velocidade a que a bola pode ter entrado na baliza. Há quem fale em mais de 200 km/h (mais precisamente 222 km/h) embora não existam meios capazes de determinar com rigor se assim foi ou não.

Para a história ficou o grande golo que o jogador brasileiro marcou e os três pontos que garantiu já bem perto do final do jogo!

 

 

Krassimir Balakov

Balakov foi um grande ídolo futebolístico da minha juventude. Quando comecei a ver futebol eram poucos os jogos que eram transmitidos pela televisão e, na altura, não era hábito ir a Alvalade mas antes ao Estádio da Medideira ver o grande Amora! Por isso foram poucas as vezes que tive oportunidade de ver ao vivo o grande jogador búlgaro embora tenha estado (entre milhares de sportinguistas que encheram todo o estádio) na sua despedida com a camisola do rampante na final da Taça de Portugal que o Sporting venceu ao Marítimo na época de 1994/1995.

Krassimir Balakov foi um dos grandes talentos que passaram por Portugal. A sua classe era enorme e o talento impressionante. Todos os que o viram jogar recordam, certamente, a sua destreza técnica e a facilidade com que marcava livres directos mas também a qualidade com que chutava à baliza.

O Sporting publicou no Youtube e na página do Facebook, esta semana, um vídeo com uma colectânea de 40 golos de Balakov na sua passagem pelo clube. Quase todos são de execução técnica muito acima da média e uma parte muito significativa dos mesmos poderia figurar entre as nossas escolhas dos melhores golos do Sporting. Fica, abaixo, o vídeo para recordar a arte do grande Balakov.

 

 

Os melhores golos do Sporting (52)

Golo de RICARDO QUARESMA

Salgueiros-Sporting, 1-4

5 de Novembro de 2001, Engenheiro Vidal Pinheiro

 

Ricardo Quaresma foi, nas últimas décadas, um dos grandes jogadores formados pelo Sporting. O seu talento inebriante e a velocidade alucinante do drible faziam deste um verdadeiro Mustang!

Quaresma tem feito uma carreira de grande nível mas muitos (onde me incluo) pensaram possível, pelo menos em determinada altura, que talvez o antigo jogador leonino pudesse aspirar a algo mais, quem sabe se não mesmo a uma Bola de Ouro. Faltou-lhe, penso, a capacidade de trabalho que caracteriza jogadores capazes de alcançar o Olimpo, porque o resto ele, indubitavelmente, tinha!

A imagem de marca do seu enorme talento é a trivela mas o golo que marcou ao Salgueiros em Novembro de 2001 (a ver a partir do minuto 2:00) foi ligeiramente diferente. Desmarcado a partir de um passe da defesa, apanha a bola no meio campo e corre com ela, velozmente e entre os defesas encarnados, e, já depois de entrar na área da equipa salgueirista, desfere um potente remate ao canto superior esquerdo da baliza. Golo de levantar o estádio e um dos primeiros que marcou com a camisola verde e branca.

 

 

Os melhores golos do Sporting (49)

Golo de RICARDO SÁ PINTO

Sporting - Vitória de Guimarães, 2-0

15 de Janeiro de 1995, Estádio José de Alvalade

 

Ricardo "Coração de Leão" Sá Pinto foi um dos grandes ídolos que tive no futebol, e o seu nome foi o único que tive gravado numa camisola do leão rampante. Como jogador de futebol, Sá Pinto era um epítome da raça, da dedicação, do esforço e do orgulho pela camisola que vestia. Era impetuoso, ardente e de um talento enorme. A bravura que demonstrava em cada jogada ficará para sempre marcada na memória dos sportinguistas que o viram jogar. Como treinador o temperamento era igual e por isso todos se recordarão da canção que era entoada pela Curva Sul: Aperta com eles, Sá Pinto!

A ligação de Sá Pinto com os adeptos leoninos sempre foi tremenda. Durante o seu exílio em Espanha era frequente encontrar sportinguistas no Anoeta para o apoiar, pelo que o seu regresso a casa foi saudado por todos os adeptos leoninos.

O golo de Sá Pinto contra o Vitória de Guimarães é uma obra de arte. A jogada inicia-se com um arranque em velocidade de Balakov que, de pé direito, atira à baliza de Nuno. O remate do búlgaro é defendido para a frente e Sá Pinto, oportuno, de costas para a baliza, de calcanhar, faz um pequeno chapéu a um defesa e ao guarda-redes que se encontravam prostrados no relvado. A execução técnica é extraordinária e o golo (a ver a partir do minuto 6:07) é de classe internacional, de levantar o estádio!

 

 

Os melhores golos do Sporting (45)

Golo de JORGE CADETE

Beira-Mar - Sporting, 1-1

22 de Novembro de 1992, Estádio Mário Duarte

 

Jorge Cadete foi um dos bons avançados portugueses da década de noventa. No Sporting fez muitos golos tendo mesmo chegado a vencer o troféu de melhor marcador do campeonato na época de 1992/1993 (18 golos). Cadete era, segundo me recordo, um jogador elegante e de talento mas também bastante lutador.

No Sporting jogou bastante e marcou perto de setenta golos mas foi numa das épocas que fez no Celtic que se destacou no futebol europeu, tendo-se sagrado, na época de 1996/1997, o melhor marcador do campeonato escocês com 33 golos.

O jogo de Aveiro, cujo resumo vi, talvez, no famoso Domingo Desportivo da RTP, não terá sido grande coisa mas o golo (a ver a partir do minuto 2:09) de Jorge Cadete, de calcanhar, ficou-me na memória. O lance, de uma execução técnica brilhante e de um sentido de colocação fantástico, é daqueles que fazem levantar um estádio. Para mim, tantos anos depois de ter começado a ver futebol, continua a ser um dos mais belos que vi.

 

 

Os melhores golos do Sporting (38)

Golo de PAULO TORRES

Vitória de Guimarães-Sporting, 2-3

1 de Maio de 1993, Estádio D. Afonso Henriques

 

Não me lembro de ter visto em este jogo mas sei que foi transmitido na televisão. No entanto, não sabendo bem porquê, o golo de Paulo Torres nunca me saiu da cabeça.

Paulo Torres ficou conhecido no universo do futebol como o "pé canhão". Jogador canhoto, actuava, normalmente, como lateral esquerdo, foi campeão do Mundo sub-20 (fez parte da chamada "geração de ouro" que despontou na transição da década de oitenta para a década de noventa) e teve uma passagem breve pelo Sporting.

Embora tenha sido fugaz o período em que vestiu a camisola verde e branca o golo (ver a partir do minuto 5:50) que marcou ao Vitória de Guimarães em Maio de 1993 (livre directo descaído para a esquerda da grande área), de uma execução técnica e de uma violência impressionante, é dos mais incríveis de que me lembro. O guarda-redes do Vitória (Madureira), embora tenha tentado a defesa, foi incapaz de travar a brutalidade do pontapé de Paulo Torres.

Este é, para mim, entre os muitos de que me recordo, um dos melhores golos de sempre do Sporting!

 

 

Os melhores golos do Sporting (7)

Golo de KRASSIMIR BALAKOV

Sporting-Benfica

17 de Outubro de 1992, Estádio José de Alvalade

 

Todos os meninos merecem um ídolo. O meu, no futebol, era búlgaro e chamava-se Krassimir Balakov. A sua passagem pelo Sporting coincidiu com o início do meu fascínio pelo desporto rei. Para mim continua, mais de vinte anos passados da sua saída do clube, como um dos mais brilhantes jogadores que vi jogar com a camisola verde e branca. Lembro-me de um jogo - o primeiro que vi no velhinho Alvalade - contra o Paços de Ferreira na última jornada da época 91/92 em que ele estava, ao intervalo, a dar autógrafos junto à rede da bancada central. Por vergonha, talvez, não desci para lhe pedir um. Hoje lamento-o!

O jogo não foi um qualquer. Foi o derby eterno. Sporting vs Benfica, Estádio José de Alvalade, início do outono e Sir Bobby Robson no banco. Como ainda hoje o Sporting, na saída de jogo, atacava para a baliza norte. Começa o benfica mas dois passes depois Veloso perde a bola para Balakov que, de pé direito (era um canhoto brilhante), atira para a baliza de Silvino e fez balançar as redes. Foi a loucura. Noutros tempos, bem diferentes, um jornalista na tribuna do estádio entrevista o então presidente Sousa Cintra logo a seguir ao golo!

Vi o jogo na televisão. Uma transmissão da SIC (uma das primeiras, creio) com narração do grande Jorge Perestrelo. A bola, como ele gostava de dizer, entrou "onde a coruja faz o ninho". Este golo é a primeira memória clara que tenho de um derby e foi fundamental para o desenvolvimento da minha paixão pelo jogo e pelo clube. Pese embora a carga emocional que tem para mim creio, ainda assim, ser um dos melhores golos que vi do enorme Sporting!

 

 

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