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És a nossa Fé!

Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

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Bruno de Carvalho não devia menosprezar os comentários de gente insuspeita que se têm publicado na comunicação social a propósito da malfadada entrevista que se autoconcedeu na semana passada ao canal do clube durante quase duas horas e meia. Nesta altura do mandato já duvido que servisse para alguma coisa, mas talvez fosse pedagógico obrigar o presidente a ver integralmente a gravação da sua entrevista. Eu não fui capaz, tive de mudar de canal, muito envergonhado, como se fora eu a fazer aquela figura. Este é um assunto que me incomoda verdadeiramente, que mina o meu orgulho no meu Sporting.

Depois, já sob um prisma mais acima de educação e subtileza, pergunto o que autoriza um presidente que manda construir uma estátua junto ao novo pavilhão, a gravar na pedra uma citação de si próprio se não um egocentrismo desmesurado? Terá Bruno Carvalho receio que os seus sucessores não lhe reconheçam a obra? Não teria sido mais honroso que outros o citassem um dia gratos?
Se é inegável que a gestão de Bruno Carvalho tem alcançado entusiasmantes conquistas para o nosso clube, desde logo a valorização dos activos, a competitividade da equipa principal e a consequente mobilização dos adeptos, tal não deveria autorizar a incontinência verbal do presidente que aparenta laivos patológicos, que muito o fragiliza e desacredita, e espero não chegue ao balneário – principalmente aí era importante que se preservasse a autoridade do seu cargo. Para mais, suspeito que com tanto despautério e fanfarronice, a tolerância dos adeptos em face um hipotético fracasso seja zero. Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

Ganhámos um jogo de treino

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É no mínimo preocupante quando uma equipa que tem ambições de vencer o campeonato faz mais de metade do seu primeiro jogo com um adversário que almeja a manutenção, empastelado no meio campo com baixíssima produção atacante, perdida numa experiência de última hora. O Bruno Fernandes no lugar de Podence, desaparecido nos mesmos terrenos de Adrien, foi um enorme equivoco que nos podia ter custado o empate na primeira parte. Com a equipa assim encolhida o futebol leonino claramente só desemperrou já na segunda parte com Podence à solta no último terço do terreno – o miúdo traz velocidade e rebeldia fundamental naquela zona do campo. É preocupante que Jorge Jesus teime em fazer experiências como se não estivesse em competição, mas está-lhe na massa do sangue protagonizar “surpresas” para mostrar que existe, que é ele que manda. Não havia necessidade - está claro para todos que é ele que manda - e podia ter corrido muito mal. 

À parte dessa inquietação, e para além de não termos sofrido golos, é de destacar o extremo esquerdo Acuña, que exibe uma generosidade excepcional a defender, umas ganas bestiais a atacar e um faro de golo raro. Temos Leão para atacar o título. Só espero que não percamos o Gelson Martins.

Mais uma crónica na Estação Tola

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Se há altura do ano em que a conversa fiada e a especulação sobre a bola é legítima e até recomendável é nesta época estival, também conhecida como tola, em que as equipas se preparam e os adeptos se enchem de expectativas para as competições que tardam em recomeçar. Na verdade por estes dias o calendário futebolístico inicia-se cada vez mais cedo, um fenómeno que também vem acontecendo com o ano lectivo que roubou o mês de Setembro aos nossos miúdos que nem sonham como era ocioso e estruturante o longo Verão dos seus pais. Este ano o Campeonato Nacional que modernamente se chama “Liga” (os portugueses são peritos em mudar os nomes às coisas convencidos que dessa forma as mudam) começa na primeira semana de Agosto, entrando pelas nossas férias adentro, quando os adeptos deviam estar, não nas bancadas dos estádios, mas à beira-mar a ler preguiçosamente novidades sobre reforços milagrosos e as tácticas inexpugnáveis que dizimarão os adversários, atrasando a leitura do clássico que estava prometida para estas férias. 

Mas a verdadeira e grande novidade da época futebolística que se avizinha é sem dúvida o vídeo-árbitro. Este novo actor, mais do que revolucionar o futebol que passará a ter mais uma ou outra paragem inócua, que estou convencido trará mais justiça e transparência à disputa, acima de tudo promete incendiar ainda mais a indústria do comentário futebolístico em grande expansão nos canais da televisão por cabo. A coisa promete, pela simples razão de que muitas das decisões dos árbitros, mesmo com a ajuda do vídeo, continuarão a ser subjectivas e falíveis, dependendo da perspectiva (da cor da camisola) do observador: o milímetro a mais ou a menos do fora de jogo indefinido, a bola na mão ou a mão na bola dentro da grande área - ou a milímetros do seu limite; já para não falar da apreciação à intensidade do contacto do defesa que derruba – ou não - o atacante e da (in)justiça do consequente castigo máximo. Com a agravante das decisões de agora em diante provirem de uma análise ponderada. Por isso não vão faltar teorias da conspiração e toda a sorte de condenações e pressões sobre… o vídeo-árbitro. Se é previsível que o uso das tecnologias irá beneficiar a justeza das decisões em campo e o futebol atacante em geral, o vídeo-árbitro passará ele próprio a ser mais um inevitável protagonista do espectáculo, condenado umas vezes, exaltado outras tantas, em debates insanos por essas televisões afora.
Pela parte que me toca, continuarei a privilegiar o espectáculo do futebol dentro das quatro linhas, onde ele possui uma inegável e entusiasmante beleza. O seu prolongamento será feito à maneira antiga, ao vivo e com alma, à boa conversa ao balcão do café com os vizinhos, ou com os amigos numa aprazível esplanada. Venha daí então o campeonato que desta vez é que vamos ganhar.

 

Publicado originalmente por simpático convite no blogue Delito de Opinião

Ironia do destino...

No mínimo é irónico que quando vêm à tona as relações promiscuas e tráficos de influências entre agentes do futebol e o clube de Carnide este se preocupe com a regulamentação de cigarros electrónicos. Demonstra uma estranha hierarquia de valores. Ou será apenas a necessidade de atirar fumo para os olhos? E já agora, à luz destes acontecimentos, o que vale moralmente um campeonato ganho pela diferença de dois pontos, ganho ao sprint ao Sporting na época 2015/2016? Por essas contas o "treta" está definitivamente comprometido, Pedro.

Jogo perigoso

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Os programas de debate futebolístico à segunda-feira nos canais de notícias vêm-se tornando numa autêntica aberração imprópria para crianças e gente civilizada - caio lá demasiadas vezes nos meus zappings à procura de notícias depois do jantar e fujo quando a coisa azeda, que nunca demora muito tempo. Na busca de audiências, que o mesmo é dizer, transpondo para a discussão verbal o mais básico fanatismo das claques, a conversa descamba com demasiada frequência para a insinuação e o insulto, que propicia cenas de algum embaraço quando a ténue fronteira do descontrolo emocional ameaça desabar entre os oponentes.

Sou do tempo em que no Sporting se debatiam fórmulas de atrair a família, nomeadamente senhoras e crianças para as bancadas do estádio, mas receio que o percurso feito nos últimos anos pelos clubes, através de políticas de comunicação extremamente agressivas, vem sendo inverso: a seguir a cada jogo, no espaço público que vai entre as televisões e as redes socais, toma lugar uma batalha verbal com pouco compromisso com a verdade e ainda menos com a boa educação. Voltando às televisões, desconfio que os responsáveis dos programas, que se não são os primeiros responsáveis, são cúmplices activos, estão simplesmente esfregando as mãos expectativa duma cena de descontrolo ou até de pugilato que exponencie as audiências, que por um dia catapulte o seu programa para os píncaros da popularidade, como se de um radical reality show se tratasse. Veja-se o caso do “Prolongamento” da TVI de ontem em que José de Pina e Pedro Guerra despudoradamente perderam a compostura (presumo que seja habitual).
Acontece que sou um amante do futebol, que preza a rivalidade acesa dentro das quatro linhas, transposta para as bancadas dentro dos limites mínimos das salutares regras de civilidade. Não compreendo que se critiquem os jogadores ou os espectadores da bola quando se descontrolam e se aceite passivamente que esse jogo perigoso seja transposto para a televisão com um discurso que toca as raias do irracional como se fosse legítimo.

Sou do tempo em que as televisões e o jornalismo tinham pretensões pedagógicas e sabiam o seu papel na sociedade. Não me parece que a busca de audiências justifique um espectáculo tão indigno quanto aquele que se vê nos serões das segundas-feiras por essas TVs.

O Porto é uma Nação (onde conheço muitos sportinguistas)

Convite_lançamento_Porto.jpgAmanhã Sábado dia 4 de Março às 18h00 estarei no Porto na Sala da Música do Museu Nacional Soares dos Reis com o Vasco Lobo Xavier e o Francisco José Viegas (ambos gentis portistas) para a apresentação do meu novo livro "Crónicas Moralistas". 

Entretanto, os meus amigos que o desejarem podem receber um exemplar autografado do livro comodamente em casa através desta página.

PS.: Quem me conhece sabe o que me separa da estética do Bruno de Carvalho. Mas confesso que fico muito desconfiado com a simpatia que os nossos rivais nutrem por Madeira Rodrigues. Este último facto deixa-me de consciência tranquila por amanhã não poder ir a Alvalade votar.

Encontramo-nos lá?

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É já amanhã Sábado o lançamento e apresentação do meu livro "Crónicas Moralistas", às 15.30 no Instituto Amaro da Costa (Rua do Patrocínio nº 128) por Eduardo Cintra Torres, Pedro Mota Soares e Cónego Carlos Paes. Mais informação, aqui.

 

 

Save the date!

O lançamento público em Lisboa de "Crónicas Moralistas", a minha segunda colectânea de apontamentos e comentários, terá lugar no próximo dia 11 de Fevereiro pelas 15,30 no Instituto Amaro da Costa (Rua do Patrocínio nº 128 A em Campo d’ Ourique). O livro será apresentado por Eduardo Cintra Torres, por Pedro Mota Soares e pelo Cónego Carlos Paes, pelo que peço desde já aos meus amigos que aqui me visitam que reservem a data para estarem comigo nesse dia muito especial para mim. 

O tudo ou nada

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Com o passar dos anos às vezes cansa ser do Sporting, um fado ao qual uma pessoa de carácter não vira costas, faça sol ou faça chuva. E eu, para ser sincero, já não penso tanto no meu interesse, mas, como refere em baixo o Pedro Correia, penso nas novas gerações (nos meus filhos) que nos últimos anos encheram-se de expectativas perante a aparência daquilo que parecia ser um processo consistente de crescimento da equipa e do clube. Sem resultados não é possível manter-se essa ilusão, que urge materializar-se em vitórias. E logo à noite joga-se um dos mais prestigiados troféus de Portugal, a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. Para ultrapassarmos este desafio exige-se que o Sporting coma a relva e dê um espectáculo de futebol como já fez este ano por exemplo com o Real Madrid e… ganhe o jogo.

Se isso não acontecer, temo que os danos sejam muito mais graves que a eliminação da Taça propriamente dita. Por tudo isto logo mais exige-se um Leão com muita raça e com as unhas de fora.

Adrien, o insubstituível

Adrien Silva está de volta às convocatórias de Jorge Jesus e isso é uma boa notícia... que esconde uma muito má. Se analisarmos o que vem sendo o desgraçado percurso do Sporting desde a sua substituição em Guimarães, temos que admitir que o luso-francês é insubstituível – e isso é preocupante.

Silly season

Onde a silly season se revela com mais força é nos jornais e programas de comentário futebolístico. Suspeito que a maior parte dos boatos que circulam como manchetes nascem na própria redacção.

Quando a realidade ameaça estragar uma boa (?) estória.

Hoje testemunhei em Alvalade um Sporting a momentos magnífico, com um jogo rápido exibindo um entrosamento e alegria muito invulgares para uma equipa em início de época. Qual é o meu espanto quando em casa oiço os comentadores encartados das TVs em vez de comentarem a exibição (os factos) a especularem sobre uma crise virtual por conta da cobiça de outros clubes pelas estrelas leoninas...

Algumas notas sobre a vitória da Selecção Nacional em Paris

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A nossa vitória não resulta de um acto ou personalidade genial mas foi-o duma determinação individual incomensurável e dum enorme espírito colectivo dum grupo bem liderado. Uma bela parábola para os portugueses.

 

Para aqueles que tinham dúvidas, Rui Patrício confirmou que é um guarda-redes ao nível dos melhores do mundo.

 

Ainda a tempo o seleccionador percebeu a vantagem de utilizar William Carvalho, Adrien Silva e João Mário, um trio que apesar de não ter revelado a habitual eficácia atacante conferiu uma robustez e fiabilidade de movimentos ao meio-campo português. 

 

Fernando Santos revelou-se um verdadeiro líder: sóbrio, discreto e corajoso, conseguiu unir a sua equipa não à sua volta, mas alinhada na sua estratégia e focada no objectivo da vitória. Um homem com uma fé inabalável.

 

Payet, a estrela francesa que prometia ser a revelação deste campeonato europeu, conseguiu o seu maior momento de glória aos oito minutos da final em Paris ao lesionar Cristiano Ronaldo que assim se viu impedido de jogar o jogo da sua vida. O resultado foi o reforço da tenacidade dos seus companheiros. 

 

Receio que a qualidade da prestação dos jogadores do Sporting neste torneio resulte num assédio que desestabilize as suas merecidas férias e prejudique a preparação da equipa. Tudo por um bem maior.

 

Desde a fundação de Portugal que a Mãe de Jesus é chamada a apadrinhar os mais nobres feitos nacionais - os outros não. Um sinal de que este País apesar de tudo resiste como um local aprazível.  

 

Uma vitória destas vive-se uma vez na vida, ficará gravada na história do futebol e os seus heróis serão celebrados pelos nossos netos e bisnetos. Festejemos hoje e tomemos o seu exemplo, para regressarmos aos nossos afazeres com mais entrega e determinação. Portugal pode ser muito mais. 

Ai mata, mata!

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Ontem pelo minuto 80 do Hungria vs Portugal ainda fiz sinal do meu sofá para a equipa médica a pedir assistência e substituição. Por isso não sei se estou em condições no próximo sábado para assistir àquilo que se prenuncia um desastre. 

Aquela defesa e meio campo tremem como varas verdes, não há coração. Acontece que na hora certa faltou coragem a Fernando Santos para por a rodar um meio campo entrosado e rotinado a jogar para a frente, como pede o nosso sistema de jogo e os grandes artistas que fazem a diferença no ataque. A insistência em João Moutinho em baixo de forma desautorizou qualquer outra solução perante a restante equipa e ontem na segunda parte notou-se que faltou àquele sector um patrão. Essa autoridade não se confere de um dia para o outro e o que ontem vimos foi um meio campo transformado numa geringonça periclitante, que é o que está a dar. Foi o que aconteceu quando o treinador em desespero colocou um miúdo de dezoito anos a liderar aquele sector nevrálgico. Fernando Santos improvisou mais uma vez e a desconfiança entranhou-se entre os jogadores do meio-campo que parecem estar jogar sobre brasas. Este estado de coisas conjugadas numa eliminatória com a Croácia, uma equipa coesa e determinada, não augura nada de bom. Oxalá eu me engane.  

O meu douto parecer sobre o jogo de ontem em em Saint-Étienne

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A actuação da selecção portuguesa ontem em em Saint-Étienne constitui uma parábola que trava a onda de euforia alimentada por Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa em Paris nos dias precedentes. Se é verdade que o futebol é uma indústria portuguesa de desproporcional sucesso em relação à penosa realidade do país, é bom que se note que o "optimismo" em nada contribuiu para isso. O optimismo e o pessimismo são apenas e só estados de alma desfasados da realidade para a qual se exige apenas realismo.

Nesse sentido a realidade do jogo constituiu um balde de água fria, principalmente devido à ineficácia de um meio campo improvisado e por isso mesmo sem qualquer automatismo: João Moutinho está em baixo de forma, Vieirinha (surpreendentemente a substituto de Cédric que estava a dar bons sinais nos jogos de preparação) muito inseguro, Danilo Pereira foi o armário que se esperava e João Mário que pouco se destacou no meio de tanta desorientação. O resultado foi quase sempre o bloqueio do jogo para a frente. Infelizmente, no meio de tanta mediocridade Cristiano Ronaldo também não sobressaiu - poderíamos exigi-lo? O lado bom é que este jogo teve o mérito de deixar boas pistas para o Fernando Santos preparar e armar a equipa que vai jogar no Sábado contra a Áustria.
Uma menção pouco abonatória também para os espectadores portugueses presentes em larga maioria no estádio em Saint-Étienne, que sem chama nem entusiasmo, se deixaram ofuscar pelos islandeses arrebatados e tenazes como os seus onze "Sons" que deixaram a pele no relvado. Portugal não jogou "em casa" como foi apregoado. 
Finalmente uma nota sobre um estranho fenómeno que se verifica nos canais de desporto e de notícias do interminável menu da televisão por cabo: pela amostra todos têm estudos que indicam que depois da transmissão do jogo o telespectador gosta é de ouvir as bacoradas dos adeptos inebriados nas esplanadas ou nas redondezas do Estádio.

Fomos os melhores. Parabéns Sporting!

As picardias sempre fizeram parte de uma rivalidade saudável e aguerrida no futebol, um fenómeno que os media por estes dias promoveram a um sub-produto do espectáculo que espremem até ao tutano como um rentável conteúdo 'low cost'. As virgens ofendidas que exigem meninos de coro a protagonizar o circo da bola é porque levam o assunto demasiado a sério e deviam dedicar-se à costura.

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